Universidade Federal do Rio de Janeiro

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UFRJ
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Minerva UFRJ Oficial.png
Lema A Universidade do Brasil
Fundação 17 de dezembro de 1792 (221 anos) (Real Academia)
7 de setembro de 1920 (93 anos) (Universidade)
Tipo de instituição Pública, Federal
Mantenedora Coat of arms of Brazil.svg Ministério da Educação
Orçamento anual R$ 2 442 788 438,00 (Tesouro da União em 2012)[1]
Docentes 3 853 (2011)[2]
Total de estudantes 55 887 (2011)[2]
Graduação 44 852 (2011)[2]
Pós-graduação 11 035 (2011)[2]
Reitor(a) Carlos Antônio Levi da Conceição[3]
Vice-reitor(a) Antônio José Ledo Alves da Cunha[3]
Sede Brasão da cidade do Rio de Janeiro.svg Rio de Janeiro[4]
Campi
Estado Brasão RJ BR.png Rio de Janeiro[4]
Cores Azul     
Afiliações ANDIFES, CRUB e RENEX[5]
Nomes anteriores Universidade do Rio de Janeiro; Universidade do Brasil
Página oficial ufrj.br
Minerva Oficial UFRJ (Orientação Horizontal).png
Instituições de ensino superior do Brasil Brasil

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também denominada Universidade do Brasil, é a maior universidade federal do país[6] e constitui-se em um dos centros brasileiros de excelência no ensino e pesquisa.[7] Em termos de produção científica, artística e cultural, é reconhecida nacional e internacionalmente, mercê do desempenho dos pesquisadores e das avaliações levadas a efeito por agências externas.[8] Em 2013 o QS World University Rankings, do Times Higher Education (THE), classificou a UFRJ como a melhor universidade federal brasileira, bem como a terceira melhor universidade do país, a oitava entre as instituições da América Latina[9] [10] [11] e a 60ª melhor instituição universitária dos BRICS e de outros países em desenvolvimento.[12] [13] O Ranking Universitário Folha de S. Paulo de 2013 também a classificou como a segunda melhor universidade brasileira e como a melhor federal do país[14]

Primeira instituição oficial de ensino superior do Brasil,[15] possui atividades ininterruptas desde 1792, com a fundação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho,[16] da qual descende a atual Escola Politécnica.[17] Por ser a primeira universidade federal criada no país em 1920, serviu como modelo para as demais.[18] Além dos 157 cursos de graduação e 580 de pós-graduação, compreende sete museus, com destaque para o Museu Nacional, nove unidades hospitalares, centenas de laboratórios e 43 bibliotecas. Sua história e sua identidade se confundem com o percurso do desenvolvimento brasileiro em busca da construção de uma sociedade moderna, competitiva e socialmente justa.[19]

A universidade está localizada principalmente na cidade do Rio de Janeiro, com atuação em outros dez municípios. Seus principais campi são o histórico campus da Praia Vermelha e a Cidade Universitária, que abriga o Parque Tecnológico do Rio – um complexo de desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação. Há também diversas unidades isoladas na capital fluminense: a Escola de Música, a Faculdade de Direito, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e o Instituto de História no Centro; o Museu Nacional e o Observatório do Valongo em São Cristóvão; além do Colégio de Aplicação na Lagoa. Em Macaé, foi concebido um centro de pesquisa e ensino voltado para os potenciais ambientais e petrolíferos do norte fluminense, já em Duque de Caxias, foi implantado o Polo Avançado de Xerém em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) com o objetivo de potencializar pesquisas nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia.

A UFRJ é uma das grandes responsáveis pela formação da elite intelectual brasileira, tendo contribuido de forma significativa na construção da história não só do Rio de Janeiro, como também do Brasil. Alguns de seus renomados ex-alunos incluem os economistas Carlos Lessa e Mário Henrique Simonsen; o ministro Marco Aurélio Mello; o arquiteto Oscar Niemeyer; o educador Anísio Teixeira; o engenheiro Benjamin Constant; os escritores Clarice Lispector, Jorge Amado e Vinicius de Moraes; os políticos Francisco Pereira Passos, Osvaldo Aranha e Pedro Calmon; além dos médicos sanitaristas Carlos Chagas, Osvaldo Cruz e Vital Brazil.

História[editar | editar código-fonte]

Palácio Universitário, construído em 1842 no estilo neoclássico. Em destaque, a estátua da Caridade, que remete à piedade com os doentes (o edifício foi construído, originalmente, para abrigar o Hospício Pedro II).

Criação[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal do Rio de Janeiro é descendente direta dos primeiros cursos de ensino superior do Brasil. Criada em 7 de setembro de 1920 através do Decreto 14 343 pelo então presidente Epitácio Pessoa, a instituição recebeu o nome de "Universidade do Rio de Janeiro".[20] Sua história, porém, é bem mais antiga e confunde-se com a própria história do desenvolvimento cultural, econômico e social brasileiro; muitos dos seus cursos vêm da época da implantação do ensino de nível superior no país.[21]

