Teodoro Sampaio (São Paulo)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Município de Teodoro Sampaio
Bandeira de Teodoro Sampaio
Brasão de Teodoro Sampaio
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de março de 1965
Fundação 7 de janeiro de 1952
Emancipação 28 de fevereiro de 1964
Gentílico teodorense
Prefeito(a) Ailton Cesar Herling
(2013–2016)
Localização
Localização de Teodoro Sampaio
Localização de Teodoro Sampaio em São Paulo
Teodoro Sampaio está localizado em: Brasil
Teodoro Sampaio
Localização de Teodoro Sampaio no Brasil
22° 31' 58" S 52° 10' 04" O22° 31' 58" S 52° 10' 04" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Presidente Prudente IBGE/2008[1]
Microrregião Presidente Prudente IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Anaurilândia (MS), Presidente Epitácio (SP), Marabá Paulista (SP), Mirante do Paranapanema (SP), Jardim Olinda (PR), Paranapoema (PR), Inajá (PR), Santo Antônio do Caiuá (PR), Paranavaí (PR), Diamante do Norte (PR), Euclides da Cunha Paulista (SP) e Rosana (SP)
Distância até a capital 660 km[2]
Características geográficas
Área 1 556,670 km² (SP: 8º)[3]
População 21 389 hab. (SP: 235º) –  Censo IBGE/2010[4]
Densidade 13,74 hab./km²
Altitude 321 m
Clima Subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,757 alto PNUD/2000[5]
PIB R$ 179 417,984 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 8 500,40 IBGE/2008[6]
Página oficial

Teodoro Sampaio é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º31'57" sul e a uma longitude 52º10'03" oeste, estando a uma altitude de 321 metros. Sua população estimada em 2004 era de 20.549 habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

Teodoro Sampaio ocupa terras que faziam parte da Fazenda Cuiabá. A escritura da fazenda é datada de 11 de Janeiro de 1853, transcrita em 28 de junho de 1885, em Santa Cruz do Rio Pardo, no livro nº 04, folha 15. Nessa época todas as terras pertencentes a Alta Sorocabana até o espigão do Rio do Peixe, pertenciam à Comarca de Santa Cruz do Rio Pardo.

A sede da Fazenda Cuiabá ficava no local onde hoje é a cidade de Cuiabá Paulista, distrito do município de Mirante do Paranapanema.

Após sucessivas vendas, a fazenda foi dividida em três quinhões, conforme decisão judicial processada pelo Juiz de Direito de Presidente Prudente, transcrita e julgada em 20 de maio de 1925, folha nº 25, livro 3-A, no Registro Imobiliário de Presidente Prudente.

A Fazenda Cuiabá ficou assim constituída:

  • 1º quinhão: 19.840 alqueires, pertencentes ao Sr. Cândido Alves Teixeira.
  • 2º quinhão: 7.016 alqueires, pertencentes ao Dr. Pedro Soares Sampaio Dória.
  • 3º quinhão: 1.484,6 alqueires, pertencentes ao Sr. Sebastião Teixeira Coelho.

Parte do primeiro quinhão, 1.200 alqueires, foi adquirido em 9 de agosto de 1949, pelo Coronel José Pires de Andrade que, em junho de 1949, veio ver as terras da Fazenda Cuiabá com uma comitiva formada pelos seus filhos, o advogado Adriano Pires de Andrade e José Miguel de Castro Andrade, mais o Sr. Odilon Ferreira, o Engº José Hausner Filho, o advogado Alfeu Marinho, Tomaz Alcade e Gabriel Galia.

Depois da aquisição de parte da Fazenda Cuiabá, o Coronel Pires parou com as atividades na região, aguardando o término de diversas ações judiciais em pendência, inclusive ação discriminatória, pois na época, surgiram várias pessoas dizendo ser portadoras de títulos de propriedade sobre as terras da Fazenda Cuiabá, entre elas, Labiano da Costa Machado, fundador da cidade de Costa Machado, distrito do município de Mirante do Paranapanema.

