Universidade Federal do Rio de Janeiro
| UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro |
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| Lema | A Universidade do Brasil |
|---|---|
| Fundação | 17 de dezembro de 1792 (219 anos) (Real Academia) 7 de setembro de 1920 (91 anos) (Universidade) |
| Tipo de instituição | Pública, Federal |
| Mantenedora | |
| Orçamento anual | R$ 2 120 330 674,00 (Tesouro Nacional em 2011)[1] |
| Docentes | 3 467[2] |
| Total de estudantes | 45 753[2] |
| Graduação | 35 789[2] |
| Pós-graduação | 9 964[2] |
| Reitor(a) | Carlos Antônio Levi da Conceição[3] |
| Vice-reitor(a) | Antônio José Ledo Alves da Cunha[3] |
| Sede | |
| Campi | |
| Estado | |
| Cores | Azul |
| Afiliações | ANDIFES, CRUB e RENEX[5] |
| Nomes anteriores | Universidade do Rio de Janeiro |
| Página oficial | ufrj.br |
| Instituições de ensino superior do Brasil |
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A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também denominada Universidade do Brasil, é a maior universidade federal do país,[6] além de ser um dos centros brasileiros de excelência no ensino e na pesquisa.[7]
Com alta produtividade científica, entre os destaques da UFRJ está a pesquisa, sendo uma das universidades ibero-americanas que mais publicam artigos científicos: entre 2003 e 2008 foram mais de doze mil publicações.[8] Em 2010, a instituição obteve o conceito muito bom, alcançando a nota máxima, no Índice Geral de Cursos do Ministério da Educação (MEC).[9][10]
Primeira instituição oficial de ensino superior do Brasil,[11] possui atividades ininterruptas desde 1792, com a fundação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, uma das escolas que viriam a compor a universidade.[12] Por ser a primeira universidade federal criada no país em 1920, serviu como modelo para todas as outras.[13]
Além dos 80 cursos de graduação e 370 de pós-graduação, compreende sete museus, com destaque para o Museu Nacional, nove unidades hospitalares, centenas de laboratórios e mais de quarenta bibliotecas.
A universidade está localizada principalmente na cidade do Rio de Janeiro, com atuação em onze municípios. Seus principais campi são o histórico campus da Praia Vermelha e a Cidade Universitária, que abriga o Parque Tecnológico do Rio – um complexo de desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação. Há também diversas unidades isoladas na capital fluminense: a Escola de Música, a Faculdade de Direito e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais no Centro; o Museu Nacional e o Observatório do Valongo em São Cristóvão; além do Colégio de Aplicação na Lagoa.
Em Macaé, foi concebido um centro de pesquisa e ensino voltado para os potenciais ambientais e petrolíferos do Norte Fluminense, já em Duque de Caxias, foi implantado o Polo Avançado de Xerém em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
A UFRJ é uma das grandes responsáveis pela formação da elite intelectual brasileira. Alguns dos renomados alunos desta universidade incluem os jornalistas Ali Kamel e Fátima Bernardes; o arquiteto Oscar Niemeyer; o educador Anísio Teixeira; o engenheiro Benjamin Constant; os escritores Jorge Amado e Clarice Lispector; os políticos Francisco Pereira Passos e Osvaldo Aranha; além de médicos sanitaristas como Carlos Chagas, Osvaldo Cruz e Vital Brazil.
Dessa forma, é notável que, nesta universidade, difundiu-se o célebre pensamento de um dos seus mais importantes pesquisadores:[14]
| Na Universidade se ensina porque se pesquisa. |
Índice |
[editar] História
[editar] Criação
A Universidade Federal do Rio de Janeiro é descendente direta dos primeiros cursos de ensino superior do Brasil. Criada em 7 de setembro de 1920 através do decreto n° 14 343 pelo então presidente Epitácio Pessoa, a instituição recebeu o nome de Universidade do Rio de Janeiro.[15] Sua história, porém, é bem mais antiga, pois muitos dos seus cursos vêm da época da implantação do ensino de nível superior no Brasil.[16]
No início, ela reuniu a Escola Politécnica, fundada em 17 de dezembro de 1792 como Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho no reinado da rainha portuguesa Maria I, embora o ensino de engenharia militar em aula já ocorresse desde 1699 por decreto régio de Pedro II de Portugal;[17] a Faculdade Nacional de Medicina, criada em 2 de abril de 1808 pelo príncipe regente dom João VI com o nome de Academia de Medicina e Cirurgia;[18] e a Faculdade Nacional de Direito, resultante da fusão da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais com a Faculdade Livre de Direito, ambas reconhecidas pelo decreto 639 de 31 de outubro de 1891.[19][20]
A essas unidades iniciais, progressivamente foram-se somando outras, tais como a Escola Nacional de Belas Artes, a Faculdade Nacional de Filosofia e diversos outros cursos que sucederam àqueles pioneiros. Com isso, a Universidade do Rio de Janeiro representou papel fundamental na implantação do ensino de nível superior no país.[21]
