Rodoanel Mário Covas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Placa rodoanel.png
SP-021
Rodoanel Mário Covas
(nome oficial, lei estadual nº 10.786)
Trecho da SP-021.png SP-021
RodoanelSP.JPG
Nomes antigos Via Perimetral Metropolitana (até 1990)
Rodoanel Metropolitano de São Paulo (até 2001)
Extensão (Trechos oeste, sul e leste) 132,5 km (82,3 mi)
Projetado: 176,5 km (110 mi)
Inauguração 11 de outubro de 2002 (11 anos) (trecho oeste)
1 de abril de 2010 (4 anos) (trecho sul)
3 de julho de 2014 (1 mês) (trecho leste)
Anel em torno da cidade de São Paulo
Limite pista interna(*) SP-.png Tancredo Neves
(via Av. Raimundo P. Magalhães)
Perus, São Paulo, SP
Interseções
Limite pista externa(*) SP-070.png Rodovia Ayrton Senna, Itaquaquecetuba, SP
Concessão RodoAnel (CCR) (trecho oeste, desde 2008)
SPMar (Bertin) (trechos sul e leste, desde 2011)
(*) Nomenclatura utilizada pelo DER-SP
Rodovias Estaduais de São Paulo
< SP-021.png
SP-021
>

O Rodoanel Mário Covas (SP-21), também conhecido como Rodoanel Metropolitano de São Paulo ou simplesmente Rodoanel, é uma autoestrada de aproximadamente 180 quilômetros, duas pistas e seis faixas de rodagem que está sendo construída em torno do centro da Região Metropolitana de São Paulo, com a finalidade de aliviar o intenso tráfego de caminhões oriundos do interior do estado e das diversas regiões do país e que hoje cruzam as duas vias urbanas marginais da cidade (Pinheiros e Tietê), que provoca uma grave situação de congestionamento urbano.

É prevista como uma rodovia de acesso restrito, com largas faixas vazias ou a serem preenchidas com arvoredos nas proximidades de áreas residenciais no seu entorno visando evitar a ocupação das áreas lindeiras. Não obstante, a simples presença do Rodoanel provocou um intenso movimento de especulação imobiliária nessas regiões.[1] Sua execução foi dividida em quatro trechos, Oeste, Sul, Leste e Norte. Mais de 75% da via foi entregue até o momento, compreendendo os trechos Oeste, Sul e Leste, inaugurados respectivamente em 2002, 2010 e 2014. O trecho Norte, já em construção, está previsto para ser inaugurado em 2016.

Atualmente, passa pelo município de São Paulo e alguns municípios da Região Metropolitana, como: Santana de Parnaíba, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Cotia, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires, Mauá, Poá, Suzano, Itaquaquecetuba e Arujá. Quando o trecho Norte estiver concluído ligará também a cidade de Guarulhos.

História[editar | editar código-fonte]

A ideia de uma via perimetral que circundasse o núcleo central da Região Metropolitana de São Paulo foi vislumbrada por urbanistas e autoridades desde a segunda década do século XX. Um primeiro passo em direção ao projeto chegou a ser dado em 1952, quando a frota automobilística começou a sofrer uma forte expansão nas ruas de toda a Grande São Paulo. O esboço de anel rodoviário acabou dando origem às Marginais urbanas Tietê e Pinheiros. O plano resultou nas avenidas Jacu Pêssego e Fábio Eduardo Ramos Esquivel. Em função da descontinuidade das obras, essas duas vias logo perderam a característica de vias expressas e se tornaram avenidas comuns. Um novo projeto foi feito sete anos mais tarde, com o nome de Grande Anel Rodoviário, mas terminou inviabilizado pela distância da Capital.

Em 1987 teve início a construção da Via Perimetral Metropolitana e, em 1992, foi apresentado um novo projeto com rota similar à do Rodoanel Mário Covas. Esse mesmo traçado, com a modificação do Trecho Norte, que passava ao norte da Serra da Cantareira saiu do papel e virou obra em fins de 1998.

