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Criciúma Esporte Clube (conhecido apenas por Criciúma e cujo acrônimo é CEC) é um clube brasileiro de futebol sediado na cidade de Criciúma, no estado de Santa Catarina, que detém os títulos mais importantes do futebol catarinense. Foi fundado em 1947 com o nome de Comerciário Esporte Clube. As cores do clube, presentes no escudo e bandeira oficial, são o amarelo, preto e branco.
A conquista do título da Copa do Brasil de 1991, do Campeonato Brasileiro da Série B de 2002 e a 5ª colocação na Copa Libertadores da América são as principais conquistas do Criciúma, feitos nunca igualados por nenhuma outra equipe catarinense. O Tigre, tem ainda o título Brasileiro da Série C de 2006, o vice-campeonato Brasileiro da Série B de 2012. No estadual, das 20 finais disputadas, 10 vezes sagrou-se campeão e, evidentemente, 10 vezes foi vice-campeão.
Seu maior rival é o Joinville, com quem protagoniza o Clássico do Interior (ou Clássico Norte-Sul). A rivalidade nasceu das frequentes finais de Campeonato Catarinense que os times disputaram na década de 80 e da disputa pela hegemonia do futebol catarinense protagonizida por ambos nas décadas de 70, 80 e 90. Criciúma e Joinville já disputaram esta final em 7 oportunidades, o que a torna a mais frequente na história do futebol catarinense, seguida da final Criciúma x Chapecoense, que ocorreu por 5 vezes.
Atualmente, foi campeão do Campeonato Catarinense, e está na terceira fase da Copa do Brasil. Ainda em 2013, disputará a Série A do Brasileirão.
O CEC Comerciário Esporte Clube foi fundado em 13 de maio de 1947, na Praça Nereu Ramos, por um grupo de rapazes, na maioria com 18 anos, moradores do centro da cidade de Criciúma. Esta foi a primeira vez que o centro possuía um time de futebol. 3
No dia 15 de maio, do mesmo ano, aconteceu a primeira partida do recém fundado clube. O adversário foi o já tradicional São Paulo Futebol Clube, da Vila Operária. O jogo aconteceu no estádio do Ouro Preto e a jovem equipe foi derrotada por 4 a 0.
A primeira bola do time foi comprada por 17 contos e 500 réis e o primeiro terno, listrado de azul e branco, adquirido após uma coleta no comércio. No dia 8 de junho, as duas equipes voltaram a se defrontar no mesmo local. O time do São Paulo Futebol Clube voltou a aplicar outra goleada, 4 a 1, sendo que o zagueiro, Carlitos, foi o autor do primeiro gol do time do centro.
A primeira vitória só aconteceu na terceira partida, também diante do São Paulo Futebol Clube, o Comerciário venceu pelo placar foi 3 a 2. A primeira viagem foi para Siderópolis, onde o time enfrentou o Grêmio Esportivo Macedo Soares, onde a equipe de Criciúma Esporte Clube empatou com os donos da casa.
Primeiros títulos [editar]
O primeiro título do Comerciário foi conquistado em Siderópolis, em 8 de fevereiro de 1948. O time era considerado a zebra do torneio, por ser o caçula da região. Em 1949 aconteceu a primeira grande vitória do time do centro, a equipe azul e branca derrotou o Atlético Operário em duas oportunidades, por 3 a 1 e 6 a 1, conquistando assim o seu primeiro título da LARM (Liga Atlética da Região Mineira). O esquadrão campeão era formado por: Mário; Colombi, Vante, Muricy e Zoile; Ary, Carlitos e Eraldo; Detefon, Aníbal e Bigode.
Em 49, repetindo a mesma base, tornou-se novamente campeão, derrotando de novo o Atlético Operário. O tricampeonato foi conseguido em 1951. Com uma campanha invejável, o Comerciário venceu 20 partidas das 28 disputadas, empatou 4 e perdeu 4. Em 1955, o clube inaugurava o Estádio Heriberto Hülse. Apesar de ter perdido para o Imbituba Esporte Clube por 1 a 0, na inauguração, a vinda do estádio deu novo ânimo ao time, que em 1957 e 1958 voltaria a ser campeão da LARM.
