Baixada Fluminense

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Municípios da Baixada Fluminense

A Baixada Fluminense é uma região do estado do Rio de Janeiro que engloba desde a área da Baía da Ilha Grande até Campos dos Goytacazes, no limite com o Espírito Santo.

A Baixada Fluminense apresenta largura variável, bastante estreita entre as baías da Ilha Grande e de Sepetiba, alargando-se progressivamente no sentido leste, até o rio Macacu. Nesse trecho, no município da capital fluminense, erguem-se os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, que atingem altitudes um pouco superiores a 1.000 metros. Da baía da Guanabara até Cabo Frio, a baixada volta a estreitar-se uma sucessão de pequenas elevações, de 200 a 500 metros de altura, os chamados "maciços litorâneos fluminenses". A partir de Cabo Frio, alarga-se novamente, alcançando suas extensões máximas no delta do rio Paraíba do Sul.

Concentra grande parte da população (cerca de 4/5) e do Produto Interno Bruto do estado do Rio de Janeiro.

Geografia humana[editar | editar código-fonte]

Atualmente, refere-se principalmente à antiga região da "Baixada da Guanabara", cuja denominação caiu em desuso ainda no século XIX e engloba desde de Itaguaí até área do entorno da Baía de Guanabara (excluindo-se a região de Niterói-São Gonçalo), reunindo municípios com características sócio-culturais em comum. Grande parte desses municípios foram criados a partir de desmembramentos do município de Nova Iguaçu e da vila de Estrela (Duque de Caxias). É considerada o eixo central do estado do Rio de Janeiro abrangendo a capital os municípios do entorno a leste e oeste da Baía da Guanabara, os sete municípios da região dos lagos e o município de Itaguaí, foi é interligado pela BR-101 , A rodovia Washington Luís e a Via Dutra, tem os portos do Rio de Janeiro, Niterói, Itaguaí, e o Porto do Forno em Arraial do Cabo, sendo estes um dos principais do país. A região tem papel histórico fundamental na fundação dos estado, na chegada das expedições deAmérico Vespúcio em Arraial do Cabo em 1503, a primeira a chegar no território fluminense e a de Estácio de Sá no Rio de Janeiro. Essa região veio a ser ocupada além de invadida pelos franceses no século XVI formando uma região de exploração do pau-brasil do Rio de Janeiro a Cabo Frio, sendo essa cidade essencial para a fundação e a consolidação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro,pois era o primeiro ponto de chegada dos invasores europeus a costa o estado, assim que os navios corsários eram avistados, tiros de canhão eram disparados em Cabo Frio, e quando o som chegava ao Rio de Janeiro eram avisados de que invasores estavam

História da região[editar | editar código-fonte]

A região conheceu um certo desenvolvimento a partir do ciclo de mineração no Brasil, no século XVIII, quando foi importante corredor de escoamento do ouro de Minas Gerais. Mais tarde, já no século XIX, foi uma das primeiras regiões de plantio do café no Brasil.

Outro grande impulso econômico se deu com a criação da Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual E.F. Central do Brasil), já no Segundo Reinado (1840-1889), o que esvaziou as rotas tradicionais pelos rios e caminhos da região, mas faz surgir novas vilas e povoados no entorno das estações como Maxambomba (atual Nova Iguaçu), Belém (atual Japeri), dentre outras, que hoje formam as principais cidades dessa região.

No início do século XX, a Baixada Fluminense começou a receber obras de drenagem, ainda que de forma bastante irregular, com o intuito de torná-la minimamente habitável para receber a grande leva de migrantes vindos de outros cantos do país em busca de melhores condições de vida na então capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, bem como diminuir os graves problemas de saúde, marcadamente os surtos de malária que assolavam a região. Tal movimento, no entanto, se dá de forma menos oficial e mais "natural" do que se imagina. A grande quantidade de terrenos vazios, somados à facilidade de transporte possibilitada pelas estradas de ferro (como a EFCB e seus ramais e a Rio d´Ouro [1] e pela inauguração de rodovias importantes como a Presidente Dutra e a Avenida Brasil tornaram a ocupação da região mais intensa a partir da década de 1970, seguindo um movimento natural de migração no Brasil. Tais movimentos migratórios, porém, são uma constante na história da região, seja por conta do movimento dos tropeiros nas estradas que ligavam o Rio e a baixada às Serras antes da inauguração da linha férrea, seja no momento pós-abolição, quando um grande número de ex-escravos e/ou seus descendentes usam a mesma linha férrea com destino ao Rio em busca de melhores oportunidades. Muitos desses migrantes acabaram se estabelecendo na Baixada ou na Zona Norte do Rio [2]

Aspectos sociais e problemas[editar | editar código-fonte]

Na segunda metade do século 20, com a onda de migração proveniente sobretudo da região Nordeste do país, ficou consolidada sua imagem como uma região de grandes problemas sociais e de violência urbana, que perdura até hoje. Muitos desses problemas foram resultado dessa ausência do poder público, somada à ocupação irregular da região, que acabou ficando à mercê de chefes locais e pela atuação de grupos paramilitares (esquadrões da morte, milícia)

A região também é conhecida pelo coronelismo, ou clientelismo, praticado pela política local muitas das vezes apoiada no uso da força, onde destaca-se a atuação de Tenório Cavalcante, conhecido por controlar Duque de Caxias com mãos de ferro e crueldade para com seus opositores.

Por estes problemas citados acima, seus moradores acabam enfrentando estigma quando procuram oportunidades de emprego em alguns bairros da capital, uma vez que, apesar de seu parque industrial, configura-se como uma região-dormitório, o que faz com que seus moradores enfrentem horas nos engarrafamentos diários nas vias expressas da região metropolitana.

Culturalmente, por outro lado, reina a diversidade. A leva de migrantes, fossem ex-escravos do sul fluminense, fossem os vindos do Nordeste, favoreceu a manutenção e renovação de diversas festas e comemorações, como a Folia de Reis [3] e até mesmo o jongo[4] [5] , sendo esse último não tão comum na região metropolitana do Rio atualmente, com exceção do grupo de jongo da Serrinha [6] , em Madureira.

As religiões de matriz africana também são presentes e atuantes da região. Diversas terreiros de candomblé foram fundados entre as décadas de 1970 e 1980, tornando a região num dos pólos religiosos mais ativos e dinâmicos daquela religião. Iyalorixás importantes para a religião, como Mãe Beata de Iemanjá[7] , possuem terreiros na região, principalmente em Nova Iguaçu, São João de Meriti e Belford Roxo [8] , ver mapa com os Terreiros[9]

Das regiões em que costuma ser dividido o Estado do Rio de Janeiro, é a segunda mais populosa, com mais de três milhões de habitantes, só sendo superada pela capital.

Quanto aos municípios que a compõem, há unanimidade com relação a Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Queimados e Mesquita, todos ao norte da cidade do Rio de Janeiro. Alguns estudiosos também incluem Magé e Guapimirim (a leste), Paracambi, Japeri, Itaguaí, Seropédica e Mangaratiba (a oeste).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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