Porto Feliz

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde agosto de 2011).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Município de Porto Feliz
"Terra das Monções"
A Praça da Igreja Matriz

A Praça da Igreja Matriz
Bandeira de Porto Feliz
Brasão de Porto Feliz
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 13 de outubro de 1797
Gentílico porto-felicense
Lema Longe levei as fronteiras do Brasil
Prefeito(a) Levi Rodrigues Vieira (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Porto Feliz
Localização de Porto Feliz em São Paulo
Porto Feliz está localizado em: Brasil
Porto Feliz
Localização de Porto Feliz no Brasil
23° 12' 54" S 47° 31' 26" O23° 12' 54" S 47° 31' 26" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Macro Metropolitana Paulista São Paulo/2014<http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=236960
Microrregião Sorocaba IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Sorocaba
Municípios limítrofes Itu, Sorocaba, Elias Fausto, Capivari, Rafard, Tietê, Boituva e Iperó
Distância até a capital 112 km
Características geográficas
Área 556,563 km² [2]
População 48 893 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 87,85 hab./km²
Altitude 523 m
Clima Subtropical úmido Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,8 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 698 378,956 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 14 618,39 IBGE/2008[5]
Página oficial

Porto Feliz é um município brasileiro do estado de São Paulo, situa-se na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Sorocaba. Localiza-se a uma latitude 23º12'53" sul e a uma longitude 47º31'26" oeste, estando a uma altitude de 523 metros. Sua população estimada em 2010 era de 48 893 habitantes. [6]

História[editar | editar código-fonte]

O início

Porto Feliz nasceu na margem esquerda do rio Tietê, em um lugar que os indígenas nativos chamavam de Araritaguaba (termo tupi que significa "lugar da pedra de arara", através da junção dos termos arara ("arara"), itá ("pedra") e aba ("lugar)[7] ). O mais antigo registro conhecido do local é de 1693 e refere-se a uma fazenda de António Cardoso Pimentel que originou o povoado. Um decreto de 13 de outubro de 1797 elevou o povoado à categoria de vila e mudou o nome para Porto Feliz.

A cidade tem uma economia diversificada baseada na agricultura e em pequenos e médios estabelecimentos industriais. Na zona rural da cidade, observamos o predomínio da monocultura da cana-de-açúcar.

A origem do nome Porto Feliz

A Vila de Porto Feliz foi criada no reinado de Dona Maria I, rainha de Portugal. O documento de criação foi assinado pelo governador da Capitania de São Paulo, António Manuel de Melo e Castro de Mendonça, no dia 13 de outubro de 1797.

Monumento em homenagem aos 500 anos da cidade.

O povoado às margens do rio Tietê, chamado anteriormente Freguesia de Araritaguaba, pertencera até então ao termo da vila de Itu. Com a condição de vila, Porto Feliz alcançou a sua autonomia. A vila era uma unidade política e administrativa autônoma equivalente a município, com direito a ter Câmara e cadeia. Conquistada a condição, uma das primeiras providências deveria ser o levantamento do Pelourinho, uma coluna que simbolizava a autonomia, geralmente feita de pedra. O termo era o território da vila, dividido em freguesias. A sede do termo ficava nas respectivas vilas ou cidades.

O documento assinado pelo Governador concedia à freguesia de Araritaguaba a condição de vila, denominando-a Vila de Porto Feliz, e determinava a definição do território do termo, a ereção do Pelourinho, a demarcação do terreno para a construção dos Paços do Concelho e cadeia, a eleição de juízes, vereadores e demais oficiais da Câmara Municipal. O ato atendia ao pedido dos moradores da freguesia de Araritaguaba, que nesse sentido enumeravam os vários incômodos atribuídos à distância de léguas da sede do termo, a Vila de Itu. Mas, o Governador também o justificava por ser o local um porto frequentado por comerciantes das minas de Cuiabá e por expedições destinadas por Sua Majestade Fidelíssima aos vastos sertões, algumas delas chegando a alcançar a fronteira da América Espanhola. Em seguida, o governador vaticinava: por isso, Porto Feliz tem toda a capacidade e disposição para vir a ser em poucos anos uma das vilas mais opulentas desta capitania.

