Mangaratiba

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Município de Mangaratiba
Praia no distrito de Conceição de Jacareí, em Mangaratiba

Praia no distrito de Conceição de Jacareí, em Mangaratiba
Bandeira de Mangaratiba
Brasão de Mangaratiba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 11 de novembro
Fundação 11 de novembro de 1831 (182 anos)
Gentílico mangaratibense ou mangaratibano
Prefeito(a) Evandro Bertino Jorge (Capixaba) (PR)
(2013–2016)
Localização
Localização de Mangaratiba
Localização de Mangaratiba no Rio de Janeiro
Mangaratiba está localizado em: Brasil
Mangaratiba
Localização de Mangaratiba no Brasil
22° 57' 36" S 44° 02' 27" O22° 57' 36" S 44° 02' 27" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Microrregião Itaguaí IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Angra dos Reis, Itaguaí e Rio Claro
Distância até a capital 85 km
Características geográficas
Área 356,408 km² [2]
População 36 456 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 102,29 hab./km²
Altitude 18 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,753 (10º) – alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 453 430,804 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 14 237,34 IBGE/2008[5]
Página oficial

Mangaratiba é um município da Microrregião de Itaguaí, na Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se a 85 quilômetros da capital do estado. Ocupa uma área de 353 408 km² e sua população foi estimada no ano de 2013 em 39 210 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo, então, o 44º mais populoso do estado e o menos populoso de sua microrregião.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Mangaratiba" é um termo originário da língua tupi antiga: significa "ajuntamento de mangarás", através da junção de mangará (mangará, termo de origem tupi que designa as plantas da família das aráceas) e tyba (ajuntamento).[6]

História[editar | editar código-fonte]

Até o século XVI, as terras que compõem o município eram habitadas pelos índios tamoios (também chamados tupinambás).[7] A ocupação portuguesa das terras teve origem nesse século, por ocasião do estabelecimento do regime das capitanias hereditárias. Essas terras passaram a pertencer, então, à Capitania do Rio de Janeiro, porém o donatário da mesma, Martim Afonso de Sousa, pouco se interessou por sua ocupação.[8] O início do povoamento português mais sistemático aconteceu somente anos mais tarde, por volta de 1620, quando o novo donatário, Martim de Sá, mandou trazer índios tupiniquinscatequizados de Porto Seguro e estabeleceu, sob a tutela dos jesuítas, aldeamentos: primeiro, na Ilha de Marambaia e, depois, no continente, na Praia da Ingaíba. Outra hipótese é a de que a aldeia de São Francisco Xavier de Itaguaí teria sido fundada por Martim de Sá, sendo então uma das principais aldeias fundadas pelos jesuítas no Rio de Janeiro, assim como São Lourenço, São Barnabé, São Pedro e São Francisco. Entretanto, houve um processo diferente, porque esses índios foram descidos do sul, na região da lagoa dos Patos, e então catequizados na ilha de Marambaia e inseridos nas terras de Mangaratiba.[9]

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, no centro de Mangaratiba
Commons
O Commons possui multimídias sobre Mangaratiba

Mangaratiba se tornou freguesia em 16 de janeiro de 1764, porém só conquistou sua independência administrativa em 11 de novembro de 1831, quando foi elevada à categoria de vila, com a denominação de "Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba". Até essa data, Mangaratiba pertencia ao município de Itaguaí, ao qual estava subordinado desde 5 de junho de 1818, quando foi criado o município. Anteriormente, Mangaratiba estava vinculado ao município de Angra dos Reis. Com o desenvolvimento da economia cafeeira, principalmente na região do Vale do Paraíba, Mangaratiba ganhou um crescente movimento cumprindo seu papel de porto escoador da produção de café. Outra atividade importante, que proporcionou o enriquecimento da região, foi o tráfico de escravos. Dos pontos de desembarque do Saí e da Marambaia, eles eram levados para o grande mercado do Rio de Janeiro e para os outros centros urbanos do interior, através da íngreme trilha que levava ao sertão depois de ultrapassar a Serra do Mar.

