Instituto Militar de Engenharia

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IME
Instituto Militar de Engenharia
IME.jpeg
Fundação 17 de dezembro de 1792
Tipo de instituição Pública - Universidade - Engenharia - Militar
Total de estudantes 400 - 450 (graduação)
Estado Rio de Janeiro
Página oficial www.ime.eb.br
Military Engineering Institute.jpg
Instituições de ensino superior do Brasil Brasil

O Instituto Militar de Engenharia (IME) é uma instituição acadêmica de nível superior pertencente ao Exército Brasileiro.

O IME oferece cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia, sendo considerado um centro de excelência[1] [2] [3] e referência nacional e internacional[4] [5] [6] no ensino da Engenharia.

O IME é herdeiro da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, criada em 1792 e considerada a primeira escola de Engenharia das Américas e a terceira do mundo. Em 2012, o IME completou 220 anos de existência. Durante muitas décadas, o Exército foi a única instituição nacional a formar engenheiros civis.

Em 1874, a Escola Central, que funcionava no Largo São Francisco (RJ) e era administrada pelo Exército, passou para o controle da Secretaria do Império, criando-se a atual Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Dessa forma, o IME e a UFRJ têm a mesma origem.

O vestibular do IME é considerado um dos mais exigentes do país, tanto por causa da relação candidato-vaga, quanto pelo nível de dificuldade das provas. A seleção dos candidatos é rigorosa, pois os alunos do IME são exigidos ao máximo, tanto no aspecto intelectual, quanto no condicionamento físico [7] . O Instituto Tecnológico de Aeronáutica[8] , que nasceu no IME, é uma instituição com igual nível de exigência em seu processo seletivo e na condução de seus cursos.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O ensino de engenharia militar[9] na colônia brasileira remonta à presença do "engenheiro de fogo" neerlandês Miguel Timmermans, no contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil, entre 1648 e 1650, contratado pela Coroa Portuguesa para a formação de aprendizes para a construção de fortificações.

Ainda no mesmo século, em 1694, chegou ao Rio de Janeiro o Capitão Engenheiro Gregório Gomes Henriques[10] , com a missão de instruir os comandantes de Artilharia naquela praça, que por sua vez deveriam repassar as lições aprendidas aos seus subalternos encarregados das fortificações.

Pela Carta-Régia de 15 de janeiro de 1699, o Rei D. Pedro II de Portugal determinou a criação das chamadas "Aulas Militares"[11] Estas "aulas" já existiam de maneira informal em diversas capitanias, nomeadamente na da Bahia, na do Rio de Janeiro, na de Pernambuco e em Belém do Pará. As novas "aulas" constituíram-se nos primeiros cursos de formação superior na colônia: destinavam-se a formar artilheiros e engenheiros militares, e eram abertos não apenas a militares, mas também a civis que desejassem aprender essas matérias, havendo até alunos dotados com bolsas de estudo. Ainda naquele mesmo ano, no Rio de Janeiro, o capitão Gregório Gomes Henriques, ministrou a aula inaugural sobre fortificações. Esta "aula" no Rio de Janeiro, foi a terceira na área de Engenharia do mundo e a primeira das Américas.

Dentro do mesmo esforço, a partir de 1710 passaram a ser ministradas aulas de Fortificação e Artilharia nas dependências do Forte de São Pedro em Salvador, pelo Sargento-Mor Engenheiro José António Caldas. O curso perdurou até 1829. Na cidade do Recife, por volta de 1718, era ensinada matemática em nível de engenharia.

A Carta Régia de 19 de agosto de 1738 instituiu a Aula do Terço de Artilharia no Rio de Janeiro, que teve por mestre o sargento-mor José Fernandes Pinto Alpoim, autor dos projetos do Palácio dos Governadores no Rio de Janeiro, e do Palácio dos Governadores, em Ouro Preto, nas Minas Gerais. O curso tinha então a duração de cinco anos e ampliava o ensino de balística e engenharia de fortificações[12] .