A criação da Universidade do Rio de Janeiro veio cumprir, pois, uma aspiração da intelectualidade brasileira desde os tempos da colónia.[22] A tradição de seus cursos pioneiros deu-lhe o papel de celeiro dos professores que implantaram os demais cursos de nível superior no Brasil.[23] Por outro lado, vem a UFRJ mantendo abertas suas portas aos estrangeiros que têm vindo trazer ou buscar ensinamentos, bem como proporcionando a seus docentes estágios em outros centros, em diferentes áreas. O acentuado intercâmbio com outras instituições possibilitou a formação de tendências reformistas em perfeita coexistência com o peso de sua tradição.[24]
O início da segunda metade do século marcou a institucionalização da pesquisa na Universidade do Rio de Janeiro, com a consequente implantação de institutos de pesquisa, docência em regime de tempo integral, formação de equipes docentes altamente especializadas e estabelecimento de convénios com agências financiadoras nacionais e internacionais.[16]
[editar] Re-estruturação
Após desvelada uma grande re-estruturação promovida pelo ministro Capanema em 1937, durante o governo Vargas, passou a ser chamada de Universidade do Brasil, com o objetivo do governo em controlar a qualidade do ensino superior no país e, dessa forma, padronizar o ensino, padrão pelo qual outras universidades deveriam ser adaptar.[25] Este fato demonstra a forte influência da concepção francesa de universidade, em que as escolas que a compõe são isoladas tendo um caráter de ensino especialista e profissionalizante com forte controle estatal, ao contrário do modelo alemão, observado, por exemplo, na Universidade de São Paulo (USP), criada em 1934.[26]
O ano de 1958, do sesquicentenário do curso de Medicina, encontrou a comunidade universitária com profundos e urgentes anseios de reforma estrutural que implicasse mais acentuada participação de docentes e discentes e aproveitamento mais racional de recursos. Iniciou-se um processo amplo de debates e consultas, consubstanciado no anteprojeto de reforma da Universidade do Brasil que, prontamente absorvido pela comunidade científica, serviu de base a projetos de instalação de novas universidades e atingiu os meios de comunicação e esferas decisórias governamentais.[27]
Em 1965, a universidade ganharia seu nome atual sob o governo de Castelo Branco, seguindo a padronização dos nomes das universidades federais de todo o país, ocasião em que adquiriu plena autonomia financeira, didática e disciplinar.[28][29]
Desencadeado o processo de reforma universitária, que teve seu marco mais significativo no decreto 53 de 18 de novembro de 1966, a UFRJ teve seu plano de re-estruturação que visava sua adequação às normas então editadas, aprovado por decreto de 13 de março de 1967.[30] Trata-se de uma situação auspiciosa, sob todos os aspectos, sobretudo considerando a ausência de tradição, absolutamente compreensível em países de história recente, como é o caso do Brasil.[31]
[editar] Atualidade
Frequentam a UFRJ cerca de 45 mil estudantes de graduação e pós-graduação, constituindo-se na maior universidade pública federal do país e uma das mais bem qualificadas, em termos de produção científica, artística e cultural, reconhecida nacional e internacionalmente, mercê do desempenho dos pesquisadores e das avaliações levadas a efeito por agências externas.[32]
Além disso, cumpre destacar a notável contribuição da UFRJ à saúde do Rio de Janeiro, concretizada com o oferecimento de mil leitos hospitalares, em nove hospitais universitários, apoiando, decisivamente, a rede de atendimento em saúde no estado do Rio de Janeiro.[33] Existe, ainda, um programa ambicioso de cursos de extensão através do qual o raio de ação foi ampliado consideravelmente por meio da educação permanente e da oferta de cursos à comunidade, envolvendo os mais diversos atores, dos mais diferentes níveis de escolaridade.[34] Sua história e sua identidade se confundem com o percurso do desenvolvimento brasileiro em busca da construção de uma sociedade moderna, competitiva e socialmente justa.[35]
A deusa romana Minerva foi adotada na identidade institucional,[36] considerada a deusa das artes e de todos os ofícios, também é associada como deusa da sabedoria e do conhecimento. Diversas esculturas deste símbolo maior podem ser vistas nas entradas dos centros e órgãos que compõe a UFRJ.[37] No ano 2000, a reitoria entrou com um pedido na Justiça com o objetivo de voltar a ter o direito de a universidade chamar-se Universidade do Brasil, pois o nome foi modificado por um decreto emitido durante a Ditadura Militar. Esse pedido foi deferido e atualmente é possível utilizar os dois nomes para designar a universidade.[38]
[editar] Organização
[editar] Administração
A Universidade Federal do Rio de Janeiro é uma autarquia, de direito público, vinculada ao Ministério da Educação.[39]
A administração universitária é formada por conselhos superiores, sendo eles: o Conselho Universitário, órgão máximo deliberativo cujo presidente é o reitor; o Conselho de Curadores, órgão deliberativo responsável pelo controle do movimento financeiro e patrimonial da universidade que também possui como presidente o reitor; o Conselho de Ensino de Graduação), órgão colegiado responsável pelos atos acadêmicos e de acesso à graduação, seu presidente é o pró-reitor de graduação; e o Conselho de Ensino para Graduados, órgão colegiado responsável pelas atividades de pesquisa e pós-graduação, presidiado pelo pró-reitor de pós-graduação e pesquisa.[40]