Após o término do julgamento de todas as ações, o Coronel Pires vende, em 30 de abril de 1951, os 1.200 alqueires da Fazenda Cuiabá, à "Organização Colonizadora Engenheiro Theodoro Sampaio S/C", firma fundada em 18 de outubro de 1950, na cidade de Marília, por José Miguel de Castro Andrade e Odilon Ferreira. O nome da firma colonizadora foi uma homenagem ao ilustre Engenheiro baiano Theodoro Fernandes Sampaio.

José Miguel de Castro Andrade (popularmente conhecido por Pires) e Odilon Ferreira, responsáveis pela colonização de 1.200 alqueires na Fazenda Cuiabá, vieram de Marília, onde durante muitos anos se dedicaram ao cultivo do café. Odilon Ferreira foi administrador de uma fazenda do Coronel Pires, em Marília.

Em 1951, a Colonizadora estava assim constituída:

  • Sócios Proprietários: José Miguel de Castro Andrade e Odilon Ferreira.
  • Administradores Gerais: Gedeão Soares Cavalcante (Chefe de Escritório), Walter Ventura Ferreira (popular Clarindo), Alfredo Andreotti e José Barreto Filho (Corretores).
  • Agrimensores: Benício Almeida Mendonça (Chefe), Manoel Camargo e Teófilo Silveira Mendonça.

Dentro da área adquirida foi idealizado a formação de um patrimônio. Em 7 de Janeiro de 1952, José Miguel Castro de Andrade e Odilon Ferreira, fundam o povoado de Theodoro Sampaio. Na época da fundação, o Governador do Estado era o Sr. Lucas Nogueira Garcez.

Francisco Frutuoso de Oliveira, mais conhecido por "Chico Picadeiro", foi quem iniciou a abertura de picadas para a construção de estradas e ampliação do povoado.

Dos pioneiros de Teodoro Sampaio, cabe ressaltar os nomes de Clemente Pinheiro Bispo, Evaristo Nunes Pereira Filho, José Amador, Eduardo Ulloffo, Clodomiro Troiani, João Toeska, José Maria Lopes, Sebastião Furlan, José Pereira, Manoel José Dias, José Maria Moraes,Toshiyshiro Ginoza, Takeoshi Mizutani, Manoel Dionízio da Silva Neto e as famílias Fogaroli,Scapin e Costa.

Com o trabalho de todos, despontava um núcleo habitacional que logo foi elevado a distrito pela Lei nº 5.285, e instalado em 3 de abril de 1960, quando foi instalado também o Cartório de Registro Civil, tendo como seu primeiro tabelião, o Sr. Jordão Bruno D'Incao.

Crescia a cidade e com ela o desejo de uma rápida emancipação político-administrativa. Em 28 de fevereiro de 1964, a Lei nº 8.092 criava o município de Teodoro Sampaio, desmembrando-se do município de Marabá Paulista. O Governador do Estado na época, era o Sr. Adhemar Pereira de Barros.

Em 7 de setembro de 1964 chega o primeiro trem à Teodoro Sampaio vindo de Presidente Prudente, através do ramal de Dourados.

A primeira eleição para prefeito e vereadores do município ocorreu em 15 de novembro de 1964, sendo eleitos o Prefeito José Natalício dos Santos (popular Natal) e o Vice-Prefeito Pedro Ginez Abellan. A posse da 1ª Câmara Municipal ocorreu em 21 de março de 1965, data esta em que se comemora a emancipação político-administrativa do município de Teodoro Sampaio.

Com 2.879,8 km², Teodoro Sampaio era o maior município do Estado de São Paulo em extensão territorial e estava assim constituído: Teodoro Sampaio (Sede), Rosana, Porto Primavera, Euclides da Cunha Paulista, Planalto do Sul (Distritos) e Santa Rita do Pontal (Bairro rural).

Planalto do Sul pertencia ao município de Marabá Paulista, por ser muito distante da sede, a população através de um plebiscito, em 1965, votou para que o então bairro rural de Planalto do Sul passasse pertencer à Teodoro Sampaio, cuja distância era menor, 30 km. Em 27 de dezembro de 1985, é criado o distrito de Planalto do Sul, através da Lei nº 4.954.

