Garrincha
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| Informações pessoais | ||
|---|---|---|
| Nome completo | Manuel Francisco dos Santos | |
| Data de nasc. | 18 de outubro de 1933 | |
| Local de nasc. | Magé, RJ, |
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| Falecido em | 20 de Janeiro de 1983 (49 anos) | |
| Local da morte | Magé, RJ, |
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| Apelido | Mané O anjo das pernas tortas A alegria do povo |
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| Informações profissionais | ||
| Número | 7 | |
| Posição | Ponta-direita | |
| Clubes profissionais | ||
| Anos | Clubes | Jogos (golos) |
| 1953-1965 1966 1967 1968 1968-1969 1971-1972 |
614(245) 10(2) 1(0) 15(4) 10(1) |
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| Seleção nacional | ||
| 1955-1966 1955-1962 |
60(17) 9(7) |
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Manuel dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha, (Magé, 18 de outubro de 1933 — Rio de Janeiro, 20 de janeiro de 1983) foi um futebolista brasileiro que se notabilizou por seus dribles desconcertantes apesar, ou exatamente, pelo fato de ter suas pernas tortas. É considerado entre os especialistas de futebol como um dos maiores jogadores da história do futebol em todos os tempos. No auge de sua carreira, passou a assinar Manuel Francisco dos Santos, em homenagem a um tio homônimo, que muito o ajudou.
Garrincha, "O Anjo de Pernas Tortas" , foi um dos heróis da conquista da Copa do Mundo de 1958 e, principalmente, da Copa do Mundo de 1962 quando, após a contusão de Pelé, se tornou o principal jogador do ataque brasileiro. Com Garrincha e Pelé jogando juntos, a Seleção jamais perdeu uma partida sequer. A força do seu carisma ficou marcada rapidarmente nos palavras do grande poeta de Itabira, Carlos Drummond de Andrade:
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Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. |
Índice |
[editar] Biografia
[editar] Infância: o apelido "Garrincha"
De origem humilde, com quinze irmãos na família, Manuel Francisco dos Santos era natural de Pau Grande, distrito de Magé (Rio de Janeiro). Sua irmã o teria apelidado de Garrincha, fazendo uma associação com um passarinho muito comum na região serrana de Petrópolis, conhecido por este nome.[1]
[editar] As pernas tortas do anjo
Uma das características marcantes que envolvem a figura de Garrincha relaciona-se à uma distrofia física: as pernas tortas. Numa perspectiva frontal, por exemplo, sua perna esquerda, seis centimetros mais curta que a direita, era flexionada para o lado direito, e a perna direita, apresentava o mesmo desenho. Afirma Ruy Castro em seu livro que já teria nascido assim, mas há vários depoimentos no sentido que tenha sido seqüelas de uma poliomielite.
[editar] Primeiros brilhos da estrela
Com catorze anos de idade começou a jogar no Esporte Clube de Pau Grande e seu talento, já manifestado, despertou a atenção de Arati: um ex-jogador do Botafogo. Após uma breve passagem por um time de Petrópolis foi treinar no time da Estrela Solitária. Não se sabe com certeza quem o levou a fazer um teste no Botafogo, mas nos minutos iniciais do primeiro treino, ele teria dado vários dribles em Nílton Santos, o qual já era um renomado jogador.[1]
[editar] Vida pessoal
Garrincha casou-se com Nair, namorada de infância, com quem teve oito filhas. No entanto foi casado Elza Soares por 15 anos Os dois tiveram um filho, Manuel Garrincha dos Santos Junior (9/7/1976 - 11/1/86 (morto aos 9 anos de idade num acidente automobilístico). Nenem, o filho dele com Iraci, também morreu num acidente em Portugal em 20/1/1992 aos 28 anos.
