Giovanni Silva de Oliveira

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Giovanni
Giovanni
Giovanni nos tempos de Olympiakos, em novembro de 1999.
Informações pessoais
Nome completo Giovanni Silva de Oliveira
Data de nasc. 4 de fevereiro de 1972 (39 anos)
Local de nasc. Abaetetuba (PA), Brasil
Altura 1,90 m[1]
Apelido G10, Messias, Mago
Informações profissionais
Posição Meia e atacante
Clubes de juventude
19891990 Brasil Tuna Luso
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos)
19901991
1992
1993
1993
1994
19941996
19961999
19992005
20052006
2006
20062007
2007
2009
2010
Brasil Taça Luz
Brasil Tuna Luso
Brasil Remo
Brasil Paysandu
Brasil Sãocarlense
Brasil Santos
Espanha Barcelona
Grécia Olympiakos
Brasil Santos
Arábia Saudita Al-Hilal
Grécia Ethnikos
Brasil Sport
Brasil Mogi Mirim
Brasil Santos

0047 000(24)
0015 0000(5)
0012 0000(6)
0018 0000(8)
0104 000(69)
0120 000(41)
0208 000(98)
0029 0000(6)
0020 000(17)
0008 0000(3)
0000 0000(0)
0012 0000(1)
0008 0000(1)
Seleção nacional
19951999 Brasil Brasil 0020 0000(6)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até a sua aposentadoria.

Giovanni Silva de Oliveira, ou simplesmente como Giovanni (Abaetetuba, 4 de fevereiro de 1972), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meia e atacante.

Índice

[editar] Carreira

[editar] Início

Revelado pelo Taça Luz, clube semi-amador do Pará, em 1990, logo foi negociado com o Tuna Luso, onde se destacou e foi contratado pelo Remo, permanecendo por pouco tempo, assim como no Paysandu e no Sãocarlense. Jogando em São Carlos pelo Sãocarlense fez muito sucesso, chamando a atenção do Santos, que o contratou em 1994.

[editar] Santos

Contratado sem qualquer alarde pelo Santos em 1994, Giovanni, um jogador alto e extremamente tímido, chegou em um dos piores momentos da história do time da Vila Belmiro. Afundado em dívidas, com pouco dinheiro para grandes contratações e enfrentando um longo jejum sem títulos, o Santos não teve outra solução na época a não ser apostar em jogadores desconhecidos.[1]

Mesmo em um time limitado, Giovanni rapidamente tornou-se um dos maiores ídolos da torcida santista nos anos 90, levando o time ao vice-campeonato brasileiro e paulista em 1995, sendo artilheiro do Paulistão, com 24 gols.

[editar] Vice-campeonato brasileiro

No Campeonato Brasileiro, ao lado de Jamelli, Gallo e companhia, formou a grande equipe que chegou à final do Campeonato Brasileiro de 1995, após reverter um resultado de 4x1 favorável ao Fluminense no jogo de ida da semifinal. Na volta, o Santos venceu por 5x2 com dois gols de Giovanni. A equipe terminou derrotada pelo forte time do Botafogo da época, comandado por Túlio Maravilha. Giovanni foi o artilheiro do Santos naquele Brasileirão, com 17 gols, e ainda conquistou a Bola de Ouro da Revista Placar.

[editar] Barcelona e Olympiakos

Em 1996, considerado o mais valorizado jogador em atividade no futebol brasileiro, ganhou fama também na Europa, e foi vendido para o poderoso Barcelona, que contratara outro brasileiro: Ronaldo.[1] No Barça, foi campeão de diversos torneios, como dois Campeonatos Espanhois, duas Copas do Rei, uma Supercopa Europeia, uma Recopa Europeia e uma Supercopa da Espanha. No clube, também destaca-se um gol decisivo marcado no El Clásico contra o Real Madrid, grande arquirrival do Barcelona. Em 1999, Giovanni se desentendeu com o Louis van Gaal, então treinador da equipe, fato que culminou na sua saída.

