Copa do Mundo FIFA de 1970

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Copa do Mundo FIFA de 1970
Mexico 70
Dados
Participantes 16
Anfitrião México
Período 31 de maio - 21 de Junho
Gol(o)s 95 (média de 3 por partida)
Campeão Brasil Brasil
Vice-campeão  Itália
Melhor marcador Bandeira da Alemanha Gerd Müller (10)
Público 1.603.975 (média de 50.124 por partida)
Outras divisões
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Premiações
Melhor jogador
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Melhor treinador
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Melhor árbitro
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A Copa do Mundo FIFA de 1970, a nona edição do torneio, foi disputada no México, de 31 de Maio até 21 de Junho. O México foi escolhido como sede pela FIFA em outubro de 1964. O torneio de 1970 foi a primeira Copa do Mundo disputada na América do Norte, e a primeira disputada fora da América do Sul e da Europa. Num encontro de equipes que já haviam vencido a Copa duas vezes, a final foi vencida pelo Brasil, que bateu a Itália por 4 a 1. Isto significa que o Brasil se tornou a primeira equipe a ter o título de campeão mundial por três vezes e foi permitido a posse definitiva da Taça Jules Rimet.

A seleção brasileira, que tinha Pelé (que estava em sua quarta e última Copa do Mundo), Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Rivellino e Tostão, é tida como uma das mais eficientes equipes na história das Copas. Neste torneio foi possível observar um retorno ao jogo solto e ofensivo em oposição às batalhas físicas das Copas de 1962 e 1966.

Índice

[editar] Eliminatórias

Países classificados

Um total de 75 times se inscreveram para as Eliminatórias. Notáveis equipes como Portugal, França, Hungria, Argentina e Espanha falharam em obter a classificação. Enquanto isso, o Marrocos tornou-se a primeira seleção africana a participar das finais da Copa desde a Segunda Guerra Mundial.

[editar] Fase Final

[editar] Primeira fase

A Copa de 1970 foi, como de costume, precedida por disputas sobre sua organização. Esta Copa foi a primeira a ser televisionada em cores. Porém, para que as transmissões se encaixassem melhor nas programações da televisão européia, algumas partidas começaram ao meio-dia. Esta foi uma decisão impopular entre muitos jogadores e treinadores por causa do intenso calor no México neste período do dia.

O formato da competição permaneceu o mesmo da Copa anterior: 16 equipes classificadas, divididas em quatro grupos com quatro que se enfrentariam em turno único. Os dois primeiros colocados classificar-se-iam às quartas-de-final. Porém, pela primeira vez nas Copas, o critério de desempate em no caso de igualdade de pontos na fase de grupos era o saldo de gols (e não mais jogos-desempate e goal average) e se dois ou mais times tivessem o mesmo saldo de gols, o desempate se daria por sorteio. Se uma partida das quartas ou das semi-finais resultasse num empate após a prorrogação também haveria sorteio para definir a equipe classificada.

Pela primeira vez, substituições foram permitidas em Copas do Mundo. Cada time poderia fazer duas alterações durante o jogo. A União Soviética foi o primeiro time a se utilizar do expediente contra o México na partida de abertura. Viktor Serebryanikov foi o primeiro jogador a ser substituído, pois Anatoly Puzach entrou em seu lugar após os 45 minutos iniciais.

Esta Copa também foi a primeira a apresentar o uso dos cartões amarelo e vermmelho para advertências e expulsões respectivamente (note que as advertências e expulsões já existiam antes de 1970). Cinco cartões amarelos foram mostrados na partida de abertura entre México e URSS, enquanto nenhum cartão vermelho foi mostrado em todo o torneio.

A controvérsia cercou a Copa antes mesmo que uma bola fosse chutada. Bobby Moore, capitão da seleção inglesa foi acusado de roubo a uma joalheria, e subseqüentemente preso, na Colômbia, onde o time fazia um amistoso pré-Copa. Ele foi solto temporariamente para poder jogar a Copa, e depois as acusações foram discretamente retiradas.

No Grupo 1, os donos da casa não decepcionaram sua torcida e se classificaram junto com a União Soviética, ainda que houvessem algumas controvérsias nas vitórias mexicanas de 1 a 0 sobre a Bélgica e de 4 a 0 sobre El Salvador.

