Seleção Neerlandesa de Futebol

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Países Baixos
Royal Netherlands Football Association Logo.svg.png
Alcunhas?  Laranja Mecânica
Carrossel Holandês
Oranje
Mineiros Holandêses
Martelo pneumático Holandêsa
Associação Koninklijke Nederlandse Voetbalbond
Fédération Royale Néerlandaise de Football
Confederação UEFA (Europa)
Material desportivo?  Estados Unidos Nike
Treinador Países Baixos Guus Hiddink
Capitão Robin van Persie
Mais participações Edwin van der Sar (130)
Artilheiro Robin van Persie (47)
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Uniforme
titular
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alternativo
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A Seleção Neerlandesa de Futebol (em neerlandês: Nederlands voetbalelftal), mais conhecida por Seleção "Holandesa" de Futebol, representa os Países Baixos nas competições de futebol da UEFA e FIFA.

Historicamente uma das maiores seleções do futebol mundial, fortemente marcada pelo chamado "Carrossel holandês" comandado por Johan Cruijff na Copa do Mundo de 1974, é a única grande seleção do mundo que ainda não conquistou um título mundial. Finalista em 1974, 1978 e 2010, a Seleção Neerlandesa acabou derrotada em todas estas oportunidades – 2 x 1 para a Alemanha Ocidental em 1974, 3 x 1 para a Argentina em 1978 e 1 x 0 para Espanha em 2010.

Tem como grande conquista de sua história a Eurocopa de 1988, quando venceu a União Soviética por 2 x 0, com gols de Ruud Gullit e Marco van Basten.

História[editar | editar código-fonte]

Imagem da equipe neerlandesa para sua primeira partida internacional, em 1905.

A Seleção Neerlandesa surgiu em 21 de Agosto de 1900, em Amesterdã. Em 1908, se filiou à FIFA. Conhecida por seus torcedores como Oranje, em função de seu uniforme laranja, é uma das melhores seleções europeias, tendo conquistado a Eurocopa em 1988 e chegado a três finais de Copas do Mundo, perdendo todas (1974, 1978 e 2010).

Os Países Baixos participou de sua primeira Copa do Mundo em 1934, e depois de retornar em 1938, desapareceu do mundo do futebol. Voltaram nos anos 70 com a invenção do Futebol total. Teve como pioneiro o clube Ajax Amsterdam. Tendo os craques Ruud Krol, Rob Rensenbrink, Johnny Rep, Johan Neeskens e os gêmeos René e Willy van de Kerkhof, liderados pelo gênio criativo de Johan Cruijff, os neerlandeses foram longe, chegando a duas finais de Copa do Mundo na década de 1970. O time tornou-se uma potência desde então, ganhando a Eurocopa de 1988, na grande equipe de Ruud Gullit, Marco van Basten e Frank Rijkaard. A grande equipe decepcionaria no retorno às Copas, no mundial de 1990, despedindo-se nas oitavas-de-final e sem ter apresentado futebol empolgante. Uma nova safra faria bonito nos dois mundiais seguintes, com Dennis Bergkamp e outros gêmeos, Frank e Ronald de Boer.

Embora Portugal tivesse recrutado jogadores de suas então colónias africanas já nos anos 60, e, antes dele, a França já o tivesse feito nos anos 30, ainda assim a Seleção Neerlandesa foi uma das primeiras seleções europeias a recrutar negros em sua equipe, que por muito tempo ficou marcada por problemas de racismo. A maioria dos neerlandeses negros nasceu ou tem suas origens no Suriname, a antiga Guiana Neerlandesa, e também nas antilhas Neerlandesas. Caso dos próprios Gullit e Rijkaard, além de Kew Jaliens, Urby Emanuelson, Patrick Kluivert, Michael Reiziger, Winston Bogarde, Royston Drenthe, Ryan Babel e Nigel de Jong (nascidos nos Países Baixos e com raízes no Suriname); Hedwiges Maduro, Vurnon Anita, Gregory van der Wiel (com origens nas antilhas Neerlandesas) e Aron Winter, Ulrich van Gobbel, Edgar Davids, Clarence Seedorf e Jimmy Floyd Hasselbaink (nascidos no Suriname). Alguns possui ascendência marroquina, como Ibrahim Afellay, Ottman Bakkal e Khalid Boulahrouz. Outra ex-colônia que "contribuiu" com a Seleção Neerlandesa foi a Indonésia: das antigas Índias Orientais Neerlandesas (que, com este nome, disputaram a Copa do Mundo de 1938 juntamente com os Países Baixos) vêm as raízes de Giovanni van Bronckhorst, Roy Makaay, John Heitinga e Denny Landzaat.

