Esporte Clube Vitória

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Vitória
Nome Esporte Clube Vitória
Alcunhas Leão da Barra
Rubro-Negro
Nêgo
Leão
Torcedor Rubro-Negro
Mascote Leão
Fundação 13 de Maio de 1899 (110 anos)
Estádio Barradão
Capacidade 42.000[1]
Localização Salvador - BA, Brasil
Presidente Bandeira do Brasil Alexi Portela
Treinador Bandeira do Brasil Paulo César Carpeggiani
Patrocinador Bandeira do Brasil Habib's
Bandeira do Brasil Lupo
Bandeira do Brasil Insinuante
Material Esportivo Bandeira do Brasil Champs
Competição Campeonato Baiano
 Campeonato Brasileiro
Bandeira do Brasil Copa do Brasil
Copa Sul-Americana
Divisão 2009 Campeão
Bandeira do Brasil
Bandeira do Brasil 8º Colocado
Ranking nacional 20º lugar, 1.238 pontos
Website ecvitoria.com.br
Imagem:kit_left_arm_thinblackborder.png Imagem:kit_body_ecv09h.png Imagem:kit_right_arm.png
Imagem:kit_shorts.png
Imagem:kit_socks.png
 
Uniforme
titular
Imagem:kit_left_arm.png Imagem:kit_body_ecv09A.png Imagem:kit_right_arm_thinwhiteborder.png
Imagem:kit_shorts.png
Imagem:kit_socks.png
 
Uniforme
alternativo
Imagem:kit_left_arm.png Imagem:kit_body_ecv09T.png Imagem:kit_right_arm.png
Imagem:kit_shorts.png
Imagem:kit_socks.png
 
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

O Esporte Clube Vitória, mais conhecido como Vitória, é um clube brasileiro de futebol sediado na cidade de Salvador, no estado da Bahia, e fundado em 13 de maio de 1899.

Em 2008, o Vitória voltou a disputar a Série A do Campeonato Brasileiro, realizando uma satisfatória campanha (décimo lugar), classificando-se para a disputa da Copa Sul-Americana de 2009. Sua torcida é uma das maiores torcidas de futebol do Brasil, com cerca de 1% na maioria das pesquisas, o que representa mais de 1,8 milhão de torcedores no país, segundo o instituto Ibope.[2]

Índice

[editar] História

Escudo Antigo.

A história do Vitória se confunde com a própria história do futebol da Bahia. Fundado em 13 de maio de 1899, é um dos primeiros clubes de futebol do Brasil, sendo o primeiro clube baiano (dos que ainda existem) a praticar o futebol. O Vitória nasceu da iniciativa pioneira dos irmãos Artur e Artêmio Valente. Vindos de uma tradicional família baiana, adquiriram o gosto pelo esporte na Inglaterra, onde estudavam, o que explica a constituição majoritária de torcedores das classes mais abastadas da sociedade soteropolitana na formação da torcida rubro-negra. Ao retornar ao Brasil, trouxeram na bagagem a paixão pelo futebol, que iria acabar contagiando todo o país.

Escudo Novo.


Inicialmente, o Vitória se dedicava apenas ao cricket. Apenas um ano após a fundação é que o clube começou a praticar o futebol. Ainda com o nome de Club de Cricket Victoria, em 1899, era um grupo forte, formado pelos mais representativos jovens da sociedade baiana, em sua maioria, atletas.

O primeiro confronto de futebol do clube foi contra o International Sport Club, um time formado às pressas por integrantes das tripulações dos navios ingleses atracados no porto. A partida, realizada no dia 22 de maio de 1901, teve como resultado um triunfante Victoria 3-2 International. Foi a primeira de muitas conquistas.

Por motivos financeiros, o Vitória entrou em campo com camisas alvi-negras, e não com o já tradicional vermelho e preto (o padrão preto e branco era mais barato). Apenas em outubro de 1901, quando por sugestão de César Godinho Espínola, ex-remador do Flamengo, o time adotou o vistoso rubro negro de seus uniformes. Nessa mesma época, o Vitória passou a se chamar Sport Club Victoria, já que o cricket não era mais sua única atividade. O futebol nessa época era apenas uma categoria amadora.

