Parque do Carmo

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Parque do Carmo
Interior do Parque.
Localização Parque do Carmo, São Paulo, Brasil
Área 1.500.000 metros quadrados
Inauguração 1976
Administração Prefeitura de São Paulo

O Parque do Carmo é um parque municipal localizado no distrito homônimo de Parque do Carmo (administrado pela Subprefeitura de Itaquera), na região leste da cidade brasileira de São Paulo.

Possui uma área de aproximadamente 1.500.000 metros quadrados, é o segundo maior parque urbano da cidade de São Paulo e um dos maiores da região metropolitana.[1] [2] Conta com uma imensa reserva de Mata Atlântica, além de uma vasta fauna e flora.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros ocupantes desta região foram três tribos indígenas, itaquerus que originou o nome do bairro de Itaquera, guaianás que originou o nome do bairro de Guaianases e caaguaçus. Com o decorrer do tempo vieram para esta região uma Ordem Católica chamada de Ordem Terceira do Carmo Fluminense, que todos conheciam como Ordem dos Carmelitas. Eles tinham o intuito de catequizar os índios que aqui habitavam, e mostrar alguns de seus costumes, este choque cultural não aceito pelos índios teve o resultado de fuga destes para terras mais distantes.

Então, a Ordem Carmelita usufruiu bastante destas terras transformando-a em "Fazenda Caaguaçu" (para os índios este nome significava Mata Grande) no ano de 1722 (Caaguaçu era uma das tribos que habitaram esta região e mais recente o antigo nome da avenida principal do Carmo que hoje se chama avenida Afonso Sampaio e Sousa).

A exploração agrícola e a criação de gado foram as principais atividades desenvolvidas na fazenda. Grande parte da área foi devastada para o plantio. A substituição da mata original pelos produtos agrícolas, modificou o ecossistema da região, destruindo o habitat dos animais. .

Em 1919 a fazenda foi vendida para a Companhia Pastoril e Agrícola, de propriedade do Coronel Bento Pires, que deu continuidade a criação de gado e principalmente o plantio de café, que tinha sua produção facilmente escoada pelo aproveitamento da ferrovia que passava perto de sua fazenda, e que foi trazida até estas terras pelo engenheiro Artur Alvim.

Na década de 20, Bento Pires começa o que seria o primeiro processo de loteamento das terras da fazenda. Parte destas terras hoje é a Vila Carmosina e a Cidade Líder, e o que restou destas terras passou a se_chamar "Fazenda do Carmo". Nesta mesma época inicia-se a colonização japonesa, incentivada pelo coronel Bento Pires. Seu interesse era a formação de pequenas propriedades produtivas e que tivessem mão de obra especializada para fomentar o desenvolvimento agrícola da localidade.

Já na década de 40, houve no Brasil a revolução industrial, o que fez o café perder o valor, assim sendo, o Coronel Bento Pires resolveu vender parte de suas terras para um engenheiro de construção civil da CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras), o Sr. Oscar Americano de Caldas Filho; este por sua vez loteou e vendeu parte desta propriedade. Na época existiu até um slogan que dizia "Venham morar no Morumbi da Zona Leste", pois os lotes eram grandes, justamente no intuito de atrair pessoas da classe média e alta e assim, valorizar mais ainda o restante de suas terras. Essas terras loteadas fazem parte atualmente do Jardim Nossa Senhora do Carmo, que em alguns pontos é conhecido como Morumbizinho.

Oscar Americano também plantou algumas espécies de eucaliptos e pinheiro (pinnus) para fazer experiências no uso destas madeiras para confecção de dormentes, mas que as pesquisas mostraram que não eram propícias para este fim. Ele transformou o restante das terras em área de lazer particular para passar os finais de semana com a família, e começou a fazer algumas mudanças nestas terras.

Reformou e aumentou o tamanho do Casarão (hoje o CEA CARMO), onde ficou sendo a sede da fazenda e sua casa principal, ao lado direito da casa existe até hoje uma figueira, que na época tinha a valor de dar status para o ocupante daquela construção, e para mostrar que ali vivia o dono da fazenda; construiu também uma casa ao lado da principal, que era usada pelos empregados da fazenda; fez a casa das crianças e babás (hoje sede da GCM), fez também a piscina da fazenda (hoje local de recepção de escolas e instituições para trabalhos no CEA CARMO), e construiu a casa dos hóspedes (hoje sede da Administração do Parque) e um prédio redondo, que era um espaço de lazer e jogos, e aproveitando a geografia da fazenda, represou o córrego principal e fez uma barragem, onde construiu um lago artificial que ele usava para práticas de esportes náuticos nos finais de semana.

Hoje este lago é uma das principais atração do parque, com diversas espécies de peixes, cisnes, marrecos, gansos, aves migratórias e uma imensa diversidade de vida.

Oscar Americano faleceu em 1974 e anos depois, sem muitos interesses por esta fazenda, seus herdeiros resolveram vendê-la. Uma parte ficou com a Prefeitura e outra (a maior) ficou com a COHAB.

