Giovanni Silva de Oliveira

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Giovanni
Giovanni
Comemoração gol de Giovanni em 2010 no Santos.
Informações pessoais
Nome completo Giovanni Silva de Oliveira
Data de nasc. 4 de fevereiro de 1972 (42 anos)
Local de nasc. Belém (PA) [1] ,  Brasil
Altura 1,90 m [2]
Apelido G10, Messias, Mago
Informações profissionais
Período em atividade 1990-2010 (20 anos)
Clube atual Aposentado
Posição Meia e atacante
Clubes de juventude
19891990 Brasil Tuna Luso
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
1992-1994
1993
1994
1994
1994
19951996
19961999
19992005
20052006
2006
20062007
2007
2009
2010
Brasil Tuna Luso
Brasil Remo (emp.)
Brasil Paysandu (emp.)
Brasil Sãocarlense (emp.)
Brasil Santos (emp.)
Brasil Santos
Espanha Barcelona
Grécia Olympiakos
Brasil Santos
Arábia Saudita Al-Hilal
Grécia Ethnikos
Brasil Sport
Brasil Mogi Mirim
Brasil Santos
0047 000(24)
0015 0000(5)
0012 0000(6)
0018 0000(8)
0104 000(69)
0120 000(41)
0308 000(105)
0029 0000(6)
0020 000(17)
0008 0000(3)
0000 0000(0)
0012 0000(1)
0008 0000(1)
Seleção nacional
19951999 Brasil Brasil 0020 0000(6)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até a sua aposentadoria.

Giovanni Silva de Oliveira, ou simplesmente como Giovanni (Belém, 4 de fevereiro de 1972), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meia e atacante. Meia-atacante de estilo clássico e elegante, dono de grande domínio de bola, passes bons e rápidos, dribles [3] e finalização precisa, Giovanni viveu fases extraordinárias na carreira ao mesmo tempo em que sofria críticas quanto a suposta lentidão e apatia em campo. Embora não jogasse em uma posição propriamente goleadora, também demonstrou dotes de artilheiro, como no Campeonato Paulista de 1996, onde foi quem mais marcou gols. Chegou a ser artilheiro também de uma edição do campeonato grego, pelo Olympiakos, um dos clubes em que foi um grande ídolo e onde passara a se posicionar de forma mais ofensiva.[4]

Defendia que "futebol precisa ter um tempero especial, não é só feijão com arroz. Tem que ser ousado, tem que tentar, mesmo que perca o lance". Ademir da Guia, também famoso pela "falsa lentidão", declarou que "ele pode não parecer veloz, mas sempre chega na hora certa e engana o adversário. É um craque e ainda sabe fazer gol", e outro paraense, Sócrates, assinalou que Giovanni jogava "solto, voltado para o gol, tem um passe excepcional e uma visão de jogo sem igual", visão esta amplificada por sua posição ereta e cabeça erguida. Como ele, Giovanni era alto mas com pé pequeno, que no meio do futebol traz convicção de um jogador bastante técnico.[5]

A movimentação aparentemente lenta eram provocada pelo comprimento longo dos seus passos, permitindo-lhe cobrir uma grande distância com poucas passadas. Giovanni, que sabia usar seu tamanho incomum para proteger-se de roubadas de bola inclusive obstruindo-a da visão dos adversários, aproveitava a sensação que causava de "ser sonso" para driblá-los colocando-lhes a bola entre as pernas quando eles esticavam uma delas para tentar tirarem-na dele.[5]

Giovanni consagrou-se nacionalmente a partir de 1995, com um repertório de dribles, passes, chutes e um domínio de bola no peito (popularmente chamado de "matada") que, segundo Rivellino, lembrava Pelé,[6] abrindo bem os braços, que lhe deixavam com 1,90 metros de envergadura.[5] Foi eleito o melhor jogador do Brasileirão daquele ano, em que chegou também à seleção brasileira. Foi apelidado de "Messias", originou uma torcida organizada chamada de "Testemunhas de Giovanni",[6] foi considerado por anos o maior craque santista desde o tempo do próprio Pelé [7] e um ano depois transferiu-se ao Barcelona,[6] onde também teve destaque.[4] Vice-campeão mundial com o Brasil na Copa do Mundo FIFA de 1998,[1] ele também está entre os jogadores que defenderam os três grandes clubes do seu Estado natal do Pará: Tuna Luso, Remo e Paysandu.[6]

Carreira em clubes[editar | editar código-fonte]

Início no Pará e Sãocarlense[editar | editar código-fonte]

Seu início no futebol começou aos 6 anos de idade, no time mirim de futebol de salão do Remo. Após a transferência de seu pai, servidor do Departamento de Estradas de Rodagem,[8] a Abaetetuba, passou a jogar por pequenos clubes desta cidade, incluindo o Jaderlândia, Tok Disco e Palmeiras.[1] Chegou às divisões de base da Tuna Luso em 1990, após jogar contra ela pelo Palmeiras em 1989.[8] Nos dois anos em que esteve na base tunante, marcou 50 gols, que lhe renderiam um prêmio chuteira de ouro da Federação Paraense de Futebol.[1] Na condição de campeã paraense de futebol de juniores de 1990, o clube participou da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1991.[9]

Apesar do sucesso na base, Giovanni só veio a debutar no time profissional depois de dois anos,[1] em 6 de julho de 1992,[10] já após a campanha cruzmaltina campeã da 3ª divisão do campeonato brasileiro daquele ano, encerrada em abril.[11] A estreia foi em jogo contra o CSA no Estádio Evandro Almeida [1] pela Copa do Brasil de 1992.[10] Giovanni, que não tinha chances com o técnico Nélio Pereira, foi usado como titular pelo novo treinador, Fernando Oliveira, e terminou sendo o melhor em campo: marcou os dois gols da vitória de virada por 2-1.[1] [10] Fernando Oliveira era o mesmo treinador que lhe "descobria" ao enfrentar o Palmeiras em 1989 e,[8] como jogador, havia sido um zagueiro ídolo na própria Tuna.[12] Aquela foi a estreia também do clube na Copa do Brasil, da qual só participou também em 2003. Apesar do ótimo debute de Giovanni, a equipe terminou eliminada no jogo de volta, em Alagoas, onde foi derrotada por 4-0.[10]

Nessa mesma temporada, o presidente tunante Genésio Mangini conseguiu espaço no Vitória de Guimarães para Giovanni aprimorar-se no futebol português. Giovanni passou 15 dias em Portugal, mas não emplacou, segundo ele por ser usado como centroavante pelo técnico,[1] Bernardito Pedroto. Giovanni não seria o tipo de jogador pretendido e um desacordo financeiro também impediu a transferência.[13] Já na Tuna, se destacava: no Campeonato Paraense de Futebol de 1992, marcou 17 gols em bela dupla com Ageu Sabiá, que fez 18. Giovanni chegou a marcar 5 em um único jogo, em um 8-0 contra o Tiradentes, até recebendo 200 mil cruzeiros de um incontido torcedor tunante.[1] Nos clássicos contra o Paysandu, marcou certa vez o gol da vitória em um 1-0 naquele Parazão, conquistado pelo adversário.[14]

Em 1993, Giovanni manifestou desejo de jogar em outro clube, sendo então emprestado ao Remo, que jogaria no segundo semestre a elite do Brasileirão [1] e que, ainda sem ele, havia acabado de voltar a ser campeão paraense, de forma invicta.[15] O Remo fez uma ótima campanha, terminando em oitavo,[16] na melhor performance do clube na elite nacional.[1] Giovanni, contudo, não foi aprovado pela torcida remista. Alternando bons e maus momentos, era rotineiramente xingado pelos azulinos de "preguiçoso", "lento",[1] "enganador",[5] "lesma" e afins. Cézar Magalhães, jornalista que lhe acompanhava desde 1989, defendeu-o em 1995 afirmando que "no Remo, colocaram o Giovanni como atacante fixo. Um erro. Ele sempre foi armador que vai ao ataque".[17]