Foi a partir de 1905, com a compra de uma sede na Barra, que o Vitória passou a ser chamado de "Leão da Barra". O Leão foi em homenagem aos leões que ainda hoje podem ser vistos na entrada da mansão dos Valente, no Corredor da Vitória, onde o time foi fundado.

A estréia profissional do Vitória (já com o uniforme rubro negro) foi em 13 de setembro de 1903. Numa partida sensacional, o Leão derrotou o São Paulo-Bahia, time formado por integrantes da Colônia Paulista, por 2-0. Em 1904, muitos outros times já tinham sido fundados na Bahia. O futebol não era um esporte tão desconhecido para o público. Grandes platéias se formavam para assistir aos jogos, ao som de bandas de música e fanfarras. O Vitória mostrava, já nessa época, o espírito empreendedor e arrojado que o acompanha até os dias de hoje. Nesse ano, o Vitória foi um dos fundadores da primeira Liga de Futebol da Bahia, que iria organizar o primeiro Campeonato Baiano de Futebol, no ano seguinte. O International Sport Club levou a taça, enquanto o Vitória conquistou o terceiro lugar.

Em outras praias... Durante essa época, cheia de novidade para os jovens que experimentavam o novo esporte, o remo, já tradicional, despontava como atividade principal do Vitória. Os jornais da época reportavam os feitos do clube no remo, e os atletas daquela época viraram lendas entre os remadores. O Vitória também revelou talentos no atletismo, pólo aquático (esporte em que ficou dois anos invicto), natação e até mesmo xadrez. O pioneirismo do clube o levou até a fundar a Federação Bahiana de Pugilismo.

[editar] O primeiro título

O Vitória iniciou sua jornada de conquistas no futebol em 1908, quando se tornou, pela primeira vez, campeão baiano num campeonato disputado apenas por três clubes pela primeira vez, devido a saída do Bahiano, que dissolveu-se. O bicampeonato veio no ano seguinte. Após um longo jejum, causado por problemas internos com a cisão da diretoria, o Vitória voltou ao seu lugar de campeão em 1926, quando conquistou seu primeiro Torneio Início, torneio de grande credibilidade na época. Nas décadas de 1930 e 1940, os jogadores eram, em sua maioria, universitários, que deixavam o time assim que se formavam. Quando não, o Vitória perdia os jogadores para outros times que ofereciam altos salários. Mesmo assim, o rubro negro conquistou o tetracampeonato do extinto Torneio Início, de 1941 a 1944.

Com um time semi-profissional, o rubro-negro começava a mostrar sua vocação de revelar talentos. Ainda assim, o Leão da Barra ainda carregava um problema: no começo da década de 1950, o Vitória ainda não tinha se profissionalizado totalmente, e, assim, não conseguindo títulos por um bom tempo. Esse "problema" foi resolvido de forma inesquecível em 1953, numa partida emocionante contra o eterno rival Bahia. O resultado se repetiu em 1955 e 1957, também contra o Bahia nas duas ocasiões.

Até a década de 1990, o Vitória ainda foi campeão baiano em 1964, 1965, 1972, 1980, 1985 e 1989.

[editar] Anos 90 - Década de ouro

A Década de 90 certamente deixou orgulho aos torcedores do Vitória. Uma nova diretoria havia tomado controle do time alguns anos antes com promessas de torná-lo um clube de ponta do Brasil. De 1990 a 1999, o Vitória obteve seis conquistas do Campeonato Baiano de Futebol: 1990, 1992, 1995, 1996, 1997 e 1999 contra quatro do rival, o Bahia, conquistando a hegemonia estadual e diminuindo a larga vantagem do arqui-rival em títulos estaduais e confrontos diretos do clássico Ba-Vi, o maior clássico do estado e um dos maiores do Brasil. Também neste período, o Vitória conquistou duas Copas do Nordeste (1997 e 1999). A nova gestão rubro-negra se marcou pelo investimento pesado em suas categorias de base, sendo esse um dos maiores orgulhos do Leão nessa década, conquista inúmeros títulos, nacionais e internacionais, os garotos aqui revelados eram negociados com clubes do mundo todo.

