Geografia do Rio de Janeiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O estado do Rio de Janeiro, dividido em suas mesorregiões, microrregiões e municípios.

O Rio faz parte do bioma da Mata Atlântica brasileira, tendo em seu relevo montanhas e baixadas localizadas entre a Serra da Mantiqueira e Oceano Atlântico, destacando-se pelas paisagens diversificadas, com escarpas elevadas à beira-mar, restingas, baías, lagunas e florestas tropicais. Fazendo divisa com os estados de Espírito Santo, São Paulo e Minas Gerais, o Rio de Janeiro é um dos menores estados do país e o menor da região Sudeste.

Possui uma costa com 635 quilômetros de extensão, banhados pelo Oceano Atlântico, sendo superada em tamanho apenas pelas costas da Bahia e Maranhão.

Solos[editar | editar código-fonte]

De um modo geral, os solos fluminenses são relativamente pobres. Os solos mais propícios à utilização agrícola encontram-se na região das Baixadas Litorâneas, e em municípios do vale do rio Paraíba do Sul, nas regiões Sul e Centro Fluminense.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Existem no Estado três unidades de relevo: a Baixada Fluminense, que corresponde às terras situadas em geral abaixo de 200m de altitude, o Planalto ou Serra Fluminense, acima de 200 metros e os Maciços litorâneos como o Maciço da Tijuca.

A Baixada Fluminense acompanha todo o litoral e ocupa cerca de metade da superfície do Estado. Apresenta largura variável, bastante estreita entre as baías da Ilha Grande e de Sepetiba, alargando-se progressivamente no sentido leste, até o rio Macacu. Nesse trecho, no município da capital, erguem-se os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, que atingem altitudes um pouco superiores a 1.000 metros. Da baía da Guanabara até Cabo Frio, a baixada volta a estreitar-se uma sucessão de pequenas elevações, de 200 a 500 metros de altura, os chamados maciços litorâneos fluminenses. A partir de Cabo Frio, alarga-se novamente, alcançando suas extensões máximas no delta do rio Paraíba do Sul.

O Planalto ou Serra Fluminense ocupa o interior do estado, por isso está localizado entre a Baixada Fluminense, ao sul e o vale do rio Paraíba do Sul. A elevação da Serra do Mar, ao norte da baixada, forma o seu rebordo. A Serra do Mar recebe diversas denominações locais: serra dos Órgãos, com o Pico Maior de Friburgo (2.316 metros), a Pedra do Sino (2.263 metros) e Pedra-Açu (2.232 metros), das Araras, da Estrela e do Rio Preto. A serra da Mantiqueira cobre o noroeste do Estado, ao norte do vale do rio Paraíba do Sul, onde é paralela à Serra do Mar. O ponto mais alto do Rio de Janeiro, pico das Agulhas Negras (2.787 metros) localiza-se no maciço de Itatiaia, que se ergue da serra da Mantiqueira. Para o interior, o planalto vai diminuindo de altitude, até chegar ao vale do rio Paraíba do Sul, onde a média cai para 250 metros. A nordeste, observa-se uma série de colinas de baixas altitudes, conhecidas como "mar de morros".

Clima[editar | editar código-fonte]

O Estado possui um clima muito variado e com verões quentes. Na Baixada Fluminense, domina o clima tropical semi-úmido, com chuvas abundantes no verão e invernos secos. A temperatura média anual é de 24°C e o índice de chuva chega a 1.250 milímetros anuais. Nos pontos mais elevados da região serrana, limite entre a Baixada Fluminense e a Serra Fluminense, observa-se o clima tropical de altitude, mas com verões mais brandos e chuvosos e invernos moderadamente frios e secos, com temperatura média anual de 20°C. Na maior parte da Serra Fluminense, o clima é tropical de altitude (Cfa), com verões chuvosos, e mais brandos que as áreas mais baixas, e invernos mais frios e secos. A temperatura média anual é de 18°C e as chuvas atingem de 1.500 a 2.000 mm anuais.

Em julho de 2006, o estado teve mais de 25 dias sem chuvas, temperaturas acima dos 30 graus e umidade relativa do ar abaixo de 20%. Devido às altas temperaturas e baixa umidade, houve um período com milhares de focos de incêndios nas matas no estado. No Pico das Agulhas Negras, pode haver precipitações de neve, sendo que em 1985 ocorreu uma nevada mais abundante nas proximidades do pico, de proporções incomuns para o local.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Devido à ocupação agricultura|,o desmatamento modificou sensivelmente a vegetação original do Estado. Atualmente, as florestas ocupam um décimo do território fluminense, concentrando-se principalmente nas partes mais altas das serras. Há grandes extensões de campos produzidos pela destruição, próprios para a pecuária, e, no litoral e no fundo das baías, registra-se a presença de manguezais (conjunto de árvores chamadas mangues, que crescem em terrenos lamacentos).

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Vista panorâmica da Lagoa de Marapendi

O rio Paraíba do Sul é o principal rio do Estado. Nasce em São Paulo e desemboca no oceano Atlântico — como a maior parte dos rios fluminenses —, na altura de São João da Barra. Seus principais afluentes, no Estado, são o Pomba e o Muriaé, pela margem esquerda, o Piabinha, o Piraí e o Paraibunae o rio Grande pela margem direita. Além do Paraíba do Sul, destacam-se. de norte para sul, os rios Itabapoana, que marca fronteira com o Espírito Santo, o Macabu, que deságua na lagoa Feia, o Macaé, o São João, o Majé e o Guandu.

O litoral fluminense é pontilhado por numerosas lagoas, antigas baías fechadas por cordões de areia. As mais importantes são as lagoas Feia, a maior do estado, Araruama, Saquarema, Maricá, Marapendi, Jacarepaguá e Rodrigo de Freitas, as três últimas no município do Rio de Janeiro.


Litoral[editar | editar código-fonte]

O litoral do Rio de Janeiro é muito recortado no seu trecho sul. Os principais acidentes são a Ilha Grande e sua Baía, a Restinga de Marambaia, e as Baías de Sepetiba e da Guanabara.

Ver também[editar | editar código-fonte]