O primeiro título estadual e a crise financeira [editar]
A principal façanha do time do centro foi a conquista do primeiro título estadual, que aconteceu no ano de 1968. Naquele tempo, estava despontando para o futebol nacional o ponteiro direito Valdomiro Vaz Franco, que depois foi um dos grandes ídolos do Sport Club Internacional de Porto Alegre. O título foi ganho em uma partida extra, contra o Caxias de Joinville, no Estádio Adolfo Konder, em Florianópolis. O time campeão era este: Batista; Alemão, Lili, Conti e Toco; Bita, Ivanzinho e Sado; Valdomiro, Chiquinho e Bossinha. O Caxias foi derrotado por 2 a 0 e a vitória ratificou o título dos Comercialinos.
Em 1970, atingido por uma séria crise financeira, o Comerciário Esporte Clube foi obrigado a encerrar as atividades no departamento de futebol profissional, só retornando a disputar o Campeonato Catarinense em 1977.
Nova Era: Surge o Criciúma Esporte Clube [editar]
No ano de 1977, o Comerciário resolveu voltar as atividades profissionais. Sob a tutela de Osvaldo Patrício de Souza, o clube queria recriar o passado de glória que o futebol havia vivido na cidade.
Mesmo contando com um bom apoio financeiro, o Comerciário não conseguia reagir naquele primeiro ano de retorno. Em virtude de uma briga com a federação em função de confusões que aconteceram no primeiro jogo do campeonato estadual daquele ano, em que o Comerciário perdeu para o Avaí por 2 a 1, o clube acabou perdendo o mando de campo em dois jogos decisivos que definiram a classificação para a fase final. Assim, o Comerciário acabou perdendo a vaga e foi obrigado a disputar uma deficitária repescagem.
Havia, no entanto, um outro grande problema que o clube tinha que enfrentar e não vinha obtendo resultados: a falta de torcida. O fantasma do Esporte Clube Metropol ainda habitava a cabeça dos criciumenses. Conhecido como o "time dos mineiros", o Metropol foi diversas vezes campeão estadual, excursionou pela Europa e representou por cinco vezes o estado na Taça Brasil sendo que, em uma delas, chegou às finais. Com tudo isso, a comparação era inevitável, e o Comerciário sempre saia perdendo.
Foi então, que surgiu a idéia de se trocar o nome para Criciúma Esporte Clube, no intuito de trazer para o estádio os torcedores dos extintos Ouro Preto, Atlético Operário, Próspera, Boa Vista e até o Metropol. Assim, em 2 de abril de 1978, era oficialmente fundado o Criciúma Esporte Clube.
O primeiro grande time [editar]
As mudanças começaram a dar resultados e já em 1978, o Criciúma foi vice-campeão estadual. E esse parecia ser o destino da equipe que, por cinco anos seguidos ficou atrás do Joinville, tornando-se o único penta vice-campeão do estado. Esta informação carece de verificação - na verdade, o vice-campeão estadual de 1978 foi a Chapecoense. Em 1979 o vice-campeão foi o Figueirense. O Criciúma seria vice-campeão 3 vezes consecutivas, e não 5, nos anos 1980, 1981 e 1982 (como pode ser confirmado em http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Catarinense_de_Futebol)
O time de 1978 foi o melhor que a cidade já teve. O meio campo contava com: Edgar, Paulinho Criciúma e Luiz Freire. No ataque: Anchieta e Vargas e, mais tarde, viria Paulinho Cascavel.
Este time deu a primeira glória ao Criciúma ao vencer o Flamengo por 4 a 2, logo após o mesmo ter sido campeão do mundo. Os gols foram marcados por Luiz Freire, Vargas (2) e Naldo para o Criciúma; Lico e Zico para o Flamengo.
No dia 11 de dezembro de 1982, o Criciúma viria a perder o campeonato estadual para o Joinville ao empatar, em casa, em 1 a 1. A torcida, revoltada com o resultado, invadiu o campo, transformando o estádio Heriberto Hülse numa praça de guerra. Houve confronto entre polícia e torcedores. A polícia militar de Florianópolis estava em peso e usou bombas de gás lacrimogêneo, além de soltar cães policiais treinados contra a turba. Muita gente foi parar no hospital e o episódio repercutiu nacionalmente.