O momento ápice do clube foi na decisão do Campeonato Brasileiro de 1993, contra o Palmeiras. O rubro negro, dirigido na época por Fito Neves, revelou vários jogadores, como Dida, Alex Alves, Vampeta, Paulo Isidoro, entre outros. A Brinquedo Assassino (apelido dado pela imprensa àquele time), no entanto, não resistiu à força do adversário, que contava com o patrocínio milionário da Parmalat, e perderam os dois jogos da decisão: 1-0, em Salvador, e 2-0, em São Paulo.

O Rubro-Negro voltou a fazer uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de 1999, quando chegou às semifinais, sendo batido pelo Atlético Mineiro.

[editar] Anos 2000 - Altos e baixos

O Vitória começou a década de maneira promissora com conquistas importantes como os Campeonatos Baianos de 2000, 2002 e 2003. Ainda conquistou a Copa Nordeste em 2003, a terceira conquista de sua história.

O ano de 2004 foi um dos anos mais irregulares e estranhos da história do Vitória. Com contratações de peso como os baianos recém campeões do mundo pela Seleção Brasileira Vampeta e Edílson, esperava-se muito do time no ano. O começo foi empolgante, após ganhar o Baianão 2004, a Taça Estado da Bahia de 2004 e um início avassalador, ficando na ponta do Campeonato Brasileiro e chegando às semi-finais da Copa do Brasil, diversos problemas, financeiros e sociais, abateram o elenco ainda no primeiro turno do Brasileirão e o Vitória entrou em queda livre e foi rebaixado para a Série B.

O ano de 2005 certamente foi o pior da história do clube. Apesar de conquistar a Taça Estado da Bahia (seu Bicampeonato) e o Campeonato Baiano de Futebol de 2005, de forma invicta, o time sofria com sua fraca defesa. Na Série B, apesar de ter lutado o campeonato inteiro por posições que o levariam à próxima fase do campeonato, o time entrou mais uma vez em queda livre, das cinco últimas partidas disputadas, o rubro-negro só conquistou um ponto. E mesmo assim, as chances de cair ainda eram remotíssimas, era preciso uma combinação de, pelo menos, quatro resultados para fazer o Leão ir para a Série C. Mas o que parecia impossível aconteceu. E, junto ao seu maior rival baiano, sucumbiu à vergonha de jogar a Série C no ano seguinte. A tragédia foi tão grande que a diretoria foi trocada, o elenco quase inteiro foi dispensado e ainda deixa suas marcas, como processos, dívidas e mágoas entre torcedores e/ou antigos funcionários do clube.

Em 2006, porém, iniciava-se a espetacular volta do Leão à elite do Futebol brasileiro, feito conquistado em apenas dois anos. Com uma diretoria renovada e promessas de deixar o rubro-negro no seu lugar certo, o Vitória ainda sentia a tragédia e perdeu o campeonato baiano para o modesto e organizado Colo Colo, quebrando um tabu de quase 40 anos sem que um clube do interior conquistasse o campeonato. Essa decepção gerou uma sensação de extremo pessimismo em todos que queriam o bem do rubro-negro baiano. Mas a verdadeira volta por cima ainda estava por vir. Depois de ter conquistado o Tricampeonato da Taça Estado da Bahia, o Vitória, com um elenco formado basicamente por apostas e revelações, conseguiu fazer uma campanha não tão brilhante, mas melhor do que todos esperavam, se tornando vice-campeão daquele ano e ascendendo à Série B.

