Brasil-Uruguai em futebol

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Subdivisão do Anexo:Lista de clássicos do futebol

O jogo entre a Seleção Uruguaia de Futebol e a Seleção Brasileira de Futebol é um dos maiores clássicos do Futebol Mundial. Brasil e Uruguai, são, ao lado da Argentina, os três gigantes do futebol sul-americano.

Tanto a Seleção Canarinho quanto La Celeste Olímpica são campeãs mundiais e campeãs sul-americana, possuindo selecionados respeitados e temidos, formados por jogadores renomados e campeões por todo o mundo, como Pelé, Schiaffino, Garrincha, Francescoli, Jairzinho, Recoba, Nilton Santos e Diego Forlán.

A Seleção Uruguaia dominou o futebol mundial na década de 1920 tendo suplantado às grandes forças europeias por ter sido a primeira seleção com futebol técnico e de categoria, em vez do futebol de cruzamentos e chutões que dominava a Europa. Já a Seleção Brasileira foi a que melhor dominou a arte do Esporte Bretão, levando à maestria o futebol técnico, o chamado Futebol-Arte, que valendo-se da categoria, improvisação, gingas e dribles, priorizava o ofensivo e o ataque.

O Futebol Brasileiro reencontrou seu auge após a Copa do Mundo de 1994, voltando a ser o mais temido e reverenciado do planeta. O Futebol uruguaio entrou em decadência na Década de 1990, porém nós últimos anos tem voltado ao seu auge sobretudo devido a ótima campanha na última copa do mundo e o título conquistado na última copa américa, continuando a ser grande e temido, prosseguindo uma história de muita rivalidade com o Brasil, cheia de decisões, brigas, craques e gols, muitos gols.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Histórico dos resultados dos confrontos de futebol entre Brasil e Uruguai:

Os confrontos Brasil-Uruguai
Data Cidade Jogo Vencedor Resultado Competição
12 de julho de 1916 Buenos Aires  Argentina Uruguai - Brasil Uruguai 2-1 Copa América 1916
7 de outubro de 1917 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 4-0 Copa América 1917
26 de maio de 1919 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai Empate 2-2 Copa América 1919
29 de maio de 1919 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 1-0 Copa América 1919
18 de setembro de 1920 Valparaíso  Chile Uruguai - Brasil Uruguai 6-0 Copa América 1920
23 de outubro de 1921 Buenos Aires  Argentina Uruguai - Brasil Uruguai 2-1 Copa América 1921
1 de outubro de 1922 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai Empate 0-0 Copa América 1922
25 de novembro de 1923 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 2-1 Copa América 1923
6 de setembro de 1931 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-0 jogo amigável
4 de dezembro de 1932 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil  Brasil 1-2 jogo amigável
19 de janeiro de 1937 Buenos Aires  Argentina Brasil - Uruguai  Brasil 3-2 Copa América 1937
24 de março de 1940 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai Uruguai 3-4 jogo amigável
31 de março de 1940 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai Empate 1-1 jogo amigável
24 de janeiro de 1942 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 1-0 Copa América 1942
14 de maio de 1944 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 6-1 jogo amigável
17 de maio de 1944 São Paulo  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 4-0 jogo amigável
7 de fevereiro de 1945 Santiago  Chile Brasil - Uruguai  Brasil 3-0 Copa América 1945
5 de janeiro de 1946 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 4-3 jogo amigável
9 de janeiro de 1946 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Empate 1-1 jogo amigável
23 de janeiro de 1946 Buenos Aires  Argentina Brasil - Uruguai  Brasil 4-3 Copa América 1946
29 de março de 1947 São Paulo  Brasil Brasil - Uruguai Empate 0-0 jogo amigável
1 de abril de 1947 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 3-2 jogo amigável
4 de abril de 1948 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Empate 1-1 jogo amigável
11 de abril de 1948 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 4-2 jogo amigável
30 de abril de 1949 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 5-1 Copa América 1949
6 de maio de 1950 São Paulo  Brasil Brasil - Uruguai Uruguai 3-4 jogo amigável
14 de maio de 1950 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 3-2 jogo amigável
18 de maio de 1950 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 1-0 jogo amigável
16 de julho de 1950 Rio de Janeiro  Brasil Uruguai - Brasil Uruguai 2-1 Copa do Mundo de 1950
16 de junho de 1952 Santiago  Chile Brasil - Uruguai  Brasil 4-2 jogo amigável
15 de março de 1953 Lima  Peru Brasil - Uruguai  Brasil 1-0 Copa América 1953
10 de fevereiro de 1956 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Empate 0-0 Copa América 1956
24 de junho de 1956 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-0 jogo amigável
28 de março de 1957 Lima  Peru Uruguai - Brasil Uruguai 3-2 Copa América 1957
26 de junho de 1959 Buenos Aires  Argentina Brasil - Uruguai  Brasil 3-1 Copa América 1959
12 de dezembro de 1959 Guaiaquil Equador Uruguai - Brasil Uruguai 3-0 Copa América 1959
9 de julho de 1960 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 1-0 jogo amigável
7 de setembro de 1965 Belo Horizonte  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 3-0 jogo amigável
25 de junho de 1967 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Empate 0-0 jogo amigável
28 de junho de 1967 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Empate 2-2 jogo amigável
1 de julho de 1967 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Empate 1-1 jogo amigável
9 de junho de 1968 São Paulo  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-0 jogo amigável
12 de junho de 1968 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 4-0 jogo amigável
17 de junho de 1970 Guadalajara  México Brasil - Uruguai  Brasil 3-1 Copa do Mundo de 1970
25 de fevereiro de 1976 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil  Brasil 1-2 jogo amigável
28 de abril de 1976 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-1 jogo amigável
31 de maio de 1979 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 5-1 jogo amigável
27 de agosto de 1980 Fortaleza  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 1-0 jogo amigável
10 de janeiro de 1981 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 2-1 jogo amigável
27 de outubro de 1983 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 2-0 Copa América 1983
4 de novembro de 1983 Salvador  Brasil Brasil - Uruguai Empate 1-1 Copa América 1983
21 de junho de 1984 Curitiba  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 1-0 jogo amigável
2 de maio de 1985 Recife  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-0 jogo amigável
16 de julho de 1989 Rio de Janeiro  Brasil Uruguai - Brasil  Brasil 0-1 Copa América 1989
11 de julho de 1991 Viña del Mar  Chile Brasil - Uruguai Empate 1-1 Copa América 1991
30 de abril de 1992 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 1-0 jogo amigável
25 de novembro de 1992 Campina Grande  Brasil Brasil - Uruguai Uruguai 1-2 jogo amigável
15 de agosto de 1993 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Empate 1-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994
19 de setembro de 1993 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-0 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994
23 de julho de 1995 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 1-1 (5-3 pen) Copa América 1995
11 de outubro de 1995 Salvador  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-0 jogo amigável
18 de julho de 1999 Assunção Paraguai Uruguai - Brasil  Brasil 0-3 Copa América 1999
28 de junho de 2000 Rio de Janeiro  Brasil Brasil - Uruguai Empate 1-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002
1 de julho de 2001 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Uruguai 1-0 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002
19 de novembrode 2003 Curitiba  Brasil Brasil - Uruguai Empate 3-3 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006
21 de julho de 2004 Lima  Peru Brasil - Uruguai  Brasil 1-1 (5-3 pen) Copa América 2004
30 de março de 2005 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil Empate 1-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006
10 de julho de 2007 Maracaibo  Venezuela Uruguai - Brasil  Brasil 2-2 (4-5 pen) Copa América 2007
21 de novembro de 2007 São Paulo  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-1 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010
6 de junho de 2009 Montevidéu Uruguai Uruguai - Brasil  Brasil 0-4 Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010
26 de junho de 2013 Belo Horizonte  Brasil Brasil - Uruguai  Brasil 2-1 Copa das Confederações FIFA de 2013

