Zico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Emblem-scales.svg
A neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão.
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Zico
Zico 2012.jpg
Informações pessoais
Nome completo Arthur Antunes Coimbra
Data de nasc. 3 de março de 1953 (61 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro, RJ,  Brasil
Nacionalidade  brasileiro
Apelido Zico
Galinho de Quintino
サッカーの神様 ("Deus do Futebol",no Japão)
Kral Arthur ("Rei Artur", na Turquia)
Informações profissionais
Período em atividade Como jogador: 1971-1994 (23 anos)
Como treinador: 1999-presente (14 anos)
Clube atual Sporting Clube de Goa
Posição Treinador (ex-Meia)
Clubes de juventude
1967–1971 Brasil Flamengo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1971–1983
1983–1985
1985–1989
1991–1994
Total
Brasil Flamengo
Itália Udinese
Brasil Flamengo
Japão Kashima Antlers
000732 0000(509)
000079 00000(56)
000094 00000(30)
000088 00000(54)
000993 0000(649)
Seleção nacional
1976–1989
1990
Brasil Brasil
Brasil Brasil Masters
00008900000(66)
Times que treinou
1999[1]
???[1]
2002–2006[1]
2006–2008[1]
2008–2009[1]
2009[1]
2009–2010
2011–2012
2013–2014
Japão Kashima Antlers
Brasil CFZ
Flag of Japan.svg Japão
Turquia Fenerbahçe
Uzbequistão Bunyodkor
Rússia CSKA Moscou
Grécia Olympiakos
Flag of Iraq.svg Iraque
Catar Al-Gharafa
0015 (10V, 02E, 03D)
0003 (00V, 03E, 00D)
0072 (38V, 15E, 19D)
0117 (71V, 28E, 07D)
0013 (10V, 01E, 02D)
0035 (20V, 05E, 10D)
0021 (12V, 04E, 05D)
0021 (10V, 06E, 05D)
0020 (5V, 07E, 08D)
Última atualização: 21 de agosto de 2013

Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico (Rio de Janeiro, 3 de março de 1953), é um treinador, ex-futebolista e ex-dirigente brasileiro[nota 1] que atuava como meia. Atua como comentarista esportivo na TV Esporte Interativo.[3] Atualmente, está sem clube.

Notabilizou-se como o carismático líder da vitoriosa trajetória do Flamengo nas décadas de 1970 e 1980, com ápice nas conquistas da Taça Libertadores da América e da Copa Intercontinental pela equipe carioca, além de quatro títulos no Campeonato Brasileiro e de suas participações pela Seleção Brasileira nas Copas Argentina 1978, Espanha 1982 e México 1986. É considerado por muitos especialistas, profissionais do esporte e, em especial, pelos torcedores do Flamengo, o maior jogador da história do clube, e o maior futebolista brasileiro desde Pelé.

Não são poucos também os que o consideram como o melhor jogador de futebol dos anos 1980, sendo chamado frequentemente no exterior de "Pelé Branco". É o maior artilheiro da história do estádio do Maracanã, com 333 gols em 435 partidas. Marcou 135 gols em campeonatos brasileiros. Foi eleito como o terceiro maior futebolista brasileiro do século XX, o sétimo maior da América do Sul e o décimo quarto entre todos do Mundo, segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS). É um dos quatro brasileiros a figurar no Hall da fama da FIFA (os outros são Pelé, Garrincha e Didi). Foi eleito pela própria Federação Internacional de Futebol (FIFA), o oitavo maior jogador do século, o nono maior jogador do século XX pela revista France Football, o nono Brasileiro do Século no esporte, segundo pesquisa realizada pela revista IstoÉ, e o décimo maior jogador de todos os tempos pela revista inglesa World Soccer.Em julho de 2012, foi eleito um dos "100 maiores brasileiros de todos os tempos" em concurso realizado pelo SBT com a BBC de Londres.[4]

O início de sua carreira[editar | editar código-fonte]

Zico jogava num pequeno time de futebol de salão formado por amigos e familiares, o Juventude de Quintino, do bairro de Quintino Bocaiuva, na zona norte do Rio de Janeiro. Além do Juventude, ele passou a praticar o esporte conhecido hoje como futsal no Ríver Futebol Clube, tradicional clube da Piedade, onde um dos professores era Joaquim Pedro da Luz Filho, Seu Quinzinho. No Ríver, seu futebol ainda menino chamou a atenção. Mas seu primeiro clube de futebol de campo foi o Flamengo, para onde se transferiu aos catorze anos de idade, quando em 1967 o radialista Celso Garcia, amigo da família, assistiu uma partida de Zico em um torneio no Ríver, onde jogava com a camisa do Santos,[5] em que o garoto marcou dez gols em vitória de 15 x 3 de seu time. Garcia o levou para a escolinha de futebol do clube.

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Zico só estreou no time principal em 1971, em uma partida contra o Vasco da Gama, cujo placar terminou 2 a 1 para o time rubro-negro, em que o debutante deu o passe para Fio Maravilha marcar o gol da vitória.[6] Zico só foi se firmar como titular na equipe em 1974, depois de passar por uma intensa preparação física que incluía dedicação de boa parte de seu dia, desde quando chegou ao clube, em 1967 (quando ainda estava na escola), a um trabalho de fortalecimento muscular, a base principalmente de esteroides anabolizantes, devido ao corpo antes franzino.[7] E devido ao seu franzino corpo de início de carreira e de seu bairro de origem (Quintino) ganhou o carinhoso apelido de "Galinho de Quintino". Ainda atuando pelo time juvenil, participou de duas partidas pela equipe principal do Flamengo no Campeonato Carioca de 1972, o bastante para conquistar seu primeiro título como profissional. Ainda demoraria, entretanto, dois anos para firmar-se no elenco e enterrar a imagem de um jogador de físico fraco, que sucumbia à primeira pancada dos adversários.[7]

Após esses dois anos, em 1974 (quando também recebeu a camisa 10), começava a demonstrar futebol empolgante, com dribles, lançamentos e arrancadas fulminantes em direção ao gol e também a habilidade que lhe caracterizaria, a de cobrar milimetricamente as faltas que batia.[7] Neste ano, conquistou seu segundo Carioca pelo Flamengo, o primeiro como titular e camisa 10, liderando uma equipe jovem em decisões contra as equipes mais experientes de Vasco e América[7] (onde à época jogava seu irmão Edu). No Campeonato Brasileiro, recebeu sua primeira Bola de Ouro da Revista Placar, eleito pela publicação o melhor jogador do campeonato. Nos três anos seguintes, entretanto, Zico viu rivais comemorarem o título estadual: o Fluminense de Rivellino foi bicampeão em 1975 e 1976 e, mais dolorosamente, o Vasco de Roberto Dinamite levou a taça em 1977 após decisão por pênaltis contra o Flamengo em que Zico, tendo a chance de dar o título a seu clube se convertesse sua cobrança, perdeu. A série de pênaltis prosseguiria e terminaria em vitória vascaína.[8]

A "Era Zico"[editar | editar código-fonte]

A partir de 1978, entretanto, o Flamengo ingressaria em um período áureo sob o comando em campo de Zico. Com um futebol quase perfeito, só possível de ser parado com violência,[7] Zico conquistou um tricampeonato carioca, o terceiro do clube, nas edições daquele ano com as duas realizadas em 1979, mesmo ano em que o time conquistaria o prestigiado torneio amistoso Ramón de Carranza, com destaque para a vitória por 2 x 1, em que ele marcou um dos gols, sobre o Barcelona de Johan Neeskens, Allan Simonsen, Hans Krankl e Carles Rexach.[9] Em 1979 ele também marcou seu 245º gol, em partida contra o Goytacaz, superando, ainda aos 26 anos, Dida como o maior artilheiro da história do Flamengo. No ano seguinte, viria finalmente o inédito título no Campeonato Brasileiro. As finais foram contra o Atlético Mineiro de Reinaldo, Toninho Cerezo e Éder. Contundido, Zico não jogou a primeira partida, em que os alvinegros venceram, no Mineirão, por 1 x 0. Voltou ao time no jogo de volta, no Maracanã, tendo dado passe para o primeiro gol e marcando o segundo do Flamengo na vitória por 3 x 2 que lhe deram pela primeira vez às suas mãos a taça de campeão nacional,[10] compensando a decepção no Carioca, onde Zico vê os rivais Vasco e Fluminense decidirem o título. Ainda em 1980, Zico conquistaria com o Flamengo outros dois torneios amistosos europeus: o Torneio Astúrias e Algarve, com vitórias sobre Real Sociedad e Spartak Sófia; e um bi no Ramón de Carranza, passando por Dínamo Tbilisi e Real Betis.[11]

Com o título nacional, o clube credenciou-se pela primeira vez para disputar a Taça Libertadores da América. Na primeira fase, por ter empatado em número de pontos com o Atlético Mineiro, uma partida de desempate foi marcada. O confronto ocorreu no Estádio Serra Dourada. A partida foi encerrada aos 37 minutos do primeiro tempo, pois o rival mineiro teve cinco jogadores expulsos. O Flamengo foi declarado vencedor e avançou para a fase semifinal da competição, onde superou Deportivo Cali, da Colômbia e Jorge Wilstermann, da Bolívia. Na decisão, encarou os chilenos do Cobreloa. Zico marcou os dois gols na vitória por 2 x 1 na partida de ida, no Maracanã. A de volta, no Chile, foi marcada pela enorme violência dos rivais, especialmente de seu zagueiro Mario Soto, que agrediu com um anel afiado os flamenguistas Andrade e Lico. Os chilenos venceram por 1 x 0 e, pelo regulamento da época, o troféu seria decidido em campo neutro, que foi em Montevidéu, no Estádio Centenário. Zico novamente marcou os dois gols da vitória, dessa vez de 2 x 0, o segundo deles, a dez minutos do fim, em uma de suas mais inesquecíveis cobranças de falta.[12] O título continental foi seguido por mais um Carioca, sobre os rivais do Vasco, em partida dedicada ao técnico Cláudio Coutinho, falecido antes do primeiro jogo da decisão. O Campeonato Carioca já havia reservado a alegria de ter imposto uma goleada de 6 x 0 sobre o Botafogo, devolvendo uma derrota de nove anos antes que ainda ressoava entre as duas torcidas. O ano mágico de 1981 terminava da melhor forma possível: da decisão estadual, o time foi para Tóquio enfrentar os britânicos do Liverpool na Copa Europeia/Sul-Americana.

