Paulo Maluf

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Paulo Maluf
Paulo Salim Maluf
25.º Governador de São Paulo São Paulo
Mandato 15 de março de 1979
até 14 de maio de 1982
Antecessor(a) Paulo Egydio Martins
Sucessor(a) José Maria Marin
Prefeito de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Mandato Primeiro: 8 de abril de 1969
até 7 de abril de 1971
Segundo: 1 de janeiro de 1993
até 1 de janeiro de 1997
Antecessor(a) Faria Lima (1.º)
Luiza Erundina (2.º)
Sucessor(a) Figueiredo Ferraz (1.º)
Celso Pitta (2.º)
Deputado federal por São Paulo São Paulo
Mandato Primeiro: 1 de fevereiro de 1983
até 31 de janeiro de 1987
Segundo: 1 de fevereiro de 2007
até 31 de janeiro de 2011
Terceiro: 1 de fevereiro de 2011
ainda em exercício
Secretário de Transportes de São Paulo São Paulo
Mandato 1971 até 1975
Vida
Nascimento 3 de setembro de 1931 (83 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade Brasil brasileiro
Progenitores Mãe: Maria Estéfano Maluf
Pai: Salim Farah Maluf
Dados pessoais
Primeira-dama Sylvia Maluf
Partido ARENA

Partido Progressista

Religião Católico
Profissão Empresário e Engenheiro
Website malufsp.com.br
Interpol

Paulo Salim Maluf (São Paulo, 3 de setembro de 1931) é um político, engenheiro, e empresário brasileiro, filho de pais de origem libanesa. Foi duas vezes prefeito de São Paulo, além de secretário dos transportes e governador do estado de São Paulo e candidato à Presidência da República. Na política, Maluf associou-se ao populismo e à realização de grandes obras públicas, como a Marginal Tietê e o Elevado Presidente Costa e Silva, popularmente conhecido por "Minhocão". Atualmente é o 5º político mais rico do Brasil segundo a revista Forbes.[1]

A carreira de Maluf também foi marcada por seguidas acusações de corrupção e outros crimes – ele foi preso em 2005 e é atualmente procurado pela Interpol,[2] em razão de mandado expedido pela promotoria de Nova Iorque, que o acusa de movimentar ilicitamente milhões de dólares no sistema financeiro internacional sem justificativa fundamentada. Apesar de todas as denúncias, Maluf nunca foi condenado.[3]

Seu primeiro partido político foi a Arena, sustentáculo do regime militar. A ascensão e o sucesso como administrador público estiveram na origem do termo malufismo, em alusão à influência que Maluf deteve na política paulista. A indicação de Maluf como candidato da eleição presidencial de 1985, a primeira após a abertura política, dividiu o partido, numa disputa interna de poder. Os membros da Arena contrários à candidatura, liderados por José Sarney, terminaram por fundar o dissidente Partido da Frente Liberal. Candidato, Maluf perdeu a eleição para Tancredo Neves.

Maluf voltaria a vencer um pleito em 1992, para a Prefeitura de São Paulo. Depois disso, passou a disputar, com êxito, eleições parlamentares. Fundador do Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, hoje designado Partido Progressista (PP), Maluf é o presidente do diretório paulista do partido e exerce o cargo de deputado federal por São Paulo, com mandato até 2014. Foi eleito em 2010, com 497.203 votos.

História[editar | editar código-fonte]

Filho do imigrante libanês Salim Farah Maluf e de Maria Estéfano Maluf, uma família de industriais que no início do século passado resolveu investir na América do Sul. No início fabricavam compensados e outros laminados prensados, quando fundaram a Eucatex, a maior empresa do setor madeireiro da América Latina. Maluf era neto de Miguel Estéfano, uma das maiores fortunas do estado de São Paulo nas décadas de 1930 e 1940. Estudou no Colégio São Luís, estabelecimento de ensino de padres jesuítas.

Ingressou na política no movimento estudantil da Universidade de São Paulo, onde durante o curso de engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo fez parte do Grêmio dos Estudantes da Faculdade. Formou-se em 1954, passando a ser diretor-superintendente das empresas da família, que eram comandadas por seu irmão Roberto. Em 1955 casou-se com Sylvia Lutfalla, com quem tem quatro filhos e treze netos. De 1955 a 1967, Maluf trabalhou ininterruptamente como empresário.

Cronologia Política[editar | editar código-fonte]

Em 1964, tornou-se vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, sendo empossado em 30 de março, um dia antes da queda do presidente João Goulart. Neste período, iniciou a amizade com Delfim Netto, o mesmo que lhe indicaria para a presidência da Caixa Econômica Federal em 1967. Ao término de seu mandato sobre a entidade, foi nomeado Prefeito de São Paulo em 1969 e Secretário dos Transportes em 1971. Em 1976, foi eleito presidente da Associação Comercial de São Paulo e alcançou o Governo do Estado de São Paulo em 1979. Eleito Deputado Federal três vezes: Em 1982, com a maior votação do país; em 2006 e em 2010, nas duas últimas com quase meio milhão de votos. Eleito prefeito de São Paulo em 1992. Colecionou 10 derrotas: 4 para o governo paulista: 1986,1990,1998,2002; 4 para a prefeitura da capital paulista: 1988,2000,2004,2008; e 2 para a presidência da República: 1985 (indireta) e 1989. Maluf comemorou em 2007, 40 anos de vida pública, tendo ocupado na mesma 6 cargos de extrema participação política os quais culminaram na corrente populista denominada Malufismo.

