Miriam Leitão

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Míriam Leitão
Miriam Leitão (foto: Elza Fiuza/ABr)
Nascimento 7 de Maio de 1953 (60 anos)
Caratinga, Minas Gerais
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Jornalista

Miriam Azevedo de Almeida Leitão (Caratinga, 7 de abril, 1953) é uma jornalista brasileira. Atua na área do jornalismo econômico e de negócios.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em Caratinga, Minas Gerais, filha da Dona Mariana e do Reverendo Uriel de Almeida Leitão.

Formada na Universidade de Brasília, iniciou sua carreira em Vitória, estado do Espírito Santo, tendo atuado em diversos órgãos de comunicação, seja em jornal, rádio e televisão, tais como Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, Veja, O Estado de S. Paulo, coluna Panorama Econômico de O Globo, Rádio CBN, Globo News e Rede Globo.

Antes de iniciar a carreira no jornalismo, foi militante de esquerda, tendo sido presa e torturada.[1]

Estilo[editar | editar código-fonte]

Para Luís Erlanger, que levou Míriam para a TV Globo, ela é a jornalista mais completa do país. Para o comentarista econômico Carlos Alberto Sardenberg, ela "nunca se contentou com as explicações oficiais [2] .No entanto, algumas de suas análises se mostraram desastrosas. Se fiando nas análises de Miriam Leitão sobre o câmbio, Roberto Marinho fez uma enorme dívida em moeda estrangeira. Em 1999, com a expressiva desvalorização do real, as dívidas da Rede Globo quase a colocaram na bancarrota, tendo sido necessário o dinheiro público do BNDES para manter suas atividades.[3]

Conhecida por ser uma "comentarista econômica" [4] e pela "fama de brigona" [5] , o choro da jornalista ao falar sobre a morte de Zilda Arns, contrapõe, segundo Alberto Dines, "o mito da objetividade" e "torna a profissão do jornalista menos burocrática, menos fleumática" [6] .

Miriam Leitão fez a mais corajosa e apaixonada defesa de Daniel Dantas, ex-banqueiro condenado por corrupção entre outros crimes contra o patrimônio público. A forma como Miriam Leitão se envolveu na defesa de Dantas chamou a atenção de Carlos Alberto Sardenberg, seu companheiro na CBN, para quem a jornalista estava diferente naqueles dias. Para Miriam Leitão, apesar do vídeo que flagrava o suborno a um delegado da Polícia Federal, a prisão de Dantas não se justificava, posto que se tratava de coisas do passado.[7]

Em 3/5/2013, na TV, em uma das muitas passagens que ilustram seu estilo, ao ouvir de um entrevistado que "era preciso levar em conta o desgaste do trabalhador", ela retrucou, seca: "Isso é muito interessante, mas tem tanta coisa a falar que algumas questões, como essa, a gente precisa deixar passar batido por aqui".

Contradições[editar | editar código-fonte]

Em decorrência da morte do ex-presidente argentino Néstor Kirchner no dia 27 de outubro de 2010, Miriam postou em seu blog que com a morte do ex-presidente "acaba o Kirchnerismo".[8] No dia 23 de outubro de 2011, Cristina Kirchner foi reeleita presidente da Argentina no primeiro turno das eleições.[9]

Um dos maiores erros de previsão ocorreu durante a Crise Financeira Internacional. Em 29 de junho de 2009, Miriam Leitão escreveu o seguinte sobre a previsão de crescimento do Ministro Guido Mantega de 4,5% do PIB de 2010:"Ele fez uma afirmação de que em 2010 o Brasil está preparado para crescer 4,5%. É temerário dizer isso". Contrariando o pessimismo de Miriam Leitão, o Brasil cresceu 7,5% naquele ano. [10]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Convém Sonhar (2010).[11]
  • A Saga Brasileira (2011).[12]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Jornalismo para Tolerância - 2003 (Federação Internacional de Jornalistas – FIJ).
  • Orilaxé - 2003 (Grupo AfroReggae).
  • Ayrton Senna de Jornalismo Econômico - 2004
  • Camélia da Liberdade - 2005 (Ceap – Centro de Articulação de Populações Marginalizadas).
  • Maria Moors Cabot Prize - 2005 (Escola de Jornalismo da Universidade de Colúmbia).
  • Jornalista Econômico 2007, concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil.
  • Prêmio Jabuti - 2012, pelo livro-reportagem "Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda".[13]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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