Economia do Paraná

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Economia do Paraná
Ficha técnica
Participação no PIB nacional 05.90% (2005).
PIB per capita R$ 12.339 (2005).
Composição do PIB
Agropecuária 14,1% (1999).
Indústria 39,7% (1999).
Serviços 46,2% (1999).
Atividades econômicas
Agricultura cana-de-açúcar (28.776.960 t), milho (9.498.250 t), soja (9.460.182 t), mandioca (3.410.127 t), trigo (2.476.302 t), feijão (619.623 t), batata (580.486 t), laranja (250.000 t), cevada (120.835 t), centeio (1.575 t) (prelim. maio/2002).
Extrativismo madeira (3.587.266 m³), lenha (3.165.668 m³), noz de pinho (308.489 m³), madeira de pinheiro (262.317 m³), erva-mate (109.575 t), carvão vegetal (72.378 t), pinhão (1.321 t) (2000).
Pecuária aves (142.996.037), bovinos (9.645.866), suínos (4.224.838), ovinos (548.998), equinos (479.928), bubalinos (65.064) (2000).
Mineração gás natural (86 milhões m³), petróleo (386.237 m³) (2001), areia e cascalho (14.935.000 m³), pedra britada (10.321.185 m³), calcário (8.196.865 t), carvão (84.724 t), água mineral (191.197.582 l) (2000).
Exportações (US$ 5,3 bilhões): soja e derivados (31%), veículos e peças (21%), outros alimentos (13%), madeira (9%), carne congelada (8%).
Importações (US$ 4,9 bilhões): veículos e peças (17%), petróleo (11%), outras máquinas e motores (7%), fertilizantes (7%), componentes eletrônicos (6%), petroquímicos (5%), grãos (4%) (2001).
Energia elétrica
Geração 78.808 GWh (2001).
Consumo 17.539 GWh (2001).
Telecomunicações
Telefonia fixa 2,6 milhões de linhas (est. 2002).
Celulares 2,1 milhões (est. 2002).

A economia do Paraná baseia-se na agricultura (cana-de-açúcar, milho, soja, trigo, café, mandioca), na indústria (agroindústria, indústria automobilística, papel e celulose) e no extrativismo vegetal (madeira e erva-mate).[1]

Entre as atividades econômicas desenvolvidas no Paraná, destacam-se a agricultura e a pecuária, além de um setor industrial em franca expansão. Os principais produtos agrícolas do Paraná são a cana-de-açúcar (26,5 milhões de toneladas), o milho (12,2 milhões de toneladas), a soja (8, 3 milhões de toneladas), a mandioca (4,5 milhões de toneladas), o trigo (2 milhões de toneladas), o algodão (167 mil toneladas) e a laranja (1,4 bilhão de frutos). O rebanho bovino soma 9,5 milhões de cabeças; o suíno, 4,2 milhões; e o ovino, 570 mil. A avicultura conta 125 milhões de galináceos.[1]

Há importantes jazidas de calcário no Paraná. Outras atividades econômicas relevantes são a extração de gás natural e água mineral e a pequena produção de petróleo. Os principais setores industriais paranaenses são a agroindústria, o de papel e celulose, o de fertilizantes e, mais recentemente, o automobilístico e o de eletroeletrônicos.[1]

O Paraná é sede de importantes cooperativas agropecuárias, entre as quais a Coamo, de Campo Mourão, cuja receita é superior a R$ 5 bilhões; a C.Vale, de Palotina; a Lar, de Medianeira, a Cocamar, de Maringá; a Integrada, de Londrina; a Agrária, de Guarapuava; a Batavo, de Carambeí; a Castrolanda, de Castro, entre outras.[2] As cooperativas agropecuárias paranaenses têm uma receita superior a R$ 21 bilhões, o que representa cerca de 55% do PIB agrícola do Paraná.[3] A Coamo é reconhecida como a maior cooperativa agropecuária da América Latina, sendo a única que realiza exportações diretas aos compradores europeus.[3]

Existem três pontos importantes de turismo no Paraná. O primeiro destino é o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, tombado pela Unesco como patrimônio natural da humanidade, onde se encontram as famosas cataratas do Iguaçu. Além disso, a região de Vila Velha apresenta atrativos geológicos, e a serra da Graciosa, próxima ao litoral, oferece opções de turismo gastronômico. No litoral, a ilha do Mel atrai banhistas de todo o Brasil e do exterior. A capital, Curitiba, tem se firmado no cenário nacional como importante centro cultural e de lazer.[1]

