Estádio do Maracanã

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Maracanã
Estádio Jornalista Mário Filho
Maracanã 2014 e.jpg
Nomes
Nome Estádio Jornalista Mário Filho
Apelido "O Maior do Mundo"[1]
"Templo do Futebol"[2]
"Maraca"
Características
Local Rio de Janeiro (RJ),  Brasil
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade 78.838 (Administrador)[3]
74.738 (Fifa)[4]
Construção
Data 2 de agosto de 1948
Inauguração
Data 16 de junho de 1950
Partida inaugural Seleção Carioca 1x3 Seleção Paulista
Primeiro gol Didi (Seleção Carioca)
Recordes
Público recorde 199 854 torcedores presentes (173 850 pagantes)
Data recorde 16 de julho de 1950
Partida com mais público Brasil 1x2 Uruguai
Outras informações
Remodelado 1999 a 2000;
2005 a 2007;
2010 a 2013[5]
Proprietário Governo do Estado do Rio de Janeiro
Administrador Consórcio Maracanã
Arquiteto Miguel Feldman, Waldir Ramos, Oscar Waldetaro, Rafael Galvão, Orlando Azevedo, Antônio Dias Carneiro e Pedro Paulo Bernardes Bastos
Mandante Seleção Brasileira de Futebol
Clube de Regatas do Flamengo
Fluminense Football Club
Botafogo de Futebol e Regatas

Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, o popular Maraca ("semelhante a um chocalho" em tupi-guarani, devido ao som de pássaros que viviam por ali[6] ), é um estádio de futebol localizado no Rio de Janeiro e inaugurado em 1950, tendo sido utilizado na Copa do Mundo de Futebol daquele ano.

Desde então, o Maracanã foi palco de grandes momentos do futebol brasileiro e mundial, como o milésimo gol de Pelé, finais do Campeonato Brasileiro, Carioca de Futebol, Taça Libertadores da América e do primeiro Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, além de competições internacionais e partidas da Seleção Brasileira.

Foi um dos locais de competição dos Jogos Pan-Americanos de 2007, recebendo o futebol, as cerimônias de abertura e de encerramento. Sediará o futebol e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro.[7]

Foi também o palco da partida final da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo FIFA de 2014[8]

Ao longo do tempo, no entanto, o estádio passou a assumir caráter de espaço multiuso ao receber outros eventos como espetáculos e partidas de outros esportes, como o voleibol em uma oportunidade.

Após diversas obras de modernização, a capacidade do estádio é de 78.839 espectadores,[9] sendo o maior estádio do Brasil.

Nome[editar | editar código-fonte]

Maracanã-guaçu, a espécie de ave que deu origem ao nome popular do estádio

O nome oficial do estádio, Mário Rodrigues Filho, foi dado em homenagem ao falecido jornalista pernambucano, irmão de Nelson Rodrigues, que se destacou no apoio à construção do estádio.[10] Pelo amplo suporte, Mário Filho era chamado na época de "namorado do estádio".[11]

Já o nome popular é oriundo do Rio Maracanã, que cruza a Tijuca passando por São Cristóvão, desaguando no Canal do Mangue antes do deságue na Baía de Guanabara. Em língua tupi, a palavra maracanã significa "semelhante a um chocalho". [6]

Antes da construção do estádio, existia, no local, grande quantidade de aves vindas do norte do país chamadas maracanã-guaçu[6] . Devido à construção do estádio, foi criado o bairro do Maracanã, onde o estádio fica localizado, originalmente parte do bairro da Tijuca.

História[editar | editar código-fonte]

Construção e inauguração[editar | editar código-fonte]

A construção do carros foi muito criticada por Carlos Lacerda, na época deputado federal e inimigo político do prefeito da cidade, o general Ângelo Mendes de Morais, pelos gastos e, também, devido à localização escolhida para o estádio, defendendo que o mesmo fosse construído em Jacarepaguá.[12] Ainda assim, apoiado pelo jornalista Mário Rodrigues Filho, Mendes de Morais conseguiu levar o projeto para frente. Na área escolhida, situava-se uma arena destinada à corrida de cavalos. A concorrência para as obras foi aberta pela prefeitura do Rio de Janeiro em 1947, tendo como projeto arquitetônico vencedor o apresentado por Miguel Feldman, Waldir Ramos, Raphael Galvão, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro.[13]

O projeto vencedor previa um estádio para 155.250 pessoas, sendo 93 mil lugares com assento, 31 mil lugares para pessoas em pé, 30 mil cadeiras cativas, 500 lugares para a tribuna de honra e 250 para camarotes. O estádio ainda contaria com tribuna de imprensa com espaço para vinte cabines de transmissão, trinta e dois grupos de sanitários e trinta e dois bares. No total, a área coberta do estádio atingiria 150 mil m², com altura total de 24m.[11] As obras iniciaram-se em 2 de agosto de 1948, data do lançamento da pedra fundamental.[1] Trabalharam na construção cerca de 1 500 homens, tendo se somado a estes mais 2 000 nos últimos meses de trabalho. Apesar de ter entrado em uso em 1950, as obras só ficaram completas em 1965.[13]

Sua inauguração deu-se com a realização de uma partida de futebol amistosa entre seleções do Rio de Janeiro e São Paulo no dia 16 de junho de 1950, vencida pelos paulistas por 3 a 1. O meio-campista da equipe carioca Didi, do Fluminense, foi o primeiro autor de um gol no estádio[6] [14] e o goleiro Osvaldo Pisoni foi o primeira a levar um gol[15] .

Selo comemorativo da inauguração do Maracanã e da Copa de 1950

Copa do Mundo de 1950[editar | editar código-fonte]

Na Copa do Mundo de 1950, intenção principal para a construção do estádio, abrigou oito jogos da competição e onde ocorreu a primeira partida oficial do estádio, em 24 de junho, com vitória do Brasil sobre o México por 4 a 0, com dois gols de Ademir, um de Baltasar e outro de Jair Rosa Pinto. O jogo contou com a arbitragem do inglês George Reader.[16]

A Seleção Brasileira disputou no Maracanã cinco partidas, de seis durante toda a Copa. Na partida final, foi registrado oficialmente o público recorde de 199.854 torcedores presentes (173.850 pagantes).[17] Nesta decisão, o Brasil foi derrotado de virada por 2 a 1 para o Uruguai. A derrota em solo nacional ficou marcada na história do povo brasileiro, sendo conhecida popularmente como o Maracanazo.