Presidente da Caixa Econômica Federal (1967-1969)[editar | editar código-fonte]

Maluf tomou posse como presidente da entidade em 13 de maio de 1967, quando tinha 35 anos. Inovou o organismo que era considerado uma velharia, que apenas oferecia um instrumento de poupança. Necessitando de novos horizontes, Maluf introduziu novidades: a CEF passou a oferecer Talão de cheque, ea disponibilizar em suas agências o pagamento de ISS, IPTU, ICMS, Imposto de Renda, contas de água, luz, gás e telefone. Sendo assim, a Caixa Econômica Federal equilibrou-se em 1967, e apresentou grandes lucros em 1968. Maluf inovou também ao criar o processo de empréstimo para a casa própria. Assim, ao invés de lavrarem-se escrituras no tabelião, fazia-se a escritura particular impressa sem ônus para o tomador. Durante sua gestão abriram-se linhas de poupança com correção monetária que a Caixa Econômica Federal não havia. O órgão centenário, em sua administração, realizou em financiamentos o que não havia feito em um século. Desta maneira, foi nomeado Prefeito do Município de São Paulo.

Prefeito de São Paulo (1969-1971)[editar | editar código-fonte]

Em sua primeira passagem pela prefeitura de São Paulo, Maluf priorizou a construção de grandes obras viárias, como a Marginal Pinheiros[4]

Maluf foi nomeado prefeito de São Paulo para o período de 1969 a 1971, por indicação do presidente da República Costa e Silva e com o apoio de Delfim Netto a contragosto do governador do estado Abreu Sodré, que preferia indicar o seu Secretário de Fazenda, Luís Arrobas Martins. Mas durante uma reunião na sede do governo paulista, Martins fez críticas ao poder central. O conteúdo da reunião chegou a Brasília e o governador precisou trocar de candidato e nomeou Maluf.[5]

Sendo engenheiro, Maluf sempre priorizou as obras de grande porte e visibilidade, sendo a principal o Minhocão, muito criticada pelo fato de ter causado desvalorização aos diversos prédios que margeavam o viaduto e por ter deteriorado o bairro de Santa Cecília, região central da capital paulista.[6] [7] .

No ano de 2006, foi feita uma enquete por parte do periódico Jornal da Tarde, que apontou que mais de 90% da população da região aprova o Minhocão, mas que ele deveria passar por revitalizações.[8]

Outras obras de Maluf em sua primeira passagem pela prefeitura foram dezenas de pontes e viadutos,em um total de 78, tais como:Antártica, Morumbi, Grande São Paulo, Engenheiro Antônio de Carvalho Aguiar e Júlio de Mesquita Filho; além de cerca de 85% das avenidas marginais dos rios Pinheiros e Tietê.

Construiu grandes avenidas, como: Avenida Engenheiro Caetano Álvares (ao lado do Jornal O Estado de São Paulo) , Avenida Gastão Vidigal (ao lado do Ceagesp), Faria Lima , Radial Leste , Cupecê, Juntas Provisórias, Ricardo Jafet, Santos Dumont, Braz Leme, Bandeirantes, Inajar de Souza, Anhaia Melo e Salim Farah Maluf. Duplicou as avenidas: Ibirapuera, Rudge, Doutor Arnaldo, São Miguel, Interlagos, Francisco Morato e Marquês de São Vicente. Criou também todas as alças da 23 de Maio. Construiu a Ligação Leste-Oeste sob a Praça Roosevelt e o Túnel São Gabriel, na região de Santo Amaro. Além disto deixou concluído grande parte do Complexo Viário das avenidas Rebouças e Major Natanael.

Neste período, começou a escavação da Avenida Jabaquara, para a construção do Metrô de São Paulo. Trouxe ao Brasil, a máquina Shield apelidada pela população com o nome Tatuzão, a qual passou em 40 metros de profundidade por importantes trechos do Centro Velho de São Paulo para que fosse possível a edificação da linha Norte-Sul que começava por Santana, sendo construída através de ponte.

Maluf inaugurou o Hospital Municipal do Tatuapé, que estava sendo construído desde o governo de Adhemar de Barros, mas que foi equipado em sua gestão.[9]

Durante o seu mandato como prefeito de São Paulo, Maluf presenteou, mediante lei aprovada pela Câmara de Vereadores, os jogadores da Seleção Brasileira de Futebol que disputaram e ganharam a Copa do Mundo de Futebol de 1970 com um Fusca. Durante anos respondeu a um processo judicial sendo inocentado em 2006.[10]

Secretário dos Transportes (1971-1975)[editar | editar código-fonte]

Tão logo concluiu seu mandato de prefeito, Maluf foi Secretário de Transportes do governo do estado de São Paulo na gestão Laudo Natel (1971-1975). Durante esse período, inaugurou a primeira etapa do metrô de São Paulo, a Linha Norte-Sul (chamada hoje de "Linha 1 - Azul"), que opera desde o dia 14 de setembro de 1974 e que estava sendo construído desde 1968. Além disto, instalou os primeiros trens da Fepasa, unificando as ferrovias do Estado de São Paulo. Como secretário, também acelerou a construção das Rodovias Imigrantes e Bandeirantes. Deu início a duplicação das Rodovias Anhanguera e Washington Luís. Em 1974, tentou ser indicado candidato ao Senado, mas o presidente Ernesto Geisel já havia escolhido Carvalho Pinto (que seria derrotado por Orestes Quércia), o que levou Maluf a desistir. Retomou suas atividades na Associação Comercial e, em 1976, foi eleito presidente da entidade. Em 1978 foi eleito Homem Visão 78 pela já extinta Revista Visão.