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Até 26 de junho de 2013

Casa Fora Total  Brasil- Uruguai Total Fora Casa
40 31 71 Jogos 71 40 31
29 5 34 Vitórias 19 3 16
9 10 19 Empates 19 9 10
3 16 19 Derrotas 34 29 5
95 34 129 Golos marcados 91 39 52
39 52 90 Golos sofridos 129 95 34

Primeiro jogo[editar | editar código-fonte]

Último jogo[editar | editar código-fonte]

Maior goleada Brasileira[editar | editar código-fonte]

  • Brasil 6x1 Uruguai - (14 de maio de 1944)

Maior Goleada Uruguaia[editar | editar código-fonte]

  • Uruguai 6x0 Brasil - Estádio Sporting Club, Valparaíso, Chile(18 de setembro de 1920)

Finais[editar | editar código-fonte]

Copa do Mundo[editar | editar código-fonte]

  • 16 de julho de 1950 - Brasil 1x2 Uruguai – Maracanã, Brasil – Uruguai campeão de 1950

Mundialito[editar | editar código-fonte]

  • 20 de janeiro de 1981 - Uruguai 2x1 Brasil - Centenário, Uruguai - Uruguai campeão único

Copa América[editar | editar código-fonte]

  • 26 de maio de 1919 – Brasil 2x2 Uruguai – Laranjeiras, Brasil
  • 29 de maio de 1919 – Brasil 1x0 Uruguai – Laranjeiras, Brasil – Brasil campeão de 1919
  • 1956 – Uruguai 0x0 Brasil – Centenário, Montevidéu, Uruguai – Uruguai campeão de 1956
  • 27 de outubro de 1983 – Uruguai 2x0 Brasil – Centenário, Uruguai
  • 4 de novembro de 1983 – Brasil 1x1 Uruguai – Fonte Nova, Salvador, Brasil – Uruguai campeão de 1983
  • 16 de julho de 1989 – Brasil 1x0 Uruguai – Maracanã, Brasil – Brasil campeão de 1989
  • 23 de julho de 1995 – Uruguai 1x1 Brasil (Uruguai 5x3 nos pênaltis) – Centenário, Uruguai – Uruguai campeão de 1995
  • 18 de julho de 1999 – Brasil 3x0 Uruguai – Estádio Defensores del Chaco, Assunção, Paraguai – Brasil campeão de 1999

Copa Rio Branco[editar | editar código-fonte]

Torneio disputado entre brasileiros e uruguaios apenas.

O Brasil ganhou 7 edições: 1931, 1932, 1947, 1950, 1967, 1968 e 1976.

O Uruguai ganhou 4 edições: 1940, 1946, 1948 e 1967.

Os Maiores Clássicos[editar | editar código-fonte]

  • O primeiro clássico entre uruguaios e brasileiros ocorreu em 12 de julho de 1916 pela Copa América. Pela penúltima rodada do torneio, o Brasil tinha 2 pontos e jogaria sua última partida contra o Uruguai, com também 2 pontos mas com outro jogo a realizar além deste. O Brasil precisava vencer para poder manter chances de ser campeão.

