Universidade Federal de São Paulo

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UNIFESP
Universidade Federal de São Paulo
Lema '
Fundação 1933 (como Escola Paulista de Medicina). Universidade a partir de 1994
Tipo de instituição Pública, Federal
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Orçamento anual R$ 388.160.704,27
Funcionários
Docentes 752
Total de estudantes 16.262 (2006)
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Ensino Médio integrado ao Técnico
Ensino Técnico de nível médio
Graduação 1.517 (2006)
Pós-graduação 14.745 (2006)
Reitor(a) Prof. Dr.Walter Manna Albertoni (2009-2013)
Vice-reitor(a) Prof. Dr. Ricardo Luiz Smith
Diretor(a)
Vice-diretor(a)
Localização São Paulo (reitoria), Santos, Guarulhos, Diadema e São José dos Campos
Cores
Afiliações CRUB, RENEX[1]
Nomes anteriores
Página oficial www.unifesp.br
Contato
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Instituições de ensino superior do Brasil

A Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) é uma instuição pública brasileira de ensino superior localizada no Estado de São Paulo, sendo importante centro de graduação e pós-graduação no país, baseada no "tripé" Pesquisa-Ensino-Assistência. Reconhecida pelo MEC em 2008 como a melhor instituição de ensino superior do país entre as universidades federais.

Índice

[editar] Cronologia e História

[editar] Anos 30 : A Fundação

Muitos são os fatores que levaram ao surgimento da Escola Paulista de Medicina. Podem ser listados entre outros o crescimento populacional e o surto de industrialização da cidade nas primeiras décadas do século XX, o sistema do vestibular até então vigente, o sistema de catédras da Universidade de São Paulo, que restringia os círculos acadêmicos a pouco profissionais e gerando descontentamento entre médicos com condições de lecionar mas sem espaço, a escassez de centros de formação médica àquela época, o que resultava no êxodo para outros estados e países de jovens estudantes para realizarem o curso médico e a própria Revolução de 1932, aonde a precariedade do atendimento aos feridos chocou a sociedade paulistana da época,e o consequente clima desfavorável à São Paulo na representação junto ao governo federal após o conflito. Além é claro de serem considerados à época as condições de saneamento básico ruins e a falta de hospitais na cidade, bem como o fato de que, para elite paulistana era agradável a idéia de uma escola privada de Medicina.

Reuniram-se então 31 distintos médicos e 2 engenheiros, atuantes em São Paulo à época, sob a liderança de Otávio de Carvalho com a intenção de fundarem uma nova escola médica em São Paulo. As reuniões ocorriam ora no consultório de Otávio de Carvalho, ora no Parque Trianon. Numa dessas reuniões ficou decidido que a Escola Paulista de Medicina seria criada.Havia o problema do financiamento : cada fundador deveria desembolsar cinco contos de réis divididos até o ano de 1937 e que os futuros alunos pagariam uma mensalidade de 240 mil-réis, o que equivaleria a R$520,00 atualmente. Parte da renda da EPM entre 1934 e 1946 viria do Departamento Nacional do Café, com a venda de amostras de café em favor da EPM.

O evento deflagrador da criação da EPM é considerado por muitos o vestibular de 1933: graças aos estudantes aprovados no vestibular de 1933 para a Faculdade de Medicina de São Paulo, porém considerados xcedentes e sem a possibilidade de efetivarem sua matrícula. Otávio de Carvalho convidou esses mesmos estudantes "excedentes", descontentes com a situação gerada pelo vestibular da época, a serem os primeiros estudantes da nova escola que ele propunha. Um novo vestibular foi aplicado e 85 estudantes foram aprovados, sendo que destes, 50 foram os matriculados na Turma I do curso de Medicina.