Nos Jogos Olímpicos obtiveram três medalhas de bronze em 1908, 1912 e 1920.

Década de 1930: As primeiras partidas em Copas do Mundo[editar | editar código-fonte]

Nesta década, a seleção dos Países Baixos teve as suas primeiras participações em Copas do Mundo - 1934 e 1938, sendo desclassificada na primeira fase (que era disputada em jogo único de eliminatória simples) em ambas.

Em sua primeira participação, na Copa do Mundo de 1934, realizada na Itália, o time foi eliminado pela Suíça, na derrota por 3-2, no dia 27 de maio. Sua classificação final foi o nono lugar.

Na Copa do Mundo de 1938, repetiu o mau desempenho da anterior. Desta vez, fora eliminada pela Tchecoslováquia, ao perder por 3-0. Sua classificação, desta vez, foi o 15º lugar (a frente apenas da Indonésia, sua antiga colônia, que levou 6-0 da Hungria).

Décadas de 1950 e 1960: Anos difíceis[editar | editar código-fonte]

Os Países Baixos, após suas primeiras participações em Copas do Mundo, ficaram fora de cinco Copas do Mundo (de 1950 à 1966). Nas Eurocopas de 1960 e 1964, não participou devido a problemas com seus jogadores.

Década de 1970: O Carrossel Neerlandês[editar | editar código-fonte]

A famosa equipe neerlandesa da Copa do Mundo de 1974, liderada por Johann Cruyff, que revolucionou o futebol da época.

Após a Copa do Mundo de 1970, o técnico Rinus Michels dirigiu os Países Baixos e, na Eurocopa de 1972, a seleção neerlandesa só perdeu para a Alemanha Ocidental, na Espanha, por 2-1.

Nesta década, também revelaria ao futebol mundial o habilidoso meio-campista Johann Cruyff, que seria o maior astro da história do futebol neerlandês.

A campanha na Copa do Mundo de 1974 foi histórica: em sete jogos, cinco vitórias, um empate e uma derrota. A derrota, inclusive, tirou o título das mãos dos Países Baixos, pois foi na final contra os alemães ocidentais (2-1, de virada, para os donos da casa). Apesar de não ter sido a grande campeã, encantou o mundo com uma maneira dinâmica de jogar futebol, onde os jogadores não guardavam posições e faziam a bola passar de pé em pé até chegar ao golo adversário. Esta tática, considerada revolucionária, foi denominada de "carrossel" e acabou apelidando carinhosamente aquela seleção de Laranja Mecânica, em homenagem ao clássico filme de Stanley Kubrick e sucesso cinematográfico da época.

Em 1978, sem Cruyff, com problemas com a sua seleção, os Países Baixos apostaram em Rensenbrink para o título. Apesar do começo claudicante, classificou-se em 2º lugar no grupo (no desempate em número de gols sofridos contra a Escócia) e passou à fase seguinte da competição.

A virada seria na segunda fase. Com duas vitórias e um empate, os Países Baixos se classificariam para a final. Diante dos donos da casa, perderiam o título para a Argentina, na prorrogação, por 3x1. Nessa fase, os Países Baixos revelariam muitos craques: Cruyff, Krol, Neeskens e Rensenbrink.

Década de 1980: A melhor seleção da Europa[editar | editar código-fonte]

Os Países Baixos ficaram de fora das copas de 1982 e 1986 e cairiam na 1ª fase da Eurocopa da Itália em 1980. Mas, no final da década de 1980, com uma nova seleção e a volta do técnico Rinus Michel, a Neerlândia faria uma excelente campanha. Contando com jogadores como Rijkaard, Koeman, Van Basten e o incrível Gullit, conquistaria a Eurocopa de 1988.

A finalíssima foi contra a União Soviética. Além da vitória por 2-0, ficou marcado também o gol de rara beleza, marcado por Marco Van Basten.

1990–1994: A nova Seleção[editar | editar código-fonte]

Na Copa do Mundo de 1990, os Países Baixos, então campeões da Europa, eram um dos favoritos ao título mas, apresentando um futebol pouco inspirado, e acabou caindo nas oitavas-de-final, diante da Alemanha Ocidental e ficou em sua pior colocação na história das participações no mundial: 16º lugar.

