Armínio Fraga

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Armínio Fraga Neto
Armínio Fraga no World Economic Forum on Latin America, 2009
Nascimento 20 de Julho de 1957 (57 anos)
Rio de Janeiro-RJ
Nacionalidade Brasil brasileiro
Profissão Economista

Armínio Fraga Neto (Rio de Janeiro, 20 de julho de 1957) é um economista brasileiro, naturalizado norte-americano.[1] [2] Ex-presidente do Banco Central do Brasil e sócio-fundador da Gávea Investimentos, Armínio Fraga é um dos economistas mais influentes do Brasil.[3]

Fraga é, ou já foi, membro de diversas organizações internacionais incluindo o Group of Thirty (Grupo dos Trinta),[4] o Conselho Internacional do banco JP Morgan , o Conselho do China Investment Corporation, o Council on Foreign Relations (Conselho de Relações Internacionais), a Junta de Assessores ao Presidente do Foro de Estabilidade Financeira, a Junta Assessora de Pesquisas do Banco Mundial, o Diálogo InterAmericano e a Junta de Diretores de Pro-Natura Estados Unidos. [5] [6]

Formação e trajetória profissional[editar | editar código-fonte]

Graduado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), obteve seu Mestrado em 1981, pela mesma universidade. É doutor em Economia pela Universidade Princeton. [7] Durante a graduação, em 1976, foi estagiário na Atlântica-Boavista Seguros. Mais tarde, em 1984, foi estagiário na Divisão de Finanças Internacionais da Reserva Federal (FED), em Washington, D.C. [1]

Fraga começou sua carreira profissional em 1985, como economista-chefe no Banco de Investimentos Garantia, no Brasil.[8] Dois anos mais tarde, assumiu o cargo de vice-presidente do banco de investimentos Salomon Brothers em Wall Street. Durante os anos de 1991 e 1992, foi membro e diretor do Departamento de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil.[1] Em agosto de 1993, foi contratado como diretor da Soros Fund Management LLC (do magnata George Soros),[9] em Nova York, onde permaneceu por 6 anos. Lá era responsável pelo gerenciamento de fundos de alto risco e de toda sorte de investimentos em países emergentes. [10]

Entre 1985 e 1988, lecionou no Departamento de Economia PUC-RJ e na Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre 1988 e 1989, foi professor assistente visitante do Departamento de Finanças da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, e, entre 1993 e 1999, foi professor adjunto de Assuntos Internacionais na Universidade Columbia em Nova York. [10]

Assumiu a presidência do Banco Central do Brasil em março de 1999, durante o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso.[11] No mesmo ano, recebeu o prêmio de Economista do Ano, da Ordem dos Economistas do Brasil (OEB).[10]

Deixou a presidência do Banco Central em janeiro de 2003 e, alguns meses depois, em agosto, criou a Gávea Investimentos, empresa de gestão de patrimônio e DTVM.[12] [13] [14]

Em maio de 2007, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz apontou Armínio Fraga como um dos economistas qualificados (ao lado de Kemal Dervis) para presidir o Banco Mundial.[15] Dois anos depois, em abril de 2009, Armínio Fraga, foi eleito presidente do conselho de administração da BM&FBOVESPA pelos membros do conselho.[16] No mesmo ano, foi apontado, pela revista Época, como um dos 100 brasileiros mais influentes do ano.[5]

Em 2010, Fraga vendeu a Gávea Investimentos para a JP Morgan porém deveria permanecer à frente da empresa pelos cinco anos seguintes.[17]

Em março de 2013, tomou posse como membro do conselho administrativo da Universidade Columbia no Brasil, com sede no Rio de Janeiro.[18]

Em abril de 2014, o candidato a Presidente da República Aécio Neves indicou Fraga como Ministro da Fazenda caso fosse eleito. Fato que não ocorreu. A então presidente Dilma Rousseff foi reeleita no segundo turno.[19]

Desempenho na presidência do Banco Central: controle da inflação[editar | editar código-fonte]

Fraga assumiu o Banco Central (BC) em 1999, quando o fim da chamada "âncora" cambial,[20] que havia sido um dos pilares iniciais do plano de estabilização da economia (Plano Real), provocou pânico entre os agentes econômicos. O "mercado" passou, então, a projetar uma inflação de 20% a 50% para o ano. Apesar dessas expectativas, a inflação de 1999 ficou bem abaixo disso (pouco menos de 9%) e, nos anos seguintes, até 2001, as taxas se mantiveram em queda. Entretanto, quando Armínio Fraga deixou o BC, no final do governo Fernando Henrique, a inflação havia passado dos 12%. Durante seu mandato [21]  as taxas anuais de inflação, medidas pelo IPCA, foram as seguintes: [22] .