Governador de São Paulo (1979-1982)[editar | editar código-fonte]

O Terminal Rodoviário do Tietê é o maior terminal viário da América Latina e foi inaugurado em 1982 na gestão de Paulo Maluf [11]

Em 1977, começou a articular para chegar ao governo de São Paulo. Maluf apostara na candidatura à Presidência do Ministro do Exército, Sílvio Frota, que pertencia à linha-dura do Regime Militar. O presidente Geisel, que apoiava o general João Batista Figueiredo, demitiu Frota em 12 de outubro de 1977. Sem esperança de ser indicado pelo presidente, Maluf visitou todos os 1.261 delegados que votariam na convenção da ARENA. Em abril daquele ano, Geisel ficou neutro na disputa, confiante que Laudo Natel venceria a convenção. Na convenção da ARENA, em 4 de junho de 1978, Maluf coordenou um princípio de tumulto com simulação de incêndio durante a votação. As urnas foram sequestradas e levadas para o pavilhão do Ahembi onde foi feita a contagem e Maluf venceu por 617 votos, ante os 589 obtidos por Natel. Laudo Natel tentou impugnar a votação sob a acusação de fraude, mas o governo federal não lhe deu ouvidos. Maluf disputou então a vaga no Colégio Eleitoral como candidato oficial da Arena, e, sem concorrente, foi eleito governador "biônico" do Estado de São Paulo em 1 de setembro de 1978, mesma data em que Amaral Furlan preencheu a vaga de senador "biônico" nos termos da legislação vigente.

Como governador, cerca de 30 anos antes da descoberta de petróleo no litoral paulista, fez uma tentativa de encontrar petróleo no estado de São Paulo, com a criação de uma estatal chamada Paulipetro, através da assinatura de um contrato de risco com a Petrobras, que fracassou. Segundo o Departamento de Engenharia de Petróleo, "o tempo foi muito curto, de 1980 a 1982, para que os esforços do governo paulista aparecessem, pois o processo de prospecção é longo e depende quase sempre de várias tentativas de perfuração no mesmo lugar". De qualquer maneira, alguns poços escavados em que o petróleo não foi encontrado foram aproveitados pela Sabesp para captação e distribuição de água em alguns municípios do interior. Maluf acrescenta que a estatal Petrobras gastou 20 bilhões na procura de petróleo e fracassou, enquanto seu governo gastou 300 milhões, ou seja, 1.5%.

Em termos de saneamento básico, inaugurou obras da Sabesp na capital e interior, sendo as mais importantes os primeiros interceptores de esgotos no Rio Pinheiros, o Sistema Cantareira, que é responsável pelo abastecimento de água de 10 milhões de habitantes, a primeira fase da Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri e a terceira fase da Estação de Tratamento de Água do Guaraú. São também realizações do Governo Maluf a expansão da linha Leste-Oeste de Metrô (a atual Linha 3 - Vermelha), constituída pelas estações: Pedro II, Bresser-Mooca, Belém e Tatuapé (para leste) e Anhangabaú, República e Santa Cecília (para oeste). Esta última estação foi concluída no governo seguinte que finalizou os 10% que restava. Construiu a Rodovia dos Trabalhadores (renomeada em 1994 como "Rodovia Ayrton Senna"), a Rodovia Mogi-Bertioga, a Ponte do Mar Pequeno, o Terminal Rodoviário Governador Carvalho Pinto(conhecido como Terminal Rodoviário do Tietê) e, em parceria com o Ministério da Aeronáutica, o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos (renomeado em 1999 como Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro,concluído após o fim de sua gestão, em 1985), e no qual o seu governo realizou um aporte financeiro menor do que o acordado inicialmente com a Aeronáutica. Iniciou as usinas hidrelétricas de Nova Avanhandava, Porto Primavera, Taquaruçu, Três Irmãos e de Rosana. Inaugurou e equipou o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas.

Colocou as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar na rua, reforçando a segurança da capital e da Grande São Paulo. Houve um incidente, durante seu governo, fartamente explorado pela oposição: O episódio na Freguesia do Ó, houve choques entre apoiadores e opositores de Maluf durante uma manifestação pública de cunho antimalufista, fato este que foi objeto de uma CPI inconclusiva na Assembleia Legislativa paulista.

Em 1981, Maluf cria a Eletropaulo, após seu governo comprar a parte paulista da Light. A empresa era considerada uma das cinco maiores fornecedoras de energia elétrica do mundo. Foi privatizada na gestão de Mário Covas, na década de 1990.

No governo de Paulo Maluf, a VASP foi pivô de um grande escândalo. Assim, em agosto de 1980, a Assembleia Legislativa do estado criou uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar denúncias de irregularidades na administração da VASP. Vários problemas foram encontrados, entre eles o desaparecimento de 2,7 milhões de litros de combustível, explicada por Calim Eid, chefe da Casa Civil, em razão da "evaporação natural", sumiço de peças de reposição, concorrências fraudulentas, falsificação contábil, distribuição de milhares de bilhetes aéreos e uso político da empresa. Maluf ampliou a rede de transmissão da TV Cultura de 8 para 51 estações e mais 83 repetidoras.