O Rodoanel Mario Covas é um empreendimento que tem como principal objetivo a melhoria da qualidade de vida da Grande São Paulo. Visa tornar o trânsito da cidade de São Paulo mais ágil, eliminando o tráfego pesado de cargas de passagem e fazendo a ligação de todas as rodovias ao porto de Santos por fora da mancha urbana. Quando totalmente pronto deixará a cidade mais livre para os transportes coletivo e individual.

Será uma rodovia com acesso restrito que contornará a Região Metropolitana num distanciamento de 20 a 30 km do centro do município. A sua extensão total será de aproximadamente 180 km, interligando os grandes corredores de acesso à metrópole: Anhanguera, Bandeirantes, Castelo Branco, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta, Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias. O projeto contempla dispositivos e medidas operacionais que visam a reduzir as consequências de acidentes com cargas perigosas, controlando e impedindo a contaminação ambiental. Nos túneis está prevista a implantação de sistemas de ventilação e filtros, facilitando a dissipação dos gases já devidamente filtrados.

A construção do Rodoanel Mário Covas está dividida em quatro trechos: Oeste, entregue em 11 de outubro de 2002, Sul, entregue em 1º de abril de 2010, Leste, entregue em 3 de julho de 2014 e Norte, previsto para o primeiro semestre de 2016. Seu traçado circunda a Região Metropolitana de São Paulo, cruzando setores urbanos e áreas com características rurais. Estudos realizados pelo DERSA antes de 1992 consideraram três alternativas e inúmeras variantes do traçado para o Rodoanel, dentro de um raio de 10 a 40 km de distância do centro da cidade de São Paulo. Essas três alternativas foram avaliadas comparativamente pelo DERSA e confirmaram que os volumes de tráfego a serem canalizados pelo empreendimento dependiam, principalmente, da macro localização do traçado, ou seja, a distância em relação ao centro influi diretamente no volume de tráfego a ser atraído pelo empreendimento, na extensão total do empreendimento e nos tipos de impactos sobre o uso e ocupação do solo onde será implantado.

Anéis viários antecessores[editar | editar código-fonte]

Rodoanel no trecho do bairro Conjunto Metalúrgicos em Osasco

Anteriormente ao Rodoanel Mário Covas, com o crescimento dos deslocamentos rodoviários, esboçaram-se projetos de anéis viários que conectassem as principais vias e evitassem o deslocamento pelo centro da cidade. O principal deles foi o anel delimitador do Centro expandido da capital. Este anel, inaugurado na década de 1970, também conhecido como Mini anel viário, é formado pela Marginal Tietê (desde a Ponte do Tatuapé até o Complexo do Cebolão), Marginal Pinheiros (até a Ponte Ari Torres), Avenida dos Bandeirantes, Avenida Afonso d'Escragnolle Taunay, Complexo Viário Maria Maluf, Avenida Presidente Tancredo Neves, Avenida das Juntas Provisórias, Viaduto Grande São Paulo, Avenida Luís Inácio de Anhaia Melo e Avenida Salim Farah Maluf até o final, na Ponte do Tatuapé, completando o contorno do Centro expandido. Interligando as dez principais rodovias que chegam à cidade de São Paulo, fazem um formato próximo a uma circunferência, com distância de 5 a 10 km do centro da capital. O anel serve como delimitante do chamado Centro expandido da capital, onde é válido o rodízio municipal de veículos. Com o passar do tempo, pelo crescimento da cidade, suas avenidas passaram a cortar regiões densamente povoadas. Além do deslocamento interno de veículos, grande parte das vias desse sistema possuem inúmeros cruzamentos e semáforos, o que provocou uma saturação do sistema. À medida em que os trechos do Rodoanel Mário Covas foram sendo liberados ao tráfego, este sistema, por onde ocorria o fluxo de exportação entre o interior do país e o Porto de Santos, bem como entre o Vale do Paraíba e Santos, foi sendo menos utilizado, com a transferência do fluxo para o Rodoanel.