No início, ela reuniu a Escola Politécnica, que era oriunda da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho criada em 17 de dezembro de 1792 no reinado da rainha portuguesa Dona Maria I (embora o ensino de engenharia militar no Brasil já ocorresse desde 1699 por decreto régio de Dom Pedro II de Portugal);[22] [nota 1] a Faculdade Nacional de Medicina, criada em 2 de abril de 1808 pelo príncipe regente Dom João VI com o nome de "Academia de Medicina e Cirurgia";[27] e a Faculdade Nacional de Direito, resultante da fusão da "Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais" com a "Faculdade Livre de Direito", ambas reconhecidas pelo Decreto 639, de 31 de outubro de 1891.[28] [29]

A essas unidades iniciais, progressivamente foram-se somando outras, tais como a Escola Nacional de Belas Artes, a Faculdade Nacional de Filosofia, e diversos outros cursos que sucederam àqueles pioneiros. Com isso, a Universidade do Rio de Janeiro representou papel fundamental na implantação do ensino de nível superior no país.[30] A criação da Universidade do Rio de Janeiro veio cumprir, pois, uma aspiração da intelectualidade brasileira desde os tempos da colónia.[31] A tradição de seus cursos pioneiros deu-lhe o papel de celeiro dos professores que implantaram os demais cursos de nível superior no Brasil.[32]

Diploma conferido em 1928 pela "Universidade do Rio de Janeiro"

Reestruturação[editar | editar código-fonte]

Após desvelada uma grande reestruturação promovida pelo ministro Capanema em 1937, durante o governo Vargas, passou a ser chamada de Universidade do Brasil, com o objetivo do governo de controlar a qualidade do ensino superior no país e, dessa forma, padronizar o ensino, criando o padrão ao qual as outras universidades brasileiras deveriam ser adaptar.[33] Este fato demonstra a forte influência da concepção francesa de universidade, em que as escolas componentes são isoladas, tendo um caráter de ensino especialista e profissionalizante com forte controle estatal, ao contrário do modelo alemão, observado, por exemplo, na Universidade de São Paulo, criada em 1934.[34]

O início da segunda metade do século XX marcou a institucionalização da pesquisa na universidade, com a consequente implantação de institutos de pesquisa, docência em regime de tempo integral, formação de equipes docentes altamente especializadas e estabelecimento de convénios com agências financiadoras nacionais e internacionais.[21]

O prédio do atual Palácio Universitário no século XIX, período em que foi sede do Hospício Pedro II. O edifício foi doado somente em 1949 para a Universidade do Brasil.

O ano de 1958, do sesquicentenário do curso de medicina, encontrou a comunidade universitária com profundos e urgentes anseios de reforma estrutural que implicasse mais acentuada participação de docentes e discentes e aproveitamento mais racional de recursos. Iniciou-se um processo amplo de debates e consultas, consubstanciado no anteprojeto de reforma da Universidade do Brasil que, prontamente absorvido pela comunidade científica, serviu de base a projetos de instalação de novas universidades e atingiu os meios de comunicação e esferas decisórias governamentais.[35]

Em 1965, a universidade ganharia seu nome atual sob o governo de Castelo Branco, seguindo a padronização dos nomes das universidades federais de todo o país, ocasião em que adquiriu plena autonomia financeira, didática e disciplinar.[36] [37]

Desencadeado o processo de reforma universitária, que teve seu marco mais significativo no Decreto 53, de 18 de novembro de 1966, a universidade teve aprovado seu plano de reestruturação, que visava à sua adequação às normas então editadas, aprovado por decreto de 13 de março de 1967.[38] Trata-se de uma situação auspiciosa, sob todos os aspectos, sobretudo considerando a ausência de tradição, absolutamente compreensível em países de história recente, como é o caso do Brasil.[39]

A Ponte do Saber é uma das principais formas de acesso à ilha em que se encontra a Cidade Universitária

Atualidade[editar | editar código-fonte]

A universidade vem mantendo abertas suas portas aos estrangeiros que têm vindo trazer ou buscar ensinamentos, bem como proporcionando a seus docentes estágios em outros centros, em diferentes áreas. O acentuado intercâmbio com outras instituições possibilita a formação de tendências reformistas em perfeita coexistência com o peso de sua tradição.[40]

A universidade possui a deusa romana Minerva em sua identidade institucional,[41] considerada a deusa das artes e de todos os ofícios, também é associada como deusa da sabedoria e do conhecimento. Diversas esculturas deste símbolo podem ser vistas nas entradas dos centros e órgãos que compõe a universidade.[42]

No ano 2000, a reitoria entrou com um pedido na Justiça Federal com o objetivo de voltar a ter o direito da universidade chamar-se "Universidade do Brasil", pois esse nome havia sido modificado por um decreto emitido durante a Ditadura Militar. Esse pedido foi deferido e, atualmente, se é possível utilizar os dois nomes para designar a universidade.[43]

Existe um ambicioso programa de cursos de extensão através do qual o raio de ação foi ampliado consideravelmente por meio da educação permanente e da oferta de cursos à comunidade, envolvendo os mais diversos atores, dos mais diferentes níveis de escolaridade.[44] Além disso, cumpre destacar a notável contribuição da universidade à saúde do Rio de Janeiro, concretizada com o oferecimento de mil leitos hospitalares, em nove hospitais universitários, apoiando, decisivamente, a rede de atendimento em saúde no estado do Rio de Janeiro.[45]

Em 2010, a instituição obteve o conceito "muito bom", alcançando a nota máxima no Índice Geral de Cursos do Ministério da Educação.[46] [47] É notável que, nesta universidade, tenha se difundido o célebre pensamento de um dos seus mais importantes pesquisadores:[48]

Cquote1.svg Na universidade se ensina porque se pesquisa. Cquote2.svg

Organização[editar | editar código-fonte]

O prédio da reitoria projetado pelo arquiteto Jorge Moreira e construído em 1957, foi premiado no mesmo ano na IV Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Seus jardins são de autoria de Roberto Burle Marx.