Data 1ª equipe Placar 2ª equipe Fase Público
24 de junho Brasil Brasil 4–0 Flag of Mexico.svg México Grupo 1 84 649
25 de junho Inglaterra Flag of England.svg 2–0 Flag of Chile.svg Chile Grupo 2 30 000
28 de junho Espanha Flag of Spain.svg 2–0 Flag of Chile.svg Chile Grupo 2 20 000
1 de julho Brasil Brasil 2–0 Flag of SFR Yugoslavia.svg Iugoslávia Grupo 1 155 000
2 de julho Espanha Flag of Spain.svg 1–0 Flag of England.svg Inglaterra Grupo 2 74 000
9 de julho Brasil Brasil 7–1 Flag of Sweden.svg Suécia Quadrangular 138 886
13 de julho Brasil Brasil 6–1 Flag of Spain.svg Espanha Quadrangular 152 772
16 de julho Brasil Brasil 1–2 Flag of Uruguay.svg Uruguai Final 199 854

Décadas de 1950 e 1960[editar | editar código-fonte]

O primeiro Campeonato Carioca de Futebol com a presença do Maracanã deu-se após a Copa do Mundo, também em 1950. O campeão do ano anterior, o Vasco chegava juntamente com o América para o último jogo, em 28 de janeiro de 1951, com chances de ser campeão apenas com o empate. Ademir Menezes fez os dois gols do Vasco, que venceu por 2 a 1 (Maneco descontou para o América) levando o chamado Expresso da Vitória ao nono título estadual, incluídos nesta conta títulos pelos Torneios Municipal e Extra,[18] no último ano da década de 1940. Ainda abalada pela derrota na Copa do Mundo de 1950, a população carioca não compareceu em massa neste primeiro Campeonato Carioca realizado no grande estádio, quando a única partida que ultrapassou 100.000 espectadores foi justamente a partida final.[17] Nesta década o Vasco seria ainda campeão carioca em 1952, 1956 e 1958, após o que só seria campeão carioca em 1970.

Rapidamente, o Estádio Jornalista Mário Filho tornava-se o principal palco do futebol do Rio de Janeiro. Em 1951, já na década de 1950, foi realizada a primeira partida noturna do estádio. Neste mesmo ano, foi realizada a primeira Copa Rio, uma competição que reunia os principais clubes do planeta. Palmeiras, de São Paulo, e Juventus, da Itália, fizeram a final, com o time brasileiro sagrando-se campeão. No ano de 1952, realizou-se a segunda Copa Rio, com o Fluminense conquistando o título ao derrotar o Corinthians na disputa dos jogos finais.

Já em janeiro de 1952, o Fluminense conquistou o seu primeiro Campeonato Carioca no Maracanã, referente ao ano de 1951, ao vencer o Bangu nos jogos finais.[19] Já o Flamengo sagrou-se o primeiro tricampeão carioca após a construção do Maracanã, ao vencer os campeonatos de 1953, 1954 e 1955.

Em 1954, a Seleção Brasileira voltou a jogar no estádio, o que não fazia desde a final de 1950.[20] A partida, contra o Chile, foi válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1954 e terminou com uma vitória brasileira por 1 a 0. Foi a primeira vez que o Brasil atuou no Maracanã com a camisa amarela ao invés da branca utilizada em 1950.[20]

Estátua do Bellini, capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo FIFA de 1958, na entrada do estádio.

Em 1957, o Maracanã foi palco da maior goleada em uma final da história do Campeonato Carioca. Com cinco gols de Paulinho Valentim e outro de Garrincha, o Botafogo aplicou 6 a 2 no Fluminense, que descontou com Escurinho e Waldo.[21] Neste mesmo ano o Fluminense foi campeão invicto do Torneio Rio-São Paulo, quebrando a hegemonia paulista nesta competição, sendo bicampeão em 1960, neste ano com apenas uma derrota, além de sagrar-se campeão carioca em 1959, igualmente com apenas uma derrota.

No ano de 1960, foi criado o Estado da Guanabara e o América foi campeão carioca ao bater o Fluminense na final por 2 a 1, perante 98.099 pagantes. Em 1961, o Flamengo venceu o Torneio Rio-São Paulo.[22]

O Botafogo também venceu a competição, em 1962. Em 1964 foram declarados co-campeões por medida administrativa o Botafogo e o Santos, pelo título não ter sido decidido nos gramados, assim como em 1966 foram declarados quatro campeões, pelo mesmo motivo.

Nesta época, era comum a realização de partidas importantes de um clube com sede fora da cidade, o Santos, de Pelé. No Maracanã, o time disputou, contra o Botafogo, clube com o qual fazia um dos principais clássicos do mundo à época, finais da Taça Brasil de 1962, do Torneio Rio-São Paulo e semifinais da Copa Libertadores da América de 1963, quando milhares de torcedores de outros clubes iam assistir ao grande jogo do Brasil durante alguns anos. O estádio foi o local onde o Santos mandou seus jogos das decisões da Libertadores e do Mundial Interclubes de 1962 e 1963, sendo campeão em todas estas ocasiões.

No dia 15 de dezembro de 1963, em outra final de Campeonato Carioca, desta vez entre o Flamengo e o Fluminense (clássico conhecido como Fla-Flu), registrou-se o maior público de uma partida entre clubes no mundo, 194.603 presentes (177.656 pagantes).[17] Porém, o recorde de público pagante oficial da história do Maracanã (entre seleções nacionais) é de 183.341 pagantes (195.513 presentes), registrado em 31 de agosto de 1969, na partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, disputado entre a Brasil e a Paraguai, cujo resultado final foi de 1 a 0 para os brasileiros.[17] , com a final do Campeonato Carioca de 1969, vencida pelo Fluminense por 3 a 2 contra o Flamengo, tendo levado mais de 171.000 pagantes ao grande estádio.

Em 1964, o título do Torneio Rio-São Paulo foi dividido entre Botafogo e Santos. Ainda em 1964, Botafogo, Vasco da Gama, Corinthians e Santos foram declarados campeões pela CBD.[23] , mesmo ano em que o Fluminense foi campeão carioca, ao derrotar o Bangu nas partidas finais, Bangu este, que se sagraria campeão carioca em 1966 ao golear o Flamengo na partida final.

Em 1969, o Botafogo derrotou, no último jogo da final da Taça Brasil de 1968, o Fortaleza por 4 a 0, sagrando-se assim campeão do torneio e o primeiro clube carioca campeão de uma competição nacional no futebol.[24] Ainda neste ano, em 19 de novembro, Pelé marcou o milésimo gol de sua carreira de futebolista, em uma partida contra o Vasco da Gama, de pênalti sobre o goleiro Andrada. O Santos, time do artilheiro, venceu a partida por 2 a 1.