Com isto, sob a influência dos ares pós Revolução Constitucionalista de 1932, uma nova escola médica nascia no estado de São Paulo,a segunda na cidade de São Paulo, sendo fundada em 1 de junho do ano de 1933 com o nome de Escola Paulista de Medicina (e ainda assim até hoje conhecida por muitos sob esta designação), iniciando sua trajetória acadêmica com o Curso de Medicina, cuja aula inaugural deu-se em 15 de julho de 1933, na sede inicial, uma casa alugada na Rua Oscar Porto, no bairro de Vila Mariana. Esta era a segunda escola médica a ser criada no estado de São Paulo, tendo sido a primeira a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1912. A sociedade sem fins lucrativos Escola Paulista de Medicina foi registrada em cartório no dia 26 de junho de 1933. Uma ano depois de fundada, a EPM mostrava que precisava crescer. No anos de 1935/1936, a recente Escola Médica transferia-se para o "embrião" do atual campus de Vila Clementino, na Chácara Schiffini,no quadrilátero das atuais ruas Botucatu, Borges Lagoa, Pedro de Toledo e Napoleão de Barros e se iniciaria a construção do Hospital São Paulo, primeiro hospital universitário brasileiro em 1936.

A escolha da chácara da Vila Clementino teve um forte fator decisivo: o proprietário anterior , o médico Joaquim Basílio Pennino pretendia fazer dele da construção um hospital dedicado a crianças deficientes, portanto parte do que precisaria ser adaptado para o hospital-escola da EPM já estava pronto, sendo construídos e incorporados ao prédio inicial salas de aula e laboratórios.

O início do ciclo clínico do curso médico contou com a criatividade e o improviso, dadas as condições do Hospital São Paulo encontrar-se em obras. O curso de propedêutica médica do quarto ano médico de 1936 inicialmente foi ministrado nas enfermarias emprestadas para o ensino médico dos alunos epemistas do Hospital Umberto Primo (também conhecido como Hospital Matarazzo). Em 1937, parte do prédio da antiga chácara em que a E.P.M. se havia transferido foi transformado no Pavilhão Maria Thereza, para o atendimento de pacientes,com 100 leitos sendo este uma sede provisória do Hospital São Paulo e assim o primeiro serviço de saúde instalado em Vila Clementino, que seria substituído nos anos 70 pelo atual edíficio da Reitoria/Ambulatórios.O nome foi uma homenagem à Maria Thereza Nogueira de Azevedo, senhora da alta sociedade paulistana, que tinha o desejo de construir um hospital infantil na cidade (por ela proposto de "Hospital Piratininga") e que doara o dinheiro para o pavilhão graças a atuação de Otávio de Carvalho. Apesar da alteração do desejo de Joaquim Basílio e Maria Thereza de que as crianças fossem atendidas, em prol da construção Hospital São Paulo, décadas depois a vontade de ambos seria atendida: a construção da APAE e da AACD em torno da EPM (centros de atendimento à criança excepcional e defeituosa, como bem queria Basílio) e do GRAAC( Grupo de Amigos e Apoio à Criança com Câncer, na Rua Botucatu, em frente ao local que foi o Pavilhão Maria Thereza, atendendo à crianças como ela idealizou no seu Hospital Piratininga...)

As primeiras turmas de estudantes de medicina da então E.P.M porém viviam naquele momento a incerteza acerca da validação do seu diploma,pois a EPM era vista como uma escola nova e sem tradição, dúvida esta que foi dissipada finalmente com o Decreto-lei nº 2703 de 31 de maio de 1938, no qual o governo federal concedeu reconhecimento à faculdade, mesmo ano este da formatura da primeira turma de Medicina da EPM, ocorrida no Teatro Municipal de São Paulo em 8 de dezembro de 1938.

A necessidade da Enfermagem na nova instituição já era notada desde 1937, com autorização para a instalação de um curso de Enfermagem Obstétrica a pedido do catedrático Prof. Álvaro Guimarães Filho.Em 1939, iniciava-se o segundo curso universitário da Instituição, a Escola de Enfermagem,com a iniciativa de Enfermeiras religiosas provenientes da França , introduzindo um curso aos moldes do modelo padrão da Escola Anna Nery do Rio de Janeiro, fundada em 1923.Em 1968, o curso passou a se chamar Escola Paulista de Enfermagem e no ano de 1977, incorpora-se à Escola Paulista de Medicina, ainda em conseqüencia do processo de federalização da faculdade. Em 1994, passou a ser constituído o Departamento de Enfermagem da UNIFESP.