No ano de 2007, as promessas eram mais difíceis e a expectativa era de muita dor de cabeça na tão disputada Série B daquele ano. Mas o ano foi de alegrias. Depois de ter voltado a conquistar o Campeonato Baiano, o Vitória conseguiu manter uma regularidade quase nunca vista na sua história, permanecendo nas primeiras posições do campeonato o ano inteiro e voltando à elite do futebol brasileiro. A cidade ficou extasiada. Ninguém imaginava que um clube dito como quase acabado dois anos atrás iria voltar à elite em tão pouco tempo. E mais: até hoje, só dois times conseguiram esse feito (ser rebaixado para a Série C e voltar à Série A dentro de campo, sem precisar de viradas de mesa, como era comum no futebol brasileiro), o próprio Vitória e o América-RN.

Em 2008, o time começou mal o Campeonato Baiano, terminando a primeira fase na terceira colocação. Mas graças a gratas surpresas no fim do certame, o Vitória conquistou mais um bicampeonato baiano. Mas todos só tinham em mente o retorno do Leão à Série A, depois de três anos fora. A imprensa e público ficaram bastante surpresos com a campanha do rubro-negro. O time acabou terminando o primeiro turno em quinto lugar, a uma posição de uma vaga na Copa Libertadores. No segundo turno, devido à saída de jogadores chave no esquema do time e a desentendimentos entre jogadores e comissão técnica, o clube acabou perdendo a chance de brigar pelo torneiro continental, terminando o campeonato na décima colocação, o que foi um feito e tanto para um clube com uma folha salarial tão baixa e devido às condições em que se encontrava em poucos anos antes.

E o retorno foi digno de recordes. Ao vencer o Botafogo por 5-2, em 9 de julho, o Vitória tornou-se o clube nordestino com mais vitórias no Campeonato Brasileiro, junto com o Bahia (228), ultrapassando o rival neste quesito em 20 de julho, ao vencer o Flamengo, no Maracanã, por 1-0. Na rodada anterior a esta partida contra o Botafogo, o Vitória precisava apenas de um tempo para atingir a marca de oitocentos gols em Campeonatos Brasileiros, tornando-se isoladamente o clube nordestino que mais marcou gols nesta competição, o que aconteceu contra a Portuguesa, quando Dinei marcou o primeiro gol da vitória por 2-1. Além de ter sido o gol de número oiocentos do clube em Campeonatos Brasileiros, este também foi o segundo gol mais rápido da história do Campeonato Brasileiro, aos nove segundos de jogo. Já em 23 de julho de 2008, na vitória sobre o Náutico por 2-0, no Barradão, passou a ser o clube do Nordeste que mais pontuou na história dos Campeonatos Brasileiros, ao atingir 775 pontos, até esta rodada.

[editar] Construindo o futuro

O Vitória é um clube que se destaca não apenas profissionalmente, também devido às suas categorias de base, que já faturaram diversos títulos nacionais e internacionais, como a Philips Cup (Copa de Futebol junior, realizada na Holanda), onde foi campeão por seis vezes, entre outras. Essa é a uma das principais realizações do Vitória, e seu bem mais precioso. As categorias de base do Leão são o orgulho de um clube que soube valorizar seus talentos e investiu pesado para fazer garotos bons de bola.

Nomes como Bebeto, Dida, Vampeta, Júnior, Fábio Costa, Dudu Cearense e muitos outros jogadores que se tornaram ídolos de muitos dos principais clubes do país foram aqui revelados.

Nas seleções realizadas por todo o país, o Vitória recruta futuros jogadores. Exemplos recentes de convocações para seleções de base são David Luiz, revelado pelo Vitória em 2005 e convocado para o Mundial Sub-20 2007 e Marquinhos, revelado em 2008, convocado para o Sul-Americano Sub-20 2009 e considerado uma das maiores revelações do Brasileirão 2008.

Em 2006, o Vitória foi Campeão Baiano de juniores, juvenis, infantis e da Supercopa Baiana de Juniores em cima de seu rival, o Bahia, além de campeão da Copa Nordeste de Juniores (pela segunda vez em quatro edições, 2004 e 2006, tendo sido vice em 2003), ao derrotar o Náutico por 3 a 2, na final disputada em Maceió.