No Estádio Juan Carlos Zerillo em Mar del Plata o Brasil jogou com Casemiro; Orlando e Nery; Sylvio Lagreca, Sidney Pullen e Galo: Luís Mendes, Alencar, Friedenreich, Mimi Sodré e Arnaldo; e tendo o próprio Sylvio Lagreca como técnico. O Uruguai jogou com Saporiti; Manuel Varela e Castellino; Pacheco, Delgado e Vanzzino; Somma, Tognola, Piendibene, Gradin e Ángel Romano tendo como técnico Alfredo Foglino.

Antes da partida, um susto: devido a importância do jogo, o estádio lotou cedo, tendo seus portões fechados. Muitos torcedores, com ingressos, não conseguiam entrar. Revoltados, começaram a gritar ‘ladrones’. Logo, alguns jogaram gasolina por baixo das arquibancadas! Labaredas surgiram espalhando terror e pânico entre os dentro do estádio. Ao avançar nas arquibancadas, o fogo atingiu o pavilhão com a bandeira brasileira astiada (as outras bandeiras já tinham sido retiradas). Lagreca subiu no mastro e salvou a bandeira, já um pouco chamuscada. Ao se negar a devolver a bandeira a um policial argentino, Lagreca recebeu voz de prisão, mas essa acabou relaxada. Mas tarde, Friedenreich recebeu essa bandeira, a qual guardou com o maior apreço até o fim da vida.

Após o incidente, começa o jogo e El Tigre Fried fez 1 a 0 para o Brasil com 8 minutos de jogo. Mas Gradín empatou aos 13 do segundo, e Tognola virou para 2 a 1 Uruguai aos 32 do segundo tempo. O Brasil estava fora da disputa e o Uruguai conquistou a primeira Copa América com um empate em 0 a 0 com os anfitriões argentinos.

  • O Uruguai repetiu a dose na Copa América seguinte, em 1917, disputada em seu território. Novamente o Brasil precisava vencer o Uruguai ou estaria eliminado da disputa da taça. Mas jogando no Parque Pereira em 7 de outubro, um Uruguai ainda mais forte com os irmãos Scarone, destruiu o Brasil com um 4 a 0, indo levantar o Bicampeonato Sul-americano diante da Argentina com um 1 a 0.
  • Na Copa América de 1919, disputada no Brasil, La Celeste e a Canarinho chegaram a últiam rodada empatados em 4 pontos. Em 26 de maio, começa a final no Estádio das Laranjeiras. Gradín abre 1 a 0 para o Uruguai aos 13 mminuto sde jogo. Carlos Scarone amplia para 2 a 0 aos 17, praticamente decretando o tricampeoanto sul-americano em pleno solo brasileiro! Então, aos 29 minutos Neco, o primeiro ídolo do Corinthians diminui para o Brasil,e empata aos 18 do segundo tempo. O 2 a 2 obriga uma partida desempate!
  • No dia 29 de maio de 1919, Brasil e Uruguai entram no Estádio das Laranjeiras, para a final-desempate da Copa América. O Brasil de Haroldo Domingues entra em campo com Marcos Carneiro de Mendonça; Píndaro e Bianco; Sérgio, Amílcar e Fortes; Mílton, Neco, Friedenreich, Heitor e Arnaldo. O Uruguai de Castillo entra com Saporiti; Manuel Varela e Foglino; Naguil, Zibechi e Vanzzino; Perez, Héctor Scarone, Angel Romano, Gradín e Maran.

Desde o princípio, ambos os times buscam o ataque, perdem muitos gols, chutam várias bolas na trave. O jogo termina 0 a 0. O regulamento prevê sequências de prorrogações até que saia um vencedor! Vem a primeira prorrogação que também termina 0 a 0. Então, na segunda prorrogação, aos 13 minutos, o Brasil cruza na área, Heitor cabeceia, Saporiti rebate, e Friedenreich, que vinha correndo, chuta forte no meio do gol. Brasil 1 a 0! Os vinte mil espectadores atiram chapéus e leques enquanto gritam o nome do ídolo! 2 horas e meia após o início da partida, o Brasil conquista seu primeiro título, a Copa América de 1919. A Comemoração tomou as ruas do Rio de Janeiro, o povo comemorou demais a conquista e tal fato foi vital para a popularização do Futebol no Brasil, tornando-o o ‘’País do Futebol’’, mais tarde.