[editar] Anos 40 : Guerra e Crise

Após 4 anos do início das obras,em 1940, com cinco andares prontos e outros ainda em construção, o Hospital São Paulo começava enfim a funcionar.

A Escola Paulista de Medicina é assim considerada a pioneira na criação e introdução no Brasil do primeiro hospital universitário (Hospital São Paulo, 1936), tendo sido uma instituição de carácter privado em seus primeiros anos de existência. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)as finanças tornaram-se precárias. 28 leitos do HSP são destinados aos pensionistas do Instituto de Aposentadorias de São Paulo para fins de provimento da receita. Em 1949 ocorre o perdão da dívida da EPM junto à Caixa Econômica Federal, por intermédio do deputado Horácio Lafer.

[editar] Anos 50  : A Federalização da EPM

A crise financeira continuaria nos anos 50, com propostas de doação total ao governo federal ou mesmo o fechamento. A saída encontrada teria uma grande repercussão para a Escola : a EPM seria federalizada em 21 janeiro de 1956 , sob o governo de Nereu Ramos(Lei n. 2712), assumindo o aspecto de autarquia federal. O Hospital São Paulo permaneceria sobre controle da sociedade civil Escola Paulista de Medicina que em 1960 mudaria para o nome de Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina - SPDM.

[editar] Anos 60 : A "quase" Universidade Federal de São Paulo

Algumas tentativas de transformação da faculdade de Medicina em Universidade malograram durante os anos 60 e 70, sendo a principal destas iniciativas a junção com a Escola de Engenharia de São Carlos, a atual Universidade Federal de São Carlos e outros centros universitários de Araçatuba(Faculdade de Farmácia e Odontologia), Araraquara(Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras) e Santo André (Faculdade Municipal de Ciências Econômicas), criando-se em 13 de dezembro 1960 a Universidade Federal de São Paulo (UFSP), com sede à cidade de São Carlos (Lei nº 3835). A medida precisava de legislação complementar, porém ficou esquecida. Em 1963 João Goulart chega a criar um Conselho Consultivo para a implantação da UFSP, porém o golpe militar leva por mim a UFSP a ter uma duração efêmera até 29 de setembro de 1964 (Decreto-Lei 4421), aonde a EPM voltava a ser um "estabelecimento isolado de ensino superior e natureza autárquica". O episódio da UFSP dividiria o corpo docente e deixaria marcas na EPM durante o regime militar nos anos 70. Outras propostas que acabariam por serem postuladas foram ainda criação à época de uma Universidade Federal na própria cidade de São Paulo ou na região do ABC paulista. Em 28 de setembro de 1968, contudo, a EPM foi elevada à categoria de Autarquia Federal de Regime Especial.

Nessa conturbada década de 60 caracterizada pelas mudanças políticas do país e na natureza de seu status universitário, porém, a Escola Paulista de Medicina veria o nascimento dos cursos de Ciências Biológicas modalidade Médica (Ciências Biomédicas) em 1966, originado da necessidade de pesquisadores e docentes para as áreas básicas e o deFonoaudiologia em 1968.Sobre o curso Biomédico de 1966, citamos as palavras de José Leal Prado sobre a criação do mesmo:

"Em anos recentes foi feita uma tentativa malograda de fundar-se em São Paulo Universidade Federal. Entretanto, uma instituição como a Escola Paulista de Medicina sente-se limitada dentro da estrutura de um instituto isolado de ensino superior. A criação do curso de ciências biomédicas tornará mais amplo seu campo de atividade cultural e mais importante sua contribuição social. Se tivermos êxito nesta iniciativa, estaremos armazenando uma experiência valiosa ao mesmo tempo em que teremos maiores possibilidades para fazer uma segunda tentativa no caminho da Universidade Federal".