Em 1774, passou ao Brasil o tenente-coronel Antônio Joaquim de Oliveira, como lente da cadeira de arquitetura militar, passando a academia no Rio de Janeiro, cidade entretanto alçada à condição de capital do Estado do Brasil, à denominação de "Aula Militar do Regimento de Artilharia". Os engenheiros aqui formados nas décadas de 1750 e de 1780, em 1795 ministrariam aulas de geometria aos seus discípulos.

No final do século XVIII, a Rainha D. Maria I de Portugal instituiu em Lisboa a Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho (1790), autorizando a implantação, na cidade do Rio de Janeiro, de uma instituição nos mesmos moldes, a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho (1792). A escola foi inicialmente instalada na ponta do Calabouço, na Casa do Trem de Artilharia (atual Museu Histórico Nacional)[13] . Atualmente é considerada como a origem do curso de Engenharia no Brasil, uma vez que não se constituía apenas em mais uma "aula", com um pequeno número de cadeiras, mas sim em um curso completo, com seis anos de duração[14]

A Real Academia Militar[editar | editar código-fonte]

Diante da transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), a instituição foi sucedida pela Academia Real Militar[15] criada pelo Príncipe-regente em 1810.

Era ministrado um curso de oito anos, dos quais os oficiais de Infantaria e Cavalaria faziam apenas dois e os de Artilharia e de Engenharia os oito. O currículo destes últimos era bastante amplo, formando um oficial apto não apenas para a engenharia militar, mas também para a engenharia civil. Além das disciplinas científicas como Cálculo, Química, Astronomia, Física, Mineralogia e outras, eram lecionadas outras de cunho técnico como Topografia, Pontes, Caminhos e Calçadas (estradas), Hidráulica, Canais e Portos, Diques e Comportas, Arquitetura Civil, Materiais de Construção, e orçamento de obras.

De 1809 a 1812, foi introduzido no Brasil o ensino de cálculo integral, hidrodinâmica e Mecânica. O Mestre que coordenou e ministrou tais conhecimentos aos novos engenheiros foi o Capitão Antônio Francisco Bastos.

A Imperial Academia Militar[editar | editar código-fonte]

Após a proclamação da independência do Brasil (1822), a Academia passou a ser denominada de "Imperial Academia Militar"[16] . Durante o Período Regencial, o seu nome mudou uma vez mais, para "Academia Militar da Corte" (1832). Neste período registrou-se uma desestruturação do Exército, que conheceu uma redução dos efetivos na ordem de 75%, e diversas revoltas, por todo o território nacional. O ensino militar, porém, não conheceu alteração sensível, mas tão somente uma racionalização: o curso foi reduzido de oito para sete anos e o aluno que os completava recebia o grau de bacharel em Matemática. Adicionalmente, caso defendesse uma dissertação "sobre qualquer ponto da ciência matemática dos mais profundos", diante de uma banca composta por quatro lentes da Academia, receberia o título de doutor, com "imposição formal da borla e do capelo", além do respectivo anel de grau, um título que, posteriormente, após a Guerra da Tríplice Aliança, geraria uma série de atritos entre a oficialidade do Exército brasileiro, entre os "tarimbeiros" e os "doutores".

Em 1840, passou a denominar-se Escola Militar, e a partir de 1858, "Escola Central", sendo transferida para as dependências do Forte da Praia Vermelha.

Os engenheiros formados na Escola Central eram civis e militares, pelo fato de ser a única escola de Engenharia no país.

Em 1874, a Escola Central transitou para a Secretaria do Império sendo criada a "Escola Politécnica", que formava exclusivamente engenheiros civis, enquanto que a formação dos oficiais de Engenharia e de Artilharia continuou a ser realizada na Escola Militar da Praia Vermelha até 1904, quando foi transferida para o Realengo. Os oficiais de Infantaria e de Cavalaria passaram a partir de então a ser formados em Porto Alegre.

O período Republicano[editar | editar código-fonte]

Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro.

Com a proclamação da República Brasileira (1889), foram criadas a Escola Superior de Guerra e a Escola Astronômica e de Engenharia Geográfica (1890).