[editar] Jogador profissional
Na maior parte de sua carreira Garrincha defendeu o Botafogo (no período de 1953-1965) e a Seleção Brasileira (de 1957-1966). Jogou alguns meses no Sport Club Corinthians Paulista (1966) e no Clube de Regatas do Flamengo (1969), em sua quase acabada carreira. Jogou por pouco tempo no Olaria (1972). Teve uma partida disputada pelo Vasco, em um amistoso contra a seleção da cidade de Cordeiro (RJ), marcando um gol nesta partida. Sua contratação não foi fechada pela equipe cruzmaltina devido a sua má condição física e foi devolvido ao Sport Club Corinthians Paulista após o supracitado amistoso.
Jogou sessenta partidas pelo Brasil entre 1955 e 1966. Em todos os seus jogos, participou de apenas uma derrota (de 3 a 1 para a Hungria na Copa de 66). Com Garrincha e Pelé jogando ao mesmo tempo, o Brasil nunca perdeu.[1]
Mesmo na Seleção Brasileira, Garrincha nunca abandonou sua forma irreverente de jogar. Voltava a driblar o jogador oponente, no mesmo lance, ainda que desnecessariamente, só pela brincadeira em si.[1]
Nos clubes, jogou 614 vezes, marcando 245 gols pelo Botafogo. Também atuou pelo Corinthians, Flamengo e o Olaria no Brasil, e pelo Atlético Junior da Colômbia. Sua carreira profissional se prolongou de 1953 a 1972.
Na clínica do dr. Eiras, seus amigos nunca o deixaram. E justamente na noite em que o deixaram, numa madrugada de Domingo para segunda-feira Garrincha foi derrotado pelo alcoolismo, faleceu em 20 de janeiro de 1983.
[editar] Os números de Garrincha
[editar] Pelo Botafogo (Rio de Janeiro)
- Partidas: 614
- Gols marcados: 245
- Partida de estréia: Botafogo 6 – 3 Bonsucesso (19 de julho de 1953)
- Primeiro gol: Marcado na partida acima.
- Última partida: Botafogo 2 – 1 Portuguesa do Rio (15 de setembro de 1965)
- Último gol: Botafogo 1 – 0 Flamengo (22 de agosto de 1965)
[editar] Pelo Corinthians (São Paulo)
- Partidas: 13
- Gols marcados: 2
- Partida de estréia: Corinthians 0 – 3 Vasco (2 de março de 1966
- Primeiro gol: Corinthians 2 – 1 Cruzeiro (13 de março de 1966)
- Última partida: Corinthians 0 – 3 Santos (9 de outubro de 1966)
- Último gol: Corinthians 2 – 0 São Paulo (19 de março de 1966)
[editar] Pelo Atlético Junior (Barranquilla, Colômbia)
- Partidas: 1
- Gols marcados: 0
- Única partida: Junior 2 – 3 Santa Fé (20 de Agosto de 1968)
[editar] Pelo Flamengo (Rio de Janeiro)
- Partidas: 15
- Gols marcados: 4
- Partida de estréia: Flamengo 0 – 2 Vasco 30 de novembro de 1968)
- Primeiro gol: Flamengo 2 – 2 América-RJ (19 de janeiro de 1969
- Última partida: Flamengo 1 – 0 Campo Grande-RJ (14 de dezembro de 1969)
- Último gol: Flamengo 2 – 1 ABC-RN (9 de fevereiro de 1969)
[editar] Pelo Olaria (Rio de Janeiro)
- Partidas: 10
- Gols marcados: 1
- Partida de estréia: Olaria 1 – 1 Flamengo (23 de fevereiro de 1972)
- Última partida: Olaria 0 – 1 Botafogo (23 de agosto de 1972)
- Único gol: Olaria 2 – 2 Comercial de Ribeirão (23 de março de 1972)
[editar] Pela Seleção Brasileira
- Partidas: 60
- Gols: 17
- Partida de estréia: Brasil 1 – 1 Chile (18 de setembro de 1955)
- Primeiro gol: Brasil 5 – 0 Corinthians (28 de maio de 1958) – Garrincha marcou 2 gols na partida
- Última partida: Brasil 1 – 3 Hungria (15 de julho de 1966)
- Último gol: Brasil 2 – 0 Bulgária (12 de julho de 1966, Copa do Mundo de 1966)
[editar] Pela Seleção Carioca
- Partidas: 9
- Gols: 7
- Partida de estréia: Rio de Janeiro 3 – 2 Pernambuco (9 de março de 1955)
- Primeiro gol: Marcado na partida acima.