A equipe inglesa era amplamente favorita: nos últimos oito anos, havia conquistado cinco vezes o campeonato inglês, uma Copa da UEFA e três Copa dos Campeões da UEFA, possuindo um elenco de respeitados jogadores das Seleções Inglesa e Escocesa, que não deixaram de fitar com superioridade os brasileiros no vestiário, antes da partida.[13] [14] [15] O título mundial, que até então só havia vindo ao Brasil por meio do Santos de Pelé, foi conquistado após exibição primorosa do Flamengo, que venceu por 3 x 0. Os três gols, marcados todos ainda no primeiro tempo, saíram de jogadas de Zico: no primeiro e no terceiro, por assistência direta a Nunes e, no segundo, marcado por Adílio, após cobrança de falta do Galinho rebatida pelo goleiro adversário Bruce Grobbelaar. Eleito o melhor em campo mesmo sem ter marcado, recebeu como premiação individual um cobiçado carro esporte da patrocinadora da partida, a Toyota, juntamente com Nunes; ambos demonstrariam a grande união do grupo, vendendo os veículos e dividindo igualmente o dinheiro entre os jogadores.[7] Ainda antes da partida, ao ser indagado sobre o favoritismo dos britânicos, teria dito: "eles são favoritos sim, mas para o segundo lugar, o que é até muito honroso". Durante ela, desesperado, o goleiro Grobbelaar gritava ao zagueiro e capitão Phil Thompson: "Joga o Zico para longe, Thompson, joga o Zico para longe, em nome de Deus!". Após, o técnico adversário, Bob Paisley, declarou: "Vocês jogam um jogo que desconhecemos. Vocês dançam, isso devia ser proibido".[16]

A Era de Ouro no Flamengo prosseguiu no ano seguinte com a conquista do Campeonato Brasileiro, em campanha destacada por vitórias fora de casa, mais uma resposta às críticas de que o time (e Zico) só jogavam bem no Maracanã:[17] dois 4 x 3, sobre Náutico e São Paulo; dois 3 x 2 sobre o Internacional e Guarani - nesta partida, Zico marcou os três gols da vitória contra o time de Careca e Jorge Mendonça.[17] Para completar, A taça também foi conquistada fora de casa, contra o Grêmio, em vitória por 1 x 0 com nova assistência de Zico a Nunes. O Galinho já havia sido heroi no primeiro jogo da decisão, marcando um gol de trivela no canto esquerdo de Emerson Leão, empatando uma partida em casa que já estava acabando.[17] O segundo semestre de 1982 já não é tão bom: voltando de dolorosa eliminação na Copa do Mundo, Zico perde os dois torneios que disputa com o Flamengo. Na Taça Libertadores da América, o Flamengo, como campeão, entra na disputa já na segunda fase do torneio, em um grupo de três times que apontará um dos finalistas. O clube vence os dois duelos contra o River Plate e vai à última rodada precisando vencer o Peñarol em casa para forçar um jogo extra - os uruguaios haviam vencido em Montevidéu. No entanto, é o adversário quem vence, em pleno Maracanã - a final, curiosamente, seria novamente contra o Cobreloa. Já o Campeonato Carioca é perdido para o Vasco.

No primeiro semestre de 1983, o Flamengo é eliminado na primeira fase da Libertadores no grupo que dividia com o Grêmio (que fica com a única vaga) e os bolivianos Bolívar e Blooming. Paralelamente, porém, o time igualava-se aos gaúchos do Internacional como maior vencedor do Brasileirão, conquistando seu terceiro título. O sabor foi mais especial por ter eliminado no caminho o Vasco, nas quartas-de-final, com Zico marcando o gol do empate (que garantia a classificação flamenguista) aos 44 minutos do segundo tempo.[18] As finais foram contra o Santos. Os paulistas, que aspiravam a seu primeiro título no torneio, haviam vencido o jogo de ida por 2 x 1. Na volta, jogando machucado,[19] Zico ruiu o sonho santista ao marcar antes do primeiro minuto, em partida terminada em vitória rubro-negra por 3 x 0. Zico ergueu a taça consciente de que seria sua até então última partida pelo Flamengo: embora ainda não divulgada a transferência, o Galinho já sabia se sua venda para a equipe italiana da Udinese,[19] em transferência já acertada um mês antes da decisão e mantida em sigilo para eventuais protestos da torcida não atrapalharem a caminhada rumo ao título.[20]

Udinese[editar | editar código-fonte]

Cobiçado por clubes mais tradicionais do país, como Roma e Juventus, sua ida à modesta equipe de Friuli causou escândalo no resto da Itália. A Federação chegou a suspender a compra, orçada em 4 milhões de dólares (em valores da época) - o maior valor pago até então no país por um jogador -, o que revoltou os moradores de Udine, que começaram a disparar mensagens de separatismo. O lema era "ou Zico ou Áustria!", uma referência à época em que a região pertencia ao Império Austríaco.[21] A ameaça foi levada a sério pelo presidente do país, Sandro Pertini, que enfim autorizou a compra de Zico. O Galinho chegou a Udine tratado desde logo como um rei.[21] Mesmo assim, manteve sua postura humilde e profissional, procurando deixar todos à vontade: um dos reservas do time, Pradella, chegara a ter calafrios e desarranjos intestinais na primeira vez em que foi escalado para jogar ao lado do brasileiro.[22] Dedicado a ajudar o clube a conseguir o título na Serie A, Zico fez sua parte, liderando um time fraco a uma honrosa nona colocação na temporada 1983/84, a quatro pontos do time que ficou na quarta (a Internazionale), que daria vaga para a Copa da UEFA.

Zico marcou 19 gols, apenas um atrás na artilharia do campeonato, que ficou com Michel Platini, da campeã Juventus. O detalhe é que o francês jogou seis partidas a mais,[22] muito por conta de uma lesão que Zico sofrera em amistoso contra o Brescia.[21] Jogando muitas vezes machucado, sabendo da dependência que o time tinha em relação a ele, Zico começou a se desencantar com os dirigentes do clube, que haviam prometido formar uma equipe forte o capaz para brigar pelo título, o que não vinha acontecendo - além dele, os únicos jogadores com certo reconhecimento eram seu colega de Seleção (e futuramente também de Flamengo) Edinho e um veterano ex-jogador da Seleção Italiana, Franco Causio, com quem fazia dupla no meio-de-campo. Começou a sonhar com sua volta ao Flamengo.[22] A segunda temporada acabou marcada pela luta para não cair, com ele jogando apenas quinze vezes, ainda assim marcando doze.[22] Outro motivo para o seu desejo em ir embora era o processo que sofria na Justiça Italiana por supostamente enviar ilegalmente dinheiro ao Brasil, que só mais tarde terminaria em sua absolvição.[21] Em entrevista à revista inglesa FourFourTwo, Zico esclareceu o ocorrido:

Cquote1.svg Assinei um contrato de uso de imagem no Brasil e, na Itália, o presidente da Udinese acertou um outro contrato de publicidade. Seria preciso uma autorização da receita federal italiana para que eu pudesse fazer publicidade na Itália. Respeitei isso e cumpri meu outro contrato. Mas aí os agentes da receita entraram com uma ação contra mim e tive que apelar. Mostrei, então, o contrato que tinha assinado no Brasil, que respeitava as leis brasileiras, e provei que pagava impostos corretamente. O engraçado é que acabei pagando mais impostos do que um cidadão de Udine normalmente pagava. Paguei algo próximo de US$500 000 e fui processado por sonegação devido a um erro contratual. Apelei e fui totalmente absolvido. Era totalmente legal e não fiz nada para evitar pagar meus impostos. Só que a imprensa não mencionava isso.[14] Cquote2.svg

Zico não deixou de reproduzir na Itália sua jogada característica, apavorando os goleiros adversários com suas cobranças de falta, gerando até acirrados debates nos programas esportivos nos canais de televisão do país: "Como evitar os gols de Zico?", discutiam.[22] Em sua passagem pela Udinese, Zico marcou 17 gols de falta dentre seus 57 gols.[22] Dos gols "normais", dois são lembrados em especial: o da vitória de 1 x 0, em novembro de 1983, marcado aos 41 minutos do segundo tempo, sobre a então campeã, a Roma, que nunca havia perdido para a Udinese.[23] Outro foi uma bicicleta em sua estreia no mítico Estádio San Siro, em jogo contra o Milan, diminuindo no final da partida o placar para 3 x 2 - ainda arranjaria tempo para dar assistência a Causio para o gol de empate.[21] Foi também muito aplaudido e teve o seu nome gritado e cantado pelas torcidas adversárias, fato que ocorreu contra o Ascoli, Genoa e Catania.[21] Contra o Ascoli, torcedores, repórteres e até o goleiro adversário o aplaudiram após ter feito um lindo gol. Em Gênova, o estádio inteiro cantou o seu nome e em Catania os torcedores do time rival não só gritavam e cantavam o seu nome como também torciam por ele: todas as vezes que ele tocava na bola era ovacionado e quando surgia uma falta próximo a área, clamavam para que Zico a cobrasse.

Ao terminar a partida, o jogador brasileiro Pedrinho, do Catania (e seu colega na Copa de 1982, além de ex-adversário de Vasco), foi indagado por um réporter: "Vocês poderiam ter vencido o jogo?". E ele respondeu: "Como poderíamos se até a nossa torcida estava torcendo pelo Zico?".[21] Em uma pesquisa realizada em novembro de 2006 pelo jornal italiano La Repubblica[24] sobre os maiores jogadores brasileiros na Itália, Zico aparece em primeiro, à frente de Mazzola, Falcão, Careca, Ronaldo e Kaká, dentre outros. Seu carisma e talento continuaram a ficar no coração do torcedor da Udinese mesmo após sua saída: em 1989, quatro anos após ter deixado o clube (que caíra para a Serie B duas temporadas após o ídolo ter ido embora), lotou o Estádio Comunale del Friuli na partida que marcava a sua despedida da Seleção Brasileira.[22] Vinte anos depois, em novembro de 2009, o Galinho recebeu a cidadania honorária de Udine.[25] Quem sintetizou de forma mais aprimorada a grande metamorfose operada por ele na cidade foi um jornalista do "Il Gazzettino de Veneza", profissional encarregado de segui-lo, Luigi Maffei.

