Copa do Mundo FIFA de 1994

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Copa do Mundo FIFA de 1994
World Cup '94
WorldCupFIFA1994.png
Cartaz promocional da Copa do Mundo FIFA de 1994 nos Estados Unidos.
Dados
Participantes 24
Organização FIFA
Anfitrião  Estados Unidos
Período 17 de junho17 de julho
Gol(o)s 141
Jogos 52
Média 2,71 gol(o)s por partida
Campeão Brasil Brasil (4º título)
Vice-campeão Flag of Italy.svg Itália
3º colocado Flag of Sweden.svg Suécia
Melhor marcador 6 gols:
Melhor ataque (fase inicial) Flag of Russia.svg Rússia – 7 gols
Melhor defesa (fase inicial) 1 gol:
Maior goleada
(diferença)
Rússia Flag of Russia.svg 6 – 1 Flag of Cameroon.svg Camarões
Stanford StadiumPalo Alto
28 de junho, Grupo B, 3ª rodada
Público 3 587 538
Média 68 991,1 pessoas por partida
Premiações
Melhor jogador
BrasilBRA Romário
Melhor goleiro BélgicaBEL Michel Preud'homme
Melhor jogador jovem Países BaixosNED Marc Overmars
Fair play Brasil Brasil
◄◄ Itália Itália 1990 Soccerball.svg França 1998 França ►►
Participantes da Copa do Mundo de 1994.

A Copa do Mundo FIFA de 1994 foi sediada nos Estados Unidos, sendo a 1ª Copa do Mundo de Futebol a ser realizada no país.

Apesar da pouca tradição norte-americana no futebol, foi o mundial do país que bateu todos os recordes de público, mantidos até os dias de hoje.

Com um futebol extremante eficiente e com um grupo muito unido liderado pelo polêmico craque Romário, a Seleção brasileira conquistou o quarto título mundial ao bater a Itália Brasil foi comemorada também como uma homenagem ao tricampeão mundial de fórmula 1 Ayrton Senna, falecido em 1 de maio daquele ano.

Foi uma Copa de grandes surpresas. A Bulgária, que até ali em 6 participações anteriores jamais havia vencido um jogo de Copa do Mundo superou grandes favoritos, sendo a 2ª colocada em um grupo que tinha a Argentina, além de eliminar em um jogo emocionante a Alemanha, até então a Campeã mundial, por 2 a 1 nas quartas de final.

Eliminatórias[editar | editar código-fonte]

As eliminatórias para a Copa de 1994 começaram em 1992 e terminaram no fim de 1993.

Duas equipes estavam suspensas pela FIFA de participar das eliminatórias. A antiga Iugoslávia, por causa da guerra civil contra a Bósnia, e o Chile, por causa do teatro armado pelo goleiro Roberto Rojas (que fingiu ter sido atingido por um foguete disparado por uma torcedora) no jogo contra a Seleção Brasileira no Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa de 1990.

Pela primeira vez, nenhum país integrante do Reino Unido se classificou para a Copa do Mundo. O País de Gales (que tinha em seu elenco o ainda jovem Ryan Giggs e o veterano Ian Rush) perdeu a vaga para a Bélgica e para a Romênia. A Irlanda do Norte perdeu a vaga para Espanha e Irlanda. A Escócia perdeu a vaga para Itália e Suíça e a poderosa Inglaterra, mesmo contando com jogadores da estirpe de Paul Gascoigne, David Platt, Tony Adams, Paul Ince, John Barnes, Teddy Sheringham, Stuart Pearce, entre outros, surpreendentemente, perdeu a vaga para Holanda e Noruega.

Na zona sul-americana, a Colômbia surpreendeu a todos ao se classificar vencendo de goleada a Argentina por 5 a 0, em pleno estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, e enviando os Hermanos para jogar a repescagem com a Austrália. Para a disputa, o treinador argentino Alfio Basile resolveu convocar Maradona com o objetivo de ganhar a vaga.

Quatro equipes se classificaram pela primeira vez para uma Copa: Arábia Saudita, Grécia, Nigéria e Rússia, sendo que a última já havia participado anteriormente integrando a antiga União Soviética.

A final, entre Brasil e Itália, entrou para a história por dois motivos: Primeiro, por fazer surgir a primeira seleção a conquistar o quarto título mundial (ambos os países já tinham ganho três mundiais). Segundo, porque foi a primeira vez que a final de uma Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis. O jogo terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. A vitória do Brasil veio após uma defesa do goleiro Taffarel e um chute para fora dos italianos Roberto Baggio e Franco Baresi. O Brasil recuperava a coroa e conquistava assim o inédito quarto título da copa do mundo, igualado apenas no mundial de 2006, pela própria Itália, que perdeu para o Brasil nesta final de 1994. O grande destaque da copa foi o "baixinho" Romário, que com seus cinco gols e assistências perfeitas, como aquela em que deu à Bebeto contra os EUA, foi o principal nome brasileiro na Copa. Craque, polêmico, galanteador e boêmio, o "Baixinho" brilhou e confirmou a sua espetácular fase vivida então no Barcelona; a FIFA o escolheu o melhor jogador da Copa de 1994.

Para aproveitar os festejos pela conquista histórica, a equipe decidiu homenagear o piloto brasileiro Ayrton Senna, que morrera dois meses antes num terrível acidente numa corrida de Fórmula 1 realizada justamente na Itália. A homenagem veio no cartaz que dizia: "Senna, Aceleramos Juntos. O Tetra é Nosso".

Na final o Brasil entrou em campo com: Taffarel; Branco, Aldair, Márcio Santos e Jorginho; Dunga, Mauro Silva, Zinho e Mazinho; Romário e Bebeto.

Equipes que não conseguiram classificação[editar | editar código-fonte]

Europa[editar | editar código-fonte]

América do Sul[editar | editar código-fonte]

África[editar | editar código-fonte]

  • Flag of Zambia.svg Zâmbia (apontada como uma das surpresas dos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul após golear a Itália por 4 a 0, um acidente aéreo matou boa parte do time, e, com um time enfraquecido, deixou a vaga para o Flag of Morocco.svg Marrocos).

