Celso Pitta

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Celso Pitta
Celso Pitta
Prefeito de São Paulo
Mandato: - 1 de janeiro de 1997
até 26 de maio de 2000
- 13 de junho de 2000
até 1 de janeiro de 2001
Precedido por: Paulo Maluf (1º)
Régis de Oliveira (2º)
Sucedido por: Régis de Oliveira (1º)
Marta Suplicy (2º)
Nascimento: 29 de Setembro de 1946 (62 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Partido: PTB
Profissão: economista

Celso Roberto Pitta do Nascimento (Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1946) é um economista e político brasileiro.

Fez mestrado em Economia na universidade de Leeds (Inglaterra) e na de Harvard (EUA).

Foi o prefeito da cidade de São Paulo de 1º de janeiro de 1997 a 26 de maio de 2000 e de 13 de junho a 31 de dezembro de 2000. Foi o segundo negro a ser prefeito da cidade de São Paulo. O primeiro foi o advogado Paulo Lauro, que ocupou o cargo entre 1947 e 1948.

Pelo fato de, na época, ainda não existir a possibilidade de reeleição em cargos executivos no Brasil, o então prefeito Paulo Maluf decidiu lançar seu secretário de finanças para dar prosseguimento ao seu modo de governar. Destaca-se a frase "votem no Pitta, e se ele não for um grande prefeito, nunca mais votem em mim", para demonstrar sua confiança no afilhado político. Foi eleito no segundo turno pelo Partido Progressista (na época chamado Partido Progressista Brasileiro; PPB), derrotando surpreendentemente a candidata do Partido dos Trabalhadores, Luiza Erundina. A vitória de Pitta se deu principalmente ao apoio do prefeito Paulo Maluf, que possuía grande aprovação. Suas propostas envolviam principalmente projetos na área de transporte, como o "fura-fila" (chamado depois de "Paulistão" e de "Expresso Tiradentes"), parcialmente finalizado dez anos depois, ao custo total de 1,2 bilhão de reais.

Índice

[editar] Denúncias de corrupção

O mandato foi marcado por suspeitas de corrupção, tendo as denúncias estourado em março de 2000, relatadas principalmente por sua ex-esposa, Nicéia Pitta, que vinha sendo ameaçada de morte. As denuncias envolviam vereadores, subsecretários e secretários - entre as denúncias, está o escândalo dos precatórios. Tais denúncias tiveram como conseqüências sua condenação à perda do cargo pela justiça. Por 18 dias seu vice, Régis de Oliveira, assumiu a prefeitura. Depois Pitta entrou com recurso e recuperou o mandato. Nesta época ocorreu a ruptura de Pitta com Maluf, passando Pitta a pertencer ao Partido Trabalhista Nacional.

Ao terminar seu mandato, o ex-prefeito era réu em treze ações civis públicas, acusando-o de ilegalidades. O valor das denúncias somadas alcançou 3,8 bilhões de reais, equivalente a quase metade do orçamento do município na época. A dívida paulistana passou na sua gestão de 8,6 bilhões de reais em 1997 para 18,1 bilhões de reais. Tendo se candidatado a deputado federal nas eleições de 2002 e nas de 2006, não foi eleito.

Quando Celso Pitta deixou o poder em 2000, 83% dos paulistanos consideravam a sua gestão ruim ou péssima.[carece de fontes?]

[editar] Prisão

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito do Banestado, em 2004, foi preso por desacato à autoridade, ao discutir com o senador Antero Paes de Barros.

Em 2006, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu, por meio de ação cível por má administração pública, a devolução de 11,8 milhões de reais aos cofres da prefeitura paulistana.

[editar] Nova prisão

Em 2008, a Justiça Federal considerou Pitta culpado pelo "escândalo dos precatórios", imputando-lhe uma pena de 4 anos de prisão. Foi preso pela Polícia Federal em 8 de julho, durante uma operação contra corrupção, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro.[1]

Dois dias depois, teve a prisão temporária afastada, após liminar do presidente do STF, Gilmar Mendes.

[editar] Foragido por duas semanas

Celso Pitta ficou foragido por duas semanas por não ter pago a pensão para sua ex-mulher Niceia Camargo,mas conseguiu um habeas corpus na justiça para responder o processo em liberdade e convocou uma entrevista coletiva no dia 3 de dezembro de 2008 para explicar sua versão dos fatos.

[editar] Prisão domicilar

O juiz Francisco Antônio Bianco Neto, da 5ª Vara da Família da capital Condenou Pitta a prisão domicilar por não pagar pensão alimentícia à ex-mulher,ele terá que cumprimir prisão domicilar,pois deve para Nicéia Camargo R$ 155 mil de pensão alimetícia.


[2]

Notas e referências

Precedido por
Paulo Maluf
Prefeito de São Paulo
1997 - 2000
Sucedido por
Régis de Oliveira
Precedido por
Régis de Oliveira
Prefeito de São Paulo
2000 - 2001
Sucedido por
Marta Suplicy
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