A instituição é dirigida por um reitor auxiliado por um vice-reitor e seis pró-reitores. O reitor é escolhido e nomeado pelo ministro da Educação a partir duma lista tríplice composta por candidatos indicados através de eleições realizadas a cada quatro anos. Em geral, o ministro respeita a decisão da comunidade acadêmica, escolhendo o primeiro colocado.[41] O atual reitor é Carlos Antônio Levi da Conceição, sendo vice-reitor Antônio José Ledo Alves da Cunha.[42]
As pró-reitorias que compõem a administração universitária são as seguintes: Pró-reitoria de Graduação, Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento, Pró-reitoria de Pessoal, Pró-reitoria de Extensão e a Pró-reitoria de Gestão e Governança.[43]
Com o papel de órgãos de execução, há as seguintes superintendências: Superintendência Geral de Graduação, Superintendência Geral de Pós-Graduação e Pesquisa, Superintendência Geral de Planejamento e Desenvolvimento, Superintendência Geral de Finanças, Superintendência Geral de Pessoal, Superintendência Geral de Extensão, Superintendência Geral de Gestão e Controle, Superintendência Geral de Governança, Superintendência Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação Gerencial, Superintendência Geral de Políticas Estudantis e a Superintendência Geral de Atividades Fora da Sede.[44]
[editar] Reitores ilustres
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Ver página anexa: Anexo:Lista de reitores da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Egrégios nomes já estiveram como reitor da UFRJ,[45] dentre eles: o médico Benjamin Franklin Ramiz Galvão, primeiro reitor da universidade e ex-membro da Academia Brasileira de Letras (ABL);[46] o médico Raul Leitão da Cunha;[47] o ex-ministro da Educação e Saúde Pedro Calmon;[48] o também imortal da ABL Deolindo Couto;[49] o ex-ministro da Educação Raymundo Augusto de Castro Moniz de Aragão;[50] e o economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS).[51]
[editar] Patrimônio
A principal estrutura da UFRJ está na Cidade Universitária (5 238 337,82 m²), localizada na Ilha do Fundão, no entanto, o campus da Praia Vermelha (100 976,90 m²) ainda concentra diversas unidades e órgãos suplementares. Há o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, o Instituto de História, a Faculdade de Direito, o Museu Nacional, o Observatório do Valongo, a Escola de Música e a Casa do Estudante Universitário. Sendo unidades de saúde isoladas: Maternidade-Escola, Hospital Escola São Francisco de Assis e Escola de Enfermagem Anna Nery. A UFRJ possui além do campus de Macaé e do Polo Avançado de Xerém, terrenos na Avenida Chile na capital fluminense (8 550 m²), em Itaguaí (149 869,18 m²), em Jacarepaguá (Fazenda Vargem Grande com 10 000 m²), em Arraial do Cabo (344 m²) e em Santa Teresa, uma reserva biológica exclusiva para pesquisa (1 560 000 m²).[52]
[editar] Números
Ao todo, a universidade possui 60 unidades e órgãos suplementares, cada vinculado a um dos seis centros. Seu corpo discente é composto por 35 789 estudantes de graduação, tendo 4 353 graduados/ano; já na pós-graduação são 5 510 estudantes de mestrado e 4 454 de doutorado. De um total de 3 467 docentes, 2 842 possuem dedicação exclusiva à universidade, 249 lecionam vinte horas semanais e 376 lecionam quarenta horas semanais. Ademais, o Colégio de Aplicação possui cerca de 760 alunos matriculados.[2]
[editar] Estrutura
A estrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro é formada pelos seis centros universitários, juntamente ao Escritório Técnico da Universidade, ao Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e a Prefeitura da Cidade Universitária.[53] Cada centro é formado por unidades e órgãos suplementares que desempenham atividades de ensino, pesquisa e extensão em áreas afins do conhecimento.[54]
[editar] Centros universitários
- Centro de Ciências da Saúde (CCS): é o maior centro da universidade, sendo envolvido em atividades e pesquisas de ponta relacionadas às biociências. Ao todo, reúne dez unidades e 14 órgãos suplementares: três hospitais, três núcleos, duas escolas, três faculdades e 13 institutos. As atividades do CCS são desenvolvidas principalmente em seu prédio na Cidade Universitária, porém há unidades na Praia Vermelha, no Centro do Rio de Janeiro, em Macaé e no Polo Avançado de Xerém.[55]
- Centro de Tecnologia (CT): é segundo maior centro da universidade compreendendo duas grandes escolas de engenharia e dois institutos de pesquisa em alta tecnologia, situados na Cidade Universitária. O CT também possui duas incubadoras de empresas e uma fundação voltada a estudos tecnológicos. As unidades que hoje o compõe já existiam antes de sua criação, tendo histórias e processos de formação próprios. A atuação de suas unidades possui um alto valor para o âmbito tecnológico nacional, visto que é um grande centro de pesquisa e ensino em engenharia.[56]
- Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN): possui origem na tradicional e importante Faculdade Nacional de Filosofia, é formado por cinco institutos e um observatório. A principal infraestrutura do CCMN está localizada em seu prédio na Cidade Universitária. O Instituto de Química e o Instituto de Matemática estão localizados, respectivamente, nos blocos A e C do CT, apesarem de serem unidades do CCMN. Já o Observatório do Valongo situa-se próximo à Praça Mauá, no topo do Morro da Conceição, sendo o único, entre as instituições de sua área, a oferecer a graduação em Astronomia.[57]
- Centro de Letras e Artes (CLA): assim como os demais centros, foi criado em 1967, atualmente compreende quatro tradicionais unidades universitárias: duas escolas e duas faculdades, voltadas à arte, à linguagem e à arquitetura. Suas unidades situam-se na Cidade Universitária, com exceção da Escola de Música, localizada no Centro da cidade.[58]
- Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE): responsável por desenvolver atividades na UFRJ no âmbito das ciências sociais aplicadas – administração, economia, direito e planejamento urbano. Reúne três unidades universitárias e dois órgãos suplementares: duas faculdades e três institutos, distribuídos pela Cidade Universitária, Praia Vermelha e no Centro do Rio.[59]
- Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH): engloba atividades acadêmicas de forma interdisciplinar nas ciências sociais, tendo em vista os processos societários. O CFCH é formado por seis unidades universitárias e dois órgãos suplementares: duas escolas, uma faculdade, três institutos, um núcleo, além do Colégio de Aplicação – suporte para o ensino das licenciaturas. O CFCH possui atividades concentradas no campus da Praia Vermelha, apesar de também estar presente no Largo de São Francisco de Paula e na Lagoa.[60]
[editar] Unidades e órgãos suplementares
As unidades e órgãos suplementares são de dois tipos: escolas ou faculdades – destinadas à formação profissional, à pesquisa e à extensão – e institutos – destinados à realização da pesquisa básica, à extensão e ao ensino em uma área fundamental do conhecimento. Assim como na maioria das universidades brasileiras, as unidades e órgãos suplementares fragmentam-se em departamentos. Em geral, as unidades coordenam alguns cursos de graduação e pós-graduação, e os departamentos são responsáveis pelas disciplinas, de acordo com suas linhas de pesquisa.[61][62]
[editar] Complexo hospitalar
A rede médico-hospitalar da UFRJ é formada por nove órgãos suplementares distribuídos pelos diversos campi. Estima-se que as unidades hospitalares realizem um total de 566 410 atendimentos, 8 293 cirurgias e 18 555 internações por ano.[63]
- Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF): criado em 1978, é a principal instituição hospitalar da UFRJ. Ocupa uma área de 110 mil m², sendo referência nacional e internacional em procedimentos de alta complexidade.[64]
- Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA): foi fundado em meados do século XIX e reaberto em 1988 pelo então reitor Luis Renato Caldas. Com um perfil assistencial ambulatorial humanizado, atua nos níveis de baixa e média complexidade, voltado aos pacientes de cuidado continuado e de longa permanência.[65]
- Instituto de Psiquiatria (IPUB): atua como uma unidade modelo em pesquisa, ensino de pós-graduação e como um centro gerador de estudos multidisciplinares no campo da Psiquiatria e Saúde mental na América Latina, sendo destinado ao tratamento de pessoas com transtornos psiquiátricos.[66]
- Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG): é uma instituição referência no país em puericultura, incorporado à universidade por proposta do professor Joaquim Martagão Gesteira. Desenvolve pesquisas na área materno-infantil e atua na assistência e no ensino da pediatria.[67]
- Instituto de Doenças do Tórax (IDT): foi criado pelo professor Antonio Ibiapina em 1957, estando desde 2000 localizado nas dependências do HUCFF. Promove assistência integral e desenvolve pesquisas na área de doenças respiratórias.[68]
- Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC): situado no campus da Praia Vermelha, desenvolve atividades, pesquisas, ensino e assistência nos campos da neurologia e neurocirurgia.[69]
- Instituto de Ginecologia (IG): foi criado em 1947 e está localizado no Hospital Moncorvo Filho. Destaca-se por possuir o serviço de radioterapia, fundamental na oncologia ginecológica.[70]
- Instituto do Coração Edson Saad (ICES): foi criado em 2003 para desenvolver pesquisas de alto padrão nas áreas de cardiologia e cirurgia vascular. O Instituto iniciou suas atividades a partir de antigos departamentos do HUCFF e da Faculdade de Medicina.[71]
- Maternidade-Escola (ME): foi criada em 1904 para assistir às gestantes e às crianças recém-nascidas das classes desfavorecidas do estado do Rio. É pioneira no uso de métodos como ultrassonografia e a doplerfluxometria no Brasil.[72]
[editar] Bibliotecas e museus
Guardando importantes documentos da história não só nacional, como também internacional, as bibliotecas e os museus da UFRJ podem ser considerados fonte primária de consulta dos pesquisadores mais renomados.