Cquote1.svg Para nós, friulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor da Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo.[21] Cquote2.svg

Retorno ao Flamengo[editar | editar código-fonte]

Após duas temporadas na Itália, Zico voltou no segundo semestre de 1985 ao seu clube do coração. O retorno foi possibilitado por uma operação organizada pela agência de publicidade Estrutural, financiada pela Sul América Seguros e com apoio da Rede Manchete. O projeto incluiu a criação de um filme publicitário em que seis garotos fanáticos pelo Flamengo — Cebola, Gênio, Pulga, Bochecha, Limão e G/18 — iam à Itália buscar de volta o ídolo.[26] O primeiro jogo na volta para o Brasil, no dia 12 de julho de 1985, foi um amistoso contra um combinado de craques internacionais, como Paulo Roberto Falcão, Karl-Heinz Rummenigge, Cerezo e Maradona. O Flamengo venceu os Amigos de Zico por 3 a 1. Zico marcou um gol de falta. Jacozinho, ponta-esquerda do CSA de Alagoas, marcou o gol dos Amigos de Zico. O primeiro jogo oficial, em 14 de julho, foi uma vitória rubro-negra por 3 a 0 sobre o Bahia, com gols de Zico, Tita e Chiquinho.[27]

Os festejos, entretanto, deram lugar à agonia pouco depois, após sofrer falta desleal de Márcio Nunes, em partida contra o Bangu. A pancada devastou suas pernas: Zico teve torções nos dois joelhos e no tornozelo esquerdo, contusão na cabeça do perônio esquerdo e profundas escoriações na perna direita.[28] Teve de se submeter a três cirurgias no joelho esquerdo e a longo período de recuperações devido as consequentes problemas musculares. Só optou por elas pois teria de encerrar a carreira se não as fizesse. "Decidi tentar, pois não admitia a ideia de ser obrigado a abandonar os campos. Queria um dia parar com o futebol e não o futebol parar comigo", declarou Zico que, em virtude da recuperação, teve a curvatura da perna esquerda alterada, tendo de alterar também a sua forma de pisar.[28] Havia também a motivação extra pela realização de nova Copa do Mundo, no ano seguinte. Para voltar a jogar, teve de suportar até oito horas diárias na sala de musculação da Gávea, lutando para conseguir novos centímetros para a perna esquerda, que sofrera atrofia.

A resposta aos que já o consideravam ex-jogador veio em fevereiro de 1986, às vésperas da Copa, em um Fla x Flu. Os festejos rubronegros antes da partida eram destinados à estreia de Sócrates como jogador do Flamengo, naquele dia.[29] Após o jogo, as comemorações deram-se em função da atuação de gala de Zico, que marcou três gols - um de falta - na goleada flamenguista por 4 x 1.[30] No Flamengo, a recompensa viria com o título estadual naquele mesmo ano e, no seguinte, com o tetracampeonato brasileiro, com a conquista do módulo verde da Copa União, já com ele tendo alterado seu estilo de jogo: substituiu seu ímpeto pela cadência, os dribles rumo ao gol por toques de primeira e lançamentos.[7] A taça de 1987 seria a última levantada pelo Galinho no Flamengo, e não seria reconhecida pela CBF até 2011, quando foi oficializada como título brasileiro, ao lado do módulo amarelo, que apontou como representantes do Brasil na Libertadores de 1988 os times do Sport e do Guarani, respectivamente. Porém, logo em seguida, a CBF voltou atrás, reconhecendo somente o Sport-PE como único campeão de 1987 por ordem judicial. Em 1988, o Flamengo perderia o Carioca para o Vasco (assim como no ano anterior) e, no Brasileirão, seria eliminado nas quartas-de-final pelo Grêmio. Zico decidiu parar de jogar no segundo semestre de 1989: o Flamengo perdera o Estadual para o Botafogo. Sua última partida profissional no Flamengo terminou da melhor forma: uma goleada de 5 x 0 sobre o Fluminense, em Juiz de Fora, num jogo em que o Galinho não poupou dribles, lançamentos e um inesquecível gol na sua especialidade. "Era tudo o que eu queria. Terminar com um gol e justo do jeito que eu mais gosto: de falta".[31]

Sumitomo Metals/Kashima Antlers[editar | editar código-fonte]

Em 1991, retornou ao futebol, para disputar o ainda incipiente futebol japonês. No Japão, ele atuou pelo Sumitomo Metals e pelo clube originado deste, o atual Kashima Antlers, de 1991 a 1994, quando deixou definitivamente os campos. Sua passagem no Japão, junto com outros jogadores famosos já aposentados ou em via de se aposentar, é hoje apontadoa como uma das maiores razões da popularização e profissionalização do futebol no país, que finalmente promoveria a primeira edição profissional do campeonato japonês em 1993. Na final, contra o Verdy Kawasaki (atual Tokyo Verdy), recebeu uma das raras expulsões na carreira, ao cuspir na bola por sua irritação com a atuação do árbitro, que estaria favorecendo o adversário (que acabou ficando com o título).[32] Os gols da final, de qualquer forma, saíram de jogadores inspirados por Zico a jogar no recém-profissionalizado futebol nipônico: pelo Kashima, seu ex-colega de Flamengo Alcindo; pelo Verdy, o ex-adversário de Vasco Bismarck e também Kazu, japonês que jogava no Brasil. Zico aposentou-se após o término da segunda edição da J-League, com o Kashima ficando em terceiro na classificação geral. Mesmo não tendo conseguido o titulo do campeonato Japonês, Zico ficou bastante reverenciado no país, que aprendeu a gostar de futebol muito por conta do carisma e atuações do veterano ídolo,[32] que inclusive ganhou uma estátua em sua homenagem por lá. Oswaldo de Oliveira, que treinaria o Kashima, resumiu a importância de Zico para o clube:

Cquote1.svg O Zico participou da formação do Kashima ainda no início, quando o clube era amador. O conceito dele é fabuloso e até hoje a torcida leva uma faixa para ele em todos os jogos. O Antlers ia ser um clube de fábrica, e o Zico o fez virar grande, lhe deu história e tradição[33] Cquote2.svg

Quando já estava no Kashima, Zico voltou a jogar no Maracanã uma vez, como convidado especial do antigo rival Roberto Dinamite, para o amistoso de despedida deste, entre Vasco e o Deportivo La Coruña de Bebeto, ex-colega de ambos. A ocasião ficou famosa por ter sido a única vez que Zico entrou em campo com a camisa cruzmaltina.[34] Ele continuou a jogar futebol um ano após deixar os gramados, mas na areia. De volta ao Brasil, onde fundou o clube que leva o seu nome, o CFZ (Centro de Futebol Zico), participou pela Seleção Brasileira nos dois primeiros campeonatos mundiais do chamado beach soccer (1995 e 1996), sendo campeão em ambos e, no primeiro, também o artilheiro e melhor jogador.

Carreira internacional[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Descontado seu jogo de despedida em 1989, em Udine, e partidas por seleções inferiores, Zico atuou por dez anos pelo Brasil, marcando 66 gols em 89 partidas, tendo saído como segundo maior artilheiro da Seleção, atrás apenas de Pelé (depois, foi ultrapassado por Romário). Disputou três Copas do Mundo, não tendo experimentado o sabor do título mundial. Suas únicas taças pela Seleção foram conquistadas no ano de seu debute, 1976: a Copa Rio Branco, a Copa Roca, a Copa Oswaldo Cruz, a Copa do Atlântico e o Torneio Bicentenário dos EUA[35] (em que marcou, nos 4 x 1 contra a Itália, um de seus gols mais bonitos, driblando três adversários e chutando de pé esquerdo na meta de Dino Zoff). Ganhou também a taça Inglaterra-Brasil,[36] disputada num jogo único em Wembley no ano de 1981, quando marcou o gol da vitória de 1 x 0 contra o English Team. Seu debute ocorreu em partida válida pela Rio Branco. Foi contra o Uruguai, em Montevidéu. Marcando gol: com a partida empatada em 1 x 1 e com Rivellino e Nelinho expulsos, Zico fez o gol da vitória em cobrança de falta no final da partida.[37] Apenas em 2009 o Brasil voltaria a vencer a Seleção Uruguaia na casa dela.

Zico foi à Copa do Mundo de 1978 em momento onde ainda se firmava na equipe treinada por Cláudio Coutinho. O que seria seu primeiro gol no torneio terminou mal anulado: no final da estréia na primeira fase de grupos, contra a Suécia, o árbitro (o galês Clive Thomas) encerrou a partida no momento em que a bola estava no ar após cobrança de escanteio, antes que o cabeceio dado por Zico a fizesse entrar nas redes. Por razões físicas e uma suposta interferência do comando da CBD na escalação do time, perdeu a posição de titular no terceiro jogo para Jorge Mendonça, passando a entrar no decorrer das partidas. Marcou contra o Peru, de pênalti, seu primeiro gol em Copas do Mundo. Despediu-se da Copa na partida contra a Polônia, a última da segunda fase de grupos, quando sofreu grave problema muscular ao prender o tornozelo em lance com o adversário Zbigniew Boniek[28] [38] - se o Brasil passasse à final, Zico não jogaria. A Seleção teve de contentar-se com a decisão do terceiro lugar, conquistada após ficar empatada em pontos e com menor saldo de gols que a anfitriã Argentina, após a vitória desta por 6 x 0 sobre o Peru, o grande escândalo do torneio. Um drama talvez maior veio na Copa do Mundo de 1982, onde o Brasil vivia enorme favoritismo. Zico marcou quatro vezes no mundial: de falta contra a Escócia, em jogo em que reencontrou três jogadores do Liverpool contra quem jogara seis meses antes: Alan Hansen, Kenny Dalglish e Graeme Souness; dois contra a Nova Zelândia (um deles, de voleio); e outro contra a Argentina.

