Alberto Dines

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Alberto Dines
Alberto Dines em 2010.
Nascimento 19 de fevereiro de 1932 (82 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasil Brasileiro
Ocupação Jornalista e escritor

Alberto Dines (Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 1932) é um jornalista e escritor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em seus mais de cinquenta anos de carreira, Dines dirigiu e lançou diversas revistas e jornais no Brasil e em Portugal. Leciona jornalismo desde 1963, e, em 1974, foi professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, Nova York.

Foi editor-chefe do Jornal do Brasil durante doze anos e diretor da sucursal da Folha de São Paulo no Rio de Janeiro. Dirigiu o Grupo Abril em Portugal, onde lançou a revista Exame.

Depois de anos driblando a ditadura à frente do Jornal do Brasil, foi demitido em junho de 1984 justamente por publicar um artigo que contrariava a direção do jornal, ao criticar a relação amistosa de seus donos com o governo do estado do Rio de Janeiro.

Escreveu mais de 15 livros, entre eles Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig (1981) e Vínculos do fogo – Antônio José da Silva, o Judeu, e outras história da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I (1992). O livro sobre Stefan Zweig foi adaptado para o cinema por Sylvio Back em 2002 no filme Lost Zweig. Alberto Dines também fala sobre Stefan Zweig no documentário do mesmo diretor.

Criou o site Observatório da Imprensa, o primeiro periódico de acompanhamento da mídia no Brasil, que conta atualmente com versões no rádio e na TV.

Atualmente é pesquisador sênior do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp, do qual foi co-fundador,[1] além de coordenar o Observatório da Imprensa on-line e pela televisão.

Polêmica com Ronald Levinsohn e Olavo de Carvalho[editar | editar código-fonte]

Olavo de Carvalho trabalhou para Ronald Levinsohn no Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro na década de 1990[2] e escreveu em revistas como Bravo! e Época e em jornais como O Globo, Zero Hora e Jornal do Brasil.

Segundo Alberto Dines, Ronald Levinsohn comprou uma fabulosa cobertura com vista para o Central Park em Nova Iorque, nos Estados Unidos. No Brasil o Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro (UniverCidade) foi usado para lavagem de dinheiro, encobrindo a origem ilícita da fortuna do empresário Ronald Levinsohn.[3] Alberto Dines é pai da Liana Dines, que processou o Olavo de Carvalho em 1989.[4]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Dines recebeu, em 1970, o prêmio Cabot de jornalismo[5] , em 1993, o prêmio Jabuti na categoria Estudos Literários[6] , em 2007, o Austrian Holocaust Memorial Award[7] , em 2009, o Austrian Golden Decoration for Science and Art[7] , e em 2010 a Ordem do Mérito das Comunicações, no grau Grã-Cruz[8] .

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Conhecimento científico do jornalismo no Brasil: a contribuição de Alberto Dines Agência FAPESP (13 de março de 2012). Visitado em 14 de março de 2012.
  2. Indivíduo polêmico. Veja Rio, 3 de dezembro de 1997.
  3. Carta aberta aos alunos e professores da UniverCidade. Alberto Dines, 20 de Dezembro de 2014.
  4. https://drive.google.com/file/d/0B1JPIT2Tc8h0c0NQS1Ytb1NJXzA/
  5. Cabot Prize Past Winners (em inglês) Columbia Journalism School. Visitado em 20 de março de 2012.
  6. Jabuti - Edições Anteriores - Prêmio 1993 Câmara Brasileira do Livro. Visitado em 20 de março de 2012.
  7. a b High Austria distinction for Alberto Dines, Brazilian journalist and biographer of Stefan Zweig (em inglês) The Austrian Foreign Ministry (24 de abril de 2009). Visitado em 20 de março de 2012.
  8. Lula condecora jornalistas com a Ordem do Mérito das Comunicações Ministério das Comunicações do Brasil (30 de março de 2010). Visitado em 20 de março de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]