Seleções participantes[editar | editar código-fonte]

Seleção Participações última aparição
Bandeira da Alemanha Alemanha 13 1990
Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita 1 -
Flag of Argentina.svg Argentina 11 1990
Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 9 1990
Brasil Brasil 15 1990
Flag of Bolivia.svg Bolívia 3 1950
Flag of Bulgaria.svg Bulgária 6 1986
Flag of Cameroon.svg Camarões 3 1990
Flag of Colombia.svg Colômbia 3 1990
Flag of South Korea.svg Coreia do Sul 4 1990
Flag of Spain.svg Espanha 9 1990
Flag of the United States.svg Estados Unidos 4 1990
Grécia Grécia 1 -
Flag of Ireland.svg Irlanda 2 1990
Flag of Italy.svg Itália 13 1990
Flag of Morocco.svg Marrocos 3 1986
Flag of Mexico.svg México 10 1986
Flag of Nigeria.svg Nigéria 1 -
Flag of Norway.svg Noruega 2 1938
Países Baixos Países Baixos 6 1990
Flag of Romania.svg Romênia 6 1990
Flag of Russia.svg Rússia 8* 1990
Flag of Sweden.svg Suécia 9 1990
Flag of Switzerland.svg Suíça 7 1966
  • Para efeitos de estatística, considera-se a seleção russa como sucessora da antiga União Soviética

Descrição[editar | editar código-fonte]

A Copa foi aberta no estádio Soldier Field, em Chicago, no dia 17 de Junho de 1994, com direito a performance da diva Whitney Houston. No mesmo dia, aconteceu o jogo de abertura entre a Alemanha (sua primeira Copa reunificada) contra a Bolívia. Os atuais campeões venceram o jogo por um magro 1x0, gol do atacante Jürgen Klinsmann. Nesse jogo, o craque boliviano Marco Etcheverry, que tinha tudo para se destacar, recebeu o primeiro cartão vermelho da Copa ao agredir um jogador alemão, fazendo jus ao apelido de "El Diablo". Os então campeões do mundo ainda empatariam em 1x1 com a Espanha e venceriam com dificuldades a Coreia do Sul por 3x2. Nas oitavas de final, uma heróica vitória de 3x2 sobre a Bélgica e nas quartas, os alemães foram derrotados pela Bulgária, de virada, por 2x1.

A Argentina, que tinha Gabriel Batistuta, Diego Simeone, Claudio Caniggia, Fernando Redondo e Ariel Ortega, caiu prematuramente nas oitavas de final, diante da Romênia de Gheorghe Hagi, Florin Răducioiu e Gheorghe Popescu, por 3 a 2. O escândalo de doping do ídolo Maradona, expulso do mundial, foi supostamente decisivo para o desequilíbrio do time portenho, que vinha bem até então; entretanto, a Argentina só havia enfrentado times fracos, e Maradona só havia feito um gol, contra a inexpressiva Grécia, na vitória por 4x0, com um hat-trick de Batistuta.

Estreante em copas, a Arábia Saudita mostrou ao mundo do futebol a que veio no terceiro jogo contra a Bélgica. Após receber a bola do campo de sua equipe, Saeed Al-Owairan decidiu partir para cima dos belgas e após driblar meio time, tocou na saída do experiente goleiro Michel Preud'homme, um dos melhores do mundo na época, marcando o mais belo gol do Mundial. Por causa do gol, Owairan ganhou de presente da família real saudita um Rolls Royce (carro mais luxuoso do mundo). Mas, no ano seguinte, ele praticou adultério, um crime muito grave em seu país. Owairan foi julgado, ficou um ano na cadeia e levou sessenta chibatadas (pena máxima nas leis islâmicas) em praça pública, mas retornou ao futebol e participou da Copa de 1998, sem muito sucesso.

País criador dos Jogos Olímpicos de Verão, a Grécia passou despercebida no mundial. Também estreando no torneio, os seus jogos serviram apenas para treinar os adversários na primeira fase, pois perdeu as três partidas que disputou sem sequer balançar as redes, levando dez gols, e terminando em último.

A grande decepção da Copa foi a Colômbia. Credenciada por uma implacável goleada contra a Argentina por 5 a 0, pelas eliminatórias, em plena Buenos Aires, os colombianos chegaram aos EUA com status de favoritos. Só que perderam na estréia para a Romênia por 3 a 1 e perderam o rumo na competição. No jogo seguinte fizeram a festa dos anfitriões perdendo por 2 a 1. A solitária vitória sobre a Suíça por 2 a 0 só valeu para cumprir tabela e a seleção sul-americana voltou a sua realidade de equipe de porte médio, e ao retornar, foi muito ameaçada. O zagueiro Andrés Escobar (autor do único gol-contra no torneio) foi assassinado por um apostador que era membro do Cartel de Medellín. Os Seleção de Futebol dos Estados Unidos, o país-sede do torneio, fizeram boa campanha, terminando atrás dos romenos e dos suíços. A campanha ianque no Grupo A foi a seguinte: empate por 1 a 1 contra a Suíça (o gol norte-americano foi marcado por Eric Wynalda, numa magnífica cobrança de falta), 2 a 1 sobre a Colômbia (gols de Earnie Stewart e Andrés Escobar, contra), num jogo marcado pela espetacular bicicleta dada pelo zagueiro Marcelo Balboa, onde a bola passou raspando o gol de Óscar Córdoba, e uma derrota de 1 a 0 para a Romênia.

Participando de sua primeira Copa, a Nigéria foi a esperança africana da Copa ao estrear com vitória aplicando 3 a 0 sobre a Bulgária. No primeiro gol marcado, o experiente Rashidi Yekini se agarrou á rede e chorou dentro dela, numa cena que correu o mundo. No segundo jogo, derrota de 2x1 para a Argentina, no último jogo de Maradona em Copas. Mas as "Super Águias" venceram a Grécia por 2 a 0 e se classificaram para as oitavas-de-Final. Nela, os nigerianos chegaram a abrir o placar com Emmanuel Amunike, mas a Itália, mesmo com um a menos (o meia-atacante Gianfranco Zola fora expulso) empatou, com Roberto Baggio, levando a partida para a prorrogação, quando o próprio Baggio marcou de pênalti o gol da dramática vitória italiana.

Mesmo que o jogo entre Rússia e Camarões tenha servido apenas para cumprir tabela, as duas equipes deixaram a Copa fazendo história com seus atacantes. O russo Oleg Salenko se tornou o primeiro (e único) jogador a marcar cinco gols em uma única partida de Copa do Mundo. Salenko terminou a Copa como artilheiro, ao lado de Hristo Stoichkov, com 6 gols marcados. O camaronês Roger Milla, aos 42 anos e 39 dias de idade, se tornou o jogador mais velho a marcar um gol em Copas e o mais velho a disputar uma partida de Copa. Camarões atravessava uma grave crise financeira, chegando ao ponto de cobrar para dar entrevista aos jornalistas entrangeiros. Aborrecidos com a derrota, a torcida camaronesa decidiu incendiar a casa de Joseph-Antoine Bell, que se aposentou após o torneio. Os torcedores apontaram o goleiro, que encerraria a carreira no mesmo ano, como principal responsável pela fraca campanha dos Leões.

A Bulgária nunca havia feito uma campanha tão surpreendente como a de 1994. Liderada em campo pelo artilheiro Stoichkov (companheiro de Romário no ataque do Barcelona), a equipe estreou com derrota de 3 a 0 para a novata Nigéria, mas se redimiu ao derrotar a Grécia por 4 a 0 (primeira vitória búlgara em copas) e a Argentina por 2 a 0 na primeira fase. Nas oitavas, um jogo dramático contra o México, Após o empate em 1 a 1, os búlgaros venceram nos pênaltis por 3 a 1, graças às defesas do goleiro Borislav Mikhailov. Nas quartas-de-final, uma vitória emocionate sobre a então campeã Alemanha por 2x1. Mas na semifinal, derrota de 2 a 1 para a Itália e apesar de ter perdido de 4 a 0 para a Suécia na disputa pelo terceiro lugar, os jogadores búlgaros foram recebidos como heróis em seu país.

