BR-040

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BR-040.svg
BR-040
"Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek"
"Rodovia Washington Luís"
"Rodovia Rio-Brasília"
Trecho da BR-040.svg BR-040
Br-040mapa.jpg
Extensão 1 178,7 km (732,4 mi)
Inauguração 1928 (Rio de Janeiro - Petrópolis),
1980 (Petrópolis - Juiz de Fora),
1957 (Juiz de Fora - Belo Horizonte),
1959 (Belo Horizonte - Brasília),
2009 (Duplicação Matias Barbosa - Juiz de Fora)
Tipo Rodovia Radial
Limite noroeste Brasília, DF (entroncamento com a BR-450 e com a BR-251)
Interseções
Limite sudeste Rio de Janeiro, RJ (Praça Mauá)
Concessão Concer (trecho Juiz de Fora - Rio de Janeiro)
Anexo:Lista de rodovias do Brasil
Noroeste
< BR-450
BR-040.svg
BR-040
Sudeste
Rio de Janeiro, RJ >

A BR-040 é uma rodovia federal radial do Brasil. O ponto inicial da rodovia fica localizado em Brasília (DF), no entroncamento com a BR-450 (Via EPIA) e com a BR-251 (Via EPCT), enquanto que o ponto final fica localizado no Rio de Janeiro (RJ), mais especificamente na Praça Mauá. A BR-040 passa pelo Distrito Federal e pelos estados de Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, sendo a principal ligação rodoviária entre estas unidades federativas.

Em setembro de 2009, o trecho da rodovia compreendido entre Brasília (DF) e Petrópolis (RJ), passou a receber o nome de Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek, através da sanção presidencial da lei n° 12.028/2009.[1]

O trecho da BR-040 localizado entre Petrópolis (RJ) e o Rio de Janeiro (RJ), recebe o nome de Rodovia Washington Luís, em homenagem ao ex-presidente da república Washington Luís, que ficou conhecido por construir diversas rodovias durante o seu mandato (de 1926 até 1930), incluindo este trecho da BR-040.

Serve, dentre outras, as seguintes cidades:

Sua extensão é de 1 178,7 quilômetros.

A atual BR-040 foi efetivada pelo Plano Nacional de Viação em 1973. A redação inicial do Plano, em 1964, estabelecia a rodovia entre Brasília (DF) e São João da Barra (RJ). Com a revisão, o trecho entre Belo Horizonte e São João da Barra passou a fazer parte da BR-356, sendo incluído na BR-040 o trecho até o Rio de Janeiro, inicialmente parte da BR-135.

Antes de 1964, o trecho entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte era denominado BR-3.

Dois trechos da BR-040 têm grande importância na história das rodovias brasileiras. O trecho entre Petrópolis e Juiz de Fora compreendia a Estrada União e Indústria, a primeira rodovia brasileira, inaugurada em 23 de junho de 1861 por Dom Pedro II. Este trecho foi substituído pela atual Rio-Juiz de Fora em 1980. O trecho Rio-Petrópolis, conhecido como Rodovia Washington Luís, foi inaugurado em 25 de agosto de 1928, pelo Presidente da República, Washington Luís, e tornou-se o primeiro asfaltado do Brasil em 1931 .

O trecho da BR-040 entre Juiz de Fora e o Rio de Janeiro foi concedido à Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio de Janeiro (Concer) em 1996.

No trecho urbano da cidade do Rio de Janeiro, a BR-040 é formada em sua maior parte pela Avenida Brasil (trecho concomitante com a BR-101) e pela Avenida Rodrigues Alves/Elevado da Perimetral, indo desde a travessia sobre o Rio Meriti no limite com Duque de Caxias, até o ponto final da rodovia na Praça Mauá.

Em dezembro de 2013, o trecho da BR-040 entre Brasília e Juiz de Fora foi concedido à Invepar (Investimentos e Participações em Infraestrutura S.A.), que será responsável, pelo período de 30 anos, pela recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação da rodovia.

Em março de 2014 foi assinado o contrato de concessão em que consta a obrigação de duplicação de pelo menos 557km, entre eles o trecho de Luziânia (GO) a Paraoapeba (MG); do entroncamento com a BR-365 (trevo de Ouro Preto) até Barbacena (MG), e de Oliveira Fortes (MG) até Juiz de Fora (MG).

História da rodovia Washington Luís[editar | editar código-fonte]

A BR-040 na chegada à cidade do Rio de Janeiro.
Trecho concomitante com a BR-050, próximo a Valparaíso de Goiás (GO), na divisa entre o Distrito Federal e Goiás.

Pelos idos de 1926, o presidente da República, Washington Luís, declarava à Nação que "governar é construir estradas", num país em que, em 1927, tinha 93.682 automóveis e 38.075 caminhões. O Distrito Federal e o Estado do Rio de Janeiro somavam 13.252 automóveis e 5.452 caminhões.

A estrada Rio-Petrópolis constituiu-se numa das prioridades, notadamente pelo fato de a imprensa fazer pesadas críticas pelo abandono do caminho à Cidade Imperial. Não era para menos: as enxurradas de dois verões levaram a areia e o saibro de macadame da serra, enquanto a tabatinga da Baixada abria-se em sulcos intransitáveis. Um dos jornais comentava o retrocesso, naquela época em que as baratas, cupês e cabriolés voltavam a subir, a bordo dos vagões da Leopoldina.