Diante dos revezes sofridos pelo Exército na campanha de Canudos, e da disputa entre "tarimbeiros" - oficiais sem os conhecimentos técnico-administrativos necessários à campanha - e "doutores" - oficiais sem vivência dos problemas práticos da mesma -, em 1897 o Congresso autorizou "a reorganização dos estabelecimentos de ensino militar, devendo reduzir os estudos teóricos e ampliar os práticos (...)", ficando o curso da Academia Militar reduzido a apenas dois anos, inclusive para os oficiais técnicos. No caso dos engenheiros militares, estes passaram a ser na prática "engenheiros de combate", isto é, oficiais que dominam apenas o necessário em situações de combate, como a construção de pontes ou estradas de campanha, sem o mesmo tipo de formação de um engenheiro civil.

Posteriormente, em 1898, foi criada a Escola Militar do Brasil, onde foram reunidos os Cursos de Estado-Maior, Engenharia, Artilharia e de Geógrafos.

O Decreto nº 1.348, de 12 de julho de 1905, deu nova organização ao ensino militar, instituindo a Escola de Artilharia e Engenharia, onde eram ministrados os cursos de Engenharia e Armamento, e a Escola de Estado-Maior, onde eram ministrados os cursos de Estado-Maior e de Geógrafos.

Mais tarde, em 1913, visando unificar todas as escolas de Guerra e de Aplicação, foi instituída a Escola Militar do Realengo, que viria a formar os oficiais do Exército Brasileiro por quase quarenta anos.

No ano seguinte, o Decreto nº 10.832, de 28 de março de 1914, promoveu nova reforma no ensino militar, mantendo-se a formação de Engenheiros Geógrafos na Escola de Estado-Maior.

O Decreto-Lei nº 5.632, de 31 de dezembro de 1928, determinou a formação artilheiros, eletrotécnicos, químicos e de engenheiros de fortificação e construção, sendo criada a Escola de Engenharia Militar, cujo início de funcionamento ocorreu três anos mais tarde (1931), em instalações à rua Barão de Mesquita, no quartel posteriormente ocupado pelo Batalhão de Polícia do Exército. Esta veio a transformar-se em Escola Técnica do Exército (1933), vindo a transferir-se para instalações à rua Moncorvo Filho (1934). Este estabelecimento era voltado para uma formação de engenheiros mais completa do que aqueles formados pela antiga Academia Militar.

O nacionalismo que marcará a década de 1930 no país traz a percepção da necessidade de aperfeiçoamento de oficiais e soldados, sendo abertas outras escolas vocacionadas para o ensino técnico-militar profissionalizante, como a Escola de Motomecanização e a Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea.

À época da Segunda Guerra Mundial, sob a influência dos Estados Unidos, foi criado o Instituto Militar de Tecnologia (1941), instalado no atual prédio da Praia Vermelha (1942), iniciando-se assim programas de estudo, pesquisa e controle de materiais para a indústria bélica.

Finalmente, em 1959, a Escola de Engenharia Militar foi fundida com o Instituto Militar de Tecnologia, passando a designar-se Instituto Militar de Engenharia (IME).

Cursos[editar | editar código-fonte]

Atualmente a escola oferece os seguintes cursos:

Alunos[editar | editar código-fonte]

O vestibulando do Curso de Formação e Graduação (CFG) tem duas opções na hora de se inscrever: a carreira da ativa e a carreira da reserva.

O estudante da ativa faz, em paralelo com a formação acadêmica, o curso de formação de oficiais durante os 4 primeiros anos. No início do 5° ano de curso o aluno se forma oficial (1° Tenente). Durante os 4 primeiros anos, o aluno optante pela carreira militar conta também com alojamento, alimentação, remuneração mensal (soldo) e assistência médica e odontológica.

Os alunos optantes pela carreira da reserva, além da formação acadêmica, cursam também durante o 1° ano o CPOR - Curso de Preparação de Oficiais da Reserva. Ao final do primeiro ano são declarados Aspirante à Oficial da Reserva não remunerada e desobrigados da rotina diária de um militar da ativa, ganhando assim uma maior liberdade e autonomia para ingressarem no mercado de trabalho mais cedo.

