Taquaritinga

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Município de Taquaritinga
Bandeira de Taquaritinga
Brasão de Taquaritinga
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de agosto
Fundação 8 de junho de 1868
Gentílico taquaritinguense
Lema COR VNVM
(traduzido do latim, significa "Um Coração"[1] )
Prefeito(a) Fúlvio Zuppani
(2013–2016)
Localização
Localização de Taquaritinga
Localização de Taquaritinga em São Paulo
Taquaritinga está localizado em: Brasil
Taquaritinga
Localização de Taquaritinga no Brasil
21° 24' 21" S 48° 30' 18" O21° 24' 21" S 48° 30' 18" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Ribeirão Preto IBGE/2008[2]
Microrregião Jaboticabal IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Jaboticabal, Monte Alto, Guariba, Santa Ernestina, Dobrada, Matão, Itápolis, Fernando Prestes e Cândido Rodrigues
Distância até a capital 333 km
Características geográficas
Área 594,224 km² [3]
População 53 985 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 90,85 hab./km²
Altitude 565 m
Clima tropical de altitude Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,778 alto PNUD/2000[5]
PIB R$ 590 827,090 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 10 670,14 IBGE/2008[6]
Página oficial

Taquaritinga é um município da Mesorregião de Ribeirão Preto e da Região Central do estado de São Paulo, no Brasil.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Taquaritinga" é uma palavra proveniente da língua tupi. Existem duas explicações etimológicas possíveis para ela:

  • "taquara pequena e branca", a partir da junção dos termos takwa'ri (taquara pequena)[7] e tinga (branco)[8]
  • "rio claro das taquaras", a partir da junção dos termos takwar (taquara), 'y (rio, água)[9] e tinga (branco)[10]

Em sua evolução histórica, já possuiu diversos nomes:

  • 8 de junho de 1868 – doação de terras para se criar o patrimônio de "São Sebastião dos Coqueiros", que foi a primeira denominação do local;
  • 16 de março de 1880 – Patrimônio foi elevado à categoria de distrito de paz da comarca de Jaboticabal, passando a se chamar "Ribeirãozinho";
  • 25 de julho de 1892 – elevado à categoria de vila, chamando-se "São Sebastião do Ribeirãozinho";
  • 16 de agosto de 1892 – elevado à categoria de município, passando a se chamar "Ribeirãozinho";
  • 25 de novembro de 1907 – criação da comarca, passando a chamar-se "Taquaritinga".

História[editar | editar código-fonte]

Fundado em 8 de junho de 1868, com a doação de terras por proprietários rurais, liderados por Bernardino José de Sampaio, de uma área de 64 alqueires encravada em uma propriedade denominada Fazenda Boa Vista, nas proximidades do Ribeirão dos Porcos. As terras, avaliadas em 180 000 réis, foram doadas para constituírem a localidade de São Sebastião dos Coqueiros, denominação esta devido à abundância desta árvore na região. O marco a partir do qual a doação de Taquaritinga foi feita é onde atualmente se encontra a Praça Doutor Waldemar d'Ambrosio (antiga Praça Centenário), embora ela não seja mais a referência para as medidas do perímetro urbano do município, sendo utilizada, para esse fim, desde 1992, a Praça 1º de Maio.

Os doadores, com as respectivas doações, foram os seguintes: Bernardino José Sampaio e sua senhora Francisca Olegário da Silva, quinze alqueires; Antonio Pais de Camargo e sua mulher dona Maria Antonieta de Ataíde, oito alqueires; Manuel Luís de Sousa e sua mulher dona Ana Rita de Faria, dois alqueires; José Joaquim Esteves e sua mulher dona Maria Umbelina de Jesus, cinco alqueires; Joaquim Pedro da Fonseca e sua mulher dona Rita Pereira Guimarães, dois alqueires; Joaquim Pereira da Costa e sua mulher, dona Emerécia Anacleta de Jesus, cinco alqueires; Isaías Joaquim de Santana e sua mulher dona Francisca Maria de Jesus, dois alqueires; dona Joaquina Maria do Espírito Santo, seis alqueires; dona Gertrudes Florinda de Castro, dez alqueires; João Ferreira da Costa, quatro alqueires; Joaquim Alves da Silva Leite e sua mulher dona Ana Luísa de Jesus, cinco alqueires.

O principal doador de terras que vieram a constituir o patrimônio de Taquaritinga foi Bernardino José de Sampaio. Nascido em 13 de novembro de 1831, em Araraquara, filho de Luís Caetano de Sampaio e Ana Teixeira de Camargo, Bernardino Sampaio teve quinze irmãos: José Luís, Joaquim Caetano, Francisco Caetano, Antînio Caetano, João Caetano, Filipe Caetano, Luís Caetano, Virgílio Caetano, Manuel Caetano, Ambrosina Caetano, Emiliana Caetano, Ana Caetano, Matilde Caetano, Cândida Caetano, Maria Luísa; foi casado com Francisca Olegária da Silva e não teve filhos conhecidos. Ele doou quinze dos 64 alqueires doados em 1868. Em 1870, já morava na Fazenda Paraguaçu, local em que iniciou a primeira cultura de café. Em 25 de julho de 1892, foi eleito o primeiro juiz de Paz. Em 22 de dezembro de 1892, foi eleito primeiro presidente da câmara. Faleceu em 22 de abril de 1896, aos 65 anos, sendo sepultado no dia seguinte. Seu corpo foi o primeiro a ser sepultado na atual necrópole.