[editar] Títulos

[editar] Internacionais

  • Torneio Internacional Senegal-Brasil: 1992.
  • Torneio da Uva/Parmalat: 1994.
  • Torneio Cidade de Valladolid: 1997.

[editar] Nacionais

  • Bandeira do Brasil Copa Repescagem CBF: 1989.
  • Bandeira do Brasil Torneio Maria Quitéria de Futebol Profissional: 1996.

[editar] Regionais

[editar] Estaduais

[editar] Destaques

[editar] Divisão de Base

[editar] Sub-20

[editar] Sub-17

[editar] Sub-15

[editar] Estatísticas

[editar] Bandeira do Brasil Campeonato Brasileiro

Ano 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979
Pos. 20º 10º 31º 24º 41º 29º
Ano 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. 25º 12º 37º 30º 22º 20º 17º
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. 17º 20º 19º 22º 15º 13º
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. 18º 16º 10º 16º 23º 10º


[editar] Bandeira do Brasil Campeonato Brasileiro - Série B

Ano 1983 1992 2005 2007
Pos. 34º 17º


[editar] Bandeira do Brasil Campeonato Brasileiro - Série C

Ano 2006
Pos.


[editar] Bandeira do Brasil Copa do Brasil

Ano 1989
Pos.
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. 29º 10º 13º 20º 10º
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. 31º 14º 25º 23º 26º 18º


[editar] Copa Sul-Americana

Ano 2009
Pos.


[editar] Ídolos

colombiano Aristizábal
brasileiro Adaílton
brasileiro Adoílson
brasileiro Anderson Martins
brasileiro Agnaldo
brasileiro Alex Alves
brasileiro Allan Dellon
brasileiro André Catimba
brasileiro Apodi
brasileiro Arturzinho
brasileiro Bebeto
brasileiro Bida
 
brasileiro Bigu
brasileiro Dida
brasileiro Dudu Cearense
brasileiro Fábio Costa
brasileiro Fernando
brasileiro Flávio Tanajura
brasileiro Índio
brasileiro Jackson
brasileiro Júnior
brasileiro Leandro Domingues
brasileiro Mário Sérgio
brasileiro Nadson
 
brasileiro Obina
brasileiro Osni
sérvio Petkovic
brasileiro Pichetti
nigeriano Ricky
brasileiro Ramon Menezes
brasileiro Roberto Cavalo
brasileiro Rodrigo
brasileiro Vampeta
brasileiro Vanderson
colombiano Viáfara

[editar] Estádio

A arena rubro-negra.


Ver artigo principal: Estádio Manoel Barradas

O Estádio Manoel Barradas é a casa da torcida do Vitória. Desde o início de sua utilização, o Rubro-Negro Baiano mudou o rumo da sua história. No Barradão, como também é chamado, o Vitória conquistou boa parte dos seus títulos, incluindo os inéditos Tricampeonato Nordestino (97-99-03) e Tricampeonato Baiano (95-96-97). A consolidação do Barradão significou o triunfo de toda a Família Rubro-Negra sobre muitas "forças contrárias", que de todas as formas tentaram inviabilizar a solidificação do "Sonho Rubro-Negro".

O Barradão foi inaugurado na gestão do presidente José Rocha (1983-1986), sendo posteriormente ampliado na gestão do presidente Paulo Carneiro (1988). Foi nessa segunda etapa que o Barradão ganhou sua iluminação, placar eletrônico e novo traçado das vias externas. A cada dia que passa, o Estádio Manoel Barradas recebe um novo melhoramento e a torcida do Vitória comemora cada um destes como se fosse um gol marcado pelo clube do coração. O nome do estádio é uma homenagem ao ex-presidente do clube, o Sr. Manoel Barradas, que comandou pessoalmente as obras de construção da maior realização do Esporte Clube Vitória. Sogro do então Governador do Estado da Bahia, Manoel Barradas em muito influenciou na liberação de verbas estatais para a construção do Barradão.

A arena rubro-negra.