O Grupo 2 apresentou exatos seis gols em seis jogos com Itália, atual campeã européia, e Uruguai, atual campeão sul-americano, prevalecendo sobre Suécia e a surpreendente seleção de Israel após uma série de partidas pouco empolgantes. Desse grupo porém acabaria saindo dois dos quatro semi-finalistas.

Os primeiros grandes momentos desta memorável Copa do Mundo ocorreram no Grupo 3, no qual o bi-campeão Brasil e a defensora do título, Inglaterra se somaram as fortes equipes européias da Tchecoslováquia e Romênia. Na revanche da final da Copa de 1962, os brasileiros começaram perdendo para os tchecoslovacos, mas conseguiram reagir e acabaram por vencer a partida por 4 gols a 1. Pelé marcou um dos gols, mas o lance dele que ficaria marcado pra sempre nesta partida foi a tentativa efetuada do meio de campo que quase bateu o goleiro Ivo Viktor, a bola passou rente a trave. O choque de campeões entre a seleção canarinho e o English Team atendeu às expectativas. O lance mais célebre desta partida foi a forte cabeçada para o chão de Pelé que não atingiu o gol por conta de uma impressionante defesa de Gordon Banks, que conseguiu colocar sua mão por baixo da bola e mandá-la por cima do travessão. No fim, foi um gol de Jairzinho que sacramentou a vitória dos brasileiros pela contagem mínima. Na última rodada, a Romênia impôs dificuldades ao Brasil, mas o time de Zagallo acabou vencendo por 3 a 2. A Inglaterra também passou à segunda fase, batendo romenos e tchecoslovacos pela contagem mínima.

No Grupo 4, o Peru e seui estilo ofensivo conseguiu uma importante vitória contra a Bulgária por 3 a 2, após estar perdendo de 2 a 0 no intervalo. Marrocos começou bem sua primeira partida contra a Alemanha Ocidental, saindo na frente. Mas os alemães conseguiram a virada por 2 a 1. Os alemães também começaram atrás contra os búlgaros, mas um hat-trick de Gerd Muller ajudou na virada, que acabou em 5 a 2. Muller marcou mais um hat-trick na última rodada com placar de 3 a 1 dos alemães contra os peruanos. No fim, o Peru acabou avançando junto com a Alemanha Ocidental, pois havia vencido Marrocos por 3 a 0, com três gols em 11 minutos.

[editar] Segunda fase

Nas quartas-de-final uma transformada Itália bateu o México por 4 a 1, de virada. Os donos da casa sairam na frente com um gol de José Gonzales, mas Gustavo Pena marcaria um gol contra empatando a partida antes do intervalo. A Itália dominou o segundo tempo. Dois gols de Luigi Riva e um de Gianni Rivera trouxeram o jogo ao seu placar final. Em Guadalajara, o caminho do Peru acabaria com a derrota de 4 a 2 para o Brasil após uma partida que demonstrou dois times ofensivos.

A partida entre Uruguai e União Soviética permaneceu sem gols até cinco minutos antes do fim da prorrogação, quando Victor Espárrago conseguiu arrancar um gol e classificando os sul-americanos. A última quarta-de-final foi uma revanche da final da Copa anterior entre Inglaterra e Alemanha Ocidental, produziu uma das grandes partidas da história da Copa do Mundo. A Inglaterra sofreu um duro golpe antes do jogo, quando Gordon Banks sofreu severas dores de estômago. Seu reserva Peter Bonetti assumiu a posição, e no começo do segundo tempo os ingleses lideravam por 2 a 0 e o jogo aparentava já estar decidido. Porém, a Alemanha marcou com Franz Beckenbauer no minuto 68. Em pânico, o técnico inglês Alf Ramsey decidiu substituir Bobby Charlton. Sem Charlton, a Inglaterra não conseguia mais se firmar na partida e não conseguia conter os incessantes ataques alemães. A oito minutos do fim, Uwe Seeler cabeceou para marcar o gol de empate. A Alemanha Ocidental agora era a dona do jogo e, na prorrogação, com um erro de Bonetti, Gerd Muller marcou o gol da vitória, impossibilitando a defesa do título por parte dos ingleses.

