Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

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Vista aérea da F.M.U.S.P.

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, FMUSP, foi fundada em 1912 com o nome de Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo por Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, médico formado em 1888 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em homenagem ao ilustre fundador, a Faculdade é, ainda hoje, chamada de a "Casa de Arnaldo" por seus alunos e ex-alunos. Em 1925 teve seu nome alterado para Faculdade de Medicina de São Paulo e em 1934, foi incorporada à recém-criada Universidade de São Paulo, passando a ter a atual designação. Está localizada na avenida Doutor Arnaldo, em frente ao Cemitério do Araçá, São Paulo, no bairro de Pinheiros. Por esse motivo, é também muito conhecida por Faculdade de Medicina de Pinheiros, ou Medicina-Pinheiros.

A FMUSP é uma Instituição de excelência no ensino de Medicina no Brasil. É a única Faculdade de Medicina da América Latina participante do M8 Alliance e alocada entre as 100 melhores do mundo.

História[editar | editar código-fonte]

Fundada oficialmente em 24 de novembro de 1891 pela Lei nº 19 como Academia de Medicina, Cirurgia e Farmácia de São Paulo, a aula inaugural da rebatizada Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo foi ministrada apenas em 02 de abril de 1913 no salão nobre da Escola Politécnica por Edmundo Xavier.[1]

A pedra fundamental da sede própria da Escola foi lançada em 25 de janeiro de 1920. Foi o último grande gesto público de Arnaldo Vieira de Carvalho, que morreu prematuramente meses mais tarde.

O edifício que hoje alberga a faculdade foi concebido por Ernesto de Sousa Campos, Luís de Resende Puech e Benedito Montenegro. Construído a partir de 1928, em grande parte com recursos da Fundação Rockefeller, o prédio foi inaugurado em 1931. As relações entre a Fundação Rockefeller e a Faculdade muito contribuíram para o aprimoramento do curso da graduação.[carece de fontes?]

A Faculdade de Medicina passou a integrar a Universidade de São Paulo em 25 de janeiro de 1934, através do decreto 6.283. A partir dessa data a Escola recebeu a denominação que mantém até os dias de hoje.

As aulas práticas de clínica e cirurgia continuaram a ser ministradas na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, até 1944, quando foi inaugurado o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, hoje considerado o maior complexo hospitalar da América Latina.

Foto do início do século XX do edifício sede da Faculdade de Medicina da USP.

O tombamento do prédio da Faculdade de Medicina, a "Casa de Arnaldo", pelo CONDEPHAAT em 16 de março de 1981,[2] reconheceu-o como um bem cultural e refere-se, ainda, ao papel que representou na História da Medicina Brasileira. As propostas que definiram a ideia da criação da Faculdade partiram do reconhecimento do papel da pesquisa científica e, com ele, a necessidade de instituir-se espaços físicos modeladores no padrão da época.

O tombamento, portanto, assegurou definitivamente a preservação do centro de ensino médico. A Faculdade de Medicina, seja no que diz respeito à construção dos prédios e instalação dos laboratórios ou com relação à sua organização funcional e orientação pedagógica, representou para o país um enorme avanço técnico, científico e cultural, sendo reconhecida e prestigiada mundialmente.

Ao longo de sua história, passou por inúmeras transformações físicas que foram alterando sua forma original, adaptando seus espaços às novas e crescentes exigências do ensino médico, nem sempre compatíveis com o tipo de instalações pré-existentes. Conseqüentemente, foi surgindo um edifício com características e intervenções de diferentes épocas.

O grande desafio do Projeto de Restauro e Modernização da Faculdade de Medicina da USP é o de modernizar o antigo, respeitando seus aspectos histórico-culturais. Para a elaboração deste projeto foram definidas etapas de implementação dentro do Plano Diretor, onde a restauração do edifício sede se constitui na etapa inicial.

Em 1999, a faculdade entrou nas páginas policiais quando o aluno Edison Tsung Chi Hsueh foi encontrado morto na piscina da Associação Atlética Acadêmica Oswaldo Cruz após o trote.[3] . Nos anos seguintes, o trote passou a ser fortemente desencorajado e punido pela Universidade de São Paulo, a qual chegou a criar um sistema de "disque-trote", pelo qual calouros que se sentissem vítimas de trotes violentos e/ou de mal gosto poderiam denunciar anonimamente os agressores, levando à abertura de uma apuração do caso. As medidas surtiram efeitos positivos principalmente na FMUSP, cuja Diretoria, além de apurar com rigor todas as denúncias recebidas, passou a financiar as Instituições e Extensões a promoverem atividades de recepção mais acolhedoras, desprovidas de qualquer tipo de trote, ao longo da Semana de Recepção aos Calouros, estabelecida em toda a Universidade de São Paulo. Hoje, os trotes extinguiram-se dentro da FMUSP, sendo substituídos integralmente por outras atividades de recepção mais apropriadas e acolhedoras aos Calouros.

Alunos notáveis[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Farina, Duílio Crispim. Esculápios, Boticas e Misericórdias, em Piratininga D’Outrora. São Paulo: K. M. K. Artes Gráficas e Editora, 1992. 319p.
  2. Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Bem tombado-Faculdade de Medicina–USP. Visitado em 20/4/13.
  3. Reportagem da Revista Veja sobre o assassinato de Edison Tsung Chi Hsueh
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