Fato curioso ocorreu em 23 de agosto de 1902, quando o movimento monarquista tentou restaurar o regime no país para coroar o príncipe dom Luís de Orleans e Bragança. Em Ribeirãozinho, como era chamada a cidade na época, às três horas da manhã, a cidade foi cercada, a delegacia foi tomada e seu delegado, Virgilio Nogueira, deposto, deixando Tomás de Mendonça como interino. A estação ferroviária foi tomada por Avelino Nogueira, que, então, emitiu mensagens de telégrafo para diversos locais informando o fato. Dentre os monarquistas, estavam Alberto Costa Osório de Sousa, Avelino de Negreiros, Augusto de Castilho, Eulógio de Matos Pitombo, coronel Gustavo Augusto de Morais, coronel João Ferreira de Castilho, João de Toledo Lara, Joaquim Mateus Correia, José Ferreira Leite, Leonardo Botelho, Pedro Paulo Correia, Tomás Sebastião de Mendonça, Carlos Baptista de Magalhães, entre outros.

Duzentos homens armados aguardavam notícias do comando central na capital, quandono dia seguinte, chegou um telegrama informando que o governo republicano não aceitara a notícia da revolta e havia preparado uma ação de contenção. No comunicado estava escrito: "Não venham mais. Revolta fracassou. Segue trem especial quatrocentos praças".

A restauração da monarquia na cidade ficou conhecida como Revolta de Ribeirãozinho e durou apenas um dia. Somente no município de Espírito Santo do Pinhal fato semelhante aconteceu.

A partir do final do século XIX e, sobretudo, nas primeiras décadas do século XX, a cidade recebeu grande influxo de imigrantes europeus meridionais. Os mais numerosos foram, de longe, os italianos, seguidos dos espanhóis e portugueses. A cidade também recebeu sírios e libaneses, algumas famílias de origem germânica, mas as principais minorias são formadas por afro-descendentes, japoneses e pequena população vinda de outros estados brasileiros para o trabalho rural a partir da década de 1980.

No presente, é visível o predomínio da cultura sul italiana, que é refletido não só no comportamento, mas também no comércio e relações de trabalho. O conservadorismo também é um traço cultural marcante, influência do predomínio da Igreja Católica, observado não só nas relações interpessoais, mas também na arquitetura, nas atividades culturais e entretenimento.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia da cidade é baseada na agronegócio e, cada vez mais, nos serviços.

Já foi a maior produtora mundial de goiaba, uma das maiores de tomate, o que, aliado a outros produtos gerou na cidade uma concentração de indústrias alimentícias, as quais - a partir dos anos 1980 - se transferiram para o Centro-Oeste devido a incentivos fiscais.

Durante a década de 1980, vivenciou enriquecimento associado à laranja, mas a partir da década de 1990 sua economia se diversificou sem que alcançasse as antigas taxas de crescimento econômico e populacional.

O estabelecimento de cursos superiores e o desenvolvimento dos serviços vieram acompanhados de relativa estagnação populacional e econômica em relação às cidades vizinhas. A população do município pouco variou de 1990 até 2009 configurando clara queda de taxa de natalidade associada a migração de jovens para outras cidades e Estados em busca de melhores oportunidades de trabalho.


Esportes[editar | editar código-fonte]

Clube Atlético Taquaritinga, fundado em 1942, é o clube de futebol da cidade. A "casa" do time, o Estádio Municipal Doutor Adail Nunes da Silva, com capacidade máxima de aproximadamente 52 000 pessoas, foi construído em apenas 90 dias, com ajuda e esforço de toda a população. Em maio de 2014, o estádio foi lacrado pelo Ministério Público por problemas estruturais, devido a má administração do clube, e do descaso das autoridades municipais.

A associação U.K.E de caratê também leva o nome da cidade para o Brasil inteiro.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 21º24'21" sul e a uma longitude 48º30'18" oeste, estando a uma altitude de 565 metros. O ponto mais alto é o Monte do Broa, na Serra do Jabuticabal, com 718 metros. Possui uma área de 595,84 km². O clima é tropical de altitude com inverno moderado e seco e, verão quente e chuvoso. Temperatura média anual de 24 graus centígrados e precipitação pluviométrica de 1 600 mm. O terreno é ondulado e o solo predominante é o Arenito Bauru datado da era cenozóica.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município de Taquaritinga é dividido em 3 distritos, sendo eles Guariroba, Jurupema e Vila Negri, mais o distrito sede.

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 649.
  8. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 678.
  9. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. Terceira edição revista e aperfeiçoada. São Paulo. Global. 2005. p. 22.
  10. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 678.