Geografia do Paraná

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Geografia do Paraná
Ficha técnica
Relevo baixada no litoral, planaltos a leste e oeste, depressão no centro.
Ponto mais elevado pico Paraná, na serra do Mar (1.877 m).
Rios principais Paraná, Iguaçu, Ivaí, Tibagi, Paranapanema, Itararé, Piquiri.
Vegetação mangue no litoral, mata Atlântica, floresta tropical a oeste e mata das araucárias no centro.
Municípios mais populosos Curitiba (1.788.559), Londrina (495.696), Maringá (324.397), Foz do Iguaçu (309.113), Ponta Grossa (304.973), Cascavel (284.083), São José dos Pinhais (261.125), Colombo (183.329), Guarapuava (169.007), Paranaguá (147.934).
Mapa
Parana MesoMicroMunicip.svg

Geografia do Paraná é um domínio de estudos e conhecimentos sobre os aspectos geográficos desse estado brasileiro. Localiza-se a 51º00'00" de longitude oeste do Meridiano de Greenwich e a 24º00'00" de latitude sul da linha do equador e com fuso horário -3 horas em relação a hora mundial GMT.[1] A área do estado é de 199 307,922 km²[2] (algumas fontes indicam 199 709,1 km²), equivalente a 2,34% do território brasileiro, onde 1 603,770 km² estão em perímetro urbano.[3]

Uma curta baixada litorânea em território paranaense é apresentada na porção oriental do estado, e a serra do Mar bordeja os Planaltos e Serras de Leste-Sudeste. Depois da Depressão Periférica, na porção centro-oriental do estado, ocorre o surgimento dos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná.[4] Os rios da bacia hidrográfica do rio Paraná são os drenadores de quase todo o território estadual. Os mais importantes cursos d’água são, fora o próprio rio Paraná, o Paranapanema, o Iguaçu, o Piquiri, Ivaí e o Tibaji.[4] O principal rio da bacia do Atlântico Sul em terras paranaenses é o Ribeira do Iguape.[5]

O clima que predomina no Paraná é o subtropical úmido. O norte do estado tem um clima tropical de altitude. A temperatura é variável de 14 °C até 22 °C, e o clima é de menor temperatura na porção meridional. As quantidades de chuva variam de 1 500 mm a 2 500 mm anuais. Durante o Descobrimento do Brasil, em 1500, a cobertura vegetal de mais da metade do território do Paraná era a floresta ombrófila mista. Nas regiões de maior elevação dos planaltos, campos são frequentes.[4]

O Estado do Paraná está localizado na mesma latitude que o litoral sul da Namíbia, a uma distância de 6 035 km entre Matinhos (Brasil) e Lüderitz (Namíbia), por via marítima.[nota 1]

Distribuição e localização do território[editar | editar código-fonte]

Mapa brasileiro mostrando seus estados classificados por área.

Sendo ocupante de uma área territorial de 199 307,922 km² (com inclusão das águas internas), o Paraná é o segundo estado de maior extensão territorial da Região Sul.[6] É ainda o décimo-quinto maior do Brasil, apenas Roraima, Rondônia, São Paulo, Piauí, Tocantins, Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais são mais extensos.[6] É mais ou menos grande que em seu território são cabíveis o Líbano, Israel, os Países Baixos, a República Dominicana, Portugal, o Uruguai e o Senegal,[7] e, é ocupante de 2,34% do território brasileiro.[8]

Localização, fronteiras e pontos extremos[editar | editar código-fonte]

O território paranaense é cortado ao norte por um círculo imaginário: o Trópico de Capricórnio, que passa ao sul da cidade de Londrina, sendo o estado inteiramente situado no hemisfério ocidental e no hemisfério sul.[nota 2] Situa-se entre os paralelos 22º30'58" de latitude norte e 26º43'00" de latitude sul e entre os meridianos 48º05'37" de longitude leste e 54º37'08" de longitude oeste.[8] Como o Paraná tem o aproximado de uma cabeça de cão com a orelha no extremo oeste e focinho no extremo leste, mais precisamente de uma Rural Willys, um Volkswagen Fusca ou um Volkswagen Brasília, é mais extenso no sentido leste-oeste do que no sentido norte-sul.[nota 3] Entretanto, como essas distâncias são quase duas vezes diferentes, costuma-se dizer que o Paraná é um estado desigualmente distante: a distância leste-oeste em linha reta alcança 647 km e norte-sul 468 km.[8]