[editar] Anos 70 : Pós-graduação em destaque

A EPM ainda é célebre por ter organizado os primeiros programas de residência médica no país (1956) e de pós-graduação (1970), que são reconhecidos como os pioneiros na área de saúde no Brasil.

Em agosto de 1979, após questionamento do MEC, a Congregação da EPM assim o respondeu: " a Escola Paulista de Medicina oferece todas as condições de estrutura e tradição para constituir o núcleo de uma Universidade dedicada seriamente ao ensino e a pesquisa na área das ciências biológicas e da saúde.

[editar] Anos 90 : Universidade de fato

Destacando-se há muito pela excelência dos seus cursos de graduação, pós-gradução, residência médica, extensão, aprimoramento e como reconhecimento, foi elevada definitivamente à categoria de Universidade especializada em Ciências da Saúde no ano de 1994, com a Lei nº 8.957, de 15 de dezembro de 1994, assumindo a terminologia Universidade Federal de São Paulo e a sigla UNIFESP (o termo "UFSP"" chegou a ser cogitado, mas descartado em virtude do ocorrido no período de 1960-1964).

Os primeiros anos como universidade causaram estranheza à comunidade acadêmica brasileira : como a EPM seria uma Universidade se possuía apenas 5 cursos na área da saúde? Esse debate terminaria com a afirmação pelo MEC que caberia a UNIFESP ser uma "Universidade da Saúde" - especializada apenas na área da Saúde, como alguns centros mundiais à época. A UNIFESP foi uma das primeiras universidades federais a aderir ao sistema de cotas, no ano de 2005, representando inicialmente um aumento de 10% no número de vagas que oferecia até então.

[editar] Anos 2000 : A expansão da Universidade da Saúde

Os primeiros anos do século XXI marcariam agora a fase de maior expansão da universidade. Em 2006, o campus Baixada Santista, em Santos, iniciou suas atividades acadêmicas com os cursos da área de Saúde de Nutrição, Psicologia, Educação Física, Terapia Ocupacional e Fisioterapia.

Apesar da proposta inicial e de uma tradição vista nos seus primeiros setenta anos de ser um centro universitário das " Ciências da Saúde" e oferecer até então cursos na área de Biológicas, a expansão da UNIFESP começou a dar-se não só no sentido geográfico como no acadêmico do conhecimento,a partir de 2007 : para os campi de Guarulhos (que concentra as áreas de humanas), Diadema (área de biológicas e exatas) e São José dos Campos (exatas), trazendo um novo rosto à até então denominada "Universidade da Saúde", que agora passaria a ser conhecida como a "Universidade do Conhecimento".

Esta expansão foi possível graças ao Programa de Expansão das Universidades Públicas Federais, do governo federal, a partir de 2003, o que levou a Unifesp a ter uma área total de quase 427 mil metros quadrados na atualidade. O recente crescimento porém trouxe novos problemas à estrutura universitária em expansão como a falta de infra-estrutura adequada para o pleno funcionamento dos novos campi, o que gerou insatisfações e protestos entre funcionários e estudantes, particularmente no Campus Guarulhos em 2007 e 2008.

No ano de 2008 a comunidade da UNIFESP celebrou os 75 anos de fundação da Escola Paulista de Medicina. Também vivenciou, em decorrência do que ficou conhecido como "Escândalo do Cartão Corporativo", a renúncia de seu reitor e a antecipação da escolha de um novo dirigente.

Em 2009 mais um passo é dado na questão da expansão universitária da UNIFESP: os novos cursos de Serviço Social (Santos), Ciências Químicas e Farmacêuticas (Diadema), Matemática Computacional (São José dos Campus), História da Arte e Letras (Guarulhos) passam a ser oferecidos, o que leva à entrada de 1812 novos estudantes ao corpo discente da UNIFESP.