Em 1983, foi implantado o Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI), desde então, os alunos contam com um fácil acesso às 44 bibliotecas, que possuem obras em todas as áreas do conhecimento. O sistema de acesso público ao acervo da UFRJ é feito através da Base Minerva, um banco de dados que integra todas as bibliotecas da universidade.[73]
Entre os museus e espaços culturais, destacam-se:
- Casa da Ciência: é um centro cultural de ciência e tecnologia que atua desde 1995 na popularização da ciência explorando diversas linguagens, seja no teatro, em exposições, na música, em oficinas, além de técnicas audiovisuais.[74]
- Museu Nacional: é considerado o maior museu de história natural e antropológica da América Latina e a mais antiga instituição científica brasileira.[75] Seu prédio é a antiga residência da família imperial brasileira, no Paço de São Cristóvão. O museu foi criado por D. João VI em 1818, sendo integrado à universidade somente em 1946.[76] O próprio Imperador D. Pedro II, um entusiasta de todos os ramos da ciência, contribuiu com diversas peças de arte egípcia, fósseis e exemplares botânicos, entre outros itens, obtidos por ele em suas viagens.[77] Os pesquisadores e laboratórios ocupam boa parte do museu e alguns prédios erguidos no Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista.[78]
[editar] Alunos
[editar] Ingresso
Tal como em outras universidades públicas brasileiras, o ingresso à Universidade Federal do Rio de Janeiro ocorre por meio de concurso público realizado anualmente. Qualquer pessoa que tenha concluído o ensino médio pode candidatar-se a uma das vagas oferecidas. O ingresso também é possível por meio da transferência externa, por isenção de vestibular (reingresso) e através de convênios internacionais.[79]
Até o final da década de 1980, o concurso era realizado através do vestibular unificado da Fundação Cesgranrio. Por discordar da metodologia utilizada para avaliar os estudantes – em que as provas consistiam quase exclusivamente de questões de múltipla-escolha –, a universidade saiu deste convênio e passou a organizar o seu próprio concurso vestibular, denominado Concurso de Acesso aos Cursos de Graduação.[80] Este era composto somente de questões discursivas, considerado por muitos, um dos vestibulares mais difíceis e exigentes por possuir provas bem elaboradas, em que o candidato deveria discorrer sobre determinado assunto, ao invés de apontar a alternativa correta.[81]
Desde 2010, a universidade vem sendo favorável à utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para seleção de candidatos.[82] Dessa forma, expandiu cada vez mais sua participação no Exame, até que, em 2011, decide extinguir o seu Concurso de Acesso e passa a utilizar somente os resultados do Enem, selecionando candidatos através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do Ministério da Educação.[83]
A UFRJ possui ações afirmativas, assim como outras universidades de excelência internacional, implantadas em 2010.[84] Atualmente, 30% das vagas destinam-se à ação afirmativa que possui como critério estudantes da rede pública de todo o país que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo.[85]
[editar] Alunos ilustres
Nesta universidade notáveis profissionais obtiveram sua formação. Os médicos Carlos Chagas,[86] Osvaldo Cruz[87] e Vital Brazil;[88] os jornalistas Ali Kamel[89] e Fátima Bernardes;[90] o arquiteto Oscar Niemeyer;[91] os engenheiros Benjamin Constant,[92] Belkis Valdman,[93] Francisco Pereira Passos,[94] Giulio Massarani,[95] Heródoto Bento de Mello[96] e Paulo de Frontin;[97] os escritores Clarice Lispector,[98] Evandro Lins e Silva,[99] Jorge Amado,[100] Mário Furley Schmidt,[101] Marques Rebelo[102] e Rubem Fonseca;[103] o historiador Sérgio Buarque de Holanda;[104] os políticos Carlos Lacerda,[105] Índio da Costa[106] e Osvaldo Aranha;[107] o educador Anísio Teixeira;[108] os economistas Carlos Lessa[109] e Mário Henrique Simonsen;[110] o analista político Villas-Bôas Corrêa;[100] o ministro Marco Aurélio Mello;[111] o historiador José Honório Rodrigues;[112] o matemático Leopoldo Nachbin;[113] além de artistas como Ângela Leal,[114] Ary Barroso,[115] Ivan Lins,[116] Mário Lago[117] e Vinícius de Moraes.[118]
[editar] Movimento estudantil
Os discentes são representados pelo Diretório Central dos Estudantes Mário Prata (DCE). Fundado em 1930, sendo inclusive anterior à União Nacional dos Estudantes (UNE) (1937), acredita-se que tenha sido o primeiro DCE brasileiro. Foi uma entidade bastante representativa até que foi fechado pelo regime militar, em que várias lideranças do movimento estudantil foram assassinadas, entre elas, o estudante Mario de Souza Prata que era o então presidente do DCE.[119] A partir de fins da década de 1970, quando ocorreu a gradual abertura política, os diretórios acadêmicos tiveram permissão para atuar novamente. Entre os diversos alunos que participaram da reativação do DCE, encontram-se Mário Furley Schmidt[120] e alguns dos integrantes da Turma do Casseta & Planeta, como Marcelo Madureira,[121] Beto Silva[122] e Hélio de la Peña.[123]
Além do DCE, a universidade possui centros acadêmicos (CAs) para cada curso, como o Centro Acadêmico Carlos Chagas da Faculdade de Medicina,[124] o Centro Acadêmico da Engenharia da Escola Politécnica,[125] o Centro Acadêmico Cândido de Oliveira da Faculdade de Direito,[126] o Centro Acadêmico Max Planck do Instituto de Física[127] e o Diretório Acadêmico da Escola de Química.[128]
