Miriam Leitão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde outubro de 2013).
Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Míriam Leitão
Miriam Leitão (foto: Elza Fiuza/ABr)
Nascimento 7 de Maio de 1953 (61 anos)
Caratinga, Minas Gerais
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Jornalista

Miriam Azevedo de Almeida Leitão (Caratinga, 7 de abril, 1953) é uma jornalista brasileira. Atua na área do jornalismo econômico e de negócios.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em Caratinga, Minas Gerais, filha da Dona Mariana e do Reverendo Uriel de Almeida Leitão.

Formada na Universidade de Brasília, iniciou sua carreira em Vitória, estado do Espírito Santo, tendo atuado em diversos órgãos de comunicação, seja em jornal, rádio e televisão, tais como Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, Veja, O Estado de S. Paulo, coluna Panorama Econômico de O Globo, Rádio CBN, Globo News e Rede Globo.

Antes de iniciar a carreira no jornalismo, foi militante de esquerda, tendo sido presa e torturada.[1]

Estilo[editar | editar código-fonte]

Para Luís Erlanger, que levou Míriam para a TV Globo, ela é a jornalista mais completa do país. Para o comentarista econômico Carlos Alberto Sardenberg, ela "nunca se contentou com as explicações oficiais [2] . Por seu jornalismo crítico, Míriam Leitão é alvo de ataques por parte de vários jornalistas alinhados ao governo, entre eles Paulo Henrique Amorim. As acusações e ofensas, no entanto, são sempre feitas sem provas e contrariam a prática do bom jornalismo.[3]

Conhecida por ser uma "comentarista econômica" [4] e pela "fama de brigona" [5] , o choro da jornalista ao falar sobre a morte de Zilda Arns, contrapõe, segundo Alberto Dines, "o mito da objetividade" e "torna a profissão do jornalista menos burocrática, menos fleumática" [6] .

Ao contrário do que é propagado em blogs alinhados ao governo, Miriam Leitão jamais foi contra a prisão de Daniel Dantas, ex-banqueiro condenado por corrupção entre outros crimes contra o patrimônio público.[7]

Reportagem, opinião e análise[editar | editar código-fonte]

Em decorrência da morte do ex-presidente argentino Néstor Kirchner no dia 27 de outubro de 2010, Miriam postou em seu blog que com a morte do ex-presidente "acaba o Kirchnerismo", no sentido de que o estilo de governar do presidente argentino estava chegando ao fim.[8] No dia 23 de outubro de 2011, Cristina Kirchner foi reeleita presidente da Argentina no primeiro turno das eleições, mas a grave crise econômica que atingiu o país nos anos seguintes fez sua popularidade cair drasticamente.[9]

Durante a Crise Financeira Internacional, em 29 de junho de 2009, Miriam Leitão escreveu o seguinte sobre a previsão de crescimento do Ministro Guido Mantega de 4,5% do PIB de 2010: "Ele fez uma afirmação de que em 2010 o Brasil está preparado para crescer 4,5%. É temerário dizer isso". De fato, o alto crescimento de 7,5% daquele ano foi acima do potencial do PIB e fez a inflação se distanciar do centro da meta durante todo o mandato da presidente Dilma Rousseff.[10]

Míriam Leitão vem alertado para o congelamento de vários preços da economia brasileira. Entre eles, o da gasolina e da energia elétrica. Com enorme experiência na cobertura do assunto durante os anos 80, a jornalista cita que essa não é a melhor estratégia para conter o IPCA, pois provoca enormes distorções na economia. No caso da gasolina, a Petrobras é a principal prejudicada, pois é obrigada a importar o produto e revender internamente a um preço mais baixo, tendo enormes prejuízos em seus caixa e aumentando o seu nível de endividamento. No caso das tarifas de energia elétrica, a expectativa de forte aumento da tarifa a partir de 2015 faz com que as previsões para a inflação continuem elevadas, dificultando o trabalho do Banco Central. [11]

Miriam Leitão rebateu artigo do economista Rodrigo Constantino, que escreveu em seu blog na revista Veja: "O que importa o que a liderança do Fed tem entre as pernas?".[12]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Convém Sonhar (2010).[13]
  • A Saga Brasileira (2011).[14]
  • A Perigosa Vida dos Passarinhos Pequenos (2013)
  • Tempos Extremos (2014)

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Jornalismo para Tolerância - 2003 (Federação Internacional de Jornalistas – FIJ).
  • Orilaxé - 2003 (Grupo AfroReggae).
  • Ayrton Senna de Jornalismo Econômico - 2004
  • Camélia da Liberdade - 2005 (Ceap – Centro de Articulação de Populações Marginalizadas).
  • Maria Moors Cabot Prize - 2005 (Escola de Jornalismo da Universidade de Colúmbia).
  • Jornalista Econômico 2007, concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil.
  • Prêmio Jabuti - 2012, pelo livro-reportagem "Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda".[15]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.