Palco de muitos projetos do Vitória, como o "VitoriaMania", "Chute a Gol", "Barradão Cidadão" e o "Leãozinho Vai ao Estádio", o Barradão por muitos anos ficou com o nome estampado de forma incorreta em sua fachada. O então "estádio Manuel Barradas" comemorava plantio de árvores pau-brasil ao lado dos bancos de reserva, gols de André Carpes, que ficou imortalizado como "o Artilheiro do Barradão" e um placar eletrônico que teimava em não ser instalado, até desaparecer de uma vez por todas.

Vitória 4 x 0 Ferroviário.
Ficha técnica
  • Nome Oficial: Estádio Manoel Barradas
  • Apelido: Barradão
  • Endereço: Av. Arthemio Valente, s/n, Nossa Senhora da Vitória.
  • Capacidade: 42 mil pessoas[1]
  • Iluminação: Artificial de 750 lux horizontal
  • Dimensões: 105m x 70m
Informações adicionais
  • Jogos Memoráveis:

[editar] Torcidas

Ivete Sangalo,A musa do vitória.
Torcida rubro-negra.

A Leões da Fiel, era a mais antiga torcida organizada em atividade no Vitória e contava com lendários do rubro-negros baianos. Fundada há 20 anos, a Leões já proporcionou para todos nós, rubro-negros, momentos de muita beleza e emoção dentro dos estádios. Em Salvador, outros estados e até mesmo na Copa do Mundo, a marca Leões da Fiel carrega consigo a marca Vitória. Respeitada pelas demais organizadas, a Leões prega a "não violência" e convive com harmonia até com torcidas de times rivais. Fundada exatamente em 27 de fevereiro de 1984, a Leões da Fiel é a Torcida Organizada mais antiga do Esporte Clube Vitória. Os quase 15.000 membros cadastrados em toda a Bahia fazem dela a mais importante e ao mesmo tempo, nos dá uma grande responsabilidade para manter a sua supremacia.

Entre os sócios da Torcida estão alguns ilustres torcedores como o pugilista Acelino POPÓ Freitas. Outro ilustre torcedor Rubro-Negro é o músico, da Banda Tihuana, Fernando Baía que geralmente vai ao seus shows com camisas do Vitória. É uma torcida uniformizada com membros cadastrados. Conta também com um bandeirão, fabricado em 1999.

Torcida rubro-negra.

A Leões da Fiel e a Torcida Jovem Rubro-Negra se uniram e formaram uma nova torcida, a Camisa 12. A Leões da Fiel foi fundada em 27 de fevereiro de 1984. Em 1993, recebeu o prêmio de melhor torcida do Brasil pela Revista Placar.[carece de fontes?] Em 1995, 1996 e 1997, foi tri-campeã da Taça Zuza Ferreira, concedida pela TV Bahia em parceria com a Federação Baiana.[carece de fontes?] Neste evento foi escolhida melhor torcida do campeonato baiano destes anos.[carece de fontes?] Estes bons trabalhos renderam patrocínios como o do Excel Econômico, COT, Vitalmed, Fiat, Mesbla Veículos, Coral, Insinuante, TAM, entre outros.[carece de fontes?] Já a Torcida Jovem Rubro-Negro foi fundada em 17 de julho de 2003, advinda da fusão de parte da Viloucura com a Mancha Rubro-Negra. Conta também com um "camisão" que foi inaugurado no dia 12 de julho de 2009.

[editar] Uniformes

[editar] Jogadores

  • 1º - Vermelho com listras horizontais pretas;
  • 2º - Branco com detalhes vermelhos e pretos;
  • 3º - Preto com detalhes vermelhos;
  • 4º - Preto com listras verticais vermelhas,em homenagem aos 110 anos,que será utilizado na Copa Sul-Americana de 2009.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
1º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
2º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
3º Uniforme
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
4º Uniforme

[editar] Uniformes dos goleiros

  • Preta com detalhes brancos;
  • Cinza com detalhes pretos.
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
'
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
'

[editar] Uniformes de treino

  • Cinza com detalhes pretos e vermelhos, calções cinzas e meias vermelhas;
  • Branco com detalhes pretos e vermelhos, calções e meias brancas;
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
Jogadores
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
Comissão Técnica