O trágico episódio conhecido como Massacre da Praia Vermelha foi um marco para o movimento estudantil brasileiro.[129] Na madrugada de 3 de setembro de 1966, forças da ditadura militar invadiram o antigo prédio da então Faculdade Nacional de Medicina e, cruelmente, espancaram diversos estudantes que ali estavam abrigados.[130] Houve, também, depredação do patrimônio público, causando estragos em diversos laboratórios e setores da faculdade. Os cerca de 600 estudantes protestavam contra diversas ações do governo militar, como o fechamento da UNE, o aumento do preço das refeições e, ainda, reivindicavam a libertação do estudante de Direito Rodrigo Lima, preso durante 35 dias no Batalhão de Guardas do Exército.[131]
| Aos jovens estudantes que, na madrugada de 23 de setembro de 1968, no prédio da Faculdade Nacional de Medicina, ousaram resistir às forças policiais do regime militar. O episódio conhecido como "Massacre da Praia Vermelha" marca uma dos mais importantes monumentos da permanente luta da Universidade por sua autonomia. A eles nossa mais profunda admiração. | — Conselho Universitário, Resolução de 24/08/2006
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[editar] Ensino
[editar] Graduação
Os 80 cursos de graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro abrangem todas as áreas do conhecimento e são distribuídos entre os períodos integral, matutino, vespertino e noturno. Cada curso está vinculado a uma unidade acadêmica.[132] No entanto, alguns cursos são multiunidades, como, por exemplo, o curso de Nanotecnologia, oferecido em conjunto pela Escola Politécnica, pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, pelo Instituto de Física e pelo Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano.[133]
Abaixo estão descritos todos os cursos oferecidos e seus respectivos desdobramentos, dentre ênfases, habilitações ou modalidades que os alunos podem optar no decorrer da graduação.[134]
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[editar] Pós-graduação
A UFRJ possui 370 cursos de pós-graduação, sendo 273 lato sensu (especialização) e 97 stricto sensu (mestrado, doutorado). De forma semelhante aos cursos de graduação, cada programa de pós-graduação está vinculado a uma unidade acadêmica.[135] Em 2009, a universidade possuía 5 439 alunos matriculados em cursos de mestrado acadêmico, 179 em cursos de mestrado profissional e 4 499 em cursos de doutorado. Tendo, em 2010, 1 965 bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), 844 bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e 800 bolsas da própria universidade.[136]
Abaixo estão descritos todos os cursos oferecidos divididos entre lato sensu e stricto sensu, distribuídos de acordo com cada área de conhecimento.[134]
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[editar] Campi
[editar] Rio de Janeiro
A principal infraestrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro é a Cidade Universitária, situada na Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio de Janeiro, ocupando quase a totalidade de sua extensão.[137] A Ilha foi criada na década de 1950 pela união de várias ilhas preexistentes por meio de aterros.[138] Entretanto, as atividades acadêmicas deste campus só iniciaram-se em 1970. O projeto inicial previa que todos os cursos fossem transferidos para lá.[139] O campus teve seus prédios construídos por grandes arquitetos modernistas brasileiros. Alguns dos projetos ganharam prêmios de arquitetura, caso do prédio da reitoria, projetado por Jorge Machado Moreira e premiado na IV Bienal de São Paulo.[140]
O campus possui alojamento (com 504 quartos) para alunos de graduação,[141] três restaurantes universitários (bandejões),[142] centros esportivos e agências bancárias.[143] Em 2010, foi inaugurada a Estação de Integração com o objetivo de oferecer maior segurança e comodidade à comunidade acadêmica. Por ali passam diversas linhas intercampi e internas transitando 24h por toda extensão da Cidade Universitária, oferecidas gratuitamente.[144]
O campus da Praia Vermelha, localizado na Urca, Zona Sul do Rio de Janeiro, concentra, principalmente, cursos ligados às ciências humanas. Seu prédio de maior destaque é o Palácio Universitário, construído em estilo neoclássico entre 1842 e 1852 para o Hospício Pedro II – inaugurado por D. Pedro II dez anos mais tarde.[145] Em 1949, o edifício foi cedido à então Universidade do Brasil, que restaurou e adaptou as instalações para ser sua sede.[146]
Já na região central do Rio de Janeiro, estão distribuídas diversas unidades isoladas. A Faculdade de Direito no Palácio do Conde dos Arcos que abrigou o Senado Federal;[147] a Escola de Música instalada desde 1913 no antigo prédio da Biblioteca Nacional;[148] o Observatório do Valongo no topo do Morro da Conceição;[149] o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e o Instituto de História, situados no prédio que sediou a Escola Nacional de Engenharia, no Largo de São Francisco de Paula.[150]
No Plano Diretor UFRJ 2010-2020 há um projeto de transformação do campus da Praia Vermelha em um grande centro cultural e de transferência da maior parte das atividades acadêmicas deste campus e das unidades isoladas para a Cidade Universitária, retomando o projeto inicial da Cidade Universitária de concentrar as atividades universitárias na Ilha.[151]