[editar] Logotipo

O logotipo atual da UNIFESP foi escolhido em 2008, baseado no prédio que abrigou a EPM a partir de 1936, que apesar de tantos anos, ainda não possui um nome oficial, aonde hoje estão sediados o Departamento de Morfologia e Genética, o Museu Histórico, a Sala EPM/Xingu e o Anfiteatro Leitão da Cunha. O logotipo atual substitui o logo que foi da Escola Paulista de Medicina desde 1938, criado pelo presidente do C.A.P.B à época, o aluno Delfino Oliveira Vianna e que em 1995 foi adaptado para ser o logo da nova Universidade com o acréscimo do nome UNIFESP à parte superior do escudo.

[editar] Campi

Atualmente a UNIFESP é composta por cinco campi:

  1. Campus São Paulo, no bairro de Vila Clementino - com as atividades iniciadas em 1936, sendo o primeiro e maior, onde localiza-se a sede da UNIFESP (Rua Coronel Lisboa, 849), seu hospital universitário (Hospital São Paulo) e onde são atualmente ministrados os cursos de Medicina, Enfermagem, Ciências Biomédicas(modalidade médica), Fonoaudiologia e Tecnologias em Saúde (originalmente Ortóptica). Nele encontra-se a Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), desde 1957, mantida com a ajuda da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)/Organização Mundial da Saúde (OMS).[carece de fontes?]
  2. Campus Baixada Santista - iniciou suas atividades com cursos seqüenciais em Saúde no ano de 2004 na sede provisória do bairros do Gonzaga e Ponta da Praia (uma unidade em cada bairro) em Santos e a partir de 2006 iniciaram-se nele os cursos de Educação Física, Fisioterapia, Nutrição, Psicologia, Terapia Ocupacional e em 2009, o curso de Serviço Social. Em 2006 a Unifesp recebeu do Governo do Estado de São Paulo os terrenos da Codesp e da Hospedaria dos Imigrantes de Santos, para a construção de sua sede definitiva na cidade.
  3. Campus Diadema - inaugurado em 2007 os cursos de Farmácia-Bioquímica, Ciências Biológicas (Bacharelado), Química e Engenharia Química, recebendo em 2009 os cursos de Ciências Químicas e Farmacêuticas.
  4. Campus Guarulhos, inaugurando na Unifesp a pesquisa, ensino e extensão na área de Filosofia e Ciências Humanas, está localizado no bairro dos Pimentas, e foi inaugurado em 2007. No Campus Guarulhos são ministrados desde esse ano os cursos de Ciências Sociais, Filosofia, História (os três com habilitação em Licenciatura e Bacharelado) e Pedagogia (com habilitação em Licenciatura). A partir de 2009 o campus receberá os novos cursos de História da Arte(Bacharelado) e Letras (Bacharelado e Licenciatura).
  5. Campus São José dos Campos, em seu prédio provisório no bairro Vila Nair, próximo ao CTA, sendo sede do curso de Ciência da Computação (Bacharelado), também inaugurado em 2007. Em 2009 iniciou o curso de Matemática Computacional (Bacharelado).

[editar] Graduação

Listados conforme área do conhecimento, ano de criação, número de vagas (sistema universal + cotas), período, duração e respectivo Campus.

Biológicas
Exatas
Humanas
Extintos ou interrompidos
  • Curso Superior Seqüencial de Formação Específica em Gestão em Saúde (2003-2005), 2 anos, 25 vagas - São Paulo e Santos
  • Curso Superior Seqüencial de Formação Específica em Educação e Comunicação em Saúde (2004- 2007), 2 anos, 15 vagas - São Paulo.

Ambos os cursos foram ministrados no Campus de Santos e em São Paulo e visavam à formação técnica para atuação em gestão na área de Saúde e Educação e Comunicação na mesma. Sem previsão de novas turmas.

