Marcelo Miranda

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Marcelo Miranda
Marcelo Miranda
6.º Governador do  Tocantins
Período de governo 1 de janeiro de 2003
até 8 de setembro de 2009
Antecessor(a) José Wilson Siqueira Campos
Sucessor(a) Carlos Henrique Gaguim
Vida
Nascimento 10 de outubro de 1961 (53 anos)
Goiânia, GO
Dados pessoais
Partido PMDB
Profissão agropecuarista

Marcelo de Carvalho Miranda (Goiânia, 10 de outubro de 1961) é um político brasileiro filiado ao PMDB, ex-governador do estado brasileiro do Tocantins de 2003 a 2009, quando teve seu mandato cassado pelo TSE.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ainda criança, sua família tranferiu-se para o Tocantins, onde fixaram residência em Araguaína, região norte do estado. Filho de Marly de Carvalho e Brito Miranda, é casado com Dulce Miranda, com quem tem dois filhos: Marcella e Guilherme. É agropecuarista.

Seu pai, José Edmar Brito Miranda, foi presidente da Assembléia Legislativa de Goiás e representante da região do antigo norte goiano, hoje Tocantins, naquela casa. Foi um grande defensor da criação do Estado de Tocantins, na Constituição de 1988.

Vida política[editar | editar código-fonte]

Na Assembléia Legislativa chegou em 1990, sendo reeleito em 1994 e 1998, onde ocupou a Presidência da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, tendo atuado, também, como membro da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, conquistando nesta última eleição o primeiro lugar entre os mais votados. Assumiu por duas vezes consecutivas nos últimos quatro anos a presidência daquela Casa de Leis. Integrou a União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale) e articulou a criação do Parlamento Amazônico, do qual foi presidente, de 2001 a 2002. Assumiu, interinamente, o Governo do Estado do Tocantins, nos períodos de 29 de abril a 7 de maio e de 24 de junho a 1º de julho de 2000.

Além disso, foi Primeiro-Secretário da Mesa Diretora, entre 1995 e 1996; Terceiro-Secretário (1997-1998). Presidiu a casa de 1999 a 2000.

Para a campanha ao governo do Tocantins, teve como aliados uma extensa coligação, que, além do PFL, contou com o PPB, PSL, PST, PAN, PSDC, PRTB, PTC, PSD, PRP, PSDB, Prona e PTdoB.

Em 2002, foi eleito Governador do Estado do Tocantins pelo PFL, para a gestão de 2003 a 2006, sendo reeleito em 2006, pelo PMDB, para o mandato de 2007 a 2010, com 51,49% dos votos. Na ocasião, venceu o segundo colocado por uma diferença de 4,65 pontos percentuais.

Marcelo Miranda teve recomendada pela Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parecer favorável à cassação de seu diploma de governador.

Cassação do mandato de governador[editar | editar código-fonte]

No dia 26 de junho de 2009, o mandato do governador Marcelo Miranda foi cassado pelo TSE. No dia 8 de setembro de 2009, o TSE negou provimento aos recursos e sentenciou definitivamente a cassação de Marcelo Miranda. Em 9 de setembro daquele ano, tomou posse o governador interino Carlos Henrique Gaguim.[1]

Eleição ao Senado[editar | editar código-fonte]

Foi eleito para o cargo de senador, pelo estado do Tocantins, nas eleições de 2010, pelo PMDB, com 340.931 votos, ficando com a segunda vaga em disputa. A primeira foi ocupada por João Ribeiro (PR).[2]

No entanto, teve o registro de sua candidatura cassado pelo TSE, em 16 de novembro de 2010, por enquadrar-se na Lei da Ficha Limpa e, portanto, estar inelegível, segundo os ministros do tribunal, que decidiram por cinco votos a dois. Os juízes entenderam que, devido à cassação de seu mandato de governador do Tocantins, em 2009, ele estaria impedido de se candidatar em 2010. O terceiro colocado na disputa, Vicentinho Alves (PR), assumirá o mandato.[3]

Eleição de 2014[editar | editar código-fonte]

Concorreu novamente ao cargo de Governador do Estado do Tocantins e foi eleito, obteve 360.640 votos (51,30%).

Referências

Precedido por
José Wilson Siqueira Campos
Governador do Tocantins
20032009
Sucedido por
Carlos Henrique Gaguim
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