Prédio da Guarda Civil Municipal, prédio da antiga cadeia pública

O último mapa da série interessa particularmente aos estudiosos da história de Porto Feliz e ao mesmo tempo é um documento importante para o estudo do comércio no Brasil central. Trata-se do "Mapa dos gêneros, mercadorias e efeitos que saíram desta capitania de São Paulo para a de Cuiabá e Mato Grosso, pelo Porto Feliz no ano de 1801". A exportação citada nesse documento partiu toda de um único porto fluvial, o antigo porto de Araritaguaba que em 1797 fora denominado de Porto Feliz pelo próprio Antônio Manuel de Melo e Castro de Mendonça. Os gêneros citados na estatística do capitão general foram embarcados em grandes canoas como nos primeiros tempos das grandes monções. As expedições monçoeiras do século XVIII partiam de Porto Feliz e desciam todo o Tietê abaixo, depois entravam no Paraná e subiam o Pardo acima, em seguida varavam em Camapuã para descerem o Coxim e o Taquari e navegarem a contra-corrente pelo Paraguai, São Lourenço e Cuiabá.

O documento permite avaliar a variedade dos produtos exportados através de Porto Feliz. O mapa relaciona os seguintes gêneros: sal, farinha de mandioca, feijão, farinha de trigo, marmelada, ferro, aço, chapas de cobre, cera do reino, chumbo, vinho, aguardente do reino, aguardente da terra, malvasia, azeite doce, vinagre, escravos, machados, enxadas, foices, almocafres, pregos sortidos, cravos de ferrar, alavancas, fazendas, panos de algodão, louças, pólvora, capados. No meio do rol de mercadorias são citados 46 escravos, entre vasilhames de vinagre e centenas de machados.

Monumento da Gruta Nossa Senhora das Monções.

De Mato Grosso, só poderiam chegar a Porto Feliz artigos preciosos. Primeiramente, o ouro. Mas também vinham a poaia, a salsaparrilha e alguns medicamentos da farmácia caseira comuns naquela época. Taunay alerta para o fato de que a tal respeito silenciam as estatísticas do capitão general. Ele nada diz sobre o ouro que possivelmente ainda era despachado de Cuiabá. O Governador que anteviu um futuro de opulência para São Paulo e para a antiga freguesia de Araritaguaba não conseguiu imaginar que a rota fluvial do Tietê seria abandonada ao longo do século XIX, sendo aos poucos substituída por caminhos terrestres que deixaram ao largo o antigo porto das monções e a Vila de Porto Feliz. O texto "A origem do nome Porto Feliz" é reprodução de artigo publicado em MR-USP pelo historiador Jonas Soares de Souza.

Parque das Monções[editar | editar código-fonte]

É uma área de preservação tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico. É um local histórico, pois era daí que partiam as tais embarcações que iam para as minas de Cuiabá. A construção de suas escadarias, o monumento às bandeiras e de sua arborização datam da década de 1920. Três lugares desse parque se destacam:

  • Paredão Salitroso:

A data de sua origem é imprecisa. Alguns estudiosos afirmam que este local abriga provas que esta região esteve submersa há milhares de anos. É constituído de pedra salitrosa, calcário e arenito;

  • Monumento às Monções:

Inaugurado em 1920 pelo presidente do Estado de São Paulo, Altino Arantes, o Monumento as Monções foi construído às margens do rio Tietê, de onde partiam as expedições monçoeiras. É feito em granito com três baixos relevos em bronze, reproduzindo a partida das monções de Almeida Junior, A bênção das canoas de Hercule Florence e Largada de Porto Feliz de Adrian Taunay;

  • Gruta Nossa Senhora de Lourdes:

A gruta em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes está localizada no paredão histórico do Parque das Monções. Foi idealizada e construída graças a dois padres franceses: Alexandre Hourdeau e Vitor Maria Cavron. É idêntica à existente em Lourdes, na França. Foi escavada na rocha e recebeu a contribuição do povo porto-felicense, que ofereceu donativos para a construção. Foi inaugurada solenemente em 1924.

Endereço do Parque das Monções: Rua dos Bandeirantes, sem número.

Prato Tipico[editar | editar código-fonte]

Cearense[editar | editar código-fonte]

A cearense surgiu na década de 70 n, por quatro pescadores da cidade em uma de suas pescarias em Mato Grosso. Depois de alguns dias, os pescadores ja quase sem comida receberam a notícia de que mais pescadores se juntariam a eles. Um deles foi para uma cidade nas proximidades para comprar mais mantimentos. Mas a caminho da cidade parou algumas vezes para descansar, assim acabou chegando tarde a cidade pois quase todos os estabelecimento estavam fechados, acabou achando apenas um armazém, a onde comprou 1 kg de cebola, 1 kg de tomate e 2 kg de carne de Boi. Chegando ao acampamento resolveu cozinhar tudo que tinha sobrado, feijão e algumas coisas a mais. Saiu um prato muito saboroso. Assim acarretando um comentário do Sr. Emilio Coli, ele diz que aquilo que eles tinham feito parecia comida "de cearense". Voltando a Porto Feliz, os pescadores passaram as suas esposas, a receita, elas acrescetaram ainda ao prato, bacon, Linguiça Calabresa, Louro, Cheiro-verde e orégano. Assim dando a inicio a tradição. Foi muito elogiado por não ser tão forte quanto a feijoada e ainda para esquentar nos dias frios.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Escolas Estaduais[editar | editar código-fonte]