O Fluminense venceu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970, ao empatar com o Atlético Mineiro, perante 112.403 pagantes, por 1 a 1.[25]

Décadas de 1970 e 1980 ate uva[editar | editar código-fonte]

Marca dos pés de Pelé na Calçada da Fama do estádio.

Em 1971, pelo primeiro Campeonato Brasileiro organizado pela CBD com este nome, o triangular final contaria com Botafogo, Atlético Mineiro e São Paulo. A última partida estava marcada para o Maracanã, envolvendo Botafogo, que precisava vencer por três gols de diferença para ser campeão, e Atlético Mineiro, que jogava por um empate. Com um gol de Dadá Maravilha, o Atlético sagrou-se o primeiro campeão brasileiro. No Estadual, o Botafogo foi derrotado pelo Fluminense com um polêmico gol de Lula, faltando poucos minutos para o término do jogo. Nesse ano também, Pelé fez seu jogo de despedida com a camisa da Seleção Brasileira, com o Vasco sendo campeão brasileiro de 1974 ao derrotar o Cruzeiro.

Na década de 1970, o Fluminense apresentava a sua Máquina Tricolor, liderada, principalmente, por grandes jogadores que fizeram sucesso em outros clubes, como Rivellino, Paulo Cézar Caju, Gérson, entre outros. Um dos melhores times da história do Fluminense ganhou os campeonatos estaduais em 1975 e 1976, anos em que também foi semifinalista do Brasileirão, empatando nas semifinais com o Corinthians em 1 a 1, vindo a perder a classificação para as finais nos pênaltis, evento conhecido como a invasão Corinthiana, quando as torcidas cariocas rivais do Fluminense se uniram a torcida corinthiana e dividiram as arquibancadas. Ainda na década de 1970, o Fluminense foi campeão carioca em 1971, 1973 e 1980.

A década de 1970 por muito pouco que não foi quase inteira dominada pelo Fluminense e pelo Flamengo. Com exceção de 1970 e 1977, quando o Vasco ganhou, o Fluminense e o Flamengo dividiram igualmente o resto da década. O Flamengo foi campeão carioca (1972; 1974; 1978; 1979).

Nos anos 1980, Zico e outros craques ajudaram o Flamengo em sua ascensão, tendo sido campeão carioca em 1981 e 1986, além de campeão brasileiro em 1980, 1982, 1983 e em 1987, de acordo com o Clube dos 13 (ver Copa União); O time mandou os jogos destas campanhas no estádio, assim como os jogos da campanha que o levou à conquista da Copa Libertadores da América em 1981. O Vasco da Gama, liderado por Roberto Dinamite, campeão carioca em 1982, 1987 e 1988, além de campeão brasileiro em 1989. Na década de 1980, o Fluminense foi campeão carioca em 1983, 1984 e 1985, além de campeão brasileiro em 1984 ao vencer o Vasco na final carioca, a primeira final de Campeonato Brasileiro entre times da mesma cidade, Rio de Janeiro.

Fachada do Estádio do Maracanã

O América conquistou, no ano de 1982, o Torneio dos Campeões e a Taça Rio. O Bangu também teve seus momentos de grandeza no maior do mundo nesta década. Em 1985, o time chegou à final do Campeonato Brasileiro contra o Coritiba, com o Maracanã recebendo mais de 90.000 espectadores. Após empate no tempo normal em 1 a 1 e a persistência do resultado na prorrogação, o time do Paraná sagrou-se campeão ao bater o Bangu por 6 a 5 nos pênaltis.[26] O Bangu ainda foi campeão invicto da Taça Rio, em 1987.

Em 1987 e 1988, o Vasco da Gama venceu o Campeonato Carioca duas vezes sobre o Flamengo. Na última ocasião, por 1 a 0, com um gol de Cocada, que entrou aos 41 minutos do segundo tempo, marcou aos 44, e foi expulso em seguida pela comemoração.[27] .

Em 1989, o Botafogo dava fim a um período de 21 anos sem títulos ao bater, após um 0 a 0 no primeiro jogo, o Flamengo na final do Campeonato Carioca; Maurício fez o único gol do jogo. Neste mesmo ano, a Seleção Brasileira conquistou a Copa América realizada no Brasil, derrotando o Uruguai na decisão, e o Vasco sagrou-se campeão brasileiro.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Visão a partir da cobertura do Maracanã.

A partir da final do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1992, entre Flamengo e Botafogo, em que o Flamengo conquistou o seu quarto título nacional, o estádio teve sua capacidade reduzida, passando por reformas sucessivas durante a década de 1990 e os primeiros anos do século XXI, diminuindo em muito os grandes públicos registrados na história deste estádio. No segundo jogo da final, uma parte da grade da arquibancada cedeu entre os torcedores do Flamengo, quando foram registradas mortes e ferimentos. No ano seguinte, o Botafogo conquistou a Copa Conmebol sobre o Peñarol do Uruguai nos pênaltis por 3 a 1, após dois empates em 2 a 2 nas partidas finais.

O centenário da fundação do Clube de Regatas do Flamengo foi em 1995 e, neste ano, porém, na decisão do Campeonato Carioca, o Fluminense derrotou o Flamengo na final com um gol de barriga de Renato Gaúcho. O Botafogo realizou, também em 1995, o primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro contra o Santos no estádio, vencendo a partida por 2 a 1. Na partida seguinte, no Pacaembu, o clube sagrou-se campeão brasileiro daquele ano. Dois anos depois, o Vasco conquistou sobre o Palmeiras o título do Brasileirão de 1997 no Maracanã ao empatar, em 0 a 0, o jogo.

Em 1999, na final da Copa do Brasil, o Botafogo recebeu 101.581 torcedores (90.917 pagantes), que viram a equipe, que precisava vencer, empatar em 0 a 0 com o Juventude, que se sagrou campeão daquela edição.[28] Aquela seria a última vez em que o estádio receberia mais de 100 mil torcedores.

Obras de instalação de assentos e o Mundial de Clubes[editar | editar código-fonte]

Maracanã à noite.

Depois de uma ampla reforma ocorrida em 1999, visando a realização do Mundial de Clubes FIFA de 2000 no Brasil, o estádio teve sua capacidade reduzida para 103.022 pessoas, pois foram instalados assentos individuais no anel superior. Por causa das mudanças, o estádio deixou de ser o maior estádio do mundo, sendo capaz de receber menos torcedores em relação ao Estádio Azteca, no México.

