Torneio Roberto Gomes Pedrosa
O Torneio Roberto Gomes Pedrosa foi uma competição nacional de futebol no Brasil disputada de 1967 a 1970, antes da criação do Campeonato Brasileiro. O torneio passou a ser considerado nacional a partir de 1967, quando o antigo Torneio Rio-São Paulo (cujo nome oficial era Torneio Roberto Gomes Pedrosa)1 foi ampliado, passando assim a ser conhecido como Robertão. Em 1967, este campeonato ainda foi organizado pelas federações carioca e paulista de futebol, e a partir de 1968 pela C.B.D. (Confederação Brasileira de Desportos, precursora da atual CBF ) . O nome foi uma homenagem ao goleiro Pedrosa, do São Paulo e da Seleção Brasileira (Copa de 1934), que morreu em 1954 como presidente da Federação Paulista de Futebol. Em sua segunda edição (1968), o torneio passou a ser conhecido também como Taça de Prata. Em dezembro de 2010, a CBF resolveu unificar os títulos nacionais, tornando todas as edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa válidas oficialmente como Campeonato Brasileiro de Futebol2 , exatamente como fazia em seus boletins oficiais entre 1971 e 1973, excluindo esta informação a partir de Boletim de 1974, modificando a história dos campeonatos nacionais do Brasil.3
Histórico[editar]
Considerado o embrião do Campeonato Brasileiro, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, apelidado de "Robertão", passou a ser considerado um torneio nacional a partir de 1967, quando o antigo Torneio Rio-São Paulo (cujo nome oficial era Torneio Roberto Gomes Pedrosa)4 foi ampliado para, pela primeira vez, reunir os principais clubes do Brasil: Palmeiras, Corinthians, Santos, São Paulo e Portuguesa (de São Paulo), Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo e Bangu (da Guanabara), Internacional e Grêmio (do Rio Grande do Sul), Atlético Mineiro e Cruzeiro (de Minas Gerais) e Ferroviário (do Paraná). Em 1968 foram incluídos Bahia (da Bahia) e Náutico (de Pernambuco), e o representante do Paraná foi o Atlético Paranaense. Em 1969, o América subsitituiu o Bangu como quinto representante carioca, enquanto que os estados do Paraná e Pernambuco foram representados por seus campeões do ano anterior, Coritiba e Santa Cruz. Em 1970, o Atlético Paranaense voltou a representar o seu estado.
Em 1968, com o nome de "Taça de Prata", o "Robertão" passou a ser considerado a mais importante competição de futebol do Brasil. Com o atraso no término da Taça Brasil 5 o Robertão ainda seria escolhido pela CBD como forma de indicação dos dois representantes brasileiros para a Taça Libertadores da América, decisão tomada pouco antes do fim da competição. No entanto, por desentendimentos entre as confederações Brasileira (CBD) e Sul-Americana (CONMEBOL), o Brasil terminou não participando da Libertadores em 1969 e 1970, mas a CBD voltou a indicar Fluminense e Palmeiras, campeão e vice da Taça de Prata de 1970, que participaram normalmente da Taça Libertadores da América em 1971.
As quatro Edições[editar]
Nas quatro edições do "Robertão", o campeão foi conhecido em quadrangulares, não havendo uma partida final.
O Palmeiras, que em 1967 já havia vencido a Taça Brasil, foi no mesmo ano o campeão da primeira edição do "Robertão". Conquistou o título vencendo o Grêmio por 2 a 1 na última rodada do quadrangular, enquanto o Internacional vencia o Corinthians por 3 a 0 e sagrava-se vice-campeão. Os goleadores foram César (Palmeiras) e Ademar (Flamengo), com 15 gols cada.
Em 1968 o Santos de Pelé conquistou o título do Robertão, ao vencer o Vasco por 2 a 1 no Maracanã na última rodada do quadrangular. Novamente o Internacional foi o vice, depois de derrotar o Palmeiras por 3 a 0. O goleador foi Toninho (Santos), com 18 gols.
Em 1969, extinguiu-se a Taça Brasil e o "Robertão" passou a ser a única competição considerada nacional. O Palmeiras sagrou-se campeão mais uma vez, batendo o Botafogo por 3 a 1 no último jogo. Na mesma rodada, o Cruzeiro venceu o Corinthians por 2 a 1 e ficou com o vice. O goleador foi Edu (América) , com 14 gols.
A última edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata, antes de sua transformação em Campeonato Brasileiro de Futebol, aconteceu em 1970, com o Fluminense vencendo seu primeiro título nacional ao empatar em 1 a 1 com o Atlético-MG. Os cariocas se classificaram para a Libertadores do ano seguinte, junto com o Palmeiras, que venceu o Cruzeiro por 4 a 2 na última rodada, sagrando-se vice-campeão. Goleador: Tostão (Cruzeiro), com 12 gols.