O Brasil, liderado por Romário, dirigido pela dupla Parreira-Zagallo, foi para a Copa de 94 desacreditado pela difícil campanha que quase custou a eliminação nas Eliminatórias. Jogando um futebol burocrático, porém consistente em seu sistema de marcação e obediência tática, a seleção canarinho tinha na dupla de ataque Bebeto e Romário sua principal arma. Na primeira fase, ganhou da Rússia por 2 a 0, de Camarões por 3 a 0 e empatou com a Suécia por 1 a 1. Nas oitavas, ganhou por 1 a 0 dos Estados Unidos em pleno feriado da independência americana. Nas quartas um grande jogo: Brasil e Holanda. A seleção marca 2 a 0 no segundo tempo, mas a Holanda reage com Dennis Bergkamp e Aron Winter. Branco desempata, 3 a 2 e o Brasil volta às semifinais de uma Copa. A seleção canarinho vence a Suécia com um gol de cabeça do baixinho Romário e 24 anos depois está numa final de copa, novamente contra a Itália. O time de Roberto Baggio teve duas fases distintas: uma campanha razoável na 1ª fase, classificando-se somente no número de gols marcados, em um grupo considerado de nível técnico mediano, com seleções do porte de México, Irlanda e Noruega. Na partida contra a Noruega, houve a expulsão de Gianluca Pagliuca - a primeira expulsão de um goleiro na história das Copas. Já na fase subseqüente, a partir das oitavas, eliminou sucessivamente Nigéria, Espanha e Bulgária, todos por 2 a 1, sempre com Baggio brilhando.

Transmissão pela TV para o Brasil[editar | editar código-fonte]

A Copa do Mundo de 1994 teve sua história contada no filme "Todos os Corações do Mundo", dirigido por Murilo Salles. Mas, muito antes de seu lançamento, o diretor liberou algumas imagens feitas de outros ângulos de alguns jogos daquele mundial para o programa "Fantástico", da Rede Globo.

A cobertura da TV brasileira foi feita por Globo, Bandeirantes e SBT. Na Globo, os locutores foram Galvão Bueno, Oliveira Andrade e Cléber Machado, e os comentaristas foram Pelé, Raul Plassmann e Arnaldo Cezar Coelho. Na Band, a narração ficou por conta de Luciano do Valle, Silvio Luiz, Marco Antônio Matos, Jota Júnior e os comentaristas foram Gerson, Rivelino e o recém-contratado Tostão. No SBT, os locutores foram Luiz Alfredo, Carlos Valladares e Osmar de Oliveira e os comentaristas foram Telê Santana, Orlando Duarte, Carlos Alberto Torres (capitão do tri em 1970) e Antero Greco. Também no SBT, se destacou também o "amarelinho", uma simpática bolinha amarela que era o mascote das transmissões dos jogos do Brasil na emissora de Silvio Santos.

A TV Manchete também ia fazer parte da cobertura, mas, devido aos seus problemas financeiros, teve que ficar de fora, mesmo que a emissora de Adolpho Bloch tenha escolhido Osmar Santos para narrar os jogos, em seu último ano como locutor.

Final[editar | editar código-fonte]

A final entre Brasil e Itália entrou para a história por dois motivos: primeiro, pelo fato de juntar frente a frente duas das três únicas seleções que haviam conquistado três edições de Copa do Mundo, portanto, uma delas acabaria se sagrando tetracampeã, ultrapassando a rival; segundo, porque foi a primeira vez em que a final de uma Copa do Mundo seria decidida na cobrança de tiros livres da marca de pênalti.

O jogo terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. A vitória do Brasil veio após três erros italianos: uma defesa do goleiro Taffarel, em chute de Massaro, e mais dois chutes para fora dos craques italianos Roberto Baggio e Franco Baresi. Márcio Santos havia errado também sua cobrança, não sendo necessário ao Brasil efetuar todas as cobranças a que tinha direito.

O Brasil recuperava a coroa depois de 24 longos anos (cinco edições seguidas sem vencer) e conquistava assim o inédito quarto título da Copa do Mundo - chamado de Tetracampeonato -, fato só igualado no Mundial de 2006 pela própria Itália, quando a Brasil já ostentava o título de pentacampeã - conquista obtida em 2002, na Copa do Mundo organizada em conjunto por Japão e Coréia do Sul, a primeira realizada em território asiático.

O maior destaque da Copa dos EUA foi o "baixinho" Romário, que com seus cinco gols, e com uma assistência inesquecível - aquela em que deixou Bebeto na cara do goleiro americano -, acabou confirmando a sua espetacular fase vivida então no Barcelona, fazendo por merecer a escolha da Fifa que o elegeu o melhor jogador da Copa de 1994.

Ainda no campo de jogo, aproveitando os festejos pela conquista histórica, a equipe decidiu homenagear o piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna, que morrera cerca de dois meses antes em um terrível acidente ocorrido no GP de Ímola, em San Marino. A homenagem veio estampada no cartaz que dizia: "Senna, Aceleramos Juntos. O Tetra é Nosso".

Na finalíssima, o Brasil entrou em campo com a seguinte formação: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco; Dunga (C), Mauro Silva, Mazinho e Zinho; Bebeto e Romário. Logo na primeira etapa, Cafu substituiu Jorginho; e antes do início da segunda etapa da prorrogação, Viola ocupou a vaga de Zinho.

Ao longo da competição, ficou popularizada uma frase dita por Galvão Bueno, principal locutor da Rede Globo de Televisão, direcionava ao goleiro brasileiro: "Sai que é sua, Taffarel!"