Também marca o seu governo a tentativa frustrada de construir uma nova capital para o estado, que se chamaria Anchieta. A emenda à Constituição estadual necessária para tal fim foi rejeitada pela Assembleia Legislativa em meados de 1980.

Maluf trasladou, em 1982, para o Monumento do Ipiranga, os restos mortais da 2ª imperatriz do Brasil, Dona Amélia de Leuchtenberg. Criou a Secretaria Estadual de Cultura. A pedido da ex-primeira dama Sara Kubitschek, doou 50 milhões de cruzeiros para a construção do Memorial JK, situado na cidade de Brasília.

Durante seu mandato o município de São Paulo foi administrado por Antonio Salim Curiati até que a Assembleia Legislativa aprovasse o senhor Reynaldo de Barros a quem Maluf indicou como seu candidato a governador em 1982. Concorrendo pelo PDS, Barros perdeu a eleição num pleito disputado também por Rogê Ferreira do PDT, Jânio Quadros do PTB, Luiz Inácio Lula da Silva do PT e André Franco Montoro do PMDB, este último o vitorioso.

Maluf jamais trocou de partido, embora a sigla tenha mudado ao longo dos anos: de ARENA para PDS (em 1980), que mudou para PPR (em 1993), que virou PPB (em 1995), e que desde 2003 é denominado Partido Progressista, PP.

Deputado federal (1983-1987)[editar | editar código-fonte]

Em 1982 renunciou ao governo do estado dando lugar ao vice-governador José Maria Marin, para disputar uma vaga de deputado federal sendo eleito com 672.927 votos, sagrando-se o mais votado da história do país até 2002 quando o médico Enéas Carneiro obteve 1.573.642 votos.[12] Na Câmara dos Deputados (1983-1987) foi contra a emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para Presidente da República em 15 de novembro de 1984 e mesmo tendo comparecido a apenas quatro votações, articulou sua primeira candidatura à Presidência da República via Colégio Eleitoral derrotando Mário Andreazza, então Ministro do Interior, por 493 votos a 350 votos na convenção nacional do PDS realizada em 11 de agosto de 1984. Conhecido o resultado, Maluf tornou-se candidato a Presidente da República tendo como vice-presidente o deputado federal piauiense Flávio Marcílio, há anos fazendo política no Ceará, estado ao qual representava na Câmara dos Deputados.

Tal resultado, porém, causou descontentamento entre os "andreazzistas" e gerou contrariedade para o presidente João Figueiredo. A vitória de Maluf foi o estopim para que os dissidentes governistas se alinhassem ao oposicionista Tancredo Neves, algo evidenciado pelo apoio de nomes como o do vice-presidente Aureliano Chaves, dos senadores José Sarney, Marco Maciel e Jorge Bornhausen, além de Antônio Carlos Magalhães. Destes, Sarney foi indicado vice-presidente na chapa oposicionista e se filiou ao PMDB em 13 de agosto de 1984 e os demais estruturaram a dissidência da Frente Liberal, embrião do Partido da Frente Liberal (fundado em 24 de janeiro de 1985, hoje Democratas).

Melhor articulados os adversários de Paulo Maluf formaram a Aliança Democrática derrotando-o por 480 votos contra 180 e 26 abstenções.[13] Tancredo Neves, entretanto, não chegou a tomar posse e em seu lugar assumiu o vice-presidente José Sarney, dando início à chamada Nova República e governou o país entre 1985 e 1990.

Derrotas em eleições majoritárias (1986-1990)[editar | editar código-fonte]

Meses após ser derrotado no Colégio Eleitoral Paulo Maluf retornou à cena política como um dos artífices da vitória do ex-presidente Jânio Quadros (PTB) sobre o senador Fernando Henrique Cardoso (PMDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo, num resultado que desmentiu os prognósticos dos institutos de pesquisa.

Porém o esperado apoio do PTB à sua candidatura ao governo de São Paulo em 1986 não aconteceu, visto que a legenda lançou o nome do empresário Antônio Ermírio de Moraes, com quem Maluf polemizou durante toda a campanha. Devido a esses ataques, Orestes Quércia fortaleceu-se e foi eleito governador. Ficando em terceiro lugar, Maluf decide concorrer pela primeira vez à prefeitura de São Paulo pelo voto direto, em 1988.

Outro revés em sua carreira aconteceu em 1988 quando perdeu a eleição para prefeito de São Paulo para a deputada estadual Luiza Erundina.[14] Em 1988 não havia o dispositivo do segundo turno em eleições majoritárias, algo que só passaria a viger após publicada a Constituição Federal com aplicação a partir de 1989, ano das primeiras eleições diretas para presidente em quase trinta anos. Referendado candidato a presidente pelo PDS após derrotar em convenção o prefeito de Florianópolis Esperidião Amin, Maluf partiu para a campanha ficando em quinto lugar, atrás de nomes como os de Mário Covas e Leonel Brizola.[15]

No segundo turno das eleições presidenciais de 1989, Maluf hipotecou seu apoio a Fernando Collor, que derrotaria Luiz Inácio Lula da Silva. Na sua campanha presidencial defendeu em ato público penas mais rigorosas para estupro seguido de homicídio, por meio da frase "Tá bom, está com vontade sexual, estupra mas não mata!", que acabou veiculada nos meios de comunicação como uma apologia ao estupro e não como uma condenação a tão horrendo crime.