As novas cores do escudo e bandeira [editar]
Mesmo depois da troca de nome o Criciúma ainda não conseguia se firmar como unanimidade na cidade, pelo simples fato de ainda conservar as cores do Comerciário. Começou, então, um movimento para a troca das cores do clube. Muita polêmica foi gerada. Alguns opinavam por uma mistura das cores de todas as equipes que a cidade já teve. Outros queriam que fossem oficializadas as cores da bandeira da cidade.
Após muitas reuniões, decidiu-se pelo amarelo, preto e branco. O amarelo demonstrando a riqueza da região; o preto, o carvão; e o branco, por ser uma cor presente em todos os demais clubes que existiram.
O dia escolhido para a estréia das novas cores foi 13 de maio de 1984, data em que o Criciúma completaria 37 anos. O jogo valia pelo campeonato estadual e o adversário era o Joinville, que saiu ganhando por 2 a 0. Tudo parecia perdido até que o árbitro Dalmo Bozzano marcou um pênalti em favor do Criciúma. Zé Carlos Paulista (ex-Joinville) bateu e diminuiu. Quase no final Galvão (também ex-Joinville) avançou pela lateral, invadiu a área e bateu forte empatando o jogo. A torcida foi a loucura, pois Galvão demonstrou muita raça na jogada e por ele ter feito contra o segundo gol do Joinville. Aquele empate, teve sabor de vitória.
Criciúma, o principal centro futebolístico do estado [editar]
Pela sua tradição no futebol, e pelo passado de glórias do Metropol, Criciúma não podia mais viver aquela sina de time perdedor. Em 1986 veio colocar a cidade no lugar de onde ela nunca deveria ter saído: o de principal centro futebolístico do estado.
O primeiro título da história do Criciúma viria com a conquista da Taça Governador do Estado. Depois de vencer o Joinville, em Criciúma por 2 a 0, o Tigre só precisava do empate no jogo da volta na casa do adversário e foi o que aconteceu. A partida terminou em 0 a 0 e Criciúma viveu um dia de festa.
Pouco mais de um mês depois, o Criciúma ganharia mais uma taça, equivalente ao segundo turno do campeonato estadual. Desta vez a situação era inversa, quem precisava do empate era o Joinville que jogava fora de casa.
O jogo começou emocionante com o Criciúma fazendo 1 a 0 logo no primeiro minuto, através de Rached. No começo do segundo tempo, Nardela empatou e fez voltar a lembrar dos títulos que, o Joinville conquistou dentro de Criciúma. Mas, aos 9 minutos, Guinga marcou o gol que daria a vitória necessária ao Criciúma. Com este resultado, o Tigre ganhava mais um turno e levava um ponto extra para o hexagonal final do campeonato.
Década de 1990: A maior glória do futebol catarinense [editar]
1987: Copa União [editar]
Em 1987, o Criciúma consegue a oitava colocação no módulo amarelo da Copa União, reconhecido pela CBF como o Campeonato Brasileiro de Futebol daquele ano.
1989-1991: Campeão da Copa do Brasil e tricampeonato estadual [editar]
Em 1989, o time volta a ser campeão estadual, conquistando também em 1990 e em 1991 com o tri-campeonato estadual. No mesmo 1991, o clube ainda conseguiu o principal título da história do futebol catarinense em todos os tempos, a Copa do Brasil, contra o Grêmio. Na primeira partida, em Porto Alegre, aconteceu um empate em 1 a 1, com o gol do Tigre sendo assinalado em uma cabeçada do zagueiro Vilmar. Na partida de volta, no Heriberto Hülse, ocorreu outro empate, só que desta vez em 0 a 0. A vantagem do gol fora de casa deu ao Tigre o tão sonhado campeonato e a vaga para disputar a Libertadores da América em 1992 .O grupo base tinha: Alexandre; Sarandi (Jairo Santos), Vilmar, Altair (Wilsão) e Itá;Roberto Cavalo, Gélson e Grizzo; Zé Roberto (Vanderlei), Soares e Jairo Lenzi. Técnico: Felipão.
5º colocado na Copa Libertadores da América [editar]
Esse mesmo grupo voltaria a realizar uma excelente campanha na Libertadores, sendo desclassificado nas quartas-de-final, pelo São Paulo. Nos anos de 93, 95 e 98, o Criciúma Esporte Clube conquistou o Campeonato Catarinense.