Do interior de São Paulo e Minas Gerais, afluíam, para o seu porto, os gêneros a serem exportados: basicamente, o café, trazido nos lombos dos burros guiados pelos tropeiros das mais afastadas regiões da serra acima. Ao retornarem, levavam mercadorias, geralmente artigos de luxo, provenientes da cidade do Rio de Janeiro ou do exterior. A produção de café intensificou–se tanto que as trilhas que desciam a serra tornaram-se insuficientes para escoar a produção. Foi necessária a abertura de uma estrada mais larga e com melhores condições de circulação, que ligava Mangaratiba a São João do Príncipe (depois, "São João Marcos"). A estrada foi inaugurada em 1857 pelo imperador dom Pedro II, ficando conhecida, posteriormente, como Estrada Imperial, que foi considerada, por muitos historiadores, como a primeira estrada de rodagem do Brasil. Mangaratiba era um dos portos escoadores da produção de café do Vale do Paraíba, atendendo à demanda de São João Marcos e adjacências.

A construção da via entre Mangaratiba e a serra trouxe um maior desenvolvimento para a região, bem como consolidou uma aristocracia local que empreendeu a construção de diversos edifícios, como suas residências urbanas, igrejas, um teatro, armazéns e trapiches. Da época do maior progresso de Mangaratiba, algumas personalidades mereceram maior atenção por parte dos historiadores. O primeiro foi o comendador Joaquim José de Sousa Breves, abastado fazendeiro, dono dos trapiches do Saí e da Marambaia, proprietário de mais de 6 000 escravos e vinte fazendas, chegando a produzir mais de um por cento da produção brasileira de café. Outra personalidade importante da história local foi o tenente–coronel Luís Fernandes Monteiro, o Barão do Saí, proprietário das fazendas Batatal e Praia Grande e de um rico solar no Largo da Matriz, hoje totalmente reformado e de outra casa assobrada na Rua Direita, atualmente Rua Coronel Moreira da Silva, que o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural denominou Solar do Barão do Saí.

Porém o período de riqueza e dinamismo durou pouco. O fim do período de expansão aconteceu pela conjugação de dois fatores. Primeiramente, a conclusão, em 1870, da Estrada de Ferro Dom Pedro II, ligando as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, a qual possibilitou o escoamento da produção de café do Vale do Paraíba diretamente para a cidade do Rio de Janeiro e, em segundo lugar, a proibição do tráfico escravo e, posteriormente, a abolição da escravatura, desorganizaram a economia da região baseada na exploração do latifúndio e fortemente dependente da mão de obra escrava.

O município de Mangaratiba entrou em decadência, chegando a ser extinto em 8 de maio de 1892, apesar de ter sido restabelecido alguns meses mais tarde, em 17 de dezembro do mesmo ano. Os portos de Mangaratiba e do Saí ficaram desertos e inúmeras edificações foram abandonadas, tais como os grandes solares, armazéns, o teatro, conforme atestam as ruínas hoje existentes no Saco de Cima e na Praia do Saí. A estagnação econômica foi total, sendo Mangaratiba um exemplo de cidade nascida de uma rota comercial que não tinha bases produtivas próprias que permitissem uma autonomia. A atividade era apenas reflexo da produção agrícola existente na região serrana e pereceu diante do surgimento de novas alternativas produtivas e comerciais.

A estagnação da economia e da vida em Mangaratiba persistiu até 1914, quando foi concluído o ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil que integrou o município no sistema ferroviário do Rio de Janeiro. Posteriormente, ocorreu um ligeiro progresso econômico propiciado pela exportação de bananas e pela construção de residências de veraneio ao longo da linha férrea ou concentradas em alguns núcleos urbanos. Na década de 1940, foram criados grandes loteamentos na orla marítima, como Muriqui, Praia do Saco, Itacuruçá e outros. Em 1942, foi aprovado o primeiro código de obras para o município.

A construção da rodovia rodovia Rio-Santos, parte da BR–101, nos anos 1970, trouxe uma nova fase para o município, com uma grande valorização do solo urbano, bem como um incremento da construção de residências de final de semana e férias. A nova estrada trouxe, ainda, diversas atividades ligadas ao turismo, com um processo de ocupação de áreas, até então, inacessíveis e desertas. Na década de 1990, a MRS Logística encampou a parte da Estrada de Ferro Central do Brasil pertencente a Itaguaí e Mangaratiba. A estrada de ferro passou desde então a ser de uso exclusivo da mineradora MBR (hoje incorporada pela Companhia Vale), que usa a estrada como escoamento da produção do minério produzido em Minas Gerais, desembarcando na ilha de Guaíba.