Sem sucesso individual no Remo, no início de 1994 ele foi emprestado outra vez, agora ao arquirrival Paysandu, para o Torneio Pará-Ceará.[1] Ele não voltaria mais à Tuna, onde deixou 24 gols como profissional. No Remo, foram 5. Pelo Paysandu, marcou um a mais, 6,[4] mas também não emplacou no Papão. Ele jogou três Re-Pa, sem vencer e marcando um gol, pelo Remo, em um 1-1 pelo Brasileirão de 1993, precisamente na última vez em que os rivais se enfrentaram na elite do campeonato brasileiro. Os outros dois jogos foram pelo Paysandu no Torneio Pará-Ceará, com derrotas por 1-0 e 4-3.[18] Após seu último Re-Pa, deixou definitivamente o futebol paraense, sendo repassado ao Sãocarlense.[1] Sua carreira no Estado natal foi definida como "periclitante", chegando a fazer-lhe pensar em largar o futebol e tornar-se técnico em eletrônica.[5]

No Sãocarlense, onde havia sido descoberto por Mauro Morishita,[5] marcou 8 vezes [4] e chamou a atenção após uma boa exibição contra o Palmeiras, que se interessou por sua contratação. Giovanni realizou testes no clube alviverde, mas sentiu a mudança de clima e contraiu um resfriado. Aborrecido ao ser esquecido pelo clube em um hotel, decidiu voltar a Belém sem autorização do Palmeiras e da Tuna e provocou a desistência do time paulistanto em contratá-lo. O Santos, também interessado, conseguiu seu empréstimo.[1] [8]

Cquote1.svg Meu contrato com a Tuna tinha terminado. Tive um problema com o presidente (da Tuna) e ele me disse que tinha um clube de São Paulo para eu jogar emprestado, mas que só faria isso se eu renovasse. Topei. Fui para o Sãocarlense e fiquei dois meses lá, mas a campanha não foi muito boa na Série A2. Até que meu último jogo foi transmitido pela TV. Foi quando o presidente do Santos me viu jogando, e essa partida selou a minha contratação Cquote2.svg
Sua passagem pelo Sãocarlense e saída da Tuna rumo ao Santos [19]

Santos[editar | editar código-fonte]

Contratado sem qualquer alarde pelo Santos em 1994, Giovanni, um jogador alto e extremamente tímido, chegou em um dos piores momentos da história do time da Vila Belmiro. Afundado em dívidas,[19] com pouco dinheiro para grandes contratações e enfrentando um longo jejum sem títulos, o Santos não teve outra solução na época a não ser apostar em jogadores desconhecidos.[2] Giovanni realizou exames clínicos e trabalhos físicos orientados pelo ex-preparador do Paysandu, Cléber Augusto, ganhando musculatura.[1] Sua estreia pelo Santos aconteceu em 22 de outubro de 1994, contra o Botafogo de Ribeirão Preto pelo Paulistão de 1994, sob o comando técnico de Serginho Chulapa,[8] após três meses de treino sem nenhuma chance na equipe principal. Ainda enfrentava desconfiança geral, mas a lesão de alguns titulares lhe permitiu um lugar naquele dia.[19]

Cquote1.svg Lembro que vários jogadores se machucaram. Foi quando teve um jogo na Vila contra o Botafogo, e o Guga acho não fazia gol há nove jogos. Eu entrei, dei uma assistência para ele e nós ganhamos esse jogo. Peguei a bola, fui pela direita, driblei e dei o passe para ele. Isso me deu moral com o técnico, e toda a imprensa disse que eu fui o melhor em campo. No outro jogo, também na Vila, fui titular com a camisa 10 Cquote2.svg
Sua estreia pelo Santos[19]

Chegou tímido e desconhecido, com uma inibição que lhe fazia até gaguejar em entrevistas,[6] algo que já haviam rendido piadas maldosas no Pará ("o Giovanni é lento porque é gago ou é gago porque é lento?" [5] ). Mas destacou-se no Brasileirão daquele ano: a Revista Placar o colocou como quarto melhor meio-campista do torneio, nas premiações da Bola de Prata (vencida somente pelos dois primeiros).[20] Satisfeito, o Santos o comprou da Tuna Luso por 300 mil reais.[1] Curiosamente, em sua primeira visita a Belém para jogar pelo novo clube, terminou expulso, contra o Paysandu.[21] A estreia pela seleção brasileira deu-se já em 17 de maio de 1995, em vitória por 2-1 sobre Israel.[1] Curiosamente, entrou na partida substituindo Túlio Maravilha.[22] Semanas depois, integrou o Brasil campeão da Copa Umbro.[1]

Em agosto de 1995, antes mesmo do Brasileirão que o consagraria, ele já inspirava devoção de alguns jovens santistas da PUC de São Paulo, que inspirados nele e nas Testemunhas de Jeová, criaram a torcida "Testemunhas de Giovanni". "É um carinho que me motiva muito", declarou o jogador.[23] Na época, também era dado como opção para os Jogos Olímpicos de Verão de 1996.[24] Já no campeonato brasileiro, liderou o Santos, enfraquecido nacionalmente havia anos e anos.[6]

O elenco, no início, não empolgava. "Peguei a equipe desmotivada, desacreditada e sem nenhuma vitória na quinta rodada do Brasileiro. Impus treinamentos em dois períodos, o que mexeu com os costumes dos jogadores. As críticas da imprensa eram muito pesadas em cima de mim e dos jogadores. Então foi feito um pacto no ônibus após um empate com o Juventude, em Caxias do Sul: a equipe alcançaria pelo menos as semifinais. Mas as vitórias foram se sucedendo, o elenco ganhou confiança a ponto de realizar uma partida maravilhosa com o Fluminense", declarou o técnico Cabralzinho. O time encontrou boa fase justamente na reta final, conquistando o país,[25] com Giovanni terminando como o vice-artilheiro do torneio, com 17 gols,[8] com atuações que fizeram público e crítica aprová-lo como um dos últimos a honrarem a camisa 10 outrora vestida por Pelé.[26] A mania gerada por Giovanni fez com que muitos torcedores pintassem o cabelo de vermelho como ele, que fez isso após a classificação para as semifinais,[27] o que lhe valeria também uma campanha publicitária para um produto de tintura.[28]

O maior momento na campanha ocorreu justamente nas semifinais, contra o Fluminense. No jogo de ida, no Rio de Janeiro, o Tricolor venceu por 4-1, dando a impressão de que já estava praticamente garantido na decisão. O jogo de volta foi tido como um dos maiores jogos do Brasileirão desconsiderando finais e Giovanni foi o grande protagonista.[29] Mesmo desfalcado de Vágner e Jamelli, o Santos foi para cima e aos 25 abriu o placar, com Giovanni convertendo pênalti sofrido por Camanducaia. Cinco minutos depois, Giovanni marcou seu segundo, livrando-se de um zagueiro e, acossado por outro, chutando com o bico do pé para acertar o canto.[30]