Além de alunos oriundos do meio civil, o IME admite também oficiais formados pela AMAN e oficiais de nações amigas. Tais oficiais integram o Curso de Graduação - CG. Também são oferecidos cursos em nível de mestrado.

O IME fica localizado na Urca, bairro da Zona Sul carioca, mais precisamente na Praia Vermelha, ao lado da estação do Bondinho do Pão de Açúcar.

Vestibular e admissão[editar | editar código-fonte]

O IME tem a tradição de possuir um dos vestibulares mais difíceis do país, com questões abrangentes e que testam a fundo o conhecimento dos candidatos sobre os assuntos abordados.

Esta etapa do processo de seleção geralmente conta com 5 dias de provas, sendo realizada no 1° dia uma prova de múltipla escolha contendo 40 questões (15 de Matemática, 15 de Física e 10 de Química) com 5 itens cada. Nos dias que se seguem, são realizadas, na ordem: provas de Matemática (2° dia), Física (3° dia) e Química (4° dia), contendo cada prova 10 questões discursivas. No último dia são realizadas as provas de Português e Inglês.

Para não ser reprovado, o candidato deve obter nota maior ou igual a 4 em cada prova discursiva e média geral final maior ou igual a 5.

O diferencial do aluno do IME é saber lidar com situações em que ele será extremamente exigido, e para isso ter calma para enfrentar qualquer problema que lhe seja apresentado. Esse raciocínio já é visto durante a semana em que se realiza o concurso de admissão vestibular para novos alunos, normalmente realizado entre o fim de outubro e o começo de novembro.

O resultado do vestibular é divulgado normalmente na segunda semana de dezembro, e a convocação e apresentaçao dos aprovados e classificados no concurso se dá normalmente no começo da segunda semana de janeiro, quando tem início a fase chamada Adaptação. Nessa fase os candidatos ficam em regime de internato por aproximadamente 1 mês; inicialmente são submetidos a exames físicos e avaliações médicas (segunda etapa do processo de seleção), e em seguida passam a receber formação militar inicial. Ao término da Adaptação os até então candidatos são "promovidos" a Alunos do 1° Ano, numa cerimônia militar onde é realizada a entrega de platinas e na qual os alunos entram pelo Portão das Armas do IME (cuja chave é entregue ao aluno mais novo dentre os que estão ingressando).

As aulas têm início na primeira ou segunda semana de fevereiro.

Respaldo técnico-profissional[editar | editar código-fonte]

O perfil do profissional formado pelo IME apresenta características diferenciadas. Dentre elas, a que mais se destaca é a capacidade analítica, marca que acompanha o profissional desde sua seleção como estudante da Instituição.

Acostumado a lidar com situações adversas, o engenheiro formado pelo IME está apto a desenvolver projetos, solucionar problemas e liderar situações que exijam preparo.

Atualmente, os engenheiros formados pelo IME atuam nas mais diversas áreas da sociedade: indústrias, consultorias, bancos de varejo e de investimentos, assets, etc. O campo de atuação também varia, passando por engenharia, administração, economia, finanças, docência, dentre outros. A presença dos profissionais formados pelo IME nesta diversidade de indústrias e funções corrobora com o prestígio e consideração que o mercado tem por estes profissionais, reconhecendo-os como diferenciados.

Reconhecimento nacional[editar | editar código-fonte]

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), que veio substituir o antigo Provão, premiou em 2005 o IME como a melhor faculdade de engenharia do Brasil, tendo o IME ficado em primeiro lugar em oito dos nove cursos avaliados (e em segundo no curso restante).

O Instituto e o QEM[editar | editar código-fonte]

Anualmente, a 11 de agosto é celebrado o aniversário da Casa do Engenheiro Militar. O patrono do Quadro de Engenheiros Militares (QEM) é o coronel Ricardo Franco de Almeida Serra (Cel RIFO).

Vida de aluno[editar | editar código-fonte]

Os alunos do IME, sejam eles militares ou civis, possuem sempre tarefas e trabalhos, mas também muito companheirismo devido ao elo que se forma nessa jornada de estudo.