As semi-finais apresentaram quatro times que já haviam vencido a Copa no passado: Brasil vs. Uruguai, numa revanche da partida final da Copa de 1950, e Itália vs. Alemanha Ocidental. No jogo entre os sul-americanos, o Brasil conseguiu bater o Uruguai por 3 a 1 de virada. Esta partida apresentou mais um brilhante lance de Pelé: com a posse de bola dentro da área, ele conseguiu ficar frente a frente com Ladislao Mazurkiewicz e, sem tocar a bola, ela passou à esquerda do goleiro, Pelé correu para o lado direito, pegando a bola com o gol vazio a sua frente. O zagueiro Ancheta não conseguiu tirar a bola, mas Pelé não conseguiu marcar por muito pouco. A semi-final composta pelos europeus é tida por muitos como o melhor jogo da história das Copas do Mundo. A Itália saiu na frente aos 8 minutos com um gol de Roberto Boninsegna após uma bela jogada de "um-dois" com Luigi Riva. A Alemanha Ocidental pressionou em busca do empate pelo resto do jogo, até o final quando Karl-Heinz Schnellinger, que jogava na equipe italiana do AC Milan, marcou o gol de empate nos acréscimos. Na prorrogação, Gerd Muller virou a partida para os alemães no minuto 94. E Tarcisio Burgnich empatou novamente. No minuto 104, Riva marcou o terceiro gol italiano sob a meta de Sepp Maier, mas Muller uma vez mais marcaria, seis minutos depois. A direção de TV ainda estava mostrando a repetição desse gol quando o meio-campista italiano Gianni Rivera, desmarcado perto da marca do pênalti, voleou um belo cruzamento de Boninsegna para o gol da vitória no minuto 111. Franz Beckenbauer jogou parte da partida com uma clavícula quebrada após tentar simular uma falta na prorrogação. Como Helmut Schön, técnico da Alemanha Ocidental, já havia feito as duas substituições permitidas, Beckenbauer ficou com o braço numa tipóia. A partida é tida como o "Jogo do Século", também conhecido como a Partita del Secolo na Itália e Jahrhundertspiel na Alemanha. Um monumento no Estádio Azteca na Cidade do México homenageia o jogo. A Alemanha Ocidental conseguiu o terceiro lugar ao bater o Uruguai por 1 a 0.

[editar] Final

Na final, o Brasil saiu na frente, com Pelé cabeceando um cruzamento de Rivellino no minuto 18. Roberto Boninsegna empatou para os italianos após falha da defesa brasileira. Gérson bateu um forte chute para o segundo gol, e ajudou na marcação do terceiro, com um lançamento de falta para Pelé que cabeceou para Jairzinho. Pelé finalizou sua grande performance saindo da marcação da defesa italiana e assistindo Carlos Alberto Torres no flanco direito para o gol derradeiro. O gol de Carlos Alberto, após uma série de passes da seleção brasileira da esquerda para o centro, é considerado um dos mais belos gols marcados na história do torneio. A vitória consagrou o Brasil como a primeira equipe a conquistar três títulos na história das Copas.

Com sua terceira vitória após 1958 e 1962, o Brasil pôde reter a posse da Taça Jules Rimet permanentemente (ironicamente, ela seria roubada em 1983 enquanto estava em exposição no Rio de Janeiro e nunca foi recuperada). O técnico brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo foi o primeiro futebolista a se tornar campeão mundial como jogador (1958 e 1962) e como técnico, e Pelé encerrou sua carreira nas Copas do Mundo como o primeiro (e até agora único) vencedor por três vezes.

Jairzinho marcou pelo menos um gol em cada dos seis jogos do Brasil (no primeiro jogo, contra a Tchecoslováquia, ele marcou dois), um feito que até agora não foi repetido. Porém, o artilheiro do torneio foi Gerd Müller, da Alemanha Ocidental, com 10 gols. Müller conseguiu marcar hat-tricks em dois jogos conscecutivos, contra a Bulgária e contra o Peru na fase de grupos.

