Tubo neural

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Secção transversal de um embrião de pinto com 42 horas de incubação. A superficie dorsal do embrião é a de cima enquanto que a ventral é a debaixo. O tubo neural está representado a verde.

O tubo neural é a estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinal. Durante a gestação humana, o tubo neural dá origem a três vesículas:

A formação do tubo neural é o resultado da invaginação da ectoderme que se segue à gastrulação. Este processo é induzido por moléculas sinalizadoras produzidas na notocorda e na placa basal.


Estrutura[editar | editar código-fonte]

Existem subdivisões do tubo neural que irão desenvolver-se em regiões distintas do sistema nervoso central: prosencéfalo, mesencéfalo, rombencéfalo e a medula espinal.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Existem duas maneiras de o tubo se desenvolver: neurulação primária e neurulação secundária.

  • na neurulação primária as células da placa neural invaginam e separam-se para formar o tubo.
  • na neurulação secundáriaas células da placa neural formam uma estrutura parecida com um cordão que migra dentro do embrião e escava para formar o tubo

Cada organismo usa cada tipo de neurulação em diferentes graus de complexidade.

  • a neurulação nos peixes é somente secundária
  • nas aves as regiões caudais do tubo desenvolvem-se usando neurulação secundária e as regiões anteriores usando neurulação primária
  • nos mamíferos é observado um padrão semelhante ao das aves quando a neurulação secundária começa por volta da 35ª protovértebra

O tubo neural é a estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal. Durante a gestação humana, o tubo neural dá origem a três vesículas: o romboencéfalo, o mesencéfalo e o prosencéfalo.

A formação do tubo neural é o resultado da invaginação da ectoderme que se segue à gastrulação. Este processo é induzido por moléculas sinalizadoras produzida na notocorda e na placa basal.

Relativamente à evolução das suas cavidades:

- A luz da medula primitiva irá dar origem ao canal central da medula (epêndima) - A cavidade dilatada do rombencéfalo irá dar origem ao IV ventrículo - A cavidade do diencéfalo e a cavidade da parte mediana do telencéfalo irá originar ulteriormente o III ventrículo. - A luz das vesículas telencefálicas laterais forma, de cada lado, ventrículos laterais (unidos ao III ventrículo pelos 2 forames interventriculares ou de Monro)

Todas as cavidades supracitadas são revestidas por epitélio de forma cubóide (epêndima) e todas contêm o líquido céfalo-raquidiano (também designado líquor cérebro-espinal) exceto o canal central medular.

Flexuras no tubo neural[editar | editar código-fonte]

No teto ou assoalho do tubo neural aparecem flexuras devido a ritmos de crescimento diferentes.

Flexuras por ordem de aparecimento:

1ª- Cefálica: na região entre o mesencéfalo e prosencéfalo. 2ª- Cervical: entre a medula primitiva e o arquencéfalo (encéfalo primitivo) 3ª- Pontina: no ponto de união entre o metencéfalo e mielencéfalo (com direção contrária às 2 primeiras flexuras)

O que acontece com o passar do tempo (desenvolvimento) às três flexuras?

As flexuras cervical e pontina vão-se desfazendo e desaparecendo, mas a flexura cefálica permanece, determinando, no encéfalo do homem adulto, um ângulo entre o cérebro, derivado do prosencéfalo, e o resto do neuro-eixo.

Anomalias no desenvolvimento do tubo neural[editar | editar código-fonte]

Os neuróporos, que são as extremidades do tubo neural, podem não se fechar.

Se o fechamento não se completar no neuróporo anterior, as anomalias que podem ocorrer são: meningocele, meningoencefalocele e meningohidroencefalocele.

Se o fechamento não ocorrer no neuróporo posterior, as anomalias recorrentes são espinha bífida oculta, meningocele e mielomeningocele.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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