Mangaratiba hoje[editar | editar código-fonte]

Atualmente, Mangaratiba é um município residencial, possuindo grandes condomínios e alguns hotéis e resorts de luxo e um incipiente comércio local. A cidade possui enorme potencial turístico, com localização privilegiada entre os municípios de Angra dos Reis, Parati e Itaguaí, porém sua vocação turística não é plenamente explorada. O turismo é explorado apenas pelos grandes hotéis instalados na região e por poucas empresas de turismo. Os locais mais explorados são os distritos de Itacuruçá, Muriqui e Conceição de Jacareí.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a 22º57'35" de latitude sul, 44º02'26" de longitude oeste, na região da Costa Verde, a uma elevação de dezoito metros do nível do mar. Está a uma distância de 85 quilômetros da capital do estado. Limita-se a leste com o município de Itaguaí, ao norte faz divisa com Rio Claro e a oeste com o município de Angra dos Reis. Por fim, é banhado ao sul pela Baía de Sepetiba. De acordo com a contagem da população de 2010, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cidade possuía 37 456 habitantes.[10] O território municipal estende-se por 353,408 km². O ponto mais alto da cidade encontra-se no Pico das Três Orelhas, a 1 035 metros de altitude.

Clima[editar | editar código-fonte]

No município, percebem-se três tipos de clima. Em função do relevo, nas áreas serranas, em altitudes superiores a 700 metros, é encontrado o clima mesotérmico, com verões brandos, sem estações secas; na baixada, a situação climática muda completamente, ocorrendo temperaturas mais elevadas, sem estação seca definida. A temperatura média anual é de 25 graus centígrados, com mínima de 10 e máxima de 40 graus centígrados.

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município conta com mais de 34 praias ao longo de sua faixa litorânea, que é acessível pela rodovia Rio-Santos.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população de Mangaratiba estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2011 foi de 37 343 habitantes.[10] Em 2010, a população do município segundo o mesmo instituto, era de 36 456 habitantes, o que lhe classificava na 44ª posição a nível estadual. De acordo com o censo de 2010, 17 962 habitantes eram homens e 18 494 habitantes eram mulheres. Ainda de acordo o mesmo censo, 32 120 habitantes viviam na zona urbana (88,11 por cento) e 4 336 na zona rural (11,89 por cento). A densidade demográfica, que é uma divisão entre a população e sua área, era de 103,25 habitantes por quilômetro quadrado.[3] [11]

Religião e Etnias[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontou que o percentual de católicos em Mangaratiba era de aproximadamente 54,93 por cento. Os evangélicos compunham a pesquisa com aproximadamente 21,81 por cento de praticantes. Pessoas sem religião aparecem com 13 por cento. As demais crenças contabilizavam 10,26 por cento.[12]

Política[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Mangaratiba é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[13] O primeiro prefeito municipal eleito foi Manoel Moreira da Silva, que esteve no cargo entre 1923 e 1927. Desde então, 25 prefeitos já governaram o município, sendo o mais recente deles Evandro Bertino Jorge. Ele foi eleito para o cargo de prefeito mangaratibense, com 55,76 por cento do total de votos, na eleição suplementar realizada em 2011 nos municípios em que prefeitos e vices foram substituídos antes de completar dois anos de mandato.[14] [15]

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por onze vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[16] ) e está composta da seguinte forma: três do Partido Social Democrático (PSD), dois do Partido Socialista Brasileiro (PSB), um do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), um do Partido Democrático Trabalhista (PDT), um do Democratas (DEM), um do Partido Social Liberal (PSL), um do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e um do Partido dos Trabalhadores (PT).[17]

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Mangaratiba possuía, em dezembro de 2012, 29 720 eleitores, o que representa 0,250 por cento dos eleitores do estado do Rio de Janeiro.[18] Esse número, por ser inferior a 200 000, faz com que não haja segundo turno no município.[19]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O Município de Mangaratiba está dividido administrativamente em seis distritos: Conceição de Jacareí, Itacuruçá, Muriqui; Serra do Piloto e mais o distrito-sede de Mangaratiba e o distrito de Praia Grande, composto das localidades de Praia Grande e Sahy.