A Prefeitura fez algumas benfeitorias, aproveitando muitos equipamentos da época da fazenda, e construiu banheiros, playground, churrasqueiras, e áreas de descanso. O Parque do Carmo ,foi inaugurado em 19 de setembro de 1976, e conta hoje com uma área de pouco mais de 1,5 milhão de metros quadrados, tornando-se o segundo maior parque municipal da cidade de São Paulo. O parque conta com uma imensa área verde ao redor dele, que é a Área de Proteção Ambiental (APA DO CARMO), com nove milhões de metros quadrados incluindo o parque. Dentro da APA, além do Parque do Carmo, está presente o SESC, a Usina de Compostagem de São Mateus (que se encontra desativada, e dará lugar a Central de Triagem de São Mateus), o terreno do antigo Aterro Sanitário, e infelizmente algumas áreas invadidas (Gleba do Pêssego), mas que ainda conta com uma imensa floresta de Mata Atlântica preservada através da lei de criação da APA[3] .

Em 2012, o então prefeito Gilberto Kassab firmou uma parceria com o Banco Itaú para a revitalização do parque. No mesmo ano, por interesses políticos o parque foi rebatizado de Parque Olavo Egídio Setúbal, em homenagem ao ex-prefeito homônimo, Olavo Egídio Setúbal, que governou a cidade entre 1975 e 1979, e foi o criador do parque[4] .

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Patos no lago do parque.

O Parque contem um Museu do Meio Ambiente, Planetário do Carmo, lagos, estacionamento, anfiteatro natural, aparelhos de ginástica (barras), campos de futebol, ciclovia, pista para correr, playgrounds, quiosques e churrasqueiras, o parque é muito eficiente em sua administração, seguindo padrões de qualidade sempre com respeito ao meio ambiente.

Planetário do Carmo[editar | editar código-fonte]

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É um dos mais modernos planetários do mundo com uma altíssima tecnologia, sendo o mais moderno da América do Sul. Está entre os principais planetários do Brasil. Quando foi inaugurado, em novembro de 2005, o Planetário do Carmo era o único do gênero em funcionamento na cidade. O do Ibirapuera estava interditado desde 1999 e só reabriria em 2006. Com 12 000 lentes, seu projetor Universarium VIII havia passado por uma atualização tecnológica para se tornar o mais avançado do Brasil. Sua cúpula, de 20 metros de diâmetro, dividia com a do planetário do Rio de Janeiro a condição de a maior do país. Bancado pela Telefônica, o prédio construído para abrigar o planetário, no Parque do Carmo, em Itaquera, custou 11 milhões de reais. Sua arquitetura, estilosa, lembra a forma espiralada das galáxias. Mais de 100 000 visitantes depois, o local está sem funcionar. "Temporariamente fechado para reforma", anuncia um cartaz afixado em sua entrada. Informação, aliás, que não aparece no site da prefeitura nem no Guia dos Parques Municipais, livreto lançado pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Nas páginas desse guia, o planetário aparece como uma das atrações do Parque do Carmo.

O principal motivo que levou o planetário a ser interditado é a infiltração de água. Na época das chuvas de verão, começaram a surgir goteiras e rachaduras. Um fantasma que vem à lembrança: o Planetário do Ibirapuera também sofreu com isso. "Mas era diferente", explica o astrofísico Fernando Nascimento, diretor dos planetários de São Paulo. "O prédio do Ibirapuera já tinha mais de quarenta anos e apresentou esses problemas por causa da idade." Medidas de primeiros socorros foram tomadas para preservar os equipamentos. Uma espécie de cabaninha coberta com plástico protege atualmente os projetores, e o Universarium VIII ganhou uma capa de tecido, para evitar o acúmulo de poeira. Mesmo com o planetário desativado, os aparelhos são ligados semanalmente para um check-up.

Em fevereiro (de que ano? 2007?), a Secretaria do Verde pediu à Telefônica que se encarregasse de saber o que ocorreu com o prédio. A Telefônica, por sua vez, acionou a construtora Afonso França, responsável pela execução da obra, e encomendou a uma empresa independente uma série de laudos técnicos. O diagnóstico deve ser entregue à prefeitura em outubro. Somente então se decidirá quem vai arcar com a reforma na estrutura do prédio e quando as obras começarão. Enquanto isso, os trinta funcionários dos planetários paulistanos, que se revezam entre os parques do Ibirapuera e do Carmo, convivem com as 274 poltronas vazias deste último. "É triste, mas são coisas da vida", conforma-se Nascimento. "Como numa cirurgia, esperamos que o prédio volte a funcionar em condições plenas." Só não se sabe quando.

Fauna[editar | editar código-fonte]

Rica fauna de Mata Atlântica, que ali encontra refúgio, abrigo, alimentação e condições favoráveis para sua reprodução. Mergulhões, pica-paus, andorinhas e sabiás podem ser avistados em sua área, além de mamíferos como gambás, preguiça-de-três-dedos, macacos e veados-catingueiros.

Flora[editar | editar código-fonte]

Mata ciliar, capoeiras, eucaliptal e brejos. Parte da vegetação é representativa da Mata Atlântica e ocorre principalmente nas encostas e locais de difícil acesso. Gramados e campos possuem espécies nativas e exóticas. O Parque apresenta ainda um cafezal, um pomar e um bosque de cerejeiras. Bosque que conta com 2.300 árvores do tipo.É a segunda maior área fora do Japão com cerejeiras, árvore-símbolo do país oriental. Apenas Washington, DC nos Estados Unidos, possui mais cerejeiras que São Paulo.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências


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