Na Copa do Mundo seguinte, a de 1994, a nova seleção neerlandesa partia novamente como uma das favoritas ao título nos Estados Unidos. Disputou o Grupo F, onde se classificou sem grandes dificuldades para enfrentar a Irlanda nas oitavas-de-final, eliminado-a numa fácil vitória por 2-0. Nas quaartas-de-final, porém, cairia diante do fortíssimo time do Brasil, comandado por Romário, em uma partida disputadíssima onde cogitou-se falha da arbitragem no terceiro gol brasileiro, fato que aconteceu. A partida acabou com a vitória de 3-2 para a Seleção Brasileira.

1995–2000: A nova Laranja Mecânica[editar | editar código-fonte]

Partida contra a Escócia, na Euro 1996.

Após o Mundial de 1994, uma nova geração passa a defender as cores neerlandesas. Além de Edwin van der Sar, que fora reserva naquela Copa, novos valores surgiram com grande destaque. Muitos deles oriundos do Ajax de 1995, campeão europeu e mundial. Para a Euro 1996, uma seleção jovem prometia novamente bons momentos para a apaixonada torcida laranja. Líder de seu grupo, despontava como uma das possíveis candidatas ao título. Seu adversário era a França, que também passava por um processo de renovação, com nomes como Zinédine Zidane e Fabien Barthez. A partida terminou com um empate no tempo normal e vitória francesa na disputa por pênaltis.

A promessa passava então para o Mundial de 1998. Então, chegava a hora daqueles garotos enfrentarem a Copa do Mundo. Em um grupo disputado, empatou com a Bélgica (0-0) e o México (1-1), e goleou a Coréia do Sul (5-0). Classificou-se em segundo e enfrentou a forte equipe da Iugoslávia em um jogo emocionante, com vitória laranja por 2-1.

Nas quartas, um jogo histórico contra a Argentina. Nervosismo, jogo difícil e um resultado conquistado nos últimos minutos, em um gol de Dennis Bergkamp após um lançamento longo do zagueiro Frank de Boer, selando o 2-1 e, além do mais, o cartão vermelho dado a Ariel Ortega por ter dado uma violenta cabeçada no queixo do goleiro Edwin van der Sar. O próximo adversário seria novamente o Brasil, adversário também na campanha de 1994, onde os brasileiros sagraram-se campeões. Em mais um jogo emocionante e cheio de alternativas, que acabou indo para a disputa por pênaltis - após o 1-1 do tempo normal - . Para a infelicidade neerlandesa, mais uma derrota no meio do caminho.

Só restava a disputa do terceiro lugar. Mas, novamente aconteceu uma derrota, desta vez para a Croácia, por 2-1 e o consequente quarto lugar.

A última grande chance para convencer era a Euro 2000, sediada em conjunto com a vizinha Bélgica. A seleção parecia bastante mais experiente e pronto para festejar com a sua fanática torcida. O início foi promissor, com três vitórias na fase inicial e uma goleada contra a Iugoslávia nas quartas de final. Mas, veio a semifinal contra a Itália, famosa pelo futebol excessivamente defensivo. Um verdadeiro jogo emocionante, com direito a um pênalti errado por Frank de Boer e um incômodo 0-0 no tempo normal. Infelizmente, a sina da disputa por pênaltis continuou a perseguir os neerlandeses. Nova derrota e um "trauma" se produziu no futebol neerlandês a partir daquele dolorido terceiro lugar em casa.

2001–2004: E o trauma continua...[editar | editar código-fonte]

Após a eliminação na Euro 2000, os Países Baixos contrataram o treinador Louis Van Gaal, multi-campeão no Ajax e no Barcelona. De temperamento forte e conduta duvidosa, este não conseguiu extrair o máximo de seus jogadores e, por dois pontos, perdeu a chance de ir à Copa do Mundo de 2002, deixando de fora do Mundial uma preciosa geração de jogadores, como Rafael van der Vaart, Ruud van Nistelrooy e Patrick Kluivert.

Desacreditada, disputa a Euro 2004. A marca daquela seleção foi a superação após a má estreia contra os alemães. Classifica-se com certa dificuldade e obtém sucesso, nos pênaltis, contra a Suécia nas oitavas-de-final. O novo desafio era a seleção da casa, Portugal. Mas, desta vez, faltou futebol competitivo e a derrota por 2-1 foi merecida e um sinal de alerta para uma renovação no grupo de jogadores.

2005–2006: É tempo de renovação[editar | editar código-fonte]

Após a derrota em mais uma competição em que teria reais chances de vencer, o futebol neerlandês sentiu a necessidade de promover uma renovação nos quadros relacionados à seleção laranja. Para tal, a federação neerlandesa contratou um jovem treinador, mas velho conhecido da torcida: Marco Van Basten.