Em 1990 venceu o primeiro turno das eleições para o governo de São Paulo, sendo derrotado na rodada final por Luiz Antônio Fleury Filho do PMDB, apoiado ostensivamente pelo governador Orestes Quércia, além de contar com importantes apoios no PSDB e no PT, como a ex-prefeita Erundina. Foi a sua quinta derrota em cinco anos, a quarta em eleições diretas.

Retorno à prefeitura de São Paulo (1993-1996)[editar | editar código-fonte]

Tomada aérea do Complexo Viário Ayrton Senna - maior conjunto de vias subterrâneas de São Paulo[16]

Após sete anos de reveses Maluf ganha a eleição para a prefeitura de São Paulo em 1992 derrotando o senador Eduardo Suplicy (PT) em segundo turno. Contribuíram para a sua vitória a imagem de tocador de obras, de realizador e a sua facilidade de comunicação, ao passo que seu adversário não possuía a mesma empatia de comunicação (em especial na televisão) e estava concorrendo na condição de candidato situacionista tendo que defender as realizações e os erros da administração Luiza Erundina, correligionária de Eduardo Suplicy.

Em seu segundo mandato como prefeito alcançou o maior índice de aprovação da história de São Paulo, com cerca de 93%, porcentagem assentada em especial nos projetos sociais implantados por ele como o Cingapura[17] e o Leve Leite, além da reestruturação do sistema de saúde através do PAS (Plano de Atendimento à Saúde). Este plano de saúde ofereceu a partir de 1995, operações de laqueadura e vasectomia gratuitamente. Para conseguir dinheiro para obras, Celso Pitta, secretário de finanças, emite títulos da dívida pública, conseguindo capitalizar a prefeitura.

Criou leis polêmicas, porém com apoio popular - como a que proíbe o fumo nos restaurantes[18] e a lei do cinto-de-segurança, tornando-o obrigatório - [19] que colocou São Paulo na vanguarda, sendo posteriormente ampliada para todo o país, inclusive no Código Nacional de Trânsito aprovado por Fernando Henrique Cardoso.

Realizou o Programa Bairro-a-Bairro, com a participação das sociedades amigos de bairros, no qual equipes da prefeitura se instalavam em determinadas regiões da cidade e dedicavam-se na solução dos problemas daquela localidade. Executou também o Programa Guarapiranga, visando solucionar problemas em lotes irregulares e despoluindo o rio que abastece o município. Em apoio à Campanha da Vida - Mutirão Salva São Paulo, organizada pelo Conselho de Sociedades Amigos de Bairros, Vilas e Cidades do Estado de São Paulo, criou a Secretaria do Verde e Meio-Ambiente, a qual plantou 1 milhão de árvores na cidade.

Além disso, Maluf realizou novas obras viárias por toda a cidade, gerando vários empregos temporários na construção civil, mas contribuindo para o aumento da frota de automóveis em circulação. Em substituição à CMTC, privatizada por Luiza Erundina, criou a SPTrans e reorganizou o sistema de ônibus municipais, fazendo com que a prefeitura deixasse de transferir 500 milhões de dólares por ano em subvenção às empresas de transporte público.

Retomou as obras viárias da gestão de Jânio Quadros que foram interrompidas por Luiza Erundina.[20] Uma delas é o Túnel Presidente Jânio Quadros (em homenagem ao ex-presidente). Além deste, foram construídos mais 7 túneis [21] como o Sebastião Camargo, Tribunal de Justiça, Mackenzie, Ayrton Senna, e Maria Maluf. Também construiu a Passagem Tom Jobim,a Passagem Sena Madureira, e a Passagem Doutor Eurycledes de Jesus Zerbini (que faz parte do Complexo Viário Eusébio Matoso, juntamente com a Ponte Bernardo Goldfarb); a Avenida Jacu-Pêssego, a Avenida Águas Espraiadas, hoje Roberto Marinho, que teve várias denúncias de superfaturamento; Fez também a Ponte Júlio de Mesquita Neto, a Avenida Escola Politécnica, a Avenida Nova Faria Lima, e o Complexo Viário Escola de Engenharia Mackenzie (também conhecido como Sacomã). Em quase todas as obras houve denuncias de superfaturamento e corrupção, nunca comprovadas. Também construiu os viadutos República da Armênia, da Moóca, José Colassuono, e Cassiano Gabus Mendes.

Na questão de transporte coletivo, construiu os terminais de ônibus: João Dias, Vila Nova Cachoeirinha, Parque Dom Pedro II, Praça da Bandeira, Penha, e Cidade Tiradentes. Iniciou o de Princesa Isabel e o da Capelinha.

Foi o primeiro prefeito no Brasil a instalar computadores nas escolas públicas, com quinze mil máquinas distribuídas em 400 laboratórios.