Administração[editar | editar código-fonte]

A Universidade Federal do Rio de Janeiro é uma autarquia, de direito público, vinculada ao Ministério da Educação.[49]

A administração universitária é formada por conselhos superiores, sendo eles: o Conselho Universitário, órgão máximo deliberativo cujo presidente é o reitor; o Conselho de Curadores, órgão deliberativo responsável pelo controle do movimento financeiro e patrimonial da universidade que também possui como presidente o reitor; o Conselho de Ensino de Graduação), órgão colegiado responsável pelos atos acadêmicos e de acesso à graduação, seu presidente é o pró-reitor de graduação; e o Conselho de Ensino para Graduados, órgão colegiado responsável pelas atividades de pesquisa e pós-graduação, presidiado pelo pró-reitor de pós-graduação e pesquisa.[50]

A instituição é dirigida por um reitor auxiliado por um vice-reitor e seis pró-reitores. O reitor é escolhido e nomeado pelo ministro da Educação a partir duma lista tríplice composta por candidatos indicados através de eleições realizadas a cada quatro anos. Em geral, o ministro respeita a decisão da comunidade acadêmica, escolhendo o primeiro colocado.[51] O reitor é Carlos Antônio Levi da Conceição, sendo vice-reitor Antônio José Ledo Alves da Cunha.[52]

As pró-reitorias que compõem a administração universitária são as seguintes: Pró-reitoria de Graduação, Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento, Pró-reitoria de Pessoal, Pró-reitoria de Extensão e a Pró-reitoria de Gestão e Governança.[53] Com o papel de órgãos de execução, há as seguintes superintendências: Superintendência Geral de Graduação, Superintendência Geral de Pós-Graduação e Pesquisa, Superintendência Geral de Planejamento e Desenvolvimento, Superintendência Geral de Finanças, Superintendência Geral de Pessoal, Superintendência Geral de Extensão, Superintendência Geral de Gestão e Controle, Superintendência Geral de Governança, Superintendência Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação Gerencial, Superintendência Geral de Políticas Estudantis e a Superintendência Geral de Atividades Fora da Sede.[54]

Salão Dourado do Palácio Universitário, espaço de importantes eventos.
Interior da Capela de São Pedro de Alcântara no Palácio Universitário.

Reitores ilustres[editar | editar código-fonte]

Egrégios nomes já ocuparam o posto de reitor da UFRJ,[55] dentre eles: o médico Benjamin Franklin Ramiz Galvão, primeiro reitor da universidade e ex-membro da Academia Brasileira de Letras (ABL);[56] o médico Raul Leitão da Cunha;[57] o ex-ministro da Educação e Saúde Pedro Calmon;[58] o também imortal da ABL Deolindo Couto;[59] o ex-ministro da Educação Raymundo Augusto de Castro Moniz de Aragão;[60] e o economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS).[61]

Visão noturna da Cidade Universitária: em destaque a Ponte do Saber sustentada por 21 estais atrelados a um pilone.

Números[editar | editar código-fonte]

De acordo com seu anuário estatístico (2011), ao todo, a universidade possui 52 unidades e órgãos suplementares, cada vinculado a um dos seis centros. Seu corpo discente é composto por 42 009 estudantes de graduação com matrículas ativas em cursos presenciais e 2 843 em cursos a distância, tendo 4 748 graduados/ano; já na pós-graduação são 5 543 alunos de mestrado acadêmico, 390 de mestrado profissional e 5 102 de doutorado. De um total de 3 853 docentes, 3 046 são doutores, 625 mestres e 63 especialistas.[2] Ademais, o Colégio de Aplicação possui cerca de 760 alunos matriculados.[62]

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

A principal estrutura da UFRJ está na Cidade Universitária (5 238 337,82 m²), localizada na Ilha do Fundão, no entanto, o campus da Praia Vermelha (100 976,90 m²) ainda concentra diversas unidades e órgãos suplementares. Há ainda o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, o Instituto de História, a Faculdade de Direito, o Observatório do Valongo, a Escola de Música, a Casa do Estudante Universitário e o Museu Nacional (53 276 40 m²). Sendo unidades de saúde isoladas: Maternidade-Escola, Hospital Escola São Francisco de Assis e Escola de Enfermagem Anna Nery. A UFRJ possui além do campus de Macaé e do Polo Avançado de Xerém, terrenos na Avenida Chile na capital fluminense (8 550 m²), em Itaguaí (149 869,18 m²), em Jacarepaguá (Fazenda Vargem Grande com 10 000 m²), em Arraial do Cabo e em Santa Teresa, uma reserva biológica exclusiva para pesquisa (1 560 000 m²).[63]

O Museu Nacional é um dos principais patrimônios, não só da UFRJ, bem como da sociedade brasileira.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

A estrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro é formada pelos seis centros universitários, juntamente ao Escritório Técnico da Universidade, ao Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e a Prefeitura da Cidade Universitária.[64] Cada centro é formado por unidades e órgãos suplementares que desempenham atividades de ensino, pesquisa e extensão em áreas afins do conhecimento.[65] Estão representados abaixo as unidades universitárias e os órgãos suplementares agrupados de acordo com os seus respectivos centros.