O jogo também é lembrado pelo intervalo, em que o técnico Cabralzinho decidiu manter os jogadores em campo em vez de irem aos vestiários a fim de que continuassem a sentir a energia vinda da torcida e passar-lhes as instruções ali mesmo.[29] Com 5 minutos do reinício, Macedo ampliou para 3-0 após passe de Giovanni na área,[27] mas em dois minutos o Fluminense conseguiu um gol que àquela altura voltava a lhe deixar classificado. Aos 17 minutos, Giovanni roubou bola de Alê e criou jogada para gol de Camanducaia e, aos 37, deu um passe de calcanhar [30] (que usava aproveitando seu corpanzil para cobrir a visão adversária da bola e assim enganar marcadores [5] ) para Marcelo Passos chutar de curva e marcar os 5-1. Rogerinho, que já havia feito o primeiro gol dos cariocas, diminuiu aos 39, devolvendo para os minutos finais algum drama, encerrado com o Santos comemorando como se já fosse o campeão.[30] A Placar apontou este como o 11º dos 40 jogos mais emocionantes que acompanhou nos 40 anos da revista.[31]

Por aquela atuação, Giovanni recebeu nota 10 em avaliação da Placar, que justamente a partir daquele ano havia estabelecido critérios mais rigorosos para notas altas. Só outros três jogadores receberam a nota máxima desde então: Edmundo pelo Vasco da Gama contra o Flamengo em 1997, ao marcar três gols na semifinal e bater o recorde de gols de Reinaldo em um único Brasileirão; Dida, ao defender pelo Corinthians na semifinal de 1998 dois pênaltis muito bem cobrados por Raí, principal astro do arquirrival São Paulo;[32] [33] e Rogério Ceni em um 2-2 contra o Cruzeiro em 2006, ao defender um pênalti e marcar os dois gols do seu São Paulo, gols que também lhe fizeram ultrapassar José Luis Chilavert como maior goleiro-artilheiro do mundo.[34]

A decisão foi contra o Botafogo, permitindo uma nostalgia direcionada à época de Pelé, Garrincha e outros astros que passaram pelos finalistas. O clube carioca venceu no Rio de Janeiro por 1-0, resultado que se revertido teria dado o título ao Santos pela melhor campanha. Uma arbitragem conturbada de Márcio Rezende de Freitas, que anulou um gol legal de Camanducaia mas validou um gol irregular para cada equipe influiu para que o resultado terminasse em 1-1, que deu o título ao Botafogo. Apesar da decepção, as atuações de Giovanni no torneio renderam-lhe a Bola de Ouro da Placar,[26] de forma incontestável.[35] Foi inclusive maquiado para aparecer todo dourado em reportagem da revista.[36] Mesmo não sendo um atacante nato, ele foi o quarto que mais marcou gols naquele ano no futebol brasileiro, 40, atrás de Túlio, Jardel e Romário, todos atacantes.[37]

No ano seguinte, em 1996, chegava à marca de cem gols na carreira, em outra partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto pelo Paulistão.[8] Terminou artilheiro do certame, com 24 gols [1] e acabou vendido ao Barcelona. Giovanni foi um dos primeiros brasileiros vendidos por uma quantia menos baixa ao futebol europeu, algo comum até então.[38] Foi vendido por 10 milhões de dólares, sendo a quinta contratação mais cara do mundo na época.[39]

O montante da venda permitira ao Santos a reestruturar a Vila Belmiro e reconstruir seu limitado time.[7] Mas a perda humana de Giovanni foi por anos difícil de ser reparada. O humorista Bussunda chegou a brincar em 1996 que "depois do vice-campeonato do ano passado, os dirigentes santistas chegaram à conclusão de que não querem mais ver o Peixe nadando, nadando e morrendo na praia. Para resolver essa situação, venderam Giovanni, assim não correm nem o risco de chegar perto da praia...”[40] No Santos, as saudades só passariam a ser amenizadas a partir de 2002, com o surgimento da dupla Diego e Robinho.[41]

Nos clássicos pelo Santos, Giovanni marcou cinco vezes no Corinthians (um em 2-2 e outro em derrota por 4-2 pelo Paulistão de 1995, um em 3-1 amistoso em janeiro de 1996 e dois em 3-2 pelo Paulistão de 1996)[42] , além dos dois gols no clássico anulado pelo Brasileirão de 2005; um no Palmeiras, em 2-2 pelo Paulistão de 1995;[43] e quatro no São Paulo (dois em 2-1 em amistoso de julho de 1995 e outros dois em duas derrotas por 2-1 cada pelo Paulistão de 1996).[44]

Barcelona[editar | editar código-fonte]

Em 1996, considerado o mais valorizado jogador em atividade no futebol brasileiro, ganhou fama também na Europa, e foi vendido para o poderoso Barcelona, que pouco depois contrataria outro brasileiro: Ronaldo.[2] [45] Eles dois, de estilos opostos fora de campo, tornaram-se amigos. Um dos poucos jogos em que Ronaldo não marcou em sua grande temporada no clube, foi, segundo a imprensa espanhola, devido à ausência de Giovanni, responsável pela maioria das boas assistências ao colega.[46] O estilo do paraense também encantou os espanhóis na temporada de estreia. A torcida do Barcelona nunca tinha um visto um jogador tão alto e tão técnico.[47] Em janeiro de 1997, ele era considerado intocável perante torcida e o técnico Zagallo na seleção.[48]

Em seu primeiro ano na Europa, teve um ótimo desempenho,[4] mas uma lesão o impediu de jogar a final da Recopa Europeia, troféu mais importante obtido pelo Barça na temporada 1996-97. Mas Ronaldo declarou que "ele merece a taça tanto quanto a gente. Giovanni marcou gols decisivos e deveria estar jogando". Ambos deram a volta olímpica abraçados.[49] O clube, porém, interessou-se por Denílson, revelação do São Paulo, ofertando por ele alguns milhões mais o passe de Giovanni, que aceitara voltar ao Brasil, chegando até a assinar um contrato com o Tricolor. Mas a transferência dupla acabou não concretizada pela desistência do Barcelona em pagar o preço que oferecera.[50] Giovanni vinha em baixa com a seleção após desempenhos ruins no Torneio da França e na Copa América de 1997, mas recuperou-se ao fim da temporada 1997-98: o campeonato espanhol, perdido na temporada de estreia, foi conquistado com Giovanni marcando sobre o Real Zaragoza o gol que garantiu o título e o meia se garantiu na Copa do Mundo FIFA de 1998.[8]

Contudo, após ter um mundial decepcionante, ele começou a perder espaço também no Barcelona. Chegou a dar entrada no pedido pela dupla cidadania para não ser mais considerado jogador estrangeiro.[51] Foi a temporada em que o técnico neerlandês Louis van Gaal colocou oito conterrâneos no elenco, colocando Giovanni entre os reservas [52] e por vezes não o relacionando nem mesmo para ficar no banco.[53] Van Gaal chegou a discutir publicamente com Rivaldo (a ser eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA naquele ano de 1999 e que demonstrou apoio ao paraense, cuja camisa o pernambucano exibiu por baixo da própria após marcar um gol [53] ) e cansou de destratar jornalistas, mas silenciou seus críticos ao garantir novo título espanhol seguido na temporada em que o clube celebrou seu centenário.[52] Curiosamente, Giovanni, assim como Rivaldo, enfrentou o Barcelona no jogo comemorativo dos cem anos do time, que enfrentou a seleção brasileira pela ocasião.[54]