Van Basten, jovem treinador, promoveu a entrada de novos valores nas convocações para as eliminatórias da Copa do Mundo de 2006. Saíram algumas figuras da "geração de 1995", como Patrick Kluivert, Edgar Davids e Michael Reiziger, e firmaram-se jogadores que destacavam-se pelo talento e juventude, como Arjen Robben, Wesley Sneijder, Rafael van der Vaart, John Heitinga e outros, que foram reservas na Euro 2004.

Sem grandes medalhões, os Países Baixos surpreendem e fazem uma campanha invicta nas eliminatórias europeias, acabando em primeiro lugar e classificando-se de maneira direta para a Copa do Mundo de 2006.

No Mundial, sediado na Alemanha, caíram num grupo difícil, composto por Argentina, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim. Com duas vitórias e um empate, classifica-se em segundo lugar (empatado em número de pontos com os argentinos, perdeu no saldo de golos), para enfrentar Portugal, considerada uma das grandes favoritas ao título em 2006, devido à extraordinária fase de Cristiano Ronaldo, nas oitavas de final.

Nesta partida, ficou clara a falta de jogadores como Clarence Seedorf e Jaap Stam, pois a equipe neerlandesa contou com um jogador a mais em boa parte do jogo e, por falta de experiência, muito em virtude de ser uma jovem equipe, não soube tirar proveito da vantagem numérica. Apresentou um futebol burocrático, da mesma forma que nos três jogos anteriores, sem garra e demonstrando inexperiência dos jogadores mais jovens. O resultado foi a derrota por 1-0 para os portugueses. Mas a maior marca do jogo foi a violência e o antijogo de ambas as equipes, tornando este o jogo com o maior número de cartões distribuídos em toda a história das Copas do Mundo, ganhando o apelido de "A Batalha de Nuremberg".

2006–2010: O time quase imbatível[editar | editar código-fonte]

Jogo entre os Países Baixos e a Dinamarca, na Copa do Mundo de 2010.

Classificou-se para a Euro 2008, onde não teve muita sorte no sorteio dos grupos, caindo num grupo que continha as duas finalistas do último Mundial, Itália e França, além da Romênia. De maneira implacável e apresentando um excelente futebol, os Países Baixos conseguiram passar sem dificuldades para a segunda fase, vencendo facilmente os três jogos da fase de grupos, incluindo um 3-0 sobre a favorita Itália e um 4-1 sobre a França. Este feito arrancou muitos elogios da imprensa esportiva mundial para a seleção, que era apontada como grande favorita após o final da primeira fase. Surpreendendo a todos, os neerlandeses foram mais uma vez eliminados precocemente, após a derrota por 3-1 para a Rússia, comandada por Andrey Arshavin, logo no primeiro jogo da segunda fase. A Rússia foi eliminada no jogo seguinte, ao ser derrotada por 3-0 pela Espanha, e os espanhóis foram campeões do torneio.

Já visando a Copa do Mundo que viria dois anos depois, foi oficializada a demissão de Marco van Basten, que vinha causando muitas polêmicas e, apesar de ter sido ídolo quando jogador, tinha pouco apoio dos adeptos como treinador. Para o seu lugar, foi anunciado Bert van Marwijk, que até então comandava o Feyenoord. Caiu num grupo fácil nas eliminatórias, vencendo todos os jogos sem grandes dificuldades e tornando-se a primeira seleção europeia a garantir vaga no torneio, começava ali uma das maiores sequências invictas da história do futebol.

No sorteio para a Copa do Mundo, realizado em 4 de dezembro de 2009 na Cidade do Cabo, foi inserida num grupo que continha Dinamarca, Camarões e Japão, o Grupo E. A Copa iniciou-se em 14 de junho para a Oranje, que venceu facilmente a Dinamarca por 2-0 em sua estreia. Em 19 de junho, no segundo jogo do grupo, bateu o Japão por 1-0, tornando-se a primeira equipe a classificar-se para as oitavas-de-final, depois de uma vitória por 2-1 da Dinamarca sobre Camarões. Nas oitavas, enfrentaram a Eslováquia, que até então era a grande zebra e havia desclassificado a Itália em seu grupo. Venceu por 2-1 com gols de Arjen Robben e Wesley Sneijder. Sneijder era o grande jogador da equipe no Mundial, estável e sempre muito útil nas jogadas de ataque, brigava também pela artilharia do torneio. O próximo adversário era a boa equipe do Brasil, uma das favoritas e invicta até então. De virada, os Países Baixos conquistaram a vitória por 2-1, com dois gols de Sneijder. Na semi-final, após estarem empatados em 1-1 durante o intervalo, conseguiram marcar dois gols em poucos minutos graças a sua objetividade e venceram o Uruguai por 3-2. Toda a euforia foi contida na final da Copa do Mundo FIFA de 2010 contra a Espanha, quando os neerlandeses perderam por 1-0, após estarem empatados por 116 minutos. A oranje ficou com o vice-campeonato mundial, o terceiro em sua história, após 1974 e 1978, e a invencibilidade, que vinha sido mantida desde 2008, estava quebrada.

