Mirante do Vale
| Mirante do Vale | |
O Mirante do Vale visto do Edifício Altino Arantes em 2009 |
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| Informações | |
|---|---|
| Localização | |
| Coordenadas | 23° 32′ S 46° 38′ W |
| Status | Concluído |
| Construído | 1959 - 1960 |
| Abertura | 1966 |
| Uso | Escritórios, residencial, restaurante |
| Altura | |
| Telhado | 170 metros [1] |
| Detalhes técnicos | |
| Andares | 51 |
| Área | 75.000 m² |
| Elevadores | 12 |
| Companhias | |
| Arquiteto | Waldomiro Zarzur |
| Engenheiro estrutural |
Aron Kogan |
| Proprietário(s) | Waldomiro Zarzur, Aron Kogan |
O Mirante do Vale (chamado popularmente de Edifício Mirante do Vale, cujo nome oficial é Edifício Condomínio Mirante do Vale) é um arranha-céu localizado na cidade de São Paulo, no Brasil. É o maior edifício já construído no país, além de ser o 18.º arranha-céu mais alto da América do Sul, com 170 metros de altura.[1]. Projetado pelo arquiteto Waldomiro Zarzur, sua construção começou em 1960 e foi inaugurado 1966. Desde sua conclusão, nenhum edifício conseguiu superar sua altura, mantendo o título de maior arranha-céu do Brasil desde então.
Índice |
[editar] História
Projetado pelo engenheiro Waldomiro Zarzur juntamente com Aron Kogan, o Mirante do Vale localiza-se na região do Vale do Anhangabaú, possuindo acesso através de três portarias, uma na Avenida Prestes Maia outra na Praça Pedro Lessa e mais uma na Rua Brigadeiro Tobias.
A construção do arranha-céu levou cinco anos. Waldomiro era um engenheiro com considerável experiência.[2] Sua primeira obra, uma casa na Rua Afonso Brás, na Vila Nova Conceição, foi executada quando tinha apenas 21 anos e ainda estudava Engenharia no Mackenzie. "Foi encomenda de um tio". Nessa época, a amizade com o também estudante Aron Kogan transformou-se em sociedade — que durou até 1960, quando Kogan foi assassinado e Waldomiro assumiu a empresa.
É possível ter uma visão aérea do Mirante do Vale visitando o observatório da torre do Banespa ou ainda no Terraço Itália, locais de onde parece ser mais baixo. Também pode ser visto de perto no Vale do Anhangabaú, Viaduto do Chá e no Viaduto Santa Ifigênia, este último bem de frente ao edifício. Em algumas épocas após sua finalização o edifício teve a estrutura de concreto vazada no seu topo ocupada por grandes painéis luminosos de diversas marcas, como Fanta e Sharp, entre outras.
[editar] Mudança de nome
Zarzur conta que durante a construção do arranha-céu houve quem tentasse demovê-lo da ideia. "As regras da engenharia não permitiam um prédio tão grande de concreto. Tinha de ser estrutura metálica", lembra. "Depois houve uma campanha desgraçada contra nós; insinuaram até que a construção iria derrubar o Viaduto Santa Ifigênia. Tudo sem qualquer base técnica."
De acordo com Waldomiro, essa boataria difamatória não foi a única contra o Palácio Zarzur e Kogan. Em 1972, após o trágico incêndio que consumiu o Edifício Andraus, na Avenida São João, dizia-se que a próxima vítima seria a "menina dos olhos" de Waldomiro. Para desassociar o nome da conotação negativa, o engenheiro decidiu rebatizar o prédio: virou Mirante do Vale. Entretanto, até hoje ele só se refere ao edifício pela denominação original. "Arrependi-me da mudança", conta. "Vou ver se consigo voltar ao que era."
[editar] O mais alto do Brasil
Por não ser muito conhecido pela população, muitas pessoas acham que o maior edifício de São Paulo é o Edifício Itália ou o prédio do Banespa. O Mirante do Vale está localizado em um vale, e os outros dois estão localizados em áreas mais altas da cidade. Antes de ser o mais alto do Brasil, o Banespa, inaugurado em 1947 por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo, foi durante mais de uma década o mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale, em 1960.
[editar] Dados e números sobre o Mirante do Vale
- 170 metros de altura
- 51 andares
- Inicio da construção: 1960
- Término da construção: 1966
- 75 mil metros quadrados de área construída
- 12 elevadores (velocidade de 320 metros por minuto)
- 2 escadas rolantes
- 146 lojas
- 812 salas comerciais
- 60 salões comerciais
- Trabalham 10 mil funcionários
- Circulação diária de um público de 30 mil visitantes
- Restaurante: Instalado no 45.º andar
- Mirante: 46.º ao 50.º andar
- Heliponto: 51.º andar (capacidade da pista de pouso: 700 m)
Dados Técnicos[3]
- Concreto: 20 mil m³
- Cimento: 250 mil sacos
- Ferro: 5 mil toneladas
- Vidro e caixilhos: 25 mil m²
- Fundações: Sobre estacas a 20 metros de profundidade
- Luz e Força: Consumo/hora de energia elétrica previsto de 5 mil quilowatts
| Precedido por Edifício Altino Arantes |
Edifício mais alto do Brasil 1960 - atualidade 170 m |
Sucedido por — |
Referências
- ↑ a b Emporis.com (visitado em 7-1-2010).
- ↑ Jornal O Estado de S. Paulo, 2 de Novembro de 2008 (visitado em 7-1-2010).
- ↑ Mirante do Vale (visitado em 7-1-2010).