Giovanni, embora parecesse já não querer lutar para mudar sua situação no Barcelona,[55] inicialmente disse que preferia seguir na reserva a deixar o clube.[56] Mas, sem espaço, acabou vendido ao fim da temporada 1998-99 por 8 milhões de dólares ao Olympiakos.[47] Ao todo, foram 41 gols pelo Barça.[4] "Tive problema só no último ano, quando ele trouxe os jogadores dele. Até então, me tratava como filho. Depois fez jogo para eu ficar com raiva, brigar e mudar de time", declarou sobre Van Gaal. "Me pôs de volante. Disse que me queria lá porque eu tocava bem a bola. Não precisava nem marcar. Só que no primeiro tempo já me tirava. Aí que falei pra ele não me colocar mais. Se vai te pôr numa posição que não é a sua, o técnico tem que assumir a culpa".[57] "Dei o título ao Barcelona com duas rodadas de antecedência quando fiz um gol de cabeça contra o Zaragoza, mas nada disso ele levava em consideração. Até que fui na imprensa, falei besteira, e foi mais um motivo para ele não gostar de mim e me deixar sair do time em definitivo".[58]

Giovanni costumava se dar bem nos clássicos do Barcelona. Seus dois primeiros gols na temporada de estreia pelo clube foram na Supercopa da Espanha, em um 5-2 no Atlético de Madrid. Em sua segunda partida no campeonato espanhol, em um dérbi catalão contra o Espanyol, marcou outro na vitória por 2-1. Fez também contra o Real Madrid em vitória por 3-2 pela Copa do Rei que, seguida por empate em 1-1, eliminaria o arquirrival na campanha que resultaria em título dos blaugranas.[59] Em sua segunda temporada, que lhe garantiria na Copa do Mundo FIFA de 1998, marcou nos dois jogos contra o Real Madrid pela Supercopa da Espanha (vitória por 2-1 e derrota por 4-1) e também em cada Clásico com o Real também no campeonato espanhol (vitórias por 3-2 e 3-0), outro em vitória por 3-1 sobre o Atlético e mais um em vitória sobre o Espanyol (3-1).[60] Na terceira e última temporada, marcou um gol em vitória por 2-1 sobre o Espanyol.[61]

Olympiakos[editar | editar código-fonte]

Giovanni nos tempos de Olympiakos, em novembro de 1999.

Da Espanha foi para a Grécia, e assinou com o Olympiakos em 1999, uma transferência que o afastou de vez da seleção. "Sabia que saía do Barcelona para um time que ninguém conhece, que não é vitrine. Por outro lado, é a vida financeira, é o futuro. No dia que terminar minha carreira, ninguém vai querer saber onde joguei. Tenho que ver o futuro da minha família. Mesmo no Barcelona, talvez não fosse convocado", declarou a respeito em 2004.[57] Se mostrava adaptado já na temporada de estreia, em que foi campeão, ainda que sofrendo uma ruptura nos ligamentos do joelho que lhe deixou afastado por cinco meses. "O Van Gaal pensa que é o dono do mundo. Quando eu estava lá (no Barcelona), os jogadores já não gostavam dele e o ambiente não era bom. Desse jeito, você não chega a lugar nenhum. No Olympiakos, eu recuperei o respeito que não tinha mais no Barcelona", comentou em 2000.[62]

De início ele, que tinha outras ofertas, relutara em aceitar a do Olympiakos por não conhecer a realidade da Grécia, chegando em um primeiro momento descartar tal proposta. Em 2014, revelou que decidiu aceita-la ao acreditar que recebeu sinais divinos neste sentido.[58]

Cquote1.svg Estava em período de férias no Brasil e como evangélico pedi orientação: 'Deus, me mostre um sinal'. Pedi porque eu não queria ir para a Grécia, de jeito nenhum. Eu liguei e perguntei para o meu então procurador, José Roberto Martins, quais os clubes que tinham. Ele me informou que o Celta de Vigo, o Sporting, o Benfica e o Olympiakos estavam interessados. Orei antes de dormir, como de costume. No dia seguinte, lembro que estava em Fernando de Noronha com minha esposa e fui fazer um passeio de barco. Lá, durante o passeio, encontrei um rapaz que nunca tinha visto na vida. Ele me disse o seguinte: 'Giovanni, você gosta de praia? Então, sugiro que você vá conhecer as Ilhas Gregas'. Achei estranho, mas deixei passar. Ainda naquela semana, fui para a Bahia e outro rapaz me disse a mesma coisa, do nada. Depois disso, eu acabei abrindo a negociação e propus um contrato para receber o dobro do que ganhava no Barcelona. Eles aceitaram e eu ainda ganhei mais uns dias de férias. Me apresentei em junho de 1999. Foram seis anos de felicidade não apenas no futebol, mas também na vida. Quando fui para lá, eu fui o pioneiro e, por isso, temia. Estava enganado. Era tratado como um rei [58] Cquote2.svg

No Olympiakos, passou a atuar como atacante.[4] Embora tenha declarado ter perdido o tempo de bola e a habilidade para cruzar dentro da grande área,[57] demonstrou como nunca antes grande capacidade de marcar gols e um vasto repertório de dribles. Foram 61 tentos em seis temporadas do Campeonato Grego, do qual foi pentacampeão e artilheiro na temporada 2003-04, com 21 gols.[4] Pouco após essa temporada, em entrevista à Placar, relatou que:

Cquote1.svg Aqui, jogando bem ou mal, vou jogar. Na Espanha ou na Itália, se você é estrangeiro, vai ficar dois jogos sem jogar. A não ser que arrebente. Aqui, tenho regalias, minha vida é perfeita, o técnico gosta de mim, não tenho que mostrar mais nada. Por que sair de um time onde estou bem, adaptado? Por que (ser chamado de) mercenário? Qualquer jogador, se um clube te dá 10 e outro te dá 100, escolhe o 100. Isso não é ser mercenário. Agora, se aqui ganho 10 e ali vão me pagar 11, fico aqui.[57] Cquote2.svg

Naquele ano, ele influenciou o amigo Rivaldo a também rumar ao Olympiakos: "Eu liguei para o Rivaldo e disse para ele ir para a Grécia. Que depois do treino a gente ia para a praia jogar futevôlei e que lá era o paraíso. Pedi aos diretores que levassem ele e ele acabou ficando quatro anos no clube. Dei esse ‘empurrão'".[58] Anos mais tarde, Giovanni "retribuiria" o "empurrão", aceitando ir ao Mogi Mirim por conta da amizade com Rivaldo.[63] Giovanni é o terceiro jogador estrangeiro com mais partidas por um clube grego. Na Grécia, é até hoje lembrado como um dos maiores ídolos da torcida do Olympiakos.[8] [58]

Retorno ao Santos[editar | editar código-fonte]

Quando deixou a Vila Belmiro, em 1996, Giovanni havia prometido voltar para encerrar sua carreira no Santos.[64] A promessa foi cumprida quase 10 anos depois, e em maio de 2005 o clube acertou a volta do ídolo. Foi apresentado num evento realizado no dia 2 de junho, na Vila Belmiro.[64] No Santos, Giovanni reencontrou Alexandre Gallo, seu companheiro de equipe na histórica campanha de 1995 [30] e que agora trabalhava como treinador da equipe.[65]

Reestreou em 12 de junho de 2005, no empate em 1x1 contra o Fluminense na Vila Belmiro.[66] Mostrou a boa e velha técnica e foi um dos destaques da equipe, com destaque para uma atuação descrita como "de gala" e "espetacular" contra o Corinthians em vitória por 4-2.[67] [68] Era o jogo que marcava a volta de Robinho, principal estrela santista da época e que, descontente com a recusa da diretoria em vendê-lo ao Real Madrid, não vinha sequer treinando com o Santos,[65] chegando a ausentar-se por onze rodadas, nas quais o clube soube jogar razoavelmente.[68] Mas quem brilhou foi o veterano ídolo da década de 1990, que marcou duas vezes [65] e deu o passe para os outros dois.[69] Recebeu uma nota 9 da Placar.[70] Outro gol veio em um retorno a Belém: o Paysandu vencia por 2-0 e Giovanni, no fim do primeiro tempo, fez o primeiro de uma vitória santista de virada por 3-2.[71]