O dia-a-dia[editar | editar código-fonte]

Enquanto a maior parte dos alunos civis tem por obrigação apenas atividades acadêmicas, o aluno militar recebe também o aprendizado militar necessário para formá-lo oficial do Quadro de Engenheiros Militares do Exército Brasileiro. Para tanto, ao longo dos 5 anos de curso esse aprendizado inclui atividades comuns na rotina militar, como escalas de serviço, treinamento físico-militar (TFM), instruções militares, formatura geral semanal, além de participação de solenidades militares diversas.

Os alunos originários de fora do Rio de Janeiro têm direito a alojamento (os da ativa, do 1° ao 4° ano, e os da reserva, apenas no 1° ano). Esses alojamentos dividem-se em 4: Residência e Semi-Residência, na Ala Ricardo Franco (ARIFO), Não-residência e Alojamento Feminino.

Duas seções responsabilizam-se pelo ensino ministrado aos alunos: a DEPq (Divisão de Ensino e Pesquisa) e o CA (Corpo de Alunos). A DEPq é responsável pelo ensino acadêmico, enquanto que as atividades militares ficam a cargo do CA.

Aprendizado[editar | editar código-fonte]

Embora o vestibular do IME seja anual, o curso é organizado de forma semestral. Ao longo de um semestre o aluno realiza 3 tipos de avaliação, do 1° ao último período. São elas:

  • Verificação Especial (VE), realizadas durante o período;
  • Verificação Corrente (VC), realizadas durante duas semanas, em meados do período;
  • Verificação Final (VF), realizadas durante duas semanas, ao término do período;

A média (M) de cada matéria é dada por M = (MédiaVE+VC+2VF)/4, sendo a média mínima requerida para aprovação igual a 5,0.

A reprovação implica realização de exame de segunda época da matéria, composta de prova escrita e oral. Para ser aprovado na segunda-época, o aluno precisa de ter, no mínimo média 5,0 nas provas escrita e oral, ou então nota 7,0 na prova escrita, sendo o aluno dispensado da prova oral. Porém, é permitido ao aluno apenas 2 segundas-épocas por período. Acima deste limite, ocorre seu desligamento do IME.

Há também a exigência de uma nota mínima nas VF's de cada matéria (4,0). Caso contrário, mesmo possuindo média, o aluno é obrigado a realizar exame de segunda época relativa à matéria.

Se por acaso o aluno não for aprovado na segunda-época, ele pode ter sua matrícula trancada ou então, se a disciplina não for pré-requisito a nenhuma outra, o aluno segue com o curso para no ano seguinte cumprir a dependência.

Na parte militar, ocorre a realização de Teste de Aptidão Física (TAF) e Avaliação Somativa (AS). É também necessária média maior ou igual a 5,0 para ser considerado aprovado no curso.

Os cursos tem duração de 5 anos, computados em 10 semestres.

O básico e o profissional[editar | editar código-fonte]

Ao fim do 2° ano encerra-se o ciclo básico. Este é composto pelos 4 primeiros períodos do curso, onde toda a turma cursa todas as matérias, sem divisão. Quando se encerra, é feita a média geral da turma, ativa e civis, para que seja feita uma classificação da turma, e pela qual, do primeiro ao último colocado será feita a escolha de especialidade.Os três anos seguintes, chamados período profissional, serão cursados de acordo com a escolha do aluno, dentro da especialidade que ele escolheu, ou teve que escolher.

O básico é considerado um período crítico, por ser um período de muitas descobertas e de novidades na vida do estudante, tendo que se adaptar a uma nova realidade e por poder existir uma certa competição dentro da turma na busca de melhores posições, como forma de subir na classificação dentro da turma e assim ter precedência em relação aos outros para a escolha da especialidade.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

O popular rancho, refeitório para os militares que estudam ou trabalham no Instituto é dividido em 3 cassinos: Oficiais, alunos e praças. São oferecidas 4 refeições diárias aos alunos:

Café da Manhã; Almoço; Jantar; Ceia;

Grêmio Ricardo Franco[editar | editar código-fonte]

O Grêmio Ricardo Franco (GRIFO) é composto por alunos do 4° ano para todos os alunos com o intuito de promover melhorias para os mesmos. Dentre as atividade do Grêmio, uma que se destaca é a festa do IME, realizada anualmente no Círculo Militar da Praia Vermelha. Outra atividade de grande destaque é o festival de música, realizado anualmente no auditório do Instituto.