Vias integrantes do sistema antecessor (Mini anel viário) e acessos[editar | editar código-fonte]

Rodovias interligadas pelo Rodoanel[editar | editar código-fonte]

Trecho oeste (2002) Trecho sul (2010) Trecho leste (2014) Trecho norte (2016)
SP-332.png T. Neves SP-160.png Imigrantes Placa SP-066.svg H. Eroles BR 381.png Fernão Dias
SP-348.png Bandeirantes SP-150.png Anchieta SP-070.png Ayrton Senna SP-.png Hélio Smidt
SP-330.png Anhanguera SP-.png SPA-86/21
(para Jacu Pêssego)
BR 116.png Dutra
SP-280.png Castelo Branco
SP-270.png Raposo Tavares
BR 116.png Régis Bittencourt

Memorial descritivo rodoviário[editar | editar código-fonte]

Rodoanel no trecho do bairro Bandeiras em Osasco.

Trechos[editar | editar código-fonte]

Oeste (32 km)[editar | editar código-fonte]

Trecho oeste do Rodoanel.

Inaugurado em 11 de outubro de 2002, este trecho tem 32 km de extensão,[2] indo da Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Perus, na zona norte de São Paulo (marco zero do Rodoanel) até o acesso à Rodovia Régis Bittencourt, no município de Embu das Artes, localizado no km 30. Corta as rodovias Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco e Raposo Tavares. Entre estas duas últimas, há um acesso urbano, na altura do Jardim Padroeira na cidade de Osasco e do Parque Jandaia, na cidade de Carapicuiba.

A obra tem o objetivo de evitar que veículos que queiram se deslocar entre estas rodovias passem pelo trecho final da Marginal Tietê e pela Marginal Pinheiros, sem falar em outras avenidas que cruzam a região oeste da Capital, tais como a Corifeu de Azevedo Marques e a Francisco Morato, entre outras.

Em 11 de março de 2008 ocorreu o leilão de concessão deste trecho do Rodoanel, vencido pelo Consórcio Integração Oeste, composto pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) e Equipav, que apresentou a menor tarifa de pedágio (R$ 1,1684, a ser reajustado pelo IPCA em julho). O valor representa um deságio de 61% em relação ao teto estabelecido pelo governo, de R$ 3. Também participaram do leilão:

  • o consórcio formado por BRVias, Odebrecht e Cibe (proposta de pedágio de R$ 1,2600),
  • a consórcio formado por Triunfo e Iberpistas (proposta de pedágio de R$ 2,1799),
  • a empreiteira Queiroz Galvão (proposta de pedágio de R$ 2,468),
  • a empresa espanhola OHL (proposta de pedágio de R$ 2,2807).[3]

O consórcio pagará R$ 2 bilhões ao Estado pela outorga, em um prazo de 2 anos. O contrato prevê investimentos da ordem de R$ 804 milhões ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 200 milhões investidos já no primeiro ano. Atualmente, a CCR já administra 4 das 5 rodovias cortadas pelo trecho oeste do Rodoanel. Foi criada a empresa CCR RodoAnel para administrar o trecho, com o início da operação das praças de pedágio ocorrendo em 17 de dezembro de 2008, com o valor de R$ 1,20 para veículos de passeio.

Sul (57 km)[editar | editar código-fonte]

Trecho Sul do Rodoanel.

Inaugurado em 1º de abril de 2010, o trecho sul do Rodoanel faz a interligação a partir do final do trecho oeste, no trevo da Rodovia Régis Bittencourt, localizado no km 30, passando pelas rodovias Imigrantes e Anchieta e nos municípios de Embu das Artes, Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires, até o km 86, no trevo de acesso à SPA-86/21, via de ligação entre o Rodoanel e a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, garantindo acesso ao Complexo Viário Jacu Pêssego que, por sua vez, se estende até à Rodovia Ayrton Senna.

As obras do trecho sul do Rodoanel foram inicialmente programadas para iniciarem em 2003, logo após a conclusão do trecho oeste, com o cronograma prevendo a entrega da circunferência completa em 2008, contudo uma série de contratempos envolvendo a questão ambiental da região onde passaria o traçado, bem como questões políticas que atravancaram o repasse de recursos fizeram com que o contrato de licitação fosse assinado apenas três anos mais tarde. Assim, em 27 de abril de 2006, o DERSA assinou o contrato com os cinco consórcios que venceram a licitação para a execução das obras do trecho sul.