Na partida contra os rivais, também deu passe para Júnior marcar o terceiro e também envolveu-se no segundo, tendo dado passe para Falcão assistir a Serginho Chulapa. O jogo foi válido já pela segunda fase, onde um grupo formado também pela Itália daria uma vaga para as semifinais. O Brasil foi ao jogo contra os italianos podendo empatar para passar de fase: ambos haviam vencido a Argentina, mas o Brasil fizera um gol a mais. Tudo deu errado na partida decisiva do grupo. O técnico da Azzurra, Enzo Bearzot, já presenciara as habilidades de Zico em 1979, quando treinou a Seleção do Resto do Mundo em amistoso contra a Argentina comemorativo do aniversário de um ano do título do país na Copa de 1978. Zico chegara a Buenos Aires minutos antes da partida, entrando no segundo tempo. Marcou o gol de empate e levou o time da FIFA à vitória de virada[7] Para anular o Galinho, escalou o violento Claudio Gentile, que já parara Maradona, à base de muitas pancadas, na partida contra a Argentina. No único momento em que conseguiu desvencilhar-se da pesada marcação de Gentile, Zico deu o passe para o gol de Sócrates, que empatava a partida em 1 x 1.[21]

Em outro momento, o adversário chegou a puxar tão forte a camisa de Zico que terminou por rasgá-la. O lance foi dentro da grande área, mas o pênalti não foi marcado pelo árbitro Abraham Klein. A Itália venceu por 3 x 2 no que Zico, até então empatado com o alemão-ocidental Karl-Heinz Rummenigge na artilharia do mundial (premiação que ficaria com o carrasco Paolo Rossi, que fizera os três gols da vitória italiana naquela partida e faria outros três depois), considera sua "maior frustração no futebol".[39] A terceira e última Copa de Zico seria a de 1986. O Galinho ainda vivia a desconfiança da crítica em relação a seu estado físico após a lesão provocada por Márcio Nunes, do Bangu, em 1985. Sua resposta pela Seleção viria em abril, em amistoso contra a Iugoslávia. Na vitória brasileira por 4 x 2, marcou outro de seus gols mais bonitos, invadindo a área adversária deixando para trás uma fileira de quatro zagueiros e ainda livrando-se do goleiro antes de concluir para as redes.[31] Ainda assim, em virtude de sua recuperação, foi ao mundial como reserva. Jogou três das cinco partidas do Brasil na Copa, contra Irlanda do Norte, na primeira fase, com o Brasil já classificado; Polônia, nas oitavas-de-final; e França, nas quartas. Não marcou gols, perdendo a melhor chance que teve para fazê-lo, um pênalti contra os franceses. Zico havia acabado de entrar na partida, já empatada em 1 x 1, e feito sensacional lançamento para Branco, que foi derrubado na grande área pelo goleiro Joël Bats.

Como ainda estava frio na partida, Zico foi bater o pênalti relutantemente, o qual ele mesmo reconheceu ter cobrado mal.[40] O empate perdurou na prorrogação e a vaga nas semifinais foi decidida na série de pênaltis. Escalado para bater novamente, Zico acertou sua cobrança na decisão, mas Sócrates e Júlio César perderiam as suas e o Brasil acabaria eliminado. Foi a última partida oficial do Galinho pelo Brasil - curiosamente, o craque perdeu apenas uma vez pela Seleção em Copas, no fatídico jogo contra a Itália em 1982. Na Copa do Mundo de 1990, o técnico Sebastião Lazaroni, chegou a conversar com Zico se o jogador não poderia repensar a sua decisão de não disputar a Copa. O Galinho optou por não jogar mais futebol, tendo outros planos: naquele ano, durante a presidência de Fernando Collor, foi Secretário Nacional de Esportes, cargo público que exerceu até o ano seguinte. Pela Seleção Pré-Olímpica, Zico foi durante o torneio classificatório para as Olimpíadas de 1972 um dos destaques da Seleção, tendo inclusive feito o gol da classificação. Porém, de maneira inexplicada, foi cortado da equipe que foi aos Jogos em Munique. Sua decepção com a ausência lhe fez pensar em parar de jogar, na época.[14]

Treinador[editar | editar código-fonte]

Primeiras experiências[editar | editar código-fonte]

Apesar de ter sido várias vezes convidado a assumir cargos no Flamengo[carece de fontes?], Zico relutou em aceitar. Especula-se que isso se deva em grande parte aos rumos tomados pelas administrações do clube carioca, que desde a época de Zico vêm gradativamente acumulando dívidas e maus resultados. Já disse que nunca quer ser técnico do Flamengo para não manchar essa imagem maravilhosa que tem com a torcida[carece de fontes?]. Sua primeira experiência em uma comissão técnica foi como assistente de Zagallo, para a Copa do Mundo de 1998.

Zico foi chamado após resultados medianos do Brasil nos amistosos preparativos [41] - o país não jogara as Eliminatórias por sua classificação automática como campeão da edição anterior. Ficaria marcado por ter sido o encarregado de transmistir a Romário a informação de que este seria cortado. Apesar da decisão ter sido feita por toda a comissão, o Baixinho culparia Zico pelo corte, e apenas em 2009 lhe pediria desculpas.[41] Posteriormente, Zico assumiu interinamente como treinador do Kashima Antlers, quando o time passava por uma crise. Ele era diretor técnico do time, que demitira Zé Mário em razão de maus resultados. Na emergência, Zico comandou a equipe, e sua figura embriou os jogadores, fazendo o time sair das últimas posições e terminar entre os primeiros da J-League.[33]

Seleção Japonesa[editar | editar código-fonte]

A partir de junho de 2002, passou a exercer o cargo de selecionador da Seleção Japonesa, sucedendo o francês Philippe Troussier, que treinara o país na Copa do Mundo daquele ano. Foi chamado logo como a primeira opção de Masaru Suzuki, presidente da Associação de Futebol do Japão - Suzuki fora o presidente do Kashima na época em que Zico teve bons resultados como técnico interino do clube.[33] Após eliminação na primeira fase na Copa das Confederações de 2003, Zico levou os nipônicos ao título na Copa da Ásia de 2004. Com o título continental, o Japão credenciou-se a disputar no ano seguinte a Copa das Confederações e, embora eliminado na fase de grupos, não fez feio, tendo ficado perto de eliminar a Seleção Brasileira nesta fase.

Zico em 2007.

O Japão de Zico reencontraria o Brasil no ano seguinte, na Copa do Mundo de 2006, com nova eliminação na primeira fase e um futebol aquém do que se esperava. Zico afirmou que fez o melhor que pôde pela seleção japonesa e que não se arrependeu de nenhuma decisão que tomou[carece de fontes?]. Apesar de não ter conseguido os mesmos resultados do antecessor, seu trabalho foi reconhecido por ter inspirado melhor postura dos jogadores japoneses, ensinando-lhes a ter mais confiança e capacidade de improvisação.[33] Foi treinando a Seleção Japonesa que Zico desenvolveu o gosto para ser treinador; até então, suas intenções após abandonar os gramados era ser dirigente.[42]

Cquote1.svg Foi uma questão de retribuição pelo que o Kashima e todo o Japão fizeram por mim. Eu não queria de maneira nenhuma seguir como treinador, mas, em um momento difícil, eu assumi. Obtivemos ótimos resultados nesse período e saímos do rebaixamento para o quinto lugar. Entreguei o time ao Toninho Cerezo, continuei como diretor, e, quando o presidente do Kashima Antlers assumiu a federação, me fez um pedido bem especial. Acho que faltavam algumas coisas para o futebol japonês dar uma guinada e eu tinha que estar lá dentro para isso. Aí peguei o gostinho e continuei. Deu certo.[42] Cquote2.svg

Fenerbahçe[editar | editar código-fonte]

Após a Copa, Zico foi contratado para treinar a equipe turca do Fenerbahçe, ajudando a popularizá-lo no Brasil. Comandando um time cujo elenco contava com vários ex-jogadores do futebol brasileiro (Alex, Edu Dracena, Deivid, Fábio Luciano e, posteriormente, Roberto Carlos, além do naturalizado turco Gökçek Vederson, do uruguaio Diego Lugano e do chileno Claudio Maldonado), ganhou em sua primeira temporada o campeonato turco e, na seguinte, levou a equipe às quartas-de-finais da Liga dos Campeões da UEFA de 2007-08, sendo esta a melhor participação de um clube da Turquia no principal torneio europeu de clubes.

Bunyodkor[editar | editar código-fonte]

Em 22 de Setembro de 2008, foi contratado para treinar a equipe Bunyodkor, do Uzbequistão, clube onde já jogava o astro Rivaldo, substituindo Mirjalol Qosimov, que assumira a Seleção Uzbeque.[43] Zico ficou apenas pouco mais de quatro meses como técnico do Bunyodkor, o suficiente para trazer mais mídia para o futebol local, para conquistar a Copa do Uzbequistão de 2008,[44] em cima do rival Paxtakor e deixá-la na liderança do campeonato uzbeque, que o clube posteriormente também venceu. Além disso, o clube também chegou às semifinais da Liga dos Campeões da AFC.

Como técnico da CSKA Moscou, em abril de 2009.