Década de 2000 [editar]
Título Brasileiro da Série B [editar]
No ano de 2002, o clube é campeão do Brasileiro Série B e após cinco anos garante o seu retorno à elite do futebol brasileiro, em uma final disputada contra o Fortaleza Esporte Clube. A primeira partida, na casa do adversário, o Fortaleza venceu por 2 a 0. Na volta, mesmo com forte chuva o Heriberto Hülse lotou para ver o Criciúma vencer por 4 a 1, com gols assinalados por Paulo Baier (3) e Dejair. O time que jogou a final foi: Fabiano; Paulo Baier, Cametá, Luciano, Luciano Almeida (Sandro); Cléber Gaúcho, Cléber (Edinho), Juca, Dejair; Delmer, Anderson Lobão (Tico). Técnico: Edson Gaúcho.
2004-2005: Descenso [editar]
Em 2003, o clube fez uma boa campanha na Série A, conseguindo manter-se na elite do futebol brasileiro, porém em 2004 caiu para a Série B4 e em 2005, para a Série C do futebol nacional.
Título Brasileiro da Série C [editar]
Em 2006, o clube conquistou o título do Brasileirão da Série C, garantindo seu retorno à Série B em uma goleada contra o Vitória. O Tigre não tomou conhecimento do adversário e naturalmente aplicou 6 a 0. Com gols marcados por Leandro Guerreiro, Alexsandro, Beto Cachoeira (2), Fernandinho e Zé Carlos. O elenco desta partida foi: Zé Carlos; Sílvio Criciúma, Rodrigo e Cláudio Luiz; Bosco, Leandro Guerreiro, Marcelo Rosa, Douglas e Fernandinho; Dejair e Beto Cachoeira. Técnico: Guilherme Macuglia.
Problemas internos refletidos em campo [editar]
Em 2008, o Criciúma chegou às finais do estadual, perdeu o primeiro jogo por 1 a 0 no Orlando Scarpelli para o Figueirense e mesmo vencendo o segundo jogo em casa por 3 a 1 no tempo normal, acabou com o time da capital campeão, que venceu por 1 a 0 na prorrogação.
Antes das finais do estadual de 2008, o Tigre ainda chegou às Oitavas-de-final da Copa do Brasil, eliminando mas foi eliminado pelo Vasco da Gama, que ganhou o primeiro jogo em São Januário com um gol em marcação de pênalti aos 43 minutos do segundo tempo e empatou por 2 a 2 o jogo de volta no Majestoso, com uma festa histórica da torcida tricolor nas arquibancadas e de Edmundo pelo time carioca dentro de campo, que ofuscou os gols de Jael e Zulu pelo Tigre.
2008-2009: A crise foi inevitável [editar]
No segundo semestre de 2008 preparando o acesso para a Série A do Brasileirão, o Criciúma teve um dos maiores orçamentos da história, realizando contratações de grande investimento financeiro, como do folclórico artilheiro Jardel e Luis Mario, que formaram no papel um dos elencos mais qualificados daquela Série B, mas a crise estava decretada à partir daquele ano e o tricolor amargou a 18º colocação da Série B e o segundo rebaixamento para a terceira divisão.
Em 2009, o tricolor catarinense acabou surpreendendo no começo do campeonato estadual, sendo campeão do turno do e garantindo vaga no quadrangular final da competição. Porém, a boa fase começou a desaparecer no returno com resultados ruins e atuações muito diferentes do time campeão do turno. No quadrangular final, junto com Avaí, Chapecoense e Joinville, terminou na 4ª colocação, não conseguindo a vaga para as finais. Mais uma eliminação aconteceria naquele ano, só que dessa vez na Copa do Brasil, para o Náutico.
No segundo semestre de 2009, com o time modificado, o tricolor começou a disputar o Campeonato Brasileiro da Série C de 2009. Uma péssima campanha marcou a temporada de 2009 do Criciúma na Série C e o quase rebaixamento para a Série D fizeram com que o técnico Roberto Fonseca fosse demitido após 4 jogos sem resultados positivos e Itamar Schulle acabou ocupando o cargo de treinador, mas o que não mudou o ritmo fraco naquela competição. No final do ano, o Criciúma disputou apenas para cumprir calendário a Copa Santa Catarina, competição com fins de laboratório para jogadores visando a próxima temporada.
