Mirante do Vale

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Mirante do Vale
Mirante do Vale Building.jpg
O Mirante do Vale.
Flag of Brazil.svg São Paulo, Brasil
23° 32′ S 46° 38′ W
Inauguração 1966
Período de construção 1959 - 1960
Uso Escritórios, residencial, restaurante
Altura
Telhado 170 metros [1]
Características
Elevador 12
Área 75 000 m²
Andares 51
Construção
Arquiteto Waldomiro Zarzur
Proprietário Waldomiro Zarzur, Aron Kogan
Engenheiro Aron Kogan
Gestor síndico: Marcio Rodrigues de Carvalho Barros

O Mirante do Vale (chamado popularmente de Edifício Mirante do Vale, cujo nome oficial é Condomínio Edifício Mirante do Vale, tendo como nome fantasia Edifício W. Zarzur) é um arranha-céu localizado na cidade de São Paulo, no Brasil. Por 48 anos, foi o maior edifício do país, além de ter sido o 18.º arranha-céu mais alto da América do Sul, com 170 metros de altura.[1] Projetado pelo arquiteto Waldomiro Zarzur, sua construção começou em 1960 e foi inaugurado em 1966. Após a sua conclusão, manteve o título de maior arranha-céu do Brasil até ser superado pelo Millennium Palace, de Camboriú, inaugurado em 10 de agosto de 2014.

História[editar | editar código-fonte]

À esquerda, o Edifício Mirante do Vale. Ao fundo, a zona leste de São Paulo.

Projetado pelo engenheiro Waldomiro Zarzur juntamente com Aron Kogan, o Mirante do Vale localiza-se na região do Vale do Anhangabaú, possuindo acesso através de três portarias, uma na Avenida Prestes Maia outra na Praça Pedro Lessa e mais uma na Rua Brigadeiro Tobias.

A construção do arranha-céu levou cinco anos. Waldomiro era um engenheiro com considerável experiência.[2] Sua primeira obra, uma casa na Rua Afonso Brás, na Vila Nova Conceição, foi executada quando tinha apenas 21 anos e ainda estudava Engenharia na Universidade Presbiteriana Mackenzie. "Foi encomenda de um tio". Nessa época, a amizade com o também estudante Aron Kogan transformou-se em sociedade — que durou até 1960, quando Kogan foi assassinado e Waldomiro assumiu a empresa.

É possível ter uma visão aérea do Mirante do Vale visitando o observatório da torre do Banespa ou ainda no Terraço Itália, locais de onde parece ser mais baixo. Também pode ser visto de perto no Vale do Anhangabaú, Viaduto do Chá e no Viaduto Santa Ifigênia, este último bem de frente ao edifício. Em algumas épocas após sua finalização o edifício teve a estrutura de concreto vazada no seu topo ocupada por grandes painéis luminosos de diversas marcas, como Fanta e Sharp, entre outras.

Mudança de nome[editar | editar código-fonte]

Zarzur conta que durante a construção do arranha-céu houve quem tentasse demovê-lo da ideia. "As regras da engenharia não permitiam um prédio tão grande de concreto. Tinha de ser estrutura metálica", lembra. "Depois houve uma campanha desgraçada contra nós; insinuaram até que a construção iria derrubar o Viaduto Santa Ifigênia. Tudo sem qualquer base técnica."

De acordo com Waldomiro, essa "boataria difamatória" não foi a única contra o Palácio Zarzur e Kogan. Em 1972, após o trágico incêndio que consumiu o Edifício Andraus, na Avenida São João, dizia-se que a próxima vítima seria a "menina dos olhos" de Waldomiro. Para dissociar o nome da conotação negativa, o engenheiro decidiu rebatizar o prédio: virou Mirante do Vale. Entretanto, até hoje ele só se refere ao edifício pela denominação original. "Arrependi-me da mudança", conta. "Vou ver se consigo voltar ao que era."

Em 2002, começou uma campanha interna para atribuir ao edifício o nome fantasia de W. Zarzur, em homenagem ao seu idealizador e construtor. A questão foi apreciada em assembléia, que atribuiu ao edifício a denominação fantasia de W. Zarzur. Foi uma forma que os condôminos encontraram para homenagear Waldomiro Zarzur.

O mais alto de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Por não ser muito conhecido pela população, muitas pessoas achavam que o maior edifício de São Paulo era o Edifício Itália ou o Edifício Altino Arantes, antigo prédio do Banespa. O Mirante do Vale está localizado em um vale, e os outros dois estão localizados em áreas mais altas da cidade. O Edifício Altino Arantes, inaugurado em 1947 por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo, foi durante mais de uma década o mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale, em 1960.

Vista do topo do edifício Mirante do Vale. Em destaque, o Edifício Itália.

Dados e números sobre o Mirante do Vale[editar | editar código-fonte]

  • 170 metros de altura
  • 51 andares
  • Inicio da construção: 1960
  • Término da construção: 1966
  • 75 mil metros quadrados de área construída
  • 12 elevadores (velocidade de 320 metros por minuto)
  • 2 escadas rolantes
  • 146 lojas
  • 812 salas comerciais
  • 60 salões comerciais
  • Trabalham 10 mil funcionários
  • Circulação diária de um público de 30 mil visitantes
  • Restaurante: Instalado no 45.º andar
  • Mirante: 46.º ao 50.º andar
  • Heliponto: 51.º andar (capacidade da pista de pouso: 700 m)

Dados Técnicos[3]

  • Concreto: 20 mil m³
  • Cimento: 250 mil sacos
  • Ferro: 5 mil toneladas
  • Vidro e caixilhos: 25 mil m²
  • Fundações: Sobre estacas a 20 metros de profundidade
  • Luz e Força: Consumo/hora de energia elétrica previsto de 5 mil quilowatts


Precedido por
Edifício Altino Arantes
Edifício mais alto do Brasil
1960 - atualidade
170 m
Sucedido por

Referências

  1. a b Emporis.com (visitado em 7-1-2010).
  2. Jornal O Estado de S. Paulo, 2 de Novembro de 2008 (visitado em 7-1-2010).
  3. Mirante do Vale (visitado em 7-1-2010).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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