Economia[editar | editar código-fonte]

O Produto Interno Bruto de Mangaratiba é o menor de sua microrregião e o 44º do estado. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, relativos a 2008, o produto interno bruto do município era de R$ 453 431 mil.[5] O produto interno bruto per capita é de R$ 14 237 34,[5] sendo R$ 63 564 mil de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes.[5]

O setor terciário é o mais relevante da economia de Mangaratiba. De todo o PIB da cidade 745 406 mil reais é o valor adicionado bruto da prestação de serviços.[5] O setor secundário vem em seguida. 42 839 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria. Por sua vez, a agropecuária rende 9 041 mil reais ao PIB mangaratibense.[20] No município, destaca-se a produção de banana, cana-de-açúcar, feijão, mandioca e milho, além da criação de caprinos, galináceos, muares, ovinos e suínos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2010, o município possuía um rebanho de 5 310 bovinos, 151 equinos, 489 suínos, 96 caprinos, 8 asininos, 145 muares, 53 bubalinos, 96 ovinos, 1 652 galinhas, galos, frangos e pintinhos. Ainda no mesmo ano, Itaguaí produziu 572 000 de litros de leite, 6 000 dúzias de ovos de galinha e 300 quilogramas de mel.[20]

Atualmente, a economia de Mangaratiba está sustentada na construção civil, exportação de minérios e nas atividades ligadas ao turismo.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

O município de Mangaratiba possuía, em 2009, aproximadamente 9 191 matrículas e 35 escolas nas redes públicas e particulares entre os ensinos pré-escolar, fundamental e médio.[21]

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e do Ministério da Educação, o índice de analfabetismo no ano de 2000 era mais frequente entre pessoas acima de 25 anos de idade (10,0 por cento), enquanto a faixa etária entre dez e catorze anos possuía a menor taxa (1,4 por cento).[22] A taxa bruta de frequência à escola passou de 64,2% em 1991 para 83,4% em 2000.[23] 764 habitantes possuíam menos de 1 ano de estudo ou não contava com instrução alguma.[24]

Saúde[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Mangaratiba possuía, em 2009, 16 estabelecimentos de saúde, todos da rede pública.[20]

Serviços e Comunicações[editar | editar código-fonte]

Praticamente todo o município possui ruas com calçamento, energia elétrica, água encanada, telefone fixo e telefone móvel das cinco maiores operadoras (Oi, Claro, Vivo, Tim e Nextel). O código de área de Mangaratiba é o 21. Somente algumas áreas do município contam com internet banda larga ADSL: Centro, Muriqui e Itacuruçá. Existe, também, uma prestadora de internet via rádio, porém com abrangência limitada devido à região de relevo acidentado de Mangaratiba. O município não conta com serviço de tevê a cabo e ainda não oferece sinal de tevê digital.

Transporte[editar | editar código-fonte]

A frota municipal, no ano de 2010, era de 7 978 veículos, sendo 5 258 automóveis, 107 caminhões, 514 caminhonetes, 274 camionetas, 84 micro-ônibus, 1 115 motocicletas, 373 motonetas e 129 ônibus. Outros tipos de veículos incluíam 69 unidades.[20]

O município de Mangaratiba tem seu transporte e ligações feitas pela rodovia BR-101, sendo os ônibus intermunicipais do Rio de Janeiro, Itaguaí, Duque de Caxias e Volta Redonda a principal ligação com Mangaratiba, junto com o transporte alternativo entre o município e Itaguaí.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Mangaratiba possui vários patrimônios históricos: no Centro Histórico existem edifícios preservados, como a Igreja Matriz Nossa Senhora da Guia, o Solar Barão do Saí (que abriga o Museu Municipal de Mangaratiba, Museu das Conchas e a Salão de Exposição José Pancetti), o Centro Cultural Cary Cavalcanti, o Chafariz Imperial e inúmeras residências que mantem sua fachada original.

Sala Mário Peixoto do Museu Municipal de Mangaratiba
Museu das Conchas

Ainda próximo do Centro Histórico, na região conhecida como Praia do Saco, existem as Ruínas do Povoado do Saco de Mangaratiba, local do antigo assentamento urbano e porto de escoação do café oriundo de São João Marcos e Baixo Paraíba. As ruínas do antigo povoado são o portão de entrada da Estrada Imperial, que foi a primeira estrada de rodagem do país, lá encontra-se o belo Mirante Imperial, o bebedouro da Barreira e a Cachoeira dos Escravos, ambos construídos na época do império a mando do Imperador Pedro II do Brasil e preservados em sua magnitude. Seguindo serra acima é possível acessar as ruínas da antiga cidade de São João Marcos, hoje distrito de Rio Claro, onde encontra-se o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos inaugurado em 2011.


Mangaratiba possui ainda no distrito do Vale do Saí (Sahy), as belas Ruínas do Saí, onde acredita-se ser um dos portos de chegada de escravos que abastecia toda a capitania do Rio de Janeiro e adjacências.