  • Escola Estadual Monsenhor Seckler.
  • Escola Estadual Profª Esther Maurino Rodrigues.
  • Escola Estadual Cel Eugênio Euclydes Pereira da Motta.
  • Escola Estadual Profª Maria Aparecida Fernandes Leite.
  • Escola Estadual Prof Pedro Fernandes de Camargo

Escolas Particulares[editar | editar código-fonte]

  • Escola São José de Porto Feliz.
  • Colégio Porto dos Bandeirantes (Universitário).
  • Escola Adventista de Porto Feliz.
  • Colégio Presbiteriano.

Escolas Municipais de Ensino Fundamental[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Espaço Cultural Olair Coan Estação das Artes Assumpta Luzia Marchesoni Rogado

Geografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.
  • O primeiro piano de Porto Feliz foi trazido pelo Padre André Rocha em 1820, ele foi também o primeiro da Província de São Paulo;
  • A luz elétrica chegou a Porto Feliz em 1912;
  • A Primeira Semana das Monções foi criada em 1952;
  • A Santa Casa de Misericórdia de Porto Feliz foi inaugurada em 1907;
  • Em 1846, o Imperador D. Pedro II visitou Porto Feliz e hospedou-se no prédio que atualmente comporta o Museu da Monções;
  • A primeira Loja Maçônica da Província de São Paulo foi inaugurada em Porto Feliz no ano de 1831;
  • Somente em 1910 é que Porto Feliz foi beneficiada com a instalação de água encanada, até então o abastecimento era feito através de chafarizes espalhados pela cidade.
  • De Porto Feliz a Cuiabá as expedições se utilizavam de 19 rios e tinham que transpor 113 obstáculos entre cachoeiras e corredeiras e mais de 14 km de terra no varadouro de Camapuã, sem contar as febres, a fome, os naufrágios e os índios que exterminavam expedições inteiras;
  • O autor do monumento às Monções foi o escultor italiano Amadeo Zani, tinha sido encomendado por Cândido Mota então Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura

Datas Importantes[editar | editar código-fonte]

  • 1693 - Os historiadores falam de um “Porto” à margem esquerda do Rio Tietê, de onde partiam as expedições para Cuiabá, no Mato Grosso; nessa data, também teve início o povoamento de Araritaguaba;
  • 1700 - Torna-se mais frequente a passagem por esse Porto dos exploradores que se destinam aos Sertões de Mato Grosso e Goiás, a procura das Minas de Ouro;
  • 1700 - Antonio Cardoso Pimentel edifica uma Capela em Homenagem a Nossa Senhora da Penha;
  • 1720 - 1770 - Período das Monções mais importantes;
  • 1728 - Desmembrada de Itu, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Araritaguaba;
  • 1744 - Por provisão de 27 de novembro, é concedida licença para se construir uma nova Matriz, sob a invocação de Nossa Senhora Mãe dos Homens;
  • 1750 - Aos 9 de outubro é solenemente inaugurada a nova Matriz. A partir desta data a Paróquia passa a denominar-se “Freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens de Araritaguaba”;
  • 1797 - A freguesia passa a se chamar “Paróquia de Nossa Senhora Mãe dos Homens de Porto Feliz”, que por Portaria de 13 de outubro a freguesia de Araritaguaba passa a categoria de Vila, com o nome de Porto Feliz;
  • 1780 - 1830 - Expansão da lavoura canavieira: Araritaguaba torna-se um dos grandes centros açucareiros da Província de São Paulo;
  • 1858 - No dia 16 de abril a Vila de Porto Feliz foi elevada a categoria de cidade. Lei nº 8 de 07 de fevereiro de 1885, eleva Porto Feliz a Comarca;
  • 1901 - 1907 - O Engenho Central torna-se propriedade da Societé de Sucreries Brésiliennes;
  • 1906 - Circula “O Araritaguaba” , primeiro jornal de Porto Feliz;
  • 1920 - 1924 - Inauguração do Monumento às Monções, Ramal Ferroviário, Gruta N. S. de Lourdes e implantação da fábrica de tecidos N. S. Mãe dos Homens;
  • 1954 - Tem início grande reforma na Matriz;

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_DTB_2008
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. População de Porto Feliz. (em português). IBGE. Página visitada em 23 de fevereiro de 2013.
  7. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  8. População de Porto Feliz. (em português). IBGE. Página visitada em 23 de fevereiro de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]