Sedes[editar | editar código-fonte]

Pasadena, (Los Angeles) Pontiac, (Detroit) Palo Alto, (San Francisco) East Rutherford, (Nova Iorque) Orlando
Rose Bowl
Capacidade: 94 392
Pontiac Silverdome
Capacidade: 80 311
Stanford Stadium
Capacidade: 85 500
Giants Stadium
Capacidade: 80 242
Citrus Bowl
Capacidade: 65 438
Rose Bowl aerial.jpg Pontiacdome.png Stanstadium view.jpg Giants Stadium aerial.jpg Citrus Bowl aerial view.jpg
Chicago Dallas WorldCupFIFA1994.png Boston Washington DC
Soldier Field
Capacidade: 65 000
Cotton Bowl
Capacidade: 92 100
Foxboro Stadium
Capacidade: 60 292
RFK Stadium
Capacidade: 56 692
Soldier Field Chicago aerial view.jpg Red River Shootout 2006.jpg Foxborostade.png RFK Stadium aerial photo, 1988.JPEG

Sorteio[editar | editar código-fonte]

Cove Europa Europa e Ásia América do Sul/América do Norte/África

Flag of the United States.svg Estados Unidos

Bandeira da Alemanha Alemanha

Flag of Argentina.svg Argentina

Flag of Italy.svg Itália

Brasil Brasil

Flag of Belgium (civil).svg Bélgica

Flag of Bulgaria.svg Bulgária

Países Baixos Países Baixos

Flag of Ireland.svg Irlanda

Flag of Romania.svg Romênia

Flag of Spain.svg Espanha

Flag of Russia.svg Rússia

Grécia Grécia

Flag of Norway.svg Noruega

Flag of Sweden.svg Suécia

Flag of Switzerland.svg Suíça

Flag of South Korea.svg Coreia do Sul

Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita

Flag of Cameroon.svg Camarões

Flag of Morocco.svg Marrocos

Flag of Nigeria.svg Nigéria

Flag of Bolivia.svg Bolívia

Flag of Colombia.svg Colômbia

Flag of Mexico.svg México

Fase Inicial[editar | editar código-fonte]

Grupo A[editar | editar código-fonte]

Time Pts J V E D GF GC SG
Flag of Romania.svg Romênia 6 3 2 0 1 5 5 0
Flag of Switzerland.svg Suíça 4 3 1 1 1 5 4 1
Flag of the United States.svg Estados Unidos 4 3 1 1 1 3 3 0
Flag of Colombia.svg Colômbia 3 3 1 0 2 4 5 -1
18 de junho de 1994
11:35(horário local)/12:35(horário do Brasil)
Flag of the United States.svg Estados Unidos 1–1 Flag of Switzerland.svg Suíça Pontiac Silverdome, Pontiac
Público: 63,425
Árbitro: Francisco Lamolina (Argentina)

Wynalda 44' Bregy 39'

18 de junho de 1994
16:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Flag of Colombia.svg Colômbia 1–3 Flag of Romania.svg Romênia Rose Bowl, Pasadena
Público: 91,586
Árbitro: Jamal Al-Sharif (Síria)

Valencia 43' Răducioiu 15', 89'
Hagi 34'

22 de junho de 1994
16:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Romania.svg Romênia 1–4 Flag of Switzerland.svg Suíça Pontiac Silverdome, Pontiac
Público: 61,428
Árbitro: Neji Jouini (Tunísia)

Hagi 35' Sutter 16'
Chapuisat 52'
Knup 65', 72'

22 de junho de 1994
16:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Flag of the United States.svg Estados Unidos 2–1 Flag of Colombia.svg Colômbia Rose Bowl, Pasadena
Público: 93,689
Árbitro: Fabio Baldas (Itália)

Escobar 35' (g.c.)
Stewart 52'
Valencia 90'

26 de junho de 1994
13:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Switzerland.svg Suíça 0–2 Flag of Colombia.svg Colômbia Stanford Stadium, Palo Alto
Público: 83,401
Árbitro: Peter Mikkelsen (Dinamarca)

Gaviria 44'
Lozano 90'

26 de junho de 1994
13:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of the United States.svg Estados Unidos 0–1 Flag of Romania.svg Romênia Rose Bowl, Pasadena
Público: 93,869
Árbitro: Mario van der Ende (Países Baixos)

Petrescu 18'

Grupo B[editar | editar código-fonte]

Time Pts J V E D GF GC SG
Brasil Brasil 7 3 2 1 0 6 1 5
Flag of Sweden.svg Suécia 5 3 1 2 0 6 4 2
Flag of Russia.svg Rússia 3 3 1 0 2 7 6 1
Flag of Cameroon.svg Camarões 1 3 0 1 2 3 11 -8
19 de junho de 1994
16:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Flag of Cameroon.svg Camarões 2–2 Flag of Sweden.svg Suécia Rose Bowl, Pasadena
Público: 93,194
Árbitro: Alberto Tejada Noriega (Peru)

Embé 31'
Omam-Biyik 47'
Ljung 8'
Dahlin 75'

20 de junho de 1994
13:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Brasil Brasil 2–0 Flag of Russia.svg Rússia Stanford Stadium, Palo Alto
Público: 81,061
Árbitro: Lim Kee Chong (Maurícia)

Romário 26'
Raí 52' (pen)

24 de junho de 1994
13:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Brasil Brasil 3–0 Flag of Cameroon.svg Camarões Stanford Stadium, Palo Alto
Público: 83,401
Árbitro: Arturo Brizio Carter (México)

Romário 39'
Márcio Santos 66'
Bebeto 73'

24 de junho de 1994
19:35(horário local)/20:35(horário do brasil)
Flag of Sweden.svg Suécia 3–1 Flag of Russia.svg Rússia Pontiac Silverdome, Pontiac
Público: 71,528
Árbitro: Joël Quiniou (França)

Brolin 37' (pen)
Dahlin 59', 81'
Salenko 4' (pen)

28 de junho de 1994
13:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Russia.svg Rússia 6–1 Flag of Cameroon.svg Camarões Stanford Stadium, Palo Alto
Público: 74,914
Árbitro: Jamal Al-Sharif (Síria)

Salenko 15', 41', 44' (pen), 72', 75'
Radchenko 81'
Milla 46'

28 de junho de 1994
16:05(horário local)/17:05(horário do Brasil).
Brasil Brasil 1–1 Flag of Sweden.svg Suécia Pontiac Silverdome, Pontiac
Público: 77,217
Árbitro: Sándor Puhl (Hungria)

Romário 46' K. Andersson 23'

Grupo C[editar | editar código-fonte]

Time Pts J V E D GF GC SG
Bandeira da Alemanha Alemanha 7 3 2 1 0 5 3 2
Flag of Spain.svg Espanha 5 3 1 2 0 6 4 2
Flag of South Korea.svg Coreia do Sul 2 3 0 2 1 4 5 -1
Flag of Bolivia.svg Bolívia 1 3 0 1 2 1 4 -3
17 de junho de 1994
14:05(horário local)/16:05(horário do Brasil)
Bandeira da Alemanha Alemanha 1–0 Flag of Bolivia.svg Bolívia Soldier Field, Chicago
Público: 63,117
Referee: Arturo Brizio Carter (México)

Klinsmann 61'

17 de junho de 1994
18:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Flag of Spain.svg Espanha 2–2 Flag of South Korea.svg Coreia do Sul Cotton Bowl, Dallas
Público: 56,247
Árbitro: Peter Mikkelsen (Dinamarca)

Salinas 51'
Goikoetxea 55'
Hong Myung-Bo 85'
Seo Jung-Won 90'

21 de junho de 1994
15:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Bandeira da Alemanha Alemanha 1–1 Flag of Spain.svg Espanha Soldier Field, Chicago
Público: 63,113
Árbitro: Ernesto Filippi (Uruguai)

Klinsmann 48' Goikoetxea 14'