Com extensão de 57 km (com a inauguração do trecho leste, a interligação de 4,4 km com a Av. Papa João XXIII deixou de fazer parte do complexo viário),[4] o custo total da obra foi orçado na época em R$ 3,46 bilhões.[5] As obras estavam programadas para ser iniciadas em 15 de setembro do mesmo ano, porém apenas em 28 de maio de 2007 a pedra fundamental das obras foi finalmente lançada, com o governador José Serra ligando a primeira máquina que deu início simbólico as obras, em Mauá.

Após 3 anos, o trecho sul foi oficialmente inaugurado em 30 de março de 2010, pelo mesmo governador José Serra.

A abertura ao tráfego ocorreu dois dias depois, às 6h40 da manhã do dia 1º de abril de 2010.

Sua construção foi importantíssima para aliviar o tráfego de caminhões em 43% na Marginal Pinheiros e 37% dos veículos na Avenida dos Bandeirantes, gargalo até então obrigatório por onde passam todos os que vêm de outras partes do Estado de São Paulo, do Triângulo Mineiro e da Região Centro-Oeste com destino à Baixada Santista.

Em 24 de agosto de 2011 foi iniciada a cobrança de pedágio no trecho, a cargo da concessionária SPMar.

Pontes[editar | editar código-fonte]

O trecho sul do rodoanel conta com 10 pontes e 6 viadutos, entre eles, os principais são:

Leste (43,5 km)[editar | editar código-fonte]

Marcador do evento atual
Este artigo ou seção contém informações sobre um evento futuro.
É possível que contenha informações de natureza especulativa e seu conteúdo pode mudar drasticamente.

Com 37,7 km, o trecho entre Mauá e a Rodovia Ayrton Senna foi inaugurado em 3 de julho de 2014.[6] [7] Com mais 5,8 km do trecho entre a Rodovia Ayrton Senna e a Rodovia Presidente Dutra, cuja previsão de inauguração é até outubro de 2014, tem um total de 43,5 km de extensão.[4] O início das obras foi em 17 de agosto de 2011,[8] e passa pelos municípios de Ribeirão Pires, Mauá, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. Serve como ligação entre as rodovias que servem à Baixada Santista com a Ayrton Senna e Via Dutra, desafogando o tráfego das Avenidas das Juntas Provisórias, Anhaia Melo e Salim Farah Maluf, que passam pelos bairros do Ipiranga, Vila Prudente e Tatuapé em São Paulo.

As obras foram totalmente executadas pela iniciativa privada, por meio da concessionária SPMar, administradora também do trecho sul.

O único acesso urbano ao trecho leste do Rodoanel Mário Covas ficará entre os municípios de Suzano e Poá, onde haverá a interligação com a SP-66, a Rodovia Henrique Eroles, na saída para o município de Suzano.

Como alternativa ao trecho leste, antes mesmo do início da sua construção, foi inaugurada em 2010 no mesmo lote do trecho sul, a rodovia SP-86/21 de 4,4 km, ligando o Rodoanel ao Complexo Viário Jacu Pêssego. Este complexo viário, construído pelo Governo do Estado e Dersa, em parceria com as prefeituras de São Paulo, Guarulhos e Mauá, permitiu o acesso à Rodovia Ayrton Senna. Segundo o então governador José Serra o complexo seria um "mini-Rodoanel Leste" até a conclusão deste.

Norte (44 km)[editar | editar código-fonte]

Marcador do evento atual
Este artigo ou seção contém informações sobre um evento futuro.
É possível que contenha informações de natureza especulativa e seu conteúdo pode mudar drasticamente.

Com as obras iniciadas em 11 de março de 2013, o trecho norte ligará o trecho oeste, desde o entroncamento com a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães em Perus, ao trecho leste, na intersecção com a Rodovia Dutra, atravessando os municípios de São Paulo, Mairiporã, Guarulhos e Arujá.[9] O trecho prevê acesso à Rodovia Fernão Dias e ligação exclusiva com o Aeroporto de Guarulhos.[10]

Servirá para retirar da Marginal Tietê os veículos que partem de Minas Gerais, do Vale do Paraíba e do Rio de Janeiro para o Sul do país.