Década de 2010: A volta por cima [editar]
2010: Nova presidência [editar]
O ano de 2010 começou com a torcida revoltada com a diretoria, que via o time caindo aos poucos. O número de sócios que tinha superado o número de 10 mil em 2008, estavam beirando os 2 mil. Para a disputa do catarinense, a diretoria pouco contratou e o time começou levando duas goleadas nos dois primeiros jogos resultando na renúncia do Presidente Edson "Cascão" Búrigo, que embora não tenha medido esforços, não conseguiu vencer os problemas internos do clube. O vice Robson Izidro assumiu a presidência até que fossem feita as eleições. No estadual, não conseguiu fazer um bom campeonato, não conseguindo alcançar as 4 colocações do turno e do returno, que levariam o time a fase final. O técnico Itamar Schulle acabou sendo demitido e pro seu lugar assumiu o técnico Wilson Watekemper que estava treinando os juniores.
Antes do começo da Série C de 2010, Antenor Angeloni assume pela segunda vez o cargo de presidente do Criciúma e com a meta de tornar o tricolor predestinado novamente grande.
Começo de campeonato e o empate em 1 a 1, fora de casa contra o Juventude animou a torcida tricolor, que lotou o estádio na estréia, em casa, contra Brasil de Pelotas e viu o time começar a caminhada rumo a Série B do Brasileirão derrotando o adversário por 2 a 0. O Criciúma terminou a fase de grupos na 1ª colocação. Nas quartas-de-final, enfrentou o Macaé e acabou perdendo o primeiro jogo por 3 a 2, de virada, em Macaé. No segundo jogo, a frase Vamos subir, Tigre!, que não saia da cabeça do torcedor durante o campeonato se concretizou e o Criciúma venceu o time fluminense por 2 a 0, conquistando o acesso à Série B, no Heriberto Hülse com 19 mil torcedores. O dia 23 de outubro de 2010 ficará marcado na história do clube. Nas semifinais acabou eliminado nas penalidades pelo ex-Ituiutaba, atual Boa Esporte.
2011: Vice-campeão estadual e fracasso no retorno à Série A [editar]
Em 2011, foi campeão do turno do estadual, vencendo o Figueirense por 1 a 0 no Scarpelli e conseguindo a vaga para a final. No primeiro jogo da final, contra a Chapecoense, venceu por 1 a 0, mas acabou perdendo o segundo jogo pelo mesmo placar, no Índio Condá, em Chapecó. O time do Oeste Catarinense levou o título no critério de desempate, mais pontos na classificação geral. A Série B de 2011 foi marcada por altos e baixos, com o time brigando por uma vaga no G-4 o campeonato todo, entretanto, nas últimas sete rodados o rendimento da equipe foi abaixo do esperado, terminando na 14ª colocação.
2012: Retorno à primeira divisão [editar]
Na temporada de 2012, fez uma péssima campanha no Catarinense, não conseguindo chegar nas semifinais, ficando na 7ª colocação na classificação geral e a demissão do técnico Márcio Goiano rodadas antes do término. Voltando a figurar na Copa do Brasil, eliminou o Madureira na 1ª fase, mas acabou sendo eliminado pelo Atlético Paranaense, perdendo o jogo de ida e o de volta por 2 a 1 e 5 a 1, respectivamente. A eliminação precoce no estadual e a goleada sofrida na eliminação da Copa do Brasil causaram uma pequena crise interna no clube, que deixou o torcedor tricolor desconfiado com o time para a temporada.
Em 19 de maio de 2012, o Criciúma fez sua estréia na Série B de 2012 diante do seu torcedor e goleou o Guaratinguetá por 4 a 1. Em um campeonato disputadíssimo, o Criciúma surpreendeu até mesmo ao presidente do clube, que não esperava a campanha positiva da equipe devido às discussões internas no começo da competição.
No dia 17 de novembro de 2012, empatou em 0 a 0 com o Atlético-PR e conseguiu o acesso à elite do futebol brasileiro diante de 19.743 torcedores que fizeram do Majestoso um caldeirão em todos os jogos.
