Magé

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Município de Magé
Bandeira de Magé
Brasão de Magé
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 9 de junho de 1565 (446 anos)
Gentílico mageense
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Piedade
Prefeito(a) Nestor de Moraes Vidal Neto (PMDB)
(20092012)
Localização
Localização de Magé
Localização de Magé no Rio de Janeiro
Magé está localizado em: Brasil
Localização de Magé no Brasil
22° 39' 10" S 43° 02' 27" O22° 39' 10" S 43° 02' 27" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008[1]
Microrregião Rio de Janeiro IBGE/2008[1]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Duque de Caxias, Guapimirim e Petrópolis
Distância até a capital 50 km
Características geográficas
Área 385,696 km² [2]
População 271 440 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 703,77 hab./km²
Altitude entre -3 e 5 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,746 (RJ: 57º) – médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 1 675 617,783 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 954,50 IBGE/2008[5]

Magé[nota 1] é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se a 22º39'10" de latitude sul e 43º02'26" de longitude oeste, a uma altitude de cinco metros. Sua população estimada para 2009 foi de 271 440 habitantes.[3]

Índice

[editar] História

Quando da chegada dos colonizadores portugueses à região, no século XVI, toda a região ao redor da Baía de Guanabara era ocupada pelos índios tupinambás.

O atual município tem origem no povoado de Majepemirim, fundado em 1566 por colonos portugueses. Possuía um dos principais portos da região, onde muitos navios negreiros descarregavam os escravos. Em 1696, foi criada a freguesia e, em 1789, o concelho com a designação atual. A vila foi elevada a cidade em 1857. Durante a monarquia, foi criado o baronato de Majé em 1810. Este foi elevado a viscondado em 1811.

[editar] Subdivisões

Formação Administrativa:

A freguesia foi criada com a denominação de Magé, por alvará de 18 de janeiro de 1696 e pelos decretos estaduais Um, de 8 de maio de 1892 e Um-A, de 6 de março de 1892.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Magé, por força de ato de 9 de junho de 1789, o seu território foi constituído com terras desmembradas do município de Santana de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive ilhas do pequeno arquipélago de Paquetá. Era constituído de cinco distritos: Magé, Guapimirim, Suruí, Inhomirim e Guia de Pacopahiba. Instalado em 12 de junho de 1789.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Magé, por efeito da Lei ou Decreto Provincial 965, de 2 de outubro de 1857.

Pelos decretos estaduais Um, de 8 de maio de 1892 e Um-A, de 3 de junho de 1892, foram criados os distritos de Inhomirim e de Santo Aleixo e anexados ao município de Magé. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de seis distritos: Magé, Guapimirim, Guia de Pacobaíba, Inhomirim, Santo Aleixo e Suruí. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1 de julho de 1960.

A Lei Estadual 1 772, de 21 de dezembro de 1990, desmembrou, do município de Magé, o distrito de Guapimirim, o qual foi elevado à categoria de município.

Em síntese de 31 de dezembro de 1994, o município era constituído de seis distritos:

  • 1º - Centro

Centro, Citrolândia, Magemirim, Lagoa, Barbuda, BNH, Flexeira, Nova Marília, Saco, Parque Iriri, Vila Esperança, Vila Nova, Mundo Novo, Canal, Roncador, Piedade, Parque Cruzeiro, Parque Boneville, Barão de Iriri, Nova Brasilia, Vila Nova, Vila Inca, Caixa D'água, São Carvalho, União, Vila Liberdade, Maria Conga, Iriri, Parque do Iriri, Beira Rio.

  • 2º - Distrito de Santo Aleixo

Santo Aleixo, Andorinhas, Morro do Chalé, Morro do Cavado, Morro do Pau-a-Pique, Morro da Escola, Morro das Cabritas, Morro do Saco, Morro Magalhães, Morro do Sertão, Morro do Britador, Jardim Esmeralda, Municipal, Poço Escuro, Santanna.

  • 3º Distrito do Rio do Ouro

Conceição, Rio do Ouro, Sant'Anna, Véu da Noica, Cachoeirinha.

  • 4º Distrito de Suruí

Suruí, Partido, Santa Dalila, Prainha, Estação, Campinho, São Nicolau.