[editar] Outros uniformes

Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
2008
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
2007
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
2005
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
2000
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
1993
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
 
1987

[editar] Maiores públicos do Vitória

  1. Vitória 0 a 1 Grêmio , 94.972, amistoso, rodada dupla, reinauguração da Fonte Nova, 4 de março de 1971
  2. Vitória 0 a 1 Palmeiras, 77.772 ,Campeonato Brasileiro, 12 de Dezembro de 1993
  3. Vitória 6 a 0 Conquista, 74.000 , Campeonato Baiano, 14 de Março de 1999
  4. Vitória 1 a 0 Santos, 68.937 , Campeonato Brasileiro, 17 de Setembro de 1972
  5. Vitória 3 a 1 Botafogo, 68.925 , Campeonato Brasileiro, 18 de Maio de 1974
  6. Vitória 1 a 0 Poções, 68.172 , Campeonato Baiano, 16 de Maio de 1999
  7. Vitória 0 a 0 Galícia, 68.141 ,Campeonato Baiano, 25 de Abril de 1999
  8. Vitória 0 a 1 Flamengo, 64.462 , Campeonato Brasileiro, 9 de Novembro de 1986
  9. Vitória 0 a 0 Fluminense(BA), 62.718 , Campeonato Baiano de 1990, 27 de Maio de 1990
  10. Vitória 0 a 0 Paraná, 60.550 , Campeonato Brasileiro, 14 de Novembro de 1993
  11. Vitória 0 a 1 Paraná, 60.349 , Campeonato Brasileiro Série B, 11 de Julho de 1992
  12. Vitória ? a ? Galícia, 60.000 , Campeonato Baiano, 25 de Julho de 1971
  13. Vitória 3 a 0 Poções, 57.655 , Campeonato Baiano, 31 de Janeiro de 1999

[editar] Elenco atual

Legenda

Captain: Atual Capitão

Goleiros
Nº. Jogador
1 Viáfara
12 Bandeira do Brasil Gléguer
22 Bandeira do Brasil Thiago Régis
* Bandeira do Brasil Badio
Zagueiros e laterais
Nº. Jogador Pos.
3 Bandeira do Brasil Wallace Z
4 Bandeira do Brasil Anderson Martins Z
6 Bandeira do Brasil Victor Ramos Z
14 Bandeira do Brasil Marco Aurélio Z
2 Bandeira do Brasil Apodi LD
36 Bandeira do Brasil Nino Paraíba LD
25 Bandeira do Brasil Robinho LE
33 Bandeira do Brasil Leandro LE
Meias e volantes
Nº. Jogador Pos.
5 Bandeira do Brasil Vanderson Captain V
7 Bandeira do Brasil Carlos Alberto V
16 Bandeira do Brasil Uelliton V
27 Bandeira do Brasil Magal V
28 Bandeira do Brasil Gil V
8 Bandeira do Brasil Bida M
10 Bandeira do Brasil Ramon Menezes M
11 Bandeira do Brasil Jackson M
17 Bandeira do Brasil Leandro Domingues M
20 Bandeira do Brasil Willian M
* Bandeira do Brasil Elton M
Atacantes
Nº. Jogador
18 Bandeira do Brasil Adriano
23 Bandeira do Brasil Roger
30 Bandeira do Brasil Elkeson
31 Bandeira do Brasil Robert
32 Bandeira do Brasil Edson
34 Bandeira do Brasil Neto Berola
37 Bandeira do Brasil Itacaré
Técnico
Bandeira do Brasil Carpeggiani


[editar] Outros esportes

Apesar de ser conhecido em todo Brasil pelo seu futebol, o Esporte Clube Vitória sempre teve uma forte ligação com outros esportes.

Atualmente, além do futebol, o Rubro-Negro mantém equipes nas práticas de outros esportes, como os citados abaixo.

[editar] Remo

Fora o futebol, esse é sem dúvida o esporte que o Leão mais se destaca. Desde 1901, o Vitória mantém uma tradiçao de títulos e mais títulos.