Durante o Mundial de Clubes, o Maracanã recebeu partidas do Grupo B, que contava com o brasileiro Vasco, o inglês Manchester United, o mexicano Necaxa e o australiano South Melbourne. Classificam-se para a final, que também seria no Maracanã, Vasco e outro brasileiro, o Corinthians. Na final, após empate no tempo regulamentar por 0 a 0, o Corinthians sagrou-se campeão do mundo ao vencer por 4 a 3 nos pênaltis.

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Estádio após as obras de 2000 em partida do Flamengo.

Em 2001, após a queda do alambrando no Estádio São Januário na decisão da Copa João Havelange entre Vasco e São Caetano em dezembro do ano anterior, o último jogo da decisão do campeonato foi remarcado para o Maracanã por medidas de segurança. O Vasco consagrou-se campeão brasileiro pela quarta vez ao vencer a partida por 3 a 1, com gols de Juninho Pernambucano, Jorginho Paulista e Romário, com Adãozinho descontando para o time paulista.

No Campeonato Carioca de 2001, o Flamengo obteria seu quarto tricampeonato estadual, derrotando o Vasco pela terceira vez seguida na final. O rubro-negro venceu o último jogo por 3 a 1, com um gol de falta de Petković aos 43 minutos do segundo tempo.

No ano de 2002, foi realizado, com equipes grandes utilizando reservas e jovens das categorias de base devido à disputa do Torneio Rio-São Paulo, o Campeonato Carioca, conhecido como Caixão, por conta do apelido do presidente da federação carioca ser "Caixa D'Água". Em um dos jogos semifinais, o goleiro do Bangu, Eduardo, fez, de cabeça, um gol contra o Americano que foi anulado. Eliminado, o Bangu entrou na justiça pedindo a anulação da partida. O campeonato que foi vencido pelo Fluminense sobre o Americano ficou por quase sete anos sub judice (pois não era julgado pela entidade que teve como dirigente Rubem Lopes, dirigente do Bangu, até a confirmação do título tricolor pelo Tribunal de Justiça Desportiva em abril de 2009, pois como se sabe, eventuais erros de arbitragem não anulam partidas.

Em 2003 e 2004, o Flamengo chegou à final da Copa do Brasil nas duas ocasiões. Na primeira oportunidade, empatou em 1 a 1, o primeiro jogo para o Cruzeiro, que terminou campeão ao derrotar o adversário no Mineirão por 3 a 1. No ano seguinte, contra o Santo André, o Flamengo foi derrotado no último jogo, realizado no Maracanã, por 2 a 0, e perderia o título para o time paulista.

Na final do Campeonato Carioca de 2005, o Fluminense bateu o Volta Redonda por 3 a 1,[29] em jogo marcado pela compra antecipada de três atletas do clube do interior pelo time de Laranjeiras, ao final do primeiro turno, quando não se supunha que os clubes pudessem se encontrar na final.[30] .

Período de obras para o Pan e reabertura do Maracanã[editar | editar código-fonte]

Torcida do Botafogo na final do Campeonato Carioca de 2006.

O Maracanã ficou fechado entre abril de 2005 e janeiro de 2006 para obras visando à instalação de cadeiras em todo o seu interior e a realização dos Jogos Pan-americanos de 2007. Com isto, foi realizado o rebaixamento do nível do campo e implantação de cadeiras no lugar da antiga "geral", área mais próxima ao campo onde os espectadores assistiam às partidas em pé. Além de ocupar o setor da geral, as novas cadeiras expandiram o conhecido "setor das cadeiras", existente atrás da geral. Apesar de ter sido aberto no início de 2006, as obras só encerraram-se em dezembro daquele mesmo ano e sua reinauguração deu-se em 2007 apenas. Neste mesmo ano, ocorreu a construção de novas rampas de acesso para as cadeiras e arquibancadas. O placar eletrônico também foi trocado por um colorido e em LCD. Telões também foram instalados na cobertura do estádio, sobre o setor verde das arquibancadas, possibilitando a visualização dos eventos ao vivo.

A reabertura do estádio em 2006, sem a utilização das cadeiras inferiores (antiga geral) devido às obras inacabadas, o Botafogo goleou o Vasco da Gama por 5 a 3, em jogo válido pelo Campeonato Carioca. Neste torneio, o Botafogo saiu campeão, levando ainda um troféu em homenagem à centésima edição do campeonato.

A pira pan-americana no Maracanã reformado.

Na Copa do Brasil de 2006, a final foi entre dois cariocas, Flamengo e Vasco fizeram a final em dois jogos. Na primeira partida realizada no dia 19 de julho, o Flamengo derrotou o Vasco por 2 a 0. Na segunda e decisiva, a 26 de julho, o Flamengo voltou a derrotar o Vasco, desta vez por 1 a 0 sagrando-se campeão pela segunda vez da competição.

No início de 2007, quando as cadeiras inferiores começaram a ser efetivamente utilizadas, o estádio foi palco de algumas partidas do Flamengo válidas pela Copa Libertadores da América, após ter vencido as três partidas da primeira fase no Maracanã, o rubro-negro venceu Defensor do Uruguai por 2 a 0, mas o resultado não foi suficiente para o clube seguir na competição. No mesmo ano, o Maracanã voltou a ser palco de uma final da Copa do Brasil. Desta vez, o representante do Rio de Janeiro foi o Fluminense que enfrentou o Figueirense na primeira partida no dia 30 de maio para 64.664 torcedores. O jogo terminou empatado em 1 a 1, e o Fluminense sagrou-se campeão no segundo jogo, em Florianópolis.

Jogos Pan-americanos[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de abertura dos Jogos Pan-americanos de 2007.

Em 2007, foi palco das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro. Ao contrário do que se especulava a pira pan-americana ficou acesa dentro do estádio. Também recebeu as partidas de futebol do evento a partir da segunda fase da competição, as partidas eram disputadas no Estádio Olímpico João Havelange, no Miécimo da Silva e no CFZ. Na categoria masculina, disputada por atletas com menos de vinte anos, A Seleção Sub-17 do Brasil foi eliminada, na 1ª fase, no estádio, pelo Equador ao perder de 4 a 2. Os "carrascos" do Brasil iriam ser campeões ao derrotarem, na final, a Jamaica por 2 a 1, com um gol de Edmundo Zura 39 minutos do segundo tempo de pênalti.

Pelo torneio feminino, o Brasil ganhou a medalha de ouro ao vencer na final os Estados Unidos por 5 a 0, com dois gols de Marta, Cristiane marcando dois também e um de Daniela Alves.