CSKA Moscou[editar | editar código-fonte]

Em 9 de janeiro de 2009, anunciou a troca do Bunyodkor pelo CSKA Moscou, substituindo Valeriy Gazzayev.[45] Estreou na fase decisiva da Copa da UEFA contra o Aston Villa e a equipe se classificou para as oitavas-de-final da competição após um empate em 1 a 1 na primeira partida e uma vitória por 2 a 0 no jogo de volta, em casa.[46] Porém na fase seguinte, o seu clube foi eliminado pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e futuro campeão do torneio. No comando do CSKA, levou o time a conquistar a Copa da Rússia e a Supercopa da Rússia em 2009. Em 10 de setembro foi demitido do clube.[47]

Olympiakos[editar | editar código-fonte]

Em 16 de setembro, o Olympiakos anunciou sua contratação por dois anos. A decisão foi surpresa até para a família. Zico já assiste a partida contra o AZ Alkmaar, no Estádio Karaiskákis em Atenas, pela Liga dos Campeões da UEFA.[48] Em 19 de janeiro de 2010, o clube anunciou o "fim de sua cooperação com o treinador" em um breve comunicado no sítio oficial.[49]

Seleção Iraquiana[editar | editar código-fonte]

Em 25 de agosto de 2011, embarcou para o Iraque para assumir a seleção do país com o principal objetivo de classificar a seleção para a Copa do Mundo de 2014. O contrato assinado tem validade até 2014, mas a ideia é permanecer até 2018.[50]

Em 27 de novembro de 2012, anunciou, através de uma nota em seu site, o desligamento da Seleção Iraquiana por descumprimento de algumas questões contratuais pela Federação Iraquiana de Futebol.[51] [52]

Al-Gharafa[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2013, após quase 1 ano desempregado, foi anunciado como novo técnico do Al-Gharafa, do Catar, sendo esta sua 2ª experiência no futebol asiático.[53] Zico foi demitido após sofrer três derrotas seguidas e deixando o Al-Gharafa na sétima colocação do campeonato, sem chances de título.[54]

Dirigente esportivo[editar | editar código-fonte]

Em 30 de maio de 2010, a convite da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, assumiu o cargo de diretor executivo de futebol do clube.[55] Em 1 de outubro de 2010, anunciou, em seu site pessoal, o pedido de demissão do cargo, segundo ele, por pressões sofridas dentro do clube.[56]

Comentarista esportivo[editar | editar código-fonte]

Em 16 de fevereiro de 2011, foi anunciado como comentarista esportivo na TV Esporte Interativo.[3] Fez sua estreia em 22 de fevereiro na partida entre Lyon e Real Madrid.[57]

Em 28 de abril, estreou o seu próprio programa, também na TV Esporte Interativo, "Zico da Área" com o jornalista esportivo Mauro Beting e a participação do ex-futebolista Bebeto. O programa será semanal, toda quinta-feira às 20 horas e 30 minutos e terá a duração de 1 hora.[58] [59]

Em 14 de Abril de 2014, estreou na Rádio Globo no programa Futebol de Verdade com Juninho Pernambucano[60] .

Família[editar | editar código-fonte]

Zico descende de portugueses tanto pelo lado materno como pelo lado paterno. O seu avô materno, Arthur[61] Ferreira da Costa Silva era de Oliveira de Azeméis e emigrou para o Rio de Janeiro nos últimos anos do século XIX. Estabeleceu-se com uma fábrica de cerâmica no bairro de Quintino. A mãe de Zico, Matilde Ferreira da Costa Silva (19 de Janeiro de 1919 — 17 de Novembro de 2002), nasceu já no Brasil. O avô paterno, Fernando Antunes Coimbra, nasceu e viveu a maior parte da sua vida em Tondela. É aí que nasce José Antunes Coimbra (10 de Junho de 1901 — 12 de Novembro de 1986), que viria ser o pai do jogador. José Antunes Coimbra, aos 10 anos de idade, juntamente com sua família, emigra para o Brasil. Ainda que tenha saído de Portugal muito jovem, José sempre guardou uma grande ligação ao seu país de origem. Era, aliás, adepto do Sporting Clube de Portugal, porquanto seguiu durante grande parte de sua vida os relatos dos jogos de seu clube através da rádio.

Matilde Ferreira da Costa Silva e José Antunes Coimbra conheceram-se em 1926, José Antunes tinha 25 anos e era motorista na fabrica de cerâmica do pai de Matilde; esta tinha apenas sete anos de idade. Casaram 17 anos depois, em 1943; ela com 24 anos, ele já com 42. Do casamento nasceram seis filhos, cinco homens e uma mulher: a mais velha Zezé, Antunes(falecido em 8 de Janeiro de 1997), Zeca, Nando, Edu e Tunico, e finalmente Zico.[62] Zico nasceu na rua Lucinda Barbosa, número 7 em Quintino, às 7h00 de parto natural. O nome Arthur foi escolhido pela mãe por causa de seu avô (que viria a falecer um ano depois). Zico conheceu Sandra Carvalho de Sá, que vem a ser irmã de Sueli, a esposa de seu irmão Edu, em 1969, em treinamento do Flamengo: ela passava pela Gávea para suspirar por seu ídolo do elenco flamenguista, o galã argentino Doval. Em 23 de Agosto de 1970, Zico e Sandra começam a namorar e casaram-se em 18 de Dezembro de 1975, na igreja de São José, na Lagoa. Zico e Sandra têm três filhos: Arthur Antunes Coimbra Júnior (nascido a 15 de Outubro de 1977), Bruno de Sá Coimbra (nascido a 16 de Outubro de 1978) e Thiago de Sá Coimbra (nascido a 6 de Janeiro de 1983).

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Zico anotou 826 gols em toda sua carreira; 516 gols em partidos oficiais (Primeira divisão, Seleção Brasileira, copas nacionais e internacionais) e 310 em torneios não oficiais, Juvenil e amistosos.

Time Número de Gols Partidas Média
Flamengo - Escolinha (BRA) 66 88 0,83
Flamengo - Juvenil (BRA) 37 63 0,59
Flamengo - Profissional (BRA) 508 731 0,69
Udinese (ITA) 56 79 0,71
Sumitomo/Kashima Antlers (JAP) 54 88 0,51
Seleção Brasileira Pré-Olímpica 1 8 0,13
Seleção Brasileira Profissional 52 72 0,72
Seleção Brasileira de Masters 10 18 0,55
Seleção Carioca 1 1 1
Jogos de Exibição 49 51 0,96
TOTAL 826 1180 0,7

Títulos[editar | editar código-fonte]

Flamengo
Udinese

Outras conquistas[editar | editar código-fonte]

Flamengo
Flamengo Amador
  • Rio de JaneiroCampeonato Quadrangular infantil: 1969
  • Rio de JaneiroCampeonato carioca infantil: 1969
  • Rio de JaneiroCampeonato carioca juvenil: 1972
Kashima Antlers
  • Japão Copa Muroran: 1992[65]
  • Japão Copa Suntory (1ª fase): 1993[66]
  • Japão Meiers Cup: 1993
  • Japão Pepsi Cup: 1993
Seleção Brasileira
Seleção Brasileira de Masters
Seleção Brasileira de Futebol de Areia

Campanhas de destaque[editar | editar código-fonte]

Como Técnico[editar | editar código-fonte]

Seleção Japonesa
Fenerbahçe
Bunyodkor
CSKA Moscou

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Gol 500[editar | editar código-fonte]

Zico marcou o seu 500º gol em 15 de maio de 1981, no jogo que o Brasil venceu a França por 3 a 1, no Estádio Parc des Princes em Paris na França.[129]

Gol 600[editar | editar código-fonte]

Aconteceu aos 16 minutos de jogo entre Flamengo e Madureira pelo Campeonato Carioca de Futebol de 1982, a partida foi realizada no estádio Caio Martins, em Niterói, e terminou em 5 x 0 em favor do Flamengo.[130]

Gol 700[editar | editar código-fonte]

Aconteceu no dia 16/02/1986, num Fla-Flu válido pelo campeonato carioca, em que o Flamengo venceu o Fluminense, pelo placar de 4 a 1, no qual o galinho anotou 3 gols, sendo o terceiro o seu gol de número 700.[131]

Gol 800[editar | editar código-fonte]

Aconteceu novamente contra o Fluminense do Rio de Janeiro, no dia 4 de maio de 1993, na inauguração do estádio Kashima Soccer Stadium, do clube japonês Kashima Antlers, defendido até então pelo craque, que foi recrutado para comandar a popularização do futebol daquele país. A partida foi vencida pelo Antlers por 2 a 0, com um gol do galinho e outro de Alcindo.[132]

Recordes[editar | editar código-fonte]

  • Maior artilheiro de todos os tempos do Estádio Mário Filho (Maracanã) - 333 gols[133]
  • Maior goleador do Maracanã num único campeonato, 30 gols - 1975[134]
  • Maior artilheiro num único jogo do Maracanã, Zico marcou 6 gols, na goleada de 7 a 1 do Flamengo contra o Goytacaz - 1979[135]
  • Maior artilheiro do clássico Fla-Flu - 19 gols[136]
  • Segundo maior artilheiro da história do campeonato carioca, com 235 gols.[137]
  • Zico é o maior artilheiro meio campista do campeonato brasileiro e o quarto maior artilheiro entre todos com 135 gols perdendo, apenas para três atacantes.[138]
  • Quarto maior artilheiro do Brasil na Libertadores[139]
  • Maior artilheiro meio campista do mundo de todos os tempos, gols oficiais 516, gols no total 826
  • Maior artilheiro da seleção brasileira em eliminatórias de Copas do Mundo com 11 gols[140]
  • Décimo maior artilheiro do mundo e quarto maior artilheiro do Brsil em todos os tempos em nº de gols oficiais, 516 no total[141]
  • Maior vencedor de todos os tempos do prêmio Bola de Ouro / Bola de Prata da revista Placar, com 2 bolas de ouro: Craque do campeonato 1974, 1982, 5 bolas de prata seleção do campeonato, 1974, 1975, 1977, 1982 e 1987 e 2 bolas de prata de artilheiro do campeonato brasileiro, 1980 e 1982.[142]
  • Maior vencedor do prêmio Futebolista Sulamericano do Ano - oficial: com 3 bolas de ouro, 1977, 1981, 1982 e 2 bolas de prata, 1976 e 1980 - El Mundo (VEN)
  • Melhor jogador do Clube de Regatas Flamengo nos anos de: 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983
  • Maior artilheiro do Flamengo nas Temporads de: 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1982[143]
  • Maior artilheiro da história do Flamengo - 589[144]
  • Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada, 49 gols - 1974[145]
  • Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada, 56 gols - 1976[146]
  • Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada, 81 gols em 70 partidas - 1979[147]
  • Um dos responsáveis pelo ano de ouro da seleção brasileira em 1976[148]
  • Craque e lider de uma das maiores seleções de futebol de todos os tempos, a seleção brasileira de 1982[149]
  • Quarto maior artilheiro da seleção brasileira de futebol, sendo durante dez anos o artilheiro e principal craque do escrete canarinho de 1976 á 1986, com 52 gols oficiais e 66 gols a o todo.
  • Lider e craque da geração responsável em fazer do Flamengo um dos maiores clubes do século XX[150]
  • Recorde de gols em partidas seguidas no Campeonato Japonês, 11 gols em 10 partidas seguidas - 1992[151]
  • Jogador do Flamengo que mais vezes foi artilheiro do Brasil e do mundo por temporada :
  • Artilheiro da temporada no Brasil, 63 gols - 1976[152]
  • Artilheiro da temporada no Brasil, 48 gols - 1977[153]
  • Artilheiro da temporada no Brasil, 89 gols - 1979[154]
  • Artilheiro da temporada no Brasil, 53 gols - 1980[155]
  • Artilheiro da temporada no Brasil, 59 gols - 1982[156]
  • Maior artilheiro do futebol mundial, 89 gols - 1979[157]

Artilharias[editar | editar código-fonte]

Amador[editar | editar código-fonte]

Despedidas[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira: "O fim de uma era"[editar | editar código-fonte]

A última vez do galinho com a amarelinha aconteceu em 27 de março de 1989 num jogo entre a Seleção Brasileira e uma equipe representando o Resto do mundo. A equipe do Resto do mundo venceu, por 2 a 1, o Brasil. O jogo foi realizado no Estádio Friuli em Udine na Itália com o público de 41.000 pessoas e o evento foi promovido pela comissão italiana da Copa do Mundo de 1990.