Unidades universitárias

Órgãos suplementares

É no bloco A do Centro de Tecnologia em que estão sediados o Instituto de Química e o Instituto de Física.
O prédio de arquitetura moderna da reitoria abriga, além da administração central, a Escola de Belas Artes e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.

Centros universitários[editar | editar código-fonte]

  • Centro de Ciências da Saúde (CCS): é o maior centro da universidade, sendo envolvido em atividades e pesquisas de ponta relacionadas às biociências. Ao todo, reúne dez unidades e 14 órgãos suplementares: três hospitais, três núcleos, duas escolas, três faculdades e 13 institutos. As atividades do CCS são desenvolvidas principalmente em seu prédio na Cidade Universitária, porém há unidades na Praia Vermelha, no Centro do Rio de Janeiro, em Macaé e no Polo Avançado de Xerém.[66]
  • Centro de Tecnologia (CT): é segundo maior centro da universidade compreendendo duas grandes escolas de engenharia e dois institutos de pesquisa em alta tecnologia, situados na Cidade Universitária. O CT também possui duas incubadoras de empresas e uma fundação voltada a estudos tecnológicos. As unidades que hoje o compõe já existiam antes de sua criação, tendo histórias e processos de formação próprios. A atuação de suas unidades possui um alto valor para o âmbito tecnológico nacional, visto que é um grande centro de pesquisa e ensino em engenharia.[67]
  • Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN): possui origem na tradicional e importante Faculdade Nacional de Filosofia, é formado por cinco institutos e um observatório. A principal infraestrutura do CCMN está localizada em seu prédio na Cidade Universitária. O Instituto de Química e o Instituto de Física estão localizados no bloco A do CT e o Instituto de Matemática está localizado no bloco C do CT, apesarem de serem unidades do CCMN. Já o Observatório do Valongo situa-se próximo à Praça Mauá, no topo do Morro da Conceição, sendo o único, entre as instituições de sua área, a oferecer a graduação em Astronomia.[68]
  • Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE): responsável por desenvolver atividades na UFRJ no âmbito das ciências sociais aplicadas – administração, economia, direito e planejamento urbano. Reúne três unidades universitárias e dois órgãos suplementares: duas faculdades e três institutos, distribuídos pela Cidade Universitária, Praia Vermelha e no Centro do Rio de Janeiro.[69]
  • Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH): engloba atividades acadêmicas de forma interdisciplinar nas ciências sociais, tendo em vista os processos societários. O CFCH é formado por seis unidades universitárias e dois órgãos suplementares: duas escolas, uma faculdade, três institutos, um núcleo, além do Colégio de Aplicação – suporte para o ensino das licenciaturas. O CFCH possui atividades concentradas no campus da Praia Vermelha, apesar de também estar presente no Largo de São Francisco de Paula e na Lagoa.[70]
  • Centro de Letras e Artes (CLA): assim como os demais centros, foi criado em 1967, atualmente compreende quatro tradicionais unidades universitárias: duas escolas e duas faculdades, voltadas à arte, à linguagem e à arquitetura. Suas unidades situam-se na Cidade Universitária, à exceção da Escola de Música, localizada no Centro da cidade.[71]
Jardim do Centro de Tecnologia.

Unidades e órgãos suplementares[editar | editar código-fonte]

As unidades e os órgãos suplementares são de dois tipos: escolas ou faculdades – destinadas à formação profissional, à pesquisa e à extensão – e institutos – destinados à realização da pesquisa básica, à extensão e ao ensino em uma área fundamental do conhecimento; há ainda alguns núcleos de pesquisa, concebidos também como órgãos suplementares. Assim como na maioria das universidades brasileiras, as unidades e órgãos suplementares fragmentam-se em departamentos. Em geral, as unidades coordenam alguns cursos de graduação e pós-graduação, e os departamentos são responsáveis pelas disciplinas, de acordo com suas linhas de pesquisa.[72] [73]

Estudantes na Biblioteca do Centro de Tecnologia.

Bibliotecas e museus[editar | editar código-fonte]

Guardando importantes documentos da história não só nacional, como também internacional, as bibliotecas e os museus da UFRJ podem ser considerados fonte primária de consulta dos pesquisadores mais renomados.

Em 1983, foi implantado o Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI). Desde então, os alunos contam com um fácil acesso às 43 bibliotecas, que possuem obras em todas as áreas do conhecimento. O sistema de acesso público ao acervo da universidade é feito através da Base Minerva, um banco de dados que integra todas as bibliotecas da universidade.[74]

Entre os museus e espaços culturais, destaca-se: o Museu Nacional, considerado o maior museu de história natural e antropológica da América Latina e a mais antiga instituição científica brasileira.[75] Seu prédio é a antiga residência da família imperial brasileira, no Paço de São Cristóvão. O museu foi criado por Dom João VI em 1818, sendo integrado à universidade somente em 1946.[76] O próprio imperador Dom Pedro II do Brasil, um entusiasta de todos os ramos da ciência, contribuiu com diversas peças de arte egípcia, fósseis e exemplares botânicos, entre outros itens, obtidos por ele em suas viagens.[77] Os laboratórios ocupam boa parte do museu e de alguns prédios erguidos no Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista.[78]

Já em Botafogo, a universidade possui a denominada Casa da Ciência, um centro cultural de ciência e tecnologia que atua desde 1995 na popularização da ciência explorando diversas linguagens, seja no teatro, em exposições, na música, em oficinas, além de técnicas audiovisuais.[79]

Acesso ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho através da Via Expressa Presidente João Goulart (Linha Vermelha) que corta a porção norte da Cidade Universitária.