O estado ocupa uma área razoável no norte da Região Sul e inclui grande parte do seu interior com a porção leste mais estreita do que no resto,[nota 3] compartilhando fronteiras terrestres com São Paulo ao norte e nordeste; com Santa Catarina ao sul; com Mato Grosso do Sul a noroeste; com os departamentos paraguaios de Canindeyú e Alto Paraná a oeste; e com a província argentina de Misiones a sudoeste.[8] Totalizam-se então 2 512 km de fronteira, sendo 2 414 km terrestres e 98 km marítimas.[8]

Os pontos extremos do território paranaense são:[8]

Divisão política e fusos horários[editar | editar código-fonte]

Mapa da divisão administrativa do Paraná.

O Paraná é uma unidade federativa inseparável da República Federativa do Brasil, constituída pela sua união indissolúvel de 399 municípios-membros, juntamente com a capital Curitiba, agrupados no interior de 10 mesorregiões e 39 microrregiões;[9] dentre os 399 municípios, 7 são litorâneos e 392 são interioranos. Os municípios em geral têm como sede a cidade, chamada de distrito-sede na maior parte dos casos em que o território municipal é dividido em distritos.[10]

As divisões políticas têm como objetivo o controle administrativo do território estadual e foram configuradas, cronologicamente, com a implementação das vilas e, finalmente, os municípios e suas atuais divisões em distritos/administrações regionais e os bairros oficiais.[11] [12] [13] [14] A elaboração da divisão em mesorregiões e microrregiões foi instituída em 1990,[15] ao mesmo tempo que a disposição da área dos municípios do território paranaense se encontrava praticamente definida; em 1995, 28 municípios foram criados por leis aprovadas na Assembleia Legislativa do Paraná.[14] Atualmente, o Paraná encontra-se dividido em 399 municípios.[nota 4]

O fuso horário é igual ao de Brasília: três horas a menos em relação a Greenwich - UTC-3.[16] [17] [18] Uma vez por ano - em geral entre outubro e fevereiro - adota-se o horário de verão, no qual os relógios são adiantados uma hora para poupar energia.[19] A tensão elétrica no estado é de 127 volts.[nota 5]

Geomorfologia[editar | editar código-fonte]

A terra roxa, o solo de maior fertilidade do Brasil, cobre 40% do território, no Norte do Paraná. Ela expandiu a cafeicultura, no estado, desde 1920. Tanto os solos das florestas como das formações campestres são de pouca riqueza. Nestes últimos, estão se usando tecnologias inovadoras para serem bem aproveitados.[20]

Mais de 52% do território do Paraná são encontrados numa altitude superior a 600m e 89% superiores a 300m; apenas três por cento são encontrados numa altitude inferior a 200m. As áreas aplainadas que dispõem-se às altitudes de maior elevação, são os componentes de planaltos de montanhas formadoras das serras do Mar e Geral. Cinco unidades geomorfológicas são sucedidas do litoral ao interior, nessa ordem: baixada litorânea, serra do Mar, planalto cristalino, planalto paleozóico e planalto basáltico.[21]

Vista parcial da Ilha do Mel.
Vista parcial da Ilha do Mel.
Conjunto do Pico Paraná, fotografado em 2006.
Conjunto do Pico Paraná, fotografado em 2006.
As esculturas de pedra do Parque Estadual de Vila Velha como vistas a partir da BR-376, no município de Ponta Grossa.
As esculturas de pedra do Parque Estadual de Vila Velha como vistas a partir da BR-376, no município de Ponta Grossa.
O Morro Morungava, no município de Prudentópolis.
O Morro Morungava, no município de Prudentópolis.

Baixada litorânea[editar | editar código-fonte]

A baixada litorânea é a formadora de uma cinturão de terras de menor altitude com mais de noventa quilômetros de comprimento regular. Abrange terrenos de menor altitude e de inundação (planícies de aluvião e areias) e morros cristalinos com mais de cinqüenta metros de altitude. Em sua parte norte, a baixada litorânea torna-se fragmentada para ser sucedida pela baía de Paranaguá, cuja característica em formato de dedo é resultado da entrada do mar por meio de velhos vales de rios, ou seja, da estrutura de rias.[21]

Serra do Mar[editar | editar código-fonte]

