Jacutinga (Minas Gerais)

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Município de Jacutinga
"'Capital das Malhas'"
Igreja Matriz de Santo Antônio

Igreja Matriz de Santo Antônio
Bandeira desconhecida
Brasão de Jacutinga
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 16 de setembro de 1901
Gentílico jacutinguense
Prefeito(a) Noé Francisco Rodrigues (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jacutinga
Localização de Jacutinga em Minas Gerais
Jacutinga está localizado em: Brasil
Jacutinga
Localização de Jacutinga no Brasil
22° 17' 09" S 46° 36' 43" O22° 17' 09" S 46° 36' 43" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Poços de Caldas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Andradas, Albertina, Monte Sião, Ouro Fino, Itapira/SP e Espírito Santo do Pinhal/SP
Distância até a capital 490 km
Características geográficas
Área 347,273 km² [2]
População 22 797 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 65,65 hab./km²
Altitude 839 m
Clima Tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,797 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 277 907,675 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 099,58 IBGE/2008[5]
Página oficial

Jacutinga é um município da microrregião de Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 22º17'08" sul e a uma longitude 46º36'44" oeste, estando a uma altitude de 839 metros. Sua população estimada em 2004 era de 19 758 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Panorama geral do centro da cidade

Até a chegada dos colonizadores portugueses ao Brasil, no século XVI, a atual região do sul de Minas Gerais era habitada pelos índios puris[6] . A atual cidade de Jacutinga tem, como marco de sua fundação, o ano de 1835, data da construção da primeira capela do então povoado chamado "Ribeirão de Jacutinga". O nome foi assim designado pelas muitas jacutingas que habitavam a região[7] . Passados 36 anos, o vilarejo tornou-se "Santo Antônio de Jacutinga", já apresentando desenho e ares de cidade. A partir daí, vieram os lampiões a gás, a estrada de ferro e o primeiro jornal impresso, em 1927: "A Gazeta de Jacutinga", um grande avanço para a época.

Foi elevada à condição de município em 16 de setembro de 1901, passando a se chamar somente "Jacutinga". Com um crescimento em ritmo acelerado devido ao cultivo de café, destaca-se um período de expansão, até o declínio da cafeicultura em meados da década de 1930.

Paralelamente ao grande boom da era industrial no Brasil ocorrido nessa época, imigrantes italianos se instalaram na cidade, trazendo, consigo, a habilidade de tecer e bordar. Já no fim da década de 1960, um jovem italiano, Antônio Pieroni, traz, para Jacutinga, a primeira máquina manual de fazer tricô: a Lanofix. A população abraçou a nova vocação econômica e, durante quase cinquenta anos, conseguiu transformar o município em referência nacional na fabricação de malhas e tricô.

Surgia, consequentemente, o turismo de negócios, fomentado pelas compras nas mais de mil pequenas empresas que hoje existem na cidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Visão panorâmica da estrada da cachoeira 7 de Abril

Possui uma área de 348,23 km². A densidade demográfica é de 56,74 habitantes por quilômetro quadrado. Possui o título de "estância hidromineral" e é reconhecida como a capital nacional das malhas, sendo responsável por 27% de toda a produção nacional de malhas.

Os habitantes jacutinguenses, na sua maioria descendentes de italianos, são responsáveis pelas malhas, também exportadas para outros países e expostas em novelas e comerciais.

Os municípios limítrofes são: Albertina e Andradas a norte; Ouro Fino a leste; Monte Sião a sul e os paulistas Itapira e Espírito Santo do Pinhal a oeste.

Economia[editar | editar código-fonte]

Spaço Avenida, prédio comercial com marcas renomadas de Jacutinga

Um dos potenciais econômicos de Jacutinga é a indústria de confecções, formada por mais de mil unidades produtivas, popularmente chamadas de "malharias". Cerca de 450 lojas de varejo comercializam a produção e, durante a temporada de março a julho, são gerados cerca de 6 mil empregos, com uma produção mensal de pelo menos 2 milhões de peças[8] .

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade de Jacutinga e também a região próxima a ela possui belezas naturais e históricas que vale a pena conhecer. Os principais deles são: o Parque Primo Raphaelli, a Trilha para a Cachoeira, o Pico da Forquilha, o Museu do Tricô e a Igreja Matriz de Santo Antonio. As malharias da região também são um ótimo atrativo para os turistas que procuram os produtos da cidade.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Puris- primeiros habitantes de Bananal. Disponível em http://bananal.net.br/bananal/historia/85-puris-primeiros-habitantes-de-bananal. Acesso em 11 de setembro de 2012.
  7. História de Jacutinga-MG. Disponível em http://www.camarajacutinga.mg.gov.br/index.php?abre=acidade=jacutinga=historia. Acesso em 11 de setembro de 2012.
  8. RENNÓ, Patrícia (20 de março de 2010). Confecções põem a moda na rua. Caderno Economia. Jornal Estado de Minas

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