Complexo hospitalar[editar | editar código-fonte]

A rede médico-hospitalar da universidade é formada por nove órgãos suplementares distribuídos pelos diversos campi. Estima-se que as unidades hospitalares realizem um total de 566 410 atendimentos, 8 293 cirurgias e 18 555 internações por ano.[80]

Alunos[editar | editar código-fonte]

Campanha contra o trote violento "Conhecimento não rima com violência".

Ingresso[editar | editar código-fonte]

Tal como em outras universidades públicas brasileiras, o ingresso na Universidade Federal do Rio de Janeiro ocorre por meio de concurso público realizado anualmente. Qualquer pessoa que tenha concluído o ensino médio pode candidatar-se a uma das vagas oferecidas. O ingresso também é possível por meio da transferência externa, por isenção de vestibular (reingresso) e através de convênios internacionais.[90]

Até o final da década de 1980, o concurso era realizado através do vestibular unificado da Fundação Cesgranrio. Por discordar da metodologia utilizada para avaliar os estudantes – em que as provas consistiam quase exclusivamente de questões de múltipla-escolha –, a universidade saiu deste convênio e passou a organizar o seu próprio concurso vestibular, denominado Concurso de Acesso aos Cursos de Graduação.[91] Este era composto somente de questões discursivas, considerado por muitos, um dos vestibulares mais difíceis e exigentes por possuir provas bem elaboradas, em que o candidato deveria discorrer sobre determinado assunto, ao invés de apontar a alternativa correta.[92]

O Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza sedia a Coordenação dos Concursos de Acesso aos Cursos de Graduação.

Desde 2010, a universidade vem sendo favorável à utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para seleção de candidatos.[93] Dessa forma, expandiu cada vez mais sua participação no Exame, até que, em 2011, decide extinguir o seu Concurso de Acesso e passa a utilizar somente os resultados do Enem, selecionando candidatos através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do Ministério da Educação.[94] A universidade vem sendo uma das mais disputadas pelos candidatos: no segundo semestre de 2012 obteve 103 829 inscrições, assim sendo a instituição com maior procura no SiSU.[95]

A UFRJ possui ações afirmativas, assim como outras universidades de excelência internacional, implantadas em 2010.[96] Atualmente, 30% das vagas destinam-se à ação afirmativa que possui como critério estudantes da rede pública de todo o país que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo.[97]

Ex-alunos ilustres[editar | editar código-fonte]

Nesta universidade notáveis profissionais obtiveram sua formação. Os médicos Carlos Chagas [98] , Osvaldo Cruz [99] e Vital Brazil [100] ; os jornalistas Ali Kamel [101] e Fátima Bernardes [102] ; o arquiteto Oscar Niemeyer [103] ; os engenheiros Luiz Bevilacqua [104] , Fernando Lobo Carneiro [105] , Benjamin Constant,[106] Belkis Valdman,[107] Francisco Pereira Passos,[108] Giulio Massarani,[109] Heródoto Bento de Mello[110] e Paulo de Frontin;[111] os escritores Clarice Lispector,[112] Evandro Lins e Silva [113] , Jorge Amado [114] , Mário Furley Schmidt [115] , Marques Rebelo [116] e Rubem Fonseca [117] ; o historiador Sérgio Buarque de Holanda [118] ; os políticos Carlos Lacerda [119] , Índio da Costa [120] e Osvaldo Aranha [121] ; o educador Anísio Teixeira [122] ; os economistas Carlos Lessa [123] e Mário Henrique Simonsen [124] ; o analista político Villas-Bôas Corrêa [114]  ; o ministro Marco Aurélio Mello [125] ; o historiador José Honório Rodrigues [126] ; os matemáticos Leopoldo Nachbin[127] , Artur Avila [128] e Jacob Palis [129] ; o físico José Leite Lopes [130] ; o químico Otto Gottlieb [131] ; além de artistas como Ângela Leal [132] , Ary Barroso [133] , Ivan Lins [134] , Mário Lago [135] e Vinícius de Moraes [136] .

No Centro de Tecnologia estão situados os centros acadêmicos de Engenharia, Matemática, Física e Química, além do Diretório Acadêmico da Escola de Química.

Movimento estudantil[editar | editar código-fonte]

Os discentes são representados pelo Diretório Central dos Estudantes Mário Prata (DCE). Fundado em 1930, sendo inclusive anterior à União Nacional dos Estudantes (UNE) (1937), acredita-se que tenha sido o primeiro DCE brasileiro. Foi uma entidade bastante representativa até que foi fechado pelo regime militar, em que várias lideranças do movimento estudantil foram assassinadas, entre elas, o estudante Mario de Souza Prata que era o então presidente do DCE.[137] A partir de fins da década de 1970, quando ocorreu a gradual abertura política, os diretórios acadêmicos tiveram permissão para atuar novamente. Entre os diversos alunos que participaram da reativação do DCE, encontram-se Mário Furley Schmidt[138] e alguns dos integrantes da Turma do Casseta & Planeta, como Marcelo Madureira,[139] Beto Silva[140] e Hélio de la Peña.[141]

Além do DCE, a universidade possui centros acadêmicos (CAs) para cada curso, como o Centro Acadêmico Carlos Chagas da Faculdade de Medicina,[142] o Centro Acadêmico da Engenharia da Escola Politécnica,[143] o Centro Acadêmico Cândido de Oliveira da Faculdade de Direito,[144] o Centro Acadêmico Max Planck do Instituto de Física[145] e o Diretório Acadêmico da Escola de Química.[146]

Prédio em que a Faculdade de Medicina funcionou até 1973, na Praia Vermelha.

