Banco Central do Brasil

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Edifício-sede do Banco Central do Brasil em Brasília.
Edifício-sede do Banco Central do Brasil em Brasília.

O Banco Central do Brasil é autarquia federal integrante do Sistema Financeiro Nacional, sendo vinculado ao Ministério da Fazenda do Brasil. Assim como os outros bancos centrais do mundo, o brasileiro é a autoridade monetária principal do país, tendo recebido esta competência de três instituições diferentes: a Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC), o Banco do Brasil e o Tesouro Nacional.

O Banco Central foi criado em 31 de dezembro de 1964, com a promulgação da Lei nº 4.595.

Índice

[editar] História

Antes da criação do Banco Central, o papel de autoridade monetária era desempenhado pela Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC), pelo Banco do Brasil e pelo Tesouro Nacional.

A SUMOC, criada em 1945 com a finalidade de exercer o controle monetário e preparar a organização de um banco central, tinha a responsabilidade de fixar os percentuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, as taxas do redesconto e da assistência financeira de liquidez, bem como os juros sobre depósitos bancários. Além disso, supervisionava a atuação dos bancos comerciais, orientava a política cambial e representava o País junto a organismos internacionais.

O Banco do Brasil desempenhava as funções de banco do governo, mediante o controle das operações de comércio exterior, o recebimento dos depósitos compulsórios e voluntários dos bancos comerciais e a execução de operações de câmbio em nome de empresas públicas e do Tesouro Nacional, de acordo com as normas estabelecidas pela SUMOC e pelo Banco de Crédito Agrícola, Comercial e Industrial.

O Tesouro Nacional era o órgão emissor de papel-moeda.

Após a criação do Banco Central buscou-se dotar a instituição de mecanismos voltados para o desempenho do papel de "bancos dos bancos". Em 1985 foi promovido o reordenamento financeiro governamental com a separação das contas e das funções do Banco Central, Banco do Brasil e Tesouro Nacional. Em 1986 foi extinta a conta movimento e o fornecimento de recursos do Banco Central ao Banco do Brasil passou a ser claramente identificado nos orçamentos das duas instituições, eliminando-se os suprimentos automáticos que prejudicavam a atuação do Banco Central.

O processo de reordenamento financeiro governamental se estendeu até 1988, quando as funções de autoridade monetária foram transferidas progressivamente do Banco do Brasil para o Banco Central, enquanto as atividades atípicas exercidas por esse último, como as relacionadas ao fomento e à administração da dívida pública federal, foram transferidas para o Tesouro Nacional.

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu dispositivos importantes para a atuação do Banco Central, dentre os quais destacam-se o exercício exclusivo da competência da União para emitir moeda e a exigência de aprovação prévia pelo Senado Federal, em votação secreta, após argüição pública, dos nomes indicados pelo Presidente da República para os cargos de presidente e diretores da instituição. Além disso, vedou ao Banco Central a concessão direta ou indireta de empréstimos ao Tesouro Nacional.

A Constituição de 1988 prevê ainda, em seu artigo 192, a elaboração de Lei Complementar do Sistema Financeiro Nacional, que deverá substituir a Lei 4.595/64 e redefinir as atribuições e estrutura do Banco Central do Brasil.

[editar] Competências

Moeda de um Real comemorativa dos 40 anos do Banco Central (1965-2005).
Moeda de um Real comemorativa dos 40 anos do Banco Central (1965-2005).

É de competência exclusiva do Banco Central do Brasil:

  • emitir papel moeda e moeda metálica
  • executar serviços de meio circulante
  • receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais
  • realizar operações de redesconto e empréstimos de assistência à liquidez às instituições financeiras
  • regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis
  • efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos públicos federais
  • autorizar, normatizar, fiscalizar e intervir nas instituições financeiras
  • controlar o fluxo de capitais estrangeiros, garantindo o correto funcionamento do mercado cambial

[editar] Presidentes

Nome
Início
Fim
Dênio Chagas Nogueira 12 de abril de 1965 21 de março de 1967
Rui Aguiar da Silva Leme 31 de março de 1967 12 de fevereiro de 1968
Ari Burguer (interino) 8 de fevereiro de 1968 20 de fevereiro de 1968
Ernane Galvêas 21 de fevereiro de 1968 15 de março de 1974
Paulo Hortêncio Pereira Lira 15 de março de 1974 14 de março de 1979
Carlos Brandão 15 de março de 1979 17 de agosto de 1979
Ernane Galvêas 17 de agosto de 1979 18 de janeiro de 1980
Carlos Geraldo Langoni 18 de janeiro de 1980 5 de setembro de 1983
Celso Pastore 5 de setembro de 1983 14 de março de 1985
Antonio Carlos Braga Lemgruber 15 de março de 1985 28 de agosto de 1985
Fernão Carlos Botelho Bracher 28 de agosto de 1985 11 de fevereiro de 1987
Francisco Gros 11 de fevereiro de 1987 30 de abril de 1987
Lício de Faria (interino) 30 de abril de 1987 4 de maio de 1987
Fernando Milliet 5 de maio de 1987 9 de março de 1988
Elmo de Araújo Camões 9 de março de 1988 22 de junho de 1989
Vadico Valdir Bucchi 23 de junho de 1989 14 de março de 1990
Ibrahim Eris 15 de março de 1990 17 de maio de 1991
Francisco Gros 17 de maio de 1991 16 de novembro de 1992
Gustavo Loyola 13 de novembro de 1992 29 de março de 1993
Paulo César Ximenes 26 de março de 1993 9 de setembro de 1993
Pedro Malan 9 de setembro de 1993 31 de dezembro de 1994
Gustavo Franco (interino) 31 de dezembro de 1994 11 de janeiro de 1995
Persio Arida 11 de janeiro de 1995 13 de junho de 1995
Gustavo Loyola 13 de junho de 1995 20 de agosto de 1997
Gustavo Franco 20 de agosto de 1997 4 de março de 1999
Armínio Fraga 4 de março de 1999 1 de janeiro de 2003
Henrique Meirelles 1 de janeiro de 2003 atualidade

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


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