Arraial do Cabo

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Nota: Se procura o curta-metragem de Paulo Cesar Saraceni, consulte Arraial do Cabo (filme).

Município de Arraial do Cabo
"Paraíso do Atlântico"
Brasão de Arraial do Cabo
Bandeira desconhecida
Brasão Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário {{{aniversário}}}
Fundação 13 de maio de 1985
Gentílico Cabista
Lema "Arraial, como você nunca viu".
Prefeito(a) Wanderson Cardoso de Brito (PMDB)
Localização
Localização de Arraial do Cabo
22° 57' 57" S 42° 01' 40" O22° 57' 57" S 42° 01' 40" O
Unidade federativa Rio de Janeiro
Mesorregião Baixadas IBGE/2008 [1]
Microrregião Lagos IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Araruama, Cabo Frio, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia
Distância até a capital 158 quilômetros
Características geográficas
Área 152,305 km²
População 26.636 hab. est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 165,7 hab./km²
Altitude 8 metros
Clima tropical Aw Quente e úmido. Temperatura média de 25º no verão e entre 17º e 23º no inverno.
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,79 (14º) - médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 254.456 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 9.642,00 IBGE/2005 [4]

Arraial do Cabo é uma cidade brasileira do estado do Rio de Janeiro, na Região dos Lagos. A cidade é costeira, e tem uma altitude média de apenas oito metros. Fundado em 1985, após a emancipação de Cabo Frio. O município possui 26.636 habitantes, segundo dados de 2008 do IBGE.

Índice

[editar] História

[editar] Formação do cabo

Há cerca de um milhão de anos os ventos, as correntes marítimas e as marés começaram a depositar sedimentos entre três antigas ilhas – atualmente conhecidas como morro do Mirante, do Forno e Pontal do Atalaia –, incorporando-as ao continente e formando, assim, o cabo onde se situa a cidade.

[editar] Primeiros habitantes

Eles eram nômades e chegaram à região há cerca de cinco mil anos. Viviam em pequenos grupos no alto dos morros e desciam apenas para buscar alimentos, basicamente peixes e moluscos.

[editar] Ocupação indígena

Os tamoios eram, na época da chegada dos portugueses, os habitantes mais comuns da região, embora existissem, também, tribos de outras vertentes tupinambás.

Essas tribos consumiam, basicamente, peixes e crustáceos, e complementavam a dieta com o consumo da mandioca e com os animais da caça. A produção de cerâmica se destacava nessas tribos, que também marcaram participação nos conflitos que viriam a ocorrer entre portugueses e corsários, principalmente franceses.

[editar] Descoberta

Após decidir se separar do resto da frota da segunda expedição à costa brasileira, Américo Vespúcio navega rumo ao sul, chegando à praia atualmente conhecida como "Praia do Forno" e ancorando, logo em seguida, na Praia da Rama (atual "Praia dos Anjos"). Ao lugar, deu-se o nome de Cabo Frio, devido a fatores que, de certa forma, fascinaram os navegantes. Dentre eles:

Marco histórico de Arraial do Cabo visto da "Praia dos Anjos"
  • As correntes marítimas locais possuíam uma temperatura substancialmente mais fria que as temperaturas normais das águas da costa brasileira (atualmente esse fenômeno é conhecido como ressurgência)[5].
  • Os ventos constantes eram, também, muito mais frios do que no resto do litoral, dando a impressão de que a temperatura local fosse mais baixa do que realmente era.
  • As condições do tempo mudavam rapidamente no local, passando subitamente de um dia ensolarado para um dia nublado, com alta possibilidade de formação de nevoeiro e, em alguns casos, agitando o mar.

[editar] Povoamento

Américo Vespúcio decidiu, então, construir um forte no local (cujas ruínas permanecem no local, acessível por trilha entre a Praia do Forno e a Prainha), onde ele deixou 24 homens com armas e mantimentos.

Fachada da "Casa da Piedra".

Posteriormente, foi construída feitoria em local próximo. Mas o local exato ainda não foi definido. Para alguns, ela está localizada no próprio Arraial do Cabo, para outros, em Cabo Frio. Mas é certo que essa foi, de fato, a primeira feitoria no Brasil.

Provavelmente como conseqüência do estabelecimento dessa feitoria, começou a se desenvolver em arraial um modesto povoamento, sendo esse um dos primeiros (possivelmente o primeiro) em território brasileiro. Ainda é possível ver, na cidade, a primeira construção de alvenaria da terra recém-descoberta, a "Casa da Piedra".

Existe na cidade um marco histórico que lembra a visita de Américo Vespúcio nesta época. Composto de um obelisco, um poço, existente desde então e uma placa resumindo parte da história local.

[editar] História Recente

Durante séculos, a cidade seguiu sua vocação natural como vila de pescadores. E foi na primeira metade do século XX, em 1943, com a implantação da Companhia Nacional de Álcalis, que a economia local foi impulsionada. A fábrica produzia barrilha, matéria-prima para fabricação de vidros. A oferta de emprego aumentou. Mão-de-obra qualificada da unidade da Álcalis no Rio Grande do Norte foi trazida para a cidade e as ofertas de empregos acabaram trazendo trabalhadores de outras regiões. Isso contribuiu para a consolidação e para o crescimento da cidade.

Durante anos, Arraial do Cabo pertenceu a Cabo Frio, sendo seu principal distrito. Em 13 de maio de 1985, a cidade teve sua emancipação assinada por Leonel de Moura Brizola, governador do Estado do Rio de Janeiro na época. No dia 15 de novembro de 1985, foi eleito o primeiro prefeito Renato Vianna, que assumiria a prefeitura no dia 1º de janeiro de 1986. Hoje, o município de Arraial do Cabo possui dois Distritos: Monte Alto e Figueira.

[editar] Geografia

Arraial do Cabo limita-se a norte com os municípios de Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio, a leste e a sul, com o Oceano Atlântico e a oeste, com o município de Araruama.

O clima de Arraial do Cabo é tropical litorâneo, com muito vento que estabiliza as temperaturas, o município praticamente desconhece temperaturas muito elevadas ou muito baixas. No ano de 2007 a máxima absoluta foi de apenas 31,7°C (a menor de todo o estado) e a mínima de 12,9°C. Historicamente, o município tem máxima absoluta de 34°C e mínima de 10°C. Também chove bem pouco, com média pluviométrica anual de cerca de 800mm. A insolação (horas de sol) é uma das maiores do estado.

O município é conhecido como a "capital do mergulho". As praias de águas transparente e areia muito branca tornam sua costa num dos locais brasileiros mais propícios para a pesca submarina e mergulho. A abundante fauna marinha é decorrente da ressurgência, um fenômeno oceanográfico que consiste na subida de águas profundas e ricas em nutrientes, para regiões menos profundas do oceano. As principais praias são: Praia dos Anjos (onde se localiza o Porto do Forno), Praia do Forno, Praia Grande, Prainha, Prainhas, Praia da Ilha do Farol (eleita em 2000 a praia mais perfeita do Brasil pela Revista Veja), entre outras.

O municípo também conta com uma área preservada pelo IBAMA, a restinga de Massambaba (estreito pedaço de terra, banhado a sul pelo Oceano Atlântico e a Norte pela Lagoa de Araruama) onde são encontradas as mais exóticas orquídeas do mundo.

[editar] Ver também

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. “Projeto DEPROAS – Dinâmica do Ecossistema de Plataforma da Região Oeste do Atlântico Sul” no site do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (Brasil) acessado a 2 de julho de 2009

[editar] Ligações externas

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