O distrito de Rosana foi criado em 31 de dezembro de 1963, pela Lei nº 8.050, com território pertencente ao município de Presidente Epitácio. Em 27 de Janeiro de 1966, ocorre a instalação do distrito e, através de um plebiscito, o distrito de Rosana passa a pertencer ao município de Teodoro Sampaio. O distrito de Euclides da Cunha Paulista foi criado em 23 de dezembro de 1981, Lei nº 3.198.

Em 5 de novembro de 1989, realizaram-se os plebiscitos sobre a emancipação dos distritos de Rosana e de Euclides da Cunha Paulista. 96% dos eleitores de Rosana, e 94% de Euclides da Cunha Paulista, votaram a favor da emancipação. Os municípios de Rosana e Euclides da Cunha Paulista foram criados através da Lei nº 6.645, de 9 de Janeiro de 1990, sancionada pelo Governador Orestes Quércia. A instalação dos novos municípios ocorre em 1º de Janeiro de 1993, com a posse dos Prefeitos Jurandir Pinheiro, em Rosana, e José Carlos Mendes, em Euclides da Cunha Paulista. E o também distrito Porto Primavera passa a pertencer a Rosana.

O município de Rosana ficou com uma área de 740,6 km², e o de Euclides da Cunha Paulista com 578,6 km².

Com o desmembramento, o município de Teodoro Sampaio ficou com a seguinte formação: Teodoro Sampaio (Sede), distrito de Planalto do Sul e as glebas Água Sumida e Ribeirão Bonito.

Nos últimos anos, o município ficou conhecido por ser o epicentro de conflitos de terras no Pontal do Paranapanema, onde o MST reivindica o uso destas para reforma agrária, alegando que os títulos de posse dos proprietários são falsos e frutos de grilagem. O principal líder do movimento, José Rainha Junior, reside na cidade.

O município de Teodoro Sampaio possui em seu território o Parque Estadual do Morro do Diabo, um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica do Estado de São Paulo, local de habitat do Mico Leão Preto, espécie ameaçada de extinção.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Municípios limítrofes[editar | editar código-fonte]

Os limites do município são com os municípios de Presidente Epitácio ao norte, Marabá Paulista e Mirante do Paranapanema ao nordeste, e Rosana e Euclides da Cunha Paulista ao leste.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Administração[editar | editar código-fonte]

Prefeitos de Teodoro Sampaio[editar | editar código-fonte]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Criminalidade e segurança pública[editar | editar código-fonte]

Brasão da PMSP.

Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em Teodoro Sampaio. Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 19,0 para cada 100 mil habitantes, ficando na 56ª posição a nível estadual e no 946° lugar a nível nacional.[7] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 9,5 para cada 100 mil habitantes, ficando na 288ª posição a nível estadual e no 2087° lugar a nível nacional.[8]

A queda de homicídios por causas relacionadas à violência urbana se deve às medidas tomadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP), como o Registro Digital de Ocorrência (RDO), adotado em mais 46 municípios do estado de São Paulo. O RDO permite que os boletins de ocorrência (BOs) feitos nas unidades policiais sejam padronizados via intranet, armazenados em bancos de dados e consultados por outros órgãos policiais.[9]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Página visitada em 26 de janeiro de 2011.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Sangari (2011). Número e taxas (em 100 mil) de homicídio nos municípios com 10.000 habitantes ou mais (xls). Página visitada em 24 de maio de 2011.
  8. Sangari (2011). Número e taxas (em 100 mil) de Óbitos Ac.Transporte nos municípios com 10.000 habitantes ou mais (xls). Página visitada em 24 de maio de 2011.
  9. Secretaria de Estado da Segurança Pública (27 de maio de 2010). Sistemas de inteligência criam o mapa da criminalidade. Página visitada em 6 de maio de 2011.
  • SOUZA, João Maria de. Memorial Theodoro Sampaio, Sua Gente, Sua História, Sua Geografia, 2002.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]