Da Espanha foi para a Grécia, e assinou com o Olympiakos em 1999. No clube, passou a atuar como atacante, demonstrando grande capacidade de marcar gols e um vasto repertório de dribles. Foram 98 tentos em seis temporadas do Campeonato Grego, do qual foi pentacampeão e artilheiro na temporada 2003-04, com 21 gols. É o terceiro jogador estrangeiro com mais partidas por um clube grego. na Grécia, Giovanni é até hoje lembrado como um dos maiores ídolos da torcida do Olympiakos, da qual recebeu o apelidou de "mago", e tornou-se muito famoso no país.

[editar] Retorno ao Santos

Quando deixou a Vila Belmiro, em 1996, Giovanni havia prometido voltar para encerrar sua carreira no Santos.[2] A promessa foi cumprida quase 10 anos depois, e em maio de 2005 o clube acertou a volta do ídolo. Foi apresentado num evento realizado no dia 2 de junho, na Vila Belmiro.[2] No Santos, Giovanni reencontrou Alexandre Gallo, seu companheiro de equipe na histórica campanha de 1995 e que agora trabalhava como treinador da equipe.

Reestreou em 12 de junho de 2005, no empate em 1x1 contra o Fluminense na Vila Belmiro.[3] A segunda passagem de Giovanni pela Vila Belmiro teve seu auge no dia 31 de julho de 2005, quando o realizou uma partida memorável na vitória por 4x2 sobre o Corinthians. Ele marcou dois gols e participou diretamente dos outros dois.[4] Mais tarde, porém, o jogo seria anulado por causa do escândalo de manipulação de resultados pela arbitragem, a chamada "Máfia do Apito", já que foi um dos 11 jogos apitados pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho, que chegou a ser preso por envolvimento no caso. Na partida remarcada, em 13 de outubro, o resultado foi o oposto: o Corinthians derrotou o Santos por 3x2. Após um pênalti marcado pelo árbitro Cléber Wellington Abade a favor dos corintianos aos 42 minutos do segundo tempo, Giovanni chutou a bola para a arquibancada, originando uma invasão generalizada dos revoltados torcedores santistas ao gramado da Vila Belmiro.[5] Cléber Abade, então, esperou que a Polícia Militar tentasse controlar a situação, mas decidiu encerrar a partida. Giovanni foi incluído em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, e recebeu uma suspensão de cinco jogos pelo STJD, que alegou que o jogador estava tentando incentivar a invasão dos torcedores santistas ao gramado do estádio.[6] No fim do campeonato, chegou a liderar a corrida pela Bola de Ouro da Revista Placar, que já havia conquistado em 1995, mas caiu bastante de produção nas últimas rodadas do torneio e acabou perdendo o prêmio para Carlos Tévez.

No dia 16 de janeiro de 2006, após a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo, foi dispensado do clube sem maiores explicações, sendo assim encerrado o segundo ciclo de Giovanni com a camisa alvinegra.[7]

[editar] Al-Hilal, Ethnikos, Sport e Mogi Mirim

Em seguida, partiu para sua passagem pelo futebol do exterior não teve o mesmo sucesso. Assinou com o time árabe do Al Hilal um contrato de curto-prazo, com duração de apenas três meses,[8] e retornou ao futebol grego no Ethnikos Piraeus, durante o segundo semestre. No Ethnikos, também não emplacou, e saiu antes mesmo do término do contrato, até o fim da temporada 200607 do Campeonato Grego.

Voltou ao Brasil no início de 2007 por indicação do treinador Alexandre Gallo, e foi a grande contratação do Sport para a disputa do Campeonato Brasileiro daquele ano.[9] A grande contratação acabou tornando-se frustração. Apenas 12 dias após ser contratado, Giovanni rescindiu o contrato em razão da saída de Gallo, que havia ido para o Internacional, e pagou do próprio bolso a sua multa rescisória. Ele sequer estreou pelo Sport.[10]

Após um ano e meio sem clube, foi contratado pelo Mogi Mirim em 15 de novembro de 2008 para a disputa do Campeonato Paulista de 2009.[11] Giovanni foi a primeira contratação da gestão de Rivaldo, que assumira a presidência do clube na época e foi seu companheiro de equipe na Copa do Mundo de 1998.[11] No Paulistão, Giovanni enfrentou pela primeira vez a equipe que o consagrou, o Santos,[12] e reencontrou seu conterrâneo Paulo Henrique Ganso, levado por ele para a categoria de base santista três anos antes. Acabou salvando o Mogi do rebaixamento para a Série A-2 paulista, marcando um importante gol na última rodada do estadual, contra o Noroeste, seu único tento durante a passagem pelo clube.