Terminou o seu mandato com a marca histórica de ter sido o melhor prefeito que São Paulo já teve de acordo com pesquisa do Instituto Datafolha.[22]

Declínio e eleição para deputado federal[editar | editar código-fonte]

A indicação de Celso Pitta[editar | editar código-fonte]

Ao se aproximar o término de seu mandato como prefeito de São Paulo, Maluf procurou lançar um candidato à sua sucessão. Cogitaram-se vários nomes para a vaga, como Delfim Netto, Antônio Ermírio de Moraes, Olavo Setúbal e Adib Jatene[23] . Porém, a tentativa do lançamento dessas candidaturas fracassou, então Maluf consultou o marqueteiro político Duda Mendonça. Foi feito um debate entre os possíveis nomes entre eles secretários de seu governo. Decidiu-se então que Celso Pitta, secretário de finanças na época, era o mais indicado para a disputa devido a sua eloquência e presença marcante.[24] Pitta venceu o segundo turno para a prefeitura em 1996, com uma esmagadora diferença de votos para Luiza Erundina que saíra do PT após a derrota migrando para o PSB. Durante a campanha, Maluf veiculou no horário eleitoral a seguinte frase: "Votem no Pitta e se ele não for um grande prefeito, nunca mais vote em mim". Pitta foi considerado o pior prefeito que São Paulo já teve, com índices de rejeição superiores a 80%.[25] Pouco depois, em 1999, Maluf e Pitta romperiam seus laços políticos e a controversa atuação desse último à frente do cargo acabou por prejudicar gravemente a imagem de Maluf.

Disputa de engenheiros[editar | editar código-fonte]

Em 1998, Maluf começou com o pé-direito a campanha para governador. Alcançou 32% do eleitorado no primeiro turno, e Mário Covas(PSDB) obteve 22,9% dos votos. O ponto vital para a campanha de Maluf declinar foi um importante debate realizado pela Rede Bandeirantes, onde Maluf entrou com sete pontos de vantagem sobre seu opositor e saiu com sete pontos de desvantagem.[26] Covas se valeu do passado de Maluf, como a sua fama de político corrupto, ligação com os militares na época da ditadura e sua omissão diante das Diretas Já. A disputa terminou em 55% dos votos para Covas e 45% para Maluf. Também foi acusado de ter uma filha fora do casamento e foi pedido um exame de DNA, o qual comprovou que era mentira a suposta paternidade.[27] Outro fato que atrapalhou sua campanha foi o caso Frangogate, no qual Maluf também foi inocentado.

Perdendo novamente para o PT[editar | editar código-fonte]

No ano 2000, Maluf resolveu se candidatar a prefeitura de São Paulo, mesmo obtendo rejeição de 66% dos paulistanos enquanto em 1996 a marca era de 11%. Os principais candidatos que enfrentou foram: Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Luiza Erundina (PSB) e Romeu Tuma (PFL).

Ao longo da campanha, Maluf travou um fervoroso combate com a candidata Marta Suplicy do PT. Seus principais projetos eram bandeiras usadas em 1996 na campanha de Pitta: Pas, Cingapura e Leve-Leite. Em um dos debates Maluf se irritou com Marta ao declarar que a candidata se valia de insultos para se sobressair, então chamou a candidata de desqualificada. Marta fez um escândalo e disparou a frase: "Cala a boca, Maluf!".[28] Os institutos de pesquisa na época apontavam Marta com 70% e Maluf com 30%, mas o resultado final foi Marta 58.51% e Paulo Maluf 41.49%.

Restrito ao primeiro turno[editar | editar código-fonte]

Nos anos vindouros o capital político de Maluf refluiu a ponto de o mesmo ter sido alijado do segundo turno nas eleições para o governo de São Paulo em 2002, mesmo tendo começado a campanha com 40% de intenções de voto. O grande ponto para o seu descenso foi a ausência no debate entre os candidatos realizado pela Rede Globo. Geraldo Alckmin do PSDB, surgiu como uma opção para frear a notável subida do PT, que tinha como candidato José Genoíno, o qual começou a campanha com 11%. Alckmin venceu Genoíno no segundo turno por 57% a 42%.

Persistente, em 2004, Paulo Maluf, agora pelo PP, resolve se candidatar a prefeitura de São Paulo. Começa a disputa com 24% de intenções de voto no primeiro lugar, empatado com José Serra (PSDB) e Marta Suplicy(PT). Todavia, a intenção de votos a Maluf caía a medida que Serra disparava na campanha alcançando o segundo turno contra a candidata a reeleição, Marta Suplicy. Maluf termina com 12%. Desta vez, Serra vence a eleição, derrotando a petista por 55% contra 45%.

Resultados eleitorais recentes[editar | editar código-fonte]

Paulo Maluf, em Avaré, no dia 24 de agosto de 2010

Diante da necessidade de recompor sua influência, abdicou de uma nova disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2006 e candidatou-se a deputado federal mesmo tendo uma rejeição parecida a de 2000 na casa dos 65% porém acabou sendo eleito com a maior votação do país com 739.827 votos segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.[29] Em 24 de julho de 2007 foi eleito presidente do diretório paulista do PP, demonstrando sua influência no partido.

Apesar das últimas derrotas em eleições majoritárias, Paulo Maluf concorreu mais uma vez, em 2008, à prefeitura de São Paulo,após ganhar a indicação do Partido Progressista com 90% dos votos, contra 6% do deputado Celso Russomanno e 4% de abstenções. Propôs a construção de uma Freeway na cidade, ou seja, auto-pistas sobre o Rio Tietê e sobre o Rio Pinheiros. A ideia não teve aceitação popular chegando a ser chamada de mirabolante[30] pela Revista Veja São Paulo.