- Última partida: Rio de Janeiro 6 – 4 São Paulo (19 de dezembro de 1962)
- Último gol: Marcado no partida acima.
- Obs: Aqui está computada também a partida Combinado Botafogo-Flamengo 6 – 2 Honved-Hungria (7 de fevereiro de 1957), no qual Garrincha marcou 1 gol.
[editar] Pelo Alecrim (Natal)
- Partidas: 1
- Gols: 0
- Partida de estréia: Alecrim 1 – 0 Sport (4 de fevereiro de 1968)
- Primeiro gol: Garrincha não marcou gols pelo Alecrim
- Última partida: Alecrim 1 – 0 Sport (4 de fevereiro de 1968)
[editar] Total geral
- Partidas: 714
- Gols marcados: 283
[editar] Títulos
[editar] Pelo Botafogo
- Campeonato Carioca (1957, 1961 e 1962)
- Rio-São Paulo (1962 e 1964)
- Quadrangular Interestadual (1954)
- Quadrangular de Bogotá (1960)
- Pentagonal do México (1962)
- Torneio de Paris (1963)
- Torneio Gov. Magalhães Pinto (1964)
- Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol – La Paz (1964).
[editar] Pelo Corinthians
[editar] Pela Seleção Brasileira
- Copa do Mundo: (1958 e 1962)
- Taça Bernardo O'Higgins: (1955, 1959 e 1961)
- Taça Oswaldo Cruz: (1958, 1961 e 1962)
- Copa Rocca: (1960)
Garrincha participou também de vários amistosos pelo Brasil e pelo exterior, integrando o Milionários (formado por veteranos com carreiras encerradas); o time da AGAP-RJ (Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Estado do Rio de Janeiro); diversas equipes amadoras da Itália, e clubes sem expressão do interior do Brasil. Estas partidas não têm valor para estatísticas.
[editar] Filmografia
- Garrincha, Alegria do Povo (1962)
- Garrincha - Estrela Solitária (2003). Baseado no livro Estrela Solitária - Um Brasileiro Chamado Garrincha de Ruy Castro.
Referências
[editar] Notas
- [1] O Anjo de Pernas Tortas é o título de uma poesia de Vinícius de Moraes.
- [2] É muito difícil, quando se trata de Garrincha, separar o homem do mito. Muitos tentam: jornalistas, escritores, amigos, renomados acadêmicos, mas, nem sempre com sucesso. Mesmo uma biografia de fôlego como a empreendeu Ruy Castro, considerada a mais completa até o momento, baseada em muita documentação e 500 entrevistas, possibilitou. Boa parte do livro é um esforço para separar lendas de fatos, casos de causos.
- [3] Há várias espécies de pássaros em diversas regiões do Brasil que são conhecidas por este nome, a maioria do gênero Thryothorus: o Garrincha-de-Bigode (Thryothorus genibarbis); o Garrinha-da-Chuva (Thryothorus Coraya – ouça o canto); o Garrincha-de-Bico-Longo (Thryothorus Longirostris - ouça o canto); Garrincha-Trovão (Thryothorus leucotis); etc.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- World Cup Legends - Garrincha
- International Football Hall of Fame - Garrincha (em inglês)
- Museu dos Esportes Mane Garrincha
- BBCNews – Garrincha, o anjo de pernas tortas
- Veja - A vida torta de Mané Garrincha
- Veja - O mágico sai de campo