Pós-Pan[editar | editar código-fonte]

Após o término do Pan, o Botafogo deixava de mandar seus jogos no estádio pois arrendou o Estádio Olímpico João Havelange, construído para o evento. No Brasileirão de 2007, o Flamengo, que era vice-lanterna da competição, conseguiu uma vaga na Taça Libertadores da América de 2008, batendo rodada após rodada o recorde de público do campeonato. No último jogo como mandante, 87.795 pessoas (82.044 pagantes) comparaceram para ver o rubro-negro vencer o Atlético Paranaense por 2 a 0.[31]

Torcida do Fluminense na final da Copa Libertadores de 2008

Em 2008, o Maracanã foi, pela primeira vez, palco de um jogo final da Taça Libertadores da América. Curiosamente, a decisão foi marcada pela presença de dois times que, até então, não tinham chegado a esse ponto: Fluminense e LDU, do Equador. Após vitória do time tricolor no tempo normal e prorrogação, o time equatoriano sagrou-se campeão nos pênaltis, por 3 a 1, diante de 86.027 torcedores (78.918 pagantes).[32]

Em 2009 o Flamengo foi campeão brasileiro no grande estádio, e em 2010 o Fluminense conquistou o segundo título nacional seguido do Estado do Rio de Janeiro, tendo disputado várias partidas no Maracanã, que seria fechado durante a competição em função de obras visando a Copa do Mundo de 2014.

Vista interna do estádio com uma pequena torcida, minutos antes do primeiro jogo do Campeonato Brasileiro de 2010, entre Flamengo e São Paulo e anos antes da reforma.

Copa das Confederações[editar | editar código-fonte]

Na Copa das Confederações de 2013, o Maracanã recebeu três jogos:

Data 1ª equipe Placar 2ª equipe Fase Público
16 de junho México Flag of Mexico.svg 1–2 Flag of Italy.svg Itália Grupo A 71 527
20 de junho Espanha Flag of Spain.svg 10–0 Taiti Taiti Grupo B 71 806
30 de junho Brasil Brasil 3–0 Flag of Spain.svg Espanha Final 73 531

Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016[editar | editar código-fonte]

Vista interna do Maracanã em abril de 2013.

O Maracanã foi uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 que foi realizada no Brasil.[33] O estádio recebeu receber sete jogos, incluindo a final do evento. Tornou-se então o segundo estádio do mundo a receber duas finais de Copa — o primeiro tendo sido o Estádio Azteca, no México, que recebeu as decisões das Copas de 1970 e 86 — e o quarto a sediar tanto uma final da Copa do Mundo e as Cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos, depois do Estádio Olímpico de Munique, em Munique na Alemanha, que sediou as cerimônias dos Jogos Olímpicos de 1972 e a final da Copa do Mundo FIFA de 1974; do Estádio Olímpico de Roma, que sediou as cerimônias dos Jogos Olímpicos de 1960 e a final da Copa do Mundo FIFA de 1990 e do Estádio Olímpico de Berlim, que sediou as cerimônias dos Jogos Olímpicos de Verão de 1936 e a final da Copa do Mundo de 2006.

Para a Copa do Mundo de 2014, foi executado um projeto que substituiu a cobertura original do estádio, de concreto, que foi inteiramente demolida. A nova membrana tensionada cobre 95% dos assentos. Além disso, o tom acinzentado voltará a ser a principal cor externa do estádio, que passou a possuir um único nível de assentos em substituição aos dois anéis originais. As novas cadeiras seguem um padrão de cores, com o amarelo próximo do campo, seguido por tons de azul e branco distribuídos quase aleatoriamente em setores mesclados.

Os camarotes, instalados acima da atual arquibancada para o Mundial de Clubes de 2000, foram demolidos e deram lugar a uma nova arquibancada, e a dimensão do campo passou a ser 105 por 68 m.[34] [35]

O mesmo projeto irá também reformar o estádio para ser sede das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas de 2016.[36]

Jogos na Copa do Mundo de 2014[editar | editar código-fonte]

Data 1ª equipe Placar 2ª equipe Fase Público Ref.
15 de junho Argentina Flag of Argentina.svg 2 – 1 Flag of Bosnia and Herzegovina.svg Bósnia e Herzegovina Grupo F 74 738 [37]
18 de junho Espanha Flag of Spain.svg 0 – 2 Flag of Chile.svg Chile Grupo B 74 101 [38]
22 de junho Bélgica Flag of Belgium (civil).svg 1 – 0 Flag of Russia.svg Rússia Grupo H 73 819 [39]
25 de junho Equador Flag of Ecuador.svg 0 – 0 Bandeira da França França Grupo E 73 749 [40]
28 de junho Colômbia Flag of Colombia.svg 2 – 0 Flag of Uruguay.svg Uruguai Oitavas 73 804 [41]
4 de julho França Bandeira da França 0 – 1 Bandeira da Alemanha Alemanha Quartas 74 240 [42]
13 de julho Alemanha Bandeira da Alemanha 1 – 0 Flag of Argentina.svg Argentina Final 74 738 [43]

Localização[editar | editar código-fonte]

Localizado no bairro do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, o estádio tem seu endereço oficial a rua Professor Eurico Rabelo, sem número. Em seus arredores, encontram-se a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o CEFET Celso Suckow da Fonseca e a sede a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, o estádio possui em suas redondezas uma série de bares e pequenos restaurantes, onde os torcedores costumam marcar encontros antes e depois dos eventos.

A estrutura de acesso, por meios de transporte, ao Maracanã dá-se pela existência de estações de trem e metrô homônimas na avenida Radial Oeste, em frente ao estádio. Para andar das estações até a entrada do estádio, existem passarelas para atravessar a avenida. O estádio também conta com estacionamento próprio, porém, devido ao baixo número de vagas, é comum o estacionamento por parte de torcedores tanto nas calçadas das ruas quanto no estacionamento da UERJ. O Maracanã ainda possui uma ciclovia que o circula externamente, onde são freqüentes passeios de bicicleta, caminhadas e cooper realizados pelos moradores do bairro.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Vista aérea do Maracanã antes da reforma.

O Maracanã tem seu formato oval, medindo 317 metros em seu eixo maior e 279 metros no menor. Mede 32 metros de altura, o que corresponde a um prédio de seis andares, e a distância entre o espectador mais distante o centro do campo é de 126 metros. A cobertura protege parcialmente as arquibancadas em toda a sua circunferência. É na cobertura que se encontram os refletores que iluminam o estádio, que funcionam a vapor de mercúrio.[13]

Desde 1962,[44] a medida do gramado é de 110 por 75 metros. O fosso que separa o campo das cadeiras inferiores mede 3 metros de profundidade com bordas em desnível.[13] O acesso ao gramado dá-se por meio de quatro túneis subterrâneos que começam nos vestiários. Existem cinco vestiários no estádio, sendo utilizados normalmente apenas três, um para cada time que disputa uma partida de futebol e outro para a arbitragem.