A serra do Mar bordeja o planalto cristalino a leste e com suas fortes montanhas é a unidade geomorfológica dominante da planície litorânea. No estado do Paraná, contrariamente ao ocorrente em São Paulo, a serra fragmenta-se em maciços separados, dentre os quais é insinuado o nível do planalto cristalino (900m) até ser atingido o rebordo leste. Geralmente, a parcela dos maciços é ultrapassada em cem metros. Isso faz com que no Paraná a serra do Mar, fora a escarpa voltada para leste com um desnivelamento de mil metros, também seja apresentadora de uma escarpa interna, que se volta para oeste. Entretanto, esta indica um desnivelamento de somente 100 metros.[21] Escrevendo um imenso arco desde São Paulo até Santa Catarina, a serra recebe várias denominações locais, como Capivari Grande, Virgem Maria, Ibitiraquire, Morena, Graciosa (onde se localiza a Estrada da Graciosa), Marumbi (onde se localiza o Parque Estadual Pico Marumbi), Prata, entre outras.[22] Na serra do Mar, se encontram as mais elevadas altitudes do estado.[23] O ponto mais alto do estado é o pico Paraná, com 1.877m, na serra do Mar.[1]

Planalto cristalino[editar | editar código-fonte]

O planalto cristalino, que também chamam-se primeiro planalto paranaense, é a unidade geomorfológica apresentadora de um cinturão de terrenos cristalinos, estendido de norte a sul, a oeste da serra do Mar, com um comprimento regular de cem metros e mais de 900m de altitude. A topografia é variável desde acidentes geográficos, na porção setentrional, até ondulações suaves, na porção meridional. Um velho lago, atualmente muito sedimentado, é o formador da bacia sedimentar de Curitiba.[21]

Planalto paleozoico[editar | editar código-fonte]

O planalto paleozoico, que também chama-se segundo planalto paranaense ou planalto dos Campos Gerais (ou de Ponta Grossa), encontra-se desenvolvido em terrenos paleozoicos. Limita-se, a leste, com uma escarpa, a Serrinha, desce ao planalto cristalino e, a oeste, com o paredão da serra Geral, vai subindo ao planalto basáltico. O planalto paleozoico é topograficamente leve e ligeiramente inclinado para oeste: em seu extremo leste atinge 1 200 metros de altitude e, na encosta da serra Geral, a oeste, a altitude registrada é de apenas 500 metros. É o formador de um cinturão de terras de mais de 100 km de comprimento e desenha uma imensa meia-lua côncava voltando-se para leste.[21]

Planalto basáltico[editar | editar código-fonte]

O planalto basáltico, ou terceiro planalto paranaense, que também chama-se planalto de Guarapuava, é a unidade geomorfológica de maior extensão do estado. É limitado, a leste, pela serra Geral, que, com um desnivelamento de 750 metros, é a região dominante do planalto paleozoico. A oeste, o rio Paraná assinala o limite, que a jusante do ponto onde estavam localizados os saltos de Sete Quedas é o acidente geográfico formador de um desfiladeiro que impressiona (verdadeiramente, o planalto encontra-se prolongado para fora dos limites do estado do Paraná e é a porção constituinte dos territórios do estado brasileiro de Mato Grosso do Sul, dos departamentos paraguaios de Canindeyú e Alto Paraná e da província argentina de Misiones).[21]

Da mesma forma que o planalto paleozoico, o planalto basáltico desce com suavidade para oeste: descamba de 1.250 metros, a leste, para 300 metros nas terras margeadas pelo rio Paraná (a montante de Sete Quedas). Como os derrames basálticos, que empilham-se uns acima dos outros, formam essa unidade geomorfológica, esse planalto é ocupante da totalidade da metade oeste do território estadual. Seus solos, que desenvolvem-se desde os produtos do basalto decompostos, são a parte constituinte da chamada “terra roxa”, conhecida por ser um solo fértil para a agricultura, mais precisamente a cafeicultura.[21]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Salto São Francisco, a maior queda d'água do sul do Brasil, com 196 metros.

