Kátia Abreu
| Kátia Abreu | |
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| Foto:Antonio Cruz/ABr | |
| Senadora pelo |
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| Mandato | 1º de fevereiro de 2007 até 31 de janeiro de 2015 |
| Deputada Federal pelo |
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| Mandato | 1º de fevereiro de 2003 até 31 de janeiro de 2007 |
| Vida | |
| Nascimento | 2 de fevereiro de 1962 (50 anos) Goiânia, GO |
| Partido | PFL (1998-2007) DEM (2007-2011) PSD (2011-atualidade) |
| Profissão | Pecuarista |
Kátia Regina de Abreu (Goiânia, 2 de fevereiro de 1962) é uma empresária pecuarista e política brasileira. Atualmente cumpre mandato de senadora pelo estado do Tocantins.
Formada em Psicologia na Universidade Católica de Goiás, tornou-se pecuarista ao assumir, com a morte do marido em 1987, fazenda no antigo norte goiano, atualmente Tocantins. Mudou-se para a fazenda mesmo sem muito conhecimento de como conduzi-la. Ao chegar à fazenda, encontrou dentro do cofre da propriedade um roteiro completo sobre o que fazer na suposta "ausência" do marido. Segundo Kátia, Irajá Silvestre havia deixado uma espécie de inventário, no qual explicava coisas como onde aplicar o dinheiro, quais dívidas deveriam ser pagas primeiro e quais eram os investimentos prioritários para o aumento da produtividade da fazenda.
Índice |
[editar] Líder dos agropecuaristas
Destacou-se entre os produtores da região e logo tornou-se presidente do Sindicato Rural de Gurupi.
Em seguida, foi eleita presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins, cargo que exerceu por quatro mandatos consecutivos entre 1995 e 2005.
Em novembro de 2008 é eleita presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para o triênio 2008 a 2011. A entidade representa 27 federações estaduais, 2142 sindicatos rurais por todo o Brasil e mais de um milhão de produtores sindicalizados.
[editar] Carreira política
Em 1998, Kátia Abreu disputou pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados, ficando como primeira suplente. Assumiu a vaga em duas oportunidades entre abril de 2000 e abril de 2002. Foi escolhida para presidir a Bancada ruralista no Congresso Nacional, sendo a primeira mulher no país a comandá-la, que na época contava com 180 integrantes. Em 2002, foi efetivamente eleita para a Câmara dos Deputados com 76.170 votos, a mais votada no Estado do Tocantins.
Em 2006 concorreu e venceu a eleição a uma vaga ao Senado Federal derrotando Eduardo Siqueira Campos que tentava a reeleição.
Em 2009 a Kátia Abreu figura entre as cem personalidades mais influentes do Brasil, numa lista seleta publicada pela edição especial da Revista Época.[1] Dentre as cem personalidades destacam-se trinta personalidades políticas, dentre os quais somam cinco senadores da República.
Em entrevista a revista veja a senadora, fazendo críticas as políticas para o agronegócio dos ministérios do trabalho, desenvolvimento agrário e meio ambiente do governo Lula, fez um desafio aos ministros:
| “ | Quero fazer um desafio aos ministros: administrar uma fazenda de qualquer tamanho em uma nova fronteira agrícola e aplicar as leis trabalhistas, ambientais e agrárias completas na propriedade...Se depois de três anos eles conseguirem manter o emprego e a renda nessa propriedade, fazemos uma vaquinha, compramos a terra para eles e damos o braço a torcer, reconhecendo que estavam certos.[2] | ” |
[editar] Críticas
Sua atuação em defesa dos agropecuaristas tem gerado animosidade entre alguns ecologistas e o Ministério do Meio Ambiente. Foi rotulada pelos ativistas ambientalistas como "Miss Desmatamento".[3]
Recebe críticas por atuar de forma contrária à política atual de reforma agrária no Brasil. Também é criticada por supostamente manter dois terrenos improdutivos que concentram 2500 hectares de terra.[4]
Recentemente, como presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Kátia Abreu contratou a organização Contas Abertas para descobrir quanto custou e quem produziu a Campanha de TV e rádio "Carne Legal" (a campanha se constitui de três peças intituladas "Churrasco de desmatamento", "Picadinho de trabalho escravo" e "Filé de lavagem de dinheiro"), encomendada pelo Ministério Público Federal.[5]
Kátia também defende a política de uso de sementes alteradas em laboratório patenteadas por grandes corporações de biotecnologia como a Monsanto.[6] O uso dessas sementes é muito polêmica pois não está claro o quão prejudicial é para a população. Muitos países proíbem ou limitam o seu uso pois estudos indicam que podem causar diversos problemas a médio e longo prazo como, entre outros: problemas de saúde para produtores e consumidores, aumento no uso de agrotóxicos e aditivos nocivos, dependência exclusiva do produtor com as empresas de biotecnologia, extinção de sementes naturais e monopólio das empresas de biotecnologia. Kátia declarou na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária que prefere que este tipo de semente seja cultivada e ajude a alimentar a população brasileira do que correr o risco da população passar fome. Esta declaração foi usada por Silvio Tendler no documentário O Veneno Está na Mesa.
Referências
- ↑ A Notícia
- ↑ SCHELP, Diogo (2010). Entrevista Kátia Abreu. Revista Veja, editora Abril, edição 2162, ano 43, nº 17, pág. 25.
- ↑ Ativistas detidos no Senado em entrega de faixa de Miss Desmatamento para Kátia Abreu. Greenpeace. Página visitada em 2 de junho de 2009.
- ↑ Agência Brasil de Fato - Os inimigos da reforma agrária. http://www.brasildefato.com.br.+Página visitada em 20 de Janeiro de 2010.
- ↑ O tempero da "Carne Legal". contasabertas.uol.com.br. Página visitada em 31 de julho de 2010.
- ↑ Proposta para uso das sementes Terminator partiu da então deputada Kátia Abreu.
[editar] Ligações externas
- Página oficial (em português)
- Dados do Deputado (em português). Câmara dos Deputados.