  • A maior vitória da história do clássico foi um 6 a 0 do Uruguai para cima do Brasil na Copa América de 1920 disputada no Chile. Jogando no estádio do Sporting Club de Valparaíso em 18 de setembro, o Uruguai de Angel Romano e José Peréz, atropelou o Brasil, que jogava, entre outros, com Telefone e Japonês no elenco… O Uruguai acabou campeão.
  • Na Copa América de 1921, outra vez Brasileiros e uruguaios se encontraram precisando da vitória, pois quem perdesse estaria eliminado. E de novo deu Uruguai, que fez 1 a 0 com 1 minuto de jogo, e fez 2 a 0 aos 8 minutos. O jogo acabou 2 a 1 para os portemos, que, dessa vez, perderam a final para "Los Hermanos" argentinos. Nessa escalação, além de Telefone, o Brasil contava com Barata e Laís…
  • Na Copa América de 1937, o Uruguai tinha apenas 2 pontos contra 6 do Brasil e precisaria vencê-lo ou estaria eliminado. Jogando no Gasômetro de Boedo, estádio do San Lorenzo, Villadoniga faz 1 a 0 para Celeste no primeiro minuto de jogo, mas Carvalho Leite empata aos 36 minutos. Piriz faz 2 a 1 pros desesperados uruguaios aos 21 do segundo tempo, mas Bahia empata aos 27 minutos e Niginho define a virada para o Brasil aos 32 minutos, eliminando os uruguaios da disputa. O Brasil perdeu a final desempate para a Argentina.
  • Pela Copa América de 1949, disputada no Brasil, os anfitriões receberam os porteños no Estádio de São Januário em 30 de abril. O time de Zizinho, Jair da Rosa Pinto e Tesourinha começou perdendo aos 12 minutos de jogo, mas logo impôs uma goleada de 5 a 1 sobre o eterno inimigo. O Brasil acabou campeão, mas essa goleada acabou lhe fazendo muito mal: esse elenco uruguaio pouco tinha a ver com a fortíssima equipe que disputou a Copa do Mundo de 1950, mas os brasileiros, jogadores, imprensa, torcida, tinham por ampla favorita sua seleção muito devido a essa goleada, menosprezando ao Uruguai, equívoco que se fortaleceu ainda mais com a conquista brasileira da Copa Rio Branco de 1950, poucas semanas antes da Copa do Mundo.
  • "A única Copa que não programou uma final, teve a mais emocionante de todas" (Brian Glanville). O mais famoso e importante confronto entre o Brasil e o Uruguai, foi a decisão da Copa do Mundo de 1950. Realizada no Brasil, foi decidida em um Quadrangular Final, entre Brasil, Uruguai, Espanha e Suécia. Os Tupiniquims destruíram os suecos por 7 a 1 e os Espanhóis, por 6 a 1. Já os Portenhos empataram com os suecos por 2 a 2, e venceram os espanhóis por 3 a 2, num jogo parelhíssimo, o que aumentou em muito a certeza de que os uruguaios não suportariam ao futebol brasileiro. Na última rodada, coincidentemente, os dois pleiteantes se encontrariam, sendo que o Brasil jogava por empate para ser campeão mundial. Aos uruguaios, sobrava apenas vencer para conquistar a taça. Somado isso às recentes vitórias brasileiras sobre o adversário, e todos deram por certo o título: Os jogadores brasileiros foram praticamente tirados da concentração. No dia da final, os jornais já estampavam os jogadores brasileiros com campeões mundiais. Um médico da seleção uruguaia disse aos atletas que se não fossem goleados, já estaria muito bom. Varela disse então aos colegas, que só teriam cumprido sua tarefa se fossem campeões. Acima de tudo, a torcida comprou a certeza do título, o que teve consequências desastrosas mais tarde.

Ao entrar no gramado do Estádio do Maracanã, naquele 16 de julho de 1950, brasileiros e uruguaios encontraram o maior público já visto para uma partida de futebol: 174 mil pagantes, somados a uma estimativa de 50 mil penetras. Havia entre 200mil, ou 220 mil pessoas (pouquíssimos uruguaios), ali presentes. Ambos escretes estavam nervosos, alguns, apavorados. Julio Perez chegou a urinar em seu calção de tão nervoso. Os uruguaios vestem o tradicional uniforme de camiseta celeste e calções e meias negras, enquanto os brasileiros jogam todos de branco. Às 14h e 50 minutos começa a decisão. O Brasil toma a iniciativa do jogo, pressiona. O Uruguai fica na defensiva, mas puxando perigosos contra-ataques. Aos 16, Ghiggia acha Schiaffino livre, que com o goleiro brasileiro Barbosa vencido, toca para fora. Aos 22, a primeira grande chance brasileira: Ademir de Menezes cabeceia, mas Máspoli defende. O Brasil não joga tão bem com nas partidas anteriores, pois a marcação uruguaia de Varela, Gambeta e Tejera funciona muito bem, enquanto nos contra-ataques, Peréz e Ghiggia são perigosíssimos. Aos 39, Bauer rebate ataque uruguaio. Míguez pega de primeira e fuzila Barbosa. Na trave. Acaba o primeiro tempo.

Começa o segundo tempo. Zizinho toca para Friaça na ponta-direita, que nas costas de Andrade, sai na cara do gol. O bandeirinha marca impedimento. O juiz nada marca. Friaça toca à direita de Máspoli. Gol do Brasil, 1 a 0. Bombas e rojões estouram dentro do estádio, que vira um carnaval. Obdúlio Varela, capitão Uruguaio, prende a bola nos braços e bate boca com Augusto do Brasil, com o árbitro e com o bandeira alegando impedimento, parando o jogo por 2 minutos, e acalmando seus colegas assustados. Por fim grita a seus colegas "Ahora és hora de vencer!". Recomeça o jogo, e com 5 minutos, Júlio Perez dribla 3 e toca para Schiaffino livre chutar para fora. Brasil mantém pressão atacando, e Uruguai continua nos contra-ataques, em um espetáculo de alto nível. Varela tenta pressionar a arbitragem, apitar o jogo, grita com os companheiros, mais do que nunca lê é "El Negro Jefe". Por fim, aos 21 minutos do segundo tempo, Varela lançou Ghiggia na ponta-direita, o qual venceu o lateral-esquerdo Bigode na corrida e cruzou à meia altura. Juan Alberto Schiaffino, o único gênio do time, tentou emendar de primeira no canto direito de Barbosa. Pegou mal, errou, mas a bola entrou à direita do goleiro brasileiro. Uruguai empata o jogo em 1 a 1.