O Paraná dispõe de cerca de 261,2 mil quilômetros de rodovias. Além disso, o estado é cortado por importantes rodovias federais, como a BR-101 e a BR-116, com intenso tráfego de caminhões. A rede ferroviária no Paraná alcança aproximadamente 2.250 quilômetros.[1]

De acordo com a Revista Amanhã, as dez maiores empresas do Paraná são a Vivo, o HSBC, a Copel, a América Latina Logística, a Renault, a Coamo, a Klabin, a Itaipu Binacional, a GVT e a Kraft Foods.[4] Outras empresas mais importantes são a Batavo, O Boticário, a Positivo Informática, a Sanepar e o Grupo J. Malucelli.[4]

PIB[editar | editar código-fonte]

O Paraná possui o 5º PIB do Brasil, com 179.270.000 bilhões de reais, representando 05.90% do PIB nacional no ano de 2005, contra 6,4% em 2003. Entretanto o crescimento do PIB paranaense vem apresentando sinais de desaquecimento nos últimos dois anos. Em 2003 a variação real foi de 5,2% em relação ao ano anterior. No ano seguinte, 2004, houve variação de 3,2%. Em 2005 a variação estimada pelo IPARDES é de apenas 0,3%. Essa desaceleração pode ser atribuída às crises no campo que vêm atingindo o estado nos últimos anos, e que acabam refletindo no comércio, serviços e até indústria. Cerca de 15% do PIB paranaense provém da agricultura. Outros 40% vem da indústria e os restantes 45% vem do setor terciário. Em 2007 apresenta um crescimento de mais de 7% do PIB, um dos melhores do país naquele ano.[5]

Evolução do PIB e do PIB per capita do Paraná[5]
Anos PIB
(em reais)
PIB per capita
(em reais)
2002 88.407.076 8.945,00
2003 109.458.876 10.935,00
2004 122.433.731 12.080,00
2005 126.621.933 12.339,00
2008 179.270.000 16.928,00

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

O café é um dos produtos agrícolas do Paraná.

As principais riquezas agrícolas do Paraná são o trigo, o milho e a soja,[6] produtos de que já obteve safras recordistas, na competição com outros estados.[7] A cultura da soja é a mais recente das três e expandiu-se tanto no norte como no oeste do estado e, posteriormente, no sul.[8] Também é importante a produção de algodão herbáceo, principalmente no norte,[8] assim como a produção do feijão, no norte pioneiro, com destaque para os municípios de Santana do Itararé[9] e Wenceslau Braz, principais produtores.[10] A cafeicultura, que se segue entre as riquezas da terra, se não goza do mesmo esplendor do passado (o Paraná, sozinho, já chegou a produzir 60% do café de todo o mundo), ainda conserva o Paraná entre os maiores produtores do Brasil.[11] Sua maior densidade cobre a área a oeste de Apucarana.[8] Vêm em seguida as terras da zona de Bandeirantes, Santa Amélia e Jacarezinho.[8]

No que diz respeito à pecuária, o Paraná conta com grande rebanho de bovinos e está sempre entre os principais criadores brasileiros de suínos, especialmente no centro, sul e leste do estado.[12] Nas últimas décadas, os rebanhos tanto de bois como de porcos expandiram-se bastante.[8] Como nos outros estados da região Sul, são diferentes, no Paraná, os modos como se usa a terra de campo ou floresta.[8] Em geral, nas zonas de campo, pratica-se a criação extensiva;[8] nas zonas de floresta, desenvolvem-se as plantações e pastos artificiais para a engorda.[8] São ainda significativas, no Paraná, as produções de ovos, de casulos do bicho-da-seda, mel e cera de abelha.[6] Mas é na avicultura que o estado vem se destacando nos últimos dez anos, graças à implantação de frigoríficos pela iniciativa privada e pelas cooperativas.[6] A avicultura é produzida em praticamente todas as regiões acompanhando as áreas onde se produz milho, que é a matéria-prima para a ração das aves.[13] As aves são exportadas para mais de uma dezena de países.[13]

Pesca e mineração[editar | editar código-fonte]