Giovanni jogou seis vezes ao lado de Robinho na época, e eles juntos não perderam, com três vitórias e três empates.[67] Mesmo após a conturbada saída de Robinho ao Real Madrid, o Santos chegou a liderar o Brasileirão. O rendimento caiu por uma sucessão de fatores. Houve a demissão de Alexandre Gallo em virtude da desclassificação na Copa Sul-Americana de 2005 e derrotas para Atlético Mineiro (3-0) e Fluminense (4-3): mesmo com o time ainda na briga pelo título, a somente 4 pontos do líder Corinthians, Gallo deu lugar a Nelsinho Baptista, cujo rendimento foi de cerca de 31% dos pontos (Gallo obtivera 55%).[67] "O time estava perdido, com muitos jogadores saindo. Estávamos bem com o Gallo. Derrubaram ele e veio outro técnico, aí desandou. (Os 7-1 para o Corinthians, no returno) foi a gota d'água. O Nelsinho não era ruim, mas afastou jogadores assim que assumiu e colocou a culpa neles. Isso racha o grupo", explicou o veterano.[63] Giovanni, convertido na principal esperança santista após a saída de Robinho,[68] foi decaindo junto com o restante do elenco.[67]

Além disso, aquela vitória contra o Corinthians terminou anulada por ter sido apitada por Edílson Pereira de Carvalho, envolvido na Máfia do Apito, embora o próprio STJD não tenha chegado a nenhuma conclusão após ver o vídeo da partida. A repetição do jogo, dois meses e 13 dias depois do original e com o Santos já fora da disputa do título, teve arbitragem polêmica de Cléber Wellington Abade, que expulsão Luizão e assinalou pênalti de Zé Elias no fim. O Corinthians venceu por 3-2 e um desgostoso Giovanni chutou a bola às arquibancadas,[65] originando uma invasão generalizada dos revoltados torcedores santistas ao gramado da Vila Belmiro.[72] Cléber Abade, então, esperou que a Polícia Militar tentasse controlar a situação, mas decidiu encerrar a partida. Giovanni foi incluído em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, e recebeu uma suspensão de cinco jogos pelo STJD, que alegou que o jogador estaria tentando incentivar a invasão de campo.[73]

No campeonato, chegou a liderar em setembro a corrida pela Bola de Ouro da Revista Placar, que já havia conquistado em 1995.[74] Mas não terminou entre os dez primeiros nem entre os melhores meias, onde ficou em 12º.[75] O ex-líder Santos terminaria em décimo.[67] Foi naquele ano também que ele trouxe o também paraense Paulo Henrique Ganso às divisões de base do Santos, após indicação do professor de educação física do adolescente, Márcio Guedes.[76] No dia 16 de janeiro de 2006, após a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo, foi dispensado do clube, sendo assim encerrado o segundo ciclo de Giovanni com a camisa alvinegra.[77] Luxemburgo pretendia reduzir a folha salarial e montar um time mais veloz e jovem, e Giovanni foi um dos veteranos astros dispensados, como Luizão. Declarou que entendia a situação, que a diretoria não tinha culpa se o novo treinador não o queria mais e abriu mão da multa a que teria direito e do salário do mês de janeiro de 2006, o último que trabalhara, comportamentos atípicos no futebol.[78]

Al-Hilal, Ethnikos, Sport e Mogi Mirim[editar | editar código-fonte]

Em seguida, partiu para sua passagem pelo futebol do exterior, mas não teve o mesmo sucesso. Assinou com o time árabe do Al Hilal um contrato de curto prazo, com duração de apenas três meses,[79] e retornou ao futebol grego no Ethnikos Piraeus, durante o segundo semestre. No Ethnikos, também não emplacou, e saiu antes mesmo do término do contrato, até o fim da temporada 200607 do Campeonato Grego.

Voltou ao Brasil no início de 2007 por indicação do treinador Alexandre Gallo, e foi a grande contratação do Sport para a disputa do Campeonato Brasileiro daquele ano.[80] A grande contratação acabou tornando-se frustração. Apenas 12 dias após ser contratado, Giovanni rescindiu o contrato em razão da saída de Gallo, que havia ido para o Internacional, e pagou do próprio bolso a sua multa rescisória. Ele sequer estreou pelo Sport.[81]

Após um ano e meio sem clube, foi contratado pelo Mogi Mirim em 15 de novembro de 2008 para a disputa do Campeonato Paulista de 2009.[82] Giovanni foi a primeira contratação da gestão de Rivaldo, que assumira a presidência do clube na época e foi seu companheiro de equipe na Copa do Mundo FIFA de 1998.[82] "(o que me motivou a ir ao Mogi Mirim) foi principalmente minha amizade com o Rivaldo. Ele precisava de um jogador experiente para comandar os mais jovens e me chamou. Depois do torneio, acho que será minha despedida", explicou.[63] No Paulistão, Giovanni enfrentou pela primeira vez a equipe que o consagrou, o Santos,[83] e reencontrou seu conterrâneo Paulo Henrique Ganso, levado por ele para a categoria de base santista três anos antes. Acabou salvando o Mogi do rebaixamento para a Série A-2 paulista, marcando um importante gol na última rodada do estadual, contra o Noroeste, seu único tento durante a passagem pelo clube.

Terceira passagam pelo Santos[editar | editar código-fonte]

Sem jogar uma partida há mais de nove meses, já que o Mogi Mirim não disputou nenhum torneio neste período, Giovanni acertou seu segundo retorno ao Santos em dezembro de 2009 com muita desconfiança por parte de alguns jornalistas esportivos. Foi apresentado no dia 13 de janeiro de 2010 num grande evento realizado na Vila Belmiro.[84] [85]

Ele, que não atuava desde o último Campeonato Paulista, manteve a forma com trabalhos diários na academia durante este período,[86] e reestreou pelo Santos em 17 de janeiro de 2010, reestreou em partida que o Santos goleou o Rio Branco por 4x0 pelo Paulistão daquele ano. Os torcedores santistas ovacionaram o camisa 10 durante o aquecimento e sua entrada em campo, que acabou dando assistência para o gol do meia Paulo Henrique Ganso, que havia sido trazido pelo próprio Giovanni para as categorias de base do time santista em 2005.[6] No dia 14 de fevereiro, marcou seu primeiro gol após o retorno ao Santos, na vitória por 2x1 sobre o Rio Claro. Na campanha do título da Copa do Brasil de 2010, acabou perdendo espaço para a safra de jovens jogadores que compunham a equipe titular, como o próprio Ganso. Posteriormente, no Campeonato Brasileiro, atuou em apenas única partida, e ainda assim como substituto, nos minutos finais da vitória por 2x1 sobre o Atlético Goianiense no dia 22 de maio.

Aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Insatisfeito com a reserva, anunciou que não jogaria mais pelo Santos.[87] A intenção da diretoria do clube era preparar uma partida de despedida, prontamente recusada pelo jogador, que se mostrou decepcionado por pouco atuar em sua terceira passagem pelo clube.[88] [89]

Cquote1.svg Dificilmente vou querer uma partida de despedida. Esperava que isso acontecesse no Brasileiro. Fui assinar a rescisão, mas o presidente disse que não queria ter esse prazer de rescindir meu contrato. Ele vai deixar rolar até o dia 4 de agosto, quando vence o contrato. Eu vou embora agora em junho, e não vou voltar. Cquote2.svg
Giovanni, sobre sua polêmica aposentadoria no Santos.[88]

Após uma polêmica que envolveu até o treinador Dorival Júnior, com quem Giovanni teve uma relação conturbada devido as poucas oportunidades de jogar, seu contrato então foi encerrado e a partida de despedida jamais ocorreu. Por conta do sucesso da indicação de Ganso em 2005, chegou a cogitar trabalhar como um olheiro do Santos no estado do Pará,[90] [91] mas o antigo desejo não se concretizou após divergências com o presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Em 2011, quase um ano após aposentar-se, o jogador disse ter se sentido "usado" por Luís Álvaro, a quem deu apoio nas eleições presidenciais do Santos, em 2009.[92]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Pela Seleção Brasileira, Giovanni recebeu sua primeira convocação em 1995, quando vivia a melhor fase de sua carreira no Santos. Ainda naquele ano, integrou a equipe campeã da Copa Umbro.[93] O técnico Zagallo estava à procura de alguém para ser o que ele chamava de "jogador número 1", que seria aquele que servisse os atacantes e agisse como ponte com os dois meias mais defensivos,[94] um jogador capaz de ajudar na marcação, mas rápido para servir o ataque e ele próprio atacar, semelhantemente ao que antes se denominava "ponta-de-lança".[95] Zagallo também exigia que tal jogador, além de municiar o ataque e ajudar na defesa, também percorresse tanto o lado direito como o esquerdo.[3]

Giovanni foi um dos testados na tarefa de ser o "número 1" e de início saiu-se bem,[94] sem sentir o peso de vestir a camisa 10 também na seleção.[5] Em fevereiro de 1997, chegou a marcar dois gols sobre a Polônia, ofuscando a celebrada dupla ofensiva Ronaldo e Romário.[94] Àquela altura, havia marcado quatro gols nos últimos cinco jogos da seleção (os outros foram sobre Países Baixos e Camarões), dos quais jogara em quatro.[96] Mas sua "lentidão" e a perda de espaço no próprio Barcelona fez Zagallo, além de testar também Juninho Paulista, Djalminha, Leonardo e Amoroso, lembrar também de Raí (que não era usado desde a Copa do Mundo FIFA de 1994) e não usar Giovanni nem mesmo no banco.[94] A Copa América de 1997, para a qual foi convocado, chegou a ser encarada como sua derradeira chance por um lugar na Copa do Mundo FIFA de 1998.[97]

O Brasil foi campeão da Copa América, mas Zagallo manifestou grande descontentamento com a "apatia" do paraense no torneio.[98] Indagado sobre Giovanni e Djalminha, Tostão (que afirmara em 1996 que Giovanni era "um fora-de-série", com "potencial para se tornar um dos grandes jogadores da história ao lado de craques como Zico, Platini e Beckenbauer"[5] ) declarou que "acho que ele (Zagallo) não vai querer mais usar os dois", mesmo sendo "superiores ao Juninho",[99] que parecia aprovado para a posição. Uma séria contusão do próprio Juninho e más atuações de Raí, contudo, mantiveram as chances de Giovanni,[100] que paralelamente vinha jogando bem no Barcelona: o clube voltaria a ser campeão espanhol depois de três anos com Giovanni marcando gols nas vitórias nos dois clássicos com o Real Madrid, marcando também em clássicos contra Espanyol e Atlético de Madrid [60] e por fim fazendo também o gol que garantiu o título, em jogo contra o Real Zaragoza.[8] Em entrevista à Placar de abril de 1998, Zagallo frisou que Giovanni não estaria descartado para o mundial.[101]

No final daquele mesmo mês, no último amistoso antes da convocação, Raí saiu-se muito mal contra a Argentina, que venceu por 1-0 dentro do Maracanã, onde não ganhava do rival havia 41 anos - é também até hoje a última vitória argentina sobre a seleção brasileira na casa adversária. Zagallo acabaria excluindo Raí e chamando Giovanni para a Copa.[102] Apesar da boa fase, sua convocação foi uma surpresa, reforçando a impressão de que a derrota para a Argentina teria pesado em algumas alterações na lista [103] - Zagallo costumava considerar que não era de grande valia um jogador ir bem no seu clube e não na seleção.[5] Curiosamente, ele foi expulso no dia da convocação. Zico, coordenador-técnico da seleção, havia decidido em favor dele em detrimento também de Juninho, que vinha procurando recuperar-se a tempo do torneio. Zico justificou-se afirmando que já vivenciara, na Copa do Mundo FIFA de 1986, a sensação de chegar ao torneio sem condições ideais de jogo por conta de lesão.[103] Pela mesma razão, Zico havia defendido o corte de Romário, que tinha lesão na panturrilha mas dizia-se apto a participar e estaria apoiado por Zagallo,[104] que, por sua vez, havia perdido poder após eliminação vexaminosa na Copa Ouro da CONCACAF de 1998, episódio que o ameaçou no cargo e motivou a entrada de Zico na comissão.[3]

Houve quem suspeitasse que a Nike, que patrocinava Giovanni, também estaria por trás da convocação, uma vez que chamou-se também outro jogador patrocinado pela empresa e sumido da seleção, o zagueiro Márcio Santos (que acabaria cortado),[105] embora o meio-campista já tivesse contrato com ela desde 1996.[106] Além disso, Giovanni era o quarto jogador com menos partidas pela seleção (tinha treze) entre os convocados, à frente apenas de Doriva (onze), Carlos Germano (duas) e Zé Carlos (nenhuma).[107] A convocação dele e de Rivaldo serviriam de suporte para mais gols de Ronaldo e Romário, que não vinham recebendo tanto a bola.[108]

Na edição de junho de 1998 da Placar, às vésperas da Copa, Paulo Roberto Falcão antecipou que Giovanni estaria sacrificado na tática de Zagallo, onde não renderia como "número 1". "Rivaldo e Giovanni são meias de características ofensivas. Só podem ajudar na marcação se a defesa se adiantar e diminuir o espaço quando o Brasil perder a bola", escreveu Falcão.[109] Giovanni começou entre os titulares na estreia, contra a Escócia.[8] Não foi bem.[110] Ele tinha a função de marcar o meia adversário e atacar quando o Brasil recuperasse a bola, mas chegava cansado ao ataque, com dificuldade para concluir, que era o seu ponto forte.[111] Sem ânimo para atacar e sem disposição para defender, foi tido como o pior em campo. "Até eu fiquei chateado comigo", assumiu na época.[104] A imprensa espanhola esteve entre os críticos de Zagallo por tê-lo ordenado que jogasse mais recuado, fora de sua posição habitual.[112]

Zagallo preferiu passar a usar Leonardo pela meia-direita no lugar de Giovanni, mesmo com Leonardo sendo canhoto [110] e desta forma precisar se entortar no ataque por não saber usar a perna direita.[111] Giovanni foi usado apenas no primeiro tempo da partida e não voltou mais a jogar no torneio,[8] mesmo com Leonardo também chegando a ser considerado o pior em campo, após o jogo contra a Dinamarca.[113] O paraense foi o primeiro a ser substituído na Copa de 1998.[114] "Fui titular na estreia, em um esquema que não tinha treinado. Aquilo me queimou, porque fiz uma função que não era minha. Aí o Zagallo me tirou de vez", disse já em 2009.[63] Carlos Alberto Parreira, ainda no início da competição, defendeu-o: "foi bom o Zagallo ter trazido o Giovanni para a Copa. Ele estava numa fase excepcional no Barcelona. Jovem, goleador, jogando num clube de ponta. Não iria sentir a responsabilidade. Mas não é fácil um jogador se enquadrar no esquema da Seleção Brasileira. Treinador precisa de tempo, jogador precisa de tempo. Giovanni ainda tem chance de voltar ao time, é um grande jogador".[112]

