Shopping Pátio Higienópolis
| Shopping Pátio Higienópolis | |
|---|---|
| Localização | Avenida Higienópolis, 618 Higienópolis, São Paulo, SP, Brasil |
| Inauguração | 18 de outubro de 1999 |
| Proprietário | = |
| Números | |
| Lojas | 305 |
| Andares | 6 |
| Salas de cinema |
6 salas Cinemark |
| Página oficial | www.patiohigienopolis.com.br |
Em 1999, em um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, surgiu o Shopping Pátio Higienópolis. Desde a sua concepção, o projeto segue a arquitetura local, conhecida pelos jardins, praças e casas construídas no início do século passado e tornou-se um ponto de encontro para os moradores do bairro e uma referência para visitantes e pessoas que trabalham nas imediações.
Ele está localizado em uma das áreas mais privilegiadas de São Paulo: no coração do bairro de Higienópolis. Uma região onde existem grandes avenidas que permitem o fácil acesso de diferentes bairros da cidade.
O shopping foi construído de maneira a preservar a identidade do bairro, integrando-se à arquitetura local. Hoje, é apontado em pesquisas como uma referência na região, frequentado por pessoas de alto poder aquisitivo, estudantes, executivos, moradores e um grande publico de outras áreas da cidade.
Com 9 pisos, sendo 6 deles com lojas, ele é um centro de compras verticalizado. A praça de alimentação, localizada no último piso, possui uma ampla cúpula de vidro e ferro com 21 metro de diâmetro, que fornece uma iluminação natural ao pavimento. A temperatura do ambiente é conservada graças aos skylights - tetos de vidro térmico e absorvente de luz, estruturados em ferro. As opções de alimentação vão desde a culinária japonesa até fast-foods tradicionais. Também nesse piso, encontram-se o Teatro Folha, um dos mais sofisticados espaços culturais da cidade, que oferece ao público grande diversidade de linguagens artísticas e seis salas de cinema do grupo Cinemark, com programação comercial convencional.
Localizado no bairro de Higienópolis, na região central da cidade, é um shopping direcionado a consumidores de classe média-alta e alta. O edifício é um grande maciço que, apesar de não possuir placas ou logomarcas, chama a atenção na paisagem devido à grande volumetria, destoando da arquitetura do entorno. A arquitetura do prédio é em um estilo neoclássico e passadista que estava em voga na cidade nos anos 90, mas que caiu em desuso e hoje é considerado de mau gosto.
O shopping possui vários pisos, o que o torna verticalizado. A praça de alimentação, localizada no último piso, possui uma ampla cúpula de vidro, fornecendo iluminação natural. Também nesse piso, encontram-se o Teatro Folha, um teatro do circuito comercial da capital paulista, e seis salas de cinema do grupo Cinemark, com programação comercial convencional.
A organização espacial original foi radicalmente alterada em 2010, com a inauguração de uma nova ala, que foi apelidada pelos frequentadores de "puxadão".1 Essa área foi construída à revelia da legislação e em desrespeito a diversas normas municipais, o que coloca o Shopping em uma situação legal muito delicada.2 3
Durante a sua construção, o empreendimento enfrentou resistências da população do bairro. As principais preocupações eram com o impacto causado no trânsito, e também com a descaracterização arquitetônica do bairro devido à demolição de casas antigas, prejudicando a qualidade urbanística da região. Embora hoje ele seja relativamente bem aceito por frequentadores e moradores mais complacentes, a polêmica continua e os problemas estão longe de serem resolvidos.
O shopping é acusado de "vandalismo" por arquitetos, juízes e especialistas em patrimônio histórico, por fazer obras irregulares e crescer à revelia da legislação.4 O empreendimento tem sofrido processos pelo fato de funcionar há mais de 10 anos de forma irregular. Em setembro de 2010, uma liminar foi obtida pela promotora Mabel Tucunduva, determinando que a ampliação do empreendimento não fosse liberada. Em dezembro de 2010, o Ministério Público pediu à prefeitura a interdição do estabelecimento,5 que funciona sem licença e sem o atendimento às diretrizes para minimizar o impacto no sistema viário da cidade.6
Em junho de 2012, noticiou-se na imprensa que o Ministério Público de São Paulo investiga, inclusive, a construção de um andar inteiro sem nenhuma documentação ou autorização legal. Trata-se de uma área de 2 mil metros quadrados que nas plantas oficiais aparece como sendo um terraço, mas onde foram construídos, irregularmente, lojas e corredores. Esta é uma das áreas que o Shopping poderá ser obrigado a demolir. 3 Outros problemas graves incluem irregularidades nas garagens, além do corte irregular de árvores durante as obras de ampliação.2
Em junho de 2012, uma ex-diretora da empresa que administra o empreendimento admitiu que, para conseguir a liberação das obras irregulares, o shopping subornou funcionários da prefeitura, além de um vereador, aos quais pagou propinas entre 2008 e 2010.3 Devido às irregularidades, o shopping vem sofrendo risco de interdição por parte da Prefeitura.2
O empreendimento também é acusado de desfigurar e relegar ao abandono, deixando que se deteriorem, os imóveis vizinhos de sua propriedade, tombados pelo patrimônio histórico.4
Em 2012, o shopping também foi criticado por ter feito uma alteração arquitetônica na sua entrada principal, na avenida Higienópolis, consistindo na instalação de uma barreira na calçada com a função de afastar os pedestres e privilegiar o acesso de veículos aos estacionamentos. A reforma foi qualificada como um "retrocesso explícito", por deixar o acesso livre para carros e obrigar os pedestres a fazer um longo desvio. 7
Referências
- ↑ [1] - coluna Monica Bergamo. Folha de S.Paulo, 28 de dezembro de 2010.
- ↑ a b c [2] - Artur Rodrigues, Bruno Ribeiro e Marcelo Godoy, Estadao.com.br, 14 de junho de 2013,
- ↑ a b c [3] - Caderno Cotidiano, Folha de S.Paulo, 23 de junho de 2012,
- ↑ a b [4] - Fabio Pagotto, Diário de S.Paulo, 23 de março de 2011,
- ↑ [5] - caderno Cotidiano, Folha de S.Paulo, 28 de dezembro de 2010,
- ↑ [6] - caderno Cotidiano. Folha de S.Paulo, 14 de setembro de 2010.
- ↑ [7] - Raul Juste Lores, Cidades Globais, 8 de junho de 2012,