Lucas Nogueira Garcez

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Lucas Nogueira Garcez
17.º Governador de São Paulo São Paulo
Mandato 1.º - 31 de janeiro de 1951
até 31 de janeiro de 1955
vice-governador Erlindo Salzano
Antecessor(a) Adhemar de Barros
Sucessor(a) Jânio Quadros
Vida
Nascimento 9 de dezembro de 1913
São Paulo,SP
Morte 11 de maio de 1982 (68 anos)
São Paulo,SP
Nacionalidade  brasileiro(a)
Dados pessoais
Partido PSP, Arena
Profissão engenheiro

Lucas Nogueira Garcez (São Paulo, 9 de dezembro de 1913 — São Paulo, 11 de maio de 1982) foi um engenheiro e político brasileiro. Recebeu o prêmio de Eminente Engenheiro do Ano em 1968.

Foi governador do estado de São Paulo entre 1951 e 1955.

História[editar | editar código-fonte]

Formado em engenharia civil, em 1936, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde foi professor. Recebe o título de professor doutor em 1946 e professor emérito em 1964, sendo o sexto doutor a receber essa honraria.

Sua vida profissional começou a ganhar destaque quando assumiu a superintendência da construção da usina hidrelétrica de Avanhandava (1940) e da Fábrica Nacional de Motores (FNM-1943). Prosseguiu atuando nas áreas de saneamento e de saúde pública até que, em 1949, ocupou o cargo de Secretário de Estado de Viação e Obras Públicas, onde conseguiu a projeção de seu nome a fim de ser eleito governador.

Eleito com o apoio do Governador Adhemar Pereira de Barros, dele se afastou após assumir o cargo de governador. Nas eleições seguintes, em 1954 não apoiou Adhemar, que pretendia voltar ao Governo de São Paulo, o que facilitou a vitória de Jânio Quadros.

O governo Garcez (1951 — 1955)[editar | editar código-fonte]

Durante seu mandato criou o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), as Usinas Hidrelétricas do Paranapanema (USELPA), o Conselho Estadual de Higiene e Segurança do Trabalho, o Departamento de Assistência Médico-Hospitalar ao Servidor Público Estadual e o Fundo de Amparo ao Menor.

Foi grande incentivador da construção de usinas hidrelétricas, vindo a inaugurar as usinas de Salto Grande, Limoeiro, Euclides da Cunha e Barra Bonita, bem como os aeroportos de Congonhas e Viracopos e a finalização das obras da Via Anchieta.

Seu governo instituiu um plano de desenvolvimento estadual denominado PAGE - Plano de Ação do Governo Estadual.[1]

Professor, pesquisador e político[editar | editar código-fonte]

Após seu governo prosseguiu a carreira de docente e pesquisador na universidade e em institutos de pesquisa, não abandonando, contudo a política, pois em 1970 foi presidente da Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Ainda no período de 1967 a 1975 foi diretor das Centrais Elétricas de São Paulo (CESP) e, posteriormente, entre 1979 e 1982, presidente da Eletropaulo no governo estadual de Paulo Maluf, cargo que ocupou até o seu falecimento. Foi autor de diversos livros destacando-se Hidrologia e Engenharia Hidráulica e Sanitária, ambos publicados pela Editora Blucher.

Referências


Ver também[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Ademar de Barros
Governador de São Paulo
1951 — 1955
Sucedido por
Jânio Quadros



Professor Emérito da EPUSP em 1964