[editar] Mascote

A mascote oficial da Copa do Mundo foi Juanito, um garoto vestindo o uniforme da seleção mexicana e um sombrero.

[editar] Os "não-gols" de Pelé

A Copa de 1970 foi marcada pelos "não-gols" de Pelé.

  • Primeiro não-gol: Brasil X Tchecoslováquia

Pelé percebe que o goleiro tchecoslovaco Ivo Viktor estava adiantado, e dá um chute a 40 metros de distância. Viktor, desesperado, corre para defender, mas, para seu alívio, a bola sai a centímetros do gol.

  • Segundo não-gol: Brasil X Inglaterra

Após receber um cruzamento de Jairzinho, Pelé dá uma forte cabeçada, mas Gordon Banks defende de forma espetacular, tirando a bola de dentro do gol. A defesa de Banks é considerada a "defesa do século XX".

  • Terceiro não-gol: Brasil X Uruguai

Pelé avança em direção à área do Uruguai. O Rei dribla Mazurkiewicz, que tenta voltar ao gol, mas desiste. Pelé chuta, o zagueiro Ancheta tenta tirar a bola, mas não consegue. A bola vai para fora, e Pelé lamenta o gol perdido.

  • Quarto não-gol: Brasil X Uruguai

Mazurkiewicz cobra mal um tiro de meta. Pelé rebate de fora da área com um chute forte, mas o goleiro uruguaio se recupera e segura a bola.

[editar] Sedes

Cinco cidades sediaram o torneio:

Cidade Estádio Capacidade Construção
Guadalajara Estádio Jalisco 62 384 1952
Léon Estádio Nou Camp 33 943 1967
Cidade do México Estádio Azteca 115 500 1966
Puebla Estádio Cuauhtémoc 46 912 1968
Toluca Estádio Luis Dosal 27 000 1954

[editar] Fase inicial

[editar] Grupo 1

Time Pts J V E D GF GS SG
 União Soviética 5 3 2 1 0 6 1 5
 México 5 3 2 1 0 5 0 5
 Bélgica 2 3 1 0 2 4 5 -1
 El Salvador 0 3 0 0 3 0 9 -9
31 de maio de 1970  México 0–0  União Soviética Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Tschenscher (Alemanha Ocidental)
Público: 107,000
   

3 de junho de 1970  Bélgica 3–0  El Salvador Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Rădulescu (Romênia)
Público: 92,000
van Moer 13', 55'
Lambert 80' pen
 

6 de junho de 1970  União Soviética 4–1  Bélgica Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Schürer (Suíça)
Público: 59,000
Byshovets 14', 63'
Asatiani 57'
Khmelnyts'kyi 78'
Lambert 86'

7 de junho de 1970  México 4–0  El Salvador Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Kandil (Egito)
Público: 103,000
Valdivia 45', 46'
Fragoso 58'
Basaguren 83'
 

10 de junho de 1970  União Soviética 2–0  El Salvador Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Hermazábal (Chile)
Público: 89,000
Byshovets 51', 74'  

11 de junho de 1970  México 1–0  Bélgica Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Coerezza (Argentina)
Público: 105,000
Peña 14' pen  

[editar] Grupo 2

Time Pts J V E D GF GS SG
 Itália 4 3 1 2 0 1 0 1
 Uruguai 3 3 1 1 1 2 1 1
 Suécia 3 3 1 1 1 2 2 0
 Israel 2 3 0 2 1 1 3 -2
2 de junho de 1970  Uruguai 2–0  Israel {{{estadio}}}
Maneiro 23'
Mujica 81'
volach

estadio = Puebla, Estádio Cuauhtémoc
Árbitro: Davidson (Escócia)
Público: 20,000


3 de junho de 1970  Itália 1–0  Suécia Toluca, Estádio Luis Dosal
Árbitro: Taylor (Inglaterra)
Público:14,000
Domenghini 11'  

6 de junho de 1970  Uruguai 0–0  Itália Puebla, Estádio Cuauhtémoc
Árbitro: Glöckner (Alemanha Oriental)
Público: 30,000
   

