Antônio da Silva Prado

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Antônio da Silva Prado
CoA Empire of Brazil (1870-1889).svg Senador do Brasil por São Paulo
Mandato 20ª Legislatura (senador vitalício)
Ministro dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas
Mandato 1885/87 e 1887/88
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
Mandato 1888
Deputado geral por São Paulo
Mandato 1869/72
Prefeito de São Paulo
Mandato 1899 a 1911 (República Velha)
Vida
Nascimento 25 de fevereiro de 1840
São Paulo
Morte 23 de abril de 1929 (89 anos)
Rio de Janeiro
Progenitores Mãe: Veridiana da Silva Prado
Pai: Martinho da Silva Prado
Dados pessoais
Cônjuge Maria Catarina da Costa Pinto
Partido Partido Conservador, PRP, Partido Democrático (1930)
Profissão Advogado, Fazendeiro, Banqueiro e Empresário
Serviço militar
Condecorações Conselheiro e Cavaleiro grã-cruz da Real Ordem de Leopoldo I

Antônio da Silva Prado, ou Conselheiro Antônio Prado (São Paulo, 25 de fevereiro de 1840Rio de Janeiro, 23 de abril de 1929) foi um advogado, lavrador, político e empresário brasileiro.

Político do Segundo Reinado[editar | editar código-fonte]

Filho de Martinho da Silva Prado e de Veridiana Valéria da Silva Prado, membros da aristocracia cafeeira paulista, tinha o apelido de Antonico. Dona Veridiana era filha de Antônio da Silva Prado, o Barão de Iguape. Seu pai era tio de sua mãe.

Formado na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1861, cursou especialização em direito em Paris. Foi chefe de polícia em São Paulo. Deputado provincial de São Paulo (1862-1864). Foi deputado federal, na época se dizia "deputado geral", em 1869 e 1872 pelo Partido Conservador. O conselheiro publicava suas opiniões no órgão do Partido Conservador, o Correio Paulistano, que foi de sua propriedade a partir de 1882, e que mais tarde se tornou o órgão do PRP, ao qual o conselheiro se filiou.

Em 1878 foi inspetor especial de terras e colonização da Província de São Paulo.[1] Tornou-se conselheiro do Império em 1888 e senador em 1886.

Foi partidário da abolição, e ministro da agricultura. Foi incentivador da imigração italiana no Brasil sendo um dos fundadores da "Sociedade Brasileira de Imigração". Foi também ministro das relações exteriores.

Foi incentivador de ferrovias, tendo, no ministério da agricultura, autorizado a construção de muitas linhas férreas no Brasil.

Como ministro da agricultura, em 1885, participou da elaboração e assinou, junto com a Princesa Isabel a Lei Saraiva-Cotegipe, também chamada lei dos sexagenários, lei que previa a abolição gradual da escravatura negra no Brasil com indenização aos proprietários de escravos.

Em 1888, o conselheiro Antônio Prado fez parte do gabinete João Alfredo Correia de Oliveira que elaborou o projeto da Lei Áurea.

Quando faleceu no Rio de Janeiro, em 1929, seu filho Antônio da Silva Prado Júnior era o prefeito da cidade.

Primeiro prefeito de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Na República pertenceu ao PRP.

Tomou posse como intendente da cidade de São Paulo em 7 de janeiro de 1899, sendo o primeiro a receber o título de prefeito e permaneceu doze anos no cargo, até 15 de janeiro de 1911, o que o torna o prefeito que mais tempo ficou no cargo. Foi um dos fundadores do Automóvel Clube de São Paulo.

Procurou modernizar a cidade, através da construção de pontes e o aterramento de várzeas que, em período de chuvas, impediam a ligação entre as várias regiões da cidade de São Paulo.

Foi responsável, em seu mandato, pela implantação do sistema de energia elétrica na cidade, em 1900, graças a uma usina hidroelétrica construída em Santana de Parnaíba, através da empresa canadense The Sao Paulo Light & Power, que ocupava o atual centro comercial do mesmo nome.

Embora tivesse sido em sua gestão que ocorreu a construção do Teatro Municipal, deixou o cargo em 15 de janeiro de 1911, sendo o Teatro Municipal inaugurado pelo então prefeito Barão Raymundo Duprad em setembro de 1911, ao lado do Viaduto do Chá. Mas, Antônio Prado inaugurou a Pinacoteca do Estado e a Estação da Luz – além da construção da avenida Tiradentes, onde se localizam as duas obras citadas.