Flamengo: "O ensaio"[editar | editar código-fonte]

A despedida do maior ídolo e artilheiro da história do Flamengo e do Maracanã é marcada, em 6 de janeiro de 1990, por um jogo em que o Flamengo e a Seleção de craques nacionais e internacionais "World cup master" empataram em 2 a 2. O jogo foi realizado no seu palco principal, o Maracanã e teve um público de 150 mil pessoas, sendo 90 mil pagantes.

Kashima Antlers: "O adeus definitivo"[editar | editar código-fonte]

Em 10 de outubro de 1994, "God Soccer" como é conhecido por lá, despediu-se em definitivo do futebol japonês e mundial num evento promovido pelo clube Kashima Antlers, num jogo em que enfrentou um combinado de estrangeiros que atuavam no futebol japonês. O jogo terminou empatado em 4 a 4 e o público foi de 38 mil pessoas, capacidade máxima do estádio.

Nas artes[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Participação na peça "Histórias com Tortilhas", com Pepita Rodrigues - 2008.

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Zico A história do maior artilheiro rubro negro (Revista, RGE-1976)
  • Zico, Uma Lição de Vida - 1 (Autor: Marcos Vinícius Bucar Nunes - 1986)
  • Deixa Que Eu Chuto (Autor: Renato Maurício Prado - 1998)
  • Zico Conta Sua História, Ed. FTD (Autor: Zico - 1998)
  • Zico: Paixão e Glória de um Ídolo (Autora: Lúcia Rito - 2000)
  • Zico: 50 Anos de Futebol (Autor: Zico, Roberto Assaf e Roger Garcia - 2003)
  • Flamengo - O Vermelho e o Negro (Autor: Ruy Castro 2004)
  • Zico, Uma Lição de Vida - 2 (Autor: Marcos V. B. Nunes - 2006) sucesso de vendas, EUA e Japão
  • Os Reis do futebol Brasileiro (Autor:Antonio Falcão - 2006)

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • A vida do jogador Zico, uma lenda do nosso futebol (Documentário, década de 1980)
  • Zico um gênio da bola (Documentário, década de 1990)
  • Os mais belos gols de Zico (Documentário, Década de 1990)
  • Uma aventura do Zico (infantil - 1998)
  • Zico - O filme (Documentário sobre a vida e a carreira do craque - 2003)
  • Mitos do futebol (Miti - Documentário Italiano do jornal La Gazeta dello Sport - 2008)
  • Zico o galinho de ouro do Brasil (Documentário, coleção grandes craques - Placar 2009)
  • Zico na Rede (Documentário, com os gols mais importantes de sua carreira - 2009)[178]

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Batuquê de Praia e Cantos do Rio (Compacto, Zico e Fagner - 1982)
  • Reedição devido a grande procura (Compacto, Batuquê de Praia e Cantos do Rio - 1983)
  • O mundo é verde e amarelo (Zico e Seleção Brasileira - 1986)

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Estátuas[editar | editar código-fonte]

  • Estátua no Maracanã é a terceira feita para Zico [179]
  • Zico ganha estátua no Hall da Fama do Maracanã [180]
  • Zico é homenageado com estátua na Gávea[181]

Politica[editar | editar código-fonte]

  • Zico recebe o troféu JK[182]
  • Zico é homenageado na Câmara dos Deputados por serviços prestados a o futebol brasileiro [183]
  • Decreto torna gols de Zico patrimônio imaterial do Rio de Janeiro [184]
  • Zico receberá o " Diploma Cristo Redentor " pela ALERJ ( Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro )[185]

Carnaval[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

  • Camisa 10 da Gávea (Jorge Ben Jor - 1976), um pouco depois a cantora Maria Alcina regravou este sucesso.[187]
  • Gol anulado (Elis Regina)[188]
  • Saudades do Galinho (Moraes Moreira - 1983)
  • Galinho de Briga (Fagner, tema do filme - Uma aventura do Zico - 1998)
  • Bola no Pé (Fagner, tema do filme - Zico , O Filme - 2003)
  • Kamisama " O Senhor Deus " (Banda de Heavy Metal - Eyes of shiva - 2006)
  • 1967 (Marcelo D2 - 2007)
  • Zico é o nosso Rei (Alexandre Pires, tema do filme - Zico na rede - 2009)
  • Zico (Carlinhos Vergueiro - 1999, relançado em 2010 - CD Contra-Ataque: Samba e Futebol )
  • Zico 60 Anos (Arlindo Cruz, Evandro Bocão, André Diniz, Rogê e Marcelo Tijolo. Samba gravado por vários artistas em homenagem aos 60 anos de Zico) - 2013[189]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Zico60. Doc[190]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Zico 60: o surgimento do Galinho de Quintino e a trajetória até o estrelato[191]

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • O dia em que Zico virou Rei (Grupo de teatro do nordeste, Década de 1990)