Modificado
  • Ortóptica (1962-1998) para Tecnologia Oftálmica (1997)
  • Tecnologia Oftálmica (1997-2007) para Tecnologia Oftálmica e Radiológica - Tecnologia em Saúde (2008)

O Curso de Tecnologia Oftálmica substituiu o tradicional Curso de Ortóptica que em 1962 passou a ser de responsabilidade da Disciplina de Oftalmologia da antiga Escola Paulista de Medicina. Em 1988, o então Curso de Ortóptica teve seu currículo modificado, carga horária e áreas de abrangência ampliadas, formando, a partir desta data, um profissional com dupla capacitação: ortóptica e tecnologia oftálmica, até sua extinção, com a graduação da última turma de alunos com o curso nestes moldes, em 1998. A partir de 1997, o curso com nova estrutura e a nova denominação de Curso de Tecnologia Oftálmica, segundo Portaria do MEC n° 943 de 15.08.1997, passou a formar profissionais somente nesta área, tendo a primeira turma colado grau em 1999. Embora a profissão de tecnólogo oftálmico não seja regulamentada, esforços estão sendo feitos neste sentido. Em maio de 2007 o CONSU UNIFESP aprovou alteração no curso de Tecnologia Oftálmica para oferecer a partir de 2008 o curso de Tecnologia Oftálmica e Radiológica (Tecnologias em Saúde), aumentando a duração para 4 anos e oferecendo, após o ciclo básico comum, a vertente de Radiologia com 9 vagas ou a de Oftálmica com 16 vagas aos alunos.

[editar] Orgãos Estudantis

A transformação da Escola Paulista de Medicina para a Universidade Federal de São Paulo trouxe também a necessidade de mudança da representação discente e organização estudantil, que foi tomando corpo nos anos 90 e que está se expandindo na medida da implantação dos novos campi e cursos. Dos antigos "Centros Acadêmicos" que existiam no Campus Vila Clementino, como o pioneiro C.A.P.B. do curso de Medicina , houve a criação de uma estrutura de Diretório Central de Estudantes (DCE) e surgimento de Diretórios Acadêmicos, bem como novos CAs (Centros Acadêmicos) para alguns dos cursos recém-implantados, o que deixa a listagem abaixo dinâmica e passível de atualizações mais frequentes.


1)Centro Acadêmico Pereira Barretto

O Centro Acadêmico Pereira Barretto (CAPB), órgão representativo dos alunos do curso de Medicina da UNIFESP, foi fundado em agosto de 1933, sendo responsável por atividades culturais no campo científico e no artístico, bem como pela representação política dos alunos. As atividades esportivas e de lazer são coordenadas pela Associação Atlética Pereira Barretto (AAAPB).

2)Centro Acadêmico Ada King

O Centro Acadêmico Ada King (CAAK) é o órgão representativo dos estudantes dos cursos de computação da UNIFESP Campus São José dos Campos. Em sua segunda gestão (Integração), já auxiliou os estudantes em diversas questões e promoveu eventos culturais, foi o responsável pela organização da recepção dos calouros em 2008 e 2009 e teve papel fundamental na criação do curso vespertino de Ciência da Computação e na mudança de Campus.

3)Associação Atlética Acadêmica Pereira Barretto

Associação Atlética Acadêmica Pereira Barretto
Fundada: 1939
Grito de Guerra: Trá-cá-trá!!!
Mascote: Nicodemus
Endereço: Rua Pedro de Toledo, 844
Títulos de Intermed: 1967, 1969, 1970, 1974, 1977, 1982, 1996, 1997, 2002, 2005, 2006, 2007
Bateria: Bateria 51

A Associação Atlética Acadêmica Pereira Barretto é o órgão esportivo dos alunos da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. Foi fundada em 1939, e tornou-se um dos responsáveis por propiciar uma integração entre alunos, médicos e professores através do esporte e lazer.

Administrada inteiramente pelos alunos há mais de 15 anos, é financeiramente independente e se sustenta através da exploração do seu complexo esportivo e de parcerias firmadas com a iniciativa privada, conseguindo assim manter o alto nível de suas equipes em 23 modalidades esportivas diferentes, com renomados técnicos no meio esportivo à frente, e excelentes resultados nos campeonatos disputados. Devido à falta de um campus universitário na UNIFESP, a Atlética assumiu um papel central no dia-a-dia da comunidade “Epemista”, sendo ponto de encontro e palco de eventos sociais, como festas, "cervejadas", encontro de ex-alunos, eventos esportivos, como treinos e competições internas e externas.