A rede hidrográfica abrange rios corredores em direção ao litoral e rios corredores em direção a oeste, afluentes do rio Paraná. Os primeiros são possuidores de cursos de água de pequena extensão, pois suas nascentes situam-se pouco distantes do litoral. Os de maior comprimento são os que vão em direção ao estado de São Paulo, onde engrossarão as águas do rio Ribeira de Iguape. A maioria da área do estado é, dessa forma, dominado pelos afluentes do rio Paraná, dos quais os de maior extensão são o Paranapanema, que limita-se com São Paulo, e o Iguaçu, que limita-se, parcialmente, com Santa Catarina e a província argentina de Misiones. Os limites ocidentais são assinalados pelo rio Paraná, a ser separado o estado homônimo a sudeste de Mato Grosso do Sul e do departamento paraguaio de Alto Paraná e Canindeyú.[21]

No ponto de encontro dos limites de Mato Grosso do Sul-departamento paraguaio de Canindeyú, Paraná-Mato Grosso do Sul e Paraná-departamento paraguaio de Canindeyú eram encontrados os saltos de Sete Quedas, constituídos pelo rio Paraná logo na descida do planalto basáltico à garganta que o acompanhava à planície platina. Em 1982 submergiram-se ambos os saltos foram, porque os ambientalistas protestaram contra o lago da represa de Itaipu. Mais ao sul, o rio Iguaçu vai descendo do planalto basáltico dirigindo-se à mesma garganta. São formados então os saltos do Iguaçu, que a barragem construída não afetou, por estar situada Itaipu a montante do encontro dos dois rios.[21]

A hidrografia do Paraná pode ser classificada em seis bacias hidrográficas:[5]

  • Bacia do Rio Paraná, cujos afluentes mais importantes são os rios Piquiri e Ivaí;[5]
  • Bacia do Rio Paranapanema, drenada pelos rios Pirapó, Tibagi, das Cinzas e Itararé;[5]
  • Bacia do Rio Iguaçu, que tem como principais afluentes os rios Chopim, no sul do estado, e Negro, no limite com Santa Catarina.[5]
  • Bacia do Rio Ribeira do Iguape, cujas águas drenam para o rio Ribeira do Iguape.[5]
  • Bacia do Litoral Paranaense, cujas águas drenam direto para o Oceano Atlântico.[5]
  • Bacia do Rio Tibagi, cujo principal rio é o Tibagi, com 550 km de extensão.[5]

Clima[editar | editar código-fonte]

Mapa climático do Paraná.

O Paraná é caracterizado por três tipos climáticos: os climas Cfa, Cfb e Cwa da classificação de Köppen. O clima Cfa, subtropical com boa distribuição de chuvas anuais e verões em que faz calor, é ocorrente em ambas as porções diferentes do estado, na planície litorânea e nas partes de menor altitude do planalto, ou seja, em sua parte oeste. As temperaturas médias registradas por ano são de 19 °C e índice chuvoso de 1.500mm por ano, alguma coisa de maior elevação no litoral do que no interior.[21]

A capital do Paraná é a mais fria do Brasil, a mínima média em julho é 8,4°C, a máxima média é 26,2°C em fevereiro. A média anual é 16,5°C.

O clima Cfb, subtropical com boa distribuição de chuvas anuais e verões suaves, é ocorrente na porção de maior elevação do estado e abrange o planalto cristalino, o planalto paleozoico e a porção leste do planalto basáltico. As temperaturas médias anuais variam por volta de 17 °C e o índice chuvoso atinge mais de 1.200mm por ano.[21]

O clima Cwa, subtropical com verões em que faz calor e invernos em que ocorre a estiagem, é ocorrente na parte norte-ocidental do território estadual. É o que chama-se clima tropical de altitude, pois contrariamente aos ambos retratados acima, cuja boa distribuição de chuvas é registrada ao longo do ano, este é o tipo climático apresentador de índice chuvoso característico dos regimes tropicais, com invernos em que ocorre a estiagem e verões em que chove. A média térmica por ano varia por volta de 20 °C e o índice chuvoso atinge 1.300mm por ano. Quase a totalidade do território estadual sujeita-se a quantidade superior a cinco dias de geada anuais, porém, na parte sul e nas porções de maior elevação dos planaltos é registrada uma quantidade superior a dez dias. A neve é ocasionalmente visível na região de Curitiba.[21]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

As florestas de araucárias são típicas da região Sul do Brasil e principalmente do Paraná.

