Sistema rodoviário do estado de São Paulo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação.Editor, considere adicionar mês e ano na marcação com {{subst:f-referências}}. Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Mapa rodoviário do estado de São Paulo.

O Sistema rodoviário do estado de São Paulo é o maior sistema estadual de transporte rodoviário do Brasil, superando os 35 000 km. Trata-se de uma rede interligada, dividida em três níveis, municipal (12 000 km), estadual (22 000 km) e federal (1 050 km). Mais de 90% da população paulista está a cerca de 5 km de uma estrada pavimentada.[1]

São Paulo possui o maior número de estradas duplicadas da América Latina e, de acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte, o sistema rodoviário do estado é o melhor do Brasil, com 59,4% de suas estradas classificadas na categoria "excelente".[2] A pesquisa também apontou que das 10 melhores rodovias brasileiras, nove são paulistas.[2]

O sistema rodoviário paulista, entretanto, é bastante criticado pelo alto custo imposto aos seus usuários. O estado de São Paulo concentra mais da metade das praças de pedágio do Brasil e uma nova praça de pedágio é criada a cada 40 dias, aproximadamente. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o custo para percorrer o trajeto litorâneo de 4.500 quilômetros da BR-101, ligando o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, se cobra menos pedágio do que percorrer os 313 quilômetros que separam a capital paulista de Ribeirão Preto.[3] Os preços cobrados pelas concessionárias privadas que administram o sistema são alvos frequentes de reclamações dos motoristas.[4]

Administração do sistema[editar | editar código-fonte]

Trecho da Rodovia dos Bandeirantes, administrada pela CCR AutoBAn, em São Paulo.
Trecho do Rodoanel Mário Covas administrado pela CCR RodoAnel.
Trecho da Rodovia Ayrton Senna em Mogi das Cruzes, administrada pela Ecopistas.
Rodovia dos Imigrantes, administrada pela Ecovias.
Trecho da Rodovia Washington Luís em São Carlos, administrada pela Triângulo do Sol.

A responsabilidade pela construção, manutenção, expansão, gestão e exploração das estradas paulistas dividem-se nas seguintes categorias:

Com a lei n º 9.361, de 5 de julho de 1996, o governo estadual implementou um abrangente programa de concessão pública de infra-estruturas rodoviárias para gestão e exploração econômica (Programa Estadual de Desestatização), sendo que uma parte das rodovias sob a tutela do Estado começaram a ser geridas por empresas privadas. A fim de implementar o Programa, a rede viária foi subdividida em 12 seções, com um total de 3.500 km, interligando 198 municípios com uma população de aproximadamente 20 milhões de habitantes (aproximadamente 50% da população do estado).

Abaixo uma lista da empresas privadas que controlam parte das rodovias paulistas:

Até agosto de 2005, estas empresas investiram R$ 6 bilhões nas estradas, gerando uma receita de R$ 2 bilhões para o estado. As concessões também levaram à duplicação de mais de 480 km, e a construção de 110 novas estradas. Todas as rodovias concedidas estão equipadas com telefones fixos de emergência a cada quilômetro, sinalização horizontal e vertical, câmeras de vigilância e equipes de emergência 24 horas. As rodovias paulistas são as mais sofisticados e com os mais elevados padrões de segurança e de prestação de serviços da América Latina.

Todas estradas privadas, incluindo as geridas pelo DERSA, são pedagiadas, com o objetivo de pagar pelos serviços e investimentos feitos pelas empresas nas rodovias. Estradas geridas pelo Estado (DER) normalmente não são pedagiadas. O preço do pedágio, fixado pela Secretaria de Estado dos Transportes, varia de R$ 2,00 a R$ 11,00 para veículos leves.

Outra forma de cobrança do pedágio nas rodovias paulistas é o sistema de cobrança eletrônica Sem Parar. Através de um dispositivo eletrônico instalado no vidro dianteiro do carro a tarifa é cobrada direto da conta corrente ou do cartão de crédito do motorista, agilizando a passagem pela rodovia.

Tipos de Rodovias[editar | editar código-fonte]

Classificação[editar | editar código-fonte]

  • Acessos, ligam centros urbanos às rodovias.[14]

Identificação[editar | editar código-fonte]

Exemplos de placas usadas na identificação das estradas paulistas. Na foto, placa das estradas SP-348, SP-21 e SP-150.
  • A identificação das estradas de rodagem estaduais é feita pela sigla "SP", indicativa do Estado de São Paulo , seguida do número correspondente à estradas.

Codificação[editar | editar código-fonte]

  • Rodovias radiais são atribuídos números da série par, de "2" a "360", correspondentes, aproximadamente, ao azimute da linha que liga o Marco Zero (São Paulo) ao meio da diretriz da rodovia.
Exemplo: SP-280 e SP-318.
  • Rodovias transversais, serão atribuídos números da série ímpar, correspondente, aproximadamente, à sua distância média à São Paulo (Marco Zero).
Exemplo: SP-215 e SP-225 - (essas rodovias ficam em média a 215 e 225 quilômetros respectivamente, do Marco Zero de São Paulo).

Origens quilométricas[editar | editar código-fonte]

  • As rodovias radiais têm sua origem quilométrica no marco zero (Praça da Sé), em São Paulo.
  • As rodovias transversais têm sua origem quilométrica na extremidade mais próxima de São Paulo, por rodovia.
  • Rodovias incompletas são quilometradas por trechos, seguindo o critério geral.

Lista das rodovias do estado de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o
Portal de São Paulo

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]