Neste período, a população aumentava vertiginosamente: como consequência do fim da escravidão, grandes levas de imigrantes vieram para o Brasil, principalmente italianos (estima-se que na primeira década do século XX cerca de 900 mil deles chegaram ao país), fazendo a população da cidade saltar para quase 400 mil habitantes – e em 1908 chegaram os primeiros japoneses. A maciça ocupação da cidade por estrangeiros ocorreu devido à rápida industrialização, com destaque para os setores têxtil e de alimentação.

Depois de deixar a prefeitura, o Conselheiro Antônio Prado deixou a política, só a ela retornando para fundar, em 1926, o Partido Democrático (1930) emprestando seu prestígio político à nova sigla. A reunião de políticos que fundou o Partido Democrático foi realizada em sua residência.

Cafeicultor, banqueiro e empresário[editar | editar código-fonte]

Antônio da Silva Prado e seu irmão Martinho Prado Júnior (o Martinico Prado) foram colonizadores na região de Ribeirão Preto adquirindo a Fazendas São Martinho (na atual Pradópolis) e formando a Fazenda Guatapará que chegaram a possuir 20 milhões de pés de café. A Fazenda Guatapará recebeu o Rei da Bélgica em 1923.

O conselheiro Antônio Prado também formou a fazenda Santa Veridiana, nome que homenageia sua mãe, que chegou a ter 4 milhões de pés de café, localizada no atual município de Santa Cruz das Palmeiras. Criou também o balneário do Guarujá, um empreendimento pioneiro para a época, o início do século XX.

Antônio da Silva Prado foi banqueiro proprietário do Banco do Comércio e Indústria do Estado de São Paulo, conhecido posteriormente como Banco Comind, da Vidraria Santa Marina e dono de um frigorífico em Barretos e proprietário e presidente da Companhia Paulista de Estradas de Ferro por 30 anos. A Paulista, ficou conhecida mundialmente por sua eficiência e pontualidade e, se dedicou principalmente ao transporte de café e carnes. Foi também um dos pioneiros em reflorestamento no Brasil, plantando bosques para abastecer de madeira a Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Chácara do Carvalho[editar | editar código-fonte]

Recebida por herança, a Chácara do Carvalho, foi onde residiu com sua família, a esposa Catarina da Silva Prado e oito filhos, no período de 1893 a 1929.

Tal era o prestígio da família e do palacete, que, em agosto de 1920, chegou a hospedar os reis da Bélgica. Seu entêrro saiu da propriedade, sendo acompanhado a pé pela população até o Cemitério da Consolação, na capital de São Paulo.

Família[editar | editar código-fonte]

Casou-se com Maria Catarina da Costa Pinto, com quem teve:

Homenagens[editar | editar código-fonte]

No ano de seu falecimento, 1929, foi lançado um extenso livro de mais de 800 páginas contendo os discursos e ensaios de Antônio Prado.

Em 1940 foram realizados, em São Paulo e Rio de Janeiro, vários eventos comemorativos do centenário de seu nascimento, tendo sido lançado um livro contendo os discursos e trabalhos feitos alusivos à data.

A cidade de Antônio Prado, que surgiu de uma colônia italiana, tida como a cidade mais italiana do Brasil, o homenageia adotando seu nome.

O Almanak Laemmert de 1887 menciona o Conselheiro Antônio da Silva Prado como Grã-cruz da Real Ordem de Leopoldo I.

Foi aberta uma escola com seu nome em sua homenagem chamada Escola Estadual Deputado Silva Prado.

Homenageado com a Praça Antonio Prado localizada no Distrito da Sé, na área central da cidade de São Paulo.[2]

Referências

  1. INDICADOR DE SAO PAULO PARA O ANO DE 1878, Abilio A. S. Marques, 1878.
  2. Dicionário de Ruas - História das Ruas de São Paulo

Biografia[editar | editar código-fonte]

  • ________, Antônio Prado no Império e na República - Seus Discursos e Atos Coligidos e apresentados por sua filha Nazaré Prado, F. Briguiet & Cia. Editores, Rio de Janeiro, 1929.
  • ________, Centenário do Conselheiro Antônio Prado, Gráfica Revista dos Tribunais, São Paulo, 1946.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Nota: Na página do Senado Federal está errado a data em que o Conselheiro foi prefeito de São Paulo.

Precedido por
{{{antes}}}
{{{título}}}
Sucedido por
{{{depois}}}
Precedido por
{{{antes}}}
{{{título}}}
Sucedido por
Rodrigo Augusto da Silva
Precedido por
Rodrigo Augusto da Silva
Ministro dos Transportes do Brasil
e
Ministro da Agricultura do Brasil

1887 — 1888
Sucedido por
Rodrigo Augusto da Silva
Precedido por
João Maurício Wanderley
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1888
Sucedido por
Rodrigo Augusto da Silva
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.