No Paraná, existem ambos os tipos de vegetação ocorrentes: florestas e campos. As florestas são subdivididas em florestas tropicais e florestas subtropicais. Os campos, em campos limpos e campos cerrados. A floresta tropical é uma porção da Mata Atlântica, cobertura da totalidade da fachada leste do Brasil com suas estruturas latifoliadas. No Paraná era ocupante primitivo de uma área que equivale a 46% do estado, aí incluindo as partes de menor altitude (baixada litorânea, encostas da serra do Mar, vales do Paraná, Iguaçu, Piquiri e Ivaí) ou de mais baixa latitude (a totalidade da porção norte do território estadual).[21]

Define-se por floresta subtropical como uma floresta mista, que compõe-se de estrutura de latifoliadas e de coníferas. O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), não visível em conjuntos inalterados, representa essas últimas. A floresta mista ou mata dos pinheiros revestia a as partes de maior elevação do estado, ou seja, a porção mais extensa do planalto cristalino, o extremo leste do planalto basáltico e uma diminuta porção do planalto paleozoico. Essa formação era ocupante de 44% do território do Paraná e ainda porção dos estados paulista, catarinense e gaúcho. Hoje em dia, das florestas do Brasil é a mais economicamente explorada, por ser a única apresentadora de muitos indivíduos da mesma espécie (pinheiros) em conjuntos com densidade suficiente (apesar de serem não inalterados) para poderem ser facilmente extraídos.[21]

Ilex paraguariensis.

Fora o pinheiro, a floresta ombrófila mista é oferecedora também de espécies latifoliadas economicamente valiosas, como a imbuia, o cedro e a erva-mate. No primeiros anos do século XX, somente uma diminuta porção das florestas eram subsistentes no estado. A desflorestação para explorar madeira e formar campo para lavoura ou pastoreio quase eliminou completamente a floresta ombrófila mista. Os últimos remanescentes de florestas do Paraná são encontrados na planície litorânea, na encosta da serra do Mar e nos vales dos rios Iguaçu, Piquiri e Ivaí.[21]

Define-se por campos limpos como uma cobertura vegetal ocorrente sob o formato de manchas que se espalham por meio dos planaltos paranaenses. A de maior extensão dessas manchas é a dos que chamam-se campos gerais, cobertura da totalidade da parte leste do planalto paleozoico e desenham gigantesca meia-lua no mapa estadual de vegetação. Demais manchas de campo limpo são as de Curitiba e Castro, no planalto cristalino, as de Guarapuava, Palmas e demais, pequenas, no planalto basáltico. Os campos limpos são ocupantes de mais de nove por cento do território do Paraná. Os campos cerrados são pouco expressivos no Paraná, onde são ocupantes de área de maior redução — inferior a um por cento da superfície do estado. São formadores de diminutas manchas no planalto paleozoico e no planalto basáltico.[21]

 Ecologia[editar | editar código-fonte]

Panorama aérea das cataratas do Iguaçu, fronteira Argentina-Brasil.

No Paraná, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade existem 29 unidades de conservação, sendo 5 parques nacionais, 2 estações ecológicas, 3 florestas nacionais, 2 áreas de proteção ambiental, 1 refúgio de vida silvestre e 14 reservas biológicas.[24]

Quinze das vinte e nove unidades de conservação administradas pelo governo brasileiro, através do IBAMA, órgão vinculado pelo Ministério do Meio Ambiente, são o Parque Nacional do Iguaçu, (em Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Matelândia e Céu Azul),[25] o Parque Nacional de Ilha Grande (em Altônia, São Jorge do Patrocínio, Vila Alta e Icaraíma),[26] o Parque Nacional do Superagui (em Guaraqueçaba, Paranaguá e Antonina),[27] o Parque Nacional dos Campos Gerais (em Ponta Grossa, Castro e Carambeí),[28] o Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange (em Matinhos, Guaratuba, Paranaguá e Morretes),[29] a Floresta Nacional de Açungui (em Campo Largo),[30] a Floresta Nacional de Irati, (em Teixeira Soares e Fernandes Pinheiro),[31] a Floresta Nacional de Piraí do Sul (em Piraí do Sul),[32] a Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba (em Guaraqueçaba, Antonina e Paranaguá),[33] a Área de Proteção Ambiental das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná, (em Diamante do Norte, Marilena, Nova Londrina, Porto Rico, Querência do Norte e São Pedro do Paraná),[34] a Estação Ecológica de Guaraqueçaba (em Guaraqueçaba),[35] a Estação Ecológica da Mata Preta (em Clevelândia e Palmas)[36] a Reserva Biológica das Perobas (em Tuneiras do Oeste e Cianorte),[37] a Reserva Biológica das Araucárias (em Imbituva, Ipiranga e Teixeira Soares)[38] e o Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas (em Palmas e General Carneiro).[39]

Fauna[editar | editar código-fonte]

Segundo o ambiente geográfico são distintos, na fauna paranaense, animais de vida:[40]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