Isto tem gerado discussões na universidade pelo fato de boa parte dos alunos, professores e funcionários das unidades a serem transferidas não aceitarem a concentração destas na Cidade Universitária, visto a distância da Zona Sul à Zona Norte e o trânsito caótico da Linha Vermelha.[152] Aloísio Teixeira, então reitor e defensor da integração, argumentou que o Palácio Universitário não suporta mais a circulação de duas a três mil pessoas ao dia, estando os problemas da Cidade Universitária em seus acessos.[153] Com o objetivo de sanar parte deste problema, em meados de 2010 foi iniciada a obra da primeira ponte estaiada do Rio, denominada Ponte do Saber, inaugurada no início de 2012 para receber diariamente 25 mil veículos.[154]
[editar] Macaé
A presença da UFRJ em Macaé vem desde a década de 1980, em que pesquisadores do Instituto de Biologia realizavam pesquisas em lagoas da Região dos Lagos. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Macaé, em 1994, foi instituído o Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (NUPEM).[155] O reconhecimento da presença e importância da universidade no município foi visível, tanto que a Prefeitura doou um terreno de 29 mil m² em que foi instalada a infraestrutura inicial, formando um centro universitário.[156]
Em 2005, o NUPEM foi oficializado como órgão suplementar do Centro de Ciências da Saúde), e no ano de 2006, pela primeira vez se iniciou um curso de graduação presencial da UFRJ fora da Rio de Janeiro – a Licenciatura em Ciências Biológicas na sede do NUPEM.[157] Com o reconhecimento em março de 2008 de campus pelo Conselho Universitário, a Prefeitura Municipal de Macaé construiu um complexo universitário, com um prédio de seis blocos para receber cursos de graduação, pós-graduação e extensão.[158]
Os cursos de graduação oferecidos atualmente são: Medicina, Química, Ciências Biológicas, Nutrição, Enfermagem e Obstetrícia, Farmácia e Engenharia (de Produção, Civil e Mecânica).[159] O campus também conta com dois programas de pós-graduação, em Ciências Ambientais e Conservação e em Produtos Bioativos e Biociências.[160]
[editar] Duque de Caxias
No segundo semestre de 2008, a UFRJ iniciou suas atividades em Xerém – região com grande potencial industrial e tecnológico – no município de Duque de Caxias, iniciando a primeira turma do curso de graduação em Biofísica.[161] Com o objetivo de colaborar com o Inmetro, a Universidade estabeleceu parceria com a Prefeitura Municipal de Duque de Caxias e com a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais.[162][163] Atualmente são oferecidos, além de Biofísica, os cursos de Biotecnologia e Nanotecnologia, ambos implantados no primeiro semestre de 2010.[164] Os alunos têm à disposição a infraestrutura e os laboratórios do Inmetro. A inauguração do campus universitário em área do Inmetro cedida à UFRJ está prevista para meados de 2012.[165]
[editar] Polos de Educação a Distância
Os cursos à distância funcionam através do consórcio do Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro (CEDERJ), firmado entre a UFRJ e as seguintes instituições:[166]
- Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
- Universidade Federal Fluminense (UFF)
- Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
- Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
- Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)
- Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ)
Ministrados na modalidade semipresencial, em que é necessária a participação de alunos em determinadas atividades presenciais, a UFRJ oferece os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Física e Química.[167] Ao final do curso, o aluno recebe o diploma igual ao do aluno presencial da universidade que é matriculado, de acordo com o polo escolhido.[168] O ingresso é por meio do vestibular do próprio consórcio. Os polos com atuação da UFRJ estão instalados nos seguintes municípios: Angra dos Reis, Duque de Caxias, Itaperuna, Macaé, Nova Iguaçu, Paracambi, Piraí, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Três Rios e Volta Redonda.[169]
[editar] Parque Tecnológico do Rio
Na Cidade Universitária está instalado o Parque Tecnológico do Rio, um complexo tecnológico voltado para pesquisas em energia, petróleo e gás.[170] Em parceria com a Petrobras, a UFRJ objetiva transformar a área de 350 mil m² no maior centro global de pesquisa tecnológica do setor petrolífero, tendo em vista que a exploração do pré-sal necessita de desenvolvimento de novas tecnologias. Talvez, seja por isso que comparações com o Vale do Silício, na Califórnia, tornaram-se comuns.[171] Destacam-se:
- Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES): criado em 1963, é uma unidade da Petrobras responsável pelas atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e engenharia básica da empresa; é o maior polo de pesquisa sobre petróleo do hemisfério sul.[172]
- Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL): criado em 1974, faz parte do grupo Eletrobrás e tem mais de 30 anos em P&D relacionado à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. É considerado o maior centro de pesquisas em energia elétrica do hemisfério sul.[173]