7 de junho de 1970  Israel 1–1  Suécia Toluca, Estádio Luis Dosal
Árbitro: Tarekegn (Etiópia)
Público: 10,000
Spiegler 56' Turesson 53'

10 de junho, 1970  Suécia 1–0  Uruguai Puebla, Estádio Cuauhtémoc
Árbitro: Landauer (Estados Unidos)
Público: 18,000
Grahn 90'  

11 de junho de 1970  Itália 0–0  Israel Toluca, Estádio Luis Dosal
Árbitro: de Moraes (Brasil)
Público: 10,000
   

[editar] Grupo 3

Time Pts J V E D GF GS SG
Brasil Brasil 6 3 3 0 0 8 3 5
 Inglaterra 4 3 2 0 1 2 1 1
Romênia 2 3 1 0 2 4 5 -1
 Tchecoslováquia 0 3 0 0 3 2 7 -5
2 de junho de 1970  Inglaterra 1–0 Romênia Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Loraux (Bélgica)
Público: 50,000
Hurst 65'  

3 de junho de 1970 Brasil Brasil 4–1  Tchecoslováquia Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Barreto (Uruguai)
Público: 52,000
Rivelino 24'
Pelé 60'
Jairzinho 64', 83'
Petráš 12'

6 de junho de 1970 Romênia 2–1  Tchecoslováquia Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: de Leo (México)
Público: 56,000
Neagu 53'
Dumitrache 76' pen
Petráš 4'

7 de junho de 1970 Brasil Brasil 1–0  Inglaterra Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Klein (Israel)
Público: 66,000
Jairzinho 60'  

10 de junho de 1970 Brasil Brasil 3–2 Romênia Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Marschall (Áustria)
Attendance: 50,000
Pelé 20', 66'
Jairzinho 22'
Dumitrache 33'
Dembrowski 83'

11 de junho, 1970  Inglaterra 1–0  Tchecoslováquia Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Machin (França)
Público: 49,000
Clarke 49' pen  

[editar] Grupo 4

Time Pts J V E D GF GS SG
Alemanha Ocidental 6 3 3 0 0 10 4 6
 Peru 4 3 2 0 1 7 5 2
Bulgária 1 3 0 1 2 5 9 -4
 Marrocos 1 3 0 1 2 2 6 -4
2 de junho de 1970  Peru 3–2 Bulgária León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Sbardella (Itália)
Público: 14 000
Gallardo 51'
Chumpitaz 56'
Cubillas 73'
Dermendzhev 12'
Bonev 50'

3 de junho de 1970 Alemanha Ocidental 2–1  Marrocos León, Estádio Nou Camp
Árbitro: van Ravens (Países Baixos)
Público: 9 000
Seeler 56'
Müller 80'
Houmane 21'

6 de junho de 1970  Peru 3–0  Marrocos León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Bakhramov (União Soviética)
Público: 13 500
Cubillas 65', 75'
Challe 68'
 

7 de junho de 1970 Alemanha Ocidental 5–2 Bulgária León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Mendebil (Espanha)
Público: 12 700
Libuda 20'
Müller 28', 52' pen, 87'
Seeler 69'
Nikodimov 12'
Kolev 88'

10 de junho de 1970 Alemanha Ocidental 3–1  Peru León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Aguilar (México)
Público: 18 000
Müller 20', 26', 39' Cubillas 44'

11 de junho de 1970  Marrocos 1–1 Bulgária León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Ribeiro (Portugal)
Público: 12 000
Ghazouani 60' Zhechev 40'

[editar] Segunda fase

Quartas de Finais Semi Finais Final
                   
14 de junho - Cidade do México        
  União Soviética  0
17 de junho - Guadalajara
  Uruguai  1  
  Uruguai  1
14 de junho - Guadalajara
   Brasil Brasil  3  
 Brasil Brasil  4
21 de junho – Cidade do México
  Peru  2  
 Brasil Brasil  4
14 de junho - Toluca
    Itália  1
  Itália  4
17 de junho - Cidade do México
  México  1  
  Itália  4 Terceiro Lugar
14 de junho - Léon
    Alemanha Ocidental  3  
  Alemanha Ocidental  3   Uruguai  0
  Inglaterra  2     Alemanha Ocidental  1
20 de junho - Cidade do México