O trecho norte apresentava, inicialmente, fatores que não sugeriam a sua construção em curto prazo. O primeiro deles dizia respeito à Serra da Cantareira, reserva de Mata Atlântica existente na Zona Norte do município de São Paulo junto aos municípios de Guarulhos, Mairiporã, Franco da Rocha e Caieiras, que teoricamente poderia obrigar a construção a ser elaborada de forma diferenciada, com a presença de vários quilômetros de túneis. Outro fator dizia respeito à Rodovia Dom Pedro I, que liga a Dutra a Campinas, correndo a menos de 50 quilômetros ao norte do local para onde está prevista a construção do ramo. Esta rodovia é considerada sub-utilizada para a infra-estrutura que possui, e já carrega praticamente todo o fluxo que circula de Minas, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro até as regiões oeste e norte de São Paulo. Uma ligação mais eficiente daquelas regiões com a Região Sul do Brasil poderia ser feita através da construção de uma pista nos padrões do Rodoanel entre as rodovias Dom Pedro e Bandeirantes, ou, daquela até o início do tramo oeste do Rodoanel.

Na teoria, correria-se o risco da estrada causar degradação ambiental. Especulava-se que a obra viária pode comprometer o Sistema Cantareira, afetando o abastecimento de água da cidade de São Paulo. Ademais, trata-se de região de preservação ambiental internacionalmente reconhecida pela UNESCO, conhecida como Cinturão Verde de São Paulo[11] [12] [13] [14] [15] [16] [17] [18] *

O Trecho Norte ficou com a licitação atrasada por muito tempo por causa do financiamento do BID que exigiu várias modificações no edital de licitação e que geraram inúmeros recursos dos concorrentes e questionamentos dos órgãos de auditoria. As dificuldades foram superadas e em dezembro de 2012 o BID liberou o primeiro desembolso para o governo paulista para a construção do trecho. A primeira parcela totaliza US$ 3,37 milhões do empréstimo de US$ 1,15 bilhão destinados à obra e, de acordo com nota da Desenvolvimento Rodoviário S/A (DERSA), será utilizada para ressarcir gastos com o projeto da estrada. As obras devem terminar em 2016 caso não ocorram mais questionamentos na justiça. Estima-se que pelo Rodoanel Norte passarão diariamente 65 mil veículos sendo 30 mil caminhões.[19]

Pedágios[editar | editar código-fonte]

Question book.svg
Esta seção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade.
Editor, considere adicionar mês e ano na marcação. Isso pode ser feito automaticamente, substituindo esta predefinição por {{Sem-fontes|{{subst:DATA}}}}.
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Desde 17 de dezembro de 2008, o Rodoanel é uma rodovia com pedágio. O sistema de cobrança foi estruturado nas saídas das rodovias atualmente interligadas e nos acessos urbanos. No Trecho Oeste o valor cobrado a partir de 1º de julho de 2010 para veículos de passeio é de R$ 1,50. Desde 24 de agosto de 2011 foi iniciada a cobrança também nas praças do Trecho Sul. Neste trecho o valor é um pouco maior: R$ 2,60 para veículos de passeio.

Tarifas[editar | editar código-fonte]

Os valores de tarifas deverão ser monitorados cuidadosamente pelo Poder Público, se há interesse em reduzir o tráfego de caminhões pelo meio da cidade de São Paulo.

Os usuários experimentam a nova opção, mas depois de um tempo passam a fazer os cálculos do que é mais ou menos compensador: se a maior quilometragem somada ao valor da tarifa não compensar o menor tempo de deslocamento, os caminhões continuarão a trafegar pela Avenida dos Bandeirantes, por exemplo. Essa via teve forte redução do tráfego desde que o trecho sul do Rodoanel foi aberto para o tráfego, em 1º de abril de 2010. Mas depois de dois meses voltou a crescer: parte dos veículos pesados que haviam deixado essa via estão de volta.