Eis o momento decisivo do jogo e da Copa: O inesperado empate choca os torcedores brasileiros, que vieram certo de uma vitória, talvez outra goleada. A torcida silencia. 200 mil almas em silêncio, murmúrios baixo, um silêncio ensurdecedor que acaba psicologicamente com o time brasileiro. A Copa acabou ali. Varela grita: "Vamos adelante!" O Uruguai agora domina o jogo, ataca, pressiona pela ponta direita. Bigode faz seguidas faltas. Gambeta, recua errado para Máspoli, manda contra o próprio gol, mas o arqueiro defende. O tempo não passa. O time brasileiro está catatônico. Aos 34 Julio Perez e Ghiggia saem tabelando pela ponta direita em cima de Bigode. Peréz lança então o ponta, que vence Bigode na corrida e sai na cara de Barbosa. O goleiro brasileiro espera novo cruzamento com no primeiro gol e se adianta. Alcides Ghiggia vê uma brecha entre o goleiro e sua trave esquerdo, chuta. Uruguai 2 a 1. Um narrador brasileiro desmaia em sua cabine.

O time brasileiro acorda de sua letargia. Porém está desesperado agora e com 10 minutos para empatar apenas. A torcida enfim volta a apoiar das arquibancadas. Varela, que mandava mais que o técnico, retranca Los Charruas. Aos 38, Jair da Rosa Pinto, marcado por Varela, chuta violentamente. Para fora. Faltam 5 minutos! Aos 42, O meio campo brasileiro faz excelente troca de passes e toca para Ademir, que desesperado chuta. A bola passa muito longe. O Uruguai tem 10 zagueiros, o Brasil é puro ataque. O Brasil tem sua última chance. Friaça, na ponta toca para Ademir no centro. Ademir, tão apavorado quanto seus colegas. Ademir, dá o chute de sua vida. Para fora, longe demais. Máspoli, nem tocou na bola após a virada! Às 16h50’ o Árbitro apita o fim do jogo. Gambeta segura a bola. Alguns brasileiros pedem pênalti. Uruguios ficam loucos: pulam, dão cambalhotas, Varela sai gritando em meio a uma multidão de zumbis aos prantos. Muitos invadem o gramado. Os jogadores brasileiros choram e chorando vão para os vestiários, os repórteres choram também. Na arquibancada pessoas choram, ficam ali no estádio muito tempo, sem saber o que fazer, o que houve. Jules Rimet, presidente da FIFA, entrega a taça a Varela de forma discreta e triste. No Uruguai, um popular, em meio à festa, mostra um cartaz: "Uruguay 2x1 Macaquitos". No Maracanã, os torcedores, mesmo abalados, respeitam e cumprimentam os campeões do mundo de 1950. Ghiggia. Schiaffino. Julio Perez. Máspoli. Obdulio Varela. Heróis da maior conquista do Futebol Uruguaio e da maior derrota do Futebol Brasileiro e Mundial. A mãe de todas as derrotas. O Maracanaço. Uruguai 2 Brasil 1.

  • Na copa América de 1956, o Brasil com 5 pontos, precisava vencer o líder Uruguai, com 6 pontos, para poder ainda ser campeão dependendo de uma combinação de resultados. Já para o Uruguai, bastava um empate para levantar a taça em seu território. E foi com um empate em 0 a 0 no Estádio Centenário, que La Celeste Olímpica conquistou mais uma taça em cima do eterno rival.
  • Brasil e Uruguai se encontraram na Copa América de 1959 na Argentina, no dia 26 de março, no Monumental de Nuñes. O Brasil era o atual campeão mundial e assim como os uruguaios perseguia a líder argentina. O jogo começou difícil, com jogadas ríspidas de lado a lado e com ataques esporádicos. Os uruguaios, como sempre, abusavam da catimba tentando intimidar os brasileiros. Por volta dos trinta minutos, uma bola é lançada na área uruguaia. Almir Pernambuquinho, eterno encrenqueiro, saltou com Leivas e Martinez e, na queda, pisou o estômago do goleiro uruguaio. Pelé correu e abriu os braços para mostrar ao juiz que nada havia acontecido.

Aí começou o tumulto: por trás, inesperadamente, Gonçalves e Davoine chutaram Pelé, que revidou. Neste momento, William Martinez partiu em direção a Pelé, mas foi derrubado por Mário Américo. Caído no chão, atracado com o massagista brasileiro, Martinez foi chutado por Pelé e Coronel. Com o conflito generalizado, Gonçalves saiu a caça de Chinezinho. No meio do caminho, porém, teve a má sorte de enfrentar Paulinho Valentin que saíra do banco de reservas. Paulinho deu um soco violentíssimo que derrubou Gonçalves. Bellini teve o ombro deslocado, Castilho, um corte no supercílio e Orlando perdeu dois dentes.

Quando a policia argentina conseguiu separar os brigões, o juiz chileno Carlos Robles expulsou Almir e Orlando do Brasil, Davoine e Gonçalves do Uruguai aos 32. Com nove jogadores de cada lado, o jogo ficou mais difícil. Mas. aos 36 minutos, Escalada abriu a contagem para os uruguaios. No segundo tempo, Vicente Feola resolveu arriscar. No lugar de Castilho que ainda estava tonto, colocou Gilmar. Trocou Coronel por Paulinho Valentin com a função de jogar na área, e tirou Garrincha colocando Dorval. O resultado foi fulminante. Paulinho empatou aos 17, fez o segundo aos 37 e ainda marcou o terceiro aos 44 minutos dando a vitória ao Brasil no peito e na raça.

Assim que Carlos Robles apitou o final do jogo, um grupo de jogadores uruguaios cercou Belini no centro do campo. Sasia estendeu a mão para Bellini, prometendo cumprimentá-lo. O capitão do Brasil deu a mão direita e Sasia com a mão esquerda acertou-lhe um tremendo soco no rosto. Didi deu-lhe então uma voadora. E começou tudo de novo. Mais socos, pontapés e dentes quebrados. Com a nova intervenção da policia, finalmente, brasileiros e uruguaios se separaram e foram para os vestiários. Assim, terminou aquilo que foi chamada a Batalha do Rio da Prata, e depois disso, os uruguaios nunca mais "botaram banca" para cima do Brasil.