O trágico episódio conhecido como Massacre da Praia Vermelha foi um marco para o movimento estudantil brasileiro.[147] Na madrugada de 3 de setembro de 1966, forças da ditadura militar invadiram o antigo prédio da então Faculdade Nacional de Medicina e, cruelmente, espancaram diversos estudantes que ali estavam abrigados.[148] Houve, também, depredação do patrimônio público, causando estragos em diversos laboratórios e setores da faculdade. Os cerca de 600 estudantes protestavam contra diversas ações do governo militar, como o fechamento da UNE, o aumento do preço das refeições e, ainda, reivindicavam a libertação do estudante de Direito Rodrigo Lima, preso durante 35 dias no Batalhão de Guardas do Exército.[149]

Cquote1.svg Aos jovens estudantes que, na madrugada de 23 de setembro de 1968, no prédio da Faculdade Nacional de Medicina, ousaram resistir às forças policiais do regime militar. O episódio conhecido como "Massacre da Praia Vermelha" marca uma dos mais importantes monumentos da permanente luta da Universidade por sua autonomia. A eles nossa mais profunda admiração. Cquote2.svg
Conselho Universitário, Resolução de 24/08/2006

Ensino[editar | editar código-fonte]

Graduação[editar | editar código-fonte]

Os 157 cursos de graduação[2] da Universidade Federal do Rio de Janeiro abrangem todas as áreas do conhecimento e são distribuídos entre os períodos integral, matutino, vespertino e noturno. Cada curso está vinculado a uma unidade acadêmica. No entanto, alguns cursos são multiunidades, como, por exemplo, o curso de Nanotecnologia, oferecido em conjunto pela Escola Politécnica, pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, pelo Instituto de Física e pelo Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano.[150]

Abaixo estão descritos todos os cursos oferecidos e seus respectivos desdobramentos, dentre ênfases, habilitações ou modalidades que os alunos podem optar no decorrer da graduação.[151]

Biociências

Ciências Exatas

Humanidades

Pós-graduação[editar | editar código-fonte]

A UFRJ possui 508 cursos de pós-graduação,[2] sendo 326 lato sensu (especialização) e 182 stricto sensu (mestrado, doutorado). De forma semelhante aos cursos de graduação, cada programa de pós-graduação está vinculado a uma unidade acadêmica. Tendo, em 2010, 1 965 bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), 844 bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e 800 bolsas da própria universidade.[152]

Abaixo estão descritos todos os cursos oferecidos divididos entre lato sensu e stricto sensu, distribuídos de acordo com cada área de conhecimento.[151]

Cursos de pós-graduação lato sensu

Cursos de pós-graduação stricto sensu

Campi[editar | editar código-fonte]

Cidade Universitária do Rio de Janeiro. Em destaque o CENPES e, ao fundo, a Escola de Educação Física e Desportos e a área correspondente à Reserva Ecológica da Ilha.

Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

A principal infraestrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro é a Cidade Universitária, situada na Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio de Janeiro, ocupando quase a totalidade de sua extensão.[153] A Ilha foi criada na década de 1950 pela união de várias ilhas preexistentes por meio de aterros.[154] Entretanto, as atividades acadêmicas deste campus só iniciaram-se em 1970. O projeto inicial previa que todos os cursos fossem transferidos para lá.[155] O campus teve seus prédios construídos por grandes arquitetos modernistas brasileiros. Alguns dos projetos ganharam prêmios de arquitetura, caso do prédio da reitoria, projetado por Jorge Machado Moreira e premiado na IV Bienal de São Paulo.[156]

O campus possui alojamento (com 504 quartos) para alunos de graduação,[157] três restaurantes universitários (bandejões),[158] centros esportivos e agências bancárias.[159] Em 2010, foi inaugurada a Estação de Integração com o objetivo de oferecer maior segurança e comodidade à comunidade acadêmica. Por ali passam diversas linhas intercampi e internas transitando 24h por toda extensão da Cidade Universitária, oferecidas gratuitamente;[160] além de linhas regulares municipais e intermunicipais[161] que atendem a população oriunda da Baixada Fluminense e das regiões Metropolitana[162] e Serrana.[163] [164]

Palácio Universitário, principal prédio que compõe o campus da Praia Vermelha.