Campeões[editar]
| Ano | Campeão | Vice-campeão | 3º lugar | 4º lugar | Artilheiro | Gols |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1967 Detalhes |
Ademar (FLA) César (PAL) |
15 | ||||
| 1968 Detalhes |
Toninho (SAN) | 18 | ||||
| 1969 Detalhes |
Edu (AME) | 14 | ||||
| 1970 Detalhes |
Tostão (CRU) | 12 |
Títulos por clube[editar]
| Títulos | Clube | Edições |
|---|---|---|
| 2 | 1967 e 1969 | |
| 1 | 1968 | |
| 1 | 1970 |
Títulos por Estado[editar]
| Estados | Títulos | Vices |
|---|---|---|
| 3 | 1 | |
| 1 | 0 | |
| 0 | 2 | |
| 0 | 1 |
Médias de Público[editar]
- 1967 - 20.545 (total: 2.394.405)
- 1968 - 17.749 (total: 2.520.438)
- 1969 - 22.067 (total: 3.133.540)
- 1970 - 20.259 (total: 2.876.780)
Maiores médias de públicos por clubes 6 [editar]
- 1967 - Cruzeiro (34.038)
- 1968 - Vasco (37.296)
- 1969 - Cruzeiro (38.024)
- 1970 - Fluminense (36.942)
Maiores públicos 7 [editar]
- 1 – Fluminense 1 a 1 Atlético-MG, Maracanã, 112.403 pessoas, 20/12/1970
- 2 – Atlético-MG 1 a 2 Cruzeiro, Mineirão, 97.928 pessoas, 28/09/1969
- 3 – Atlético-MG 0 a 4 Cruzeiro, Mineirão, 91.042 pessoas, 05/03/1967
- 4 – Fluminense 0 a 0 Santos, Maracanã, 87.872 pessoas, 26/10/1969
- 5 – Atlético-MG 0 a 1 Cruzeiro, Mineirão, 87.360 pessoas, 27/10/1968
- 6 – Atlético-MG 1 a 1 Cruzeiro, Mineirão, 85.253 pessoas, 13/12/1970
- 7 – Flamengo 1 a 1 Fluminense, Maracanã, 81.616 pessoas, 22/11/1970
- 8 – Flamengo 0 a 2 Vasco, Maracanã, 79.894 pessoas, 30/11/1968
- 9 – Flamengo 0 a 2 Santos, Maracanã, 78.022 pessoas, 15/09/1968
- 10 – Atlético-MG 1 a 1 Cruzeiro, Mineirão, 76.505 pessoas, 25/10/1970
Número de jogos, gols e média de gols por edição8 [editar]
- 1967: 229 jogos, 316 gols e média de 2,70 gols por jogo
- 1968: 229 jogos, 361 gols e média de 2,61 gols por jogo
- 1969: 229 jogos, 381 gols e média de 2,68 gols por jogo
- 1970: 229 jogos, 313 gols e média de 2,20 gols por jogo
Número de participantes por edição[editar]
- 1967: 15
- 1968: 17
- 1969: 17
- 1970: 17
Total de equipes que jogaram o Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 22
Números de estados representados em cada edição (incluindo o Distrito Federal)[editar]
- 1967: 5
- 1968: 7
- 1969: 7
- 1970: 7
Nota: Torneio dos Campeões de 1968[editar]
Em 1968 a CBD organizou ainda um "Torneio dos Campeões". A competição seria disputada entre os vencedores do Robertão, da Taça Brasil, do Torneio Centro-Sul e do Torneio Norte-Nordeste. Na primeira fase, o campeão do Centro-Sul (Maringá) eliminou o campeão do Norte-Nordeste (Sport) com duas vitórias, e classificou-se para a segunda fase contra o campeão do Robertão (Santos). Após dois empates, o Maringá sagrou-se vencedor da segunda fase por desistência do adversário. Haveria ainda uma terceira fase, contra o campeão da Taça Brasil (que viria a ser o Botafogo), mas com o atraso do término dessa competição, tal fase final não foi disputada e o Maringá foi declarado Campeão dos Campeões.
Ver também[editar]
- Torneio Rio-São Paulo
- Taça Brasil
- Campeonato Brasileiro
- Lista de campeões nacionais do futebol brasileiro
- Confederação Brasileira de Futebol
- Clubes brasileiros de futebol
Ligações externas[editar]
- Confederação Brasileira de Futebol
- Ranking de pontos do Torneio Roberto Gomes Pedrosa
- Maiores públicos do Torneio Roberto Gomes Pedrosa
- Fichas técnicas dos jogos que decidiram títulos no Torneio Roberto Gomes Pedrosa
Referências
- ↑ Site RSSSF Brasil Torneio Roberto Gomes Pedrosa
- ↑ Site da CBF em 21/12/2010
- ↑ [Boletins oficiais da CBD entre 1971 e 1974]
- ↑ Site RSSSF Brasil Torneio Roberto Gomes Pedrosa
- ↑ Site RSSSF Brasil Taça Libertadores da América
- ↑ [Revista PLACAR Guia do Brasileirão 2013 páginas 186 e 187]
- ↑ Lista completa dos maiores públicos do Torneio Roberto Gomes Pedrosa
- ↑ [Revista PLACAR GUIA DO BRASILEIRÃO 2013 páginas 186 e 187]