Campeão Invicto
| Nacionais |
|
Competição |
Títulos |
Temporadas |
 |
Copa do Brasil |
1 |
1991 |
 |
Campeonato Brasileiro - Série B |
2 |
1986[a], 2002 |
| 23px |
Campeonato Brasileiro - Série C |
1 |
2006 |
| Estaduais |
|
Competição |
Títulos |
Temporadas |
 |
Campeonato Catarinense |
10 |
1968, 1986, 1989, 1990, 1991, 1993, 1995, 1998, 2005 e 2013 |
 |
Copa Santa Catarina |
1 |
1993 |
 |
Taça Governador do Estado |
6 |
1990, 1991, 1992, 1993, 1994 e 1995 |
- a. ^ Apesar da CBF não ter reconhecido oficialmente esse título, conferiu ao Criciúma o percentual de pontos no seu ranking oficial relativo ao campeão da Série B.
Campanhas de Destaque [editar]
Campeão não reconhecido pela CBF do Campeonato Brasileiro Série B 1986
Vice-Campeão do Campeonato Brasileiro Série B 2012
Quartas-de-final na Libertadores 1992
Estatísticas [editar]
Últimas dez temporadas [editar]
- Para visualizar todas as temporadas, clique em anexo.
- Legenda:
Elenco atual [editar]
- Atualizado em 22 de maio de 2013.5
- Legenda
: Capitão
: Prata da casa
: Jogador suspenso
: Jogador lesionado/contundido
- +: Jogador em fase final de recuperação
- +: Jogador que volta de lesão/contusão
: Jogador sem condições físicas ou não regularizado junto à CBF
: Seleção Brasileira
Comissão técnica [editar]
- Atualizado em 23 de março de 2013.
Transferências [editar]
- Legenda
: Jogadores que retornam de empréstimo
|
: Jogadores emprestados
|
- Legenda
: Jogadores que retornam de empréstimo
|
: Jogadores emprestados
|
Ídolos da torcida [editar]
Esta é uma lista de jogadores de destaque que passaram pelo Criciúma e tornaram-se ídolos:
Categorias de Base [editar]
Coordenação [editar]
- Atualizado em 23 de março de 2013.
| Diretoria |
|
| Nome |
Função |
 |
Idemar Angelo Tomazi |
Diretor |
 |
Joni Márcio |
Gerente |
 |
João Marcio Schimidt da Rocha |
Supervisor |
Equipe Júnior [editar]
Elenco atual [editar]
- Atualizado em 23 de março de 2013.
| Goleiros |
| Jogador |
Adailson |
Fernando Milioli |
Mateus |
| Defensores |
| Jogador |
Pos. |
Fernando |
Z |
Luiggi |
Z |
Jonathan |
LD |
Ricardo |
LD |
Cássio |
LE |
Filipe Manoel |
LE |
Rômulo |
LE |
| Meio-campistas |
| Jogador |
Pos. |
Bruno Araújo |
V |
Bruno Mazzuchello |
V |
Jhonatã |
V |
Tiago |
V |
Alexandre |
M |
Amiron |
M |
Lucas |
M |
Thales |
M |
- Legenda
: Capitão
: Prata da casa
: Jogador suspenso
: Jogador lesionado/contundido
- +: Jogador em fase final de recuperação
- +: Jogador que volta de lesão/contusão
: Jogador sem condições físicas ou não regularizado junto à CBF
: Seleção Brasileira Sub-20
Comissão técnica [editar]
- Atualizado em 23 de março de 2013.
| Comissão técnica |
|
| Nome |
Função |
 |
Wilson Waterkemper |
Treinador |
 |
Heriton Sandrini |
Assistente |
 |
André Luiz Laurindo Milioli |
Preparador físico |
| Comissão técnica |
|
| Nome |
Função |
 |
Mauricio Gustavo Tho Dacorégio |
Treinador de goleiros |
 |
Welliton Marcílio Martins |
Massagista |
 |
Fabiano Figueiredo |
Mordomo |
Transferências [editar]
Entradas |
| Jogador |
Pos. |
Clube anterior |
Ref. |
|
Saídas |
| Jogador |
Pos. |
Clube de destino |
Ref. |
|
- Legenda
: Jogadores que retornam de empréstimo
|
: Jogadores emprestados
|
Equipe Juvenil [editar]
Elenco atual [editar]
- Atualizado em 23 de março de 2013.