  • 8,94%, em 1999
  • 5,97%, em 2000
  • 7,67%, em 2001
  • 12,53% , em 2002

A taxa de inflação média, no período 1999-2002, foi de 8,78% 

Possível indicação a Ministro da Fazenda[editar | editar código-fonte]

Em 2014, em meio a corrida presidencial, ele foi cotado para ser o novo ministro da fazenda em uma possível vitória de Aécio Neves (PSDB), o que não ocorreu, visto que Dilma Rousseff (PT) conseguiu se reeleger no segundo turno.

Referências

  1. a b c Araújo, Cecília. Bate-papo com Arminio Fraga Na Prática. Visitado em 14 de outubro de 2014.
  2. Fernandes, Ana Carolina. Fraga diz ter dupla nacionalidade Folha. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  3. São Paulo, iG. Os 60 mais poderosos do país Último Segundo. Visitado em 14 de outubro de 2014.
  4. Group of Thirty. Current Members
  5. a b Os 100 brasileiros mais influentes de 2009 Época. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  6. Org, CLAAF. Armínio Fraga Comitê Latinoamericano de Assuntos Financeiros. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  7. Arminio Fraga conta o que queria saber aos 21 anos Estadão. Visitado em 14 de outubro de 2014.
  8. O legado de Lemann Época. Negócios. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  9. Robert Slater. Soros: the world's most influential investor. [S.l.]: McGraw-Hill Professional, 2009. 164– pp. ISBN 978-0-07-160844-2. Visitado em 7 August 2011.
  10. a b c Prêmio Economista do Ano Ordem dos Economistas do Brasil. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  11. São Paulo, iG. Os 60 mais poderosos do país Último Segundo. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  12. Armínio volta a operar. Istoé Dinheiro, 23 de julho de 2003.
  13. Tatiana, Vaz. JP Morgan compra a Gávea, de Armínio Fraga Exame. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  14. O Fenômeno Fraga. Istoé Dinheiro, 3 de dezembro de 2003.
  15. Nobel de Economia diz que Armínio Fraga poderia presidir o Banco Mundial Efe/Folha. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  16. Exame, Revista. Armínio Fraga convidado a integrar conselho da BM&FBovespa Exame. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  17. Tatiana, Vaz. JP Morgan compra a Gávea, de Armínio Fraga Exame. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  18. Universidade Columbia, de Nova York, abre representação no Rio de Janeiro Diário da Rússia. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  19. Magalhães, Vera. Aécio escala Armínio Fraga para equipe e agrada empresários Folha. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  20. Em termos simplificados, a ancoragem cambial é um instrumento de política econômica que consiste no atrelamento da moeda nacional a uma moeda estrangeira forte (em geral, o dólar americano), buscando a estabilização, em termos de câmbio, da moeda nacional. No caso do Plano Real, o governo fixava a taxa de câmbio para tentar reduzir o aumento dos preços, ou seja, controlar a inflação. A introdução de uma âncora cambial não necessariamente implica supervalorização da taxa de câmbio; no entanto, a experiência recente mostra que tal supervalorização tende a ocorrer. A valorização cambial permite a redução dos preços (em moeda nacional) dos produtos importados (inclusive de insumos e matérias-primas, o que beneficia os setores produtivos nacionais que utilizam como insumos importados, reduzindo seus custos). Além disso, a concorrência dos bens importados (que se tornam mais baratos) força também a redução dos preços dos produtos similares nacionais, o que também diminui a pressão inflacionária. Ver SOARES, Fernando Antônio Ribeiro. Da formação às fases da âncora cambial no Brasil: uma perspectiva histórica do Plano Real. Economia e Desenvolvimento, Recife (PE), v. 9, n. 1, 2010 pp31-77.
  21. Costa, Ana Clara. Comparações com governo FHC precisam ser mais honestas Folha. Visitado em 15 de outubro de 2014.
  22. IPCA.
Wikiquote
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Gustavo Franco
Presidente do Banco Central do Brasil
19992003
Sucedido por
Henrique Meirelles