23 de junho de 1994
19:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Flag of Bolivia.svg Bolívia 0–0 Flag of South Korea.svg Coreia do Sul Foxboro Stadium, Foxborough
Público: 54,453
Árbitro: Leslie Mottram (Escócia)


27 de junho de 1994
15:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Bolivia.svg Bolívia 1–3 Flag of Spain.svg Espanha Soldier Field, Chicago
Público: 63,089
Árbitro: Rodrigo Badilla (Costa Rica)

E. Sánchez 67' Guardiola 19' (pen)
Caminero 66', 70'

27 de junho de 1994
15:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Bandeira da Alemanha Alemanha 3–2 Flag of South Korea.svg Coreia do Sul Cotton Bowl, Dallas
Público: 63,998
Árbitro: Joël Quiniou (França)

Klinsmann 12', 37'
Riedle 20'
Hwang Sun-Hong 52'
Hong Myung-Bo 63'

Grupo D[editar | editar código-fonte]

Time Pts J V E D GF GC SG
Flag of Nigeria.svg Nigéria 6 3 2 0 1 6 2 4
Flag of Bulgaria.svg Bulgária 6 3 2 0 1 6 3 3
Flag of Argentina.svg Argentina 6 3 2 0 1 6 3 3
Grécia Grécia 0 3 0 0 3 0 10 -10
21 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Argentina.svg Argentina 4–0 Grécia Grécia Foxboro Stadium, Foxborough
Público: 54,456
Árbitro: Arturo Angeles (Estados Unidos)

Batistuta 2', 44', 90' (pen)
Maradona 60'

21 de junho de 1994
18:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Flag of Nigeria.svg Nigéria 3–0 Flag of Bulgaria.svg Bulgária Cotton Bowl, Dallas
Público: 44,132
Árbitro: Rodrigo Badilla (Costa Rica)

Yekini 21'
Amokachi 43'
Amunike 55'

25 de junho de 1994
16:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Argentina.svg Argentina 2–1 Flag of Nigeria.svg Nigéria Foxboro Stadium, Foxborough
Público: 54,453
Árbitro: Bo Karlsson (Suécia)

Caniggia 21', 28' Siasia 8'

26 de junho de 1994
11:35(horário local)/13:35(horáio do Brasil)
Grécia Grécia 0–4 Flag of Bulgaria.svg Bulgária Soldier Field, Chicago
Público: 63,160
Árbitro: Ali Bujsaim (Emirados Árabes Unidos)

Stoichkov 5' (pen), 55' (pen)
Lechkov 65'
Borimirov 90'

30 de junho de 1994
18:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Flag of Argentina.svg Argentina 0–2 Flag of Bulgaria.svg Bulgária Cotton Bowl, Dallas
Público: 63,998
Árbitro: Neji Jouini (Tunísia)

Stoichkov 61'
Sirakov 90'

30 de junho de 1994
19:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Grécia Grécia 0–2 Flag of Nigeria.svg Nigéria Foxboro Stadium, Foxborough
Público: 53,001
Árbitro: Leslie Mottram (Escócia)

George 45'
Amokachi 90'

Grupo E[editar | editar código-fonte]

Time Pts J V E D GF GC SG
Flag of Mexico.svg México 4 3 1 1 1 3 3 0
Flag of Ireland.svg Irlanda 4 3 1 1 1 2 2 0
Flag of Italy.svg Itália 4 3 1 1 1 2 2 0
Flag of Norway.svg Noruega 4 3 1 1 1 1 1 0
18 de junho de 1994
16:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Italy.svg Itália 0–1 Flag of Ireland.svg Irlanda Giants Stadium, East Rutherford
Público: 75,338
Árbitro: Mario van der Ende (Países Baixos)

Houghton 11'

19 de junho de 1994
16:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Norway.svg Noruega 1–0 Flag of Mexico.svg México RFK Stadium, Washington
Público: 52,395
Árbitro: Sándor Puhl (Hungria)

Rekdal 84'

23 de junho de 1994
16:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Italy.svg Itália 1–0 Flag of Norway.svg Noruega Giants Stadium, East Rutherford
Público: 74,624
Árbitro: Hellmut Krug (Alemanha)

D. Baggio 69'

24 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Mexico.svg México 2–1 Flag of Ireland.svg Irlanda Citrus Bowl, Orlando
Público: 60,790
Árbitro: Kurt Röthlisberger (Suíça)

García 42', 65' Aldridge 84'

28 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Italy.svg Itália 1–1 Flag of Mexico.svg México RFK Stadium, Washington
Público: 52,535
Árbitro: Francisco Lamolina (Argentina)

Massaro 48' Bernal 57'

28 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Ireland.svg Irlanda 0–0 Flag of Norway.svg Noruega Giants Stadium, East Rutherford
Público: 72,404
Árbitro: José Torres Cadena (Colômbia)

Grupo F[editar | editar código-fonte]

Time Pts J V E D GF GC SG
Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita 6 3 2 0 1 4 3 1
Países Baixos Países Baixos 6 3 2 0 1 4 3 1
Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 6 3 2 0 1 2 1 1
Marrocos Marrocos 0 3 0 0 3 2 5 -3
19 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 1–0 Flag of Morocco.svg Marrocos Citrus Bowl, Orlando
Público: 61,219
Árbitro: José Torres Cadena (Colômbia)

Degryse 11'

20 de junho de 1994
19:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Países Baixos Países Baixos 2–1 Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita RFK Stadium, Washington
Público: 50,535
Árbitro: Manuel Díaz Vega (Espanha)

Jonk 50'
Taument 86'
Amin 18'

25 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita 2–1 Flag of Morocco.svg Marrocos Giants Stadium, East Rutherford
Público: 76,322
Árbitro: Phillip Don (Inglaterra)

Al-Jaber 7' (pen)
Amin 45'
Chaouch 26'

25 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 1–0 Países Baixos Países Baixos Citrus Bowl, Orlando
Público: 62,387
Árbitro Renato Marsiglia (Brasil)

Albert 65'

29 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 0–1 Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita RFK Stadium, Washington
Público: 52,959
Árbitro: Hellmut Krug (Alemanha)

Al-Owairan 5'

29 de junho de 1994
12:35(horário local)/13:35(horário do Brasil)
Flag of Morocco.svg Marrocos 1–2 Países Baixos Países Baixos Citrus Bowl, Orlando
Público: 60,578
Árbitro: Alberto Tejada Noriega (Peru)

Nader 47' Bergkamp 43'
Roy 77'

Terceiros classificados[editar | editar código-fonte]

Equipa J V E D GM GS DG Pts
Flag of Argentina.svg Argentina 3 2 0 1 6 3 +3 6
Flag of Belgium (civil).svg Bélgica 3 2 0 1 2 1 +1 6
Flag of the United States.svg Estados Unidos 3 1 1 1 3 3 0 4
Flag of Italy.svg Itália 3 1 1 1 2 2 0 4
Flag of Russia.svg Rússia 3 1 0 2 7 6 +1 3
Flag of South Korea.svg Coreia do Sul 3 0 2 1 4 5 -1 2

