Ilhas oceânicas do Brasil

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Vista aérea de Fernando de Noronha.

As ilhas oceânicas do Brasil são o arquipélago de Fernando de Noronha, as ilhas de Trindade e Martim Vaz, o rochedo de São Pedro e São Paulo e o atol das Rocas.[1] Há também as ilhas costeiras, que ficam próximas ao litoral, dentre as quais se destacam as ilhas de Itamaracá, em Pernambuco, Grande, no Rio de Janeiro, São Sebastião, em São Paulo e Santa Catarina, no estado de mesmo nome.

A ilha de Marajó, no litoral paraense, apesar de estar em contato com o oceano Atlântico, é uma ilha fluvial; é formada pela acumulação de sedimentos do rio Amazonas, ao lançar suas águas no oceano.[carece de fontes?]

Fernando de Noronha[editar | editar código-fonte]

Praia do Sancho - Fernando de Noronha
Morro do Pico (381 m.)

Pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco, o arquipélago de Fernando de Noronha, localizado a 545 km do Recife, é constituído por 21 ilhas[2] de origem vulcânica que, juntas, totalizam uma área de 26 km². O ponto mais alto do arquipélago é o Morro do Sancho, com 381 metros de altura. Fernando de Noronha é a mais extensa e a única habitada, contando com 3.012 habitantes (IBGE, 2008), reunidos em Vila dos Remédios. Fernando de Noronha foi, por muito tempo (1942-1987), território federal ligado às Forças Armadas, mas com a Constituição de 1988, foi reincorporado ao estado de Pernambuco, como distrito estadual. Há alguns anos, vem sendo explorado mais intensamente no arquipélago o turismo, que, ao lado da pesca, é a principal atividade econômica[3] . Em Fernando de Noronha está um dos mais espetaculares pontos para a observação de golfinhos em todo o mundo, a enseada da Praia do Sancho.

Trindade e Martim Vaz[editar | editar código-fonte]

Mapa do arquipélago de Trindade e Martim Vaz.

Trindade e Martim Vaz, localizadas a 1.100 km da costa do Espírito Santo, constituem, na realidade, uma ilha maior, Trindade, com 8,2 km², e um grupo de cinco ilhotas de vegetação escassa, conhecidas como grupo Martim Vaz, a 50 km a leste de Trindade. A ilha maior é ocupada para observações meteorológicas, por situar-se em área de dispersão de massas de ar. São usadas como base da Marinha e estação meteorológica.

Penedos de São Pedro e São Paulo[editar | editar código-fonte]

Estação científica/militar localizada nos Penedos de São Pedro e São Paulo.

Pertencentes ao estado brasileiro de Pernambuco e situados a cerca de 1.000 km da costa do Rio Grande do Norte, os Penedos de São Pedro e São Paulo formam um pequeno arquipélago, no qual se destacam cinco rochedos maiores e uma dezena de outros menores. Sem água potável ou qualquer vegetação, são habitados apenas por aves marinhas, que lá procriam e deixam espessa camada de guano (aculumação de fosfato de cálcio resultante do excremento das aves marinhas).

Atol das Rocas[editar | editar código-fonte]

Atol das Rocas, fotografado da Estação Espacial Internacional durante a Expedição 22

O Atol das Rocas é um pequeno recife elíptico, situado 145 km a oeste de Fernando de Noronha.[4] Com uma área de cerca de 7,5 km² e altitude média de apenas 3 m acima do nível oceânico, é o único atol no Atlântico Sul. Sem água potável e com uma rala cobertura vegetal, a ilha não é habitada, ainda que abrigue um farol automático para orientar a navegação. O local é um refúgio para uma enorme variedade de aves marinhas que povoam todos os espaços da ilha, o que fez com que, em 1979, o Atol das Rocas fosse transformado na primeira unidade de conservação marinha criada no Brasil.

Abrolhos[editar | editar código-fonte]

A 80 km da Bahia localiza-se o arquipélago de Abrolhos, formado por cinco pequenas ilhas, que compõem o primeiro parque nacional marítimo. Possui grande quantidade e variedade de corais e é habitado por cabras selvagens e aves marinhas. Sua população — de menos de 20 pessoas — dedica-se à manutenção e funcionamento do farol, fundamental para a navegação aérea e marítima da região.

Notas e referências

  1. Atlas geográfico das zonas costeiras e oceânicas do Brasil (PDF) p. 9. IBGE. Página visitada em 5 de agosto de 2012.
  2. [1]
  3. http://www.noronha.com.br/site/a_ilha.php
  4. KIKUCHI, R.K.P. Atol das Rocas. Página visitada em 17 de outubro de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]