  • 5º Distrito da Guia de Pacobaíba

Guia de Pacobaíba, Mauá, Imperador, Leque Azul, Ipiranga, Cantinho da Vovó, Cidade Naval, Olaria, Góia, São Francisco, Figueira, Vila, Porto, Jardim da Paz.

  • 6º Distrito da Vila Inhomirim

Piabetá, Pau Grande, Vila Inhomirim, Fragoso, Fazenda, Ilha, Vila Carvalho, Jardim Nazareno, Jardim Novo Horizonte, Maurimárcia, Parque Santana, Bongaba, Parque dos Artistas, Paraíba, Parque Paranhos, Parque Caçula, Limeira, Parque Estrela, Parque Paraíso, São Sebastião, Sayonara, Inhomirim e Vila Recreio.

Assim permaneceu em divisão territorial datada de 2007.

ILUSTRES MAGEENSES:

Em Magé nasceram o escritor Alcindo Guanabara e o saudoso jogador de futebol Garrincha .

Curiosidades:

Em Magé está situada a primeira ferrovia do Brasil criada pelo Barão de Mauá, e em Magé estão as ruínas do porto mais importante do Brasil colônia o Porto Estrela, donde todo ouro que vinha das Minas Gerais era embarcado até o Rio de Janeiro .

Em Magé se enfrentaram as forças do governo de Floriano Peixoto e da Marinha que eram liderados por Saldanha da Gama no que foi conhecido como a Revolta da armada.

Em Magé viveu também por algum tempo o saudoso expoente da República o Tenente-Coronel Benjamim Constant.

[editar] Geografia

Ocupa uma área de 386,61 km². Magé limita-se ao norte com Petrópolis, ao oeste com Duque de Caxias, ao leste com o município de Guapimirim e ao sul com a Baía de Guanabara.

Hidrografia
Relevo

Seu relevo é acidentado e no município encontra-se parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

[editar] Clima

O clima em Magé é tropical em quase todo o município, exceto em áreas próximas à Serra dos Órgãos, onde predomina o clima tropical de altitude.

A média de temperaturas mínimas é de 18°C. Em Inhomirim, no entanto, a temperatura pode facilmente chegar a 6°C na madrugada durante os meses de junho, julho e agosto. A menor temperatura já registrada no município foi de 2,4 °C no dia 2 de agosto de 1955 em Pau Grande, acompanhada de uma geada fraca.

Médias de temperatura

Mês Média Alta Média Baixa
Janeiro 29,0 °C 23,0 °C
Fevereiro 30,0 °C 23,0 °C
Março 29,0 °C 23,0 °C
Abril 28,0 °C 22,0 °C
Maio 27,0 °C 21,0 °C
Junho 25,0 °C 19,0 °C
Julho 26,0 °C 18,0 °C
Agosto 26,0 °C 19,0 °C
Setembro 25,0 °C 19,0 °C
Outubro 26,0 °C 20,0 °C
Novembro 27,0 °C 22,0 °C
Dezembro 29,0 °C 22,0 °C

[editar] Economia

No município há fábricas de bebidas em Inhomirim, onde se concentra a maior parte da população de Magé - cerca de 100 mil habitantes - com destaque para os bairros de Piabetá e Fragoso, onde se encontra um grande número de estabelecimentos comerciais.

[editar] Transporte

Rodovias

[editar] Turismo

Dentre os seus pontos turísticos, podemos citar o Poço Bento, com água benta pelo jesuíta José de Anchieta. Outro atrativo é a Estrada de Ferro de Guia de Pacobaíba, hoje desativada, mas que, outrora, fazia a ligação com a cidade de Petrópolis. A família imperial tomava uma barca na cidade do Rio de Janeiro em direção a Guia de Pacobaíba e, de lá, tomava o trem para Petrópolis, a "cidade imperial". Tal ferrovia é, por exemplo, citada por Machado de Assis em seu livro Memorial de Aires. Foi a primeira estrada de ferro do país. Hoje, essa estrada histórica encontra-se abandonada.

[editar] Personalidades

Notas

  1. Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Majé. Prescreve-se o uso da letra "J" para palavras de origem tupi ou africana. O nome do município de Magé é uma derivação de seu nome original "Magepe-mirim" cujo significado seria "pequeno lugar do pajé[6]". O nome atual foi adotado a partir de 9 de junho de 1789, quando da sua emancipação político-administrativa.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm

[editar] Ligações externas

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