Setorização[editar | editar código-fonte]

O estádio do Maracanã possui três níveis para os seus espectadores, o inferior, o superior e o dos camarotes. A partir da conclusão das obras que introduziram cadeiras em todo o nível inferior, aquela área ficou conhecida como o setor das "cadeiras inferiores" ou "antiga geral". Possui cadeiras na cor azul e, juntamente com o setor das cadeiras especiais, são as únicas em que o banco não é preso ao chão, dando espaço para as pernas do espectador não formarem um ângulo agudo em relação ao seu tronco, e possuem braço.

Interior do estádio após a reforma concluída em 2007.

No andar de cima, localiza-se as chamadas arquibancadas, as cadeiras especiais, a tribuna de honra e as cabines de imprensa. As arquibancadas dividem-se em cores, desde o ano 2000, nos setores verde, com assentos sem encosto, mais populares, onde se localizam as torcidas organizadas dos clubes de futebol, com vista para trás dos gols; amarelo, setores populares onde as cadeiras passam a ter a assento, também com vista para trás dos gols; e branco, que, ao contrário dos outros dois setores, possui vista central (ou lateral) para o campo, de frente para as cabines de imprensa, também contando com cadeiras com encosto. As cadeiras especiais, lugares mais nobres e caros do estádio, possuem cadeiras azuis. Neste setor, encontram-se também as cadeiras perpétuas, que foram compradas ao longo dos anos e são propriedades de seus titular. As tribunas de honra são designadas para autoridades presentes ao evento.

Os camarotes, localizados acima das arquibancadas, possuem visão ampla para o campo. Possuem vidros que separam fisicamente do setor abaixo e contam com bares, televisão e ar condicionado para seus frequentadores. Normalmente, são alugados por grandes empresas que convidam seus sócios, funcionários e parceiros para assistirem aos eventos. O acesso ao local dá-se de automóvel, que sobe uma rampa feita especialmente para isto.

Antes das obras de modernização, o setor das arquibancadas, até 2000, não possuía cadeiras. Bem como o setor da geral, até 2005, localizado no nível inferior, onde os torcedores assistiam às partidas em pé. No nível inferior também existia o setor das cadeiras, única com assentos a preços populares. O atual setor das cadeiras especiais era denominado cadeiras numeradas e o valor de sua entrada era o mais caro.

Panorama do interior do estádio antes da reforma.

Acesso[editar | editar código-fonte]

Acesso para o setor das cadeiras inferiores.

O acesso para o público ao interior do estádio dá-se por quatro entradas, duas para o setor das arquibancadas e duas para o das cadeiras inferiores. Para as arquibancadas, as entradas são popularmente conhecidas como "Bellini", devido à presença de uma estátua que homenageia Bellini, o capitão da Seleção Brasileira vencedora da Copa do Mundo de 1958, e "UERJ", do lado oposto, por causa da proximidade com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Esta entrada é a mesma por onde desemboca os espectadores que vão ao estádio de metrô.

As entradas pelas cadeiras dão-se pelos portões 18, próximo à entrada do museu do Maracanã, e entre o Célio de Barros e o Maracanãzinho, e 19, do lado oposto.

Bilheterias[editar | editar código-fonte]

Com várias bilheterias, atualmente abrem apenas as bilheterias de número 5, 8 e, em partidas de grande público, 9.[45]

Grandes clubes e clássicos[editar | editar código-fonte]

Existem esquemas de segurança para prevenir o encontro entre torcidas rivais em clássicos estaduais. Usualmente, a entrada das torcidas do Botafogo e do Flamengo dá-se pelo lado da estátua de Bellini, enquanto Fluminense e Vasco da Gama, pelo lado da UERJ. Dentro do estádio, também há locais pré-determinados em que as torcidas se acomodam. As torcidas do Flamengo e do Fluminense concentram-se, usualmente, no lado esquerdo, das cabines de televisão, enquanto as de Botafogo e Vasco no lado direito das cabines. Por ter sido o primeiro campeão do Maracanã em 1950, o Vasco da Gama teve o direito de escolher o lado em que sua torcida sentaria, por este motivo, em todos os jogos do Vasco da Gama sua torcida está localizada do lado direito das cabines de rádio e televisão.

Em dia de clássicos, pode haver inversão da entrada e da localização das torcidas. As únicas que permaneciam sempre no mesmo lado e entram sempre pela mesma entrada, são as de Flamengo e Vasco. Por conta do campeonato conquistado pelo Vasco da Gama em 1950 e decisões políticas pelo lado do Flamengo. Entretanto, após a assinatura do novo Consórcio que agora administra o Maracanã, a torcida do Vasco não terá mais entrada e local fixo, passando a ter esse privilégio a torcida do Fluminense.

Maracanã visto do Cristo Redentor, no Corcovado.
Partida Entrada Bellini Entrada UERJ Lado esquerdo Lado direito
Botafogo vs. Flamengo Flamengo Botafogo Flamengo Botafogo
Fluminense vs. Flamengo Flamengo Fluminense Flamengo Fluminense
Vasco vs. Flamengo Flamengo Vasco Flamengo Vasco
Vasco vs. Botafogo Botafogo Vasco Botafogo Vasco
Botafogo vs. Fluminense Botafogo Fluminense Botafogo Fluminense
Vasco vs. Fluminense Vasco Fluminense Vasco Fluminense

Calçada da Fama e Museu[editar | editar código-fonte]

O estádio conta no nível térreo, próximo à entrada para as cadeiras especial, com a "Calçada da Fama", inaugurado à data do cinqüetenário do Maracanã, em 2000. Futebolistas como Pelé, Zico, Jairzinho, Roberto Dinamite, Rivellino, Zagallo, Amarildo, Eusébio, Franz Beckenbauer[46] [47] , entre outros que atuaram no Maracanã possuem a marca de seus pés representados em cimento. Uma curiosidade do local é que os goleiros, como Manga, possuem suas mãos marcadas, e Garrincha, falecido à época da inauguração, tem um estande especial com um par de suas chuteiras e uma camisa.

O museu do estádio, conhecido como Museu do Futebol, foi inaugurado em 2006 e conta a história do Maracanã, do futebol do Rio de Janeiro e da Seleção Brasileira de Futebol.

Busto de Garrincha no Maracanã.