  • A Copa do Mundo de 1970 é tido por muitos como a melhor da história. E não à toa: uma das semifinais, Itália 4 a 3 Alemanha Ocidental é tido como o maior jogo da história das Copas. Na outra semifinal, o super clássico sul-americano que já foi até final de Copa, envolvendo dois bicampeões mundiais, Brasil e Uruguai. Mas se o Brasil contava com seu maior gênio, Pelé, o Uruguai perdeu seu gênio único, Pedro Rocha aos 10 minutos da primeira partida, contundido, o que fez grande diferença. A Seleção Canarinho de Carlos Alberto Torres, Gérson, Rivelino, Jairzinho e Tostão, jantara seus adversários até ali, vencendo inclusive a atual campeã mundial, Inglaterra, enquanto La Celeste Olímpica de Mazurkiewicz e Ancheta se arrastara até ali, muito mais com tradição e raça, do que com futebol. Isto tornara o Brasil favorito, mas favorito ele também era na Copa do Mundo de 1950, ainda relativamente recente e na memória de muitos torcedores.

Começa o clássico no Estádio Jalisco em Guadalajara, com os Portenhos marcando implacavelmente Gérson, o cérebro do time. Somado isso à ótima defesa celeste, o Brasil não consegue impor seu futebol. Aos 19 minutos de jogo, Cubilla acerta um chute de canela que engana o goleiro brasileiro Félix. Uruguai 1 a 0. O fantasma de 1950 ganha corpo, e se torna mais tenebroso conforme o tempo passa e a marcação uruguaia mantém-se inexpugnável. Até que Clodoaldo acha o empate aos 44 minutos. No segundo tempo, continua o mesmo jogo de gato e rato, Brasil tentando pressionar, o Uruguai se defendendo na espera de outro contra-ataque fatal. Até que, aos 31 do segundo, enfim Tostão consegue furar a defesa adversária com um passe milimétrico para Jairzinho, que desempata: 2 a 1 Brasil. O Uruguai se desepera e se abre, dando espaço para o Brasil impor seu futebol, e dar um show! O Rei humilha: numa reposição de Mazurkiewicz, Pelé rebate de primeira, forçando grande defesa do uruguaio. Depois, Pelé dá o antológico drible da vaca em Mazurkiewicz que, de tão magistral, se tornou inesquecível, mesmo perdendo o gol. Aproveita e também quebra o nariz de Matosas, que bateu o jogo todo, com uma cotovelada, que de tão malandra, nem marcaram falta! Aos 44, Rivelino define o 3 a 1 Brasil, decretando a festa brasileira, e a vingança sobre os uruguaios, um fantasma definitivamente espantado naquele 17 de junho de 1970.