Notas

  1. Por ser filho e neto de cidadãos portugueses, também possui a cidadania portuguesa.[2]

Referências

  1. a b c d e f Zico na rede (Sítio oficial do Zico). Zico trienador - Estatísticas detalhadas (em português). Página visitada em 23 de setembro de 2008.
  2. Pires, Bruno (21 de junho de 2008). Zico dá prioridade a Portugal. Diário de Notícias. Página visitada em 3 de março de 2010.
  3. a b Zico é o novo comentarista do Esporte Interativo (em português). Terra Esportes (16 de fevereiro de 2011). Página visitada em 30 de abril de 2011.
  4. http://www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro/candidatos/
  5. Antes do Fla, Zico brilhou com a 10 de Pelé.
  6. "Arthur Antunes Coimbra - Zico", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 11-13
  7. a b c d e f g h "O Matador de Leões", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, págs. 10-13
  8. "Gosto amargo do erro", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 26
  9. "Prestígio na Europa", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 18-19
  10. "Emoção total", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 26
  11. "Sequência formidável", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 32-33
  12. "Coração e coragem", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 27
  13. "Coração e coragem", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 28
  14. a b c "Zico", FourFourTwo, número 6, abril de 2009, Editora Cádiz, págs. 58-63
  15. "Campeão do Mundo", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 6-9
  16. "Mais mengão do que nunca", LANCE! Série Grandes Clubes - As 10 Maiores Glórias do Mengão, 2001, Areté Editorial S/A, pág. 32
  17. a b c "O bi em pleno Olímpico", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 54-55
  18. "O tri agora é brasileiro", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 62-63
  19. a b "Dois dramas e um tri", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 28
  20. "Zico vai para a Itália", LANCE! Especial Flamengo 1981 - O Melhor do Mundo, 2007, Areté Editorial S/A, págs. 54-55
  21. a b c d e f g h i DVD Placar Coleção Grandes Craques - Zico, o Galinho de Ouro do Brasil
  22. a b c d e f g "Udine agradece eternamente", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 16
  23. "A queda de Roma", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 30
  24. Título ainda não informado (favor adicionar).
  25. GloboEsporte.com (11 de novembro de 2009). Zico, o italiano (em português). Página visitada em 11 de novembro de 2009.
  26. NUNES, Marcus Vinícius Bucar. Zico, uma lição de vida. Thesaurus, 2006. p. 222-226
  27. A grande festa do Galinho. Revista Placar, 19 de julho de 1985
  28. a b c "O triste calvário das contusões", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, págs. 32-33
  29. "Sócrates e Zico, enfim juntos" Especial Placar 35 Anos - Os Grandes Clássicos, número 2, maio de 2005, Editora Abril, pág. 12
  30. "Os números do Galinho", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, págs. 38-41
  31. a b "Dez gols históricos", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 17-20
  32. a b "O Flamengo em carne e osso", Especial Placar - Os Craques do Século, novembro de 1999, Editora Abril, pág. 27
  33. a b c d "Um novo Galinho", Dassler Marques, Trivela número 26, abril de 2008, Trivela Comunicações, págs. 20-23
  34. "Pesadelo rubro-negro", Placar número 1258-A, Especial As 100 Maiores Fotos da História do Vasco, 2003, Editora Abril, pág. 13
  35. 1976 - Ano de ouro da Seleção - Revista Placar, outubro de 1994
  36. a b Amistoso oficial Taça Inglaterra - Brasil Brasil Galeria de Troféus Goal.com
  37. "Batismo na Seleção", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 25
  38. "Justiça seja feita", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, págs. 14-15
  39. "Injustiça histórica", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 29
  40. "Um final infeliz", Placar Especial Zico, 1989, Editora Abril, pág. 30
  41. a b "O velho e o novo", Placar Dossiê História das Copas 1930-2006, edição 7, França 98, Editora Abril, págs. 6-7
  42. a b "Técnico, sim senhor", Dassler Marques, Trivela número 26, abril de 2008, Trivela Comunicações, págs. 24-27
  43. O Globo Online; Agência EFE (22 de setembro de 2008). Zico é o novo técnico do time de Rivaldo (em português). Página visitada em 23 de setembro de 2008.
  44. O Globo Online; Lancepress (31 de outubro de 2008). Zico e Rivaldo são campeões no Uzbequistão (em português). Página visitada em 31 de outubro de 2008.
  45. O Globo Online. Zico é o novo treinador do CSKA Moscou. Página visitada em 9 de janeiro de 2009.
  46. GloboEsporte.com (26 de fevereiro de 2009). Vagner Love marca, CSKA bate Aston Villa e está nas oitavas (em português). Página visitada em 27 de fevereiro de 2009.
  47. GloboEsporte.com (10 de setembro de 2009). CSKA oficializa técnico espanhol e espera amizade com Zico (em português). Página visitada em 10 de setembro de 2009.
  48. GloboEsporte.com (16 de setembro de 2009). Olympiacos anuncia acerto com Zico (em português). Página visitada em 16 de setembro de 2009.
  49. O Globe Online (19 de janeiro de 2010). Zico é demitido do Olympiakos (em português). Página visitada em 19 de janeiro de 2010.
  50. Gomes, Fred (25 de agosto de 2011). De olho em 2018, Zico embarca e já pensa no apoio da 'Fla-Iraque' em 2014 (em português). GloboEsporte.com. Página visitada em 28 de agosto de 2011.
  51. Zico anuncia que não é mais técnico da seleção do Iraque (em português). GloboEsporte.com (27 de novembro de 2012). Página visitada em 27 de novembro de 2012.
  52. Arthur Antunes Coimbra (27 de novembro de 2012). NOTA OFICIAL: Zico comunica saída da seleção do Iraque (em português). Zico na Rede. Página visitada em 27 de novembro de 2012.
  53. Zico anuncia acordo com clube do Catar: 'Animado com o novo desafio' (em português). GloboEsporte.com (01 de agosto de 2013). Página visitada em 01 de agosto de 2013.
  54. Menos de seis meses após assumir, Zico deixa o comando do Al Gharafa
  55. Zico é o novo executivo de futebol do Flamengo (em português). UOL (30 de maio de 2010). Página visitada em 31 de maio de 2010.
  56. Zico anuncia em seu site que não é mais diretor executivo do Fla (em português). GloboEsporte.com (1 de outubro de 2010). Página visitada em =1 de outubro de 2010.
  57. [OUTRAS Zico estreia como comentarista na TV Esporte Interativo] (em português). Zico na Rede (22 de fevereiro de 2011). Página visitada em 30 de abril de 2011.
  58. VÍDEO E FOTOS: Veja trecho do programa e uma galeria da estreia Zico Na Área (em português). Zico na Rede (28 de abril de 2011). Página visitada em 30 de abril de 2011.
  59. Zico estreia programa de TV no canal Esporte Interativo (em português). Folha de S. Paulo (24 de abril de 2011). Página visitada em 30 de abril de 2011.
  60. Rádio Globo (13/04/2014). Zico e Juninho Pernambucano estreiam programa na Rádio Globo Rio. 13:05:34. Página visitada em 17/04/2014.
  61. Arthur, em vez de Artur, foi a grafia comum em Portugal até 1911.
  62. Realizou-se assim o ditado popular na região de Tondela de que marido velho com mulher nova dá filhos até à cova.
  63. - Taça Cidade do Rio de Janeiro www.flamengo.com.br - flapedia
  64. Torneio Internacional de verão do Rio de Janeiro www.flamengo.com.br - flapedia
  65. Kashima Antlers de Zico vence a Copa Muroran ziconarede.com.br - 1992
  66. Kashima Antlers de Zico vence os seguintes títulos: campeão da Copa Suntory (1a fase); campeão da Copa Pepsi e vencedor da Meiers Cup zico na rede.com.br - 1993
  67. Memória do Futebol Zico: Parte 2 - Titulos pela Seleção Jornal O Globo
  68. Arquivo da Seleção brasileira de futebol - jogos do ano de 1971 e de 1973 RSSSF.COM
  69. Beach Soccer World Cup - Overview - Brasil Campeão do Mundo www.rsssf.com
  70. Beach Soccer - Copa America / Torneio das Americas www.rsssf.com
  71. Pro Beach Soccer Tour (PBST) Torneios Internacionais www.rsssf.com
  72. Copa do Mundo FIFA - Argentina 1978 - Brasil 3ª Colocada www.fifa.com - previous
  73. Jogos da Copa América de 1979 - Fonte: www.rsssf. com
  74. Copa da Ásia China 2004 - Japão de Zico é Campeão www.arquivodosmundiais.com
  75. Japão de Zico vence a Coipa Kirin de 2004 Kirin Cup 2004 in www.rsssf.com
  76. Zico, Falcão, Junior e Luizinho integram o time das estrelas da copa de 1982 football sporting99. com - fifa world cup all star
  77. Zico o Maior camisa 10 da Copa de 1982 - www.rsssf.com
  78. Em votação feita pelo semánario Guerin Sportivo Zico é eleito o melhor do mundo em 1981 Revista Placar 15 jan. 1982, pag. 43
  79. Zico na seleção ideal do mundo - pelo semanário Guerin Sportivo da Italia ABC - Madri 19 - 12 - 1981, pag. 45
  80. Zico eleito o melhor do Mundo em 1983, pela Revista inglesa World soccer Revista Placar 9 dez. 1983, pag. 56
  81. Zico Campeão dos Campeões - XIV Bola de Prata - Revista Placar 21 de janeiro de 1983. paginas 50, 51, 52, 53.
  82. Ranking do premio Bola de Prata da Revista Placar - Os donos da Bola: O Galinho de ouro do Brasil, Zico aparece como o maior vencedor - Revista Placar jan. 2008, pag. 54, 55
  83. Bola de prata de 1973 á 1984, o galinho Zico já era n´aquela época o maior vencedor do premio da Revista Placar Revista Placar 9 de março de 1984
  84. Renato fica com a Bola de ouro e zico ganha mais uma prata Revista Placar 18 dez. 1987, pag. 30, 31
  85. Zico é o único caso de um não centroavante a ganhar a bola de prata de artilheiro e essa é a segunda vez Revista Placar 30 abril 1982 - pag. 5
  86. Atleta do ano Eleito pela Associação brasileira dos cronistas esportivos e Craque do ano de 1981 - (Eleito pelo júri e pelos leitores) - Revista Placar 19 março de 1982
  87. O Craque do ano 1989 - (Eleito pelos leitores) - Revista Placar 29 de junho de 1990
  88. Zico eleito por três vezes o melhor futebolista sulamericano do ano - ( Oficial) 1977, 1981, 1982 Eleito pelo jornal El Mundo - www.rsssf.com
  89. Revelação do Campeonato de 1974 e Melhor jogador do Campeonato brasileiro - Oficial 1980, 1982, 1983. Linha do tempo do Campeonato brasileiro - www. globo. com - 2012
  90. Zico, eleito pela Federação Carioca de futebol, o melhor jogador da temporada de 1974, Bola de Ouro da revista Placar de 1974 e Craque do ano de 1981, entre outros premios. - Revista Placar 19 março de 1982
  91. Em enquete realizada pela revista argentina El Gráfico, Zico é eleito o Melhor jogador Sulamericano do ano de 1981, a frente de Maradona e Uribe do Peru - Revista Placar 2 de abril de 1982, pag. 60
  92. Zico 500 gols - Troféu Placar / super rádio Tupí RJ Revista Placar 10 julho de 1981
  93. Alemanha homenageia o golaço de Zico - Revista Placar 23 de Julho de 1982. Pag. 66
  94. Zico artilheiro e melhor jogador da libertadores de 1981 - Flamengo comemora 30 anos da conquista da Libertadores - Jornal do Brasil em 23/11/2011
  95. Melhores jogadores da Copa intercontinental: 1981 Zico, 1982 Jair e 1983 Renato Gaúcho Revista Placar 9 de dezembro de 1988 pag. 22
  96. Zico no time da FIFA - 1979, 1982 - www.rsssf.com - FIFA XI
  97. Zico ganha o premio Bravo da revista Guerin Sportivo da Italia por ser o destaque do campeonato italiano - temporada 83/84 Revista Placar 4 de Janeiro de 1985 - pag. 8
