Wilson Piazza

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Wilson Piazza
Wilson Piazza
Piazza nos tempos de Cruzeiro
Informações pessoais
Nome completo Wilson da Silva Piazza
Data de nasc. 25 de Fevereiro de 1943 (71 anos)
Local de nasc. Ribeirão das Neves (MG),  Brasil
Altura 1,75 m
canhoto
Apelido Jacaré, Capitão
Informações profissionais
Número 5
Posição volante
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1962-1963
1963-1978
Brasil Renascença
Brasil Cruzeiro
00??? 0000(??)
00566 0000(40)
Seleção nacional
1967-1977 Brasil Brasil 00059 0000(36)

Wilson da Silva Piazza, ou apenas Piazza (Ribeirão das Neves, Minas Gerais, 25 de fevereiro de 1947) é um ex-futebolista brasileiro, que atuava como volante.

Quando garoto, em Ribeirão das Neves, tinha simpatia pelo Villa Nova, de Nova Lima, mas foi no Cruzeiro que viveu os mais áureos anos de sua carreira.

O menino Piazza foi um tesouro descoberto. Começou a dar os primeiros chutes no Renascença no início dos anos 60 , clube de futebol amador de Belo Horizonte (que também revelou também Procópio Cardoso Neto e Hilton Oliveira), onde conquistou um campeonato local, em 1962. Em função da contusão do atleta Hilton Chaves, o jovem teve a sua oportunidade no Cruzeiro, sendo contratado junto ao Renascença em 1963, aos 20 anos de idade. E não a desperdiçou. Líder nato que era, Piazza recebeu, três anos depois, as bênçãos e a braçadeira de capitão de Carmine Furletti, o então vice-presidente do clube celeste. Foi o maior capitão da história do Cruzeiro: liderou o grupo estrelado por 10 anos consecutivos, de 1966 a 1976.

Piazza era conhecido por sair de campo com a camisa ensopada, pois sempre estava em todas as jogadas ofensivas do adversário, pronto a roubar a bola e a servir Tostão e Dirceu Lopes. Ele conta que ficava incomodado quando saia de campo após atuar improvisado na defesa, pois por ali não molhava a camisa toda, só a parte frontal - a posição de zagueiro não lhe permitia correr atrás da bola, mas apenas tomar conta de um pedaço restrito do campo. Ao lado de Natal, Tostão, Dirceu Lopes, Raul Plassmann e todo o famoso esquadrão celeste dos anos 60-70, Piazza fez parte do imbatível Cruzeiro campeão da Taça Brasil de 1966, pentacampeão mineiro entre 1965-1969 e campeão da Taça Libertadores de 1976, em cima do argentino River Plate.

Piazza era soberano na sua posição de volante: desarmava com facilidade e era um implacável e leal marcador - que o diria Pelé. Nos confrontos entre Cruzeiro e Santos, o camisa 5 era tranquilo e infalível - e letal.

Uma das maiores partidas de Piazza com a camisa azul, se não a maior, foi o jogo contra o Santos em 1966. O time celeste, formado por garotos, enfrentava o poderoso Santos de Pelé e já vencia por 1x0. De repente, um lance mágico na partida: Pelé recuou até o meio-campo pedindo a bola, recebeu e, ao sentir o marcador se aproximar, girou o corpo em um drible que o marcou na carreira, por geralmente deixar seus marcadores humilhados. Pelé, todavia, mal conseguiu ver o eficiente capitão Piazza, que passou sem praticamente tocá-lo, levando consigo a bola e puxando o contra-ataque. O maior jogador de todos os tempos ficou parado, observando o volante azul se distanciar, sem ao menos esboçar alguma reação, tal era a surpresa de encontrar um marcador tão limpo, que jogava com tamanha categoria e eficiência e que ainda desarmava magnificamente. Piazza avançou com a redonda e saiu jogando para Dirceu Lopes, que comandou, junto com Tostão, o show do Cruzeiro.

Como começou a carreira no ataque, Piazza tinha facilidade nas finalizações: marcou 40 gols com a camisa celeste. Isto sem contar seu espírito de liderança e organização, que lhe valeram três convocações para a Seleção Brasileira, entre elas, a inesquecível seleção de 1970, na conquista do tricampeonato mundial. Polivalente que era, Piazza jogou como um quarto zagueiro e, ao lado de Brito, não fez feio com a camisa canarinha. Levantou a taça do Tri.

Nos dias de hoje, Piazza é presidente da FAAP - Federação das Associações de Atletas Profissionais.

Características técnicas[editar | editar código-fonte]

  • Cabeceio - Ruim.
  • Chute - Pé direito - Não arriscava muito, mas sabia chutar colocado. Pé esquerdo - Razoável.
  • Velocidade - Apesar de lento, fazia a ligação entre o meio e o ataque.
  • Habilidade - Bom domínio de bola, porém tinha dificuldades em fazer lançamentos.
  • Posicionamento - Ótimo. Era seu grande diferencial.
  • Marcação - Ótimo. Exímio ladrão de bolas.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira
Cruzeiro

Prêmios[editar | editar código-fonte]


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