Lá, é possível se encontrar a bola do gol mil de Pelé, uniformes da seleção e fotos dos campeões mundiais, além de um vídeo que mostra, através de uma maquete eletrônica, como ficará o novo Maracanã para a Copa do Mundo de 2014.

Bustos e Estátuas[editar | editar código-fonte]

Dentro do Maracanã, ou nos seus arredores, é possível se encontrar alguns bustos e estátuas.

Entre os bustos, encontram-se a do ex-jogador e técnico Zagallo, a do eterno anjo das pernas tortas, Garrincha, e a do jornalista Mario Filho, que empresta seu nome ao estádio.

Já com relação à estátuas, tem-se a do ex-jogador Zico (maior artilheiro do estádio)[48] , e a famosa Estátua do Bellini, capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo FIFA de 1958. Esta estátua de bronze, representa um jogador simbólico erguendo a Taça Jules Rimet. Apesar do rosto não lembrar em nada as feições do capitão do selecionado de 58, a obra foi assim apelidada pelos torcedores. Este monumento fica localizado em frente à entrada principal. Foi confeccionado pelo artista plástico Matheus Fernandes e inaugurado em 13 de novembro de 1960, como uma homenagem à conquista do título mundial na Suécia, dois anos antes.[49]

Após as reformas para a Copa do Mundo de 2014, o estádio ganhará em seu interior, uma estátua em homenagem ao Pelé.[50]

Dados e estatísticas[editar | editar código-fonte]

  • O Maracanã teve Zico como seu maior artilheiro, jogador que atuou a maioria das vezes no estádio pelo Flamengo. Ele marcou 333 gols nas 435 partidas que disputou no estádio.[51]Pelé é o jogador que mais marcou gols no Maracanã com a camisa da Seleção Brasileira, 30 gols em 22 partidas.
  • Zico também foi o jogador que mais marcou gols em uma única partida no Maracanã, foram 6 gols, na goleada de 7 a 1 do Flamengo sobre o Goytacaz, pelo campeonato carioca de 1979.
  • As maiores goleadas da história do Maracanã foram Flamengo 12 a 2 São Cristóvão, pelo Campeonato Carioca de 1956,[52] e Espanha 10 a 0 Taiti, pela Copa das Confederações de 2013.[53]
  • O Maracanã foi palco do milésimo gol da carreira de Pelé (Vasco 1 a 2 Santos, em 19 de novembro de 1969) e também da despedida do Rei do Futebol da Seleção Brasileira (Brasil 2 a 2 Iugoslávia, em 18 de julho de 1971).
  • O maior público-visitante de uma equipe de fora da cidade do Rio de Janeiro foi registrado na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 entre Fluminense e Corinthians, no episódio que ficou conhecido por "A Invasão Corintiana". Aproximadamente 70.000 dos 146.043 pagantes torciam para o Corinthians, que venceu o confronto nos penaltis.[54]

Outros eventos[editar | editar código-fonte]

Não futebolísticos[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de encerramento dos Jogos Pan-americanos de 2007

O Maracanã já recebeu pelo menos 3 grandes eventos de outros esportes se não o futebol. O primeiro deles aconteceu em 1951. Trata-se da grande luta entre o japonês Masahiko Kimura, campeão mundial, e considerado o grande judoca do planeta, e Hélio Gracie, o maior nome do jiu-jitsu e da luta livre no Brasil[55] . Em 1952, a equipe estadunidense de basquetebol Harlem Globetrotters se apresentou no estádio[56] . Em 1983, o 3o grande momento - O Grande Desafio de Vôlei – Brasil X URSS - uma partida histórica de voleibol entre a Seleção Brasileira de Voleibol Masculino e a então Seleção Soviética de Voleibol Masculino, campeã olímpica e mundial à época, que detém até hoje o recorde de público numa partida a céu aberto: 95.887 pagantes[57] .

Não desportivos[editar | editar código-fonte]

Eventos de destaque realizados no Maracanã:

Maiores públicos em jogos[editar | editar código-fonte]

Público Mandante Placar Visitante Data Competição
1 199.854 Brasil Brasil 1–2 Flag of Uruguay.svg Uruguai 16 de julho de 1950 Copa do Mundo
2 183.341 Brasil Brasil 1–0 Flag of Paraguay.svg Paraguai 31 de agosto de 1969 Eliminatórias da Copa
3 177.020 Rio de Janeiro Flamengo 0–0 Rio de Janeiro Fluminense 15 de dezembro de 1963 Campeonato Carioca
4 174.770 Rio de Janeiro Flamengo 3–1 Rio de Janeiro Vasco da Gama 4 de abril de 1976 Campeonato Carioca
5 174.599 Brasil Brasil 4–1 Flag of Paraguay.svg Paraguai 21 de março de 1954 Eliminatórias da Copa
6 171.599 Rio de Janeiro Botafogo 0–0 Rio de Janeiro Portuguesa 15 de junho de 1969 Campeonato Carioca
Rio de Janeiro Fluminense 3-2 Rio de Janeiro Flamengo
7 165.358 Rio de Janeiro Flamengo 0–0 Rio de Janeiro Vasco da Gama 22 de dezembro de 1974 Campeonato Carioca
8 162.764 Brasil Brasil 6–0 Flag of Colombia.svg Colômbia 9 de março de 1977 Eliminatórias da Copa
9 161.989 Rio de Janeiro Flamengo 2–1 Rio de Janeiro Vasco da Gama 6 de dezembro de 1981 Campeonato Carioca
10 160.342 Rio de Janeiro Bangu 2–1 Rio de Janeiro Madureira 19 de agosto de 1973 Campeonato Carioca
Rio de Janeiro Flamengo 0–0 Rio de Janeiro Vasco da Gama
11 158.477 Rio de Janeiro Botafogo 2–2 Rio de Janeiro Flamengo 29 de abril de 1979 Campeonato Carioca
12 155.253 Rio de Janeiro Flamengo 3–0 São Paulo Santos 29 de maio de 1983 Campeonato Brasileiro

