Santa Ernestina

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Município de Santa Ernestina
Bandeira de Santa Ernestina
Brasão de Santa Ernestina
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de março
Fundação 1965 (48–49 anos)
Gentílico santa-ernestinense
Prefeito(a) Ricardo Fernandes de Abreu
(2013–2016)
Localização
Localização de Santa Ernestina
Localização de Santa Ernestina em São Paulo
Santa Ernestina está localizado em: Brasil
Santa Ernestina
Localização de Santa Ernestina no Brasil
21° 27' 46" S 48° 23' 27" O21° 27' 46" S 48° 23' 27" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Ribeirão Preto IBGE/2008[1]
Microrregião Jaboticabal IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Guariba, Dobrada e Taquaritinga
Distância até a capital 324 km
Características geográficas
Área 134,964 km² [2]
População 5 568 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 41,26 hab./km²
Altitude 570 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,77 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 37 274,720 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 616,03 IBGE/2008[5]
Página oficial

Santa Ernestina é um município brasileiro do estado de São Paulo. De acordo com o CENSO 2010 possui uma população de 5.568 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

O município levou o nome de uma santa(alemã), para homenagear a nora do fundador da Estrada de Ferro Araraquarense, Carlos Batista de Magalhães, que lá implantou uma estação. Ernestina Reis de Magalhães, foi casada com o "barão do café" Carlos Leôncio de Magalhães, o maior cafeicultor do Brasil no início do século XX. Com ele teve 8 filhos: Maria José, Carlos, Oswaldo, Ernestina, Maria Cecilia, Paulo, Adelaide e José Carlos Reis de Magalhães. A grande dama, senhora de excelsas virtudes cristãs, nasceu no Rio de Janeiro, em 1876, filha de José Monteiro Reis e Adelaide Monteiro Palha, viveu na lendária Fazenda Cambuhy em Matão, entre 1900 e 1914, e faleceu em São Paulo, em 1968.

A referida Estação Ferroviária, inaugurada em 2 de abril de 1901, que é o "berço" da cidade, foi construída para favorecer o escoamento do café, oriundo da fazenda de Carlos Magalhães, que ficava na região. Na época, quase não havia moradores no lugar, destacavam apenas dois: Manoel de Almeida Rollo e João Lourenço Leite, o qual doou terras para um pequeno loteamento. No entanto, para identificar a parada do trem, foi posto a princípio, o nome de "Estação Ernestina". Logo em seguida, começou a formar um povoado ao redor da estação, o qual foi batizado como "Vila de Santa Ernestina", que depois passou a Distrito de Taquaritinga.

Desenvolvimento econômico[editar | editar código-fonte]

Após a construção da estação férrea, Santa Ernestina começou a desenvolver-se e alcançou seu apogeu entre os anos de 1930 e 1940, quando anualmente embarcavam milhares de sacas de café beneficiado, em trens especiais e fretados com destino à S.Paulo depois, ao porto de Santos.

Na época dos embarques, podia observar-se um intenso trânsito de veículos como: carroças, carroções, carros de boi e alguns caminhões da época, os quais traziam o café, oriundo das fazendas que circundavam Santa Ernestina e, se acumulavam ao redor da estação, desembarcando e recolhendo no armazém interno e às vezes, carregavam as milhares de sacas, diretamente nos vagões do trem.

E assim, a "Vila" (como era chamada) progrediu no auge do Café, onde os fazendeiros e colonos faziam suas compras no Armazém dos Messa Puerta e o "Ranca Toco", foi formado por colonos meeiros da tradicional Fazenda Água Santa. Apesar do café, ter sido a principal atividade agrícola no passado, acabou substituído pela citricultura a partir dos anos 60, a qual Santa Ernestina era conhecida como a "Terra da Laranja", por fim, acabou também cedendo esse cultivo, pelo plantio de cana, que se fortaleceu e predomina até os dias atuais.

Em 1964, emancipou-se como município, sendo comemorado seu aniversário, todo 21 de março de cada ano. Recebeu também, o cognome de "Cidade Alegria". A economia da cidade atualmente gira em torno da Usina Sucroalcooleira do Grupo Raízem, que é a maior fonte de emprego da cidade. E tambem do comércio da cidade.

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

Apesar do municipio possuir o nome de uma santa, a localidade tem como padroeiros locais, São Joaquim e Sant'Ana. A primeira capela, remonta a época da construção da estrada de ferro, em 1900. Em 1965 uma comissão formada pelos moradores locais derão inicio a construção da atual igreja Matriz. A paróquia é reconhecida regionalmente pela sua festa em louvor aos santos padroeiros realiza no mês de Julho e pelas missas da Renovação Carismática, que atrae fiéis a cidade. A paróquia faz parte da Diocese de Jaboticabal, forânia de São Sebastião, sendo a atual sede da subdivisão.Peregrinos recorrem aos Milagrosos Padroeiros: São Joaquim e Sant'Ana em busca de graças e bençãos (Principalmente mulheres ou casais quem dificuldades em engravidar).

Igrejas
  • Igreja Matriz São Joaquim e Sant'Ana - localizada na praça São Joaquim, no centro da cidade.
  • Igreja de Santa Rita - localizada na Vila Bonfim, seu estilo relembra a primeira igreja da cidade, a única a possuir relógio na torre.
  • Capela de Nossa Senhora Aparecida - localizada nos bairros nobres, a comunidade realiza anualmente a novena, quermesse, e procissão em louvor a padroeira.
  • Capela de Nossa Senhora do Carmo da Saudade - localizada no cemitério municipal.
  • Futura Igreja de São Brás - Será localizada no jardim Sérgio Corona.
Comunidades
  • Comunidade São Joaquim = Centro e Vila Tonini
  • Comunidade Santa Ana = Jardim Bela Vista e Jardim Nova Santa Ernestina
  • Comunidade Nossa Senhora Aparecida = Jardim Vanessa, Viela Santana, São Joaquim e Sant'Ana
  • Comunidade Santa Luzia = Vila Piva, Chacaras Santo Antonio, Jardim Sol Nascente
  • Comunidade Santa Rita = Vila Bonfim
  • Comunidade São Paulo Apostolo = Jardim São Paulo e Vila Rodrigues
  • Comunidade Santa Isabel = Fazenda Santa Isabel
  • Comunidade São Bras = Jardim Sérgio Corona

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 21º27'46" sul e a uma longitude 48º23'27" oeste, estando a uma altitude de 570 metros. Sua população estimada em 2004 era de 5.807 habitantes.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2000

População total: 5.741

  • Urbana: 5.145
  • Rural: 423
  • Homens: 2.852
  • Mulheres: 2.716

Densidade demográfica (hab./km²): 42,53

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 15,80

Expectativa de vida (anos): 71,25

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,60

Taxa de alfabetização: 90,45%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,770

  • IDH-M Renda: 0,685
  • IDH-M Longevidade: 0,771
  • IDH-M Educação: 0,854

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Fonte - ARTESP

A cidade é servida por quatro linhas de ônibus, que interligam as cidades das regiões:

  • Matão - Santa Ernestina Via Dobrada
  • Matão - Taquaritinga via Dobrada e Santa Ernestina
  • Santa Ernestina - Guariba via Usina Bonfim
  • Matão - Ribeirão Preto via Dobrada, Santa Ernestina, Usina Bonfim e Jaboticabal

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]