- Centro de Tecnologia Mineral (CETEM): criado em 1978, é um instituto de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) que atua no desenvolvimento tecnológico mineral.[174]
- Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF): é vinculado também ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação atuando desde 1949 em pesquisas de pós-graduação em Física.[175]
- Centro Tecnológico Global da General Electric (GE): está em processo de construção, com previsão de inauguração em 2013, devido a isso, atualmente, a General Electric utiliza as dependências do prédio do Centro de Excelência em Tecnologia da Informação e Comunicação (CETIC).[176][177]
- Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE): órgão suplementar da universidade, é o maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina,[178] destaca-se por possuir o maior e mais profundo tanque oceânico do mundo, usado para simular condições marítimas.[179][180]
Há também o Centro de Excelência em Gás Natural (CEGN),[181] o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN),[182] o Núcleo de Tecnologias de Recuperação de Ecossistemas (NUTRE)[183] e um centro de realidade virtual vinculado ao Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE).[184] Outras empresas já estabeleceram centros de pesquisa na Cidade Universitária, como L'Oréal,[185] Siemens AG,[186] Usiminas,[187] Schlumberger,[188] Baker Hughes,[189] FMC Technologies,[190] Repsol YPF,[191] Halliburton[192] e Tenaris Confab.[193] Ainda estão sendo abertas licitações para a construção de novos centros de pesquisa e uma torre para abrigar até cem empresas.[194] O projeto do Parque já atraiu mais de 200 empresas de pequeno e médio porte, que agregam alto valor tecnológico.[195]
[editar] Hino
O Centro de Letras e Artes escolheu, através de concurso em 2010, um hino oficial para a instituição, representando uma das mais antigas e notáveis universidades do país que ainda não dispunha de um canto solene. A composição vencedora, denominada Sou UFRJ, é de Eva Shirlene da Silva Pinto.[197]
I
Oh, Deusa da Sabedoria!
Tu és a minha inspiração!
Nesta jornada, a estrela-guia,
E deste hino, a emoção.
Sou UFRJ! A educação é a minha rota.
Sem temor ou preconceito,
Abro o coração ao mundo inteiro!
Refrão
Universidade Federal
Do Rio de Janeiro,
O sonho encantado, do povo brasileiro.
A chave da vitória,
Universo em evolução;
Da sociedade, a glória;
Do país, a solução.
II
Universidade do Brasil,
Na vanguarda desta nação,
Consciência, cultura ou arte brasileira,
Abrindo fronteira à globalização.
Em pesquisa, pioneira,
Formação do cidadão,
Incansável e mais forte a cada geração!
[editar] Projetos
[editar] Jornal da UFRJ
O Jornal da UFRJ é uma publicação de periodicidade mensal da Superintendência Geral de Comunicação Social. Vem sendo publicado desde 2003 abordando assuntos de interesse do público discente, docente, do funcionalismo, além do público externo. É disponibilizado tanto digital como impresso, tendo uma tiragem de 25 mil exemplares e sendo distribuído pelos diversos campi da universidade.[198]
[editar] Conhecendo a UFRJ
O Conhecendo a UFRJ é um evento que ocorre anualmente durante dois dias na Cidade Universitária, em que estudantes do ensino médio vivenciam o dia-dia da universidade através de palestras e visitas guiadas pelo campus. Em sua oitava edição, no ano de 2010, aproximadamente 14 mil estudantes participaram do evento.[199]
[editar] UFRJ Mar
O UFRJ Mar é um projeto desenvolvido no litoral do estado do Rio de Janeiro abrangendo diversas áreas do conhecimento, como Educação Física, Engenharia, Ciências Biológicas e Geociências. O projeto utiliza um dos mais completos conjuntos de laboratórios para ensino e pesquisa de estudos marítimos e costeiros no desenvolvimento de soluções para os problemas que enfocam o mar como meio ambiente e fonte de recursos.[200]
[editar] Ver também
- Lista das universidades mais antigas do mundo
- Ex-alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Referências
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- ↑ a b c d e Números da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Página visitada em 22 de junho de 2011.
- ↑ a b Ministro da Educação, Fernando Haddad, da posse ao novo reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Antônio Levi da Conceição. Página visitada em 4 de março de 2012.
- ↑ a b Unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.
- ↑ Instituições que compõe a Rede Nacional de Extensão - RENEX. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
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- ↑ Ranking de melhores universidades do mundo tem 7 brasileiras. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
- ↑ USP e Unicamp lideram ranking de produção científica de universidades iberoamericanas. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
- ↑ Indicador de qualidade das instituições de educação superior - IGC 2009. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
- ↑ Indicador de qualidade das instituições de educação superior - IGC 2010. Página visitada em 12 de janeiro de 2012.
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- ↑ A³P recebe o humorista Marcelo Madureira. Página visitada em 23 de fevereiro de 2012.
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- ↑ Restaurante Universitário Central é inaugurado. Página visitada em 27 de janeiro de 2012.
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