Oitavas-de-Final[editar | editar código-fonte]

2 de julho de 1994
12:00(horário local)/14:00(horário do Brasil)
Bandeira da Alemanha Alemanha 3–2 Flag of Belgium (civil).svg Bélgica Soldier Field, Chicago
Público: 60,246
Árbitro: Röthlisberger (Suíça)

Völler 6', 40'
Klinsmann 11'
Grün 8'
Albert 90'

2 de julho de 1994
16:35(horário local)/17:35(horário do Brasil)
Flag of Spain.svg Espanha 3–0 Flag of Switzerland.svg Suíça RFK Stadium, Washington
Público: 53,121
Árbitro: Mario van der Ende (Países Baixos)

Hierro 15'
Luis Enrique 74'
Txiki Begiristain 86' (pen)

3 de julho de 1994
12:05(horário local)/14:05(horário do Brasil)
Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita 1–3 Flag of Sweden.svg Suécia Cotton Bowl, Dallas
Público: 60,277
Árbitro: Renato Marsiglia (Brasil)

Al-Ghesheyan 85' Dahlin 6'
K. Andersson 51', 88'

3 de julho de 1994
13:35(horário local)/17:35(horário do Brasil)
Flag of Romania.svg Romênia 3–2 Flag of Argentina.svg Argentina Rose Bowl, Pasadena
Público: 90,469
Árbitro: Pierluigi Pairetto (Itália)

Dumitrescu 11', 18'
Hagi 58'
Batistuta 16' (pen)
Balbo 75'

4 de julho de 1994
12:05(horário local)/13:05(horário do Brasil)
Países Baixos Países Baixos 2–0 Flag of Ireland.svg Irlanda Citrus Bowl, Orlando
Público: 61,355
Árbitro: Peter Mikkelsen (Dinamarca)

Bergkamp 11'
Jonk 41'

4 de julho de 1994
12:35(horário local)/16:35(horário do Brasil)
Brasil Brasil 1–0 Flag of the United States.svg Estados Unidos Stanford Stadium, Stanford
Público: 84,147
Árbitro: Joël Quiniou (França)

Bebeto 72'

5 de julho de 1994
13:05(horário local)/14:05(horário do Brasil)
Flag of Nigeria.svg Nigéria 1–2 (Prorrogação) Flag of Italy.svg Itália Foxboro Stadium, Foxborough
Público: 54,367
Árbitro: Arturo Brizio Carter (México)

Amunike 25' R. Baggio 88', 102' (pen)

5 de julho de 1994
16:35(horário local)/17:35(horário do Brasil)
Flag of Mexico.svg México 1–1 (Prorrogação)
(1–3 Disputa por pênaltis)
Flag of Bulgaria.svg Bulgária Giants Stadium, East Rutherford
Público: 71,030
Árbitro: Jamal Al-Sharif (Síria)

García Aspe 18' (pen) Stoichkov 6'
    Penalidades  
García Aspe: Erro (chute para fora)
Bernal: Erro (defesa do goleiro)
Rodríguez: Erro (defesa do goleiro)
Suárez: Convertido
1–3 Balakov: Erro (defesa do goleiro)
Guenchev: Convertido
Borimirov: Convertido
Lechkov: Convertido
 

Quartas-de-Final[editar | editar código-fonte]

9 de julho de 1994
12:05(horário local)/13:05(horário do Brasil)
Flag of Italy.svg Itália 2–1 Flag of Spain.svg Espanha Foxboro Stadium, Foxborough
Público: 53,400
Árbitro: Sándor Puhl (Hungria)

D. Baggio 25'
R. Baggio 88'
Caminero 58'

9 de julho de 1994
14:35(horário local)/16:35(horário do Brasil)
Países Baixos Países Baixos 2–3 Brasil Brasil Cotton Bowl, Dallas
Público: 63,500
Árbitro: Rodrigo Badilla (Costa Rica)

Bergkamp 64'
Winter 76'
Romário 53'
Bebeto 63'
Branco 81'

10 de julho de 1994
12:05(horário local)/13:05(horário do Brasil)
Flag of Bulgaria.svg Bulgária 2–1 Bandeira da Alemanha Alemanha Giants Stadium, East Rutherford
Público: 72,000
Árbitro: José Torres Cadena (Colômbia)

Stoichkov 75'
Lechkov 78'
Matthäus 47' (pen)

10 de julho de 1994
12:35(horário local)/16:35(horário do Brasil)
Flag of Sweden.svg Suécia 2–2 (Prorrogação)
(5–4 Disputa por pênaltis)
Flag of Romania.svg Romênia Stanford Stadium, Palo Alto
Público: 83,500
Árbitro: Don (Inglaterra)

Brolin 78'
K. Andersson 115'
Răducioiu 88', 101'
    Penalidades  
Mild: Erro (chute para fora)
K. Andersson: Convertido
Brolin: Convertido
Ingesson: Convertido
R. Nilsson: Convertido
Larsson: Convertido
5–4 Răducioiu: Convertido
Hagi: Convertido
Lupescu: Convertido
Petrescu: Erro (defesa do goleiro)
Dumitrescu: Convertido
Belodedici: Erro (defesa do goleiro)
 

Semifinais[editar | editar código-fonte]

13 de julho de 1994
16:05(horário local)/17:05(horário do Brasil)
Flag of Italy.svg Itália 2–1 Flag of Bulgaria.svg Bulgária Giants Stadium, East Rutherford
Público: 74,110
Árbitro: Joël Quiniou (França)

R. Baggio 21', 25' Stoichkov 44' (pen)

13 de julho de 1994
16:35(horário local)/20:35(horário do Brasil)
Brasil Brasil 1–0 Flag of Sweden.svg Suécia Rose Bowl, Pasadena
Público: 91,856
Árbitro: José Torres Cadena (Colômbia)

Romário 80'

Disputa de 3º Lugar[editar | editar código-fonte]

16 de julho de 1994
12:35(horário local)/16:35(horário do Brasil)
Flag of Sweden.svg Suécia 4–0 Flag of Bulgaria.svg Bulgária Rose Bowl, Pasadena
Público: 91,500
Árbitro: Ali Bujsaim (Emirados Árabes Unidos)

Brolin 8'
Mild 30'
Larsson 37'
K. Andersson 40'

Final[editar | editar código-fonte]

17 de julho de 1994
12:35(horário local)/16:35(horário do Brasil)
Brasil Brasil 0–0 (Prorrogação)
(3–2 Penaltis)
Flag of Italy.svg Itália Rose Bowl, Pasadena
Público: 94,194
Árbitro: Sándor Puhl (Hungria)

    Penalidades  
Márcio Santos: Erro (defesa do goleiro)
Romário: Convertido
Branco: Convertido
Dunga: Convertido
3–2 Baresi: Erro (chute para fora)
Albertini: Convertido
Evani: Convertido
Massaro: Erro (defesa do goleiro)
R. Baggio: Erro (chute por cima do gol)
 
