Celso Pitta
| Celso Pitta | |
|---|---|
| Prefeito de São Paulo |
|
| Mandato | 1.º - 1 de janeiro de 1997 até 26 de maio de 2000 2.º - 13 de junho de 2000 até 1 de janeiro de 2001 |
| Antecessor(a) | Paulo Maluf (1.º) Régis de Oliveira (2.º) |
| Sucessor(a) | Régis de Oliveira (1.º) Marta Suplicy (2.º) |
| Vida | |
| Nascimento | 29 de setembro de 1946 Rio de Janeiro, RJ |
| Falecimento | 20 de novembro de 2009 (63 anos) São Paulo,SP |
| Nacionalidade | |
| Primeira-dama | Nicéia Camargo |
| Partido | PTB |
| Profissão | economista |
Celso Roberto Pitta do Nascimento (Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1946 — São Paulo, 20 de novembro de 2009) foi um político e economista brasileiro, graduado pela Universidade Federal Fluminense, com mestrado em economia na Universidade de Leeds (Inglaterra) e curso de Administração Avançada na Universidade Harvard (Estados Unidos).[1]
Foi o prefeito da cidade de São Paulo de 1º de janeiro de 1997 a 1º de janeiro de 2001. Foi o segundo negro a ser prefeito da cidade de São Paulo. O primeiro foi o advogado Paulo Lauro, que ocupou o cargo entre 1947 e 1948.
Foi eleito no segundo turno, derrotando a candidata do Partido dos Trabalhadores, Luiza Erundina. A vitória de Pitta se deu principalmente em razão do apoio de pessoas muito importantes, que tinham grande carisma popular. Suas propostas envolviam principalmente projetos na área de transporte, como o "fura-fila" (chamado depois de "Paulistão" e de "Expresso Tiradentes"), parcialmente finalizado dez anos depois, ao custo total de 1,2 bilhão de reais.
Índice |
[editar] Denúncias de corrupção
O mandato foi marcado por corrupção, tendo as denúncias estourado em março de 2000, relatadas principalmente por sua ex-esposa, Nicéia Pitta, que vinha sendo ameaçada de morte. As denuncias envolviam vereadores, subsecretários e secretários - entre as denúncias, está o escândalo dos precatórios. Tais denúncias tiveram como consequências sua condenação à perda do cargo pela justiça. Por 18 dias seu vice, Régis de Oliveira, assumiu a prefeitura. Depois Pitta entrou com recurso e recuperou o mandato. Pitta passou a pertencer ao Partido Trabalhista Nacional.
Ao terminar seu mandato, o ex-prefeito era réu em treze ações civis públicas, acusando-o de ilegalidades. O valor das denúncias somadas alcançou 3,8 bilhões de reais, equivalente a quase metade do orçamento do município na época. A dívida paulistana passou na sua gestão de 8,6 bilhões de reais em 1997 para 18,1 bilhões de reais.
Por causa das denúncias, não se candidatou para se reeleger em 2000, já que a maioria dos paulistanos rejeitava a gestão.
Quando Celso Pitta deixou o poder em 2001, uma pesquisa mostrou que 83% dos paulistanos consideravam a sua gestão ruim ou péssima, uns dos maiores índices do ex-prefeitos que saíram do cargo.
[editar] Candidaturas
Tendo se candidatado a deputado federal nas eleições de 2002 e nas de 2006, não foi eleito.
[editar] Prisão
Em 2004, depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito do Banestado, foi preso por desacato à autoridade, ao discutir com o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT).
Em 2006, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu, por meio de ação cível por má administração pública, a devolução de 11,8 milhões de reais aos cofres da prefeitura paulistana.
[editar] Nova prisão
Em 2008, a Justiça Federal considerou Pitta culpado pelo "escândalo dos precatórios", impondo-lhe uma pena de 4 anos de prisão.
Foi preso pela Polícia Federal em 8 de julho, durante a Operação Satiagraha contra corrupção, por desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro.[2]
Dois dias depois, teve a prisão temporária afastada, após liminar do presidente do STF, Gilmar Mendes.
[editar] Foragido por duas semanas
Celso Pitta ficou foragido por duas semanas por não ter pago a pensão para sua ex-mulher Nicéia Pitta, mas conseguiu um habeas corpus na justiça para responder o processo em liberdade e convocou uma entrevista coletiva no dia 3 de dezembro de 2008 para explicar sua versão dos fatos.
[editar] Prisão domiciliar
O juiz Francisco Antônio Bianco Neto, da 5ª Vara da Família da capital condenou Pitta a prisão domiciliar por não pagar pensão alimentícia à ex-mulher. Teria que cumprir prisão domiciliar, pois estava devendo para Nicéia Camargo R$ 155 mil de pensão alimentícia.[3]
[editar] Cirurgia
Em janeiro de 2009, Pitta submeteu uma cirurgia, para retirada de um tumor no intestino e depois da cirurgia, iniciou o tratamento com quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês.[4]
[editar] Morte
Celso Pitta morreu no dia 20 de novembro de 2009, aos 63 anos, em decorrência de um câncer no intestino. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e havia se submetido a uma operação.[5]
Seu estado de saúde piorou mais nos últimos meses, de acordo com declarações de seu advogado, devido aos processos a que respondia.[6]
Notas e referências
- ↑ Conheça a vida e os escândalos de Celso Pitta. Estadão, 21 de novembro de 2009.
- ↑ PF prende Daniel Dantas, Celso Pitta e Naji Nahas em operação contra desvio de dinheiro - Folha Online, 06/07/2008
- ↑ Supremo dá liberdade para Pitta, Nahas e mais nove - Consultor Jurídico, 10/07/2008
- ↑ Ex-prefeito Celso Pitta morre aos 63 anos em São Paulo, Folha Online, 21 de novembro de 2009
- ↑ Morre em São Paulo o ex-prefeito Celso Pitta. Página visitada em 21-11-2009.
- ↑ Disputas judiciais agravaram câncer em Celso Pitta, diz advogado. Página visitada em 21-11-2009.
| Precedido por Paulo Maluf |
Prefeito de São Paulo 1997 — 2000 |
Sucedido por Régis de Oliveira |
| Precedido por Régis de Oliveira |
Prefeito de São Paulo 2000 — 2001 |
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