O campus da Praia Vermelha, localizado na Urca, Zona Sul do Rio de Janeiro, concentra, principalmente, cursos ligados às ciências humanas. Seu prédio de maior destaque é o Palácio Universitário, construído em estilo neoclássico entre 1842 e 1852 para o Hospício Pedro II – inaugurado por Dom Pedro II dez anos mais tarde.[165] Em 1949, o edifício foi cedido à Universidade do Brasil, que restaurou e adaptou as instalações para ser sua sede.[166]

Já na região central do Rio de Janeiro, estão distribuídas diversas unidades isoladas. A Faculdade de Direito no Palácio do Conde dos Arcos que abrigou o Senado Federal;[167] a Escola de Música instalada desde 1913 no antigo prédio da Biblioteca Nacional;[168] o Observatório do Valongo no topo do Morro da Conceição;[169] o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e o Instituto de História, situados no prédio que sediou a Escola Nacional de Engenharia, no Largo de São Francisco de Paula.[170]

No Plano Diretor UFRJ 2010-2020 há um projeto de transformação do campus da Praia Vermelha em um grande centro cultural e de transferência da maior parte das atividades acadêmicas deste campus e das unidades isoladas para a Cidade Universitária, retomando o projeto inicial da Cidade Universitária de concentrar as atividades universitárias na Ilha.[171] Isso tem gerado discussões na universidade pelo fato de boa parte dos alunos, professores e funcionários das unidades a serem transferidas não aceitarem a concentração destas na Cidade Universitária, visto a distância da Zona Sul à Zona Norte e o trânsito caótico da Linha Vermelha.[172]

Aloísio Teixeira, então reitor e defensor da integração, argumentou que o Palácio Universitário não suporta mais a circulação de duas a três mil pessoas ao dia, estando os problemas da Cidade Universitária em seus acessos.[173] Com o objetivo de sanar parte deste problema, em meados de 2010 foi iniciada a obra da primeira ponte estaiada do Rio, denominada Ponte do Saber, inaugurada no início de 2012 para receber diariamente 25 mil veículos.[174]

Duque de Caxias[editar | editar código-fonte]

Através do curso de graduação em Biofísica, no segundo semestre de 2008, a UFRJ iniciou suas atividades em Xerém, uma região com grande potencial industrial e tecnológico no município de Duque de Caxias.[175] Com o objetivo de colaborar com o Inmetro, a Universidade estabeleceu parceria com a Prefeitura Municipal de Duque de Caxias e com a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais.[176] [177] Atualmente são oferecidos, além de Biofísica, os cursos de Biotecnologia e Nanotecnologia, ambos implantados no primeiro semestre de 2010.[178] Já no ano seguinte, deu-se início ao mestrado profissional em Formação Científica para Professores de Biologia, com o público-alvo licenciados em Ciências Biológicas que buscam atualização e aperfeiçoamento.[179] Os alunos têm à disposição a infraestrutura e os laboratórios do Inmetro, apesar de muitos ainda realizarem seus estágios curriculares na Cidade Universitária, assim como a maioria dos docentes cujos laboratórios estão no campus sede. A inauguração do campus universitário em área do Inmetro cedida à UFRJ está prevista para meados de 2012.[180]

Complexo universitário do campus de Macaé no norte fluminense.

Macaé[editar | editar código-fonte]

A presença da UFRJ em Macaé vem desde a década de 1980, em que pesquisadores do Instituto de Biologia realizavam pesquisas em lagoas da Região dos Lagos. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Macaé, em 1994, foi instituído o Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (NUPEM).[181] O reconhecimento da presença e importância da universidade no município foi visível, tanto que a Prefeitura doou um terreno de 29 mil m² em que foi instalada a infraestrutura inicial, formando um centro universitário.[182]

Em 2005, o NUPEM foi oficializado como órgão suplementar do Centro de Ciências da Saúde, e no ano de 2006, pela primeira vez se iniciou um curso de graduação presencial da UFRJ fora da Rio de Janeiro – a licenciatura em Ciências Biológicas na sede do NUPEM.[183] Em 2007 a Prefeitura Municipal de Macaé inaugurou um complexo universitário, com dois prédios construídos, de um total de sete previstos, para receber cursos de graduação, pós-graduação e extensão, nesta solenidade ocorreu também a assinatura do Protocolo de Intenções entre a Prefeitura e a UFRJ para que em 2008 fossem iniciados os cursos de Química e Farmácia, aumentando para três o número de cursos oferecidos pela universidade em Macaé.[184]

Mapa do estado do Rio de Janeiro mostrando os municípios com atuação da UFRJ (em vermelho).

Na atualidade, o campus está distribuído fisicamente em quatro polos (Universitário, Barreto, Novo Cavaleiros e Ajuda) em que são ofertados os seguintes cursos de graduação: Ciências Biológicas, Química, Enfermagem e Obstetrícia, Engenharia (Produção, Civil e Mecânica), Farmácia, Medicina e Nutrição.[185] O campus também conta com dois programas de pós-graduação, em Ciências Ambientais e Conservação e em Produtos Bioativos e Biociências.[186] O nome do ex-reitor Aloísio Teixeira – que dirigiu a instituição entre 2003 e 2011 – passou a integrar a denominação do campus em 2012, passando a ser chamado de Campus UFRJ–Macaé Professor Aloísio Teixeira, em homenagem a uma figura decisiva no processo de interiorização da universidade.