Para se ter noção da grandeza do Leão nos mares, basta ver os números. O Vitória conseguiu a incrível façanha de vencer 24 das 30 competições que disputou entre 1943 e 1972.

Atualmente, as embarcações do Vitória ficam na Enseada dos Tainheiros, na Ribeira. A equipe é comandada pelo experiente Toinho, o Antônio José da Silva. TITULOS;

[editar] Basquete

Na década de 40, o Vitória era conhecido como "Academia", devido à refinada técnica de seus atletas. Hoje em dia, o Vitória continua com times competitivos, senão ganhando os campeonatos, ficando entre os primeiros.

[editar] Futsal

Como no futebol, o Vitória terminou a década de 90 como o melhor da Bahia. Sempre formando times fortes, O Leão continua revelando craques para o futsal nacional, como Careca, Leo e Lalau, que foram campeões mundiais universitários pela Seleção Brasileira em 2000.

[editar] Natação

Outro esporte que o Vitória se destaca. O clube, em 2004, criou a equipe Vitória/Marlyn para disputar as competições da Federação Baiana de Desportos Aquáticos e do calendário da Confederação Brasileira.

O Vitória/Marlyn foi formado por cerca de 50 atletas que nadavam pelo Aeco, Clube dos Médicos e Mendel.

[editar] Vôlei

O clube voltou em 2001 à disputa dos campeonatos de vôlei, nas categorias adulto e juvenil. Atual Tricampeão Baiano adulto masculino, o Leão da Barra volta a rugir também nas quadras de todo Brasil.

[editar] Retrospecto do Vitória nas principais competições

  • O Vitória ao final do Campeonato Brasileiro de 2008 se tornou o clube do Nordeste que mais pontuou na história dos Campeonatos Brasileiros com 801 pontos, tendo também o maior número de vitórias (239) e de gols (837) entre os times desta região [3] .
  • O Vitória é o sétimo clube brasileiro e primeiro do Nordeste a completar 100 jogos na Copa do Brasil, o que ocorreu na vitória por 2 a 1 contra o Esporte Clube Juventude no Estádio Alfredo Jaconi em 8 de abril de 2009 [4].
  • Nas primeiras 100 partidas pela Copa do Brasil o Vitória teve 44 vitórias, 22 empates e 34 derrotas, 160 gols pró e 119 contra, melhor desempenho geral entre clubes do Nordeste na segunda competição mais importante do Brasil, tendo tido como melhor colocação até 2009, o quarto lugar na edição de 2004 [5].
  • Em 95 participações no Campeonato Baiano até 2008, o Vitória realizou 1.833 partidas, com 943 vitórias, 442 empates e 448 derrotas, com 3.343 gols a favor e 2.038 contra [6].

[editar] Rivalidade

Ver artigo principal: Ba-Vi

O Vitória é rival histórico do outro clube popular da Bahia. O Esporte Clube Bahia e o Esporte Clube Vitória já foram palco de jogos históricos e representam uma das maiores rivalidades do Brasil. Em 1948, o Leão aplicou sua maior goleada frente ao rival. 7 a 1. Outro jogo memorável ocorreu em 2007 quando o Vitória ganhou do Bahia por 6 a 5 em um jogo eletrizante na Fonte Nova. No clássico, o Vi possui 128 vitórias.

Referências

  1. 1,0 1,1 worldstadiums.com: Stadiums in Brazil, Bahia
  2. Pesquisa do Ibope divulgada pelo jornal Lance, UOL Esportes, 04/10/2004
  3. Revista PLACAR Guia do Brasileirão 2008, atualizada pela Revista PLACAR nº 1.325
  4. Retrospecto do Vitória na Copa do Brasil
  5. Livro 20 anos da Copa do Brasil, por Alex Escobar e Marcelo Migueres (2009), atualizados pelos resultados de 2009
  6. * Retrospecto do Vitória no Campeonato Baiano

[editar] Ver também

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Imagens e media no Commons

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais
Criar um livro