A picareta, a pá, a enxada e as carrocinhas de burros eram os instrumentos de trabalho, numa fase de surto de malária na Baixada, sem esquecer o frio da serra de Petrópolis. Os operários ocupavam improvisados alojamentos no alto da montanha.

Com oito metros de largura de plataforma, a Rio-Petrópolis era inaugurada pelo presidente Washington Luís, em 25 de agosto de 1928, ao lado de seis ministros e de autoridades regionais. No dia seguinte, domingo, nada menos do que 1 783 carros passavam pela estrada, levando um cronista social a compará-la a uma Avenida Central, devido às enormes filas, vagarosas. Dois dias depois, numerosos caminhões assustavam os usuários, temerosos dos perigos das alturas. Três anos adiante, os 22 km da serra começavam a receber revestimentos de concreto. Três viadutos venceram as profundas grotas existentes, pela ousadia com que conduziram o concreto desfiladeiro abaixo.

A antiga Rio-Petrópolis foi considerada, por muito tempo, a melhor rodovia da América do Sul.

Na década de 1950s foi construída a Estrada do Contorno de Petrópolis, ligando Itaipava a Xerém, que passou a ser usada como pista de descida da serra. Atualmente, a antiga Washington Luiz serve como pista de subida da BR-040 até a entrada de Petrópolis (Quitandinha), onde se inicia a Rio-Juiz de Fora, e antes se entronca com a Rodovia Rio-Teresópolis (BR-493 e BR-116).

O trecho Petrópolis - Juiz de Fora[editar | editar código-fonte]

A BR-040 no distrito de Pedro do Rio (em Petrópolis, RJ), ao lado da conhecida cervejaria do Grupo Petrópolis.

Este trecho, concluído em 15 de junho de 1980, substituiu a antiga Estrada União e Indústria, a primeira rodovia do Brasil, inaugurada em 1861. Suas obras tiveram início em 1975 e concluídas cinco anos depois, seguindo longo percurso em região montanhosa, plana, ondulada, com trechos de pista simples (7,20 m) e duplas (14,40 m), de largura. Atualmente todo o percurso é feito em pista dupla.

De Petrópolis a Juiz de Fora, a rodovia BR 040 corta sete municípios, num percurso de 138 quilômetros, com volume de tráfego de sete mil veículos/dia e menor índice de cargas, em relação a Rio-Bahia, segundo informação do DNIT.

Em 1º de março de 1996, o trecho entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora foi privatizado pelo prazo de 25 anos, concedido à empresa Concer. Possui três praças de pedágio, duas em território fluminense - km 104 (Duque de Caxias), km 45 (Areal) e uma em Minas - km 814 (Simão Pereira).

O trecho Juiz de Fora - Belo Horizonte[editar | editar código-fonte]

A BR-040 nas proximidades de Juiz de Fora (MG).

O trecho, que possui 260km, corresponde aproximadamente ao traçado do Caminho Novo aberto no século XVIII. Na década de 1930 a estrada foi retificada e atingiu Belo Horizonte. Em 1 de fevereiro de 1957 foi inaugurada a pavimentação da então rodovia BR-3 pelo presidente Juscelino Kubitschek. Em 1982 a rodovia foi duplicada de Belo Horizonte até o trevo da BR-356 (para Ouro Preto), de Alfredo Vasconcelos até Serra da Mantiqueira, próximo a Santos Dumont, passando por todo por territorio de Barbacena e alargada até Juiz de Fora, exceto trechos em pontes e viadutos, sendo que desde meados da década de 1990 diversos trechos estão sendo duplicados.

A rodovia, entre Juiz de Fora e Belo Horizonte, apresenta diversos pontos perigosos, tais como o Viaduto Vila Rica (antigo Viaduto das Almas) (km 592), Curva do Sabão (km 580), Curva do Ribeirão do Eixo (km 588), Viaduto do Túnel (km 756), entre outros. A parte da estrada mais perigosa são os 90 km que ligam Conselheiro Lafaiete à capital mineira.

O trecho Sete Lagoas - BR-135[editar | editar código-fonte]

Duplicada entre a capital mineira e a cidade de Sete Lagoas, dali em diante, em direção a Santa Maria, a BR 040 tinha um traçado simples. Com o passar dos anos e o desenvolvimento da região norte do estado de Minas Gerais o fluxo de veículos, principalmente caminhões carregados de carvão para abastecer siderúrgicas, tornou a viagem um verdadeiro martírio. Congestionamentos em feriados prolongados eram constantes.

As obras de duplicação da rodovia BR-040 foram lançadas pelo Governo Federal em janeiro de 2007, e contemplaram o trecho entre Sete Lagoas e o entroncamento da BR-135, o Trevão de Curvelo. Ao todo serão 48 km duplicados com duas faixas de cada lado e separação por canteiros. Apenas pequenos trechos continuam em obras, mas boa parte das pistas já foi liberada para o tráfego. Foram previstas também construções de novas pontes e viadutos de acesso. No caso da cidade de Paraopeba a nova 040 ganhou traçado externo à cidade - antes o trânsito cortava o município.

O trecho tem um fluxo diário de cerca de 15 mil veículos segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e sua importância se dá pela ligação entre o norte de Minas com a capital e parques siderúrgicos com os principais plantios de eucaliptos do estado - matéria-prima para o carvão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Páginas do Ministério dos Transportes

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