Jacutinga (Minas Gerais)
| Município de Jacutinga | |||||
| "'Capital das Malhas'" | |||||
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Igreja Matriz de Santo Antônio |
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| Hino | |||||
| Fundação | 16 de setembro de 1901 | ||||
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| Gentílico | jacutinguense | ||||
| Prefeito(a) | Darci de Moraes Cardoso (PMDB) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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Localização de Jacutinga em Minas Gerais
Localização de Jacutinga no Brasil |
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 1 | ||||
| Microrregião | Poços de Caldas IBGE/2008 1 | ||||
| Municípios limítrofes | Andradas, Albertina, Monte Sião, Ouro Fino, Itapira/SP e Espírito Santo do Pinhal/SP | ||||
| Distância até a capital | 490 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 347,273 km² 2 | ||||
| População | 22 797 hab. Censo IBGE/20103 | ||||
| Densidade | 65,65 hab./km² | ||||
| Altitude | 839 m | ||||
| Clima | Tropical de altitude | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,797 médio PNUD/2000 4 | ||||
| PIB | R$ 277 907,675 mil IBGE/20085 | ||||
| PIB per capita | R$ 13 099,58 IBGE/20085 | ||||
| Página oficial | |||||
Jacutinga é um município da microrregião de Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 22º17'08" sul e a uma longitude 46º36'44" oeste, estando a uma altitude de 839 metros. Sua população estimada em 2004 era de 19 758 habitantes.
Índice |
História [editar]
Até a chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil, no século XVI, a atual região do sul de Minas Gerais era habitada pelos índios puris6 . A atual cidade de Jacutinga tem, como marco de sua fundação, o ano de 1835, data da construção da primeira capela do então povoado chamado "Ribeirão de Jacutinga". O nome foi assim designado pelas muitas jacutingas que habitavam a região7 . Passados 36 anos, o vilarejo tornou-se "Santo Antônio de Jacutinga", já apresentando desenho e ares de cidade. A partir daí, vieram os lampiões a gás, a estrada de ferro e o primeiro jornal impresso, em 1927: "A Gazeta de Jacutinga", um grande avanço para a época.
Foi elevada à condição de município em 16 de setembro de 1901, passando a se chamar somente "Jacutinga". Com um crescimento em ritmo acelerado devido ao cultivo de café, destaca-se um período de expansão, até o declínio da cafeicultura em meados da década de 1930.
Paralelamente ao grande boom da era industrial no Brasil ocorrido nessa época, imigrantes italianos se instalaram na cidade, trazendo, consigo, a habilidade de tecer e bordar. Já no fim da década de 1960, um jovem italiano, Antônio Pieroni, traz, para Jacutinga, a primeira máquina manual de fazer tricô: a Lanofix. A população abraçou a nova vocação econômica e, durante quase cinquenta anos, conseguiu transformar o município em referência nacional na fabricação de malhas e tricô.
Surgia, consequentemente, o turismo de negócios, fomentado pelas compras nas mais de mil pequenas empresas que hoje existem na cidade.
Geografia [editar]
Possui uma área de 348,23 km². A densidade demográfica é de 56,74 habitantes por quilômetro quadrado. Possui o título de "estância hidromineral" e é reconhecida como a capital nacional das malhas, sendo responsável por 27% de toda a produção nacional de malhas.
Os habitantes jacutinguenses, na sua maioria descendentes de italianos, são responsáveis pelas malhas, também exportadas para outros países e expostas em novelas e comerciais.
Os municípios limítrofes são: Albertina e Andradas a norte; Ouro Fino a leste; Monte Sião a sul e os paulistas Itapira e Espírito Santo do Pinhal a oeste.
Economia [editar]
Um dos potenciais econômicos de Jacutinga é a indústria de confecções, formada por mais de mil unidades produtivas, popularmente chamadas de "malharias". Cerca de 450 lojas de varejo comercializam a produção e, durante a temporada de março a julho, são gerados cerca de 6 mil empregos, com uma produção mensal de pelo menos 2 milhões de peças8 .
Turismo [editar]
A cidade de Jacutinga e também a região próxima a ela possui belezas naturais e históricas que vale a pena conhecer. Os principais deles são: o Parque Primo Raphaelli, a Trilha para a Cachoeira, o Teatro Municipal (na av. Barão do Rio Branco), o Pico da Forquilha, o Museu do Tricô em Jacutinga e a Igreja Matriz de Santo Antonio. As malharias da região também são um ótimo atrativo para os turistas que procuram os produtos da cidade.
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ Puris- primeiros habitantes de Bananal. Disponível em http://bananal.net.br/bananal/historia/85-puris-primeiros-habitantes-de-bananal. Acesso em 11 de setembro de 2012.
- ↑ História de Jacutinga-MG. Disponível em http://www.camarajacutinga.mg.gov.br/index.php?abre=acidade=jacutinga=historia. Acesso em 11 de setembro de 2012.
- ↑ RENNÓ, Patrícia (20 de março de 2010). Confecções põem a moda na rua. Caderno Economia. Jornal Estado de Minas