Atividades extra-curriculares[editar | editar código-fonte]

Integração IME[editar | editar código-fonte]

A Integração IME é uma iniciativa totalmente gerenciada por alunos, que busca trazer boas e novas oportunidades para os alunos, promovendo eventos que os aproximem do mercado profissional. O principal evento do ano, o qual consta inclusive no calendário oficial do Institituto, é a Semana Integração IME. Durante 5 dias, empresas e organizações militares vêm ao Instituto ministrar palestras aos alunos, expondo o trabalho diário realizado e perspectivas de carreira, a fim de convocar formandos para posições após a graduação e alunos para estágios.

Olimpíada interna[editar | editar código-fonte]

Realizada anualmente, visa integrar os novos alunos e conta com a participação de alunos do 1° ao 4° ano em diversas modalidades esportivas, premiando o campeão em cada modalidade e o campeão geral.

IME Júnior[editar | editar código-fonte]

A IME Júnior é a Empresa Júnior do Instituto Militar de Engenharia. Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos, que oferece serviços a Empresas, Instituições e Organizações Militares nas seguintes áreas de engenharia: Computação, Civil (Fortificação e Construção), Química, Mecânica, Cartográfica e Eletrônica. Fundada em 29 de setembro de 2008, apresenta como diferenciais um preço competitivo em relação ao mercado e a qualidade nos serviços prestados, tradicional na excelência da formação acadêmica do IME. Composta unicamente por alunos de graduação, os projetos da IME Júnior são orientados por professores especializados em diversas áreas.

RoboIME[editar | editar código-fonte]

RoboIME é uma equipe de futebol de robôs autônomo do Laboratório de Robótica e Inteligencia Computacional formado por integrantes do Instituto Militar de Engenharia, sendo a maior parte alunos de graduação. A RoboIME participa de competições de nível nacional e internacional na categoria Small Size League. A equipe promove a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias na área de Robótica e Inteligência Artificial e ainda contribui para a formação intelectual de alunos de graduação e pós-graduação do Instituto Militar de Engenharia.

Participações e títulos[editar | editar código-fonte]

  • 2011 - 2o lugar da Competição Brasileira de Robótica, CBR, na cidade de São João Del Rei/MG.
  • 2012 - Competição Internacional de Robótica, RoboCup, na Cidade do México/México.
  • 2012 - 2o lugar da Competição Latino Americano de Robótica, LARC, na cidade de Fortaleza/CE.

Deveres aliados à dedicação[editar | editar código-fonte]

O Básico possui uma disciplina rígida e exige muitas horas diárias de estudo do imeano. O Profissional continua a exigir muita dedicação do aluno, pois nessa parte do curso o estudo é mais aprofundado e requer um cuidado maior do aluno no que se diz a organizar o seu tempo. Os cinco anos do curso são feitos em período integral.

A dedicação também se faz presente nas aulas práticas, feitas em laboratório. Algumas disciplinas exigem essa prática e contam como parte da nota do aluno na matéria.

Formação Militar[editar | editar código-fonte]

Além das atividades acadêmicas próprias de um curso de graduação em Engenharia, os alunos também têm uma formação militar, realizada da seguinte maneira:

1. Alunos optantes pela ativa: têm instrução militar durante os 5 (cinco) anos de formação, sendo promovidos ao posto de 1º Tenente no início do 5º ano. Durante esse período, fazem jus a alojamento, alimentação, vencimento e fardamento. Também têm aulas sobre Administração Pública, Direito militar, Liderança e Chefia e outros temas necessários ao futuro Oficial do Exército Brasileiro (EB).