Maiores públicos em shows[65] [editar | editar código-fonte]

em ordem de público.
Show dos Backstreet Boys em 2001.
Shows com total lotação mas com estruturas diferentes
Posição Cantor(es) Ano Público Turnê
Estados Unidos KISS 1983 250 mil Creatures of the Night Tour
Estados Unidos Tina Turner 1988 200 mil[71] Break Every Rule Tour
Noruega A-ha 1991 198 mil[72] Rock in Rio II
Inglaterra Paul McCartney 1990 184 mil The Paul McCartney World Tour
Brasil Diante do Trono 2001 180 mil[73] Brasil Diante do Trono
Estados Unidos Frank Sinatra 1980 170 mil[74] N/A
Estados Unidos Madonna 1993 120 mil The Girlie Show Tour
Estados Unidos Backstreet Boys 2001 70 mil Black&Blue
Brasil Sandy & Junior 2002 Sandy & Junior 2002
Inglaterra The Police 2007 The Police Reunion Tour
Brasil Roberto Carlos 2009 68 mil[75] Roberto Carlos - 50 Anos de Música Tour
10ª
Brasil Ivete Sangalo
2006
50 mil
Turnê d'As Super Novas
México RBD Tour Generación RBD (RBD Tour Brasil 2006)

Referências

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  2. Unificado.com.br - Maracanã, templo do futebol brasileiro. -. Página visitada em 6 de fevereiro de 2008.
  3. http://www.copa2014.gov.br/pt-br/noticia/em-tres-cores-cadeiras-do-maracana-sao-retrateis-e-certificadas
  4. http://pt.fifa.com/worldcup/destination/stadiums/stadium=214/index.html
  5. UOL Notícias - Maracanã fecha a partir de setembro para se preparar para Copa-2014.
  6. a b c d e Suderj.
  7. rio2016.org - Maracanã - Tradição e Festa. Página visitada em 22 de janeiro de 2011.
  8. Maracanã pode ser palco da abertura e da final da Copa 2014
  9. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas autogenerated1
  10. SUDERJ - Maracanã.. Página visitada em 16 de julho de 2012.
  11. a b SERÃO INICIADAS, AMANHÃ, AS OBRAS DO ESTÁDIO MUNICIPAL. Jornal O Globo, 19 de janeiro de 1948, in DELMAS, Maria Fernanda (coord.). Maracanã. A saga do mais famoso templo do futebol mundial. Rio de Janeiro: Organizações Globo, 2013.
  12. Extra Online - Blog Enter Sem Bater: O Maracanã não Caiu!. Página visitada em 6 de fevereiro de 2008.
  13. a b c d NetVasco - Maracanã.
  14. [1]
  15. Osvaldo Topete terceiro Tempo - Que Fim Levou
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  19. Rio de Janeiro Championship 1951
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  23. Torneio Rio-São Paulo -- List of Champions
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  27. NetVasco - Jogões: 1987-1988. -. Página visitada em 27 de novembro de 2007.
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  31. UOL Esporte - Flamengo derrota o Atlético-PR e se classifica para Libertadores. -. Página visitada em 26 de novembro de 2007.
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  33. Fifa confirma Brasil como único candidato à Copa de 2014. Página visitada em 2 de abril de 2010.
  34. Globoesporte.com - Em menos de 20 anos, Maracanã passará pela sua terceira grande reforma.
  35. Globoesporte.com - Maracanã será fechado em setembro de 2010 e deve ficar pronto em 2012.
  36. Globoesporte.com - Rio transforma sonho olímpico em realidade e conquista jogos de 2016.
  37. Argentina x Bósnia e Herzegovina (em inglês). FIFA.com (15 de junho de 2014). Página visitada em 24 de junho de 2014.
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  41. Colômbia x Uruguai (em inglês). FIFA.com (28 de junho de 2014). Página visitada em 30 de junho de 2014.
  42. França x Alemanha (em inglês). FIFA.com (4 de julho de 2014). Página visitada em 5 de julho de 2014.
  43. Alemanha x Argentina (em inglês). FIFA.com (13 de julho de 2014). Página visitada em 13 de julho de 2014.
  44. Colorfotos.com.br.
  45. Fim de jogo - Plano de Jogo - Flamengo x Vasco. - atualizado em 13 de setembro de 2007.
  46. Eusébio se emociona com Calçada da Fama
  47. Calçada da Fama do Maracanã completa cem homenagens a craques mundiais
  48. suderj.rj.gov.br Visitação ao Maracanã Acessado em 15/03/2012.
  49. globoesporte.globo.com Conheça os jogadores brasileiros eternizados com estátuas. Acessado em 15/03/2012.
  50. globoesporte.globo.com Pelé vai ganhar estátua no Maracanã, afirma colunista. Maior atleta do século XX ganhará outra homenagem no estádio onde fez o milésimo gol de sua carreira por iniciativa do Clube dos 13. Acessado em 15/03/2012.
  51. Paixão Rubro-Negra - Mais de 70 mil fiéis na missa do Galo. (27/12/2007).
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  75. Carlos emociona 68 mil pessoas no Maracanã.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Precedido por
Stade Olympique de Colombes
Paris
Copa do Mundo FIFA
Final (Quadrangular)

1950
Sucedido por
Wankdorf Stadium
Berna
Precedido por
Estadio Monumental
Buenos Aires
Copa América
Final (Quadrangular)

1989
Sucedido por
Estadio Nacional de Chile
Santiago
Precedido por
'
Mundial de Clubes da FIFA
Final

2000
Sucedido por
International Stadium Yokohama
Yokohama
Precedido por
Estadio Olímpico Félix Sánchez
Santo Domingo
Jogos Pan-americanos
Abertura/Encerramento

2007
Sucedido por
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Guadalajara
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Porto Alegre
Copa Libertadores da América
Final (Último jogo)

2008
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Copa do Mundo FIFA
Final

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Moscou
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Abertura/Encerramento

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Tóquio
 years=2016
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São Paulo
Copa do Brasil de Futebol
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Estádio do Morumbi
São Paulo
Copa do Brasil de Futebol
Final

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Estádio do Mineirão
Belo Horizonte
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Florianópolis
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Copa do Brasil de Futebol
Final

2013
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Maiores estádios do Brasil  Esta caixa: verdicedite 
Estádio Localização Capacidade
Rio de Janeiro
Maracanã (atual)
Brasília
Mané Garrincha
São Paulo
Morumbi (anterior)
Belo Horizonte
Mineirão
1 Maracanã Rio de Janeiro, Rio de Janeiro 74 738
2 Mané Garrincha Brasília, Distrito Federal 69 349
3 Morumbi São Paulo, São Paulo 66 795
4 Castelão Fortaleza, Ceará 60 342
5 Arruda Recife, Pernambuco 60 044
6 Mineirão Belo Horizonte, Minas Gerais 58 259
7 Arena do Grêmio Porto Alegre, Rio Grande do Sul 55 538
8 Parque do Sabiá Uberlândia, Minas Gerais 53 350
9 Fonte Nova Salvador, Bahia 51 900
10 Beira-Rio Porto Alegre, Rio Grande do Sul 50 128 Fonte: CBF [3]