Desta vez, recebeu apenas 5.91% dos votos válidos, ficando na quarta posição.[31] Perdeu para Gilberto Kassab (DEM),Marta Suplicy (PT), e Geraldo Alckmin (PSDB) .

Após perder a eleição, Maluf declarou a Rede Bandeirantes que pretendia se lançar candidato ao governo de São Paulo em 2010. No entanto, declinou da tentativa, lançando-se à reeleição como deputado federal pelo PP, sendo eleito com 497.203 votos.

Paulo Maluf surpreendeu eleitores quando declarou em agosto de 2009 que ele próprio atualizava sua página no site Twitter.[32]

No dia 22 de maio de 2011, Maluf foi reconduzido à presidência estadual do PP, em chapa única, deixando em aberto a questão sobre sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo, para as eleições de 2012.[33]

No entanto, em março de 2012, Maluf emitiu nota justificando por que desistiu de disputar a eleição para a sucessão municipal paulistana. [34] No dia 18 de junho deste ano, Maluf oficializou apoio ao candidato do PT para a prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.[35]

Nas eleições estaduais de São Paulo em 2014, Maluf é candidato pelo PP a deputado federal. Em 1 de setembro de 2014, o TRE-SP indeferiu, por 4 votos a 3, o registro de candidatura de Maluf alegando que a condenação por superfaturamento na obra do túnel Ayrton Senna enquadra Maluf na Lei da Ficha Limpa. Os advogados de Maluf informaram que irão recorrer ao TSE.[36]

Denúncias e prisão[editar | editar código-fonte]

Preso em 2005 pelo Delegado de Policia Federal Protogenes, acusado de intimidar uma testemunha, permaneceu na cárcere sede da Polícia Federal de São Paulo de 10 de setembro a 20 de outubro de 2005 (totalizando 40 dias). Este episódio ocorreu após as graves denúncias de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção e crime contra o sistema financeiro (evasão fiscal). O STF julgou que a prisão de Paulo Maluf era juridicamente ilegal, pois sua saúde seria frágil para permanecer preso, autorizando assim a sua saída da prisão.[37] Os jornais denunciaram à época que apesar da saúde "frágil", Maluf no dia seguinte foi encontrado comendo pastéis e tomando chope em Campos do Jordão.[38] Atualmente, Paulo Maluf é deputado federal.

O Superior Tribunal de Justiça condenou em 2006 Paulo Maluf a pagar uma multa de R$1,2 milhão pela contratação irregular da TV Globo para cobrir a Maratona de São Paulo.[39]

A Justiça brasileira possui uma série de documentos que indicam uma movimentação de US$ 446 milhões em contas em nome de Paulo Maluf no exterior. Tendo, inclusive, seu genro admitido à Justiça que movimentou recursos ilegais nestas contas.[40]

No momento, uma única sentença condenatória transitada em julgado, de Direito Civil, pesa sobre Maluf: o político e cinco co-réus foram condenados a restituir ao Estado de São Paulo o montante perdido pelo episódio Paulipetro, em ação popular movida pelo hoje desembargador Walter do Amaral. Em valores de 2008, a parte que cabia a Maluf era de 716 milhões de reais. Embora não caiba mais apelação ou recurso, a execução da dívida - nos termos do processo 00.0245122-0 junto à décima-sexta vara federal do Rio de Janeiro, impetrado por Amaral - se encontra sujeita a vários agravos e medidas cautelares, e a própria condenação ainda pode ser esvaziada de efeito em função de uma ação rescisória (AR 4206) junto à primeira turma do STJ, no momento sob a relatoria do ministro Arnaldo Esteves Lima. O valor envolvido é mais de dezoito vezes o patrimônio declarado de Paulo Maluf em 2010, segundo a Transparência Brasil.

Jersey[editar | editar código-fonte]

Paulo Maluf é acusado pela justiça brasileira de ter uma vultosa conta no paraíso fiscal das ilhas Jersey.[41] Em 10 de junho de 2006 o jornal Folha de S. Paulo revelou que a polícia da ilha de Jersey, paraíso fiscal no canal da Mancha, bloqueou contas com cerca de US$ 200 milhões de Paulo Maluf e seus familiares..[42] [43] [44]

Interpol[editar | editar código-fonte]

Em março de 2010, seu nome foi incluído na difusão vermelha da Interpol, por solicitação dos Estados Unidos.[45] Seu filho, Flávio Maluf, também está na lista de procurados.[46] Por isso, ele pode ser preso em 181 países.[47] . No dia 20 de março, o jornal O Globo divulgou uma nota relatando que Maluf teria sido expulso de seu partido, o Partido Progressista, o que foi desmentido pelo presidente nacional da legenda, Francisco Dornelles.[48]

Lista de Corrupção Internacional do Banco Mundial[editar | editar código-fonte]

No dia 15 de Junho de 2012, Paulo Maluf foi um dos quatro brasileiros incluidos pelo Banco Mundial, juntamente com os banqueiros Edemar Cid Ferreira e Daniel Dantas, em uma lista de 150 casos internacionais de corrupção. O Projeto do Banco Mundial em parceria com a ONU, chamado de "The Grand Corruption Cases Database Project", contém casos em que foram comprovadas movimentações bancárias ilegais de pelo menos 1 milhão de dólares. [49] [50]

Inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa[editar | editar código-fonte]

Em 16 de setembro de 2014 o procurador-geral eleitoral Rodrigo Janot indeferiu a candidatura de Maluf a deputado federal pelo PP de São Paulo. Segundo o procurador, Maluf cometeu atos lesivos ao patrimônio público e de improbidade administrativa enquanto esteve à frente da Prefeitura do Município de São Paulo entre 1993 e 1996. Ainda não há uma decisão final da Justiça sobre a inelegibilidade de Maluf e ele continua em campanha nas eleições de 2014.