Ainda como setor de esportes do CAPB, participou da fundação da FUPE em 1934. Atualmente participa das seguintes competições: Intermed, Pauli-Poli, Intercalomed, Intercalouros, FUPE, Liga ABC e Copa Paulista.

A Associação Atlética, fundada em 1939, derivada do antigo setor de esportes do Centro Acadêmico, cuida da vida esportiva da faculdade, englobando o esporte universitário, o lazer, a integração dos alunos e a promoção de competições. A AAAPB administra hoje uma área de aproximadamente 3.000 m2, localizado na Vila Clementino.


[editar] Hospitais

  • Hospital São Paulo (1936 - bairro Vila Clementino - cidade de São Paulo)
  • Hospital Municipal José Storopolli ou Hospital de Vila Maria (1993 - bairro Vila Maria - cidade de São Paulo)
  • Hospital Geral de Diadema (2000- Diadema - São Paulo)
  • Hospital Geral de Pirajuçara (1999 - Taboão da Serra - São Paulo)
  • Hospital Municipal de Cotia (2001 - Cotia - São Paulo)- Contrato já encerrado.
  • Hospital Municipal de São José dos Campos (2006 - São José dos Campos)
  • Hospital Municipal Pimentas/Bonsucesso (2006 - Guarulhos)
  • Hospital Geral Luzia de Pinho Melo (Mogi das Cruzes)
  • Hospital Ouro Verde (2008- Campinas)

[editar] Futuro

Número de Estudantes: Quando os candidatos aprovados no vestibular 2009 da UNIFESP efetuaram sua matrícula, a Universidade iniciou o ano letivo com 1812 "calouros", oriundos de vagas pelos sistemas de cotas e universal, sendo esse o maior número de estudantes ingressos de sua história, elevando o total de estudantes de 1343 em 2005 para próximo de 5000 alunos em 2009 . O aumento deverá ser substancial até 2012, com novos cursos em implantação, levando ao vestibular de 2014a oferta de 2600 vagas e com a previsão de que em 2017 a UNIFESP tenha um corpo discente de 10487 alunos.

Campi atuais e projetos :Os primeiros projetos a serem realizados dentro da expansão da UNIFESP prevêem para um futuro próximo a "verticalização" e transformação em "bairro universitário" do campus Vila Clementino, num projeto urbanístico que envolve a participação da prefeitura de São Paulo. Um terceiro edíficio de Pesquisa com 2 torres deverá ser a próxima construção de maior porte no campus, com financiamentos do MEC e FINEP.

Após a mudança para sua sede definitiva, o próximo passo para o campus Santos será a constituição do Instituto de Ciências do Mar, que abrigará cursos de Engenharia da Pesca, Engenharia Portuária e Engenharia Ambiental, além de Oceanografia nas modalidades física, química, biológica e geológica. O Conselho Universitário (CONSU) da UNIFESP em sessão de 14 de março de 2007 aprovou a criação do Instituto de Ciências do Mar e do Meio Ambiente, no "campus" Baixada Santista. A Unifesp já dispõe de terreno de 1,3 milhão de m2, doado pela prefeitura de Praia Grande, para sua construção. Em 28/04, o MEC deu aval para desapropriação de uma área de 23 mil m2, atualmente degradada na região central da cidade, com o intuito de aumentar a capacidade do novo campus, já em construção, e estabelecer como no Campus Vila Clementino um bairro universitário, incluindo melhorias no entorno.


Para o Campus Guarulhos a Unifesp estuda ampliar, em breve, as opções de cursos, sobretudo em áreas como Letras que deverá ser expandido, Artes Cênicas e Música. Outra possibilidade é abrigar, no futuro, cursos relacionados à indústria aeronáutica (exceto Engenharia), devido à proximidade com o Aeroporto de Cumbica.