Uma reportagem da Folha de São Paulo em junho de 2010, constatou movimento 18% maior de caminhões na avenida em relação ao período pós-inauguração do Rodoanel. A comparação foi entre as 16h e as 17h, em duas segundas-feiras (5 de abril e 12 de abril). Mesmo assim, o fluxo na Bandeirantes está distante daquele de quando o trecho sul não existia. Na ocasião, havia em média 30% mais caminhões que hoje.

Muitos usuários de veículos pequenos também estão desistindo de usar o Rodoanel por conta dos pedágios e da maior quilometragem na viagem que faz diariamente entre a casa e o trabalho e vice-versa.

Interrupção da cobrança[editar | editar código-fonte]

Na tarde do dia 9 de janeiro de 2009 a cobrança foi suspensa, pois segundo denúncia apresentada ao Juiz Rômulo Russo Júnior, os pedágios estariam sendo cobrados dentro de um raio de 35 km a partir do centro da capital paulista (no Marco Zero), o que seria proibido. A concessionária que administra a Rodovia recorreu da decisão e o pedágio voltou a ser cobrado na noite do dia seguinte.

Denúncias de superfaturamento na execução da obra[editar | editar código-fonte]

A execução da obra do Rodoanel, que já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos desde 1998, tem sido objeto de várias denúncias de superfaturamento desde 2001,[20] sendo a denúncia mais recente a de 2009, envolvendo a empreiteira Camargo Corrêa, que é objeto de investigações policiais.

Cquote1.svg Auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) entre janeiro de 2007 e julho de 2008 encontrou indícios de superfaturamento na construção do trecho sul do Rodoanel, em São Paulo, com participação direta da empreiteira Camargo Corrêa, alvo principal da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. A Procuradoria da República e a PF requisitaram ao órgão detalhes do suposto prejuízo aos cofres públicos causado pela empreiteira, calculado em R$ 39,6 milhões. Cquote2.svg
Agência Estado

[21]

Referências

  1. Rodoanel - No Trecho Oeste, especulação e crescimento desordenado. O Estado de S. Paulo (15/10/2004). Página visitada em 12/4/2014.
  2. Sobre a CCR RodoAnel. CCR. Página visitada em 4/6/2014.
  3. MOREIRA, Beth.(11 de março de 2008) CCR apresenta menor pedágio no Rodoanel, de R$ 1,16.Portal Exame,<http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/m0154137.html> Visitado em 24 de Agosto de 2008.[ligação inativa]
  4. a b Rodoanel Trecho leste. SPMAR. Página visitada em 4/7/2014.
  5. Rodoanel encarece e atinge R$ 3,5 bilhões. Folha de São Paulo (02/04/2006). Página visitada em 12/4/2014.
  6. Rodoanel: Trecho leste é entregue sem ligação até a Dutra. O Estado de S. Paulo (3/7/2014). Página visitada em 4/7/2014.
  7. Novo trecho do Rodoanel liga zona leste ao ABC em 23 minutos. Folha de S. Paulo (4/7/2014). Página visitada em 4/7/2014.
  8. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/08/trecho-leste-do-rodoanel-comeca-ser-construido-nesta-quarta.html
  9. Trecho Norte - Estudo de Impacto Ambiental. DERSA (set/2010). Página visitada em 6/7/2014.pág.16
  10. Trecho Norte - Estudo de Impacto Ambiental. DERSA (set/2010). Página visitada em 6/7/2014.pág.24
  11. Outras Vias[ligação inativa]
  12. Sobre a criação da zona de preservação - Cinturão Verde de São Paulo
  13. Rodoanel vai fechar ruas de SP
  14. S.O.S. Cantareira
  15. RECANTA - Rede de Cooperação da Cantareira
  16. Jornal da Serra
  17. Instituto Socioambiental
  18. Sobre o Cinturão verde de São Paulo - UNESCO
  19. BID libera US$ 3,37 mi para Rodoanel Norte, diz Dersa
  20. BRASIL, Sandra. Oposição tenta abrir CPI do Rodoanel em São Paulo. Folha de S. Paulo, 21 de agosto de 2001, 07h40 (em português).
  21. TCU vê possível superfaturamento em obras do Rodoanel., Agência Estado, in Correio Braziliense, 1 de de abril de 2009, 09:38 (em português).[ligação inativa]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]