[editar] Terceira passagam pelo Santos

Sem jogar uma partida há mais de nove meses, já que o Mogi Mirim não disputou nenhum torneio neste período, Giovanni acertou seu segundo retorno ao Santos em dezembro de 2009 com muita desconfiança por parte de alguns jornalistas esportivos. Foi apresentado no dia 13 de janeiro de 2010 num grande evento realizado na Vila Belmiro.[13][14]

Ele, que não atuava desde o último Campeonato Paulista, manteve a forma com trabalhos diários na academia durante este período,[15] e reestreou pelo Santos em 17 de janeiro de 2010, reestreou em partida que o Santos goleou o Rio Branco por 4x0 pelo Paulistão daquele ano. Os torcedores santistas ovacionaram o camisa 10 durante o aquecimento e sua entrada em campo, que acabou dando assistência para o gol do meia Paulo Henrique Ganso, que havia sido trazido pelo próprio Giovanni para as categorias de base do time santista em 2005. No dia 14 de fevereiro, marcou seu primeiro gol após o retorno ao Santos, na vitória por 2x1 sobre o Rio Claro. Na campanha do título da Copa do Brasil de 2010, acabou perdendo espaço para a safra de jovens jogadores que compunham a equipe titular, como o próprio Ganso. Posteriormente, no Campeonato Brasileiro, atuou em apenas única partida, e ainda assim como substituto, nos minutos finais da vitória por 2x1 sobre o Atlético Goianiense no dia 22 de maio.

[editar] Aposentadoria

Insatisfeito com a reserva, anunciou que não jogaria mais pelo Santos.[16] A intenção da diretoria do clube era preparar uma partida de despedida, prontamente recusada pelo jogador, que se mostrou decepcionado por pouco atuar em sua terceira passagem pelo clube.[17][18]

Cquote1.svg Dificilmente vou querer uma partida de despedida. Esperava que isso acontecesse no Brasileiro. Fui assinar a rescisão, mas o presidente disse que não queria ter esse prazer de rescindir meu contrato. Ele vai deixar rolar até o dia 4 de agosto, quando vence o contrato. Eu vou embora agora em junho, e não vou voltar. Cquote2.svg
Giovanni, sobre sua polêmica aposentadoria no Santos.[17]

Após uma polêmica que envolveu até o treinador Dorival Júnior, com quem Giovanni teve uma relação conturbada devido as poucas oportunidades de jogar, seu contrato então foi encerrado e a partida de despedida jamais ocorreu. Por conta do sucesso da indicação de Ganso em 2005, chegou a cogitar trabalhar como um olheiro do Santos no estado do Pará,[19][20] mas o antigo desejo não se concretizou após divergências com o presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. Em 2011, quase um ano após aposentar-se, o jogador disse ter se sentido "usado" por Luís Álvaro, a quem deu apoio nas eleições presidenciais do Santos, em 2009.[21]

[editar] Seleção Brasileira

Pela Seleção Brasileira, Giovanni recebeu sua primeira convocação em 1995, quando vivia a melhor fase de sua carreira no Santos. Dois anos mais tarde, fez parte do grupo campeão da Copa América de 1997 e vice do Torneio da França.

Em 1998, fez parte do elenco finalista da Copa do Mundo de 1998, realizada na França, quando os brasileiros foram derrotados por 3x0 pelos anfitriões na final. Na Copa do Mundo, porém, Giovanni foi reserva, e atuou somente nos primeiros 45 minutos da estreia do Brasil contra a Escócia, já que o técnico Zagallo optara por utilizar Leonardo no restante da competição.[1]

[editar] Descoberta de Paulo Henrique Ganso

Um fato curioso e que poucos sabem é que Giovanni foi o responsável pela chegada de Paulo Henrique Ganso ao Santos. Em 2005, enquanto passava férias em Belém, no Pará, ele ouviu falar de Paulo Henrique através de um amigo:

Cquote1.svg Eu e o Paulo Henrique temos um amigo em comum e mandei levarem ele no meu time de "pelada" em Belém. Vi que, embora jovem, o Ganso tinha uma classe bem apurada. O que fiz foi abrir a porta para ele. O mérito é todo dele. Ganso é diferenciado, 'malandro' e esperto dentro de campo. Cquote2.svg
Giovanni, explicando como indicou Ganso ao Santos.[19]

Giovanni então indicou o jovem aos diretores do clube santista, que bancaram a ida do garoto para a cidade de Santos com a finalidade de fazer testes nas categorias de base. Três anos mais tarde, Paulo Henrique Ganso assinava seu primeiro contrato principal na carreira[22] e hoje atua na Seleção Brasileira. Logo que foi revelado e ainda era pouco conhecido, Ganso chegou a ser denominado como "o sucessor de Giovanni" e foi muito comparado ao G10.[23]

[editar] Pós-aposentadoria

Após a polêmica aposentadoria no Santos, o jogador voltou a morar em Belém, onde reside atualmente com sua família. Giovanni possui uma escola infantil na capital paraense junto com sua esposa, que é formada na área, e abrirá uma clínica de fisioterapia.[21]

[editar] Títulos

Remo
Barcelona
Olympiakos
Santos
Seleção Brasileira

[editar] Prêmios

[editar] Artilharias

Referências

  1. a b c d Perfil no UOL Esporte.
  2. a b Giovanni só será apresentado na quinta. estadao.com.br (30 de maio de 2005).
  3. No retorno de Giovanni, Santos empata com Flu. esportes.terra.com.br (12 de junho de 2005).
  4. Giovanni ofusca Robinho na vitória contra o Corinthians. esportes.terra.com.br (31 de julho de 2005).
  5. Santista Giovanni pode pegar até dois anos de suspensão. folha.uol.com.br (19 de outubro de 2005).
  6. STJD pune clube e jogadores santistas por incidentes no clássico. folha.uol.com.br (21 de outubro de 2005).
  7. Estreia do Santos não foi decisiva para dispensas, diz Luxemburgo. esportes.terra.com.br (16 de janeiro de 2006).
  8. Giovanni acerta com time árabe por três meses. esportes.terra.com.br (23 de janeiro de 2006).
  9. Sport anuncia a contratação de Giovanni, ex-Santos. oglobo.globo.com (16 de abril de 2007).
  10. Sem estrear, Giovanni rescinde contrato com o Sport. esportes.terra.com.br (28 de abril de 2007).
  11. a b Mogi Mirim anuncia a contratação de Giovanni, ex-Santos. abril.com.br (15 de novembro de 2008).
  12. Com gol de Neymar, Santos vence Mogi Mirim e volta ao G-4 antes do clássico. abril.com.br (15 de março de 2009).
  13. Diretoria santista prepara festa de gala para recepcionar Giovanni. globoesporte.globo.com (5 de janeiro de 2010).
  14. Giovanni acerta com o Santos FC e será apresentado com grande festa nesta quarta-feira. santosfc.com.br (11 de janeiro de 2010).
  15. Dorival Júnior aprova contratação de Giovanni.. esportes.terra.com.br.
  16. Giovanni não jogará mais pelo Santos, e diretoria prepara despedida. globoesporte.com.
  17. a b Giovanni recusa jogo de despedida e não volta mais ao Santos. esportes.terra.com.br.
  18. Giovanni não quer jogo festivo e corre risco de sair sem despedida. abril.com.br.
  19. a b Após descobrir Ganso, Giovanni que ser olheiro do Santos. esportes.terra.com.br (19 de janeiro de 2010).
  20. Giovanni: "Ainda quero ser olheiro do Santos". jovempan.uol.com.br (19 de janeiro de 2010).
  21. a b Ídolo santista, Giovanni diz que foi usado pelo presidente. esporte.ig.com.br (11 de abril de 2011).
  22. Menino da Vila quer seguir passos do ídolo. globoesporte.globo.com (24 de janeiro de 2008).
  23. Sucessor de Giovanni chama atenção. globoesporte.globo.com (24 de janeiro de 2008).

[editar] Ligações externas

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