| Defensores |
| Jogador |
Pos. |
Henrique Serafim |
Z |
Iago |
Z |
Matteus Alves |
Z |
Juliano |
LD |
Luiz Amâncio |
LD |
Arhtur Osti |
LE |
Sérgio |
LE |
| Meio-campistas |
| Jogador |
Pos. |
Alexandre Floriano |
V |
Carlos Candido |
V |
Djoni |
V |
Guilherme |
V |
Mateus Borges |
V |
Mateus Francisco |
V |
João Artur |
M |
Mateus Arence |
M |
Murilo Xavier |
M |
Natan |
M |
Roger Guedes |
M |
Willian Zilli |
M |
| Atacantes |
| Jogador |
Andrew |
Igor Klipper |
Leonardo Carvalho |
Luiz Fernando |
Saulo Franco |
Allyson Luz |
- Legenda
: Capitão
: Prata da casa
: Jogador suspenso
: Jogador lesionado/contundido
- +: Jogador em fase final de recuperação
- +: Jogador que volta de lesão/contusão
: Jogador sem condições físicas ou não regularizado junto à CBF
: Seleção Brasileira Sub-17
Comissão técnica [editar]
- Atualizado em 23 de março de 2013.
| Comissão técnica |
|
| Nome |
Função |
 |
Geraldo Aurélio Spricigo |
Treinador |
 |
Rafael Martins Andrade |
Preparador físico |
 |
Audicesar de Souza |
Treinador de goleiros |
| Comissão técnica |
|
| Nome |
Função |
 |
Fabio Cristhian Jasen |
Massagista |
 |
Willian Danielsk Lima |
Mordomo |
Transferências [editar]
Entradas |
| Jogador |
Pos. |
Clube anterior |
Ref. |
|
Saídas |
| Jogador |
Pos. |
Clube de destino |
Ref. |
|
- Legenda
: Jogadores que retornam de empréstimo
|
: Jogadores emprestados
|
Equipe Infantil [editar]
Elenco atual [editar]
- Atualizado em 23 de março de 2013.
| Goleiros |
| Jogador |
Gianluca |
Gustavo Boava |
Luiz Concer |
| Defensores |
| Jogador |
Pos. |
Henrique Shoethe |
Z |
Jader |
Z |
Paulo Casteller |
Z |
Jailton |
LD |
Mayron |
LE |
| Meio-campistas |
| Jogador |
Pos. |
Eduardo de Biasi |
V |
Muriel |
V |
Vitor Machado |
V |
Willian Martins |
V |
Alan Sebastião |
M |
Gabriel Thomaz |
M |
Gustavo |
M |
Luiz Fernando |
M |
Luiz Henrique |
M |
Matheus Leitão |
M |
| Atacantes |
| Jogador |
Arthur Baggio |
Josué |
Luciano Flores |
Luciano Cardoso |
Wesley |
- Legenda
: Capitão
: Prata da casa
: Jogador suspenso
: Jogador lesionado/contundido
- +: Jogador em fase final de recuperação
- +: Jogador que volta de lesão/contusão
: Jogador sem condições físicas ou não regularizado junto à CBF
: Seleção Brasileira Sub-15
Comissão técnica [editar]
- Atualizado em 23 de março de 2013.
| Comissão técnica |
|
| Nome |
Função |
 |
Harison Cleiton Feltrin |
Treinador |
 |
Cleiton Marcelino Ubiali |
Preparador físico |
 |
Edilon da Rosa Flor |
Treinador de goleiros |
| Comissão técnica |
|
| Nome |
Função |
 |
Pedro Luiz da Silva |
Massagista |
 |
Willian Danielsk Lima |
Mordomo |
Transferências [editar]
Entradas |
| Jogador |
Pos. |
Clube anterior |
Ref. |
|
Saídas |
| Jogador |
Pos. |
Clube de destino |
Ref. |
|
- Legenda
: Jogadores que retornam de empréstimo
|
: Jogadores emprestados
|
Uniformes dos jogadores [editar]
- 1º - Camisa amarela com faixa horizontal preta e metade inferior branca, calções e meias pretas.
- 2º - Camisa preta com detalhes amarelos e pretos, calções e meias brancas.
- 3º - Camisa amarela com detalhes brancos e pretos, calções e meias amarelas.
- 4º - Camisa preta com detalhes dourados, calções e meias pretas.
Uniformes dos goleiros [editar]
- Camisa cinza, calção e meias cinzas.
- Camisa verde-limão, calção e meias verdes.
- Camisa amarela, calção e meias amarelas.