Eliminação precoce na Eurocopa 2012[editar | editar código-fonte]

Houve uma grande espectativa por parte da mídia internacional de que essa seleção neerlandesa iria fazer jus a ótima campanha feita na Copa do Mundo da África do Sul e iria repetir o feito nessa Eurocopa 2012. Foi um grande equivoco, pois a seleção dos Países Baixos caiu no considerado "grupo da morte", o famoso grupo B com: Alemanha, Portugal e Dinamarca. A seleção dos Países Baixos teve um início muito ruim ao perder para a seleção da Dinamarca pelo placar de 1 x 0. Teve a chance de se reabilitar no torneiro diante da poderosa seleção da Alemanha, mais sucumbiu ao artilheiro Mario Gomez da seleção alemã que fez 2 gols e a Alemanha ganhou o segundo jogo do grupo seguido em cima da seleção dos Países Baixos pelo placar de 2 x 1. No último jogo do grupo B da Eurocopa 2012 a seleção neerlandesa depositou suas últimas fichas em uma vitória em cima da seleção de Portugal. No entanto Portugal jogou muito melhor e com uma partida inspirada do atacante português Cristiano Ronaldo a Países Baixos perdeu seu último jogo do grupo B para Portugal pelo placar de 2 x 1 e foi eliminada do torneio sem ganhar um único jogo disputado no grupo. A seleção neerlandesa não somou pontos e foi eliminada de uma forma vergonhosa da competição.

O Retorno da Laranja Mecânica[editar | editar código-fonte]

Após uma campanha horrível na Eurocopa 2012, a Holanda se reergueu e fez uma campanha excelente nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo com 9 vitórias e 1 empate em 10 jogos. Porém devido a má impressão deixada na última euro, o time chegou ao mundial como uma incógnita e muitos acreditavam que não seria uma surpresa se a seleção fosse eliminada ainda na primeira fase do mundial. Contrariando as opiniões de muitos, a Laranja Mecânica estreou com uma vitória esmagadora sobre a atual campeã Espanha por 5 a 1. Após a revanche a Laranja teve dificuldades para vencer a Austrália por 3 a 2 e para fechar com chave de ouro a primeira fase mais uma vitória, 2 a 0 dessa vez no Chile. Nas Oitavas de Final, a Holanda enfrentaria a seleção do México que saíram na frente, porém aos 41 do segundo tempo Sneijder empatou para os favoritos e logo em seguida, já nos acréscimos Huntelaar de pênalti virou o dramático jogo. Já nas Quartas, embora dominando o jogo todo os holandeses não balançaram as redes no tempo regulamentar muito menos na prorrogação contra a surpreendente Costa Rica, então o técnico Louis Van Gaal decidiu ousar e substituir o goleiro Cillessen que acabara de fazer grande defesa, por Krul o terceiro goleiro, Krul defendeu dois pênaltis e levou a poderosa Laranja para as Semifinais. Diante da Argentina de Lionel Messi, embora jogando melhor, a Holanda, parou nos pênaltis perdendo por 4 a 2, detalhe que Krul não pode entrar já que Van Gaal já havia feito as 3 substituições, duas delas por razões de saúde do jogador. Decepcionada a Holanda tinha diante de si os donos da casa, o Brasil que havia sofrido um massacre de 7 a 1 para a Alemanha. Sem dificuldades a Laranja Mecânica derrotou os brasileiros por 3 a 0 e teve a oportunidade de colocar seu único jogador que ainda não havia entrado em campo, o goleiro Vorm, batendo um recorde em Copas do Mundo.

Títulos[editar | editar código-fonte]

 Títulos de base[editar | editar código-fonte]

Seleção Sub-21[editar | editar código-fonte]

Seleção Sub-17[editar | editar código-fonte]

TOTAL: 6 títulos

Campanhas destacadas[editar | editar código-fonte]

Seleção em treino durante a Copa de 2006.

Desempenho em Copas do Mundo[editar | editar código-fonte]