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Brasil
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Itália

Classificação final[editar | editar código-fonte]

Finalistas[editar | editar código-fonte]


Premiações[editar | editar código-fonte]

Campeão da Copa do Mundo FIFA de 1994
Brazil.
Brasil
Quarto Título

Individuais[editar | editar código-fonte]

Prêmio FIFA Chuteira de Ouro (artilheiro): Prêmio FIFA Bola de Ouro (melhor jogador): Prêmio FIFA Yashin (melhor goleiro): Troféu FIFA Fair Play (time menos faltoso): Time mais espetacular:
Bulgária Hristo Stoichkov
Brasil Romário
Bélgica Michel Preud'homme
Brasil Brasil Brasil Brasil

Seleção da Copa[editar | editar código-fonte]

Goleiros Defesas Médios Atacantes

Brasil Cláudio Taffarel Bélgica Michel Preud'homme

Suécia Thomas Ravelli


Brasil Jorginho

Brasil Márcio Santos

Itália Paolo Maldini

Brasil Dunga

Bulgária Krasimir Balakov

Roménia Gheorghe Hagi

Suécia Tomas Brolin

Brasil Romário

Bulgária Hristo Stoichkov

Itália Roberto Baggio

Artilharia[editar | editar código-fonte]

Grupos[editar | editar código-fonte]

Grupo A[editar | editar código-fonte]

Grupo B[editar | editar código-fonte]

Grupo C[editar | editar código-fonte]

Grupo D[editar | editar código-fonte]

Grupo E[editar | editar código-fonte]

Grupo F[editar | editar código-fonte]

Mascote[editar | editar código-fonte]

O mascote da Copa de 1994 foi um cachorro chamado Stryker, vestido com as cores da bandeira norte-americana.

Bola[editar | editar código-fonte]

A bola da Copa dos Estados Unidos foi a "Questra", fabricada pela Adidas.


Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Abaixo as estatísticas da Copa de 1994.


Jogadores mais velhos da Copa (entre 35 e 42 anos)[editar | editar código-fonte]

Nascido em janeiro de 1959, Preud'Homme fica na frente dos demais na relação dos jogadores nascidos naquele ano.

Jogadores mais jovens da Copa (entre 17 e 22 anos)[editar | editar código-fonte]

  • Os mais jovens jogadores da Copa de 1994 foram Rigobert Song (zagueiro de Camarões) e Ronaldo (atacante do Brasil). Porém, como Song nasceu em julho e Ronaldo, em setembro, o brasileiro era o atleta mais jovem da competição (Ronaldo tinha 17 anos e oito meses e Song, 17 anos e onze meses). Song, ao contrário do Fenômeno, disputou as três partidas de Camarões na primeira fase.

Os demais jogadores entre 17 e 22 anos foram:

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Lance do jogo entre Alemanha e Bulgária, em 1994.
  • Foi o último mundial a ter 24 seleções disputando o torneio. Na Copa da França, em 1998, seriam 32 seleções, critério que se segue até hoje.
  • O fraco desempenho técnico e a baixa média de gols no Mundial anterior fez a FIFA mudar algumas regras do jogo para torná-lo mais atraente aos olhos do público. Entre as mudanças, merecem ser citadas:

- Num lance que possa gerar dúvida, o benefício será dado sempre à equipe que ataca;

- No atraso de bola (recuo de bola) feito com os pés ao goleiro, ele só pode receber a bola com os pés; a exceção da regra só vale se a bola for atrasada com o peito ou a cabeça, para que o goleiro possa agarrar a bola;

- Cartão vermelho ao jogador que atingir o adversário por trás; o mesmo vale para o jogador que comete falta como último homem da defesa;

- Substituição do goleiro, em caso de contusão ou expulsão do mesmo;

- Três pontos por vitória para estimular as equipes a jogar pela vitória;

- Todos os 11 reservas ficam no banco de reservas; antes disso, o treinador era obrigado a escolher 5 dos 11 reservas para serem relacionados no banco de reservas;

- Os números dos atletas devem ficar nas costas da camisa em números grandes, com o respectivo nome do atleta;

- As camisas devem ter números também na frente, em dimensões menores ou iguais as que devem ficar na frente do calção.