Referências

  1. a b Toscano, Fernando. Paraná (em português) Portal Brasil. Visitado em 8 de fevereiro de 2011.
  2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Área Territorial Oficial - Consulta por Unidade da Federação. Visitado em 9 de abril de 2014. Cópia arquivada em 9 de abril de 2014.
  3. Paraná Embrapa Monitoramento por Satélite. Visitado em 19 de maio de 2011.
  4. a b c Quadro físico Almanaque dos Estados Brasileiros. Visitado em 19 de junho de 2015.
  5. a b c d e f g h Mapa hidrográfico do Paraná (em português) Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES).
  6. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Área Territorial Oficial - Consulta por Unidade da Federação. Visitado em 9 de abril de 2014.
  7. 3. Population by sex, rate of population increase, surface area and density United Nations Statistics Division (2007). Visitado em 5 de setembro de 2010.
  8. a b c d e f g h i j Governo do Paraná. Mapas Secretaria de Estado da Educação. Visitado em 23 de junho de 2015.
  9. Aníbal Khury (5 de outubro de 1988). Constituição do Estado do Paraná Assembleia Legislativa do Paraná. Visitado em 23 de junho de 2015.
  10. Natália Cancian (11 de novembro de 2013). País tem 269 distritos em condições de separação do município-sede Folha de S.Paulo. Visitado em 14 de dezembro de 2014.
  11. Ferreira 1996, p. 49-52.
  12. Kotoviski 2013, p. 18-21.
  13. IPARDES. Evolução político-administrativa: 1940-1999 Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Visitado em 23 de junho de 2015.
  14. a b Municípios e distritos Assembleia Legislativa do Paraná. Visitado em 23 de junho de 2015.
  15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Divisão regional do Brasil em mesorregiões e microrregiões geográficas: volume 1. Visitado em 21 de junho de 2015.
  16. Wagner de Cerqueira e Francisco (2012). Fuso Horário Brasileiro Brasil Escola. Visitado em 3 de abril de 2012.
  17. Observatório Nacional (ON) (2014). Hora Legal Brasileira. Visitado em 10 de janeiro de 2015.
  18. Rodolfo Alves Pena (2014). Afinal, existem quantos fusos horários no Brasil? Brasil Escola. Visitado em 12 de setembro de 2014.
  19. Observatório Nacional do Rio de Janeiro (2012). Decretos sobre o Horário de Verão no Brasil. Visitado em 3 de abril de 2012.
  20. Arruda 1988, p. 6094.
  21. a b c d e f g h i j k l m n o p Idoraldo Dassi Gonçalves. Paraná Cola da Web. Visitado em 25 de junho de 2015.
  22. WONS, Iaroslaw. Geografia do Paraná: com fundamentos de geografia geral. 6. ed. Curitiba: Ensino Renovado, 1994. p. 36
  23. Alan Yukio Mocochinski (2006). Campo de altitude na Serra do Mar: aspectos florísticos e estruturais (em português) Site Oficial da Universidade Federal do Paraná. Visitado em 8 de fevereiro de 2011.
  24. MMA (2012). Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (em português) Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 20 de abril de 2012.
  25. Parque Nacional do Iguaçu (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  26. PARNA de Ilha Grande (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  27. PARNA do Superagui (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  28. Parna dos Campos Gerais (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 20 de abril de 2012.
  29. PARNA Saint-Hilaire/Lange (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  30. FLONA de Açungui (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 26 de julho de 2011.
  31. FLONA de Irati (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  32. FLONA de Piraí do Sul (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  33. APA de Guaraqueçaba (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  34. APA Ilhas e Várzeas do Rio Paraná (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  35. ESEC de Guaraqueçaba (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  36. Esec da Mata Preta (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 20 de abril de 2012.
  37. Rebio das Perobas (em português) Institito Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  38. Rebio das Araucárias (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 14 de abril de 2011.
  39. Revis dos Campos de Palmas (em português) Instituto Chico Mendes do Ministério do Meio Ambiente. Visitado em 8 de fevereiro de 2011.
  40. a b c d Governo do Paraná (2006). Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Visitado em 4 de agosto de 2012.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Arruda, Ana (1988). "Paraná". Enciclopédia Delta Universal 11. Rio de Janeiro: Delta. p. 6094. 
  • Garschagen, Donaldson M. (1998). "Paraná". Nova Enciclopédia Barsa 11. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. p. 132-134. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]