Juca Kfouri

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Esta biografia de uma pessoa viva cita fontes confiáveis e independentes, mas elas não cobrem todo o texto. (desde maio de 2010) Ajude a melhorar esta biografia providenciando mais fontes confiáveis e independentes. Material controverso sobre pessoas vivas sem apoio de fontes confiáveis e verificáveis deve ser imediatamente removido, especialmente se for de natureza difamatória.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Juca Kfouri
Juca Kfouri no Campus Party Brasil 2008.
Nome completo José Carlos Amaral Kfouri
Nascimento 04 de março de 1950 (64 anos)
São Paulo, SP
 Brasil
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Jornalista e apresentador de televisão

José Carlos "Juca" Amaral Kfouri (São Paulo, 4 de março de 1950) é um jornalista esportivo brasileiro.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Juca Kfouri cursava Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), quando foi convidado para trabalhar no Departamento de Documentação (DEDOC) da Editora Abril, em 1970. No DEDOC, chegou a chefe do departamento, até deixar o departamento em 1974, quando foi convidado para ser chefe de reportagem de revista Placar. Ficou no cargo até 1978, quando passou três meses na extinta TV Tupi. Por conta dos atrasos nos salários, pediu demissão, junto com outros funcionários, e no dia seguinte foi convidado por Jairo Régis para ser editor de projetos especiais.[1] Quando Milton Coelho da Graça deixou a revista e a Abril, Juca foi convidado para ser o diretor de redação da Placar, cargo que ocuparia desde então enquanto trabalhou na Abril.

Ficou conhecido ao organizar, em 1982, uma matéria que denunciava a chamada "Máfia da Loteria Esportiva"[2] , na qual jogadores eram comprados por apostadores, a fim de garantir que os resultados dos jogos da loteria seriam aqueles em que haviam apostado. A matéria, feita por Sérgio Martins, quase ganhou o Prêmio Esso de jornalismo naquele ano. O tema rendeu mais reportagens em Placar, e Juca chegou a ser ameaçado em telefonemas anônimos. O trabalho de Juca na revista priorizou o viés investigativo no esporte, coisa que havia sido feita por poucas vezes na história da imprensa esportiva brasileira.

Destaque nos tempos de Editora Abril[editar | editar código-fonte]

Durante o período em que foi diretor de redação da revista Playboy, se notabilizou pela matéria na qual era desvendada a identidade de Carlos Zéfiro, além de uma entrevista com Pelé, feita em 1993, em que o ex-jogador denunciava corrupção na CBF. Juca também conseguiu fazer com que a publicação começasse a citar a camisinha em suas reportagens, alterando a política anterior da Playboy, que proibia essa citação.

Crise e desligamento da Editora Abril[editar | editar código-fonte]

Em 1995, Juca teria sido proibido de apresentar denúncias contra Eduardo José Farah e Ricardo Teixeira, supostamente devido a negócios da Editora, que estava lançando a TVA (serviço de TV a cabo) e precisaria do apoio dos dirigentes de futebol para que fosse feita a compra dos pacotes de transmissão dos campeonatos. Desgastado com a direção da editora, Juca deixou a diretoria de redação em Placar e a Abril em 1995.

Passagens pela televisão[editar | editar código-fonte]

Na tevê, Juca começou com uma rápida passagem como diretor de esportes da TV Tupi, em 1978. Depois, foi comentarista da TV Record, em 1982, do SBT (1984 a 1987) e da TV Globo (1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, mesa redonda que contava ainda com Flávio Prado, José Trajano e Armando Nogueira. Ficou no programa entre 1995 e 2000, quando foi contratado pela RedeTV! para apresentar o Bola na Rede. Esteve na emissora entre 2000 e 2003, quando deixou a emissora. Voltou ao Cartão Verde, onde ficou de 2003 a 2005, ano em que foi contratado pela ESPN Brasil para participar do programa Linha de Passe, onde está hoje, além de ter iniciado, em fevereiro de 2007, na ESPN Internacional, um programa de entrevistas, Juca Entrevista. Apresentou, ainda, o programa de entrevistas Juca Kfouri, na rede CNT, entre 1996 e 1999.

Jornais e internet[editar | editar código-fonte]

Em jornais, foi colunista de futebol de O Globo entre 1989 e 1991. Mais notadamente, foi colunista da Folha de S. Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha. Durante o período no Lance!, foi processado e condenado a indenizar o técnico Vanderlei Luxemburgo.[3] No mesmo ano, também foi contratado pelo Uol, onde desde 2005 mantém um blog, que já ultrapassou a marca de duzentos milhões de visitas.

Rádio[editar | editar código-fonte]

No rádio, trabalhou como comentarista esportivo em noticiários da Rádio América e teve um programa na Americansat. Após essas duas experiências, começou a trabalhar na rede CBN de rádio, inicialmente apenas como comentarista nos noticiários. Em 2000 virou apresentador do programa CBN Esporte Clube, que durou até 2010.[4] . Desde então, Juca continua na CBN, mas fazendo participações nos noticiários da emissora.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

É pai de quatro filhos: André (repórter da ESPN Brasil), Daniel (fotógrafo freelancer), Camila e Felipe.

É sobrinho de Nadir Kfouri, reitora da PUC-SP entre 1977 e 1984 e irmão da jornalista e musicóloga Maria Luiza Kfouri.

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • A Emoção Corinthians (1982)
  • Corinthians, Paixão e Glória (1996, com relançamento em 2002)
  • Meninos, Eu Vi… (2003)
  • O Passe e o Gol (2005)
  • Por que não desisto - Futebol, Poder e Política (2009)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]