Uniformes anteriores [editar]
As cores do Tigre [editar]
Amarelo: Advém das riquezas econômicas geradas pela diversidade industrial e comercial do sul catarinense.
Preto: Representa o carvão, fonte mais emblemática do desenvolvimento de Criciúma e região.
Branco: É a cor que predominava em todos os clubes da região carbonífera.
O Criciúma Esporte Clube, quando foi fundado em 1947 (ainda com o nome de Comerciário) possuía calções brancos, meias e camisa azuis, sem listras.
O Impactante e exclusivo uniforme que identifica o time em qualquer campeonato e seus torcedores ao redor do mundo, foi criado apenas em 1984 com as cores amarelo, preto e branco.
Até 1985, e também em 2004, as listras eram dispostas verticalmente.
Em 1995 a terceira camisa teve um design único, majoritariamente em amarelo com uma faixa transversal preta e detalhes em branco, criada por Hans Donner e produzida pela Rhumell.
Tradicionalmente as listras são dispostas em três horizontais.
As empresas de materiais esportivos que patrocinaram o Tigre são: Replay (1984-1992), Toplay (1993-1995), Rhumell (1995-1998), Scrette (1999-2001), Placar (2002-2007), Umbro (2007-2008) e Penalty (2008-2011) que fez um contrato de 3 anos com o clube que acaba em Maio de 2011.
Após a final do campeonato catarinense 2011 a camisa tricolor será mais uma vez confeccionada por uma empresa paulista de artigos esportivos, desta feita aos cuidados da Kanxa por 12 meses.
Sedes e estádios [editar]
Heriberto Hülse [editar]
O Estádio Heriberto Hülse, apelidado de Majestoso, é um dos principais do estado de Santa Catarina, já abrigou competições de nível internacional como a Copa Libertadores da América, epóca na qual foi completamente adaptado para competição, destaque entre os principais estádios do estado, é o uníco completamente coberto. O estádio atualmente tem capacidade para 22.000 torcedores, pois a capacidade foi adequada para cumprir as normas do estatuto do torcedor. O maior publico registrado foi em 6 de agosto de 1995 no jogo Criciúma 1 X 0 Chapecoense-SC pelo campeonato catarinense. O jogo teve um público de 31.123 pessoas e uma renda de R$115.815,00.
Presidentes [editar]
Presidentes do Comerciário Esporte Clube [editar]
| Nacionalidade |
Nome |
Periodo |
| Presidentes |
 |
Sinval Rosário Boher |
1947 a 1953 |
 |
Antônio Sílvio Carneiro |
1954 a 1955 |
 |
Ary Francisco Búrigo |
1956 a 1958 |
 |
Antônio Sílvio Carneiro |
1959 |
 |
David Conti |
1960 a 1962 |
 |
Honório Búrigo Búrigo |
1962 a 1963 |
 |
Antenor Angeloni |
1963 |
 |
Algemiro Manique Barreto |
1964 a 1966 |
 |
Hélcio Bianchini Góes |
1966 |
 |
Aristides Bolan |
1967 a 1968 |
 |
Jarvis Gaidzinski |
1969 a 1970 |
 |
David Conti |
1971 a 1972 |
 |
Voimer José Conti |
1973 a 1974 |
 |
David Conti |
1975 a 1976 |
 |
Oswaldo Patrício de Souza |
1977 |
 |
Antenor Angeloni |
1978 |
Presidentes do Criciúma Esporte Clube [editar]
| Nacionalidade |
Nome |
Periodo |
| Presidentes |
 |
Antenor Angeloni |
1978 a 1980 |
 |
Guido Búrigo |
1981 a 1982 |
 |
Zanoni Elias |
1983 a 1984 |
 |
Moacir Fernandes |
1985 a 1993 |
 |
Dorly Naspolini |
1993 a 1994 |
 |
Milton Campos Carvalho |
1995 a 1996 |
 |
Joacir Scremin |
1997 a 1998 |
 |
Voimer Conti |
1999 |
 |
Claver Luiz Vieira |
2000 |
 |
Moacir Fernandes |
2000 a 2007 |
 |
Édson Búrigo |
2008 a 2010 |
 |
Antenor Angeloni |
2010 - |
Ver também [editar]
Referências
Ligações externas [editar]
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Criciúma Esporte Clube |
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Criciúma Esporte Clube – elenco atual |
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