A pesca não teve a mesma expansão da pecuária e da agricultura. Em 2004, totalizaram 1.914 t de pescado,[14] no valor de R$ 4.075.350[14] dos quais 1.096 era de peixes,[14] 809 t de crustáceos,[14] e 8 t de moluscos.[14]

O subsolo paranaense é muito rico em minerais. Ocorrem reservas consideráveis de areia, argila, calcário, caulim, dolomita, talco e mármore, além de outras menores (baritina, cálcio). A bacia carbonífera do estado é a terceira do país, e a de xisto, a segunda. Quanto aos minerais metálicos, foram medidos depósitos de chumbo, cobre e ferro.[15]

Extrativismo vegetal[editar | editar código-fonte]

A madeira do pinheiro-do-paraná foi um produto importante do extrativismo vegetal.

Uma riqueza essencialmente paranaense, a dos pinheirais, esteve bastante ameaçada pela indústria madeireira e pela agricultura extensiva.[16] Em 1984, o Instituto de Terras e Cartografia do Paraná informava que as florestas do estado estavam reduzidas a 11,9% do que haviam sido cinquenta anos antes, quando se implantou no Paraná o primeiro código florestal.[17] Do final da década de 1980 em diante, o governo passou a disciplinar o uso do solo e dos recursos florestais de acordo com uma política de proteção ao meio ambiente e de ininterrupto reflorestamento.[15] Uma outra riqueza vegetal que é extraída dos solos paranaenses é a erva-mate (usada para chimarrão, uma bebida típica da região sul do país).[6]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

Indústria[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do século XX, as atividades industriais tomaram impulso considerável na economia paranaense.[18] Foi em decorrência desse impulso que se deu a crescente urbanização, não só na região em torno de Curitiba, como em pólos do interior, a exemplo de Ponta Grossa - maior parque industrial do interior -, Londrina e Cascavel.[8] Os principais gêneros de indústria são os de produtos alimentícios e de madeira.[19] Curitiba é o maior centro industrial e os principais setores de sua indústria são o alimentar e de mobiliário, de madeira, minerais não-metálicos, produtos químicos e bebidas.[8] Na Região Metropolitana de Curitiba, em São José dos Pinhais, encontram-se ainda unidades industriais (montadoras) da Volkswagen-Audi e da Renault, ambas de grande porte.[20] O setor de madeira acha-se disperso no interior, com centros de importância em União da Vitória, Guarapuava e Cascavel.[8]

O centro mais significativo dos produtos alimentícios é Londrina,[21] sendo também muito importante a atividade em Ponta Grossa, considerado um dos maiores parques moageiros de milho e soja da América Latina.[22] Ponta Grossa também tem destaque no setor metal-mecânico.[23] A principal unidade industrial do estado é a Companhia Fabricadora de Papel do grupo Klabin, instalada no conjunto da Fazenda Monte Alegre, no município de Telêmaco Borba.[24]

Energia[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior usina hidrelétrica do mundo.

O Paraná tem um grande potencial hidrelétrico muito bem aproveitado, especialmente no rio Iguaçu, onde foram construídas várias hidrelétricas, entre elas as de foz do rio Areia, Salto Osório e Salto Santiago.[25] Próximo a Curitiba está a Usina Hidrelétrica de Capivari Cachoeira, uma das primeiras construídas pela Copel, a companhia estadual de energia elétrica.[25] Mais recentemente foram construídas pequenas centrais hidrelétricas em vários rios de menor porte, como a de Chavantes e Vossoroca.[25] No rio Chopim, no sudoeste do estado, foi construída a Usina Hidrelétrica de Júlio Mesquita Filho.[25] Mas está localizada entre o Brasil e o Paraguai, no rio Paraná, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo (depois da Hidrelétrica de Três Gargantas, na China), construída em conjunto com o país vizinho, e que fornece energia para vários estados brasileiros.[26] Tem capacidade para produzir 14.000 MW e só em 2007, quando foi concluída, instalou as últimas turbinas.[27] Teve suas comportas fechadas em 12 de outubro de 1982 e a usina hidrelétrica foi inaugurada em 5 de novembro do mesmo ano, com a presença dos então presidentes João Baptista Figueiredo, do Brasil e Alfredo Stroessner, do Paraguai.[27] Mas o Paraná também é rico em energia gerada pelas usinas de açúcar e álcool, que produzem eletricidade a partir da queima do bagaço da cana-de-açúcar.[28]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Comércio[editar | editar código-fonte]

