Assalto ao Banco Central do Brasil em Fortaleza

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Ladrões cometeram um assalto ao Banco Central do Brasil em Fortaleza, no Ceará, entre 6 e 7 de agosto de 2005[1] . O fato só foi percebido no início do expediente na segunda-feira dia 8 de agosto. Foi o segundo maior assalto a banco do mundo. A escavação para se fazer o túnel que possibilitou a invasão demorou cerca de três meses.

Segundo a Polícia Federal, com base em estimativas a partir do peso das notas roubadas (3,5 toneladas), foram roubados aproximadamente R$ 164.755.150,00. As notas todas empilhadas chegariam a uma altura de quase 33 metros.

O assalto[editar | editar código-fonte]

O assalto foi feito num fim de semana, enquanto o banco estava fechado. Em maio, a quadrilha alugou uma casa para abrir uma empresa de fachada, que comercializaria grama sintética. Os assaltantes usavam uniformes e começaram a escavar um túnel de 78 m de comprimento, 70 cm de largura e 4 metros de profundidade, cuja parte final era um poço que atravessava o piso de 1 metro de espessura de concreto maciço. O túnel foi revestido com lona e inteiramente escorado com vigas de madeira para evitar desabamentos; contava com sistema de ar-condicionado e iluminação elétrica. O solo de Fortaleza é arenoso, fácil de escavar, e a quadrilha tinha um mapa subterrâneo para evitar tubulações. Os assaltantes possuíam um mapa do subsolo da cidade, conhecimentos de engenharia e, aparentemente, auxílio de alguém que trabalhava no banco. Além disso, tinham também uma rota de fuga flexível para atrapalhar as investigações. Até hoje, sabe-se que o dinheiro recuperado (apenas R$ 20 milhões) foi deixado, de propósito pelos assaltantes, no intuito de ganhar mais tempo para administrar o restante.

O planejamento[editar | editar código-fonte]

Três meses antes, o bando alugou a casa nº 1071 na Rua 25 de Março, no Centro de Fortaleza, distante de um quarteirão do prédio do Banco Central. A casa foi inteiramente caracterizada como uma empresa que produzia grama natural e sintética. Vizinhos estimavam que o grupo era constituído de algo entre 6 e 10 pessoas e perceberam que diariamente saíam carros carregados de terra mas entendiam que se tratava de algo normal para aquele ramo de atividade. O túnel foi construído com vigas de madeira e forrado com lona. Ele também tinha energia elétrica ao longo de todo o trajeto com iluminação, ventilação e sistema de ar condicionado. Acredita-se que foram utilizadas principalmente pás e picaretas mas sem uma britadeira seria difícil atravessar o piso do Banco. Em uma profundidade de 4 metros e com apenas 70 cm de largura, ao final o túnel atingiu a marca de 89 metros de comprimento, atravessando a Avenida Dom Manuel em direção ao Banco Central.

A execução[editar | editar código-fonte]

Fim de semana do assalto o bando atravessou o piso de 1,10 metro de concreto reforçado com aço para entrar no cofre. Nenhum alarme foi disparado, não houve registro nas câmeras de segurança que não gravavam, apenas filmavam. Uma das câmeras principais já estava bloqueada por uma empilhadeira. O peso aproximado das notas era de três toneladas e meia e apenas as cédulas com danos, destinadas para incineração, foram levadas. O dinheiro foi carregado através do túnel em bacias puxadas por cordas, em sistema de roldanas. Na saída da casa, foi espalhado um pó branco (cal) apagando impressões digitais. O dinheiro foi transportado inicialmente por vans que logo foram abandonadas.

O Filme[editar | editar código-fonte]

Um filme foi produzido baseado nesta história. O filme Assalto ao Banco Central estreou no dia 22 de julho de 2011 para todo o Brasil, foi dirigido por Marcos Paulo e tem um elenco que conta com os atores Milhem Cortaz, Eriberto Leão, Hermila Guedes, Lima Duarte, Giulia Gam, Tonico Pereira, entre outros. Foi distribuído pela 20th Century Fox.

Referências

  1. O assalto ao Banco Central Portal Terra. Visitado em 4 de janeiro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]