Parque da Cantareira

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Parque da Cantareira
Tipo Público
Localização *São Paulo (Zona Norte) - 4.355,19 ha[1]
*Guarulhos - 2.619,4 ha[1]
*Mairiporã - 765,73 ha[1]
*Caieiras - 176,2 ha[1]
Tamanho 7.916,52 ha[1]
Inauguração 1963
Administrado por Governo do estado de São Paulo

O Parque Estadual Turístico da Cantareira (criado pelo Decreto Estadual nº 41.626 de 1963) é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral paulista que abrange parte da Serra da Cantareira, tendo sido, como tal, tombado pela UNESCO em 1994.[2] Está localizado na Zona Norte de São Paulo, incluindo áreas dos municípios de São Paulo, Mairiporã, Guarulhos e Caieiras.

Índice

[editar] História

É um fragmento da Mata Atlântica com várias espécies de fauna e flora. A Serra da Cantareira foi batizada pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e outras regiões do país, nos séculos XVI e XVII. A grande quantidade de nascentes e córregos ali encontrados forneciam água, que era armazenada em cântaros (jarros para armazenar água) e, depois de cheios, eram colocados em prateleiras, as chamadas cantareiras. O Parque compreende parte da Serra, mas não toda ela. Oferece três trilhas: a da Figueira com 700 metros, a Pedra Grande com 7 km e a da Bica com 1.500 metros.

Atualmente com 7.916,52 ha (79 milhões de metros quadrados de Mata Atlântica) distribuídos por quatro municípios da Grande São Paulo, a área do Parque foi tombada no final do século XIX, para garantir o abastecimento de água para a cidade de São Paulo.

Desde a década de 1990 o Parque se encontra ameaçado pela especulação imobiliária, devido ao loteamento clandestino das áreas particulares contíguas, que facilita a formação de favelas no em torno e mesmo dentro da área do parque.

O parque é dividido pelos distritos de Tremembé e Mandaqui, embora aparentemente não exista nenhum documento que afirme com precisão a que distrito, de fato, pertença o parque. O mesmo ocorre com o seu vizinho, o Horto Florestal de São Paulo.

Tem quatro núcleos de visitação: Pedra Grande, Águas Claras, Engordador e Cabuçu:

Núcleo Pedra Grande

O primeiro aberto ao público em 1989, com três trilhas:

  • Trilha das Figueiras: com 1.200m de percurso variando de suave a íngreme;
  • Trilha da Bica: com 1.500m de percurso suave;
  • Trilha da Pedra Grande: com 9.500m de percurso íngreme.
Núcleo Engordador

O nome nasceu da fazenda que existia ali no final do século XVII, onde era realizada a "engorda" do gado. Possui três trilhas:

  • Trilha da Cachoeira: com 6.500m;
  • Trilha do Macuco: com 700m de percurso leve;
  • Trilha de Mountain Bike: com 1.400m de percurso variando de leve a íngreme.
  • Trilha do Sagui[3]
  • Trilha do Macuco[4]
  • Do estacionamento do Núcleo Engordador até o final da Trilha da Cachoeira[5]
Núcleo Águas Claras

O Núcleo Águas Claras, localizado na zona norte de São Paulo, é mais voltado mais para a educação ambiental. Nele, podem-se percorrer quatro trilhas:

  • Trilha das Águas Claras: com quase 700m.
  • Trilha da Samambaia-açú: com caminhada de 1.250m por uma alameda de samambaias de até 2,5m;
  • Trilha das Araucárias: com 1.250m toda ladeada de Araucárias;
  • Trilha da Suçuarana: com 1.200m.
  • Trilha do Pinheirinho: uma trilha bem longa , bastante praticada por veiculos Off-Road.

[editar] Algumas espécies encontradas no Parque

[editar] Maior Floresta Urbana do Mundo

É popularmente difundida a ideia de que a Serra da Cantareira, com seus 64.800 ha (na qual está inserido o Parque Estadual da Serra da Cantareira) é teoricamente a maior floresta urbana do mundo[6][7][8][9][10][11]. Entretanto, há outras florestas também importantes, como a do Parque Estadual da Pedra Branca (12.500 ha[12]), na cidade do Rio de Janeiro, que apesar de ser menor que a cantareira, sua área florestal não pertence(assim como não compartilha com) a outras quatro cidades da Grande São Paulo como a 'Cantareira' pertence(compartilha), sendo assim o Parque Estadual da Pedra Branca continua sendo a maior floresta urbana do mundo de uma mesma área urbana, ou seja, a própria cidade e município do Rio de Janeiro. Outra causa da redução do parque é o desmatamento provocado pelas invasões de favelas e condomínios no seu entorno por negligência das fronteiras do parque com a área urbana. E também por incêndios tanto causados pela secura da inversão térmica quanto por incêndios criminosos advindo de visitantes que depositam lixo e outros materiais dentro do local, tanto quanto a cadência de balões em épocas festivas que podem destruir centenas de hectares(ha) de mata atlântica dentro do parque podendo comprometer sua estrutura florestal a ponto de dizimá-la em 50 anos a partir do ano corrente de 2011, e o Sanjay Gandhi National Park (10.400 ha[13]), em Mumbai, Índia - ambas de mata nativa. A definição de floresta urbana varia de país para país, motivo que dificulta o estabelecimento de um ranking claro de florestas urbanas, por tamanho. Corre sério risco de degradação ambiental, juntamente com o Parque do Horto Florestal, com a construção do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas. Especula-se que a obra viária pode comprometer o Sistema Cantareira, afetando o abastecimento de água da cidade de São Paulo.[14][15][16][17][18][19][20][21][22]*


Notas e referências

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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