Após o vice-campeonato, Zico, o homem na comissão técnica por trás da convocação de Giovanni, declarou que "não fui só eu que me decepcionei com o Giovanni. Todos sentimos o mesmo. A gente sabia o que ele podia produzir. Pela experiência que tem, Giovanni foi simplesmente burocrático, não tentou nada. Em uma Copa do Mundo, não se pode esperar muito tempo. Se você tem um jogador que está fora, treinando bem, como o Leonardo, o negócio fica difícil".[111] "Em uma Copa, não se pode insistir no jogador quando ele não está bem. A competição é curta e precisamos colocar em campo quem está melhor, mesmo que o titular sofra com isso", justificou o coordenador já na segunda partida.[115] "A chance que nos dão é essa, um jogo. Se for mal, tira", reclamou Giovanni já em 2004.[57]

Cquote1.svg Fui iludido. Melhor ter começado no banco e entrar do que ir mais ou menos no primeiro jogo, ser sacado e nunca mais jogar. Ele me deixou como inimigo. E teve gente que foi muito pior do que eu e jogou a Copa inteira. Ele pediu para eu fazer uma coisa que eu não poderia fazer, que é marcar. Fazer sombra, legal, mas jogar na ponta-direita para marcar o lateral? Nunca fiz isso. Então, põe o cara que sabe fazer essa função e me deixa no banco. Mas aprendi. Nunca faça o que o técnico quer, porque é você que se ferra. (Se passasse novamente pela mesma situação) Eu pediria para ir embora. Pediria minha passagem. É um saco ir a uma Copa do Mundo e ficar só olhando. Mas em 1998, eu pensei: 'ainda sou novo, posso ter nova chance na seleção' Cquote2.svg
Sobre o descontentamento mútuo com Zagallo na Copa de 1998[57]

Em 2013, voltou a reclamar daquela situação: "O Zagallo tinha algumas opções: eu, o Rivaldo e o César Sampaio. Nos amistosos, apenas eu e o Rivaldo marcamos gols, enquanto o César Sampaio não marcou em nenhum. Mas veio a Copa, o Rivaldo foi bem, o César marcou um gol e eu caí. Reconheço que não fui bem naquela partida (contra Escócia), mas não merecia sair da equipe. Fiquei sempre no banco, só o Denílson entrava. Fui injustiçado. O Zagallo até deu uma declaração falando que, se o goleiro se machucasse, o Denílson era a primeira opção".[19]

A Placar, na época, concluiu que Zagallo também teria culpa no desempenho ruim de Giovanni, usando Roberto Carlos como outro exemplo de jogador em quem o treinador "não soube explorar a potencialidade individual. Roberto Carlos jogou mais recuado do que no Real Madrid, sem arriscar chutes a gol e os cruzamentos que o fizeram o segundo melhor jogador do mundo", escreveram três repórteres da revista.[111] Apesar da decepção, Giovanni seguiu sendo tratado como opção na seleção pela imprensa. Uma das primeiras perguntas feitas a Vanderlei Luxemburgo após ele suceder Zagallo foi sobre a possibilidade de uma recuperação do paraense. "Claro. Ele chegou à seleção por sua qualidade. Ele precisa de uma abordagem psicológica, um trabalho de cabeça. O treinador entra com a prática e o psicólogo, com a sustentação emocional", respondeu Luxemburgo.[116] Luxemburgo o convocou a alguns jogos em 1999 e foi referido por Giovanni em 2004 como o melhor técnico do Brasil: "tira o cara e diz o motivo".[57]

Um destes jogos, curiosamente, foi contra o Barcelona onde Giovanni ainda atuava, nas comemorações do centenário do clube. Foi seu primeiro jogo pelo Brasil desde a Copa do Mundo. Depois, foi titular em dois amistosos contra os Países Baixos, chegando a marcar um gol, seu último pela seleção. Por fim, quando já estava no Olympiakos, foi testado em novembro contra a Espanha. Ele tornou-se ali o primeiro jogador a ser usado pela seleção brasileira a partir do futebol grego,[22] [54] [117] [118] [119] [120] [121] [54] [122] [96] [123] [124] [125] [126] [127] [127] [128] [129] [130] [131] [132] [133] [134] [135] [136] [136] o que o animou: "o Luxemburgo me deu uma chance em um amistoso contra a Espanha, quando eu já jogava na Grécia. O Campeonato Espanhol tem mais mídia, mas você estando bem aparece em qualquer lugar. Tenho certeza de que ainda vou voltar à seleção", declarou em 2000.[62]

Contudo, Giovanni não voltou a ser utilizado depois de 1999,[4] apesar da boa fase na Grécia. Só Gilberto Silva, do Panathinaikos, nove anos depois, também foi chamado desde este país.[137] [138] [139] [140] [141] [142] [143] Em entrevista de grande acidez em 2004, o paraense insinuou que haveria lobby na seleção, medida que jamais tomaria:

"Imagine se ele (Carlos Alberto Parreira, então técnico do Brasil) me chama! Os caras iam bater nele! Como trazer um cara que ninguém sabe como está jogando? O campeonato grego não passa na TV, aqui não tem imprensa. E tem outros que vão dez anos mal e estão ali. Como brigar com eles? Não dá. Se eu voltar para a seleção, é pelo meu jogo, não porque paguei repórter. Todo mundo sabe que tem jogador que paga para estar na TV, só para aparecer, só para chegar à seleção. Eu jamais faria isso".[57]


Cinco anos depois, em 2009, afirmou que "na seleção, o jogador tem que se impor. E eu sou um cara muito introvertido e perdia espaço por causa disso. Não me arrependo de ser assim, mas sei que isso atrapalhou".[63] Ao todo, Giovanni jogou vinte vezes pelo Brasil, considerando um amistoso não-oficial contra o Barcelona e outro com o Athletic Bilbao (também realizado nos festejos do seu centenário, em 1998). Marcou seis gols.[4] Embora não tenha sido duradouro na seleção, ela nunca perdeu um jogo com ele em campo.[8]

Jogos[editar | editar código-fonte]

A tabela abaixo resume as aparições de Giovanni pela Seleção Brasileira de Futebol.[22] [54] [96]