[editar] Quartas de final

14 de junho de 1970 Alemanha Ocidental 3–2
(Após TE)
 Inglaterra León, Estádio Nou Camp
Árbitro: Coerezza (Argentina)
Público: 24 000
Beckenbauer 68'
Seeler 76'
Müller 108'
Mullery 31'
Peters 49'

14 de junho de 1970 Brasil Brasil 4–2  Peru Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Loraux (Bélgica)
Público: 54 000
Rivelino 11'
Tostão 15', 58'
Jairzinho 75'
Gallardo 28'
Cubillas 70'

14 de junho de 1970  Itália 4–1  México Toluca, Estádio Luis Dosal
Árbitro: Scheurer (Bélgica)
Público: 27 000
Peña 26' (g.c.)
Riva 64', 76'
Rivera 69'
González 13'

14 de junho de 1970  Uruguai 1–0
(Após TE)
 União Soviética Cidade do México, Estádio Azteca
Ref: van Ravens (Países Baixos)
Público: 45 000
Espárrago 119'

[editar] Semi-finais

17 de junho de 1970 Brasil Brasil 3–1  Uruguai Guadalajara, Estádio Jalisco
Árbitro: Mendibil (Espanha)
Público: 51 000
Clodoaldo 45'
Jairzinho 76'
Rivelino 90'
Cubilla 19'

17 de junho de 1970  Itália 4–3
(Após TE)
Alemanha Ocidental Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Yamasaki (Peru)
Público: 80 000
Boninsegna 7'
Burgnich 98'
Riva 103'
Rivera 112'
Schnellinger 90'
Müller 95', 110'

[editar] Disputa do terceiro lugar

20 de junho de 1970 Alemanha Ocidental 1–0  Uruguai Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Sbardella (Italia)
Público: 104 000
Overath 27'  

[editar] Final

21 de junho de 1970 Brasil Brasil 4–1  Itália Cidade do México, Estádio Azteca
Árbitro: Glöckner (Alemanha Oriental)
Público: 108 000
Pelé 18'
Gérson 65'
Jairzinho 70'
Carlos Alberto 86'
Boninsegna 37'