O Paraná é um dos estados que mais contribuiu para as exportações brasileiras.[29] Vários órgãos, como o Centro de Exportação do Paraná (CEXPAR) e a Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil (CACEX) vêm estimulando cada vez mais o comércio externo.[30]

As exportações paranaenses para o mercado externo são feitas pelo porto de Paranaguá, por Foz do Iguaçu, pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena e uma pequena parte pelo município de Barracão no sudoeste do estado.[31] A área comercial do porto de Paranaguá estende-se por todo o Paraná, pela maior parte de Santa Catarina, pelo extremo norte do Rio Grande do Sul, pela parte meridional de Mato Grosso do Sul e pela República do Paraguai.[32]

Paranaguá tem todas as condições de um grande porto.[30] Possui modernos equipamentos de carga e descarga, pátio para "contêineres", terminais para o sistema de transporte denominado "Roll-on-Roll-off"[33] e cais para inflamáveis.[34] A implantação de um moderno terminal graneleiro veio facilitar o escoamento da safra agrícola.[35] Daí ser o porto de Paranaguá um dos quatro terminais marítimos brasileiros que formam os Corredores de Exportação.[36]

A atividade portuária de Antonina volta-se para o comércio interno brasileiro, através da navegação de cabotagem.[37] Em seu cais está situado um entreposto de importação de carvão mineral, destinado às indústrias paranaenses.[37]

Os principais produtos exportados pelo Paraná são: soja em grão, farelo de soja, milho, algodão, café, erva-mate, produtos refinados de petróleo, caminhões e outros.[29] Os principais produtos importados pelo Paraná são: trigo, petróleo e derivados, fertilizantes, veículos, máquinas, carvão mineral, vidros, eletrodomésticos e outros.[29]

O comércio exterior é feito com os seguintes países: Estados Unidos, Alemanha, Itália, Países Baixos, Japão, Bélgica, Noruega, Inglaterra, Canadá, Argentina e outros.[29] O comércio interno se faz com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e outros.[37]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O Paraná é um dos estados que tem um grande número de parques nacionais, destacando-se o Parque Nacional do Iguaçu[38] e o Parque Nacional do Superagui.[39] Foz do Iguaçu com cerca de 250 quedas-d’águas e 75 metros de altura, é conhecida internacionalmente.[40] A Garganta do Diabo é uma das atrações do maior conjunto de cataratas do mundo.[41] Além das visitas às atrações naturais, é um passeio bastante cotado conhecer a gigantesca hidroelétrica de Itaipú.[42]

Praia do Brejatuba em Guaratuba.

Outro ponto de interesse turístico é o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, onde as rochas esculpidas pelos ventos e pelas águas parecem ruínas de uma grande cidade.[43] Ainda em Ponta Grossa pode-se visitar o Buraco do Padre,[44] a Capela de Santa Bárbara (construída pelos Jesuítas)[45] e a Cachoeira da Mariquinha.[46] Em Maringá existe a Catedral de Maringá (Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória), segundo monumento mais alto da América do Sul e décimo do mundo.[47] Crescente visitação tem ocorrido na região do Canyon Guartelá, (6° maior do mundo e o maior do Brasil) em Tibagi.[48] As praias de Caiobá, Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná e Praia de Leste são as mais frequentadas do Paraná.[49] São procuradas por turistas não só no verão, mas também no inverno, quando parte da população vai para o litoral fugindo do frio do planalto.[50]

Curitiba, capital do estado do Paraná, tem um planejamento urbanístico arrojado que serve de modelo a outras cidades brasileiras. Na fotografia, o Jardim Botânico, que reúne espécimes da variada flora local, provenientes da mata de araucárias, floresta tropical e mata atlântica.
Palácio Avenida.