# Data Competição Local Adversário Placar Gol(s)
1 17 de maio de 1995 Amistoso Ramat Gan, Israel Ramat Gan Flag of Israel.svg Israel Symbol support vote.svg 2-1 0
2 11 de junho de 1995 Copa Umbro Wembley, Reino Unido Londres Flag of England.svg Inglaterra Symbol support vote.svg 3-1 0
3 9 de agosto de 1995 Amistoso Olímpico, Japão Tóquio Flag of Japan.svg Japão Symbol support vote.svg 5-1 0
4 12 de agosto de 1995 Amistoso Civic, Coreia do Sul Suwon Flag of South Korea.svg Coreia do Sul Symbol support vote.svg 1-0 0
5 11 de outubro de 1995 Amistoso Fonte Nova, Brasil Salvador Flag of Uruguay.svg Uruguai Symbol support vote.svg 2-0 0
6 20 de dezembro de 1995 Amistoso Vivaldão, Brasil Manaus Flag of Colombia.svg Colômbia Symbol support vote.svg 3-1 0
7 28 de agosto de 1996 Amistoso Dínamo, Rússia Moscou Flag of Russia.svg Rússia Symbol neutral vote.svg 2-2 0
8 31 de agosto de 1996 Amistoso ArenA, Países Baixos Amsterdã Flag of the Netherlands.svg Países Baixos Symbol neutral vote.svg 2-2 1
9 13 de novembro de 1996 Amistoso Pinheirão, Brasil Curitiba Flag of Cameroon.svg Camarões Symbol support vote.svg 2-0 1
10 18 de dezembro de 1996 Amistoso Vivaldão, Brasil Manaus Flag of Bosnia and Herzegovina (1992-1998).svg Bósnia-Herzegovina Symbol support vote.svg 1-0 0
11 26 de fevereiro de 1997 Amistoso Serra Dourada, Brasil Goiânia Flag of Poland.svg Polônia Symbol support vote.svg 4-2 2
12 3 de junho de 1997 Torneio da França Gerland, França Lyon Flag of France.svg França Symbol neutral vote.svg 1-1 0
13 13 de junho de 1997 Copa América de 1997 Ramón Tahuichi Aguilera, Bolívia Santa Cruz de la Sierra Flag of Costa Rica.svg Costa Rica Symbol support vote.svg 5-0 0
14 31 de maio de 1998 Amistoso San Mamés, Espanha Bilbao Athletic Bilbao Symbol neutral vote.svg 1-1 0
15 3 de junho de 1998 Amistoso Municipal, França Saint-Ouen Flag of Andorra.svg Andorra Symbol support vote.svg 3-0 1
16 10 de junho de 1998 Copa do Mundo FIFA de 1998 Stade de France, França Saint-Denis Flag of Scotland.svg Escócia Symbol support vote.svg 2-1 0
17 28 de abril de 1999 Amistoso Camp Nou, Espanha Barcelona Barcelona Symbol neutral vote.svg 2-2 0
18 5 de junho de 1999 Amistoso Fonte Nova, Brasil Salvador Flag of the Netherlands.svg Países Baixos Symbol neutral vote.svg 2-2 1
19 8 de junho de 1999 Amistoso Serra Dourada, Brasil Goiânia Flag of the Netherlands.svg Países Baixos Symbol support vote.svg 3-1 0
20 13 de novembro de 1999 Amistoso Balaídos, Espanha Vigo Flag of Spain.svg Espanha Symbol neutral vote.svg 0-0 0
Total 6

Descoberta de Paulo Henrique Ganso[editar | editar código-fonte]

Um fato curioso e que poucos sabem é que Giovanni foi o responsável pela chegada de Paulo Henrique Ganso ao Santos. Em 2005, enquanto passava férias em Belém, no Pará, ele ouviu falar de Paulo Henrique através de um amigo:

Cquote1.svg Eu e o Paulo Henrique temos um amigo em comum e mandei levarem ele no meu time de "pelada" em Belém. Vi que, embora jovem, o Ganso tinha uma classe bem apurada. O que fiz foi abrir a porta para ele. O mérito é todo dele. Ganso é diferenciado, 'malandro' e esperto dentro de campo. Cquote2.svg
Giovanni, explicando como indicou Ganso ao Santos.[90]

Giovanni então indicou o jovem aos diretores do clube santista, que bancaram a ida do garoto para a cidade de Santos com a finalidade de fazer testes nas categorias de base. Três anos mais tarde, Paulo Henrique Ganso assinava seu primeiro contrato principal na carreira[144] e hoje atua na Seleção Brasileira. Logo que foi revelado e ainda era pouco conhecido, Ganso, também por conta da origem paraense, chegou a ser denominado como "o sucessor de Giovanni" e foi muito comparado ao G10.[145] [146]

Contudo, a relação entre eles chegou a ser abalada após a exclusão do empresário sugerido por Giovanni nas negociações pelo vínculo de Ganso com o Santos [76] e desencontros sobre o percentual do próprio Giovanni no contrato da revelação. Em 2013, o ex-jogador frisou que tem uma relação de amizade com Ganso e que já deu tais polêmicas como encerradas.[58]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Filho de Eládio Pinto de Oliveira e Doracy Silva de Oliveira, Giovanni nasceu em Belém por recomendação médica em relação a seu parto. Sua família residia em Soure, na Ilha do Marajó. Aos 13 anos de idade, passou a viver em Abaetetuba, sendo dado como filho desta cidade.[1]

Após a polêmica aposentadoria no Santos, o jogador voltou a morar em Belém, onde reside atualmente com sua família. Giovanni possui uma escola infantil na capital paraense junto com sua esposa, que é formada na área, e tem uma clínica moderna de fisioterapia em razão de um de seus dois filhos, que tem necessidades especiais. Eventualmente participa de ações beneficentes com amigos que fez no futebol.[58] [92] Giovanni é evangélico [58] e chegou a integrar os cultos dos Atletas de Cristo na seleção.[147]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Tuna Luso
Barcelona
Olympiakos
Santos
Seleção Brasileira

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Artilharias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u DA COSTA, Ferreira (2013). Giovanni: Começou na Tuna e encantou o Brasil. Memorial Cruzmaltino. Belém: ArtGráfica, pp. 259-261
  2. a b c Perfil no UOL Esporte.
  3. a b c XAVIER FILHO, Sérgio (maio 1998). O favorito sem fé. Placar n. 1139-B. Editora Abril, pp. 16-21
  4. a b c d e f g h i j UNZELTE, Celso (julho 2005). O herdeiro da 10 do Rei. Placar Coleção de Aniversário n. 6 - Os Maiores Artilheiros. Editora Abril, p. 51
  5. a b c d e f g h i j k PEREIRA, Luís Estevam (janeiro 1996). Dom Giovanni. Placar n. 1111. Editora Abril, pp. 32-36
  6. a b c d e f g CUNHA, Odir; UNZELTE, Celso (2012). 84 - Giovanni, o Messias. Santos 100 Anos, 100 Jogos, 100 Ídolos. Belo Horizonte: Editora Gutenberg, p. 146
  7. a b Dinheiro na mão é vendaval (janeiro 1997). Placar n. 1123. Editora Abril, p. 21
  8. a b c d e f g h i j k l m DA COSTA, Ferreira (2014). Giovanni - Brilhou no Santos, Barcelona e na seleção. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 149-151
  9. DA COSTA, Ferreira (2013). Tuna participa da 22ª Copa São Paulo de Futebol Juniores. Memorial Cruzmaltino. Belém: ArtGráfica, p. 251
  10. a b c d DA COSTA, Ferreira (2013). A Tuna na Copa do Brasil. Memorial Cruzmaltino. Belém: ArtGráfica, pp. 249-250
  11. DA COSTA, Ferreira (2013). 1992: Terceira Divisão - Campeã Brasileira. Memorial Cruzmaltino. Belém: ArtGráfica, pp. 175-179
  12. DA COSTA, Ferreira (2014). Fernando - Ex-zagueiro lançou Giovanni no futebol. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 142-143
  13. DIAS, Rui (1 de junho de 2013). V. Guimarães recusou Giovanni. Record. Página visitada em 26 de fevereiro de 2014.
  14. DA COSTA, Ferreira (2013). Com 4 vitórias de 1 a 0 sobre o Remo, Papão assegurou a faixa de campeão. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, p. 267-270
  15. DA COSTA, Ferreira (2013). Remo contrata Cacaio, artilheiro, e se torna campeão invicto. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, p. 267-270
  16. Um Remo de dar inveja aos grandes (janeiro 1994). Placar n. 1090. Editora Abril, p. 41
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