Linha do Tempo[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The Richest Politicians In Brazil (em inglês) Forbes. Página visitada em 6-02-2014.
  2. Wanted. MALUF, Paulo (em inglês) Interpol. Página visitada em 19-06-2012.
  3. Paulo Maluf conta por que desistiu de disputar a Prefeitura de São Paulo.
  4. A Cidade Sem Eleições - Paulo Maluf (1969-1971).
  5. Paulo Maluf conta sua História.
  6. Veja São Paulo "Contrastes paulistanos" (16 de julho de 2003).
  7. O Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS) Sonhando uma cidade mais bela.
  8. Jornal da Tarde (14/02/2006), "São Paulo Pergunta"
  9. Obras de Paulo Maluf em sua primeira passagem pela Prefeitura de São Paulo.
  10. Maluf é inocentado no caso dos Fuscas.
  11. Informações sobre o Terminal Rodoviário do Tietê.
  12. Maluf é eleito o deputado federal mais votado do Brasil (2006).
  13. Candidato à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf (PP) 2004.
  14. As eleições municipais de 1988 à Prefeitura de São Paulo.
  15. Resultados das eleições presidenciais brasileiras de 1989.
  16. Túneis e vias subterrâneas da cidade de São Paulo.
  17. O Projeto Habitacional Cingapura.
  18. A Lei Antifumo criada pela Prefeitura de São Paulo (1995).
  19. A Lei do Cinto de Segurança (Parágrafo Dois).
  20. Histórico da ex-prefeita Luiza Erundina.
  21. Túneis e vias subterrâneas da cidade de São Paulo.
  22. Maluf é o melhor prefeito que São Paulo já teve, diz Datafolha.
  23. Livro Ele, Maluf - Trajetória da Audácia - Página 174
  24. Livro Ele, Maluf - Trajetória da Audácia - Página 175
  25. Pesquisa Datafolha aponta Pitta como ruim/péssimo por 81% ao fim de seu governo: http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=66
  26. Análise das eleições Brasileiras, pela TV Bandeirantes.
  27. Maluf é inocentado no caso Frangogate.
  28. Marta se altera em debate e manda Maluf calar a boca.
  29. Os 10 deputados e senadores mais bem votados nas eleições de 2006.
  30. E ele ainda quer ser prefeito.
  31. Paulo Maluf fica em quarto lugar na disputa à Prefeitura de São Paulo.
  32. Paulo Maluf, o emblemático ex-prefeito de São Paulo, está no Twitter, Vírgula, 26 de agosto de 2009..
  33. Paulo Maluf é reeleito para a presidência estadual do PP-SP.
  34. Maluf conta por que desistiu de disputar a eleição municipal de 2012.
  35. Maluf oficializa apoio ao PT em encontro com Lula e Haddad.
  36. Gabriela Terenzi (1 de setembro de 2014). Justiça eleitoral indefere candidatura de Paulo Maluf a deputado federal (em português) Folha de S.Paulo. Página visitada em 2 de setembro de 2014.
  37. As fontes desta informação são os artigos do jornal O Estado de S.Paulo (SP), de 13/10/2004 e de 21/10/2005
  38. Informação obtida do artigo de 02/11/2005 do jornal Folha de São Paulo
  39. Informação obtida no artigo do jornal O Estado de S.Paulo de 23.jun.2006
  40. Informações obtidas em artigos do jornal O Estado de S.Paulo de 13.mai.2006, 30.mar.2006, 22.nov.2005, 15.set.2005, 13.set.2005, 10.set.2005, 25.mai.2005, 16.abr.2005, 10.dez.2004, 26.out.2004 e 28.abr.2004
  41. Corte de Jersey manda abrir contas de Maluf.
  42. Entenda o caso das contas de Maluf em Jersey.
  43. Governo suíço afirma que Maluf tem conta em Jersey.
  44. Caso Maluf.
  45. - Wanted Maluf, Paulo Interpol..
  46. Wanted Maluf, Flávio
  47. Paulo Maluf entra para a lista de procurados da Interpol - O Globo, 19 de março de 2010 (visitado em 20-3-2010)
  48. Correção: Deputado federal Paulo Maluf não foi expulso do PP - Globo.com, 20 de março de 2010
  49. G1, com Agência Estado. Quatro brasileiros estão em lista de corrupção do Banco Mundial. Página visitada em 15 de junho de 2012.
  50. Cinco brasileiros aparecem em lista de corruptos compilada por Banco Mundial e ONU O Globo. Página visitada em 15/06/2012.

Outras fontes[editar | editar código-fonte]

Almanaque Abril 1986. 12ª edição. São Paulo, Abril, 1986.
Almanaque Abril 2003. Vol. I. 29ª edição. São Paulo, Abril, 2003.
Corrente dos Malufistas por São Paulo [1]
Pagina de procurado pela interpol [2]

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