  • Diante disso, os jogos tiveram 141 gols marcados, ao contrário do mundial anterior, que teve 115 gols marcados.
  • Ao vencerem o Marrocos por 2x1 na 1ª fase, os jogadores da Arábia Saudita ganharam do Rei Fahd um automóvel cada um como premiação. Como só foram eliminados nas Oitavas-de-Final, ao voltarem, receberam além do carro, um apartamento. Tais presentes foram dados pelo monarca, apaixonado por futebol.
  • No jogo da 1ª fase entre Romênia e Colômbia, o meia romeno Gheorghe Hagi marcou o 2° gol de sua equipe, num chute de 30 metros da intermediária esquerda que encobriu o goleiro colombiano Óscar Córdoba, com a bola entrando no ângulo. Ao ser questionado pelo gol, ele disse: "Meu pé esquerdo é realmente muito bom".
  • No jogo entre Seleção de Futebol dos Estados Unidos e Colômbia o zagueiro Andrés Escobar marcou um gol contra, na derrota por 2x1. Dias depois, já de volta ao país, o zagueiro foi brutalmente assassinado com 15 tiros num restaurante em Medellín, por um apostador que era ligado ao Cartel de Medellín. O assassino, quando disparava os tiros que mataram Escobar, gritava "gol".
  • Durante a participação na Copa, torcedores camaroneses incendiaram a casa do goleiro Joseph-Antoine Bell. Ele, que pararia de atuar profissionalmente ao fim do torneio, foi considerado culpado pela péssima campanha dos Leões Indomáveis.
  • O centroavante russo Oleg Salenko conseguiu um recorde. Ele marcou 5 gols numa só partida, quando sua equipe goleou o Camarões por 6x1. Até hoje, ninguém conseguiu igualar tal feito.
  • Somando estes 5 gols, ao gol que marcara de pênalti na derrota por 3x1 para a Suécia, o próprio Salenko contou com 6 gols, e acabaria a competição como artilheiro do Mundial, juntamente com o búlgaro Hristo Stoitchkov. Mas nunca mais conseguiu repetir a façanha, nem teve mais sucesso na carreira, sendo obrigado a abandonar o futebol 7 anos depois devido a uma lesão nos ligamentos.
  • Na mesma partida em que Salenko fez 5 gols, o centroavante camaronês Roger Milla se tornou o jogador mais velho a atuar e a marcar um gol em Copas do Mundo. Ele marcou a 1 minuto do 2° tempo o único gol de sua seleção aos 42 anos de idade. Dois recordes que persistem até hoje.
  • Ao marcar um gol na partida entre Brasil e Holanda, pelas Quartas-de-Final, o atacante brasileiro Bebeto comemorou como se embalasse uma criança. Motivo: o gol era dedicado ao seu filho Matteus (nascido na véspera), em homenagem ao craque alemão Lothar Matthäus. Antes disso, Bebeto já tinha homenageado o companheiro de time Leonardo quando marcou seu gol no jogo em que o Brasil venceu Camarões por 3 a 0 na 1ª fase, pelo nascimento do filho de Leonardo.
  • O mundial dos EUA testemunhou a primeira expulsão de um goleiro em Copas: o italiano Gianluca Pagliuca conseguiu tal feito na partida contra a Noruega na primeira fase. Aos 22 minutos do primeiro tempo, em um contra-ataque norueguês, o goleiro italiano deu um tapa na bola fora de sua área. Como era o último homem da defesa, ele foi expulso. Aí entrou a regra da terceira substituição: para entrar o goleiro reserva Luca Marchegiani, o treinador italiano Arrigo Sacchi tirou o atacante Roberto Baggio. Pela expulsão, o goleiro italiano pegou 2 jogos de suspensão, só voltando ao time titular no jogo de quartas-de-final diante da Espanha. O feito só ocorreu novamente na Copa de 2010, na África do Sul, com a expulsão do goleiro da equipe anfitriã, Itumeleng Khune, aos 30 minutos do segundo tempo da partida entre Africa do Sul e Uruguai ao derrubar o atacante uruguaio Suárez na área.
  • O meia argentino Maradona foi flagrado no exame antidoping na partida entre Argentina e Nigéria na primeira fase. Em sua urina foram apresentadas as seguintes substâncias: efedrina, norefedrina, pseudoefedrina, norpseudoefedrina e metaefedrina. Como o jogador já havia sido suspenso por 15 meses num exame antidoping realizado quando jogava na equipe italiana do Napoli em 1991, a FIFA puniu o jogador por mais 15 meses de suspensão. Maradona, após cumprir nova punição, voltou à Argentina para encerrar sua carreira no seu clube de coração, o Boca Juniors, onde, após ser pego novamente no antidoping, encerrou a carreira em 1997, no dia em que completava 37 anos.
  • O cartão amarelo mais rápido da Copa de 1994 foi dado ao russo Sergey Gorlukovich, quando o jogo contra a Suécia nem havia começado. Ele acabou igualando a façanha do italiano Giampiero Marini, que também recebeu amarelo antes do início do jogo contra a Polônia, em 1982.
  • Após ter sua seleção eliminada pela Bulgária nas quartas-de-final, o goleiro alemão Bodo Illgner xingou o treinador Berti Vogts e o preparador de goleiros Sepp Maier. Por tais declarações, ele nunca mais foi convocado para defender a seleção alemã. Em 1997, o goleiro foi jogar na equipe espanhola do Real Madrid, mostrando muito do seu talento, ganhando 3 Ligas dos Campeões e 2 Mundiais Interclubes, e por lá mesmo encerrou sua carreira de jogador em 2001, aos 34 anos, em decorrência de uma prolongada lesão no ombro.
  • O meia alemão Stefan Effenberg foi substituído no jogo entre Alemanha e Coreia do Sul. Ao sair, fez um gesto obsceno para a torcida presente no estádio Cotton Bowl em Dallas. Sua atitude custou caro. No dia seguinte, ele, que já era famoso por sua rebeldia, foi desligado da delegação alemã pelo treinador Berti Vogts. Motivo: indisciplina.
  • A Nigéria teve um caso inusitado. Sempre que o time jogava com sua segunda camisa (branca com estampas tribais espalhadas por toda a camisa), vencia (derrotuou a Bulgária e a Grécia na primeira fase com este fardamento). Mas quando jogava com a primeira camisa (verde com detalhes em branco e tribais), chegava a abrir o placar, mas tomava a virada, como foi nas derrotas para Argentina e Itália nas oitavas-de-final, que acabou eliminando as Super-Águias.
  • No jogo entre Bulgária e México, válido pelas oitavas-de-final, no Giants Stadium em Nova Iorque, ocorreu um lance inusitado: Aos 20 minutos do 1º tempo, houve um escanteio a favor da Bulgária, e a bola foi afastada pela defesa mexicana. O defensor mexicano Marcelino Bernal, na tentativa de alcançar a bola de cabeça, se apoiou na trave e na rede, quebrando a haste atrás da trave, que sustentava a rede. O jogo foi interrompido para a troca da trave. Em apenas oito minutos, os organizadores trouxeram uma nova trave com rede, a substituíram, e o jogo pode continuar normalmente. O brasileiro Zaguinho, naturalizado mexicano, ajudou na troca da trave.
  • Várias ausências foram sentidas no Mundial dos EUA: Brian Bliss, Peter Vermes, Mike Windischmann, e Desmond Armstrong (EUA - Armstrong estava trabalhando como comentarista), Careca, Ricardo Gomes, Evair, Palhinha e Mozer (Brasil), Eugene Ekéké (Camarões), Andrey Kanchelskis, Igor Dobrovolskiy, Sergey Kiryakov, Igor Kolyvanov, Igor Shalimov e Akhrik Tsveiba (Rússia), Niclas Alexandersson (Suécia), Markus Babbel, Oliver Bierhoff e Olaf Thon (Alemanha), Emilio Butragueño (Espanha), Leonardo Astrada, Néstor Gorosito e Alberto Acosta (Argentina), Pietro Vierchowod e Riccardo Ferri (Itália) e Stanley Menzo (Holanda).
  • A Rússia foi a que mais sentiu as ausências de seus atletas. Como os principais jogadores do país não foram atendidos em suas exigências por melhores premiações em dinheiro em caso de vitórias na Copa, esse grupo decidiu não servir à seleção nacional. Os jogadores eram liderados por Igor Shalimov, da Inter de Milão, e Sergey Kiryakov, da equipe alemã do Karlsruhe, equipes de ponta do futebol europeu. O motivo seria o baixo valor oferecido pela federação local, mas quatro anos depois, o treinador russo na época, Pavel Sadyrin, disse para o ex-jogador inglês Gary Lineker, em um programa de entrevistas para a rede britânica BBC que o motivo era que ele só apoiaria os jogadores em suas exigências, caso eles apoiassem em aumentar o salário do treinador (durante os quatro anos em que esteve à frente da seleção, ele disse ter ganho apenas US$ 200). Como os jogadores se recusaram a apoiá-lo, ele não levou adiante o apoio às suas exigências. Com isso, a Rússia foi disputar o Mundial desfalcada de seus principais atletas.
  • 3 Seleções retornam a disputar um mundial após um longo período : Noruega (56 anos depois), Bolívia (44 anos depois), Suíça (28 anos depois).
  • No Brasil, embora a Rede Record não tenha transmitido os jogos da Copa de 94 por não ter adquirido os direitos, a emissora sempre anunciava a data do próximo jogo da seleção brasileira, com o narrador das propagandas dizendo: "Quinta-Feira, tem jogo do Brasil!".

Ligações externas[editar | editar código-fonte]