[editar] Vencedor

Campeão da Copa do Mundo FIFA de 1970
Brazil
Brasil
Terceiro título

[editar] Grupos

[editar] Grupo 1

[editar] Grupo 2

[editar] Grupo 3

[editar] Grupo 4

[editar] Curiosidades

  • Foi a primeira Copa do Mundo que passou a ter substituições durante as partidas. Só poderiam ser feitas 2 substituições por equipe no decorrer das partidas.
  • Também foi a primeira Copa do Mundo em que os árbitros passaram a utilizar os cartões amarelo e vermelho para advertência e expulsão de atletas.
  • Foi a primeira Copa do Mundo a ser televisionada para todo o mundo. No total, 50 países de todo o mundo assistiram ao evento.
  • Foi a primeira Copa do Mundo que teve a bola oficial do torneio, fabricada pela Adidas. Foi a bola Telstar, a famosa bola de pentágonos pretos e hexágonos brancos. Utilizada com sucesso na Eurocopa de 1968, ela foi utilizada por razões simples: seu desenho e suas cores facilitariam sua visualização nos aparelhos de TV em preto-e-branco, maioria na época.
  • Curiosamente, a Telstar teve edições com cores variadas utilizadas nas partidas. Nos jogos Alemanha X Bulgária e México X El Salvador, ambas na 1ª fase e na quarta-de-final Alemanha X Inglaterra, a cor da bola era marrom clara. E na semifinal Itália X Alemanha, a bola usada no 1° tempo da partida era branca. Só depois a bola original foi utilizada no restante do jogo.
  • Na partida da primeira fase do mundial entre México e El Salvador, ocorreu um lance bizarro aos 45 minutos do primeiro tempo: o árbitro egípcio Ali Khandil marcara falta a favor do time salvadorenho. O time mexicano cobrou a falta rápido e o centroavante Valdivia marca o primeiro gol mexicano na partida. Incrivelmente, o árbitro valida o gol. O time salvadorenho fecha o tempo e se recusa a reiniciar o jogo. Khandil começa a advertir os jogadores de El Salvador. Até que os jogadores salvadorenhos chutam a bola para fora do campo. Para evitar maiores problemas, Khandil resolve encerrar o 1° tempo. El Salvador voltou para jogar o 2° tempo, mas desanimados, perderam o jogo por 4-0. Khandil nunca mais foi chamado para apitar um jogo de Copa.
  • Também pela 1ª fase, a partida entre Suécia e Israel a pancadaria correu solta entre os jogadores, com a complacência do árbitro etíope Seyoum Tarekegn. A violência foi tamanha que, num lance do jogo em que a Suécia vencia por 1-0, o atacante israelense Spiegler atingiu o goleiro sueco Sven-Gunnar Larsson após este ter feito a defesa. Spiegler não foi expulso, e pior: 3 minutos depois ele empatou o jogo para Israel.
  • Mais uma da 1ª fase: No jogo entre Brasil X Tchecoslováquia, o centroavante Petras abriu o placar para sua seleção, e foi comemorar se ajoelhando perto da linha lateral, e fazendo o sinal da cruz (gesto comum do catolicismo). Na final Brasil X Itália, o centroavante brasileiro Jairzinho, ao marcar o 3° gol brasileiro, também faria o mesmo.
  • No dia seguinte, pela comemoração do gol, tanto Petras quanto toda a equipe tchecoslovaca acabaria sendo advertida pela delegação de seu país para que fossem mais moderados nas comemorações. Pelas regras do governo comunista da época, vigente no Leste Europeu, não eram permitidas manifestações de cunho religioso, uma vez que o próprio regime comunista é, na sua essência, ateu.
  • Outra da 1ª fase: No jogo mais esperado desta fase, Brasil X Inglaterra, disputado no "sol a pino" do meio-dia (horário mexicano), após o time inglês voltar a campo para o 2° tempo, a equipe brasileira não aparecia. O time brasileiro só voltaria a campo 5 minutos depois do tempo marcado para o reinício do 2° tempo. Os jogadores ingleses ficaram expostos no sol quente, enquanto as câmaras filmaram o goleiro Banks descansando na sombra da trave.
  • O centroavante sueco Kindvall passou para a história por ter tido 2 gols seus anulados. Um na partida contra a Itália e outro na partida contra o Uruguai.
  • No jogo das quartas-de-final entre Uruguai X União Soviética, um lance controverso deu a vitória aos sul-americanos. Aos 12 minutos do 2° tempo da prorrogação, com a partida em 0-0, houve uma falta a favor da Celeste na intermediária. Ubiñas levantou na área, Ancheta e Shesternev dividiram a bola, que chegou a estar em cima da linha de fundo. Após recuperar a bola, Luis Cubilla cruzou para o gol de cabeça de Espárrago. Os soviéticos reclamaram que a bola recuperada por Cubilla tinha saído por completo pela linha de fundo. O replay do lance, tanto pelo filme oficial, quanto pelas imagens da TV não mostram com precisão se a bola saiu por completo no lance. O árbitro holandês Laurens van Ravens acabou por validar o gol, uma vez que o assistente alemão-oriental Rudolf Gloeckner não assinalou a saída de bola, e acabou correndo para o centro do campo após a marcação do gol.
  • Na partida das quartas-de-final entre Alemanha X Inglaterra, Gordon Banks não pôde jogar devido a uma intoxicação alimentar causada pelo "Mal de Montezuma", um brutal desarranjo intestinal que a água de torneira causa em algumas regiões do México. O pior é que o substituto de Banks, Peter Bonetti, também sofria do mesmo mal, e não informou aos médicos da delegação acerca do seu estado de saúde, e que bebera a mesma água que Banks. As câmeras de TV mostravam as expressões faciais de Bonetti durante o jogo, mostrando que estava sendo dilapidado pela desidratação (um dos sintomas da doença) e o calor. Diante disso, os alemães reagiram de forma espetacular para vencer o jogo por 3-2, num jogo em que perdiam por 2-0.

[editar] Ver também


[editar] Ligações externas

FIFA.com - 1970 FIFA World Cup Mexico (em inglês)


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