Curitiba é hoje um importante destino turístico brasileiro, especialmente procurado por turistas oriundos de estados vizinhos que chegam à cidade por via terrestre.[51] Um importante aumento no "turismo de negócios" tem também se verificado nas últimas décadas.[52] Seja por razões de lazer ou trabalho, o fluxo de visitantes estimado no ano de 2006 chega a ser surpreendente: mais de 1.800.000 pessoas, ou seja, maior que o número de habitantes da cidade.[53]

Os principais pontos de visitação da cidade são seus parques, e Curitiba conta com uma bem distribuída rede deles. Destacam-se o Jardim Botânico, com sua estufa iluminada (famoso cartão postal), o Parque Tanguá e a Ópera de Arame. Além dos parques, são procurados o museu Oscar Niemeyer, com seu curioso anexo em forma de "olho", a Rua 24 Horas, a panorâmica Torre da Telepar (Torre das Mercês), a praça Santos Andrade onde ficam o Teatro Guaíra e o edifício histórico da Universidade Federal do Paraná, e, em dezembro, o Palácio Avenida, sede do grupo HSBC, onde ocorre o tradicional espetáculo do coral natalino infantil, que reúne milhares de pessoas no calçadão da rua XV de novembro.[54]

Os visitantes podem ter acesso a todos os principais parques e pontos turísticos da cidade (exceto os centrais) através de uma linha de ônibus circular especial, a custo baixo. Para os adeptos do ciclismo, existe uma importante (para os padrões brasileiros) rede de ciclovias, que permite acesso a vários recantos agradáveis da cidade em meio a áreas verdes. Encontram-se, porém, poucos locais de locação de bicicletas.[55]

Curitiba tem outros pontos turísticos interessantes que merecem ser visitados: o Relógio das Flores, montado em um grande canteiro no centro histórico (o Largo da Ordem); o bairro de Santa Felicidade, onde se encontram vários restaurantes com comidas típicas de diferentes países, dos quais merece destaque o Madalosso, o maior restaurante do Brasil e das Américas; a "Boca Maldita", na avenida Luís Xavier, a "menor do mundo", pois tem apenas um quarteirão, onde políticos se reúnem no final da tarde para conversar sobre os principais assuntos do dia e trocar informações; as feiras de arte e artesanato aos sábados e domingos, além de outros parques e bosques.[54] Paranaguá, a primeira cidade fundada no Estado, em 1648,[56] guarda em suas igrejas de estilo barroco alguma coisa da história da época.[57] Também pode-se ir de litorina da capital até Paranaguá numa viagem bastante interessante.[58]

Morretes.

A Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, construída pelo império há mais de cem anos, corta a serra do Mar através de túneis e viadutos, atravessando precipícios a todo instante.[59] A beleza da paisagem, formada pela mata quase virgem e por diversas quedas-d’água, é valorizada pelos abismos.[59] Outro trajeto turístico da Serra do Mar é a estrada da Graciosa, de história mais antiga que a própria ferrovia, um sinuoso e encantador caminho, em sua maior parte de paralelepípedos, que desce a serra em meio a exuberante vegetação e vistas panorâmicas,[60] chegando a Morretes (por onde também passa a ferrovia), cidade histórica, onde se saboreia o barreado, prato típico do litoral paranaense, e onde se praticam múltiplas modalidades de ecoturismo.[61] A cidade é também famosa pela qualidade e variedade do artesanato[62] e por seus alambiques, que produzem cachaça de qualidade.[63]

Praias da Ilha do Mel.

De lancha, pela baía de Paranaguá, pode-se alcançar a ilha do Mel, onde a história e a natureza se misturam.[64] No município da Lapa, são Benedito é festejado (dezembro) com a "congada" (dança dos negros congos, de origem africana, onde descendentes de escravos falam, recitam, cantam e dançam).[65] Outras danças populares são o curitibano, com os pares fazendo roda; o quebra-mana, uma mistura de valsa e sapateado; e o nhô-chico, dança ao som de violas, característica do litoral.[66]

Durante o ano inteiro, se realizam feiras e festivais, destacando-se a Munchen Fest de Ponta Grossa, a Oktoberfest de Rolândia, Carnaval de Rua de Tibagi, o Festival Internacional de Londrina, Festival de Teatro de Curitiba (o principal do país), Festival do Folclore, a Feira do Comércio e Indústria e a Feira de Móveis do Paraná (Movelpar). Atraem ainda considerável interesse as feiras agropecuárias de grande porte, em especial Expo Londrina, a maior da América Latina.[67]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR (17 de julho de 2010). Cooperativas do PR se destacam em ranking de grandes empresas. As cooperativas paranaenses se destacam no ranking de grandes empresas brasileiras da Revista Exame (em português). Unimev Rio de Janeiro. Página visitada em 31 de julho de 2011.
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