Turismo[editar | editar código-fonte]

Mangaratiba tem, na indústria do turismo e de veraneio, sua maior expressão. Sua localização privilegiada na Baía de Sepetiba propiciou que empresas de turismo náutico instalassem, na cidade, bases de operações de passeios pelas ilhas e praias de toda a baía. Em Itacuruçá, está sendo construída a maior marina da América Latina. Lá se encontra, também, a Delegacia da Capitania dos Portos.

O investimento em turismo proporciona diversos benefícios para a comunidade, tais como geração de empregos, produção de bens e serviços e melhoria da qualidade de vida da população. Incentiva, também, a compreensão dos impactos sobre o meio ambiente. Assegura uma distribuição equilibrada de custos e benefícios, estimulando a diversificação da economia local e regional. Traz melhoria nos sistemas de transporte, nas comunicações e em outros aspectos infraestruturais. Ajuda, ainda, a custear a preservação dos sítios arqueológicos, dos bairros e edifícios históricos, melhorando a autoestima da comunidade local e trazendo uma maior compreensão das pessoas sobre as origens da cidade.

Ilha Grande[editar | editar código-fonte]

Mangaratiba tambem é um dos principais acessos à Ilha Grande através do cais do centro de Mangaratiba e de Conceição de Jacareí. No centro encontram-se barcos que realizam a travessia regularmente, bem com o serviço da Barcas S.A.

Cais de Mangaratiba[editar | editar código-fonte]

Além da travessia para a Ilha Grande, existem inúmeras escunas e traineiras que realizam passeios e pescarias por toda a Costa Verde partindo dos cais de Mangaratiba e Itacuruçá.

Embarcações[editar | editar código-fonte]

1. Rotas Ilha Grande / Mangaratiba http://www.rotasilhagrande.com.br Passeios e Pescarias.

Mangaratiba na mídia[editar | editar código-fonte]

  • Foi cenário e inspiração para o lendário filme "Limite (filme)" de Mário Peixoto, filme "cult" brasileiro filmado em 1930 com fotografia e filmagens de Edgar Brazil. Foi votado várias vezes como o melhor filme brasileiro já realizado e pode ser considerado a primeira e única referência para filmes brasileiros experimentais do cinema mudo.


  • Foi o principal cenário do filme The Expendables, filme norte-americano de 2010.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 29 de Julho de 2013..
  5. a b c d e f Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 585.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 18-19.
  8. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 44.
  9. Metamorfoses Indigenas; Identidade e Cultura nas aldeias do Rio de Janeiro. Maria Regina Celestino De Almeida
  10. a b ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2011 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (30 de agosto de 2011). Página visitada em 31 de agosto de 2011.
  11. Tabela 2.7 - População residente, por situação do domicílio e sexo, segundo os municípios – 2010. IBGE (2010). Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
  12. Dados do Município: Mangaratiba - RJ. Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
  13. Governo Municipal. Guia de direitos. Página visitada em 24 de outubro de 2011.
  14. RESULTADO DA ELEIÇÃO 2011. Tribunal Superior Eleitoral (2011). Página visitada em 8 de outubro de 2011.
  15. Mangaratiba tem eleição tranquila. JB (2011). Página visitada em 8 de outubro de 2011.
  16. DJI. Constituição Federal - CF - 1988 / Art. 29. Arquivado do original em 27 de fevereiro de 2011. Página visitada em 27 de fevereiro de 2011.
  17. Título não preenchido, favor adicionar.
  18. Eleitorado WEB. TSE (setembro de 2011). Página visitada em 27 de outubro de 2011.
  19. THALES TÁCITO PONTES LUZ DE PÁDUA CERQUEIRA (3 de julho de 2007). O candidato único precisa de quantos votos para ser eleito prefeito ?. Portal ClubJus. Arquivado do original em 10 de outubro de 2011. Página visitada em 27 de outubro de 2011.
  20. a b c d Cidades@ - IBGE. ITAGUAÍ - RJ. Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
  21. Cidades@ - IBGE. MANGARATIBA - RJ. Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
  22. Confederação Nacional de Municípios (CNM). Educação. Página visitada em 23 de dezembro de 2011.
  23. Confederação Nacional de Municípios (CNM). Educação - Freqüência Escolar. Arquivado do original em 23 de dezembro de 2011. Página visitada em 31 de março de 2011.
  24. Confederação Nacional de Municípios (CNM). Educação - Anos de Estudo. Página visitada em 28 de fevereiro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]