  98. Zico ganha o Guerin d´oro e o Prêmio Chevron como artilheiro por média de gols do Campeonato Italiano Revista Placar 3 ago. 1984, pag.38
  99. 3º Maior futebolista do ano Revista inglesa - World soccer - 1983
  100. 4º Maior futebolista do ano Revista inglesa World soccer - 1982
  101. Zico é o 5º numa lista entre os dez melhores do mundo pelo semánario italiano, Guerin Sportivo - Jornal do Brasil - 22. DEZ. 1980
  102. 2º Melhor Jogador Sulamericano do ano de 1976 Eleito pelo jornal El Mundo - www.rsssf.com
  103. 2º Melhor Jogador Sulamericano do ano de 1980 Eleito pelo jornal El Mundo - www.rsssf.com
  104. Zico ganha a chuteira de bronze da copa do mundo de 1982 FIFA Awards - Premios da Copa do mundo de 1982 - www.fifa.com
  105. Zico fíca em segundo, atrás do Dr. Sócrates na eleição do premio Craque do ano da revista placar - Revista Placar 31 dez. 1982
  106. Zico ganha a chuteira de prata adidas por ser o 2º maior artilheiro do Brasil em gols oficiais - temporada 1980 - Revista Placar 6 nov. 1981, pag. 64
  107. Zico ganha a chuteira de prata adidas por ser mais uma vez o 2º maior artilheiro do Brasil em gols oficiais - temporada 1982 - - Revista Placar 4 fev. 1983. pag. 52
  108. A torcida espanhola aplaudíu não só a vitória do Flamengo, mas também a escolha de Zico, "O Pelé Branco", como o Melhor jogador do Torneio Cidade de Santander. - Revista Placar, 29 de agosto de 1980, pag. 8, 9
  109. Na briga com Rivelino, ele venceu e aqui está o craque da década de 70: Zico - Revista Placar 28 dez. 1979. pag. 52
  110. A Geração Zico: Ele não ganhou uma copa como Pelé e Romário, então porque ele é o ídolo dos jogadores... simples, o ex - craque do Flamengo e da seleção, foi o maior craque de uma geração de craques do futebol brasileiro na década de 80... - Revista Placar out. 2000, pag. 84
  111. Zico na Seleção brasileira de todos os tempos - O Estado de São Paulo em Rsssf.com - 1997/98
  112. Hall da Fama do Futebol Internacional - (INGLÊS) Futebol inglês Online
  113. Zico entre os 100 maiores do século Revista World soccer - 1999
  114. 8º Maior Futebolista do século Eleito pela FIFA - Oficial (PDF) - (INGLÊS)
  115. Zico é um dos quatro brasileiros que figura no Hall da fama da Fifa, os outros são Pelé, Garrincha e Didí (INGLÊS) - www.hickoksports.com - 2000
  116. - 3° Melhor Jogador do futebol brasileiro - século XX - Revista Placar jan. 2001, pag.78
  117. - Maior cobrador de faltas do futebol brasileiro no século XX - Revista Placar jan. 2001, pag.79
  118. Zico entre os 100 maiores da copa (INGLÊS) - CNN Sports
  119. Atletas brasileiros são premiados em noite de gala e Zico é eleito o melhor jogador dos ultimos 30 anos Esporte espetacular / Rede globo 15/12/2003
  120. Zico na lista de Pelé - FIFA 100 (INGLÊS) - bbc sports 04.03.2004
  121. Zico é eleito o Craque da Era Placar e Telê Santana o técnico - Revista Placar Agosto de 2005, pag. 24
  122. Zico Golden Foot Award - Lenda do Futebol (INGLÊS) - goldenfoot.com 28.08.2006
  123. Zico aparece entre os dez maiores da história numa lista alternativa na inglaterra em (INGLÊS) - Jornal inglês Daily Mail - 5 de junho - 2009
  124. Zico é eleito o 11º melhor jogador da história pelos leitores - jornal inglês Daily Mail, 4 de Junho - 2009
  125. Zico nono maior artilheiro do mundo na história dos campeonatos nacionais Globoesporte.com. 25 de Janeiro de 2010.
  126. Os 20 + do Futebol Carioca O galinho Zico é eleito o maior ídolo do Futebol Carioca - .globo.com/pop-up 03/07/ 2012
  127. Zico é superado apenas pelo rei Pelé no time dos sonhos da Revista Placar Revista placar 11.09.2012
  128. globoesporte.globo.com/ Zico recebe homenagem por sua trajetória de superação nos gramados
  129. Zico marca o seu gol 500º num inesquecível, Brasil vs França no Parc des Princes olhotatico - globoesporte - globo.com em 12.08.2011
  130. Zico marca, contra o Madureira, o seu gol 600º - Revista Placar 31 dez. 1982. pag. 110
  131. O galinho faz três e marca o seu gol número 700º, na goleada de 4 a 1, sobre o Flú. - Revista Placar 24 fev. 1986, pag. 20
  132. Especial Zico 60 anos: os gols número 500 e 800 do Galinho - yahoo.com
  133. Zico - O maior artilheiro da história sexagenária do Maracanã - Coleção Ídolos para sempre - www.lancestore.com.br
  134. Maior artilheiro do maracanã em um único campeonato 30 gols, no campeonato carioca de 1975 e também no geral com 333 gols O grande Zico - O nosso craque maior - Revista VEJA
  135. Zico marca seis gols no maraca contra o Goytacaz e se torna o único jogador a fazer seis gols no maior estádio do mundo Grandes goleadas do Flamenngo 1979 - História do Futebol-Final. A Enciclopédia do Futebol na Internet! www.cacellain.com.br
  136. Zico maior artilheiro da história dos Fla-Flus 100 anos de Fla-Flu Globo.com 07/07/2012
  137. Zico, O rei do Rio DNA Rubro Negro
  138. Zico é o quato maior artilheiro do campeonato brasileiro ig.com.br - 20 de agosto de 2009
  139. Zico é o quarto maior artilheiro do Brasil na Libertadores - Futebol em numeros ig.com.br - 20 de abril de 2012
  140. Zico e Romário podem ter recorde de gols igualado por Kaká em eliminatórias Globo.com - 10/06/09 -
  141. A revista EL GRÁFICO da Argentina elege os mmaiores goleadores da história do futebol ESTÁDIOVIP.com.br
  142. Ranking da Bola de Prata / Titulos Unificados - Zico, o maior papa - bolas do Campeonato brasileiro: 2 de Ouro, 5 de Prata e 2 de Artilheiro para o Flamengo. Revista Placar jan. 2007 - pag. 59
  143. Zico maior artilheiro do Fla durante oito temporads Flapédia.com.br
  144. Zico maior artilheiro da história do clube de regatas Flamengo com 589 gols Revista Placar - fevereiro de 1999
  145. Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada Site. Zico na rede - Flamengo 1974
  146. Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada Site. Zico na rede - Flamengo 1976
  147. Recorde de gols pelo Flamengo em uma só temporada Site. Zico na rede - Flamengo 1979
  148. 1976 - Ano de ouro da Seleção brasileira - Revista Placar, outubro de 1994
  149. Artilheiro na Seleção, Zico passa em branco em Copas do Mundo Terra.com.br 03.03.2013
  150. Flamengo 9º Maior clube do século 20 (INGLÊS) www.rsssf.com
  151. Recorde de gols em partidas seguidas no Campeonato Japonês, 11 gols em 10 partidas seguídas Site. Zico na rede - Kashima Antlers 1992
  152. Artilheiro do Brasil na temporada Site. Zico na rede - 1976
  153. Artilheiro do Brasil na temporada Site. Zico na rede - 1977
  154. Artilheiro do Brasil na temporada Site. Zico na rede - 1979
  155. Artilheiro do Brasil na temporada Site. Zico na rede - 1980
  156. Artilheiro do Brasil na temporada Site. Zico na rede - 1982
  157. Zico entra na disputa entre Pelé e Messi por artilharía em um só ano lancenet.com.br 24.10.2012
  158. Todos os artilheiros da Taça Libertadores da América - Zico artilheiro em 1981 com 11 gols FOLHA DE S.PAULO 22/06/2000
  159. Confira todos os campeões e os artilheiros do Campeonato Brasileiro GLOBOESPORTE.COM - 05/12/2010
  160. Zico artilheiro por média de gols e vice artilheiro no geral do calcio - Campeonato Italiano de futebol (Em italiano) Serie A 1983-84 www.rsssf.com - 1984
  161. Artilheiro do Campeonato Japonês Site. Zico na rede - Kashima Antlers 1992
  162. O galinho Zico foi artilheiro em seis edições do Campeonato Carioca - www.campeoes do futebol.com.br - artilheiros do Carioca
  163. Jogos e gols do Troféu Ramon de Carranza - 1979 - Troféu Ramon de Carranza em RSSSF.COM -1979
  164. Jogos e gols do Troféu Ramon de Carranza - 1980 - Troféu Ramon de Carranza em RSSSF.COM - 1980
  165. Chora, Italia olha o que você perdeu... Krol perdeu o duelo e reconheceu: "Zico é melhor que Maradona". Zico 4 gols em dois jogos para inveja dos italianos - Revista Placar 19 junho de 1981. páginas 4, 5
  166. O galinho, Zico foi o grande goleador da edição de 1976 da Taça Rio Branco.
  167. O galinho é o artilheiro do tringular de Cáli, mais conhecído como Mundialíto de Cáli, no ano de 1977, com 05 gols. - Revista Placar 27 jan. 1978, pag. 58
  168. Zico artilheiro das eliminatórias da copa de 1978 e 1982 Futebol em Números 13 de outubro de 2009 - www. ig.com.b
  169. Zico é o 3º colocado da lista de artilheiro da copa do mundo de 1982 na Espanha (INGLÊS) www.rsssf.com - Copa de 1982
  170. A revolta de Zico: recordista de gols no Flamengo em uma única temporada e o maior artilheiro do Brasil no ano passado, zico esté descontente na seleção... - Revista Placar 18 fev. 1977, pag. 7
  171. Zico o maior de 77: Incluindo o campeonato brasileiro e regional, além dos amistosos, o principal artilheiro da temporada, de 77 foi Zico, com 48 gols. - Revista Placar 1 maio 1981, pag. 44
  172. Claudio Adão, eu sou o artilheiro maldíto da gávea... Só Zico fez mais gols do que eu este ano, o artilheiro do Brasil - Revista Placar 7 dez. 1979. pag. 7, 8
  173. Zico artilheiro da temporada no brasil dentre outros premios - www.campeoes do futebol. com. br
  174. Em 1982 Baiano perdeu de Zico, O galinho foi realmente o maior artilheiro do futebol brasileiro na temporada, com 59 gols marcados - Revista Placar 29 jul. 1983, pag.74
  175. Zico e Bulleri são os artilheiros do I Campeonato Mundial de Masters - 1991 Fonte: www.rsssf.com
  176. Zico é o principal destaque do campeonato mundial de beach soccer - 1995 ( INGLÊS) Fonte: www.rsssf.com
  177. Pro Beach Soccer Tour (PBST) 05 goals of Zico - 2nd Miami Cup www.rsssf.com
  178. Depois de ficar entre os 8 melhores filmes para mostra no festival Iberoamericano de Huelva na Espanha , Ziconarede será exibído no Football Film Festival: BTV na Búgaria www.businesstelevision.com.br - 04.06.2009
  179. Estátua no Maracanã é a terceira feita para Zico ziconarede.com.br - 29.12.2009
  180. Zico ganha estátua no Hall da Fama do Maracanã IG Esporte - ig.com.br - 26.12.2009
  181. Zico faz careta em inauguração de estátua no Flamengo... Extra Globo.com - 02.03.2013
  182. Regino Barros faz homenagem a Zico e Gilberto Gil caras.uol.com.br - 06.05.2010
  183. Zico é homenageado na Câmara dos Deputados ziconarede.com.br - 21.10.2011
  184. Gols de Zico se unem a mate e chorinho e ganham status de cultura do Rio UOL.com.br- 11.06.2013
  185. Homenagem a Zico é adiada por conta de manifestações Yahoo Esporte Interativo - 18.06.2013
  186. SRZD-Carnaval (27/03/2013). Primeira-mão: Imperatriz divulga título de seu enredo sobre Zico. 16h06. Página visitada em 02/04/2013.
  187. De Moraes Moreira á Heavy Metal, Zico já foi tema de várias músicas e até gravou msn VIDEO - 2013
  188. Zico é citádo por Elis Regina em "Gol anuládo". - 1976
  189. Famosos gravam em homenagem aos 60 anos de Zico shelby.tv/video - Oficial - Full HD) - Março de 2013
  190. Ex-companheiros de Zico prestigiam estreia do filme Zico60.Doc Yahoo Esporte Interativo - 06.06.2013
  191. Zico 60: o surgimento do Galinho de Quintino e a trajetória até o estrelato Globo Esporte - globo.com - Esporte Espetacular. 03.03.2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde junho de 2012). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons
Precedido por
Rivellino
Camisa 10 da Seleção Brasileira em Copas
19821986
Sucedido por
Silas