  • Para comemorar os 50 anos da primeira Copa do Mundo, realiada em 1930, no Uruguai, organizou-se o Mundialito de Futebol de 1980, contando só com as campeãs mundiais até aquele momento. Por fim as finalistas do troneio foram Brasil e Uruguai. O Brasil de Telê Santana, com craques como Cerezo, Júnior e Oscar Bernardi já mostrva um futebol ofensivo e encantador que maravilharia o mundo na Copa do Mundo de 1982. Porém, assim, como na Copa, veria todo seu virtuosismo sendo derrotado pelo pragmatismo e defensivismo, numa sinistra previsão do que viria. A final ocorreu em 10 de janeiro de 1981, no mítico estádio Centenário, palco da final de 1930. Os Uruguaios não venciam os Brasileiros havia já 20 anos! Empurrado pelo canto da torcida, os Uruguaios impuseram sua raça sobrea técnica brasileira. Aos 5 minutos do segundo tempo, Barrios, após falha na zaga verde-amarela, abre 1 a 0 para o Uruguai. Aos 17 minutos, Sócrates, sofre pênalti e converte, empatando em 1 a 1 para o Brasil. Mas determinção do time de Rodolfo Rodríguez, De Leon e Rubén Paz falou mais alto que a tácnica canarinho, e aos 35, Victorino passou por Oscar Bernardi e Luisinho e marcou 2 a 1 para o Uruguai, definindo a vitória, o fim do jejum de 20 anos contra o Brasil, e aconquista do último título importante de La Selección sem ser Copa América.
  • Brasil e Uruguai chegaram na decisão da Copa América 1983, sendo que o Brasil eliminou a Argentina na primeira fase. Durante aquelas edições, os jogos eram disputasdos em ida e volta em cada país, e não numa sede. A primeira final seria disputada então em 27 de outubro, no estádio Centenário em Montevidéu. Os portemos venceram esse jogo por 2 a 0, gols de Enzo Francescoli aos 41 do rpimeiro tempo, e de Victor Diogo aos 35 do segundo. Na finalíssima de 4 de novembro, no Estádio da Fonte Nova, em Salvador, o Brasil precisava vencer e fez 1 a 0 com Jorginho aos 23 minutos de jogo. Mas Carlos Aguilera empatou aos 32 do segundo tempo. E O Brasil, já engasgado com a derrota para os uruguaios na final do Mundialito de 1981, e a derrota do Inter de Falcão para o Club Nacional de Football na Taça Libertadores da América de 1980, teve que engolir a festa do time de Francescoli e Rodolfo Rodriguez na casa brasileira. Uruguai campeão sul-americano de 1983.
  • Brasil e Uruguai novamente fizeram a final da Copa América, agora em 1989. Na verdade, foi o último jogo do quadrangular final do torneio, com ambos adversários empatados na lidrerança com 2 vitórias cada.E para atormentar o Brasil, foi no dia 16 de julho, a fatídica data do Maracanaço de 1950. As equipes entraram no campo do mesmo trágico Maracanã, onde a Seleção jamais havia ganho um único torneio! O Brasil de Sebastião Lazaroni após as derrotas nas Copas de 1982 e 1986, entrara numa fase retranqueira, jogando em um 3-5-2. Porém, empurrado pela sua torcida, o time de Mauro Galvão, Dunga, Bebeto e Valdo foi até ofensivo buscando mais o gol enquanto o Uruguai de Enzo Francescoli, Hugo de León, Rubén Paz e Rubén Sosa, esperou os contra-ataques. Jogo tenso, difícil quando, aos 4 minutos do segundo tempo, Romário, de cabeça define o 1 a 0, espantando o fantasma celeste. Brasil campeão da copa América de 1989, depois de 40 anos de fila, Brasil enfim campeão no Maracanã!
  • Brasil e Uruguai se encontraram na derradeira rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994. E a situação era extrema: Devido a má campanha de ambos times, o Brasil não estava classificado, jogava mal, retrancado, não inspirava confiança na torcida, que xingava sem dó técnico e jogadores. Porém o Brasil jogava por empate, enquanto os Uruguaios, de campanha ainda pior, precisava vencer, ou estaria fora da Copa. Em suma, naquele, necessariamente um teria que eliminar ao outro, um dos gigantes ficaria fora da Copa. Carlos Alberto Parreira, a contra gosto, mas por muita necessidade, convocou o indisciplinado Romário. Começa o jogo no Maracanã, eo Brasil de Jorginho, Dunga e Raí pressiona. Romário tem atuação monstruosa e mostra porque merecia ser convocado: Ainda no primeiro tempo, chuta na trave uruguaia, além de várias jogadas inesquecíveis. O Brasil joga melhor pressiona, mas fica no 0 a 0 na primeira etapa. Aos, 27 minutos, Cruzamento brasileiro, eo gigante Romário, de 1m68cm de altura vence zaga e goleiro e faz 1 a 0 Brasil. O Uruguai de Francescoli e Rubén Sosa se desespera e parte para cima. Abre-se uma avenida para contra-atques e aos 37 minutos, Romário ganha na corrida da zaga, dribla o goleiro Siboldi e toca mansamente para as redes celestes. Brasil 2 a 0, Brasil na Copa dos Estados Unidos, onde seria Tetra-Campeão. Romário garante sua vaga na seleção naquele 19 de setembro de 1993, enquanto o Uruguai está fora da Copa graças ao seu eterno inimigo.
  • Após ser eliminado da Copa do Mundo de 1994 pelo Brasil, Los Orientales tem a chance se vingar na Copa América de 1995, disputada em sua casa. E Brasileiros e uruguaios se encontram na final do torneio em 23 de julho, no mítico Estádio Centenário em Montevidéu. Os brasileiros, atuais campeões mundiais, saem na frente com Túlio Maravilha aos 30 minutos de jogo, Túlio, que, por sinal, havia feito um gol de mão na eliminação da Argentina. Mas Pablo Bengoechea empatou aos 6 minutos da etapa final. O jogo vai para os pênaltis. Enzo Francescoli faz 1 a 0. Roberto Carlos empata. Bengoechea faz 2 a 1. Zinho empata em 2 a 2 para o Brasil. José Herrera converte o terceiro. Então o goleiro uruguaio Alvez defende a cobrança de Túlio Maravilha. Álvaro Gutierrez abre 4 a 2 para o Uruguai. Dunga faz 4 a 3. Mas Sérgio Martinez define o 5 a 3 no pênaltis para o Uruguai, campeão sul-ameircano de 1995, se vingando dos seua algozes de 1993.