Polos de Educação a Distância[editar | editar código-fonte]

Os cursos à distância funcionam através do consórcio do Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro (CEDERJ), firmado entre a UFRJ e as seguintes instituições: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ).[187]

Ministrados na modalidade semipresencial, em que é necessária a participação de alunos em determinadas atividades presenciais, a UFRJ oferece os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Física e Química.[188] Ao final do curso, o aluno recebe o diploma igual ao do aluno presencial da universidade que é matriculado, de acordo com o polo escolhido.[189] O ingresso é por meio do vestibular do próprio consórcio. Os polos com atuação da UFRJ estão instalados nos seguintes municípios: Angra dos Reis, Duque de Caxias, Itaperuna, Macaé, Nova Iguaçu, Paracambi, Piraí, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Três Rios e Volta Redonda.[190]

Parque Tecnológico do Rio[editar | editar código-fonte]

Centro de pesquisas da Petrobras na região central da Cidade Universitária.
O ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho, e o prefeito do Rio Eduardo Paes, em visita ao CENPES.

Na Cidade Universitária está instalado o Parque Tecnológico do Rio, um complexo tecnológico voltado para pesquisas em energia, petróleo e gás.[191] Em parceria com a Petrobras, a UFRJ objetiva transformar a área de 350 mil m² no maior centro global de pesquisa tecnológica do setor petrolífero, tendo em vista que a exploração do pré-sal necessita de desenvolvimento de novas tecnologias. Talvez, seja por isso que comparações com o Vale do Silício, na Califórnia, tornaram-se comuns.[192] Destacam-se:

Há também o Centro de Excelência em Gás Natural (CEGN),[202] o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN),[203] o Núcleo de Tecnologias de Recuperação de Ecossistemas (NUTRE)[204] e um centro de realidade virtual vinculado ao Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE).[205] Outras empresas já estabeleceram centros de pesquisa na Cidade Universitária, como L'Oréal,[206] Siemens AG,[207] Usiminas,[208] Schlumberger,[209] Baker Hughes,[210] FMC Technologies,[211] Repsol YPF,[212] Halliburton[213] e Tenaris Confab.[214] Ainda estão sendo abertas licitações para a construção de novos centros de pesquisa e uma torre para abrigar até cem empresas.[215] O projeto do Parque já atraiu mais de 200 empresas de pequeno e médio porte, que agregam alto valor tecnológico.[216]

Projetos[editar | editar código-fonte]

Projeto do H2+2, um ônibus híbrido a hidrogênio com tração elétrica desenvolvido pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia em exposição na Rio+20.

Jornal da UFRJ[editar | editar código-fonte]

O Jornal da UFRJ é uma publicação de periodicidade mensal da Coordenadoria de Comunicação Social da UFRJ. Vem sendo publicado desde 2003 abordando assuntos de interesse do público discente, docente, do funcionalismo, além do público externo. É disponibilizado tanto digital como impresso, tendo uma tiragem de 25 mil exemplares e sendo distribuído pelos diversos campi da universidade.[217]

UFRJ Mar[editar | editar código-fonte]

O UFRJ Mar é um projeto desenvolvido no litoral do estado do Rio de Janeiro abrangendo diversas áreas do conhecimento, como Educação Física, Engenharia, Ciências Biológicas e Geociências. O projeto utiliza um dos mais completos conjuntos de laboratórios para ensino e pesquisa de estudos marítimos e costeiros no desenvolvimento de soluções para os problemas que enfocam o mar como meio ambiente e fonte de recursos.[218]

Conhecendo a UFRJ[editar | editar código-fonte]

O Conhecendo a UFRJ é um evento que ocorre anualmente durante dois dias na Cidade Universitária, em que estudantes do ensino médio vivenciam o dia-dia da universidade através de palestras e visitas guiadas pelo campus. Em sua oitava edição, no ano de 2010, aproximadamente 14 mil estudantes participaram do evento.[219]

Portal do Palácio Universitário.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. O Instituto Militar de Engenharia também alega descender da mesma instituição que gerou a Escola Politécnica.[23] [24] [25] [26]

Referências

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  11. USP lidera pelo 3º ano o ranking das universidades 'top' da América Latina. Página visitada em 28 de maio de 2013.
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  17. Origens da Universidade Brasileira. Página visitada em 8 de maio de 2007.
  18. Uma universidade modelo para o Brasil: a Educação Superior e o projeto de construção da nacionalidade brasileira (1935-1945). Página visitada em 4 de março de 2012.
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  197. GE anuncia expansão de sua rede de pesquisa global e Brasil pode receber primeiro Centro de Tecnologia da empresa na América Latina. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
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  207. Siemens e Chemtech anunciam a conquista do CT no Parque Tecnológico da UFRJ. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  208. Usiminas vai construir centro de pesquisa de tecnologias para petróleo em universidade carioca. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  209. Prefeito Eduardo Paes visita o Parque Tecnológico do Rio e anuncia chegada das empresas Schlumberger e FMC. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  210. CT - Petrobras e Baker Hughes assinam cooperação. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  211. FMC constrói unidade no Parque Tecnológico do Rio. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  212. Repsol constrói laboratório de tecnologia em parceria com UFRJ. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  213. Halliburton Begins Work on Research Center at Rio’s UFRJ Technology Park. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  214. UFRJ - Halliburton e Tenaris Confab investem R$ 42 milhões em centro de pesquisa. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  215. UFRJ quer construir torre para pequenas e médias empresas. Página visitada em 6 de fevereiro de 2012.
  216. Expectativa de contratação nos próximos anos. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  217. Jornal da UFRJ completa 50 edições. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  218. Textos do Núcleo Interdisciplinar UFRJ Mar. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  219. Universidade realiza nona edição do “Conhecendo a UFRJ”. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.

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