2. Alunos optantes pela reserva: têm instrução militar apenas no 1º ano do IME, sendo imediatamente declarados Aspirantes-a-Oficial e incluídos na reserva do Quadro de Engenheiros Militares (QEM). Apenas nesse período de formação militar, fazem jus a alojamento, alimentação, vencimento e fardamento. Nos quatro anos seguintes, prosseguem o curso de graduação como alunos civis.

A instrução militar é conduzida pelo Corpo de Alunos (CA), que possui instrutores (Oficiais) e monitores (Sargentos). Entre outras atividades, os alunos realizam: treinamento físico-militar (TFM), tiro, ordem unida, operações no terreno, visitas a quartéis e museus históricos militares e aulas de história militar.

Muitas dessas atividades são concentradas na "Semana-Verde", período de 5 dias dedicado ao ensino militar.

Todos os anos, o CA participa do desfile do Dia da Independência (7 de setembro), ao lado de outras Escolas Militares.

Operação Ricardo Franco[editar | editar código-fonte]

A Operação Ricardo Franco (ORIFO) é uma atividade acadêmico-militar realizada com os alunos do quinto ano do IME. Durante um período de duas semanas, estes alunos (junto com professores orientadores e oficiais do Corpo de Alunos) são distribuídos em diversos quartéis localizados na região amazônica, onde têm a oportunidade colocar em prática parte do conhecimento adquirido nos bancos escolares. Os alunos são divididos em pequenos grupos, e cada grupo recebe uma tarefa específica (de caráter técnico) a ser desempenhada durante a Operação. Além do aprendizado prático, esta atividade proporciona aos alunos do IME a oportunidade de conhecer as diferentes realidades encontradas na Amazônia - tanto de caráter militar como de caráter civil/social. Ao final da Operação os alunos realizam um breve estágio no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, cujo curso de guerra na selva figura entre os melhores do mundo.

Fundação Ricardo Franco[editar | editar código-fonte]

A Fundação Ricardo Franco (FRF) é pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos.

Tem por missão apoiar o IME em suas atividades acadêmicas e institucionais. Foi instituída em 04 de dezembro de 1997,com sede na cidade do Rio de Janeiro.

Anualmente, a FRF concede bolsas de iniciação científica aos alunos do IME. Mais informações: www.frf.br.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Jornal O Globo, 2012, em [1]
  2. Abcam, 2007, em [2]
  3. Revista Veja, 2004, em [3]
  4. Main Topic Classification, Education by Region, 2011, em [4]
  5. Notícias Unisite, 2008, em [5]
  6. Jornal Semanário, 2011, em [6]
  7. Educandus Web, 2008, em [7]
  8. Recanto das Letras, 2008, em [8]
  9. Departamento Real Corpo de Engenheiros, 2011, em [9]
  10. Marcilio.com. Os Projetistas do Rio de Janeiro, 2011, em [10]
  11. Posteriormente denominadas como "Aulas de Fortificações" e "Aulas de Artilharia".
  12. CASTRO, Paulo César (Gen.). O Ensino Superior no Exército. in: Revista do Clube Militar, ano LXXXI, nr. 430, agosto-setembro-outubro de 2008. p. 12-13.
  13. Op. cit., p. 12. Hoje em dia, tanto a atual Escola Politécnica do Rio de Janeiro (da Universidade Federal do Rio de Janeiro) como o atual Instituto Militar de Engenharia se afirmam descendentes da antiga Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho. No mesmo ano era instalada ainda, nesta cidade, a Academia de Marinha.
  14. Esse tipo de ensino florescia, em meados do século XVIII, na Europa, citando-se, por exemplo, a escola de Engenharia dos Países Baixos (1735), a de Woolwich, na Inglaterra (1741), e a de Mézières, na França (1749). Nos Estados Unidos, cursos de engenharia militar só surgiriam em West Point em 1802 e em território da atual Alemanha após 1815.
  15. Pacitti, Tércio, Construindo o Futuro Através da Educação: do Fortran à Internet, Google Books, 01/01/1998, em [11]
  16. Centro de Memória Virtual, Cronologia Histórica, 26/11/2011, em [12]