O campus de Diadema apresenta-se com sua localização junto à Represa Billings abrindo espaço para o desenvolvimento de uma importante área de ensino e pesquisa em termos de preservação do meio ambiente e dos mananciais hídricos. Como a cidade tem um parque industrial forte em autopeças, a Unifesp pretende atuar no manejo sustentável da produção, diminuindo a contaminação ambiental e melhorando a qualidade de vida. Em abril de 2009, a UNIFESP propôs ao MEC a desapropriação de um edfício e galpões abandonados da empresa CONFORJA, localizada no mesmo município, para utilização imediata como laboratório de pesquisa e sala de aula, além da futura construção de uma fábrica de remédios.

A cidade de São José dos Campos tornou-se a quinta cidade com campus da UNIFESP, com a criação do Instituto de Tecnologia da Unifesp, que é agora parte do Centro Tecnológico de São José dos Campos. O Instituto de Tecnologia terá como foco a inovação e transformação do conhecimento em riqueza. A ênfase nas pesquisas recairá sobre áreas como genômica, análises toxicológicas e farmacológicas, confecção de biomateriais, células-tronco e tecnologia de imagens, entre outras. O campus deu início as suas atividades em 2007 com a instalação do curso de Ciências da Computação. Para o futuro, a Pró-Reitoria de Graduação estuda a possibilidade de implantar os cursos de Enfermagem (carreira com grande demanda na região) e Medicina Veterinária.

Novos Campi : Em abril de 2009 informe de Reitoria já coloca como certa a criação da segunda unidade do Campus São Paulo no bairro de Santo Amaro, o qual encontra-se em negociação com a prefeitura do município, que em 2005 havia doado um terreno para a Unifesp, que terá um papel de "campus avançado" levando inicialmente para a região cursos e atividades já existentes no campus de Vila Clementino. A Unifesp realizará um debate com a comunidade local para definir o papel do campus avançado, mas a tendência é de que sejam introduzidos cursos de Economia, Administração, Matemática, Estatística e Ciências da Computação. A cidade de Osasco, na Grande São Paulo, pelo mesmo informe, será a sede do Campus de número 6 da Unifesp. Em 23/03/2009 a reitoria e a prefeitura de Osasco realizaram um encontro para definição do local exato e dos cursos a serem ministrados.[2].

Novos cursos da Unifesp : A reunião do CONSU (Conselho Universitário ) da UNIFESP realizada em 17 de outubro de 2007 indica que novos cursos de graduação ainda deverão ser criados, uma vez que a proposta apresentada foi aprovada. Assim, considerando-se o ano de 2009, restam ser criados: para o campus Baixada Santista - Tecnologia em Ciências do Mar e Meio Ambiente (Engenharia Portuária, Engenharia de Pesca, Engenharia do Meio Ambiente e Oceanografia)- já aguardados com a criação do Instituto de Ciências do Mar; para o campus Diadema - haverá no período noturno os cursos de Química Industrial, Farmácia e Bioquímica e para o período integral Licenciatura em Ciências e Bacharelado em Ciências Ambientais; . Cogita-se até 2014 que mais 7 cursos nas 3 diferentes áreas do conhecimento sejam criados. Na cidade de Osasco um grupo de trabalho da UNIFESP discute a introdução dos possíveis cursos de Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Arquitetura e Urbanismo, Odontologia, Medicina Veterinária, Geografia, Direito, Letras, Matemática e Física para um eventual campus na cidade.

[editar] Dados

Em abril 2009[carece de fontes?]
  • Campi – 5
  • Cursos – 27
  • Hospitais - 7
  • Vagas no vestibular (2009)- 1811
  • Alunos de graduação – aprox. 5000
  • Cursos de pós-graduação lato sensu – 187
  • Cursos de pós-graduação stricto sensu – 43
  • Alunos de pós-graduação – 13 mil
  • Residentes - 555
  • Programas de residência médica- 64
  • Docentes - 866
  • Linhas de Pesquisa – 404
  • Programas de Extensão – 51

[editar] Ver também


Referências

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais
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