  • Outra vez, A Seleção Canarinho e Los Charruas decidiriam a Copa América, agora em 1999, disputada no Paraguai. Porém, o time brasileiro era a fortíssima equipe de Cafu e Roberto Carlos, vice-campeã da Copa do Mundo de 1998, enquanto o time uruguaio era na verdade a seleção de jovens sendo testada, Epor sinal foi reprovada no teste, pelo menos na final do dia 18 de julho. Jogando Estádio Defensores del Chaco, o Brasil não tomou conhecimento do adversário, com Rivaldo fazendo o rpimeiro aos 20 minutos, eo segundo aos 26. aos 3 minutos do segundo tempo, Ronaldo Fenômeno definiu o 3 a 0 e a taça de campeão para os lusófonos.
  • No primeiro turno das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, numa partida realizada em 28 de junho de 2000, no Maracanã, o Uruguai fez 1 a 0 no Brasil logo aos 6 minutos de jogo com Darío Silva, e segurou a vitória e a pressão da fortíssima equipe brasileira até os 40 minutos do segundo tempo, quando, de pênalti, Rivaldo empatou e definiu o 1 a 1 no clássico.
  • No segundo turno das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, brasileiros e uruguaios faziam péssima e irregular campanha, correndo ambos sérios riscos de ficarem de fora do mundial. Isto aumentou ainda mais a tensão no já complicado clássico. Luís Felipe Scolari estreou como técnico da Seleção Canarinho neste jogo, substituindo às pressas Émerson Leão. Empurrado pela sua fanática hinchada, os uruguaios, mesmo inferiores tecnicamente, jogaram melhor que os visitantes, e dominaram o jogo no estádio Centenário. Por fim, Obtiveram um pênalti, que foi convertido por Magallanes aos 33 minutos de jogo. O Brasil foi dominado e só não perdeu de mais porque uma cobrança de falta celeste morreu nas traves do goleiro Marcos.
  • Pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, Brasil e Uruguai se encontraram no Estádio do Pinheirão, em Curitiba. O Brasil, atual campeão e favorito foi logo deixando claro por que era: Kaká fez 1 a 0 com 20 minutos de jogo. Ronaldo Fenômeno fez 2 a 0 ainda com 28 minutos de jogo, praticamente sacramentando a vitória. Então La Celeste Olímpica começou uma incrível reação. Diego Forlán diminuiu para 2 a 1 aos 12 minutos do segundo tempo. O Uruguai acuou o Brasil, e empatou com Forlán aos 31 minutos. O Brasil ficou atônito. Na saída de bola o Uruguai retoma a posse, cruza e Gilberto Silva desvia de cabeça contra as própria redes: Uruguai 3 a 2! Então aos 42, Ronaldo acha o empate para o Brasil. No fim um fantástico 3 a 3 à altura do fantástico clássico.
  • Brasil e Uruguai se encontraram na semifinal da Copa América de 2004 no Peru. Apesar do amplo favoritismo do Brasil, campeão mundial de 2002, o Uruguai fez 1 a 0 com Sosa aos 22 minutos de jogo. O Brasil empatou com Adriano, o Imperador com 1 minuto do segundo tempo. Daí para frente o equilíbrio e tensão do clássico se arrastou até os pênaltis. Luisão faz 1 a 0 para o Brasil. Dario Silva emapta. Luís Fabiano faz 2 a 1 mas Viera empata. Adriano faz 3 a 2 e Omar Pouso empata. Renato faz 4 a 3 Brasil. O goleiro brasileiro Júlio César defende o chute de Sanchéz. Alex então define o 5 a 3 para o Brasil, que elimina o arqui-inimigo e vai para a final, ser campeão diante da Argentina.
  • Pela segunda edição seguida, Brasil e Uruguai de encontram na semifinal da Copa América, agora na edião de 2007, na Venezuela. Jogando em Maracaibo, no dia 10 de julho, outro jogo equilibrado e dramático. Maicon faz 1 a 0 para os brasileiros aos 12 minutos. Diego Forlán empata aos 48 minutos do primeiro tempo, e logo em seguida, aos 52 minutos, Júlio Baptista coloca os brasileiros novamenete na frente. O Uruguai pressiona e El loco Abreu empata aos 24 do segundo tempo. Nova decisão por pênaltis, e como diria Galvão Bueno, "…haja coração…"! Robinho faz 1 a 0 para o Brasil. O goleiro Doni defende o chute de Diego Forlán. Juan faz 2 a 0. Scotti diminui para 2 a 1. Gilberto Silva abre 3 a 1 e González diminui para 3 a 2. Afonso chuta na trave e Cristian Rodríguez empata em 3 a 3 para os uruguaios. Diego faz 4 a 3 e El Loco Abreu empata em 4 a 4, ao fim da primeira série de cobranças. Começam as cobranças alternadas e Fernando do Brasil chuta na trave. É a chance da vingança uruguaia da eliminação de 2004, mas Pablo Garcia também chuta na trave! Gilberto converte o quinto tento brasileiro. Então Diego Lugano, o melhor jogador uruguaio na partida tem seu chute defendido por Doni, decretando o 5 a 4 para o Brasil, que novamente elimina os uruguaios da final da Copa América, onde novamente seria campeã.
  • Brasil e Uruguai voltaram a se encontrar, agora pela semifinal da Copa das Confederações de 2013, realizada no Brasil. A Seleção Canarinho, contando com o apoio da torcida brasileira em um Mineirão lotado, teve dificuldades durante a partida contra um Uruguai de Diego Lugano e Luizito Suárez com uma marcação implacável. O Uruguai teve um pênalti ainda no começo do jogo, mas o goleiro brasileiro Júlio Cesar defendeu o chute de Diego Forlán. No fim do 1º tempo, Neymar chutou a gol, e no rebote, Fred fez 1 a 0 pro Brasil. Com apenas 2 minutos do 2º tempo, Cavani empatou em 1 a 1 pro Uruguai. O clássico seguiu tenso e travado até quase o fim da partida, quando Paulinho, de cabeça desempatou em 2 a 1 pro Brasil, que segurou a vitória eliminando Los Charruas e indo pra final, na qual seria campeã.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Os uruguaios ganharam suas duas Copas do Mundo em cima de seus arqui-rivais Brasil e Argentina.
  • A maior derrota da história do Futebol Brasileiro foi diante do Uruguai, na final da Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracanã. por sinal, esse também foi o apogeu do Futebol Uruguaio.

Brasil-Uruguai no Sub-20[editar | editar código-fonte]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Histórico dos resultados dos confrontos de futebol entre Brasil e Uruguai pela categoria Sub-20:

Os confrontos Brasil-Uruguai Sub-20
Data Cidade Jogo Vencedor Resultado Competição
31 de janeiro de 2009 Ciudad Guayana  Venezuela Uruguai - Brasil  Brasil 2-3[1] Sulamericano Sub-20 2009
7 de outubro de 2009 Port Said  Egito Brasil - Uruguai  Brasil 3-1[2] Mundial Sub-20 2009
12 de fevereiro de 2011 Arequipa  Peru Uruguai - Brasil  Brasil 0-6[3] Sulamericano Sub-20 2011

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]